Localizada no Centro, Praça Olinto Leone é um dos destaques da mostra nos 116 anos de Itabuna
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O Centro de Documentação e Memória Regional (Cedoc) da Universidade Estadual de Santa Cruz e o Centro Cultural Teosópolis (CCT) promovem duas exposições que resgatam a história e a evolução de importantes espaços públicos de Itabuna. As mostras integram a programação do III Ciclo “Celebrando Itabuna”, promovido em homenagem aos 116 anos de emancipação política e administrativa do município, comemorados nesta terça-feira (28).

Com o tema “Itabuna tem História?”, as exposições convidam o público a revisitar parte da trajetória da cidade por meio de fotografias, documentos e registros históricos que mostram a transformação de alguns dos seus mais tradicionais cartões-postais. As academias de Letras de Itabuna (Alita) e Grapiúna de Letras (Agral) são parceiras das mostras.

Uma das exposições é dedicada ao Complexo Adami, formado pelas praças Siqueira Campos, Manuel Leal, Otaciana Pinto e Olinto Leone. A mostra apresenta a evolução urbanística desse conjunto de praças, que desempenhou papel fundamental no crescimento econômico, social e cultural de Itabuna.

A segunda exposição destaca a história da Praça José Bastos, no Centro, um dos espaços públicos mais emblemáticos do município. A mostra reúne imagens e informações que revelam as mudanças ocorridas ao longo dos anos e a importância da praça como ponto de encontro da população e palco de acontecimentos marcantes da história local.

VALORIZAÇÃO DA MEMÓRIA

Janete Macedo é curadora da Mostra || Foto Arquivo

Curadora das exposições, a professora Janete Macedo explica que as mostras oferecem um panorama histórico sobre esses espaços, abordando suas origens, transformações e a contribuição de cada um para a construção da identidade itabunense.

Conforme a organização, o objetivo é valorizar, preservar e difundir o patrimônio histórico e cultural de Itabuna, incentivando a comunidade a conhecer e reconhecer a trajetória do município e a importância da preservação da memória coletiva.

ABERTA AO PÚBLICO

A exposição Complexo Adami permanece aberta à visitação até o dia 31 de julho, no Centro Cultural Teosópolis, localizado na Rua Vieira Lima, nº 298, no bairro Conceição.

Já a exposição sobre a Praça José Bastos poderá ser visitada nesta terça-feira (28), no pátio do Colégio Batista de Itabuna (CBI), na Rua Catuciba, Conceição, durante a programação especial em comemoração aos 116 anos da cidade. Também hoje (28), a Igreja Batista Teosópolis, uma das mais tradicionais do município, celebrará culto em Ação de Graças pelo aniversário de Itabuna.

Além de comemorar os 116 anos de emancipação política e administrativa do município, o III Ciclo Celebrando Itabuna reforça a importância da preservação da memória histórica como elemento essencial para fortalecer a identidade, a cultura e o sentimento de pertencimento dos itabunenses.

Rilson Dantas apresenta Paranoia, nova composição do músico grapiúna || Foto Moisés Santana/Divulgação
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O músico itabunense Rilson Dantas lançou Paranoia, composição autoral e trabalho mais recente de sua carreira. A música percorre dúvidas, medos e conflitos de alguém que procura um caminho, mas não consegue romper com a sensação de estar sempre no mesmo lugar.

A letra tem uma pegada existencialista. O eu-lírico questiona o rumo da própria vida e encara a dificuldade de escolher para onde seguir. A repetição dos dias produz uma espécie de déjà-vu, como se cada tentativa de mudança o levasse de volta ao ponto de partida.

Também aparece uma crise de pertencimento. Até aquilo que o eu-lírico possui parece não lhe pertencer. Ele busca nos problemas uma forma de crescer, mas admite ter criado raízes e perdido a disposição para correr riscos. Professor e cartomante, Rilson traz a angústia ao centro da música no refrão. “Não dá pra fugir”, canta.

Paranoia segue a linha do rock alternativo brasileiro. Guitarras, baixo e bateria sustentam uma gravação direta, com o peso necessário para acompanhar a inquietação presente na letra. A interpretação evita exageros e preserva o caráter confessional da composição. Ouça.

