Silvanno Salles é atração confirmada no São João do Povo || Foto Divulgação
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Silvanno Salles é atração confirmada no São João do Povo, que vai agitar Uruçuca de 19 a 22 de junho com shows na Praça Régis Pacheco. Famoso por interpretar clássicos da música romântica com a pegada do arrocha, o cantor apaixonado deve levar multidão de fãs ao festejo do município do sul da Bahia.
Responsável pela festa, a Prefeitura de Uruçuca ainda não definiu a data da apresentação de Silvanno. A programação será divulgada nos próximos dias. Outro artista já confirmado é o cantor Mikael Santos.
CREDENCIAMENTO DE AMBULANTES
Está aberto o prazo de inscrição para ambulantes que pretendem trabalhar no São João de Uruçuca. Interessados devem se inscrever até o próximo dia 27, pelo WhatsApp de número (73) 99814-7578. Os documentos necessários são RG, CPF, comprovante de residência, título de eleitor e comprovante de votação nas Eleições 2024.
Consulta pública está aberta e segue até 9 de junho
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Agentes culturais de toda a Bahia já podem participar da consulta pública da Secretaria da Cultura da Bahia (Secult-BA) sobre a execução do segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab) no estado. O período para colaboração começou nesta segunda-feira (19) e seguirá até 9 de junho, no site www.bahiapnab.com.br.
A participação na consulta pública prevê a identificação dos participantes, sendo assegurada a proteção dos dados pessoais de todos. Após a consulta, a Secretaria fará a extração dos dados para que a execução da Pnab seja discutida em audiência pública intermediada pelo Conselho Estadual de Cultura.
De acordo com a Secult-BA, é fundamental que os agentes culturais participem e apresentem propostas do que esperam para execução do segundo ciclo da Pnab. No primeiro, o Governo da Bahia investiu em editais de fomento à cultura R$ 71 milhões, com 956 projetos aprovados em 29 editais e previsão de convocação de suplentes.
O cantor e compositor Djalma Assis vai comandar o Forró das Antigas, nesta quarta-feira (14), a partir das 19h, no Rancho’s Bar, localizado na Avenida 13 de Maio, n. 420, bairro Pontal, em Ilhéus. O músico convidou um time de peso para o show, que será registrado numa produção audiovisual.
Os artistas convidados são Ari PB (Cacau com Leite); Juninho do Acordeom; Nado Costa; Simone Lessa; Cris Mel; Fábio Souza; PH do Acordeom; e Alexandro Costa. O ingresso custa R$ 50 e pode ser adquirido via WhatsApp (73 9 9122-8982).
Festa mistura ambiente acolhedor à beira-mar com sets de quatro DJs || Imagem gerada por IA
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Uma das boas novidades da cena cultural de Ilhéus é o Malibu de Lua, evento mensal, feito sempre aos sábados de lua cheia. E hoje tem edição especial, a partir das 15h30min, na Hibiscus Eventos, localizada no Jardim Atlântico, zona sul da cidade. As atrações deste sábado (10) são os DJs Pabulo, Preta de Quebrada, Wissam e Jeni Eco.
Som vai rolar a partir das 15h30min, na Hibiscus Eventos
Libanês radicado em Serra Grande há dez anos, Sam Dib (Wissam) vai fazer um som do chillout ao house e techno, com influências orgânicas e cantos populares nas batidas. Também de Serra Grande, Jeni Eco chega a Ilhéus com influências sonoras que vão do dub e dancehall, passando pelo Ethnic House, até alcançar as altas frequências do psytrance.
Direto de Feira de Santana, Preta de Quebrada chega grandona para sacudir a galera com dancehall e levadas contagiantes de afrohouse e amapiano. DJ residente do Malibu de Lua, Pabulo promete um set eletrizante, com pitada de dancehall.
O ingresso custa R$ 35 e pode ser comprado via WhatsApp (73) 9 8236-5235.
