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O Pimenta não ouviu “os dois lados” para esta nota. Preferiu sair pela cidade, procurando registrar os fatos. Fez isso às 8h30min e às 13h30min, à procura de policiais militares nas ruas. Pela manhã, não achou nenhum. À tarde, encontrou três soldados. Viaturas, nenhuma.

Então, foi ao 15º batalhão. Apesar de ter sido impedido de fotografar, este blogueiro pôde ver mais de cinco viaturas estacionadas no pátio e dezenas de policiais no local. Alguns fardados, fazendo serviços de limpeza e roçagem da área do quartel.

Outro indicativo: o release encaminhado hoje pela PM para os veículos de comunicação informou apenas uma operação da corporação ontem. Foi por volta das 9h10min, para resguardar, até a chegada da perícia, o acesso a uma loja na avenida do Cinquentenário, que havia sido arrombada. E só.

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Garis bloqueiam os acessos ao Palácio Paranaguá desde o início da manhã.
Garis bloqueiam os acessos ao Palácio Paranaguá desde o início da manhã (Pimenta na Muqueca).

Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, 11, os servidores da limpeza pública de Ilhéus paralisaram as atividades e fecharam as portas do Palácio Paranaguá, sede da prefeitura. Eles protestam e reivindicam tratamento isonômico nas negociações salariais. Os servidores querem aumento de 12%, mas o prefeito Newton Lima (PSB) garantiu que só em fevereiro do próximo ano poderá conceder qualquer tipo de reajuste.

A paralisação, segundo Luiz Cláudio Machado, “Lu”, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Ilhéus (Sinsepi), é uma forma de pressionar o prefeito a rever a decisão. Ele quer o mesmo tratamento dispensado por Newton aos profissionais da educação, que obtiveram reajuste de 12%, retroativo a maio (confira).

Esta é a segunda paralisação dos garis num intervalo inferior a dois meses. Em 16 de junho, eles também bloquearam os acessos do Palácio Paranaguá. Protestavam contra o não-pagamento de horas extras e pediam a regularização do vale-transporte por parte da empresa que opera a limpeza pública, a Marquise.

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Mais de 500 servidores concursados de Mucuri fecharam os dois sentidos do quilômetro 939 da BR-101, nesta manhã, em protesto contra as demissões promovidas pelo prefeito Paulo Alexandre Griffo, o “Paulinho de Tixa” (PSDB). O prefeito alega que as demissões foram provocadas pelo excesso de funcionários, que consomem 70% da arrecadação municipal. O teto estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de 54%.

A prefeitura teria 1.697 funcionários. Ontem, 534 foram demitidos e outros 300 serão mandados embora. Ainda em sua defesa, Paulinho de Tixa afirma que muitas das contratações de concursados ocorreram de forma irregular. Verdade ou não, a pressão é grande no município que está entre as maiores renda per capita da Bahia e tem na base de sua economia a exploração de celulose.

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O PSB é o destino quase líquido e certo do presidente da Assembleia Legislativa Estadual, Marcelo Nilo, ex-PSDB. Amigo de Jaques Wagner e dissidente do tucanato baiano, que resolveu embarcar na candidatura do ex-governador Paulo Souto, Nilo se articula bem para as eleições do próximo ano.

O parlamentar está na lista dos possíveis mais bem votados. Não por acaso. Numerosas são as médias e grandes lideranças no interior da Bahia que já fecharam com o deputado mirando 2010. O sul da Bahia é um exemplo, principalmente o ‘miolo’ da região cacaueira. O deputado age, como diria, à moda mineira: quietinho, pelas beiradas.

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Um defeito num transformador de corrente de energia elétrica na subestação de Itabuna deixou cinco municípios do sul da Bahia no escuro entre o final da noite de ontem e início da madrugada desta terça-feira. Em Itabuna, o fornecimento de energia ficou suspenso das 23h08min até a 0h43min na região central e nove bairros.

