Praça fica ao lado da Maramata, onde a mãe de santo organizou, durante quatro décadas, a tradicional Festa de Iemanjá
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A Câmara de Vereadores de Ilhéus pautou para a sessão ordinária desta terça-feira (11) a votação do Projeto de Lei nº 031/2021, que propõe o nome de Mãe Laura para a praça da Nova Brasília, comunidade do bairro Pontal. Os vereadores Kaíque Souza (Podemos) e Enilda Mendonça (PT) apresentaram a proposta para homenagear a mãe de santo, que faleceu em março desde ano, vítima da Covid-19.

A praça fica ao lado da Universidade Livre do Mar e da Mata (Maramata), local onde Mãe Laura organizou, durante quatro décadas, a Festa de Iemanjá.

Parte do terreno da Maramata, também muito próximo da praça que pode receber o nome da ialorixá, foi cedida pela Prefeitura de Ilhéus à Embasa, que pretende construir uma estação elevatória de esgoto no local. Mãe Laura foi uma das vozes que se insurgiram contra a escolha do espaço sagrado para os povos de terreiro para a construção de um equipamento de coleta de dejetos.

O Ministério Público do Estado da Bahia, por sua vez, questiona a legalidade da cessão feita pelo município à empresa pública. Prefeitura e Embasa ainda não se manifestaram sobre a ação do MP-BA.

"Com amor, mamãe", de Analu Leite, é lançado em evento online
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A escritora, mãe e sonhadora Analu Leite lança, neste sábado (8), o romance Com amor, mamãe, em evento online, a partir das 18h, pelo canal da Editora Mente Aberta no Youtube. Na obra, Analu Leite traz a história de uma mãe que, ao ver sua filha deixar o interior da Bahia para se aventurar na capital paulista com o namorado, entrega-se a uma nostalgia que a leva a dois resgates diferentes: o das memórias de quando a filha “veio ao mundo” e o das cartas como forma de correspondência.

Analu Leite, que é formada em Direito e servidora do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, serve-se da história de Maria Clara com sua filha e com as amigas da “Turma do Peito” para abordar as agruras, alegrias e descobertas da maternidade nos dias de hoje.

“Maria Clara parece querer mais do que se reaproximar da filha: quer, precisa se ouvir. Por meio de suas cartas-memórias, ela revive a relação com sua história, suas escolhas e consigo mesma – e nos convida a reviver a nossa”, resume Liliane Prata, escritora que prefacia a obra de Analu.

Liliane Prata também vê em Com amor, mamãe “uma narrativa descontraída e envolvente” em que Analu mescla sensibilidade e humor. “Suas personagens são cheias de vida e as emoções e situações vividas por ela geram identificação, surpresa”, afirma Liliane.

O livro Com amor, Mamãe está à venda, nas versões física e e-book, nos sites da Amazon e da Editora Mente Aberta. A obra também pode ser adquirida pelo Instagram (clique aqui).

SERVIÇO
Lançamento de Com amor, mamãe, de Analu Leite
Quando: Dia 8 (sábado), às 18h
Onde: Youtube da Canal Editora Mente Aberta

Veja os filmes que serão exibidos a partir de quinta-feira (13)
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A rede Cinemark anunciou a reabertura das suas salas de cinema em diversas cidades do país, inclusive Itabuna, no Shopping Jequitibá, a partir da próxima quinta-feira (13).

De acordo com a rede, a retomada das exibições vai obedecer protocolo de segurança contra a Covid-19 validado pelo Hospital Albert Einstein, com espaçamento maior entre as poltronas, filas virtuais de espera e medição da temperatura de todos os clientes.

Os filmes em cartaz são Tom e Jerry, Godzilla versus King Kong e Rogai por Nós.

Amanda Oliveira lança obra que analisa impacto no videoclipe na indústria da música || Foto Divulgação
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A montagem e sua construção de sentidos no videoclipe está entre as 14 obras lançadas pela Editus, a Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, neste primeiro semestre de 2021. A obra da comunicóloga e jornalista Amanda Oliveira resulta de trabalho de conclusão de curso. A escritora fez Comunicação Social, com Especialização em Rádio e TV na Uesc (Ilhéus). Pela sua qualidade, a monografia recebeu recomendação de publicação.

