Confira o single Cidadão de Bem, da Pucumã || Foto @joicss
Tempo de leitura: < 1 minuto

Já está em todas as plataformas da internet a primeira música da Pucumã, banda criada em Itabuna, no sul da Bahia. Lançada nesta sexta-feira (26), Cidadão de Bem também dará nome ao primeiro álbum do grupo. A canção fala de um tipo social capturado pelo fetiche das armas e cindido pelas contradições entre um discurso moralista e uma conduta pervertida.

“O contexto que o país está vivendo, querendo ou não, inspirou a gente a escrever e a falar sobre isso. De certa forma, acho que boa parte da população ficou indignada com determinados discursos vigentes na sociedade”, relata o baixista itabunense Bruno Souza, em entrevista ao PIMENTA.

Para o guitarrista Arlécio Araújo, é mais fácil definir a sonoridade da banda evocando os gêneros com que dialoga, mas aos quais não se enquadra totalmente. “A música Cidadão de Bem, por exemplo, tem levadas, um suingue meio soul e, nos refrões, a gente traz um pouco do rock and roll. A gente fala que Pucumã não é uma banda de rock, mas não é tão pop nem reggae, mesmo trazendo elementos [desses gêneros]. Então, na hora de compor, a gente deixa a criatividade falar, bebe de outras fontes e acaba misturando tudo”.

A constatação de pertencimento a esse lugar fronteiriço, acrescenta Bruno, levou o grupo a dizer que “Pucumã é uma banda de MPB, mas não é Música Popular Brasileira, é Mistura Popular Brasileira”.

Se não tem gênero musical definido, Pucumã é, sem dúvida, filha da civilização grapiúna. Além de Arlécio e Bruno, que são de Itororó e Itabuna, respectivamente; o grupo é formado pela vocalista Eva Paim, de Ilhéus; o guitarrista Pedro Canela, de Ibicaraí; e o baterista Saymon Santos, também de Itororó. Confira, abaixo, o primeiro trabalho da banda.

Evento beneficente será no próximo dia 3, na AABB
Tempo de leitura: < 1 minuto

A feijoada beneficente do Rotary Club de Itabuna Sul chega à sua décima primeira edição, no próximo dia 3, um sábado, na sede da AABB de Itabuna. Com bilhete individual a R$ 60,00, a iniciativa destinará todo o dinheiro arrecadado a três instituições filantrópicas do município, o Lar Fabiano de Cristo, o Núcleo Cuidar e o Grupo de Apoio ao Paciente Oncológico (Gapo). Além de apreciar a iguaria, o público curtir uma apresentação musical ao vivo.

Conforme os organizadores, a feijoada será servida das 12h30min às 16h, sendo que o consumo deverá ser feito no próprio local do evento. Quem participar terá direito a um número para concorrer ao sorteio de vários brindes.

O presidente do Rotary Club de Itabuna Sul, Manoel Brito, falou sobre a expectativa para o evento. “A feijoada já é um tradicional evento realizado pelo Rotary. Neste ano, estamos muito felizes em ajudar três entidades com importantes serviços prestados à população de nossa cidade. Esperamos uma ampla participação para que possamos ajudar significativamente as instituições”.

Forró Arrastapé começa nesta sexta-feira (26)
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Forró Arrastapé vai agitar a população e visitantes de Itacaré, nesta sexta-feira (26) e sábado (27), sempre a partir das 19h, na Praça São Miguel, aberto ao público.

As atrações para o aquecimento dos festejos juninos na cidade sul-baiana são Forró Pé na Areia, Big Xote, Forró Preta VIP, Digo Martins, Forró Genuíno e Monique Lisboa.

O evento é promovido pela APP, com patrocínio da Bahiagás e apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Itacaré e da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA).

