Festa beneficente será no dia 20 deste mês, às 17h, no Adonias Filho || Imagem Divulgação
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A campanha de Natal do Perifa na Lista e do Projeto Recrear terá um ponto alto no dia 20 de dezembro, às 17h, com o Baile Charme beneficente no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. A entrada custa R$ 10 e um quilo de alimento, que será destinado à montagem dos kits de doação.

O objetivo, segundo os organizadores, é atender pelo menos 100 famílias em situação de vulnerabilidade em Itabuna. A campanha arrecada alimentos e contribuições financeiras para garantir panetones, frangos e itens da cesta básica. As entregas serão feitas na semana do Natal.

Os dois projetos atuam há anos em comunidades periféricas da cidade. O Perifa na Lista, criado por Rick Trindade, ampliou sua atuação para ações sociais. O Projeto Recrear, fundado por Jean Silva, desenvolve atividades recreativas e formativas com crianças e adolescentes.

Doações podem ser feitas via Pix (perifanalista@gmail.com ou equiperecrear2018@outlook.com) ou entregues diretamente aos organizadores. Os alimentos mais necessários são leite em pó, óleo, macarrão, café e biscoitos. A comunidade e o comércio local são chamados a colaborar para ampliar o alcance da campanha.

Pedro Dhones lança o livro "Mil vidas em um ano só" || Foto Divulgação
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Do PIMENTA

O escritor Pedro Dhones Rodrigues da Silva, de 24 anos, filho de Pau Brasil, no sul da Bahia, acaba de lançar Mil Vidas em Um Ano Só, romance que mistura mitologia celta, reencarnações ao longo de períodos históricos e conflitos familiares que se estendem por quase três mil anos. Neurodivergente — convive com TDAH, autismo e Síndrome de Tourette — Pedro transforma suas condições em parte do processo criativo, que descreve como intenso, fragmentado e profundamente sensorial.

Pedro divide a rotina entre Pau Brasil e o bairro do Salobrinho, em Ilhéus, onde cursa o sexto semestre de Economia na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Ele conta que o livro levou cerca de cinco meses para ser escrito. “O lançamento, eu uso como referência o dia em que fiz o cadastro do ISBN. Depois disso, quando a editora finalizou os parâmetros, comecei a divulgação”, disse o escritor ao PIMENTA. O livro é publicado pela Editora Chico Xavier, de Minas Gerais.

O escritor também participou de um evento de apresentação da obra em parceria com a Escola Otávio Mangabeira, em Pau Brasil, por meio do projeto Estante Mágico. O encontro reuniu estudantes, professores e moradores. “Foi um evento para desenvolver essa profissão aqui no município, para que as crianças possam entender que existem escritores jovens. Eu fui convidado para falar sobre o meu livro e sobre minha trajetória como estudante e como pessoa neurodivergente”, relata.

UM ENREDO QUE ATRAVESSA ERAS

Mil Vidas em Um Ano Só parte de uma trama situada no ano 920 antes de Cristo, na Lapônia, no norte da Escandinávia, onde vivem duas famílias influentes. Frederick e Diana — prometidos em casamento — são os protagonistas de uma história marcada por alianças, maldições e rupturas. Durante o período de preparação para o casamento, Frederick se apaixona por Anastácia, uma jovem escravizada da aldeia. O relacionamento proibido desencadeia a tragédia central da narrativa.

“No dia do solstício de verão eles vão se encontrar fora da tribo, e outra escrava vê os dois. Quando o pai de Diana descobre, ele entrega uma taça para Frederick e o amaldiçoa a viver para sempre. Já Anastácia é morta e amaldiçoada a reencarnar a cada ciclo”, explica o autor. A partir daí, os personagens passam a surgir em diferentes momentos da história: Primeira e Segunda Guerra Mundiais, Revolução Industrial, disputas monárquicas e outros cenários.

O romance chega ao século 21 com personagens reencarnados em novas identidades: Frederick vivendo no sul da França; Anastácia renascendo como uma artista chamada Linda; e Diana surgindo como Victória Herrera, em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. “Eu juntei máfia russa, cultura indígena, cultura celta, períodos históricos como Egito, e até o incêndio da Casa Branca. Pego dez assuntos diferentes e faço uma junção para criar uma nova história”, afirma Pedro.

O livro Mil Vidas em Um Ano Só está disponível para compra neste link e em canais de distribuição da editora Chico Xavier.

PROCESSO CRIATIVO

Pedro fala abertamente sobre como suas condições influenciam o processo de escrita. Ele afirma que o hiperfoco pode impulsionar a produção, mas também cobra seu preço. “Eu consigo juntar muitos assuntos e criar algo novo. O lado negativo é que tenho extrema dificuldade de foco. Entro em hiperfoco e passo dois dias nisso, com dificuldade para dormir. Só consigo descansar depois que termino o projeto”, diz.

A Síndrome de Tourette também se manifesta durante o processo criativo e nas relações sociais. “A minha Tourette entra em duas categorias: falas involuntárias repetitivas e falas intrusivas. Isso atrapalha às vezes a comunicação. Palavras repetitivas, fala fora de contexto, mas estou fazendo tratamento e isso tem equilibrado bastante”, explica.

