
Você já foi barrado alguma vez ? Qual foi sua reação?Algumas pessoas aceitam, ou resolvem o problema com tranquilidade, outras nem tanto.
O jornalista Ramiro Aquino, há alguns dias, foi barrado num evento. Educadamente explicou à pessoa da portaria que era o responsável pelo cerimonial, mas advertiu: “se eu for pra casa, não volto.” Recebeu autorização.
Luiz Melodia foi barrado num caruru organizado por ele. Já o músico Luiz Caldas foi proibido entrar num avião em Ilhéus por que estava descalço, hábito que não sei ainda se preserva. Outra companhia aérea o convidou para o embarque.
Na TV Cabrália, um episódio inesquecível envolveu o então prefeito Fernando Gomes, que tentou entrar sem cumprir as regras da emissora. O porteiro, Diógenes, argumentou, fazendo um comparativo: “Waldir Pires que é Waldir Pires entregou um documento e recebeu o crachá, porque o senhor não pode fazer a mesma coisa?
A frase soou como uma bofetada na cara do prefeito, que reagiu aos berros e xingamentos: “porra de Waldi Pire, carai de Waldir Pire!”. Saiu resmungando, entrou no carro e foi embora. Dia seguinte, adulado pelo departamento comercial da TV, aceitou retornar impondo a condição de não encontrar aquele “porteirinho ousado”.
Minutos antes da chegada do prefeito, Diógenes foi afastado da portaria e, quando FG foi embora, reassumiu o posto parabenizado com entusiasmo pelos colegas de trabalho.
Barrados no ministério – Neste mês a pretensa participação de muitos políticos no ministério do governo Dilma foi barrada. Recebi mensagem informando que o deputado Geraldo Simões estava cotado para ser o ministro do Desenvolvimento Agrário. Em anexo, uma reportagem citava o nome dele e de outros políticos que poderiam assumir o MDA.
No último dia 22, a presidente eleita confirmou o nome do ex-titular da Sedur (Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia), deputado eleito Afonso Florence , para o cargo. Afonso, ligado ao senador eleito Walter Pinheiro, “é um político sério”. Esta é a avaliação dos mais variados grupos, adjetivo raramente empregado nesta área. O nome dele não constava na reportagem.
O fato me fez lembrar uma história sobre a eleição de Tancredo Neves. Alguns jornais afirmavam que determinado político assumiria um ministério. Obviamente que as notas foram plantadas pelo interessado que, depois da “armação”, procurou o presidente e explicou o delicado problema, já que era comentário geral sua ascensão ao cargo. A velha raposa mineira Tancredo apontou a saída honrosa: “diga que eu lhe convidei e você não aceitou”.
Marival Guedes é jornalista.













Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br







