O cantor Jau se apresentou a um público seleto, nesta quarta-feira (28), no Teatro Municipal de Ilhéus. Ele encerrou a cerimônia de entrega da Comenda de São Jorge dos Ilhéus, parte das comemorações do aniversário de 489 anos do município. Responsável pelo evento, a Prefeitura não divulgou antecipadamente que o artista se apresentaria nele.
Hoje (29), vídeos do pocket show circulam acompanhados de questionamentos sobre a presença de Jau não ter sido comunicada à sociedade, de forma ampla e antecipada. “Nem os membros do Conselho [Municipal] de Cultura foram informados. Pelo visto, foi a portas fechadas mesmo”, escreveu em uma rede social o comunicólogo Paulo Magalhães, contramestre de capoeira e membro do Conselho de Cultura de Ilhéus.
Outras pessoas criticaram a restrição. “Parece que a equipe de eventos não pensa. Pegava um trio elétrico (nessa época do ano é mais barato que um palco), contrata duas bandas da cidade (Samba light, Aparo Jr) e Jau. Faz uma festa, todo mundo feliz, a maioria ia esquecer até que não teve São Joao”, sugeriu o internauta Emanuel Vivas, ao comentar publicação no Instagram.
OUTRO LADO
Ouvido pelo PIMENTA, o superintendente de Comunicação de Ilhéus (Sucom), Emenson Silva, explicou que dois eventos foram feitos ontem (28). Para a entrega das Comendas, segundo ele, coube aos homenageados a escolha dos familiares e amigos que os acompanhariam no Teatro. Portanto, a lista de convidados não foi definida pela gestão, acrescentou. A segunda solenidade foi a reabertura do Teatro.
Emenson disse ao site que a performance de Jau não foi propriamente um show, mas uma apresentação enxuta, para marcar a reabertura do Teatro. No meio artístico, essas apresentações são definidas como pocket show. O cachê do artista foi abaixo dos valores praticados no mercado, afirmou o superintendente, sem especificar o valor.
Conforme o gestor, a Prefeitura promoveu a apresentação no Teatro para não violar decreto de situação de emergência em vigor. Caso o músico tivesse se apresentado em praça pública, o Governo estaria contrariando a determinação do decreto emergencial, argumentou o titular da Sucom.




