Também cita episódios de exaustão mental quando enfrenta obstáculos cotidianos. “Quando vejo que um assunto é complicado para resolver, meu corpo entra em exaustão mental”.

Anderson Freire é atração confirmada no Celebra Itabuna || Foto Divulgação
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A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) anunciou a programação da terceira edição do Celebra Itabuna. O evento será na noite de 20 de dezembro, na Praça Pastor Hélio Lourenço, com expectativa de reunir grande público em um encontro marcado por louvor, espiritualidade e união de comunidades evangélicas.

A atração principal será Anderson Freire, um dos nomes mais conhecidos da música cristã no Brasil. Cantor e compositor, ele traz sucessos que marcaram o gospel nacional, a exemplo de Raridade. Anderson foi integrante do Vocal Asafe e da banda Giom antes da carreira solo, fase em que se tornou referência entre fiéis e artistas do segmento.

A programação também abre espaço para talentos locais. Banda Shalom, Milena Lopes e o Ministério Novo Coração levam ao palco a força da música produzida em Itabuna e cidades vizinhas. As apresentações ampliam a proposta do Celebra de envolver diferentes vozes em uma noite de adoração e expressão comunitária. Abaixo, confira Anderson Freire cantando Raridade.

Jorge Araújo, Arnaldo Antunes e Daniel Thame na primeira roda de conversa da Flicacau, na sexta (27) || Foto Márcio Araújo
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Fazia quase uma década que Itabuna não recebia um grande evento dedicado à literatura. A longa espera terminou com a primeira edição da Festa Literária da Região Cacaueira (Flicacau), que ocupou o Centro de Cultura Adonias Filho de sexta (27) a domingo (29). Para a jornalista Vanessa Dantas, uma das organizadoras e mediadoras do evento, o balanço da estreia superou as expectativas, com a presença de mais de 5 mil pessoas ao longo dos três dias.

Também ressaltou o impacto positivo do programa estadual Bahia Literária para o fortalecimento da literatura na Região Cacaueira. “Queremos agradecer ao Governo do Estado, através do governador Jerônimo Rodrigues; da nossa secretária de Educação, Rowenna Brito; e do nosso secretário de Cultura, Bruno Monteiro”, acrescentou.

Vanessa Dantas e o empresário Nilton Cruz em uma das mesas de discussão da Flicacau || Foto Márcio Araújo

Com o tema Verde que te quero livro: contando a história da mata que nos sustenta, a Flicacau uniu literatura, teatro, dança, artes plásticas, música e ações de conscientização ambiental. Acolheu pequenos e jovens autores, além de expoentes da literatura grapiúna e convidados com reconhecimento nacional, a exemplo de Arnaldo Antunes, Paloma Amado, Bela Gil, Isabel Fillardis e Luciany Aparecida, além da escritora chilena Arelis Uribe.

DIVERSIDADE

Um time formado por cinco mulheres deu o tom da curadoria artística (Bruna Setenta) e dos espaços Jorge Amado (Rita Argollo e Dinalva Melo), Estação Juventudes (Camila Gusmão) e Flicacauzinha (Bárbara Falcón).

Luciany Aparecida, Tcharly Briglia e Isabel Fillardis no Espaço Jorge Amado || Foto Divulgação

Na Casa dos Autores, 30 escritores(as) selecionados(as) via edital apresentaram suas obras em um lançamento coletivo. Os três palcos da Festa receberam atrações musicais. Destaque para o show do cantor e compositor Marcelo Ganem, o cancioneiro da mata e da Serra do Jequitibá, cuja obra dialoga diretamente com o tema da Flicacau. Ainda teve a apresentação emocionante do Mestre Sabará, aos 91 anos, na sexta (27).

Paloma Amado, Elisa Oliveira e Bela Gil durante roda de conversa na Flicacau || Foto Márcio Araújo

A programação variada contemplou as infâncias e as juventudes. A criançada se emocionou no bate-papo com as cantoras Kysha e Mine, que levaram centenas de fãs à Flicauzinha. A dupla acumula mais de 1 bilhão de reproduções de suas músicas somente no YouTube.

O evento também foi marcado pelo lançamento do livro Pequenos Autores Grapiúnas, coletânea de textos de alunos da rede municipal de ensino de Itabuna. O projeto foi idealizado pela professora Lílian Lima e abraçado pelo secretário municipal de Educação, Rosivaldo Pinheiro, que assegurou as condições para a educadora executá-lo.

O Espaço Estação Juventudes teve um de seus pontos altos com a participação do escritor e roteirista Raphael Montes, autor dos livros que deram origem às séries homônimas Bom dia, Verônica (Netflix) e Dias Felizes (Globoplay), além do sucesso Beleza Fatal, novela da HBO.

Como a cidade não tinha uma feira literária desse porte há anos, o evento abriu as portas da literatura para uma geração inteira de itabunenses. Ao longo dos três dias, estudantes de mais de 20 escolas municipais e estaduais compareceram ao Centro de Cultura Adonias Filho.

