Prejuízo à Emasa é de R$ 100 mil por mês.
No debate sobre as contas de água exorbitantes, o presidente da Emasa trouxe à tona um dado paradoxal. Enquanto uns – inclusive pobres – pagam muito e além do que devem pelo serviço da empresa, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna é beneficiada por uma lei que lhe isenta da contrapartida pelo consumo de água.
A lei municipal que concede a benesse foi sancionada há cerca de dois anos pelo prefeito Fernando Gomes. O vereador Milton Gramacho contou que à época houve uma pressão para aprovar a facilidade porque a Santa Casa enfrentava problemas financeiros, que levaram inclusive ao fechamento do pronto-atendimento do SUS.
A conta de água da instituição filantrópica, que – diga-se de passagem – presta serviços remunerados, chega a R$ 100 mil por mês, segundo o próprio Alfredo. Para o vereador Ricardo Bacelar, é um absurdo que essa conta não seja paga. Ou melhor, seja custeada pela população.
“Tudo bem que devamos ajudar a Santa Casa, mas e os outros municípios que são atendidos por ela? Por que Itabuna vai arcar com esse prejuízo sozinha?”, questionou o vereador.
A isenção custa à Emasa, uma empresa deficitária, cerca de R$ 1,2 milhão por ano e, de acordo com a lei de autoria do governo Fernando Gomes, o benefício vale por uma década. Vereadores questionaram o tratamento diferenciado, inclusive porque outros hospitais de Itabuna pagam suas contas de água.
Alfredo Melo demonstrou que discorda da isenção e disse que está apenas cumprindo a lei. Fontes deste blog informam que há no atual governo quem defenda a revogação da lei.




















