Espetáculos serão apresentados neste sábado
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Cia Esbórnia de Teatro apresenta, neste sábado (4), a partir 18 h, pelo canal do YouTube, os espetáculos De onde vem a água e A Lenda do dia e da noite, que fazem parte do projeto Caminhos Indígenas em Cordel. Os espetáculos são adaptações de dois contos indígenas para a literatura de cordel.

A transmissão gratuita dura cerca de 30 minutos e acontecerá no canal www.youtube.com/ciaesborniadeteatro. O link está disponível na bio do Instagram @cia.esbornia. Após a encenação, haverá bate-papo com o elenco.

Os contos apresentados são inspirados em lendas indígenas dos povos Panará, Kuikuro e Karajá, adaptados para a literatura de cordel por Márcia Mascarenhas. A autora também integra o elenco junto com Karoline Vital e Maurício Lima, diretor artístico. A trilha sonora original foi composta pelo diretor musical Danilo Nascimento e executada em parceria com Nanda Conegundes.

O projeto Caminhos Indígenas em Cordel tem apoio financeiro do Estado da Bahia por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

Jef Rodriguez, da banda OQuadro, na capa do seu primeiro álbum solo || Foto Alice Magalhães
Tempo de leitura: < 1 minuto

O rapper Jef Redriguez, da banda OQuadro, acaba de lançar Spiritual EP, seu primeiro disco solo. O álbum chegou hoje (30) às plataformas de streaming e ao canal do artista no Youtube. O músico Rafa Dias (RDD) assina a produção musical da obra, que leva o selo da Isé Música Criativa. Ouça.

Spiritual EP tem apoio financeiro do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Cena da peça "O inspetor geral", inspirada na obra homônima do autor russo Nikolai Gogol
Tempo de leitura: < 1 minuto

O dramaturgo e diretor do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), Romualdo Lisboa, teve um dia longo de trabalho, nesta sexta-feira (27), para resgatar o acervo da companhia após a queda da Tenda – lona circense que abrigava os equipamentos da trupe e desmoronou (veja aqui).

Já era noite quando ele noticiou, em publicação numa rede social, que a maior parte do acervo foi salva. “Apesar do pesadelo… o sonho não acabou!”. Parte dos equipamentos foi abrigada na Concha Acústica e outra, na Secretaria Especial de Cultura de Ilhéus.

O SONHO DA SEDE PRÓPRIA

O Teatro Popular de Ilhéus tem 26 anos de história. Segundo Romualdo, trata-se de uma longa jornada de fazer artístico que tem a classe trabalhadora como protagonista e plateia. Agora, a companhia vai dar continuidade ao sonho de construir a própria sede. “Tornar esse sonho realidade será uma vitória para toda a classe trabalhadora e para toda a cultura ilheense, baiana e brasileira”, assegura o dramaturgo.

Interessados em colaborar com o financiamento coletivo do TPI podem fazer doações neste link.

Tenda do TPI desabou durante ventania na noite desta quinta || Reprodução
Tempo de leitura: 2 minutos

Na noite desta quinta-feira (26), uma ventania causou o desabamento da Tenda do Teatro Popular de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes, centro. Ninguém ficou ferido. De acordo com relatos, pessoas que jogavam beach tennis buscaram abrigo na tenda no momento da ventania, mas todos saíram a tempo, sem ferimentos. Antônio Conceição, conhecido como Palhaço Radiola, que é caseiro do terreno e mora em um trailer próximo à Tenda, também não foi atingido. Radiola também possui uma cadelinha de estimação, que também está a salvo.

O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) agora busca apoio, urgente, para abrigar todo acervo e equipamentos do grupo que eram mantidos na tenda e ficaram debaixo da lona. O grupo começou a fazer o resgate ainda na noite deste quinta. O TPI, que neste mês completou 26 anos de existência, teve a Tenda como sede de suas atividades desde o ano de 2013.