Romualdo Lisboa fala sobre o espetáculo Borépeteĩ || Fotos TPI
Tempo de leitura: 2 minutos

O Teatro Popular de Ilhéus (TPI), que completa 28 anos de história em 2023, celebra o aniversário com a estreia de seu novo espetáculo, Borépeteĩ, uma ode aos saberes dos povos originários. Segundo o grupo, a palavra de origem tupinambá pode ser traduzida como o Uno, o que tudo contém e em tudo está contido.

Para o dramaturgo Romualdo Lisboa, a nova obra segue o legado de Équio Reis, com quem fundou o TPI, de um teatro que fala aos seus e para o mundo a partir de sua aldeia. “A montagem busca nos reconectar aos povos originários e seus ancestrais que aqui estavam quando os europeus invadiram e tomaram de assalto o território sagrado de humanos e não humanos, de encantados, suas formas e sons”, acrescenta Romualdo, que é autor da peça e divide a direção com Luís Alonso-Aude.

ESTREIA

Borépeteĩ estreia neste sábado (27), às 18h, em Olivença

A estreia de Borépeteĩ será neste sábado (27), às 18h, no estacionamento do Balneário Tororomba, em Olivença, aberta ao público. A escolha do local é uma retribuição do grupo ao Povo Tupinambá de Olivença, que luta pela demarcação de seu território nos limites dos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema e contribuiu com a pesquisa e em outras frentes do espetáculo.

As próximas exibições serão na Universidade Estadual de Santa Cruz, nos dias 29 de maio e 5, 12 e 19 de junho, sempre às 18h, também com entrada franca. Além disso, o TPI agenda apresentações para grupos, escolas ou universidades. O agendamento deve ser feito via e-mail (ascomtpi@gmail.com).

EQUIPE

O espetáculo Borépeteĩ traz no elenco Tânia Barbosa, Márcia Mascarenhas, Aldenor Garcia, Pablo Lisboa e Antônio Vicente; Ely Izidro como técnico atuador; e participações em vídeos e áudios de Katu Tupinambá, Cacique Ramon, Nádia Akauã, Pytuna, Îagwara e Casé Angatu.

A direção musical e as composições são de Pablo Lisboa; edição e montagem de vídeos de Carlos Ortlad; direção de movimento de Luis Alonso-Aude; preparação vocal do maestro Antônio Melo; e figurinos, adereços, cenário e dispositivos cênicos de Shicó do Mamulengo.

A obra é fruto de parceria do Teatro Popular de Ilhéus com o Observatório Astronômico e o Núcleo de Artes da Uesc e tem coprodução da Celeiro Cultural e Praça Produções Culturais.

Enquanto constrói sua sede no Pontal (relembre), o TPI ocupa espaço cedido pela Uesc. A instituição cultural privada é parcialmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais, da Secretaria Estadual de Cultura, com recursos do Fundo de Cultura da Bahia e do Governo do Estado.

João traz o Pimentaverso para o sul da Bahia || Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

O humorista João Pimenta vem ao sul da Bahia, neste final de semana, com o seu show solo de stand up, o Pimentaverso. A primeira apresentação será neste sábado (20), às 20h, no Teatro Candinha Doria, em Itabuna. No domingo (21), no mesmo horário, será a vez do público de Ilhéus receber o artista pojuquense, no Centro de Convenções.

No espetáculo, João Pimenta reúne suas referências, vivência de um negro periférico e suas histórias mais mirabolantes. No palco, oferece ao público um gostinho de todo caos, aleatoriedade e causos inusitados que formam sua vida. Senhoras e senhores, o Pimentaverso está entre nós.

Ativo na internet desde os tempos em que tudo era mato na web brasileira, João tem 16 anos de estrada no humor e quase um milhão de inscritos em seu canal no Youtube. Formado em Comunicação, é roteirista e ator do Porta dos Fundos, maior humorístico da América Latina. Para os fãs da banda ilheense OQuadro, vale a nota: é de Pimenta a voz da vinheta Paz, do álbum Preto Sem Açúcar (2021).

Os ingressos podem ser adquiridos no site da Bilheteria Digital ou nos pontos de vendas autorizados. Mais informações: 73 99129 2350 e 73 99191 5797. Confira, abaixo, uma palinha do Pimentaverso.