Estudo compara quilombos, terreiros e bairros do apartheid para analisar linguagem, identidade e cidadania || Foto Divulgação
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Do PIMENTA

O que um quilombo em Itacaré tem em comum com um bairro criado pelo apartheid na África do Sul? Essa foi uma das perguntas que levaram uma equipe da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) à Cidade do Cabo. Coordenado pelo linguista Gabriel Nascimento, o grupo tenta compreender como comunidades negras produzem sentidos por meio da linguagem e como essas formas de falar revelam modos de resistência, pertencimento e organização da vida social.

Para Gabriel, o ponto de partida rompe com uma ideia recorrente quando se fala em linguagem popular. “A gente não quer só valorizar essa linguagem. A gente quer entender como as pessoas usam a linguagem que usam e por quê.”

A explicação passa por um conceito que atravessa toda a pesquisa: “Linguagem também é tecnologia”. Em vez de estudar apenas regras gramaticais ou variações do português, a equipe busca compreender como a linguagem organiza relações sociais, produz pertencimento e registra formas de viver.

O trabalho reúne pesquisadores brasileiros, sul-africanos e angolanos e amplia uma cooperação acadêmica iniciada em 2020 entre a UFSB e a University of the Western Cape (UWC).

Estudo compara linguagem e pertencimento em territórios negros do Atlântico || Ilustração PIMENTA

QUILOMBOS

A primeira etapa do estudo concentrou-se em comunidades quilombolas de Itacaré: Porto de Trás, Santa Mara e João Rodrigues. Ali, os pesquisadores observaram que determinadas formas de falar aparecem associadas a experiências concretas da vida cotidiana.

Segundo Gabriel, o português utilizado nessas comunidades estabelece relações com “o rio, as práticas esportivas e também a vida em comunidade”, num repertório construído a partir das experiências compartilhadas pelos moradores.

Nos terreiros de candomblé, a pesquisa observou a importância do silêncio, do uso da linguagem em espaços específicos e do hábito permanente de pedir licença e bênção.

ÁFRICA DO SUL

A etapa desenvolvida na África do Sul levou a pesquisa para outro contexto marcado pela segregação racial. O trabalho de campo ocorreu no mês passado, nos Cape Flats, bairros periféricos criados durante o regime do apartheid para abrigar pessoas negras e mestiças, classificadas pelo governo sul-africano como coloreds.

“Nós queremos entender como as pessoas criam as suas construções semânticas nesse tempo-espaço”, explica Gabriel. Na Linguística, essas construções correspondem ao que os pesquisadores chamam de repertórios linguísticos: registros de linguagem capazes de revelar formas de ativismo, participação política, resistência e arte, por exemplo.

RACISMO LINGUÍSTICO 

Dois conceitos orientam a pesquisa. O primeiro é o de racismo linguístico, tema ao qual Gabriel Nascimento tem dedicado parte importante de sua produção acadêmica. “Queremos entender de que maneira essas línguas são afetadas por racismo linguístico”, afirma. O pesquisador cita situações em que determinados modos de falar deixam de ser reconhecidos por instituições como a escola ou passam a ser vistos de forma negativa.

O segundo conceito aparece como contraponto. Gabriel o chama de cidadania linguística. “É justamente o oposto do racismo linguístico. É quando as pessoas se apropriam das línguas para performar formas e valores”, resume. Para ilustrar a ideia, ele recorre ao exemplo da abaixo-assinado.

Projeto reforça cooperação internacional || Foto Divulgação

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Além da pesquisa conduzida por Gabriel Nascimento na Cidade do Cabo, o projeto mantém uma frente de investigação em Luanda, Angola, sob responsabilidade da doutoranda Ana Carolina, que atuará na colaboração e na coleta de dados. A equipe também reúne o doutorando Nicolas Oliveira Santos, que desenvolve parte da pesquisa na África do Sul, e os mestrandos Daniel Oliveira e Grace Kelly de Oliveira, ambos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais da UFSB. Os dois colaboram voluntariamente com as atividades do estudo.

