Jabes Ribeiro está certo quando identifica o atual governo baiano com os princípios democráticos, diferenciando o tempo presente da época do “chicote” e do mandonismo encarnados na pretensa onipotência do Sr. Antônio Carlos Magalhães.
Hoje, de fato, a coisa é bem diferente, o que causa estranheza em muita gente. Muitos baianos ainda não se acostumaram com a ideia de que mandato político não é espaço para exercitar truculência. Claro que, após décadas de cabresto, a adaptação à liberdade pode ser lenta.
Quem viu o secretário de Saúde do Estado em Itabuna, Jorge Solla, inaugurando o novo Hospital São Lucas, obra na qual o governo baiano investiu R$ 3 milhões, percebeu como a relação entre opositores se tornou civilizada. Juntos, um prefeito do DEM e um secretário do governo petista, algo difícil de se imaginar nos tempos do carlismo.
Na sexta-feira (31), o secretário de Saúde de Itabuna, Antônio Vieira, teve mais motivos para comemorar. Em Salvador, ele voltou a se encontrar com Jorge Solla e foi informado de que o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães vai dobrar o número de leitos de UTI para adultos e ainda ganhará dez leitos de UTI para a pediatria.
Os recursos para a ampliação no Hblem serão garantidos pela União e a compra dos equipamentos será licitada pelo Governo do Estado. Tudo de maneira muito democrática e republicana, como deve ser, pois tanto Wagner como Lula não estão fazendo nada além de sua obrigação.
Infelizmente, antes não era assim, mas tem gente que sente saudade não sei de quê. É de se imaginar que uns sintam daquelas belas propagandas exaustivamente repetidas nos veículos “oficiais. Outros devem alimentar uma falta danada do velho chicote das malvadezas.
Tem gosto pra tudo.




