O grupo já vinha enfrentando dificuldades financeiras desde 2019 com os atrasos de pagamentos do recurso do Programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais, que custeia parcialmente a manutenção de diversos espaços culturais na Bahia.

Com a falta de recurso, o grupo não tinha condições de continuar a manutenção do espaço, cuja lona já se encontrava em estado avançado de deterioração devido à ação da maresia, do sol, das chuvas e do vento. Em 2020, com o fechamento imposto pela pandemia, a situação do TPI se agravou, culminando na entrega dos contêineres alugados, onde funcionavam a administração e os banheiros, e da lona, que também era alugada.

Tenda do TPI, na Soares Lopes, abrigou dezenas de eventos || Foto Zélia Uchôa

ESPAÇO DEVOLVIDO

O espaço é uma estrutura particular que pertence a Nelian Reis, artista da palhaçaria circense. O Teatro Popular de Ilhéus devolveu o espaço oficialmente em outubro de 2020, e se encontra sem sede desde então, com atividades apenas em formato virtual.

Conforme comunicado do TPI, “apesar da devolução do espaço ter ocorrido há quase um ano, o Teatro Popular de Ilhéus manteve todo o seu acervo abrigado sob a lona por não encontrar outra alternativa para seu armazenamento”.

Isso, incluía todos os seus figurinos, cenários, equipamentos de luz e som, documentos e ainda o Palco Rodante, uma estrutura criada pelo arquiteto alemão Carl von Hauenschild, especialista em espaços culturais. O grupo agora tenta salvar seu material, que tem grande valor histórico e cultural, e necessita urgentemente de um novo local seguro para armazená-los.

26 ANOS DE HISTÓRIA

Fundado em 1995 por Équio Reis, o TPI se constitui num grupo de pesquisa de linguagem continuada que, a partir de suas criações, interfere positivamente na cultura brasileira, promovendo debates, encontros e estudos que contribuem para a formação cultural de seu público. A longevidade do Teatro Popular de Ilhéus é um indicador de um projeto de empreendedorismo cultural exitoso que tem um planejamento a longo prazo bastante sólido e em constante avaliação.

Gravações do filme "As margens de Canavieiras" começam no próximo dia 13
Tempo de leitura: < 1 minuto

O cineasta José Frazão resolveu dedicar seu quinto longa-metragem à cultura ribeirinha e às paisagens naturais da terra natal, Canavieiras, município do sul da Bahia. O roteiro do filme “As margens de Canavieiras” narra a aventura de uma pesquisadora em busca de um fóssil misterioso. Na missão, ela conta com a ajuda de um pescador nativo, que conhece as sendas da mata e dos rios.

O propósito inicial do cineasta era fazer um documentário sobre a realidade socioeconômica das comunidades ribeirinhas do município, mas ele optou por abordar essa realidade a partir de uma narrativa ficcional. Ainda assim, para José Frazão, mais do que cenário, Canavieiras é a grande protagonista da história.

O elenco vai reunir atores de projeção nacional, a exemplo da atriz Isabel Filards e do ator Vertin Moura.

MERCADO INTERNACIONAL

A produção do filme coube à produtora audiovisual Larty Mark, empresa com 20 anos de experiência no setor, com apoio da prefeitura local. Já a distribuição será feita por uma plataforma de streaming, cujo nome ainda não foi divulgado, que terá papel decisivo para a estratégia de inserção da obra no mercado internacional.

As gravações de “As margens de Canavieiras” vão começar no dia 13 de setembro e devem durar três semanas. Segundo José Frazão, a ideia é dar oportunidade à mão de obra local em todas as etapas da produção. Da Redação com informações do site BA_001.

Evento será na área aberta do Centro de Convenções
Tempo de leitura: < 1 minuto

O prefeito Bruno Reis (DEM) anunciou hoje (23) que a Prefeitura de Salvador vai realizar um evento-teste para 500 convidados, na próxima sexta-feira (27), às 18 horas, no Centro de Convenções da capital baiana, localizado no Bairro da Boca do Rio.