A parceria entre a Universidade Federal do Sul da Bahia e o Centro de Pesquisas em Multilinguismo e Diversidade da University of the Western Cape começou em 2020 e já produziu 13 publicações científicas em países como Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. Ao longo desse período, a colaboração captou mais de meio milhão de reais junto a agências de fomento brasileiras, norte-americanas e sul-africanas, entre elas CNPq, Fulbright e Human Sciences Research Council.

Rio do Engenho abriga Capela de Nossa Senhora de Santana || Foto Blog do Gusmão
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A Festa Memorial Senhora Sant’Ana terá programação, a partir desta sexta-feira (25), no Rio do Engenho, zona rural de Ilhéus. A celebração homenageia Senhora Sant’Ana e São Joaquim, com atividades religiosas, culturais e de valorização da memória local.

O ponto alto será a procissão fluvial no sábado (26). Os embarques começam às 9h, na Colônia de Pescadores Z-19, no Pontal, com destino ao Rio do Engenho.

O percurso leva fiéis e visitantes à comunidade onde está uma das igrejas mais antigas do Brasil, a Capela de Nossa Senhora de Santana, erguida no século 16 pelos jesuítas e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Com apoio da Prefeitura de Ilhéus, a festa também movimenta o turismo religioso e a economia do povoado, que tornou-se referência da gastronomia pesqueira no município.

Escritora grapiúna leva sexto livro de poesia às principais feiras literárias do País || Foto Divulgação
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Com vasta produção literária que transita entre a leveza e a força da palavra, a poeta Renata Ettinger, natural de Itabuna, apresenta seu sexto livro, Tentacular: Poemas de Tempo, Memória e Amor em duas das principais feiras literárias do Brasil: a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), de 22 a 26 de julho, no Rio de Janeiro, e a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), de 5 a 9 de agosto, em Salvador.

A maratona de pré-lançamento começa na Flip, com participação no Sarau das Escreviventes, nesta quinta-feira (23); sessão de autógrafos de Tentacular na sexta (24), às 19h, além das participações no Sarau no Cais e no Sarau América Latina: Território de Poesia, este último decorrente do 2º Concurso Arpillera de Poesia, no qual Renata conquistou o 1º lugar. No sábado (25), a escritora promove a Oficina de Poemas em Voz Alta e participa da mesa A escrita Breve na Era das Redes Sociais: Os Novos Caminhos da Escrita.

FLIPELÔ

Na sequência, Renata segue para a Flipelô. A agenda da autora começa na quinta-feira (06/08), às 18h, quando comanda o Sarau Onde se lê Poesia na Vila Literária (Largo Tereza Batista), ao lado de Maria Ávila e das convidadas Thaíse Santana e Mara Santos. No sábado (08/08), às 17h30min, a dupla se reúne novamente na Casa Motiva (Vale do Dendê) para uma edição especial do Clube de Leitura Onde se lê Poesia, em homenagem a obra de Myriam Fraga. No domingo (09/08), às 18h, a escritora participa do Sarau de Poesia na Casa das Editoras Baianas (Solar do Ferrão).

“Tentacular é um livro que nasceu de um trabalho artístico, que fiz primeiramente em uma aula de pintura. Essa estrutura original e afetiva inspirou a edição atual da Arpillera, costurado à mão num formato diferente. É um livro onde cada dobra/costura funciona como um tentáculo, acolhendo poemas que transitam pelo tempo, pela memória e pelo amor”, conta a autora, que também assina as ilustrações da obra.

POEMAS DE TEMPO, MEMÓRIA E AMOR

No seu sexto livro de poemas, publicado pela Editora Arpillera, Renata Ettinger investiga as marcas deixadas pelo tempo no corpo e na palavra. Dividido em três movimentos, o livro reúne poemas que transitam entre a infância, o luto, o amadurecimento e o amor. Com linguagem delicada e imagética, a autora constrói um mapa das permanências e das mudanças que habitam o ser humano.

“Os poemas deste livro habitam as dobras do tempo. A estrutura artesanal dialoga diretamente com o ritmo dos versos: cada dobra revela uma permanência, uma ausência, um vislumbre de infância ou de amor. Tentacular é um convite para olhar para dentro, para acolher as transformações que nos atravessam e perceber a delicadeza e a força que existem no ato de amadurecer”, reflete a autora.