A produção de Ziminino anunciou o cancelamento do show que estava marcado para este sábado (10), no Espaço Cultural Dilazenze, em Ilhéus. Segundo os organizadores, a medida se deve à previsão de chuva. Ainda conforme a organização do evento, quem comprou o ingresso via Pix terá o dinheiro devolvido pelo mesmo meio. Já os ingressos comprados no site da Sympla serão reembolsados pela plataforma.
Faeg-Sul promove reunião mensal nesta quinta-feira (9) || Foto Divulgação
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O município de Aurelino Leal foi escolhido para o encontro deste mês do Fórum de Agentes, Produtores e Gestores de Cultura do Território Litoral Sul (Faeg-Sul), marcado para esta quinta-feira (8), das 9h30min às 16h, na sede da Secretaria Municipal de Agropecuária e Pesca. A mesa de abertura será seguida por uma mostra cultural, às 10h.
A programação continua às 10h30min, momento da contação de histórias com a pedagoga Mírian Oliveira, especialista em narração artística e gestão cultural. Depois, às 11h, Rafael de Souza vai apresentar o trabalho da Cooperativa Tawa’ré, que estimula o cooperativismo em produções culturais. Após o almoço, as atividades retornam às 13h30min, com a Oficina de Leitura Livre, ministrada pelo poeta e filósofo Ton Poesia (inscreva-se aqui).
TRANSPORTE
Haverá transporte gratuito com pontos de embarque atrás da rodoviária de Itabuna, às 6h; na Praça do Salobrinho; em frente à rodoviária de Ilhéus, às 7h; e em frente à rodoviária de Uruçuca. Para garantir vaga, é necessário entrar em contato via WhatsApp, pelo número 73 9 8835-8243, enviando nome completo e número do RG.
A reunião é promovida pelo Faeg-Sul com apoio institucional do Programa Agir, da Amurc; Proex-Uesc; Câmara Temática de Cultura do Território Litoral Sul; e Secretaria de Cultura e Lazer de Aurelino Leal. As reuniões do Fórum ocorrem na segunda quinta-feira de cada mês.
Secult promove série de apresentações de dança na Praça Pedro Mattos || Foto Bruno Morais
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O Dia Internacional da Dança terá programação aberta ao público, nesta terça-feira (29), das 17h30min às 20h30min, na Praça Pedro Mattos, em frente ao Teatro Municipal, no Centro Histórico de Ilhéus. Produzido pela Secretaria Municipal de Cultura, o evento reunirá escolas e companhias de dança do município.
Durante as apresentações, o público poderá conferir performances de estilos variados. Confirmaram presença a Academia Núcleo da Dança, Projeto Sociocultural Arte-Dança, Companhia de Ballet Dulce Drummond, Companhia ArtDança Bianca Lavigne e A-rrisca Companhia de Dança.
Também vão participar o Studio de Dança Eliana Fonseca, Associação Centro Educacional de Ação Integrada, Aisha Gaby – Studio de Dança, Escola de Dança Érica Souza, Escola Kleide Paixão, Studio Rose Monteiro, Escola de Dança Camarim e o grupo Exército da Paz.
Além da celebração do dia 29, durante todo o mês de maio, em homenagem ao Mês da Dança, o Teatro Municipal de Ilhéus receberá apresentações semanais, sempre às terças-feiras, a partir das 18h30min.
Capa do single Vrum-Vrum, do ilheense Cijay || Imagem Divulgação
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Dos mais talentosos MCs de sua geração, Cijay lançou hoje (12) o single Vrum-Vrum, sua nova parceria com o produtor musical Mr. Lagos. “É uma música que fala um pouco sobre o meu passado, meu presente e o que sonho para o futuro”, disse o artista ilheense ao PIMENTA.
“Ao mesmo tempo em que é um testemunho de vida, ela também é uma história de superação desse alguém, que sou eu, que não desistiu”, acrescentou.
Criado no São Domingos, no litoral norte de Ilhéus, Christian de Jesus, de 30 anos, também fez da nova música uma declaração de amor e reconhecimento aos pais, Crispim e Eurides. Ouça.