O problema também ocorreu nos municípios de Ilhéus, Ubaitaba, Itacaré e Aurelino Leal. Quem passou por maior sufoco foi a população de Ilhéus, onde o fornecimento de energia somente foi restabelecido às 2h54min. Gerente de atendimento da Coelba em Itabuna, Carlos Morais diz que a empresa acionou os técnicos para que o problema fosse logo identificado e solucionado.

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Antônio Carmo | Política com dedo na ferida

Como previsto a bancada do PMDB desligou-se do bloco do governo declarando fazer “oposição responsável” sem ferir os interesses da Bahia.

Só a prática é que vai dizer exatamente o que isto significa.

O governo, mesmo sem o PMDB, tem maioria. Fato comprovado na eleição de Marcelo Nilo, quando o PMDB apoiou o candidato derrotado.

Se depender da maioria dos deputados peemedebistas, realmente o governo não terá dificuldades.

Resta ver se na prática, os projetos de interesse do povo baiano sofrerão algum percalço decorrente desta nova composição de forças.

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Ricardo Ribeiro |ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

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O rompimento entre PT e PMDB  baianos assemelhou-se a um fim de novela, dados os contornos dramáticos, com direito a telefonemas não atendidos, recados desaforados e cartas entregues na calada da noite por um mensageiro desconhecido. Em meio a tudo isso, a tensão com o fim de um relacionamento que superou a mera condição de aliança política, haja vista ter se constituído num marco divisório entre uma era de imposições e outra, a atual, em que impera o livre debate e a condução do poder se dá de uma forma que não se enxerga mais no mandatário a figura do coronel.

Passados os lances emocionantes da ruptura, a vida continua, diferentemente das novelas, que de fato terminam no último capítulo, seja o final feliz ou não. Nos melodramas, o autor capta o melhor momento, o mais intenso e esperado pelo público, para encerrar a história com “chave de ouro”. Na vida, os fatos continuam a se desenrolar  passado o ápice do drama, e abre-se a oportunidade para que os ânimos sejam apascentados e os personagens reflitam com mais serenidade sobre as consequências de seus atos.

Geddel irritou-se com o desprezo de Wagner, que afirmou não ter atendido aos seus telefonemas “por falta de tempo”. Ao seu estilo, vingou-se do “desplante” chamando o governo petista de medíocre. Bate e rebate típicos de briga de casal, onde as ofensas nem sempre traduzem o que cada um pensa do outro e, na maioria das vezes, servem apenas para machucar.

Certo é que, passado o calundu, os petistas e peemedebistas mais sensatos buscam a convergência. Ontem, o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, Leur Lomanto Jr., recorreu a Vinícius para lembrar que a política é feita de encontros e desencontros, mas também de “reencontros”. Coisa semelhante afirma o deputado federal peemedebista Colbert Martins, que é só elogios a Jaques Wagner.

O reencontro entre PT e PMDB seria o caminho natural, sobretudo pela aliança (ainda) existente entre os dois partidos em Brasília. Isso somente ocorrerá, porém, se Wagner for para o segundo turno e tiver como adversário o DEM. Portanto, não deve interessar ao PT prolongar o bate-boca e criar polarização com o ex-aliado PMDB, o que só favoreceria  a ida de Geddel para o segundo turno, onde obviamente contaria com o apoio “irredutível” dos democratas. E aí, companheiro, é tchau PT.

Ricardo Ribeiro é advogado e um dos blogueiros do Pimenta.

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O clima continua tenso em Gandu e suscetível a degolas. Duas, de cinco possíveis exonerações, já rolaram. A caneta da prefeita Dra. Irismá (PCdoB) “ejetou” o secretário de Esporte, Cultura e Turismo, Emetério da Palma, e a diretora de Cultura, Lindaura Bonfim. As cabeças dos dois eram pedidas pela APLB, o sindicato da educação.