Lígia canta Rita, hoje (19), às 19h30min, n'O Badauê
Tempo de leitura: 2 minutos

A noite desta sexta-feira (19) em Ilhéus tem programação musical variada, a começar pela homenagem da cantora Ligia Callaz para a eterna padroeira da liberdade, Rita Lee, que nos deixou no dia 8 de maio passado. A apresentação da artista grapiúna será na livraria O Badauê, na Praça Rui Barbosa, na Av. Soares Lopes, a partir das 19h30min.

Pouco antes, também n’O Badauê, o professor e escritor ilheense Gabriel Nascimento lança o livro O rio do sangue dos meninos pretos. Pertinho dali, na tradicional Barrakítika, o palco será da banda Pier 5, às 20h.

Javali’s Blues Band estreia no palco do Fachada Lounge Bar

Já na zona sul, o Fachada recebe, pela primeira vez, o show do trio Javali’s Blues Band. O lounge bar fica na Nova Brasília, perto da Maramata, com vista privilegiada para a Baía do Pontal e a Ponte Jorge Amado.

Também no Pontal, próximo à Praça São João Batista, o Delicious Pub é o lugar certo para quem gosta de cerveja e rock do bom, que, hoje, será por conta do cantor e compositor Diego Schaun, o homem-banda. Nas duas casas, o som está marcado para as 20h.

Cijay se apresenta n’A Baronesa, um inferninho à beira-mar

O after estourado na terra de Gabriela também é no Pontal, na casa d’A Baronesa, na Rua Barão do Rio Branco, sob o comando de Cijay, cria do São Domingos e uma das principais vozes da juventude na cena cultural de Ilhéus.

Léo Freitas pilota projeto de retorno da Top Love com lançamento na sexta
Tempo de leitura: < 1 minuto

Depois de uma parada de 12 anos, a banda Top Love está de volta com uma nova proposta e um novo vocalista, o cantor baiano Léo Freitas. Itabunense, Léo cresceu na capital baiana, Salvador, e está morando em Aracaju (SE). A Top Love, no retorno, manterá a essência romântica que marcou gerações e ganhou fãs pelo país.

O novo vocalista, de 34 anos, acumula experiências que vão do rock ao sertanejo. Agora, adiciona o arrocha romântico, revelando a sua versatilidade vocal. Ele sabe da responsabilidade, descrita por ele como gigante, de estar à frente do novo projeto que marca o retorno da Top Love.

Ele promete:

– Com certeza vou dar tudo de mim para levar muita alegria e muita música para todos os fãs…estar de volta a minha terra, a minha origem no comando da Top Love é um grande presente, um sonho – afirma

Para marcar o retorno da banda, a novidade é a música Oficialmente solteiro, que será lançada na próxima sexta-feira (19). Quer saber como ficou e ouvir antes? É só clicar e conferir aqui nas principais plataformas digitais de música.

Maíra lança EP Trovejei nesta sexta-feira (12), no Batatinha Bar, na Ladeira dos Aflitos
Tempo de leitura: < 1 minuto

A cantora e compositora baiana Maíra lança o primeiro EP de sua carreira, o Trovejei, nesta sexta-feira (12), em Salvador. Será às 20h, no Batatinha Bar, na Ladeira dos Aflitos, 68, no Centro.

A artista promete show com músicas autorais e releituras de clássicos do samba brasileiro, numa viagem pelo samba de roda, samba-reggae, samba-canção e samba de Caboclo.

Maíra será acompanhada pelo violonista Gabriel Telles e pela percussionista Nanny Santos. Terá também as participações especiais dos músicos Jad Venttura e Rafael Galeffi.

Os ingressos podem ser adquiridos no site artedemaira.wixsite.com/meusite ou na portaria nesta sexta.