Filme retrata cosmovisão tupinambá com depoimentos de lideranças da Aldeia Tukum
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Gravado no distrito de Olivença, em Ilhéus, o documentário baiano “Ama mba’é Taba Ama” está entre os projetos selecionados para participar do 8º Laboratório de Montagem do Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador. O PanLab começou ontem (3) e segue até segunda-feira (7), no Cine Glauber Rocha, na Praça Castro Alves, no Centro Histórico da capital baiana. O filme vai mostrar os desafios enfrentados por indígenas da Aldeia Tukum Tupinambá na luta pela demarcação do território ancestral.
Os encontros terão a orientação da montadora de filmes Cristina Amaral, considerada uma das referências do cenário cinematográfico do país. “É uma oportunidade única de participarmos desse momento para troca de ideias com observações e considerações sobre o trabalho de edição feito até aqui. Para o “Ama mba’é Taba Ama”, é avanço no trabalho de finalização a fim de lançar o longa-metragem no primeiro semestre de 2026”, explica Gal Solaris, que dirige o filme junto Nádia Akawã Tupinambá.
Gal acrescenta que, ao participar do PanLab, o filme também concorre a um prêmio de recurso de acessibilidade, que pode ser tradução em Libras, legenda descritiva ou audiodescrição.
Primeiro longa-metragem dirigido pelas cineastas Gal e Nádia, o projeto do filme já havia sido o maior vencedor do 8º Encontro de Coprodução do Mercado, evento que ocorreu no segundo semestre do ano passado, no 28º Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul, em Santa Catarina, ao receber quatro premiações.
AMA MBA’É TABA AMA
Com o título que significa “Levanta essa aldeia, Levanta” e dá nome a um canto de ritual em tupi, o filme contará a história de seis indígenas da Aldeia Tukum Tupinambá, que são Nádia Akawã Tupinambá, também diretora, Dona Lourdes, Carcará, Cipó, Pytuna e Cacique Ramon Tupinambá, mostrando os pontos de vista de cada um diante dos dilemas da sociedade.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal.
Gabriel e Larissa em leitura de "A Fala do Santo", de Ruy Póvoas, || Foto Sávio Lawinscky
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A Fala do Santo, do professor e poeta Ruy Póvoas, vai abrir o Ciclo de Leitura Dramática da Casa de Cultura Jonas&Pilar, às 19h da próxima sexta-feira (14), em Buerarema, sul da Bahia. Os atores Larissa Profeta e Gabriel Xavier vão explorar o universo dos contos da obra do escritor grapiúna.
A leitura dramática tem por base a pesquisa e o estudo da força teatral e do viés sócio-histórico da obra de Ruy Póvoas, que explora com rigor o itan, gênero textual narrativo sedimentado no registro escrito de histórias da tradição oral afro-brasileira, sempre pautadas em um ensinamento.
Gabriel e Larissa com o professor e escritor Ruy Póvoas ao centro || Foto Sávio Lawinscky
A dramatização desses contos respeita a construção de um dos maiores escritores sul-baianos, explorando as repercussões semânticas desses textos, valorizando a riqueza e o vasto repertório da sabedoria popular. O trabalho começou a ser construído em dezembro de 2023 pelos atores Gabriel Xavier e Larissa Profeta e estreou em 25 de fevereiro de 2024, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, e chega a Buerarema neste fim de semana.
A leitura da obra de Ruy Póvoas tem encenação de Gabriel e Larissa, com preparação vocal de Natália roux e fotos de Sávio Lawinscky. Após A Fala do Santo, a Casa de Cultura trará leitura de As Estrelas do Orinoco, do escritor mexicano Emilio Carballido.
O Ciclo de Leitura Dramática é promovido pelo Instituto Macuco Jequitibá com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Buerarema e apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, por meio das secretarias estaduais da Fazenda e da Cultura.