As atrações do evento serão o cantor Gerônimo, a cantora Márcia Castro e os grupos Afoxé Darajú de Odé e Telefunksoul.

O objetivo da iniciativa, segundo o prefeito, é verificar a eficácia dos protocolos de segurança contra a Covid-19.

A Prefeitura havia planejado fazer esse teste antes, conforme anúncio do fim de junho, mas decidiu esperar o avanço da cobertura vacinal e o arrefecimento da pandemia.

PROTOCOLOS

Para ir ao evento, o convidado deve ter acima de 18 anos e ter tomado, pelo menos, a primeira dose ou dose única de alguma vacina contra a Covid-19 até o dia 27 de julho.

Além disso, todos os convidados vão passar por testes antes e depois do evento. O uso de máscara será obrigatório.

O palco será montado em área aberta, com 5 pontos de acesso. Para acessar o evento, as pessoas terão a temperatura aferida. Além disso, a fila para os banheiros será organizada com distanciamento.

Programa foi gravado em Itabuna
Tempo de leitura: < 1 minuto

Ao som de muito rock and roll, os educadores dos Complexos Integrados de Educação (CIEs) participaram, neste sábado (21), de mais uma edição do Projeto Conexões – Estação do Saber, gravada no Teatro Candinha Doria, em Itabuna. Os CIEs são unidades da Secretaria da Educação da Bahia.

O episódio, que tem como tema A gosto do rock: a história do rock, pode ser conferido na internet (veja links no final da matéria) e, também, na TV Educa Bahia, no próximo dia 26, às 17h30min. A atividade contou com a participação das bandas Trirueiros e Pastilhas, além de ex-alunos do CIE de Itabuna.

O coordenador de Articulação entre Educação Superior e Educação Básica para os CIEs, Robson Costa, falou sobre a importância do tema. “Falar de rock é fazer uma retomada da história do Brasil e da Bahia no sentido das manifestações e dos protestos musicais e, também, reviver as grandes letras de artistas e bandas como Beatles, The Rolling Stones, Paralamas do Sucesso e Cazuza, como uma grande aula para os estudantes”, destacou.

VISIBILIDADE DOS ARTISTAS REGIONAIS

Para a cantora e compositora Ize Duque, da banda Pastilhas, que fez uma apresentação musical durante o programa, discutir sobre o tema foi oportuno diante do cenário atual. “Gostei muito de dialogar com estudantes da Educação Básica da rede estadual sobre rock e a importância da arte como produtora de conhecimento e ferramenta de uma formação crítica e cidadã”, comentou.

O ator Daniel Stivson, que fez uma participação especial, destacou a proposta do programa em dar visibilidade aos artistas locais. “Foi muito gratificante participar do encontro, pois trata-se de um programa que traz os artistas regionais para falar sobre as suas carreiras, tocar as suas músicas e as de outros artistas”.

 

Ator Tarcísio Meira morreu na manhã desta quinta (12), em São Paulo
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Brasil perdeu, há pouco, um dos maiores nomes da sua teledramaturgia, o ator Tarcísio Meira, aos 85 anos. Além dele, a esposa, Glória Menezes, de 86 anos, também foi internada no mesmo hospital, o Albert Einstein, em São Paulo, vítima da covid-19. Ela apresenta sintomas leves da doença, segundo a assessoria.

Tarcísio chegou a ser intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Einstein a ser submetido a hemodiálise contínua, porém não resistiu à luta contra o novo coronavírus. Tanto ele como a esposa foram totalmente imunizados contra a doença em março deste ano. Glória recebe oxigênio por via nasal e se recupera bem, conforme boletim médico.