A obra está disponível para compra no site oficial da autora.

Brunno de Jesus traz espetáculo de dança consagrado a Itabuna || Foto Divulgação
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O Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, recebe na próxima quarta-feira (22), às 19h, o espetáculo Da Própria Pele, Não Há Quem Fuja, do coreógrafo, bailarino e pesquisador baiano Brunno de Jesus. A apresentação é gratuita e integra a circulação comemorativa dos 10 anos da obra. Antes do espetáculo, às 16h, o artista ministra a oficina Pisa-pé como pensamento coreográfico, também com entrada franca.

A montagem é considerada uma referência da dança negra contemporânea brasileira e faz parte da programação do Quarta que Dança – Circuito I – 2026, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia.

Inspirado na ancestralidade e nas culturas afro-brasileiras, o espetáculo transforma memórias, afetos e saberes em linguagem coreográfica. A obra dialoga com referências como os orixás, a Zambiapunga e os Mandus do Recôncavo Baiano, propondo uma reflexão sobre identidade, pertencimento e memória.

O elenco reúne artistas negros, LGBTQIAPN+, praticantes do candomblé e o bailarino cadeirante Marcelo Santos, reforçando o compromisso da montagem com a diversidade e a acessibilidade. A oficina é voltada a bailarinos, estudantes, artistas e interessados em conhecer os processos de criação desenvolvidos por Brunno de Jesus.

Evento chega à 14ª edição || Foto Caio Henrique/Divulgação
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Artistas, companhias e coletivos de dança do Brasil e do exterior têm até 11 de agosto para inscrever propostas na seleção da 14ª edição do Festival de Dança Itacaré (FDI). A convocatória contempla espetáculos, performances e oficinas que farão parte da programação do evento, marcado para os dias 9 a 15 de novembro, em Itacaré, no sul da Bahia.

A seleção escolherá quatro espetáculos nacionais e um internacional, com cachê de R$ 5 mil para cada trabalho. Também serão selecionadas duas performances nacionais, nos formatos solo, dueto ou trio, com cachê de R$ 3,5 mil, além de duas oficinas-espetáculos, modalidade que une formação e criação artística em parceria com artistas locais, moradores e visitantes da cidade. Nesse caso, o cachê será de R$ 7 mil.

Além da remuneração, os participantes selecionados terão hospedagem compartilhada, transporte e ajuda de custo para alimentação durante o festival. O resultado da seleção será divulgado no dia 31 de agosto, no site oficial do evento.

Segundo a diretora artística e idealizadora do FDI, Verusya Correia, a curadoria prioriza propostas que valorizem o encontro entre diferentes territórios, gerações e culturas. A ideia é reunir trabalhos abertos ao diálogo e às transformações que surgem a partir da convivência entre artistas e público ao longo do festival.

Reconhecido como um dos principais encontros dedicados à dança no Nordeste, o Festival de Dança Itacaré reúne artistas, pesquisadores, estudantes e espectadores em uma programação que combina apresentações, intercâmbios e atividades formativas. Internacionalizado em 2024, o evento já recebeu representantes de mais de 13 países e, neste ano, adotará como tema “Acúmulo de experiências”.

As inscrições devem ser feitas pelo site oficial do Festival de Dança Itacaré. O projeto é executado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Banda se apresenta no sul da Bahia || Foto Luiza Midlej/@luizzas/Instagram
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No ano de seu trigésimo aniversário, a banda OQuadro presenteia o sul da Bahia com dois shows, o primeiro em Ilhéus, nesta sexta-feira (17), às 21h, na Praça Dom Eduardo, em frente à Catedral de São Sebastião, aberto ao público, como uma das atrações do Festival de Inovação de Ilhéus. O segundo será no sábado (18), às 20h, no espaço cultural Dedo de Moça, em Itacaré, com ingresso a R$ 35.