Uma aula aberta, virtual, marcou o lançamento d’A montagem e sua construção de sentidos, na última segunda (3). A aula foi ministrada pelo professor e teórico Thiago Soares, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que está presente na mais nova publicação da Editus.

Na sua primeira obra, Amanda, que hoje trabalha na produção de vídeos promocionais e institucionais da TV Santa Cruz, afiliada da Rede Globo no sul da Bahia, destrincha os recursos técnicos, linguísticos e narrativos presentes na construção de videoclipes. Utiliza, para o trabalho, clipes das cantoras e ícones pops mundiais Beyoncé e Lady Gaga.

Lançamento teve aula aberta do professor Thiago Soares, da UFPE

LINGUAGEM ACESSÍVEL

A obra apresenta texto acessível, de fácil compreensão para quem não é da área da comunicação, mas tem interesse em saber mais sobre o processo de produção e os recursos utilizados em videoclipes. Amanda reforça, com A montagem e sua construção de sentidos, que “o hibridismo de montagem tem a capacidade de potencializar o sentido das canções no videoclipe do cenário pop mundial”.

O hibridismo ocorre com o videoclipe agregando conceitos televisuais, cinematográficos e publicitários, com imagem e som. “O videoclipe deixa de ser apenas um vídeo de divulgação de uma canção/álbum para ser um porta-voz de discursos, incluindo discursos ideológicos, que ganham espaço na sociedade por chamar atenção com seu  viés, criativo, metafórico e complexo”, observa Amanda Oliveira na obra, que está disponível no site da Editus (clique aqui) e também pode ser adquirida pelo email amandaolv10@gmail.com. O exemplar custa R$ 30,00.

Vários artistas participam de sarau nesta sexta (30)
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O irresistível tripé música, dança e poesia dará o tom do 1º Sarau da Vakinha para Dona Maurina, marcado para esta sexta-feira (30), a partir das 18h, pelo Canal Vozes Encena Interior, no YouTube. Como o nome sugere, o evento é uma mobilização de cantores, atores e poetas, para registrar o apoio de amigos artistas à vakinha para que a lavadeira aposentada Maurina dos Anjos Oliveira, de 89 anos, ter de volta uma casa própria.

Afinal, ela foi alvo de ação de despejo que lhe tirou a residência onde vivia há quase 60 anos, no bairro Banco Raso. Desde o mês de janeiro, a idosa vive numa residência alugada e então nasceu uma vakinha (clique aqui para doações) e uma série de manifestações de amigos e amigas manifestando solidariedade.

Dona Maurina, ainda na antiga residência da qual foi despejada

Eis o contexto que embala o sarau, cuja programação terá uma sequência de apresentações com artistas como Aldenor Garcia, Danilo Ornellas, Elaine Belavista, Lucas Oliveira, Brisa e Mitter Aziz (Banda Manzuá), Sandra Oliveira, Sílvia Smith. Também umas palavras da jornalista Celina Santos e a apresentação está a cargo de Delliana Ricelli, formada em filosofia e especialista em Linguagens e Representações.

A proposta é promover uma noite de celebração à arte e, ao mesmo tempo, colaborar para que mais pessoas sintam-se motivadas a aderir à causa. Relembre a história sobre o despejo de que dona Maurina foi vítima clicando aqui.

Show vai ser transmitido via internet, a partir das 16 horas deste sábado (24)
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O Comitê Popular Solidário de Ilhéus divulgou as atrações da live deste sábado (24), quando o grupo vai promover uma nova rodada de coleta de alimentos para doação. O show vai começar às 16h, com transmissão no Facebook do comitê.

Os músicos Ayam Ubráis, Billy Fat (Digital Apparatus), Cabeça Isidoro, Djalma Assis, Eddy Oliveira, Eloah Monteiro, Herval Lemos, Koni Souza, Laís Marques, Nalzêra, Rafael Slin e Tony Canabrava já confirmaram participação. A cantora e influenciadora digital Veury Cat apresentará o evento.