SERVIÇO A Fala do Santo: uma leitura da obra de Ruy Póvoas Onde: Casa de Cultura Jonas&Pilar (Buerarema/Ba) Quando: 14 de março de 2025, sexta-feira Horário: 19h Entrada: Gratuita Classificação: Livre
Clara, Patrícia e Maíra levam o melhor da música ao Batatinhas Bar, em Salvador || Reprodução
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Clara Elisa, Maíra e Patrícia Ribeiro levam o Três de Copas para o Batatinha Bar, na Ladeira dos Aflitos, 68, Centro, em Salvador, para celebrar a contribuição das mulheres à música Brasileira. A estreia será nesta quinta-feira (6), a partir das 19h.
O show estará em cartaz todas as quintas-feiras de março, com direção musical de Ágatha Clarissa, que também assume a guitarra, acompanhada de Carol Pepa no baixo e Déia Azevedo na percuteria.
O trio promete repertório com músicas autorais e novas interpretações, “num passeio que vai da MPB ao jazz, do rock ao samba, da world music ao ijexá”.
Espaço de apresentação do Três de Copas, o Mês das Mulheres do Batatinha Bar terá bate papo, discotecagem, pocket show e palco aberto.
Na despedida de Neguinho da Beija-Flor, escola é campeã do Carnaval do Rio || Foto Tomaz Silva/ABr
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A Beija-Flor é a grande campeã do carnaval do Rio de Janeiro. A escola de Nilópolis, na Baixada Fluminense conquistou seu 15º título em um ano de homenagem a duas figuras lendárias.
Com o enredo Laíla de Todos os Santos, a escola de Nilópolis fez uma homenagem ao diretor de carnaval Laila, que morreu em 2021, após uma vida de contribuição à própria escola e ao carnaval.
O desfile também marcou a despedida de Neguinho da Beija-Flor como intérprete oficial da escola, após 50 carnavais. A missão dupla ficou a cargo do carnavalesco João Vitor Araujo.
Em segundo lugar ficou a Grande Rio, que trouxe para a avenida o enredo Pororocas Parawaras — As águas dos meus encantos nas contas dos curimbós, um mergulho nas águas misteriosas do estado do Pará.
Logo atrás veio a Imperatriz Leopoldinense, com o enredo Ómi Tútu ao Olúfon — Água fresca para o senhor de Ifón, que apresentou a jornada de Oxalá até Oyó, reino de Xangô, com muitos desafios pelo caminho.
Já a Unidos de Padre Miguel recebeu as piores notas e vai desfilar na Série Ouro, no ano que vem. A tradicional escola da Zona Oeste tinha acabado de voltar ao Grupo Especial e trouxe para a Sapucaí o desfile Egbé Iyá Nassô, uma homenagem aos 200 anos do primeiro terreiro de candomblé do Brasil.
A escola que será alçada à elite do carnaval carioca só será conhecida na quinta-feira (6). A apuração da Série Ouro também acontecia na quarta-feira, logo depois da leitura das notas do Grupo Especial, mas a data foi modificada este ano.
DESFILE DAS CAMPEÃS
As seis escolas que voltam para o Desfile das Campeãs no próximo sábado (8) são:
Beija-Flor
Grande Rio
Imperatriz Leopoldinense
Viradouro
Portela
Mangueira
APURAÇÃO
A apuração começou com um pouco de atraso às 16h10, na Cidade do Samba, espaço na Região Portuaŕia que concentra os barracões das agremiações. A cerimônia de leitura das notas dos jurados foi aberta ao público e o espaço ficou lotado.
Antes das notas serem divulgadas, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) informou sobre as penalidades aplicadas às escolas que descumpriram algum termo do regulamento.
Os principais personagens do Filme Ainda Estou Aqui Alile Dara Onawale/Sony Pictures
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Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, conquistou, na noite deste domingo (2), o Oscar de Melhor Filme internacional. Os brasileiros – aqueles que gostam, valorizam a arte e as boas produções- fizeram festa em diferentes regiões do país pela conquista inédita para o cinema nacional. Uma grande conquista da Democracia. Uma vitória para os amantes da história bem narrada e verdadeira.