Live de lançamento de "Ba-Vi tem muita história" será às 20 horas desta terça-feira (10), na canal da editora Mondrongo
Tempo de leitura: < 1 minuto

Os organizadores do livro Ba-Vi tem muita história, Gustavo Felicíssimo e Rodrigo Melo, reuniram um time de primeira linha para retratar, em contos e crônicas, a história do clássico Bahia x Vitória, iniciada em 1932. A live de lançamento da coletânea será às 20 horas desta terça-feira (10), no canal da editora Mondrogo no Youtube.

Além dos próprios organizadores, outros 16 escritores assinam as narrativas; são eles: Aleilton Fonseca, André Uzêda, Ângela Vilma, Aquilino Paiva, Elieser Cesar, Fernando Caldas, Gil Vicente Tavares, Herculano Neto, João Filho, Luís Pimentel, Marcus Vinícius Rodrigues, Paulo Bono, Ricardo Cury, Ruy Vídero Caldas, Santiago Fontoura e Saulo Dourado.

Poeta, jornalista e torcedor do Vitória, Florisvaldo Matos destaca a harmonia da seleção das histórias que integram o livro. “Essa quase nonagenária rivalidade, que já se acerca dos 500 confrontos, entre triunfos de um e de outro, com vantagem para o tricolor, e empates, está fielmente retratada pelos dezoito harmoniosos escritos, prenhes de técnicas redacionais diversas, que ora nos faculta a vitoriosa [editora] Mondrongo”.

Músico e ex-ministro da Cultura confirma intenção de ocupar cadeira da ABL
Tempo de leitura: < 1 minuto

O músico e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil vai se candidatar a uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL). Ontem (5), a instituição iniciou a Sessão da Saudade, que terá quatro eventos para marcar a despedida dos membros que faleceram em 2020 e 2021.

Além da vaga do diplomata Affonso Arinos de Mello Franco, morto em 15 de março do ano passado, declarada aberta nesta quinta (5), serão declaradas abertas as candidaturas para as vagas do jornalista Murilo Melo Filho, morto em 27 de maio de 2020, do professor Alfredo Bosi, morto em 7 de abril de 2021, e a do advogado e ex-vice-presidente do Brasil Marco Maciel, que faleceu no último dia 12 de junho.

Gil ainda não anunciou para qual das quatro vagas se candidatará.

Com repertório de clássicos da música brasileira e internacional, apresentação vai embalar o almoço do Dia dos Pais
Tempo de leitura: < 1 minuto

O violonista Felipe Bezerra vai ser a atração musical do Dia dos Pais no Shopping Jequitibá. Neste domingo (8), ele se apresentará na Praça de Alimentação, a partir das 12h. No repertório, clássicos da música brasileira e internacional.

A apresentação também vai encerrar a campanha Pai Essência de Amor, fruto de uma parceria do shopping com as Lojas O Boticário. A cada R$ 300,00 em compras acumulativas no equipamento, o cliente recebe um vale-presente para ser trocado por  um sabonete líquido Styletto, além de cupom de 50% do desodorante Body Splash.

O regulamento da campanha pode ser conferido no site www.shoppingjequitiba.com.br e no balcão de troca ao lado da escada rolante do shopping.

Jorge Amado faleceu em 6 de agosto de 2001 || Reprodução Editora Todavia
Tempo de leitura: 2 minutos

Há 20 anos, no dia 6 de agosto, morreu o escritor baiano Jorge Amado. Autor de clássicos como Tenda dos Milagres, Capitães da Areia e Gabriela, Cravo e Canela, Jorge é um dos maiores artistas do Brasil. Seu legado atravessa gerações. Numa entrevista ao Jornal da Cidade, na Rádio Metrópole, a biografa Josélia Aguiar, que escreveu o livro Jorge Amado: Uma Biografia, lançado em 2018, disse que Jorge sempre desejou uma morte rápida. “Ele teve a vida que imaginou, mas não a morte”, disse Josélia.