Neste sábado, além das doações em dinheiro via depósito, pix ou transferência, o comitê vai arrecadar alimentos com entrega no formato drive-thru, no estande montado em frente à Apcef, perto do Opaba Praia Hotel.

DOAÇÕES EM DINHEIRO

O comitê também recebe doações em dinheiro por meio de depósito ou transferência para a conta corrente 0000475-8, agência 3519 (Bradesco), em nome da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI). A doação também pode ser feita via PIX. A chave é o CNPJ do sindicato: 13.008.750/0001-51.

O poeta, ator e advogado Ramon Vane, falecido em janeiro de 2017, ganha peça inspirada em suas multifaces artísticas
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O projeto Vozes Encena Interior 2021, do Grupo Vozes, coloca em cartaz nesta semana o espetáculo Flores de Verão o segundo da série. Escrita e dirigida por Silvia Smith, a peça homenageia o poeta, ator e advogado Ramon Vane (1959-2017). Além da própria diretora, o elenco reúne os atores Guto Pacheco e Elaine Belavista.

“A ideia é realizar um recital dramático com poemas do escritor Ramon Vane Santana, a partir do livro ‘Pé No Chão e Flores de Verão’, explica Silvia. Ela também destaca “o papel do artista na transformação do ser humano e da sociedade, tendo como instrumento a sua arte, as flores de verão. É preciso estar atento e forte, pé no chão, comprometido com os desafios humanos e sociais, porém sem perder a dimensão da poesia, da paixão artística e do potencial criador”.

Os três atores vão representar um personagem inspirado em Ramon Vane. Embora apresentem características diferentes, as múltiplas faces do poeta têm algo em comum: desejam ardentemente o voo como potência da criação artística, que transforma e impulsiona a vida.

A apresentação está marcada para as 19 horas desta quinta-feira (22), no canal do Vozes Encena Interior no Youtube.

FOCO REGIONAL

Os três espetáculos do projeto celebram artistas da região Sul da Bahia, especialmente de Itabuna e Buerarema, terra natal de Ramon Vane. Todos foram adaptados para transmissão via internet. Flores de Verão será o segundo da série.

A iniciativa é financiada pelo Governo Federal com recursos da Lei Aldir Blanc, através da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, com o apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC).

A artista ilheense Eloah Monteiro || Foto Analú Nogueira
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A cantora e compositora ilheense Eloah Monteiro vai lançar seu primeiro álbum nesta sexta-feira (16), em todas as plataformas da internet. Em primeiro lugar, nome do disco autoraltem doze canções.

Nesta quinta-feira (15), véspera do lançamento, vai rola uma audição especial do disco, com transmissão via Zoom e os comentários da compositora sobre cada faixa. Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

Dona de uma musicalidade que vai da cantoria ao afoxé, passando pelo samba, blues e batidas eletrônicas, Eloah Monteiro dá a volta por cima dos sentimentos de inferioridade e impotência provocados pelo preconceito e exalta a música da mulher negra sul-baiana.

“O nome do disco carrega o sentido de autoconhecimento, amor próprio e autoconfiança. Ao longo da minha carreira, muitas vezes, me deixei levar pelos casos de preconceito e invisibilização que me atingiam, subestimando o poder e a repercussão que o meu trabalho tinha na vida das pessoas. Hoje tenho outra visão de sucesso, tenho o ‘melhor trabalho do mundo’ nas mãos e sinto que ganhei até mesmo de mim nessa luta contra o autoboicote. Estou ao lado das pessoas que acreditam na minha música, me coloquei ‘Em primeiro lugar’ e tudo se transformou”, diz a artista.

O álbum tem direção musical da percussionista Ticiana Belmonte, baixo de Vanessa Chalup e participações especiais, como a de Laís Marques e de outros músicos da região. A captação foi realizada nos estúdios Canoa Sonora, Lukas Horus e Mr. Lagos, este último sendo responsável também pelos processos de mixagem e masterização do disco.