QUEM FEZ

A Festa Literária da Região Cacaueira também foi um espaço de colaboração com os coletivos e editoras independentes que fazem a literatura produzida na Bahia circular Brasil afora: Editora Tertúlias, Editora Teatro Popular de Ilhéus, Editora Via Litterarum, Vixe Bahia Literária e Editora Mondrongo.

Além disso, a Festa estabeleceu parceria com a Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (Aacrri), responsável pela coleta seletiva durante o evento.

A Flicacau teve patrocínio do Governo do Estado e foi contemplada também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC) – unidade vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-BA) – e da Secretaria Estadual de Educação (SEC). Contou com o apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Seduc) e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). A Seneh Comunicação & Projetos idealizou e executou o projeto.

TPI celebra 30 anos com lançamento coletivo de livros || Foto Divulgação
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O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) prepara uma das maiores celebrações culturais já promovidas pelo grupo. No dia 9 de dezembro, às 17h, a Praça São João Batista, no Pontal, receberá o lançamento simultâneo de 31 livros pela Editora Teatro Popular de Ilhéus. A ação integra as comemorações pelos 30 anos da Companhia, referência nacional em criação e pesquisa cênica.

Após o encontro na praça, está prevista uma caminhada até o antigo Clube do Pontal, espaço que abrigará a futura sede do TPI. O local foi escolhido como ponto simbólico – trata-se de uma área de forte vínculo afetivo com o público e que guarda parte da história cultural do bairro.

Os títulos apresentados ao público incluem cinco coletâneas, dois lançamentos individuais e obras que transitam entre dramaturgia, poesia, literatura juvenil e escrita infantojuvenil. Entre os autores estão Équio Reis (em memória), Romualdo Lisboa, Tânia Barbosa, Pawlo Cidade, Felipe de Paula Souza e Pedro Albuquerque Oliveira. São livros que revisitam os 30 anos do grupo, aproximam crianças e jovens da produção literária baiana e atravessam diferentes linguagens narrativas – do realismo mágico à sátira política.

Para o diretor, dramaturgo e integrante fundador do TPI, Romualdo Lisboa, o conjunto editorial representa um gesto de memória e persistência artística. “O TPI expande sua militância cultural para as bibliotecas, escolas, salas de aula, rodas de leitura e arquivos culturais do país”.

Ele define o projeto como uma literatura que nasce do palco, mas toma forma própria. “Vira documento histórico, ferramenta pedagógica, obra artística e instrumento de democratização do conhecimento”.

O projeto foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB – Bahia) e conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

CATÁLOGO DE LANÇAMENTO

A coletânea reúne Arquivos da Cena – 30 anos de dramaturgia – reúne textos históricos de Équio Reis e Romualdo Lisboa, atravessando sátira política, crítica social e releituras poéticas da história regional.

• A história engraçada e singela de Fuscão – o quase capão – e o Cabo Eleitoral & O fiscal e a fateira ou dia de festa na feira – Équio Reis
• O Quadro & Nazareno contra o dragão da maldade – Romualdo Lisboa
• Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito – Romualdo Lisboa
• O inspetor geral, sai o prefeito, entra o vice – Romualdo Lisboa
• 1789 – ópera afro-rock sobre a revolta dos escravizados do Engenho de Santana – Romualdo Lisboa
• O visconde partido ao meio na Guerra do Açu & Borépeteĩ. Uno – Romualdo Lisboa

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Paloma Amado, Elisa Oliveira e Bela Gil durante conversa na Flicacau || Foto Márcio Araújo/Divulgação
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A escritora Paloma Jorge Amado e a nutricionista e chef de cozinha Bela Gil participaram, neste sábado (29), da roda de conversa Narrativas de uma cozinha afetiva, com mediação da professora, escritora e filósofa Elisa Oliveira. O bate-papo foi um dos pontos altos da Festa Literária da Região Cacaueira (Flicacau), que ocupou por três dias o Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna.

Filha de Jorge Amado (1912-2001), mestre da literatura universal, Paloma tem dois livros dedicados às comidas que aparecem nas obras do pai: A comida baiana de Jorge Amado (1994) e As frutas de Jorge Amado (1997). Neles, além de compilar receitas, discutiu o papel dos alimentos na prosa amadiana. “Jorge Amado fez seus personagens comerem a melhor comida, a comida com mais saudade, ou, nos casos de tristeza profunda, a falta da comida e o não comer”, disse a autora.

O mestre itabunense, segundo a filha, sempre dizia que a melhor forma de expressar o amor é dar de comer. “É a expressão primária do amor. Você pega seu bebê no colo, leva ao peito e dá de comer. Começam daí as nossas boas memórias do paladar”, disse Paloma.

MEMÓRIAS COMUNS

A conversa permitiu que Paloma Amado e Bela Gil descobrissem que têm mais comum do que imaginavam. Além de filhas de dois dos maiores artistas que já pisaram na Terra, ambas descendem de avós maternas de origem italiana.