Criada em Ilhéus em 1996, a banda tornou-se uma das principais referências do hip-hop brasileiro ao combinar rap com ritmos afro-baianos, reggae, dub, samba e jazz. Ao longo de três décadas, levou sua mistura fina a festivais e palcos de todo o País e do exterior.

Ao completar 30 anos de trajetória, OQuadro reúne um legado que ultrapassa a música. As letras e a atuação de seus integrantes ajudaram a projetar Ilhéus no cenário cultural nacional, influenciando novas gerações de artistas e fortalecendo o hip-hop como expressão artística e política de um sul da Bahia global.

Mírian Oliveira é homenageada na primeira edição internacional do Prêmio Baobá || Fotos Divulgação
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A narradora de histórias Mírian Oliveira, de Ilhéus, está entre os homenageados da 10ª edição do Prêmio Baobá de Contação de Histórias, uma das mais importantes distinções dedicadas à tradição oral em língua portuguesa. Pela primeira vez, o evento é promovido fora do Brasil, de 7 a 14 de julho, em Chongoroi, na província de Benguela, em Angola, reunindo representantes de diversos estados brasileiros e de outros países lusófonos.

Além de receber a homenagem, Mírian participa da programação oficial do prêmio com apresentações voltadas a crianças e grupos de mulheres. O encontro também inclui atividades de intercâmbio cultural, rodas literárias e ações voltadas à valorização da oralidade, aproximando Brasil e Angola por meio das histórias e das tradições compartilhadas.

Pedagoga e especialista em Psicopedagogia, Gestão Escolar, Gestão Cultural e Narração Artística, Mírian construiu uma trajetória de quase duas décadas dedicada à literatura e às culturas tradicionais. Formada pela Escola de Narradores do Cariri, já levou suas apresentações a diferentes estados brasileiros e a Portugal, além de ministrar oficinas para educadores, mediadores de leitura e agentes culturais. Atualmente, integra a equipe da Secretaria Municipal de Cultura de Ilhéus.

Ao longo da carreira, a narradora recebeu o Prêmio Ilza Mukalê, em 2020, foi homenageada pelo Festival Ilheense de Literatura para as Infâncias (Filin), em 2023, e conquistou, no ano passado, o Prêmio Preservar: Culturas, Identidades e Saberes Ancestrais.

Para Mírian, a homenagem em Angola tem um significado especial por ocorrer “nas terras originárias da oralidade” e representar o reconhecimento de quase vinte anos dedicados à arte de contar histórias

Governador Jerônimo Rodrigues e presidente Lula comandam cerimônia de reabertura do TCA || Foto Facebook/Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Jerônimo Rodrigues comandam, nesta quarta-feira (1º), às 19h, a cerimônia de reabertura Teatro Castro Alves, em Salvador. A solenidade marca a entrega da terceira e última etapa das obras de restauração, reforma e ampliação do principal equipamento cultural da Bahia, fechado desde janeiro de 2023, quando um incêndio atingiu o telhado da Sala Principal.

Com investimento de cerca de R$ 260 milhões, a intervenção modernizou a Sala Principal e recuperou as fachadas, o foyer, o jardim suspenso, salas de ensaio e outros ambientes do complexo. Também foram implantadas melhorias de acessibilidade, segurança e infraestrutura. Segundo o Governo da Bahia, esta é a maior intervenção feita no teatro desde o tombamento do edifício pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2014.

A solenidade contará com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e terá o descerramento da placa de reinauguração. Em seguida, o público acompanhará o concerto Benção do Novo Teatro Castro Alves, apresentado pela Orquestra Sinfônica da Bahia, com participação de artistas convidados.

Símbolo da produção artística baiana desde a década de 1960, o Teatro Castro Alves volta a funcionar após três anos e meio de obras. A reabertura devolve ao estado sua principal sala de espetáculos, considerada uma das mais importantes do país, e encerra um processo de reconstrução iniciado logo após o incêndio que interrompeu as atividades do equipamento cultural.

A cerimônia será transmitida pela TVE Bahia.

