Manoel Chaves Neto, diretor-geral do Shopping Jequitibá
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O Shopping Jequitibá completa 20 anos nesta terça-feira (5). Iniciativa pioneira e visionária no sul da Bahia do empresário Helenilson Chaves, o maior centro de compras, lazer e serviços da região, segundo o diretor Manoel Chaves Neto, transformou a data em momento de reflexão sobre o futuro, que o encara com otimismo.

Nesta entrevista, Neto fala dos reflexos da pandemia da covid-19 na economia, na sociedade e os passos futuros – e o que é necessário – para uma reabertura do comércio. O diretor também fala de novos empreendimentos que vão se somar ao mix de atrações do empreendimento.

Como você resume estas duas décadas do Shopping Jequitibá?

Manoel Chaves Neto – Quero agradecer, agradecer e agradecer por hoje completarmos 20 anos de vida, de relação e de muito amor por Itabuna e todo sul da Bahia. Estas duas décadas passaram voando, ultrapassamos diversos obstáculos, vencemos dezenas de crises, chegamos até a ficar órfãos do nosso fundador e idealizador Helenilson Chaves. Entretanto, as raízes do Shopping Jequitibá são fortes, profundas e sólidas, proporcionando estarmos comemorando seus 20 anos, com empreendimento, completo, regional, dominante no sul da Bahia.

Fomos pegos de surpresa pela forma avassaladora da pandemia, fazendo com que mudássemos por completo nossas programações e atividades comemorativas para esta data. Ainda assim, continuaremos constantemente atentos, trabalhando duro, estudando e nos adaptando para manter o Shopping Jequitibá por muitas décadas como um equipamento único e de vanguarda para o novo normal.

Lia Chaves e o esposo e idealizador do Shopping, o empresário Helenilson Chaves

Hoje temos 46 dias do Decreto Municipal que culminou com o fechamento de todo comércio. Em relação ao Shopping Jequitibá, como está sendo este momento e quais os impactos?

Está sendo dificílimo, pois a pandemia da Covid-19 interrompeu, repentinamente, o ciclo operacional do Shopping Jequitibá e dos nossos lojistas. Por consequência, colocando todos numa fragilidade econômica e financeira de fluxo de caixa, entretanto, os reais impactos só saberemos no médio prazo.

 

Continuaremos constantemente atentos, trabalhando duro, estudando e nos adaptando para manter o Shopping Jequitibá por muitas décadas como um equipamento único e de vanguarda para o novo normal.

 

Qual geração de empregos do Shopping Jequitibá?

Juntamente com nossos lojistas, aproximadamente 1.300 empregos diretos.

Haverá demissões no Shopping Jequitibá?

Não iremos demitir nossos colaboradores, pois utilizaremos todos os benefícios do Governo Federal para segurar ao máximo todos os postos de trabalho existentes antes da Covid-19.

Já existem cerca de 80 shoppings centers abertos no Brasil. Quando serão abertas as portas do Shopping Jequitibá?

A abertura do Shopping Jequitibá está diretamente ligada ao prazo estipulado no decreto municipal em vigor. Entretanto, estamos conscientes que, para abrir o Jequitibá, necessariamente os hospitais da nossa cidade terão que estar minimamente estruturados para enfrentamento das futuras demandas que virão. Hoje esta situação carece da chegada de respiradores, pois só temos 10 leitos de UTI da Santa Casa.

 

Estamos conscientes que, para abrir o Jequitibá, necessariamente os hospitais da nossa cidade terão que estar minimamente estruturados para enfrentamento das futuras demandas que virão.

 

Qual será o protocolo de abertura para o Shopping Jequitibá?

Neste período, nós adequamos o Shopping Jequitibá, com as normativas e protocolos listados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), com objetivo de prevenir e dar segurança à saúde de todos que ali frequentam.

Shopping Jequitibá chega aos 20 anos de fundado

As lojas que estavam contratadas e com previsão de abertura serão concretizadas?