Nos últimos anos de vida o escritor teve problemas de saúde, e até chegou a ficar com a visão comprometida, depois, dificuldade cardíaca e respiratória. “Eu acredito que tem a ver com a vitalidade dele. Para que essa vida, esse potencial, fosse diminuindo, não poderia ser de repente”, disse Josélia.

Jorge Amado morreu pouco antes do seu aniversário, celebrado dia 10 de agosto. Existe um mito em torno do escritor, sua família o propagava: criança que nasceu empelicada, sujeito de sorte. Questionada, Josélia disse acreditar que o escritor foi mesmo um sujeito de sorte. “Mas ele estava sempre em contato com o desejo dele, com que ele queria fazer. Acho que independente do Jorge Amado escritor, o Jorge Amado homem, da a todos nós uma grande lição, que é: quando você faz uma coisa que você gosta muito, e se dedica muito a isso, as coisas realmente vão acontecer”, afirmou.

Josélia Aguiar revelou ainda detalhes sobre a publicação do livro. “A ideia era fazer um livro mais curto, em que eu teria um ano e meio. Mas a vida do Jorge Amado é transoceânica, cheia de emoções e reviravoltas. Acabei ficando quase oito anos. Hoje, faz três anos da primeira publicação, já tenho pós edição do livro com mais novidades, todas essas conversas em torno dele também sempre me acrescentam, de modo que estou há 10 anos ‘muito ocupada’ com Jorge Amado”, brinca a autora. Confira mais.

Apresentação será no próximo sábado (7), na Fundação Fé e Alegria, em Ilhéus
Tempo de leitura: < 1 minuto

Protegido com duas doses de vacina contra a Covid-19, o ex-vice-prefeito José Henrique Abobreira voltou a circular em Ilhéus. No último dia 31 de julho, ele se reuniu com o ator e dramaturgo Ed Paixão para discutir o financiamento coletivo da conclusão do Centro Cultural Ocupaê, no bairro Nossa Senhora da Vitória. A dupla decidiu apresentar o projeto a lideranças políticas e comunitárias do município. A apresentação está marcada para as 8 horas do próximo sábado (7), na Fundação Fé e Alegria, localizada no mesmo bairro.

Ao PIMENTA, Ed explicou que o imóvel onde o centro é construído pertence à sua família. A irmã dele, a atriz e comunicóloga Larissa Paixão, também faz parte da Trupe Teatro Sem Fim, grupo por trás do projeto.

Metade da obra já saiu do papel. A trupe se valeu de recursos obtidos por meio de editais públicos de cultura, como o da Lei Aldir Blanc, para investir na construção do OcupaÊ. Agora, o desafio é arrecadar doações para concluir o trabalho.

O centro será um espaço de ocupação coletiva. A ideia é que outros grupos também possam movimentar a cena cultural do bairro, com intervenções artísticas, peças teatrais, oficinais de iniciação artística e outros eventos.

O encontro do próximo sábado também vai marcar a volta das reuniões do Café com Política, grupo de discussão criado por Abobreira e outras lideranças de Ilhéus.

Livros digitais, os e-books, vão tomando espaço e impactam mercado impresso
Tempo de leitura: 2 minutos

O mercado baiano foi surpreendido, agora em julho, com a notícia do encerramento das atividades da livraria Cultura em Salvador. Isso aconteceu 10 meses depois da Livraria Saraiva também encerrar suas atividades na Bahia. Em contrapartida, a venda dos livros digitais, como e-books e audiolivros, dispararam em 2020.

De acordo com a Pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro, publicada no início de julho, e coordenada pela Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, o faturamento das editoras que trabalham com a produção e vendas de e-books, audiolivros e outras plataformas digitais chegou a R$ 147 milhões, em 2020. Esse dado representa 36% do crescimento do setor em relação ao mesmo período de 2019.