Em primeiro lugar tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Lançado nesta sexta-feira (9), filme está disponível no Youtube; assista abaixo
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Os diretores Edson Bastos e Henrique Filho misturaram ficção e realidade para contar a história do Santa Paula, prédio erguido no Centro de Ipiaú. A construção do edifício de nove andares começou em 1979, parou quatro anos depois e nunca terminou.

Lançado nesta sexta-feira (9) no Youtube da produtora dos dois cineastas, a Voo Audiovisual, o filme Ícone encena a implosão do prédio inacabado. O roteiro foi inspirado por crônica homônima do poeta e cronista Vitor Hugo Martins, publicada em 2015 no livro Cronicália.

Na narrativa iconoclasta, o prédio representa o projeto de modernização urbana da cidade, concebido no ocaso da época de ouro da lavoura cacaueira. A escolha do nome original do edifício – Maison Valle dos Rios, substituído informalmente pelo da Construtora Santa Paula – também é símbolo desse período de opulência.

O filme traz depoimentos de proprietários de alguns dos apartamentos do edifício e de moradores da cidade, a exemplo de Alex Muniz, José Américo Castro, José Vieira, Marcos Galdino e Zito Lacerda.

O elenco e a equipe por trás das câmeras reúnem os atores Navi Santos, Celson Rommel e Carlos Betão, os músicos Ayam Ubráis Barco e Ismera Rock e os produtores José Ararepi Jr. e Laísa Eça.

O curta-metragem de 20 minutos vai ficar disponível na internet até a próxima sexta-feira (16). Assista abaixo.

O filme também ganhou versão acessível com interpretação de Libras, descrições auditivas e closep caption.

A produção tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Os cineastas Henrique Filho e Edson Bastos
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A vida é sonho e pode ser mais leve, mais acolhedora e mais livre. Este é o sentimento que o casal de cineastas baianos Edson Bastos e Henrique Filho, sócios da Voo Audiovisual, pretende inspirar com o roteiro do longa-metragem de ficção.

Nesta semana, eles apresentaram o processo de desenvolvimento do projeto, com a participação dos profissionais envolvidos, e promoveram oficina gratuita de roteiro.

A vida é sonho conta a história de Júnior, um adolescente de 18 anos, nascido em Ipiaú, Bahia, onde é reprimido sexualmente e se vê diante da não aceitação de sua família. Então, foge para a capital baiana em busca de liberdade, se descobre no universo LGBTQIA+, e é desafiado a romper diariamente preconceitos impostos pela cultura heteronormativa. Sua jornada traz os dramas e alegrias das descobertas, mostrando a superação do protagonista e a liberdade conquistada.

O roteiro nasce em um momento em que, apesar dos avanços jurídicos, o Brasil figura como o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis, Queers, Intersexuais, Assexuais). Além disso, a Bahia não é um estado que se destaca em relação às narrativas audiovisuais que versem sobre o tema. Logo, a história de ‘A Vida é Sonho’ busca fortalecer e encorajar o universo simbólico e a luta urgente pelos direitos e pela vida.

Edson destaca que o projeto nasceu de vivências pessoais. Juntos há 12 anos, Henrique e Edson nasceram em Ipiaú e sofreram homofobia durante a infância e adolescência. “Trata-se de uma história dramática, romântica, musical e cômica. Um filme divertido e que conta uma história universal, mas com a forma baiana de falar, pensar e ser. Busca, principalmente, o diálogo com aqueles que estão vivendo situações narradas pelo filme. É sobre se reconhecer na tela, se sentir amparado, ter orgulho de sua comunidade e encontrar a felicidade em ser quem é. O filme pretende mostrar a necessidade do sonho para buscarmos viver a vida com mais leveza, pois a luta por igualdade de direitos é diária”, explica Bastos.