Inspirado no livro homônimo do escritor Marcelo Rubens Paiva, o filme foi lançado em 2024. A obra traz um pouco sobre o foi a Ditadura Militar no Brasil (1964 – 1985). O livro foi lançado em 2015. No ano passado, virou filme e conquistou o mundo. Ainda Estou Aqui conquistou a primeira estatueta para o Brasil.
Walter Salles com a estatueta de Melhor Filme Internacional || Reprodução TV GloboComo era esperado, uma multidão no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Belém, Maceió e Salvador, dentre outras capitais, acompanhou a cerimônia com muita apreensão e ainda celebra. Em Salvador, a folia momesca, que era agitada, ganhou um ingrediente a mais. A emoção tomou conta do país.
O autor do livro Ainda Estou Aqui, Marcelo Rubens Paiva, é um dos cinco filhos da advogada e ativista Eunice Paiva (1929 – 2018) e do ex-deputado Rubens Paiva (1929 – 1971). Paiva, o pai, teve o mandato cassado e depois foi perseguido, raptado, torturado e morto por agentes da ditadura (da Aeronáutica e do Exército). Leia matéria abaixo.
Brasileiro "Ainda estou aqui" concorre ao Oscar em 3 categorias || Foto Alile Dara Onawale/Sony Picture
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D´Agência Brasil
Repercussões nacionais e internacionais de diferentes características. Públicos emocionados e curiosos sobre o que foi a ditadura militar no Brasil (1964 – 1985). Cinema brasileiro reconhecido ao tratar do impacto do autoritarismo (que ainda hoje ameaça democracias)… São variados os motivos que fazem o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, já chegar vencedor ao Oscar, neste domingo (2), avaliam estudiosos. Mesmo se não vierem estatuetas.
Inspirada em livro de 2015 com escrita biográfica de mesmo título, de autoria do escritor Marcelo Rubens Paiva, a obra foi lançada em 2024 e levou mais de cinco milhões de pessoas ao cinema. Em caso de vitória neste domingo, será a primeira estatueta para o Brasil. Em 1960, porém, o longa brasileiro Orfeu Negro venceu na categoria de melhor filme estrangeiro, mas o filme representava a França (do diretor Marcel Camus).
Marcelo Rubens Paiva é um dos cinco filhos da advogada e ativista Eunice Paiva (1929 – 2018).e do ex-deputado Rubens Paiva (1929 – 1971), que teve o mandato cassado e depois foi perseguido, raptado, torturado e morto por agentes da ditadura (da Aeronáutica e do Exército).
Até agora, o longa recebeu 38 prêmios nacionais e internacionais, entre eles, o Prêmio Goya e o Globo de Ouro de Melhor Atriz. No Oscar, foi indicado em três categorias melhor filme, melhor atriz, para Fernando Torres, e melhor filme internacional.
PRESENTE
Em geral, estudiosos ouvidos pela Agência Brasil explicam que remexer no passado de uma forma diferente, em diálogo com um presente atribulado, mobiliza crítica e o público, o que já, de antemão, representa vitória.
De acordo com o professor Arthur Autran, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e que lidera grupo de pesquisa sobre cinema e audiovisual na América Latina, a repercussão é “enorme” em diversos níveis, independentemente se o longa receber algum Oscar neste domingo.
Há o que o pesquisador chama de uma “repercussão social”.
“O filme se tornou, de fato, uma espécie de evento. Muitas pessoas se interessaram pelo cinema brasileiro”, explica.
Para ele, isso evidentemente cria um clima bastante positivo e, mesmo sem utilizar diretamente de recursos públicos, é uma expressão da política pública brasileira para o audiovisual.
Outra vitória do filme para o país citada pelo professor é a valorização da memória nacional. “(O assassinato de Rubens Paiva) Foi um crime praticado pela ditadura militar brasileira. O filme é trazido de uma forma muito emocionante e candente. Houve muita competência em recontar essa tragédia brasileira e trazer isso de uma forma narrativamente muito poderosa”, diz Autran.