“Descobri que temos uma similaridade em relação à ancestralidade, que é essa mistura da Bahia com a Itália”, disse Bela. “Também cresci numa casa com muita comida baiana, de candomblé e muita comida italiana, que minha avó fazia bastante. A macarronada do domingo e o capelete do final de ano se misturavam ali no acarajé, vatapá, caruru”, complementou.

Também descobriram que têm em comum a paixão por pitanga. “É minha fruta preferida da vida”, revelou Bela Gil. Paloma contou que, em visita recente à Casa do Rio Vermelho, em Salvador, onde morou com os pais, pediu que a administração do espaço – hoje um museu – plantasse pés de pitanga na área verde do imóvel. Disse que as memórias comendo a fruta colhida na hora é uma das melhores da vida.

Trio conversou sobre memórias afetivas ligadas à alimentação || Foto Márcio Araújo/Divulgação

Bela Gil aproveitou o exemplo da fruta preferida para falar sobre a importância da conservação e transmissão de saberes ligados aos alimentos e modos de preparo. Segundo a pesquisadora, a pitanga está sumindo e corre risco de extinção. Também citou relatos nostálgicos sobre comidas que fizeram parte da vida das pessoas, mas desapareceram do cotidiano delas:

– Se a gente não consumir esses alimentos – ou não compartilhar esses saberes – eles vão se perder. A minha fala é um convite a pensar sobre alimentos, preparos e saberes que a gente quer preservar, passar para frente e recuperar. Digo isso porque a minha fruta predileta da vida é pitanga. Só que pitanga está em risco de extinção.

CHOCOLATE NA PRISÃO

Registro de Jorge e Gil comendo juntos || Foto Acervo dos Gil

A relação de Gilberto Gil com a alimentação macrobiótica começou em 1968, quando foi preso pela ditadura empresarial-militar, contou Bela Gil. Na cela, em um endereço do Exército na cidade do Rio de Janeiro, leu publicação sobre a dieta que fazia a cabeça de John Lennon (1940-1980) e Yoko Ono. O músico baiano se aprofundou no assunto e, ainda na cadeia, passou a priorizar alimentos como frutas, grãos integrais e leguminosas.

Bela afirma que a macrobiótica mudou a vida do pai, o que também viria a influenciar as escolhas dela na própria vida e na gastronomia. Nesse momento, Paloma Amado fez um aparte:

– Fui visitar o Gil na prisão levando dois livros e chocolates que papai mandou para seu pai. Eu acho que, mesmo entrando na dieta macrobiótica, ele comeu o chocolate.

– Isso eu posso afirmar porque, mesmo nas épocas mais radicais de macrobiótica, ele nunca largou o chocolate da mesinha de cabeceira. E eu peguei esse hábito, ou vício, porque sou uma chocólatra assumida – confessou Bela Gil.

QUEM FAZ

Com o tema Verde que te quero livro: contando a história da mata que nos sustenta, a Flicacau teve patrocínio do Governo do Estado da Bahia. É contemplada também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Secretaria Estadual de Educação (SEC) e da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura (SecultBA). Contou com o apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal da Educação e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). A Seneh Comunicação & Projetos foi responsável pela concepção e execução da Festa.

Protagonismo juvenil é um dos destaques da Flicacau || Foto Pedro Augusto
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O segundo dia da Flicacau, nesta sexta-feira (28), no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, consolidou o Espaço Estação Juventudes como um dos ambientes mais vibrantes da Festa Literária da Região Cacaueira. Debates sobre literatura, comunicação, território e novas formas de imaginar o futuro reuniram públicos diversos ao longo de toda a manhã e tarde, em encontros conduzidos por autores que dialogam diretamente com a experiência jovem.

A programação começou às 9h, com o bate-papo Suspense Verde: o futuro da vida em jogo, com Raphael Montes e mediação de Marina Maria, discutindo como a ficção pode tensionar debates ambientais e despertar atenção para riscos, escolhas políticas e caminhos possíveis diante da crise climática.

Às 11h, o encontro O que plantam as palavras?, com Camila Apresentação e Deco Lipe, e mediação de Rafael Gama, trouxe ao centro a potência criativa das juventudes, a relação entre linguagem e pertencimento e o uso das plataformas digitais como espaços de criação e aproximação.

LINGUAGEM COMO PONTE

Camila Apresentação destacou que o desafio de construir diálogo real com o público a fez repensar sua própria forma de comunicar. Segundo ela, insistir apenas na literatura escrita limitava o alcance das conversas. “Percebi que eu estava falando para um público específico. Nem todo mundo lê livros e, daquele jeito, eu não estava falando com as pessoas negras que eram o meu foco. A linguagem estava criando uma distância”.

A autora relatou que encontrou um caminho ao conectar temas do cotidiano, como música, internet, cultura pop, a discussões profundas sobre identidade e experiência negra. “Comecei a falar das coisas que eu gostava de uma forma que qualquer pessoa do meu bairro pudesse entender. A principal forma de me conectar com as pessoas era pela linguagem. Ela precisa aproximar, não separar.”