Foram três meses desenvolvendo as etapas de escrita do roteiro até chegar ao primeiro tratamento. Durante esse processo, os roteiristas contaram com a consultoria do especialista Gildon Oliveira, experiente profissional da dramaturgia para teatro, cinema e televisão. A equipe soma outros profissionais que atuaram durante o desenvolvimento do roteiro, como as assistentes de direção Lilih Curi e Johsi Varjão; os consultores, João Hugo e Amana Casas; o revisor Vércio Gonçalves; a assistente de produção Laísa Eça; o tradutor Daniel Martins; e a designer Kaula Cordier.

“Percebemos ‘A vida é Sonho’ como um projeto com potencial de grande público quando for filmado, pois foi desenvolvido por pessoas que possuem vivência sobre a cultura LGBTQIA+, o que cria conexão com os espectadores. O roteiro une o interior à capital e desenvolve uma narrativa contemporânea, com problemáticas do nosso tempo, mas trazendo um desfecho inspirador”, comemora Henrique. Agora, com o retiro pronto, os produtores vão buscar financiamento para gravar o filme.

O site da Voo Audiovisual publicou nesta sexta-feira (9) o roteiro para apreciação do público. O texto ficará disponível até 16 de abril.

O desenvolvimento do roteiro de ‘A vida é sonho’ tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

"Um corpo de palavras" vai ser transmitido pela internet || Foto Mariana Cabral
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A multiartista baiana Naiara Gramacho vai estrear neste sábado (10) o espetáculo de teatro de sombras Um corpo de palavras. Devido à pandemia de Covid-19, a apresentação será por meio do Youtube, às 16h, no canal Naiara Gramacho.

O espetáculo conta a história de uma menina chamada Paula, cujo corpo se cobria de palavras sempre que ouvia, dos adultos, rótulos e julgamentos que diziam quem ela era ou deveria ser.

Dessa forma, o espetáculo pretende suscitar a reflexão sobre o poder das palavras-rótulos usadas – desde a mais tenra infância – para julgar as crianças, a exemplo de birrentas, chatas, teimosas, boas ou más. A narrativa parte do pressuposto de que essa rotulação afeta a imagem social que as crianças fazem de si mesmas, com reflexos para toda a vida.

Naiara, que assina o texto, a direção e a coordenação de produção do espetáculo, explica que a peça tenta “provocar pais, jovens e crianças para, juntos, olharem para a própria comunicação e para os conflitos familiares que ficaram tão explícitos durante o isolamento social da pandemia”. Esse propósito é uma resposta do contato da artista com a comunicação não violenta e a educação parental.

Assista a chamada da peça.

Gravado em Ilhéus, todo o projeto seguiu as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenir a disseminação do coronavírus.

QUEM FAZ

A maior parte da equipe do espetáculo é formada por mães artistas, escolha feita para contemplar profissionais que tiveram suas rotinas profissional e materna afetadas drasticamente pela pandemia.  “Muitas vezes, ensaiamos com nossos filhos presentes, pois nem todas têm uma rede de apoio. Em muitos momentos, conciliamos a produção do espetáculo e a presença das crianças, o que também as permitiu se envolverem com o universo de trabalho de suas mães”, lembra Naiara.

“Um corpo de palavras” tem a atuação e a manipulação de figuras da atriz Driely Alves; narração de Brisa Morena; fotografia e gravação em vídeo de Mariana Cabral. A atriz Márcia Mascarenhas dá voz às personagens femininas e o ator e produtor Pedro Albuquerque, aos masculinos. A sonoplastia é de Eli Arruda e a produção das figuras é da artista plástica Olga Gómez. A comunicação e produção de conteúdo sobre o espetáculo estão a cargo de Tacila Mendes e Valdiná Guerra.

A montagem do espetáculo Um corpo de palavras tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Cyro de Mattos lança "Canto até Hoje" em live no dia 8
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O escritor e poeta Cyro de Mattos fará uma live, às 19h do próximo dia 8, para o lançamento e sua mais nova obra, Canto até Hoje. A publicação marca os 60 anos da carreira literária do itabunense que tem legado de 56 livros editados em 14 idiomas no Brasil e no exterior.