Nestes últimos 46 dias, tivemos várias evoluções na construção de lojas Vivara, Natura, ISE Grelhados e Restaurantes e Meu Chapa, além da reforma da Patroni. Em fase de análise final de projetos, temos a Barbearia e a Gráfica que ficarão na alameda de serviços.

 

Tivemos várias evoluções na construção de lojas Vivara, Natura, ISE Grelhados e Restaurantes e Meu Chapa, além da reforma da Patroni. Em fase de análise final de projetos, temos a Barbearia e a Gráfica que ficarão na alameda de serviços.

 

Quantas lojas do Shopping Jequitibá já fecharam as portas por causa dos efeitos da Covid-19?

A IPlace já apresentava desde 2019 o desejo de fechar por motivos de não descolar ponto de equilíbrio e, face a pandemia e consequentemente aumento do dólar, os produtos importados aumentariam de preço e possivelmente haveria retração de vendas.

Como está a relação da administração do Shopping com seus lojistas?

Nossa relação é de união, transparência e parceria reforçada, pois só sairemos desta crise unidos, com muito trabalho e criatividade.

Quais as perspectivas, novidades do Shopping Jequitibá?

Nossa perspectiva é mantermos o Shopping Jequitibá sempre atraente, aconchegante, seguro para receber bem cada vez mais nossos clientes. Além disto, vamos demandar esforços para criar novas alternativas de canais de vendas e distribuição para nossos lojistas.

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Poucos treinadores conquistaram tantos títulos no futebol do interior da Bahia como Beto Oliveira. São seis troféus do Campeonato Intermunicipal, três deles consecutivos (2017-2018-2019), e uma conquista com equipe profissional, no comando do Itabuna Esporte Clube, em 2002, na Segunda Divisão do Baiano.  A equipe conseguiu o acesso invicta depois de 10 anos sem disputar nenhuma competição.

Em entrevista exclusiva ao PIMENTA, o treinador fala do sonho de conquistar um Campeonato Baiano e mais três títulos do Intermunicipal. Ele também comenta sobre o sufoco que passou por conta da desconfiança dos torcedores de Itamaraju durante a temporada passada, quando teve de montar uma equipe completamente diferente da que se sagrou campeã em 2018.

Beto Oliveira afirma ainda que é louco para treinar a Seleção de Itabuna e observa que o Campeonato Interbairros deveria ser no primeiro semestre, não no segundo, como é realizado hoje. O técnico também fala de Pep Guardiola, Abel Braga, Jorge Jesus e do time rubro-negro carioca: “O Flamengo de hoje é encantador”.

Veja a íntegra da entrevista.

Blog Pimenta – Sua carreira começa na década de 80 como jogador. Exatamente quando?

Beto Oliveira- Comecei na base do Itabuna Esporte Clube em 1982 e me profissionalizei três anos depois. Atuei pelo Itabuna até 87. Rodei por algumas equipes profissionais no país. Em 91 voltei para o Itabuna e um ano depois fui para o Grêmio Maringá. Em 93 encerrei a carreira como jogador de futebol e comecei a treinar a divisão de base do Itabuna, em 94, sendo técnico do time que disputou a Copa Rio daquele ano. Fiquei como treinador da equipe por três anos seguidos.

Pimenta- E no futebol profissional?  

Beto – Comecei em 2000, quando treinei o Grapiúna nos últimos quatro jogos da Segunda Divisão do Campeonato Baiano. Vencemos o Astro, Bahia de Feira, Barreiras e Jequié, salvo engano. Uma das equipes utilizou um jogador irregular, houve alteração na classificação e perdemos a chance de disputar o título naquele ano.

Pimenta – Um início de carreira de treinador empolgante, por sinal.

Beto Foi sim. Em 2001, treinei o Grapiúna que disputou a Taça São Paulo de Futebol Júnior. No retorno, voltei à equipe profissional do Grapiúna para, mais uma vez, disputar a Segunda Divisão do Baianão. Ficamos com o vice-campeonato. Perdemos o título para o Palmeiras do Nordeste, então filial do Palmeiras de São Paulo. Eles tinham uma equipe muito forte e subiram.