Para o professor do curso de Jornalismo da Rede UniFTC, Leonardo Campos, a tendência pela leitura em ferramentas digitais está relacionada ao desenvolvimento da tecnologia e à ampliação do mundo digital. “A digitalização tomou conta da vida das pessoas e das empresas. A tecnologia vem nos atualizando e demonstrando outras possibilidades de interação”, afirma o professor.

FUTURO DOS LIVROS IMPRESSOS

O fechamento das livrarias Saraiva e Cultura na Bahia, na verdade, reflete uma realidade que este modelo de negócio vem enfrentando no Brasil inteiro. De 2008 a 2018, de acordo com informações do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), houve uma redução de 25% neste nicho. Apesar dos dados desanimadores, Leonardo defende que as publicações impressas não terão fim, pois existem outras variáveis envolvidas no processo.

“Ainda existem muitas pessoas que dependem do livro impresso para exercer a leitura. Mesmo com o aumento dos preços e com algumas edições difíceis de comprar, temos a cultura do colecionador, que é um público que depende da capa, das folhas, prefácio e posfácio das edições comentadas por historiadores e críticos”, ressalta Campos destacando que a pandemia também contribui para essa situação, já que exigiu o fechamento por muitos meses desses espaços culturais, também utilizados para encontros e eventos.

Para o professor outro fator importante que precisa ser levado em consideração é o fato de muitos leitores serem apegados ao tradicional. “Observem que para cada livro que sai em e-book, é produzida uma edição em capa dura. São questões complementares. Acho que um não vem para substituir o outro. Acredito que as lojas físicas continuarão a desempenhar um papel importante, apenas lançarão novos modelos de lojas e implementarão o comércio”, enfatiza Campos.

Autor revisita lembranças das brincadeiras, histórias e assombrações da vida no antigo distrito e hoje bairro de Ilhéus
Tempo de leitura: 2 minutos

Técnico aposentado da Ceplac, José Rezende Mendonça é um garimpeiro da memória do Pontal, o bairro da zona sul de Ilhéus onde vive desde que nasceu, em junho de 1951. No mês passado, ele comemorou o aniversário de 70 anos com o lançamento do seu segundo livro,  Memórias da Infância  – Lá vem o Bicho Papão.

Dedicado às lembranças de quando o Pontal ainda era distrito de Ilhéus, antes da construção da ponte Lomanto Júnior – inaugurada em 1966 -, o livro tem ligação direta com as vivências do autor no bairro. No entanto, segundo José Rezende, por reunir elementos da cultura popular brasileira, a obra se comunica com a memória afetiva de toda uma geração. “As brincadeiras na rua, nosso vocabulário, as músicas infantis, sentar na calçada para ouvir as histórias dos mais velhos”, exemplificou o memorialista, em conversa com o PIMENTA, nesta sexta-feira (16).

O livro relembra um Pontal onde o encantamento e o mistério eram mais presentes como mediadores da relação das crianças com o mundo da vida. Essa presença maior do mistério, produzida e reforçada pela linguagem cotidiana, também abria caminho para o que o autor descreve como um tipo de educação pelo temor do desconhecido.

“Nós tínhamos medo de tudo. Nossos pais, nossos avós, eles tinham uma maneira de nos amedrontar para poder educar. Não sei se hoje isso é correto – uns dizem que sim, outros dizem que não -, mas, na minha época, e falo aqui das décadas de 50 e 60, a gente tinha isso. Por exemplo: ‘Olhe, não fique aí, senão o Bicho Papão lhe pega!’; ‘Venha pra casa mais cedo, tem alma na rua’. Então, essas coisas nos deixavam apreensivos. E, realmente, tínhamos mais cuidado e respeito pelos pais em obedecer aquilo”, avaliou José Rezende Mendonça.

O livro está à venda apenas no site da editora Clube de Autores, nas versões impressa e digital  – veja aqui. José Rezende também é autor de Pontal: entre o passado e o presente.