Canto até Hoje tem 800 páginas e vem em edição impressa e para download, com capa assinada pelo artista plástico Juarez Paraiso, que ganhou em sua homenagem a poesia que dá nome à publicação.

O autor teve seus primeiros textos lidos e reconhecidos pelo escritor João Ubaldo Ribeiro e ganhou muitas resenhas e indicação para a Academia Brasileira de Letras pelas mãos do conterrâneo Jorge Amado.

As suas obras, editadas em 14 idiomas, foram publicadas em países como França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, Dinamarca e Estados Unidos.

O lançamento, no próximo dia 8, será ancorada no canal do YouTube da Fundação Casa Jorge Amado, mediada pela jornalista Mira Silva. O evento terá entre os convidados especiais a escritora e psicóloga Lilia Gramacho, o romancista e poeta Aramis Ribeiro Costa, o jornalista Oscar D’Ambrosio, o poeta e ensaísta Cid Seixas e Ângela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado.

Imagem da videoconferência que encerrou a 7ª edição do Festival de Cinema Baiano
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O primeiro Festival de Cinema Baiano (Feciba) totalmente online termina com números animadores, apesar da pandemia de Covid-19. A sétima edição do evento exibiu 50 filmes e promoveu 20 debates, além de oficinas. “Não houve a interação direta com o público, como sempre acontece nos debates após as sessões, mas ganhamos em alcance e engajamento, atraindo pessoas de diversos lugares da Bahia, do Brasil e do mundo, interessadas no cinema realizado por baianos, o que dá um alcance internacional ao evento”, celebra Victor Aziz, do Núproart, um dos realizadores do Festival.

O 7º Feciba aconteceu de 15 a 26 de março e somou 17.396 visualizações da programação na internet, com 2.218 horas assistidas por 5.836 espectadores. Além disso, foi mobilizada uma equipe de 14 profissionais baianos, 11 curadores e mais de 60 convidados para os debates.

Um dos destaques desta edição foi a ampliação do leque de temas abordados nos debates, que contaram com tradução simultânea, garantindo acessibilidade em Libras para surdos e deficientes auditivos. “Esse público contribuiu muito nos mostrando o melhor caminho para implantar acessibilidade no Festival. Foi um evento histórico, e que nos fez pensar em formatos híbridos para os próximos, mesclando programação presencial e online”, arremata Aziz.

DEBATES

O público interagiu intensamente com as mesas formadas por realizadores dos filmes selecionados e por especialistas, e debateu questões referentes à representatividade e +à presença de mulheres, negros e LGBTQIA+ em frente e atrás das câmeras, além de questões sobre produção cinematográfica em tempos pandêmicos, uso de ferramentas da internet, distribuição de produtos audiovisuais no mercado, dentro e fora da Bahia, e cineclubismo. Todo esse conteúdo vai continuar disponível no canal do Feciba no Youtube.

“Já é uma marca do Feciba os encontros presenciais com os realizadores, com os bate papos logo após a sessão, ali, dentro do cinema. Desta vez, o Festival se reinventou e com isso ganhou muito em público, mesmo em um período em que havia muita coisa acontecendo paralelamente. Os números confirmam o êxito do evento, mas o feedback que a nossa equipe recebeu do público, dos participantes e dos cineastas foi incrível!”, comemora Henrique Filho, da Voo Audiovisual, também realizadora do evento.

OFICINAS

Outra marca do Feciba é a promoção de oficinas para aprimoramento da mão de obra do audiovisual baiano. Nesta edição, a quantidade de vagas foi triplicada, somando 240 inscritos para oficinas com Cecília Amado, Orlando Senna, Solange Lima e Thiago Almasy. Além de profissionais do audiovisual, muitos estudantes de cinema participaram desses momentos, compartilhando com veteranos suas ideias e formas de fazer cinema com os recursos tecnológicos disponíveis.