Deco Lipe ressaltou que sua entrada na literatura veio da percepção de que muitos espaços não dialogavam com perfis como o seu, de jovens LGBTQIAPN+ e leitores de fora dos grandes centros. “Chego na literatura por não enxergar esses espaços. Quando começo a publicar, percebo que trazer uma perspectiva infantil e LGBT abre um olhar que quase nunca aparece nos circuitos tradicionais”, disse.

Ele enfatizou ainda o papel da internet para quem produz literatura jovem e descentralizada: “Busco muito o que está acontecendo nas redes. Isso vira matéria para a minha escrita e para as curadorias. A Bahia tem um arcabouço enorme de autores e territórios esquecidos. Quando colocamos esses lugares como protagonistas, mostramos uma Bahia que escreve e constrói literatura.”

FUTUROS, TERRITÓRIO E COSMOVISÕES INDÍGENAS

Às 14h, o debate Utopia originária: a necessidade de novos paradigmas, com Glicéria Tupinambá e Ezequiel Vitor Tuxá, sob mediação de Randra Kevelyn, trouxe uma das reflexões mais potentes do dia, apontando para a urgência de novos modos de imaginar o mundo.

Ezequiel Tuxá destacou a diferença fundamental entre a literatura dos povos originários e a produção literária dominante. “A literatura indígena sempre vai falar sobre a Terra. Ela reage ao ambiente. Por muito tempo, outros escreveram sobre nós. Agora escrevemos para mostrar quem somos e como pensamos o Brasil”.

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Jorge Araujo, Arnaldo Antunes e Daniel Thame na abertura da Flicacau || Foto Márcio Araújo
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O cantor, compositor e poeta Arnaldo Antunes foi a estrela da noite de abertura da Feira Literária da Região Cacaueira (Flicacau), nesta quinta-feira (27), no Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF), em Itabuna. Ex-Titãs, o músico participou da roda de conversa A Mãe Terra não para de dar sinais, da qual também participaram o escritor e professor Jorge Araujo e o jornalista e escritor Daniel Thame. As artes, reforçou o trio, são alidas da imaginação de outros mundos possíveis.

– A poesia, a arte e a literatura não mudam o mundo praticamente, mas mudam a consciência, a sensibilidade de cada pessoa. E essas pessoas vão fazer a diferença com cada pequeno gesto, com cada pequena atitude, inclusive para compor uma energia que possa trazer transformações reais – disse Arnaldo.

Para Arnaldo Antunes, “falta consciência planetária, falta às pessoas deixarem de se ver separadas da natureza”. O músico chamou o público à reflexão. “O que podemos fazer pela natureza? Não, somos parte da natureza. O que podemos fazer por nós, enquanto parte da natureza? Isso é uma coisa que os povos indígenas têm muito a nos ensinar”.

O professor e escritor Jorge Araujo criticou a onipresença da forma mercadoria. “Vivemos um processo de mercantilização das atividades humanas em que tudo se transforma em dinheiro. Dinheiro não tem cheiro, não tem cor, mas tem origem e destino. A produção e o consumo se resolvem na prática de outras atividades que levam a outros consumos e outras defecções do espírito”.

Na avaliação de Jorge Araujo, a literatura provém ao ser humano a sensibilidade, ferramenta para enxergar o que está encoberto pelo embotamento da cotidianidade. “O mundo é antigo, e antiga é a alma humana. E a alma humana, muitas vezes, não encontra respostas porque o seu olhar está nublado por esses compromissos que a realidade imediata sugere a ele o tempo todo”.

Secretário de Educação, Rosivaldo Pinheiro apresenta os “Pequenos Autores Grapiúnas: Quem Conta um Conto, Aumenta Encontros” || Foto Márcio Araujo

ADONIAS FILHO LOTADO

Para um Adonias Filho lotado, o primeiro ato da Flicacau foi o lançamento do livro Pequenos Autores Grapiúnas: Quem Conta um Conto, Aumenta Encontros, coletânea de textos de alunos da rede municipal de ensino. Na sequência, houve apresentação da Banda Marcial Território, Educação e Cultura, do (Ciebtec) e o espetáculo Cabruca.

O prefeito Augusto Castro (PSD), o chefe de Gabinete da Fundação Pedro Calmon, Caruso Costa, e a professora e assessora epecial do governador Jerônimo Rodrigues participaram da cerimônia de abertura.

– Hoje, a Bahia é o estado que mais investe em feiras literárias no País”, afirmou, acrescentando que, nesta edição do edital, o estado investiu R$ 22 milhões em 81 festas literárias em todos os 27 territórios de identidade baianos. “Isso torna a Bahia o estado literário do Brasil – afirmou Caruso.

EDITORAS

Com o tema Verde que te quero livro: contando a história da mata que nos sustenta, a Festa Literária da Região Cacaueira também é um espaço de colaboração com os coletivos e editoras independentes que fazem a literatura produzida na Bahia viajar Brasil afora: Editora Tertúlias, Editora Teatro Popular de Ilhéus, Editora Via Litterarum, Vixe Bahia Literária e Editora Mondrongo.