SERVIÇO
MAÍRA – Show de lançamento do EP Trovejei
Quando: Sexta-feira (12)
Horário: 20 horas
Local: Batatinha Bar, Ladeira dos Aflitos, 68 – Centro, Salvador-BA.
Ingressos: 20,00
Velório de Rita Lee no Ibirapuera, em São Paulo || Foto AB
Tempo de leitura: 3 minutos

O velório da cantora Rita Lee foi realizado hoje (10), no planetário do Parque Ibirapuera, na cidade de São Paulo. As filas de fãs e admiradores para se despedir da artista, conhecida como a rainha do rock, começaram cedo. Por volta das 10h, o público começou a entrar no local onde está o corpo da cantora. No teto do planetário, foi exibido o céu do dia em que Rita Lee nasceu, em 31 de dezembro de 1947.

A cantora foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2021 e desde então tratava da doença. A família confirmou a morte nas redes sociais dela nessa terça-feira (9). Ela morreu em sua residência, em São Paulo, no final da noite de segunda-feira. “Cercada de todo amor e de sua família, como sempre desejou”, informou o comunicado da família.

O velório seguiu até as 17h. O corpo será cremado em uma cerimônia particular, conforme desejo de Rita Lee Jones.

HOMENAGENS

Fãs relatam influência de Rita Lee em suas vidas || Foto Flickr/Carol Mendonça

Luigi Milone Leta, 13 anos, veio do Rio de Janeiro com a mãe Mariana Milone, 43 anos. “Sou muito fã da Rita, há muito pouco tempo, uns dois anos, mas a minha vida mudou desde que eu a conheci. Eu não sou a mesma pessoa e ela abriu a minha cabeça para um monte de coisa. Eu não estava preparado pra ver ela assim, mas eu a amo”, declarou.

Ele conta que a música Orra Meu é a sua preferida, pelo “deboche”. Luigi diz se sentir inspirado pelo espírito livre da artista. “Pela modernidade dela, numa época tão sombria, da ditadura militar, de 1964, ela desacatou autoridades. Ela pode fazer o que ela quiser, para mim isso é uma grande influência, até hoje, parece que o mundo está melhor, a gente ainda precisa de muita Rita Lee para aprender.”

A mãe do adolescente, Mariana, se diz orgulhosa do filho. “Eu admiro muito o Luigi. Desde pequenininho, ele gosta muito de arte e eu incentivo muito. E não só gosta da Rita Lee, mas do Chico Buarque, do Caetano Veloso, que realmente são compositores incríveis e que revolucionaram o mundo”, afirmou.

Leia Mais

Rita Lee é sinônimo de libertação estética e política da música || Reprodução/Facebook
Tempo de leitura: < 1 minuto

A cantora e compositora Rita Lee, ícone de irreverência e liberdade estética da música popular brasileira, faleceu ontem (8), aos 75 anos, em sua casa na cidade de São Paulo. A informação foi divulgada pela família da rainha do rock nacional, na manhã desta terça-feira (9).

“Comunicamos o falecimento de Rita Lee, em sua residência, em São Paulo, capital, no final da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”, diz trecho da nota pública.

Rita Lee Jones foi vítima de complicações de um câncer de pulmão, contra o qual lutava desde 2021. Segundo a família, o velório será aberto ao público, no Planetário do Parque Ibirapuera, amanhã (10), das 10h às 17h.

VANGUARDA

Com Os Mutantes, Rita Lee esteve na vanguarda da música em dois sentidos; primeiro, por ser uma mulher à frente de uma banda de rock; segundo, pela capacidade que o grupo teve para conferir ao gênero de origem norte-americana elementos da musica nacional, no bojo do segundo grande movimento antropofágico da cultura brasileira, o Tropicalismo.

Ouça, abaixo, a música Ando Meio Desligado, na versão original de 1970, do álbum A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado.

Grandes covers de Raul Seixas e Renato Russo farão show inesquecível em Itabuna
Tempo de leitura: < 1 minuto

Covers de Renato Russo e Raul Seixas farão show juntos, neste sábado (6), no Teatro Candinha Doria, em Itabuna, às 20h, no espetáculo Raul e Renato Forever. Ayrton Ramos e Dário Aaron prometem reunir o melhor de dois dos maiores ícones da música brasileira no palco da cultura itabunense em uma noite de memórias e grandes emoções.