Ambos eram acusados de desvio de função, pois pertencem aos quadros do estado e não teriam se afastado oficialmente dos respectivos cargos para serem nomeados no município. Pelo mesmo motivo, outras cabeças ainda podem rolar, a exemplo dos secretários Ednaldo Bispo (administração) e Wendel Reis (planejamento). Mudanças também podem ocorrer na área de finanças.

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As mudanças nas secretarias estaduais que eram comandadas pelo PMDB seguem em ritmo lento, uma vez que o governo está disposto a analisar caso a caso. E tem gente que foi indicada pelo PMDB, mas pretende continuar com Wagner (ou talvez com o contracheque, sabe Deus!).

Pelo menos na Seinfra, a guilhotina já fez uma vítima, após a saída do secretário Batista Neves. Em sua edição desta terça-feira (11), o DO publica a exoneração “a pedido” do diretor-geral do Derba, Jorge Tufic Derzi. O diretor de Logística, José Carlos Rodrigues dos Santos, foi designado para responder temporariamente pelo órgão.

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Sete dias após ter sido confirmada pelo Governo do Estado, a mudança de comando na Secretaria de Educação foi sacramentada na edição de hoje do Diário Oficial. Estão lá a exoneração de Adeum Sauer e a nomeação do novo secretário, o diretor da Faculdade de Administração da Ufba, Oswaldo Barreto.

A posse de Barreto será hoje mesmo, às 14h30min, na sede da Fundação Luís Eduardo Magalhães.

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Um grupo de ilheenses terá, nesta quarta-feira (12), em Brasília, audiência com o presidente da Funai, Márcio Augusto Freitas de Meira. O objetivo da reunião é contestar o relátório  que define 47 mil hectares de terras em Ilhéus, Una, Buerarema e São José da Vitória como território tupinambá.

Entre os participantes do encontro com o presidente da Funai, estarão o deputado federal Raimundo Veloso (PMDB) e o representante dos proprietários de terras atingidas pelo relatório da Funai, Luiz Henrique Uaquim, além do vereador ilheense Alcides Kruschewsky.

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Essa quem conta é o Blog da Feira, do jornalista Jânio Rego:

A primeira-dama da Bahia, Fátima Mendonça, resolveu dar seu parecer sobre o desembarque do PMDB do governo Wagner e disse que a postura do partido de Geddel é “uma decepção”.

A fim de evitar bate-boca com a mulher do governador – que, aliás, não tem papas na língua –  Geddel escalou a própria esposa, Alexandra Vieira Lima, para cuidar do assunto. E Alexandra respondeu à Dona Fátima, de maneira muito singela, que a decepção “era recíproca”.

Dessa forma, o blogueiro feirense afirma (para ira das feministas) que a pendenga não ultrapassou as fronteiras dos salões de beleza…

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Carlos Ganso quer trazer a prova mais rápida do automobilismo para a Bahia
Carlos Ganso falou com Wagner sobre a ideia de trazer a prova mais rápida do automobilismo para a Bahia

Quem diria que a terra da tranquilidade e da sombra e água fresca poderia um dia se tornar a capital brasileira da velocidade? Pois é isso mesmo.

No final da tarde desta segunda, o governador Jaques Wagner recebeu o empresário Carlos Gancia, que faz parte do grupo que organiza a Fórmula Indy no Brasil. Empolgado com o sucesso da prova da Stock Car em Salvador, no último domingo, Gancia vê com extrema simpatia a possibilidade de que a capital baiana receba a Fórmula Indy em abril de 2010.

Rio de Janeiro e Ribeirão Preto também estão no páreo, mas Salvador – segundo o empresário – tem grandes vantagens. Entre elas, um circuito novo, que precisa de poucas adaptações e que foi alvo de elogios de pilotos e especialistas.

O governo do estado investiu R$ 5,3 milhões para realizar a Stock Car na Bahia.