Casa de Cultura Jonas&Pilar terá semana dedicada à filmografia de Mazzaropi || Imagem Divulgação
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Julho será um mês dedicado ao cinema, à literatura e à valorização da memória cultural na Casa de Cultura Jonas & Pilar, em Buerarema. Com uma programação gratuita voltada a públicos de diferentes idades, o espaço receberá sessões de cinema, lançamento de livro, roda de conversa e atividades de incentivo à leitura. Todas as atividades serão gratuitas.

A agenda começa no dia 5, às 10h, com uma sessão especial do Cineclube voltada ao público infantojuvenil. A programação reúne o curta de animação Eu Queria Ser Um Monstro, que aborda as relações familiares sob a perspectiva de uma criança, e o documentário Jonas e o Circo sem Lona, premiada produção que acompanha a luta de um menino para manter vivo o pequeno circo criado na periferia de Salvador.

MAZZAROPI EM CENA

O cinema continuará em evidência entre os dias 20 e 23 de julho, quando a Casa de Cultura promoverá a Semana Mazzaropi. A mostra homenageia um dos maiores nomes da comédia brasileira com a exibição de quatro clássicos: Candinho, O Puritano da Rua Augusta, O Corintiano e Zé do Periquito. A iniciativa busca aproximar novas gerações da obra de Amácio Mazzaropi e recuperar a importância do artista para a história do cinema nacional.

LANÇAMENTO

A programação será encerrada no dia 30, às 19h, com o lançamento do livro Greta Garbo, Quem Diria, Esteve em Ilhéus — Memória e História do Teatro Amador do Sul da Bahia anos 1980 e 1990, do escritor Pawlo Cidade. Além da sessão de autógrafos, o público poderá participar de uma roda de conversa com o autor e os atores José Delmo e Gideon Rosa, nomes ligados à trajetória do teatro baiano. A obra recupera a história de grupos, espetáculos e artistas que marcaram a produção teatral da região nas décadas de 1980 e 1990.

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Outro destaque da programação é o início de um novo ciclo de contação de histórias, que seguirá até dezembro com encontros mensais voltados ao estímulo da leitura e da imaginação entre crianças e famílias. A proposta amplia as ações de formação de público desenvolvidas pela Casa de Cultura, aproximando diferentes gerações por meio da literatura.

Paralelamente às atividades especiais, a Casa de Cultura Jonas & Pilar mantém sua programação permanente, com aulas de balé da Companhia Lustosa, oficinas de dança, pintura e capoeira, além dos ensaios da Quadrilha Rastapé de Macuco.

A programação é promovida pelo Instituto Macuco Jequitibá, com apoio institucional da Prefeitura de Buerarema e financiamento do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, por meio das secretarias estaduais da Fazenda e da Cultura.

Jerônimo inaugura a Bahia Filmes durante solenidade em Salvador || Foto Thuane Maria/GovBA
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A Bahia passou a contar, neste domingo (28), com a Bahia Filmes, primeira empresa pública estadual voltada ao setor audiovisual no Brasil. Vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), a instituição foi criada para fortalecer a cadeia produtiva do segmento, ampliar a captação de investimentos e apoiar a distribuição de produções baianas, além de estimular novos negócios na área.

A criação da empresa integra o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo da Bahia. Durante a inauguração, na sede da instituição, no bairro do Comércio, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a iniciativa resulta da articulação entre os governos estadual e federal para consolidar uma política pública permanente voltada ao audiovisual.

Na solenidade, ele também anunciou o decreto que regulamenta a Bahia Film Commission e lançou editais para comercialização de filmes em salas de cinema, contrapartidas do Programa Arranjos Regionais e a concessão do Cine Glauber Rocha.

Segundo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, a Bahia Filmes atuará em diversas frentes, como incentivo à produção, distribuição e exibição de obras, apoio à participação em festivais, pesquisa, formação profissional, desenvolvimento de games e novas tecnologias, além da articulação com universidades e escolas. A expectativa é ampliar os impactos econômicos do setor, que movimenta atividades como transporte, cenografia, figurino, hospedagem, alimentação e serviços técnicos.

O diretor-presidente da Bahia Filmes, o cineasta Pola Ribeiro, afirmou que a empresa nasce para coordenar o novo ambiente de produção audiovisual diante das transformações tecnológicas. Para ele, a estrutura permitirá integrar formação, inovação, inteligência artificial e captação de investimentos, evitando que a Bahia perca oportunidades em um mercado cada vez mais competitivo.

