O coordenador de combate a endemias em Itabuna, Sandovaldo Menezes, mostrou todo o seu vasto cabedal de conhecimentos em relação à dengue. Numa entrevista ao jornal A Tarde, edição de hoje, ele criticou a Sétima Dires pela “falta de carro fumacê nas ruas”.
A afirmação soou como piada para técnicos da área, inclusive agentes de endemias subordinados a Sandovaldo. E por um motivo. Entre o final de março e início de abril, e durante 40 dias, o fumacê foi aplicado em toda a área urbana de Itabuna.
Mas há um detalhe técnico que Sandovaldo mostrou desconhecer. Terminados os ciclos de borrifação de fumacê, outra aplicação somente pode ser feita num intervalo de um ano, segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). É uma preocupação ambiental, antes de tudo.
A aplicação entre março e abril já fora arriscada, pois uma outra borrifação aconteceu em junho e julho do ano passado. Portanto, num intervalo inferior a um ano. Isso, por conta do auge da epidemia de dengue no município. Era arriscar ou ameaçar ainda mais vidas. Até aqui, são quase 12 mil casos de dengue e 15 mortes, oito delas confirmadas, em Itabuna.
