O filme, em si mesmo, segundo analisa o especialista, ao trazer uma narrativa poderosa, coloca luz sobre o cinema brasileiro.
“NÓS TEMOS VOZ”
Outra estudiosa, a professora de artes cênicas Dirce Waltrick do Amarante, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), identifica que a visibilidade fora do Brasil significa uma vitória expressiva para a arte brasileira.
“Nós temos conseguido erguer a nossa voz. É uma voz falada em português, de um país periférico como o Brasil. Uma voz que tem sido ouvida”, explica a pesquisadora.
O alcance do filme, de acordo com o que Dirce Waltrick entende, tem trazido repercussão às produções brasileiras na arte. “Esse filme é importantíssimo em razão dessa temática e tem muitas chances de vencer no Oscar. De toda forma, eu acho um filme fundamental, uma virada de chave para a nossa cultura”.
Para a professora, a função da obra de arte é de fato mexer e perturbar.
“As pessoas se sentem instigadas a ir atrás e a saber mais sobre quem foi Eunice Paiva, que lutou pelo direito dos indígenas (o que é menos abordado no filme)”.
DE OLHO NO PRESENTE
Para o professor de história Marco Pestana, da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisador do tema da ditadura, o filme tem diferentes méritos, como o de, mesmo tratando de um período obscuro, conseguir dialogar de maneira direta com o presente. “É um filme que, nessa conjuntura, tem cumprido um papel importante”.
Em um cenário de expansão de correntes autoritárias pelo mundo, como ele avalia a ascensão do extremismo em países de diferentes continentes, o longa apresenta-se como uma linguagem universal e que pode ser compreendida além do cenário do passado brasileiro.
Segundo considera Pestana, esse avanço político foi conquistado por uma disputa ideológica ferrenha, inclusive com uma ideia reverberada e falsa de que haveria tranquilidade no Brasil e que tinham problemas com a polícia e com a justiça quem estava fazendo algo de errado. “Isso é parte da construção ideológica de valorização desse período”, explica.
O professor entende que o filme mostra que aquele período não era exatamente uma era de ouro para o Brasil. “Evidentemente dialoga (e contesta) com esse imaginário que a extrema-direita tenta fomentar”.
DIREITOS
Naquele cenário da obra, o filme destaca o impacto da ação repressiva sobre um membro da família. “E como isso tem consequências para o conjunto daquela família, não só naquele momento, e como é um impacto de longa duração. Não deixa de mostrar o momento da luta e o em que a família consegue o atestado de óbito”, explica.
Sobre o direito da família, a advogada Ariadne Maranhão reconhece que o filme traz visibilidade ao tema da morte presumida.
“O reconhecimento antecipado da morte foi um avanço que garantiu não apenas segurança jurídica, mas um alívio necessário para que essas famílias seguissem com suas vidas dentro do ordenamento”, explica.
Ela entende que a repercussão do filme Ainda Estou Aqui, no âmbito do direito de famílias e sucessões, é relevante, já que evidenciou como o contexto histórico impactou diretamente as estruturas familiares e a autonomia das mulheres.
“Como sabemos, por séculos, as mulheres foram silenciadas e relegadas ao papel de zeladoras da família, sem voz, para participar das decisões que moldavam suas próprias vidas”. Para a especialista, o filme retrata essa realidade sob a ótica de Eunice Paiva.
“A arte desempenha um papel fundamental para alertar a sociedade sobre os seus direitos”.
Selton Mello e Fernanda Torres, que concorre na categoria Melhor Atriz nesta noite || Foto Alile Dara Onawale/Sony Pictures
“FURA A BOLHA”
O professor de história Marco Pestana, da UFF, argumenta que o filme consegue ter repercussão até com pessoas que não conheciam ou compreendiam as violências perpetradas pelos agentes da ditadura. Com Oscar ou sem, há uma vitória nesse sentido.
“Furou a bolha. Em alguma medida, isso tem relação com a estratégia narrativa de politizar pelo viés do cotidiano, da vida familiar”.