Gusttavo Lima e Pablo agitaram público da festa junina nesta quinta (25) || Fotos PMI/Divulgação
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A primeira noite do Ita Pedro 2026 confirmou a força dos festejos juninos de Itabuna. Mesmo debaixo de chuva, milhares de pessoas passaram pela Arena Zé Cachoeira, nesta quinta (26), para acompanhar os shows de Gusttavo Lima, Pablo, Dorgival Dantas e artistas regionais, abrindo a programação do evento que segue até domingo (28).

Além da grande presença de público, a abertura movimentou hotéis, bares, restaurantes, transporte por aplicativo e o comércio informal, impulsionando a economia com a chegada de visitantes de diversas cidades.

SHOWS DE HOJE 

A expectativa agora se volta para a segunda noite da festa, nesta sexta-feira (26), que reúne algumas das atrações mais aguardadas desta edição. Sobem ao palco Alok, Bruno & Marrone, Maiara & Maraisa, Léo Santana, Natanzinho Lima, Trio da Huanna, Cacau com Leite, Cris Mel e Raneychas, mantendo a programação com mais de 12 horas de shows.

Promovido pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), o Ita Pedro é apontado pela organização como o maior São Pedro do Brasil. A programação continua no sábado (27) e no domingo (28), reunindo artistas nacionais e regionais e consolidando o evento entre os principais festejos juninos da Bahia.

Confira a lista dos novos conselheiros municipais de cultura || Imagem IA
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A eleição para o Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus definiu os representantes da sociedade civil que atuarão nas diferentes setoriais culturais do município. O processo escolheu titulares e suplentes dos segmentos de teatro, dança, música, literatura, audiovisual, artes visuais, cultura afro, patrimônio e cultura popular.

Os titulares eleitos são Larissa Paixão (Teatro), Sirleyde (Dança), Rogério Cachorrão (Música), Tereza Sá (Literatura), Lis Fonseca (Audiovisual), Mestra Lainha (Artes Visuais), Pai Toninho (Cultura Afro), Frei Leão (Patrimônio) e Tieta (Cultura Popular).

Também foram escolhidos os suplentes de cada segmento. No Teatro, Aikon Barreto; na Música, Juuzo MC; na Literatura, Carlos Alaboji; no Audiovisual, Marcelo Silveira e Ivone Mello; nas Artes Visuais, Lis Kalid e Kaks; na Cultura Afro, Marcos Caldeira e Deko; no Patrimônio, André Fonseca, Camile Maltez, Mestre Gregório e Socorro Mendonça; e na Cultura Popular, Paulo Magalhães, Mônica e Qyiannah.

Com a conclusão do processo eleitoral, o novo Conselho Municipal de Cultura passa a representar os diversos segmentos artísticos e culturais de Ilhéus. Entre os desafios do colegiado estão o fortalecimento das políticas de fomento, a execução de programas financiados por leis de incentivo e a ampliação da participação dos agentes culturais nas decisões do setor.

Projeto reúne música, memória e homenagem à trajetória da artista
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A c comemora quatro décadas de carreira com o projeto 40 Anos em Canto – Ilhéus, na próxima sexta-feira (26), no Centro Cultural Ocupaê, no bairro Nossa Senhora da Vitória. A programação começa às 16h com uma exposição fotográfica sobre a trajetória da artista e segue, às 19h, com um show comemorativo.

Nesta edição especial, o espetáculo terá como tema Viúvas e Viúvos, reunindo canções e histórias que abordam afetos, saudades, reencontros e experiências compartilhadas por diferentes gerações. A proposta é promover identificação e emoção junto ao público, valorizando memórias e vivências da comunidade ilheense.

O evento antecede as comemorações de São Pedro e integra o calendário cultural da cidade. Além de celebrar a carreira de Jane Poeta, a iniciativa busca fortalecer a cena artística local e preservar a memória cultural de Ilhéus.

O projeto foi contemplado pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com execução da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e recursos do Ministério da Cultura.