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Arnaldo Antunes participa da 1ª roda de conversa da Flicacau, hoje (27), às 19h, em Itabuna || Foto Rovena Rosa/ABr.
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Mais conhecido pelo sucesso da carreira musical, Arnaldo Antunes tem trajetória consagrada na literatura, que já lhe rendeu três prêmios Jabuti (1993, 2016 e 2022). Habitante da linguagem com estilo inventivo e inconfundível, o ex-Titãs é o convidado especial da primeira mesa da Festa Literária da Região Cacaueira (Flicacau), nesta quinta-feira (27), às 19h, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. Ao lado dos escritores Jorge Araújo e Daniel Thame, ele participa da roda de conversa A Mãe Terra não para de mandar sinais.

Mas a programação da primeira Flicacau começa antes, às 14h, com a apresentação de fanfarra de estudantes da rede estadual de ensino, seguida do lançamento do livro Pequenos Autores Grapiúnas, coletânea de textos de alunos de escolas municipais de Itabuna, às 14h30min. Já às 17h, o espetáculo Cabruca dá as boas-vindas ao público da Festa, que terá seu ato oficial de abertura na sequência, às 18h (confira a programação completa ao final do texto).

Com atividades também ao longo de toda a sexta-feira (28) e sábado (29), guiadas pelo tema Verde que te quero livro: contando a história da mata que nos sustenta, a Flicacau terá mesas de discussão, intervenções que mesclam teatro a outras linguagens artísticas, como dança, contação de história e shows musicais. Tudo pensado em cada detalhe pelo time de curadoras formado por Dinalva Melo, Camila Gusmão, Rita Argollo, Bárbara Falcón e Bruna Setenta, e a jornalista Vanessa Dantas, uma das organizadoras e mediadoras do evento.

Todos os cinco espaços do evento – Jorge Amado, Estação Juventuves, Flicauzinha, Bahia Literária e Casa dos Autores Baianos(as) – terão indicação etária livre, acessibilidade com rampas e intérpretes de Libras posicionados para a plateia. Produtores estarão presentes em cada ambiente para acompanhar pessoas com deficiência e oferecer informações. E, claro, todas as atrações com entrada franca.

Um mosaico com parte dos convidados que vão povoar a Flicacau || Fotomontagem Divulgação

A Flicacau firmou parceria com a Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (AACRRI), que vai prestar serviço de coleta seletiva, ajudando o evento a reduzir seu impacto ambiental e a fomentar uma atividade que dá sustento a dezenas de famílias itabunenses.

Outro compromisso da Festa Literária da Região Cacaueira é com a promoção de debates urgentes sobre conservação ambiental, afirmação de identidades dissidentes, lutas dos povos originários e minorias políticas, reconhecimento de saberes ancestrais e inserção das infâncias e juventudes no mundo da literatura.

O evento também é um espaço de colaboração com os coletivos e editoras independentes que fazem a literatura produzida na Bahia viajar Brasil afora: Editora Tertúlias, Editora Teatro Popular de Ilhéus, Editora Via Litterarum, Vixe Bahia Literária e Editora Mondrongo.

A Flicacau tem patrocínio do Governo do Estado. É contemplada também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura (SecultBA), e da Secretaria Estadual de Educação (SEC). Conta com o apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SEDUC) e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC). A realização é da Seneh Comunicação & Projetos.

PROGRAMAÇÃO

ESPAÇO JORGE AMADO

27/11 – Quinta-feira

14h – Fanfarra

14h30- Lançamento do livro “Pequenos Autores Grapiúnas” com os alunos da rede municipal de ensino de Itabuna.

17h – Receptivo – Cortejo do Espetáculo: CABRUCA

18h – Ato de Abertura Oficial da FLICACAU

19h- Roda de Conversa sobre “A Mãe Terra não para de mandar sinais” com Jorge Araújo e Arnaldo Antunes. Mediação: Daniel Thame

20h30 – Trio Jazz – Sabará

21h20 – Juacy Ypsilone e Banda (FOYER)

28/11 – Sexta-feira

17h – Roda de conversa sobre “Fogo, mata e água: queimando para além das palavras” com Wesley Correia e a atração internacional Arelis Uribe. Mediação: Aracelly Romão

19 h – Bate papo sobre a “A lavoura cacaueira: criadora de riquezas, histórias, e preservação”, com Ruy Póvoas, Moema Midlej e Nilton Cruz. Mediação: Vanessa Dantas

29/11 – Sábado

11h – Narrativas de uma cozinha afetiva com Bela Gil e Paloma Jorge Amado. Mediação: Elisa Oliveira

14h – Roda de Conversa sobre “Experiências de bem viver: quando o chamado vem dos livros” com Kaká Werá e Adroaldo Almeida. Mediação: Samuel Guimarães

17h – Roda de Conversa sobre “Renascer nas Terras do Sem Fim” com Luciany Aparecida e Isabel Fillardis. Mediação: Tcharly Briglia