No entender do professor Arthur Autran, da UFSCar, a esse respeito, houve um esforço do filme de tentar falar para um público o mais amplo possível dentro do Brasil e fora do Brasil também. Ainda que, conforme os especialistas, com limitações a “quem não quer ouvir”. Ele lembrou que Marcelo Rubens Paiva, que é cadeirante, foi atacado quando estava em um bloco de carnaval.
JUSTIÇA
Depois que o filme foi lançado, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu analisar o processo que estava com trâmite parado há uma década. Agora, a Corte anunciou que vai julgar se a Lei da Anistia se aplica aos crimes de sequestro e cárcere privado cometidos durante a ditadura militar a partir das investigações da morte do ex-deputado Rubens Paiva.
Marco Pestana avalia que a decisão tem relação com o filme e a conjuntura. “O STF soube ler (o momento) e entendeu que era momento para pautar isso”.
Soldada Carol viralizou nas redes sociais depois de interação com Saulo Fernandes
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O sorriso da soldada Maria Carolina Sousa da Silva, no Carnaval de Salvador, viralizou nas redes sociais em poucos minutos. Fã de Saulo Fernandes, ela estava na patrulha na tarde de sábado (1º), em frente a um camarote onde o cantor fazia um show para a pipoca em Ondina, e não passou despercebida pelo artista, muito menos pelo público.
Tudo começou com o interesse de Saulo pela patrulha e em especial pela simpatia da soldada. Ele logo perguntou, no microfone: “como é seu nome minha querida, me encantei por você”. Carol, como foi carinhosamente chamada, caiu no gosto da “pipoca”. A soldada é lotada no 15º Batalhão da Polícia Militar, em Itabuna.
Os foliões acataram imediatamente o comando de Saulo: “cuidado com Carol e os amigos de Carol!”, pediu ele à multidão, após ter percebido a presença da patrulha com respeito e simpatia e um sorriso que chamou a atenção do artista. Rapidamente a informação de que a soldada tem um filho de cinco anos chamado Saulo em homenagem ao cantor chegou até o artista, que fez questão de conhecê-la.
A imagem que viralizou mostra a pipoca de Saulo abrindo a roda e se divertindo e demonstrando respeito ao trabalho da polícia, com um sorrisão de Carol e dos colegas como retribuição do respeito mútuo. O vídeo foi parar na página oficial do artista com a declaração: “Carol..mãe de Saulinho, meu Xará. Você fez meu carnaval hoje, minha querida. Muito grato. Respeito e amor @pmdabahia”. A postagem em poucas horas rendeu mais de 100 mil curtidas, cinco mil comentários e 24 mil compartilhamentos.
“SÓ QUERIA TIRAR UMA FOTO COM ELE (SAULO FERNANDES)”
“É inexplicável, jamais imaginava isso. Eu só queria tirar uma foto com ele, porque sou fã, acho ele um exemplo de artista. De repente me vi representando a corporação que tanto amo e com sentimento de pertencimento, orgulho e de forma pública, com reconhecimento da população pelo nosso trabalho. É emocionante demais”, disse a soldada ainda sem acreditar na dimensão que o ato alcançou. O coração de Carol ainda vai passar por mais emoções. Ela foi convidada pelo cantor a sair no trio com ele na terça-feira (4) de Carnaval.
“A soldado [soldada] Carolina tem seis anos na corporação e realiza um trabalho exemplar, já fez parte da Ronda Maria da Penha e hoje atua na tropa tática do 15º Batalhão, tem um histórico com uma conduta que orgulha a corporação”, destaca o coronel Mattos, comandante de Inteligência (Coint) da PM-BA.
Maria Carolina Sousa da Silva tem 29 anos, curiosamente faz aniversário no mesmo dia da PM-BA, 17 de fevereiro, serve no 15º Batalhão em Itabuna e faz parte da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO). Ela fez o Curso de Formação de Soldado (CFSd) em 2018 no 8º Batalhão em Porto Seguro. É casada e tem um filho de cinco anos chamado Saulo, nome que agora chegou ao conhecimento do artista homenageado.