MÚSICA

A cantora Eloah Monteiro fez uma live show diretamente de Ilhéus, abrindo o evento com o seu repertório autoral na noite do dia 14 de março. Já o encerramento aconteceu na tarde do último sábado (27), com show da banda Manzuá, que lançou o seu álbum homônimo nesta apresentação, tocando para um público que lotaria o Teatro Municipal de Ilhéus, onde foi realizada a primeira edição do evento há 10 anos. ‘Um show emocionante, épico!”, festejaram os integrantes da banda.

Mesmo acontecendo após uma lacuna de cinco anos, devido à falta de financiamento para a realização, esses dados só confirmam a potência do Festival como instrumento de divulgação e fruição de produtos culturais baianos, avalia Tacila Mendes, assessora de comunicação do festival.

O Festival de Cinema Baiano é uma produção do Núcleo de Produções Artísticas (Núproart) e da Voo Audiovisual. Esta edição tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Show também vai marcar lançamento do primeiro álbum da banda itabunense
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A banda itabunense Manzuá vai se apresentar neste sábado (27), às 16 horas, no encerramento da 7ª edição do Festival de Cinema Baiano (Feciba). O show será transmitido ao vivo pelo canal do Feciba no Youtube.

A apresentação vai marcar também o lançamento do álbum homônimo da Manzuá, o primeiro da banda. O PIMENTA conversou com dois artistas do grupo, Mither Amorim e Briza Aziz, sobre o trabalho autoral – relembre aqui.

PROGRAMAÇÃO

Os 10 longas, 10 médias e 30 curtas-metragens que estão na grade de programação do festival ainda podem ser assistidos até as 22h desta sexta-feira (26), no site www.feciba.com.br/2021.

Com o tema ‘Dentro de casa, asa’, esta edição se destaca por conectar os filmes com o público, pela primeira vez, exclusivamente por meio da internet. O evento é uma produção do Núcleo de Produções Artísticas (Núproart) e da Voo Audiovisual e tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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A vida refletida é a mais nova obra do cronista Antônio Lopes

A Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Editus) acaba de entregar ao mercado consumidor o novo livro do cronista Antônio Lopes, A vida refletida. O livro reúne 58 pequenos relatos do dia a dia, nos quais o autor, seguindo a fórmula clássica da crônica literária, não deixa faltar humor e ironia – ferramentas essenciais à crítica social –, mas não se descuida do lirismo, componente que contribui para aproximar o gênero crônica do gênero poesia em prosa.

– Ao finalizar A vida refletida, cumprimos, neste tempo tão difícil, mais uma etapa do nosso objetivo como editora pública, que é a propagação das diversas formas de manifestação literária, seja a produção acadêmica, propriamente dita, seja, como neste caso específico, a literatura de ficção”, diz Rita Argollo, diretora da Editus.

Para o empresário e escritor Joaci Góes, “o pensamento de Leon Tolstoi, segundo o qual para conquistar o mundo precisamos, antes, conquistar nossa aldeia, também está presente no acendrado amor que Antônio Lopes dedica, em prosa e verso, a Buerarema, pequena cidade ao sul da Bahia, na região cacaueira”.

Destacando a capacidade que tem o autor de transformar as “miudezas” da aldeia natal em boa literatura, salienta Joaci, na apresentação do novo livro de Lopes: “Provavelmente, se Antônio Lopes tivesse produzido sua surpreendente obra em Paris, Londres, Roma ou New York, não faltasse quem dissesse que só a partir de domicílios tão cosmopolitas seria possível produzir literatura de conteúdo e forma tão marcadamente universais”.

“CRUEL COINCIDÊNCIA”

A vida refletida é o segundo título do mesmo autor publicado este ano. Em fevereiro, ele lançou, pela Editora A5/Itabuna (à venda em www.a5editora.com.br), a antologia A bela assustada.

“Esta ´inflação´ de livros e a crise sanitária que vivemos é só uma cruel coincidência, nada têm em comum”, brinca Lopes, para quem “a obra definitiva sobre o grande mal que está matando os brasileiros já foi feita por Aleilton Fonseca, com o poema-livro A terra em pandemia (Mondrongo/2020”).