19h – Roda de Conversa sobre “Tenda dos milagres: quem vai adiar o fim do mundo?” com Auritha Tabajata e Ane Pataxó. Mediação: Leila Raposo

ESTAÇÃO JUVENTUDES

28/11 – Sexta-feira

09h – Bate-papo sobre “Suspense Verde: o futuro da vida em jogo” com Raphael Montes. Mediação: Marina Maria

11h – Bate-papo sobre “O que plantam as palavras?” com Camila Apresentação e Deco Lipe. Mediação: Rafael Gama

14h – Bate-papo sobre “Utopia originária: a necessidade de novos paradigmas” com Glicéria Tupinambá e Ezequiel Vitor Tuxá. Mediação: Randra Kevelyn

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Eleição da Rainha do Bloco Vunje será neste sábado (22), às 15h, no Terreiro Matamba, na Conquista
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A ONG Gongombira promove, neste sábado (22), às 15h, a eleição da nova Rainha do Bloco Afro Mirim Vunje, em mais uma edição do tradicional Evento da Beleza Negra, que integra a programação do Novembro Negro da instituição. A celebração será na sede da ONG, localizada no Terreiro Matamba Tombenci Neto, no Alto da Conquista, com entrada gratuita.

O evento tem como objetivo exaltar a identidade e a estética afro-brasileira, além de escolher a jovem que representará o Projeto Vunje – Criança Fazendo Arte e a ONG Gongombira ao longo de 2026. A rainha eleita terá papel de destaque no desfile do bloco durante o Carnaval e será embaixadora da cultura afro em diversas atividades culturais e sociais durante o ano.

O concurso contará com a participação de oito candidatas, todas integrantes do projeto sociocultural desenvolvido com crianças e adolescentes da comunidade – o Projeto Vunje. A escolha da rainha será feita por uma comissão julgadora formada por representantes da cultura, da educação e do movimento negro local.

LANÇAMENTO

Além do concurso, o evento marcará o lançamento oficial do tema do Bloco Vunje para o Carnaval 2026, que será “Cores da África: Raízes, Tambores e Máscaras”, uma homenagem à ancestralidade africana e à riqueza simbólica de seus elementos culturais. A programação contará ainda com apresentações musicais, incluindo a Banda Vunje, o Coletivo Digital Aparatus, Billy Fat, Bomjuni, Quizila e Jamena Lorrana, vocalista da Orquestra Gongombira.

O Bloco Vunje, que desfilará pelo terceiro ano consecutivo pelas ruas do bairro da Conquista, é uma iniciativa que une arte, educação e valorização da cultura afro-brasileira, promovendo o protagonismo de crianças e adolescentes por meio da música e da dança.

Inscrições abertas para a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura
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As inscrições para os editais do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia estão abertas. Ao todo, são 21 editais disponíveis nesta primeira etapa, com apoio a iniciativas artísticas e culturais em diferentes áreas. Os interessados podem se inscrever até 22 de dezembro, por meio de formulário on-line no site oficial da Pnab.

O novo ciclo reúne investimentos de mais de R$ 70 milhões, somando recursos destinados aos editais inéditos e à renovação dos Termos de Execução Cultural do ciclo 1. Ao todo, a etapa deste ano vai beneficiar até 1.090 projetos na Bahia. Outros seis editais, ligados à Lei Cultura Viva, serão lançados no primeiro semestre de 2026.

Os editais são divididos em seis eixos de atuação cultural: fomento às artes; identidades e saberes; formação; patrimônio e museus; economia criativa e espaços culturais; livro, literatura e memória. Entre as novidades estão o edital de Ações Continuadas das Artes, com investimento de R$ 6,3 milhões, e a Premiação Artística ao Forró da Bahia, que destinará R$ 700 mil a agentes culturais do ritmo.

BALANÇO

No ciclo anterior, a Bahia contemplou 1.084 projetos com R$ 71,4 milhões. O interior do estado concentrou 71% dos projetos, com 771 propostas e R$ 46,5 milhões em investimentos, enquanto 29% (321 projetos) foram de Salvador, que recebeu R$ 24,9 milhões. Todos os 27 territórios de identidade da Bahia tiveram projetos aprovados.

Diogo Nogueira e Tiee são atrações confirmadas no evento que agita Itacaré em dezembro
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A primeira edição do Itacaré Samba Festival, nos dias 19 e 20 de dezembro, marcará a abertura do calendário de verão no município do litoral sul baiano. O evento, totalmente gratuito, vai reunir atrações nacionais e artistas da região na orla da Praia da Coroinha. A proposta é celebrar a tradição do samba na Bahia e fortalecer uma identidade cultural que atravessa gerações, informa Prefeitura, responsável pela festa.

Os cantores Diogo Nogueira e Tiee são atrações confirmadas no Festival. O primeiro, que completa 20 anos de carreira em 2025, leva ao palco clássicos do repertório popular e faixas do álbum Sagrado vol.2. Já Tiee apresenta o projeto Subúrbio. Novos nomes e grupos locais também devem integrar a programação e serão anunciado em breve.

