O prefeito Lenildo Santana, de Ibicaraí, é daqueles que figuram na categoria “boa praça”. Outros diriam que mais certo estaria se usasse batina, tal o seu estilo conciliador. Mas tem horas que o perfil não ajuda muito. Ao assumir a prefeitura, em janeiro de 2009, recebeu recomendações do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Ministério Público estadual para que adequasse a folha do funcionalismo ao que reza a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Ele suportou todo o ano de 2009. Apostava em aumento da receita para que não fosse obrigado a mandar gente pra rua. A folha de pagamento estava consumindo até 81% da arrecadação da prefeitura, quando o limite dos limites é 54%, como prega a LRF. Nesta semana, o caldo entornou e Lenildo se viu em um mato sem cachorro. Ou demitia ou seria enquadrado pela lei. Demitiu, nesta semana, 53 funcionários.
Pior do que assumir esse ônus, manteve nos quadros mais de 100 servidores convocados de forma ilegal pela ex-prefeita Monalisa Tavares, no apagar das luzes do seu mandato. É a tal coisa, ou toma a providência amarga na hora certa, ou fica com o desgate de fazer o certo “na hora errada”, politicamente falando…