O público terá a oportunidade de reviver clássicos como Maluco Beleza e Metamorfose Ambulante, do grande Raul, e Pais e Filhos, Monte Castelo e Que País é Este?, de Renato Russo. Os ingressos podem ser adquiridos no Ticket Maker.

O ingresso individual custa R$ 80,00 mais taxa e a casadinha sai a R$ 150,00 mais taxa no Ticket Maker. Os organizadores brincam ao fazer um lembrete: “Raul & Renato Forever, um show que só não vai quem nasceu há 10 mil anos atrás!”.

Centro atende 143 crianças e adolescentes de Ilhéus
Tempo de leitura: < 1 minuto

Uma das principais instituições filantrópicas de Ilhéus, o Centro Educativo Fé e Alegria (Cefa) promove, neste sábado (6), a partir das 12h, a tradicional venda de feijoada. A porção generosa da iguaria será vendida a R$ 20,00, na sede da instituição, localizada na Segunda Travessa São Jorge, no bairro Nossa Senhora das Vitórias.

O objetivo da iniciativa é arrecadar recursos para as ações socioeducativas que a entidade mantém desde 1999. Atualmente, 143 crianças e adolescentes são atendidos pelo Cefa. Além da educação formal, por meio de convênio com o município, o Centro oferece atividades de formação artística e esportiva.

Edital pagará cachês de R$ 5 mil a R$ 15 mil para artistas contratados
Tempo de leitura: < 1 minuto

Estão abertas e seguem até 12 de junho as inscrições de artistas e bandas interessados em se apresentar no São João da Bahia 2023, por meio do edital da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur). A seleção vai definir a grade de shows dos eventos realizados ou patrocinados pelo Governo da Bahia no período de 22 de junho a 2 de julho.

A inscrição deve ser feita no protocolo geral da Sufotur (3ª Avenida, nº 390, Térreo, Centro Administrativo da Bahia – CAB), em Salvador, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h. É necessário preencher formulário disponível em www.sufotur.ba.gov.br e entregá-lo acompanhado da documentação de regularidade jurídico-fiscal e do material artístico.

O material para inscrição deve conter release, fotos de apresentações anteriores e, quando possível, registro audiovisual e recortes de jornais, revistas, clipagem de sites da internet e outros meios que possam comprovar a atuação do artista ou da banda. Já o material fonográfico deverá ser entregue em pen drive, CD, DVD ou link de plataforma digital.

Ao todo, neste edital, serão investidos R$ 400 mil em 34 atrações, divididas em quatro categorias. Os cachês serão de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

Nego Freeza: mutimba é a celebração antes da luta || Fotos Silla Cadengue
Tempo de leitura: 3 minutos

O MC Nego Freeza, d’OQuadro, acaba de lançar Mutimba, música em parceria com o DJ e produtor Fabiano K’boko, recifense radicado na Alemanha. Nesta conversa com o PIMENTA, Freeza fala do novo som e da relação que estabeleceu com a cultura do Recife, onde o artista de Ipiaú, no sul da Bahia, vive há sete anos.

A palavra mutimba, segundo Freeza, remete a uma manifestação moçambicana do período da revolução anticolonial (1964-1974), que encerrou quatro séculos de colonização portuguesa em Moçambique. “K’boko já tinha o beat e uma pesquisa sobre isso. Mutimba era a dança que os guerrilheiros faziam antes das batalhas, na época da luta pela independência de Moçambique”. Ao invés do aspecto bélico, a música enfatiza a celebração, conta o MC.