Além do caráter cultural, o Festival deve impulsionar o turismo. A expectativa é ampliar o fluxo de visitantes antes do Réveillon, reforçando a ocupação hoteleira em uma cidade que recebe quase 100 mil turistas na alta estação. Para o secretário de Turismo, Marcos Souza ‘Japu’, o evento representa a concretização de um projeto alinhado à vocação musical do município.

Com forte presença do samba duro e do samba de roda em suas comunidades tradicionais e quilombolas, Itacaré vê no Festival uma oportunidade de valorizar artistas locais e ampliar a circulação econômica, acrescenta o secretário. O evento tem o apoio da Câmara Municipal, Setur Bahia e Ministério do Turismo.

Espetáculo Distração tem apresentação única em Itabuna nesta quinta-feira (20) || Imagem Divulgação
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No feriado da próxima quinta-feira (20), às 18h30min, o Teatro Municipal Candinha Doria, em Itabuna, recebe o espetáculo Distração, da renomada Companhia Jeová Nissi. Conhecido por suas produções impactantes e pela forma sensível com que aborda temas atuais, o grupo promete emocionar o público e provocar reflexões profundas.

Distração narra desafios da vida moderna, mostrando como excesso de informações, ritmo acelerado e influências externas podem nos afastar daquilo que realmente importa. Com uma combinação de teatro, música e expressão corporal, conduz o espectador por momentos de intensidade, emoção e aprendizado.

A classificação indicativa é livre. O ingresso custa R$ 20 e pode ser adquirido neste link.

Primeira leva de pagamentos contemplou oito instituições || Foto PMI
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A Secretaria de Cultura de Ilhéus efetuou o pagamento de R$ 336 mil a oito projetos mantidos por pontos e pontões de cultura no município, todos contemplados pelo Edital nº 03/2025, do Programa Cultura Viva e da Política Nacional de Fomento à Cultura Aldir Blanc (Pnab).

“O pagamento dos pontos e pontões de cultura é um gesto de reconhecimento ao trabalho de quem transforma a arte em instrumento de cidadania, inclusão e pertencimento. A gestão do prefeito Valderico Junior entende que investir em cultura é investir nas pessoas e no desenvolvimento da nossa cidade”, afirmou a secretária de Cultura, Anarleide Menezes.

Os pagamentos foram concluídos no último dia 13. O edital ainda prevê mais R$ 159 mil, valor que será distribuído para coletivos reconhecidos como pontos de cultura em novo certame.

Feira literária em Itabuna divulga lista de autores selecionados
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Foi divulgada a relação dos 30 autores selecionados para lançamento coletivo de livros e sessão de autógrafos na Festa Literária da Região Cacaueira (Flicacau), que ocorrerá no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, de 27 a 29 de novembro. A relação completa saiu neste domingo (16). A sessão de autógrafos será na Casa dos Autores e Autoras Baianos (as), também no Adonias Filho.

De acordo com a organização da Flicacau, o lançamento coletivo está marcado para o dia 28 de novembro, uma sexta-feira, com 15 obras pela manhã e outras 15 à tarde. Cada autor(a) terá cinco minutos para apresentar seu trabalho. Ao final das apresentações, haverá sessão de autógrafos.

OBRAS SELECIONADAS

Moacyr Oliveira Filho – O desabrochar dos agapantos

Rossana Araripe Lindote – A vida não desiste

Elisa Oliveira – Menina negra e suas histórias de potência

Eveli Vieira – Lírio Branco

Renata Ettinger – Não cabe nas mãos

Giovana Magnavita – Um livro e um copo d’água, por favor

Nengwa Elza Matendesi – E a baiana deu sinal?

Tom Figueiredo – Eram muitos leões

Maria Luiza Silva Santos – O quibe no tabuleiro da baiana

Jabson Ferreira – O abraço na floresta

Luh Oliveira – Patrulha Miau

Eder Diniz – Antologia Mandacaru: escritas poéticas

Lisdeili Nobre – Manual de Criminologia – pluralidade, conflito e justiça

Adriana Barbosa – Convite à Leitura: crônicas de uma feminista

Walmir Pereira do Carmo – Essa gente e outros poemas

Jucelino Bonfim – O enigma do tempo

Leila Oliveira – Asas

Jandaira Fernandes – Lilica, a princesa que engoliu o choro

Miriam Carvalho – O menino que desvendou o medo

Rodrigo Souza – O sabor das coisas que ficam

Lourival Pereira Junior Piligra – 60 anos em 60 sonetos

Deise Alves de Souza – Eu, sol de mim

Rogério Lopes Medrado – O jardim da aurora

Zózimo Jaffet Gomes Ornellas – Na sala de estar

Julia Veloso Rocha Santana – Memórias de um rei caído

Goretti Carneiro – Julgue-me se for capaz

Maria Rita Prudente – A loja de vender canoas

Luiz Claudio Santana – O marinheiro e a menina das sobras

Zenon Moreira Gomes – A literatura de cordel e a música de repente na educação e na arte nordestina

Adelson Teles Pinto – Do quadrado da minha janela vejo poesia

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