Na capital pernambucana, Freeza encontrou na discotecagem uma forma de se manter no universo da música. Desde 2018, é um dos DJs residentes da festa Estrela Negra, ao lado de Patrick Torquato, baiano de Paulo Afonso. A vida no Recife também o apresentou a outros modos de ser preto, diz o músico. “Perceber esse jeito peculiar de ser preto pernambucano é muito importante pra mim. É um outro jeito de olhar para a cultura que vem de África. É a diáspora com seu jeito próprio de se manifestar em Pernambuco”.

INDÚSTRIA CULTURAL E CULTURA POPULAR

Freeza: “a gente faz o caminho, mas é o orixá que dá linha”

Como essas particularidades se manifestam? “Por exemplo, nas religiões de matriz africana. Por mais que existam elementos parecidos, você percebe a diferença da Bahia. E tem a cultura popular. Pernambuco conseguiu manter a cultura nas ruas”, diz Freeza, tecendo crítica ao que chama de indústria do axé music. Segundo ele, a monocultura do axé, patrocinada por uma visão enviesada de política cultural, foi um rolo compressor sobre as manifestações populares da Bahia, inclusive no interior do estado.

– A gente tinha um Governo que só investia nesse gênero, e vários elementos da cultura popular foram se perdendo, porque não havia manutenção disso por parte dos administradores do Estado. Aqui em Pernambuco, percebo que há uma coisa da cultura popular que você olha e fala: porra! Isso é África. Sabe? As cores, o toque, o maracatu, caboclinho e o cavalo marinho têm muito de África. Para mim, estar aqui, vendo isso de perto e entendendo como funciona, é algo que agradeço ao orixá. Nada na vida é em vão. A gente faz os caminhos, mas é o orixá que dá linha -.

Outro elemento distintivo da cultura popular no Recife é a presença da poesia nas ruas, avalia Nego Freeza, relatando os encontros com o poeta Miró da Muribeca, ícone da arte urbana recifense falecido em julho de 2022, aos 61 anos. “No Mercado da Boa Vista, tive a oportunidade de conversar várias vezes com o saudoso poeta Miró, de ver o lançamento das poesias dele pra todo mundo. Você percebe que é algo da cultura local, não foi implantado ali, é natural”.

As andanças em Pernambuco também levaram o MC a experimentar outras facetas como artista. Na série Lama dos Dias, ele interpreta um DJ. A história tem como pano de fundo o início dos anos 1990 e, ainda que de forma indireta, retrata o caldo de cultura que daria origem ao Manguebit, diz Freeza, que também participou do documentário Filho de Todos os Santos. Mas, essa é outra história.

Confira, abaixo, o videoclipe de Mutimba.

Laiô: "amar uma mulher é um ato político" || Foto André Medina
Tempo de leitura: 1 minuto

Está tudo pronto para o lançamento de Já chego, nova música da cantora e compositora ilheense Laiô. O single estará disponível em todas as plataformas digitais a partir desta sexta-feira (21). Feita em parceria com o produtor musical Lukas Horus, conterrâneo da artista, a composição conta a história do amor vivido por duas mulheres pretas.

É a própria compositora quem fala da inspiração da música. “A aceitação do amor como cura ancestral e a liberdade de amar em diversidade fazem parte da descolonização deste sentimento, que, durante muito tempo, foi negado aos nossos corpos”, inicia Laiô, acrescentando que o videoclipe de Já chego também será lançado nesta sexta.

Capa do single “Já Chego”

Há 18 anos na estrada, a ilheense lançou o EP MiMiMi (2015) e os singles Primavera (2017), A Chave (parceria com Pedro Pondé, em 2020) e Alerta (2020), além do álbum homônimo de 2022. Ela avalia que a nova música reafirma o caráter político de sua obra, sem perder leveza no estilo.

– [Já chego] é um afrobeat com balanço, letra leve, que fala de amor, saudade e desejo. É pra dançar, se divertir, mas sobretudo, para ressaltar que o amor também é pra nós e que amar uma mulher já é, por si só, um ato político poderoso – resume Laiô.

Para receber a notificação do lançamento assim que a música estiver nas redes, clique neste link e escolha a plataforma digital.