Pimenta – E o primeiro título na carreira?

Beto Em 2001, fui contratado para treinar a Seleção de Coaraci no Intermunicipal. Ali, ganhei o meu primeiro título. No outro ano, voltei ao futebol profissional para comandar o Itabuna Esporte Clube na Segunda Divisão. A equipe estava há 10 anos sem participar de competições. Conquistamos o título da Série B de forma invicta e garantimos vaga na elite do futebol baiano.

Pimenta – Em 2002 a sua primeira competição nacional. Foi isso?

Beto Sim. Como treinador do Colo Colo no Campeonato Brasileiro da série C. Em 2003 voltei ao profissional do Itabuna e ficamos na terceira colocação no Baianão. Perdemos a semifinal para o Vitória, que estava na série A do Campeonato Brasileiro.

Pimenta – E o seu segundo título no Intermunicipal?

Beto – Foi em 2004, com a Seleção de Itamaraju.

 

 

Já fiz uma análise e cheguei à conclusão de que ainda é cedo para parar. Quero retornar ao futebol profissional e ganhar mais títulos.

 

Pimenta – Rodou muito como treinador…

Beto – Minha carreira foi entre equipes amadoras e profissionais. E o terceiro título no Intermunicipal também foi no extremo-sul do estado. Em 2009 fechei um contrato com a Seleção de Porto Seguro por dois anos. Ficamos em terceiro lugar, mas conquistamos o título, invicto, em 2010.

Pimenta – Sete anos depois mais um título…

Beto Em 2017, com a Seleção de Eunápolis. No ano seguinte retornei à Itamaraju, onde conquistamos dois títulos consecutivos do Campeonato Intermunicipal.

Pimenta – Beto Oliveira foi um bom jogador?

Beto Tenho uma família de atletas. Danielzinho começou a carreira no Itabuna e passou por equipes como Palmeiras (na base) e Bragantino, na década de 80. Guiovaldo também tem passagem pelo Itabuna, futebol de Portugal e várias equipes no Brasil. Acho que fui um bom jogador sim. Comecei como volante e depois fui atuar como zagueiro. Nas décadas de 80 e 90, tínhamos muitos craques. Era muito difícil para o profissional do interior ser contratado por um time grande do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais ou Sul do País.

Pimenta – Já pensou em parar?

Beto Já fiz uma análise e cheguei à conclusão de que ainda é cedo. Quero retornar ao futebol profissional e ganhar mais títulos.

Pimenta – Já recebeu propostas para trabalhar neste ano?

Beto Recebi uma proposta de um dos times da Primeira Divisão do Campeonato Baiano, mas não possível o acerto por questões financeiras. Ofereceram um valor menor do que eu ganhava no Intermunicipal. Entendi ser uma desvalorização muito grande. Para trabalhar no profissional, na elite do Baiano, o técnico merece ter uma remuneração melhor.

 

 

Tenho algumas propostas. Provavelmente em março, estarei treinando uma equipe da Segunda Divisão do Baiano.

 

 

Pimenta – Você não estaria em uma vitrine melhor?

Beto No futebol profissional a cobrança é muito maior. Todos da cidade exigem uma campanha excelente. A expectativa gira em torno de vencer Bahia e Vitória e conquistar o título de campeão. Tenho algumas propostas. Provavelmente em março, estarei treinando uma equipe da Segunda Divisão do Baiano.

Pimenta – Qual foi a conquista de Campeonato Intermunicipal mais fácil e a mais difícil?

Beto Não existe conquista fácil, ainda mais em se tratando do Intermunicipal, que é disputado por 64 equipes. É uma competição que dura seis meses. Enfrentamos muitas dificuldades. Às vezes, perda de jogadores importantes no decorrer da competição.

Pimenta – O título mais marcante, então?

Beto O mais prazeroso foi primeiro, conquistado com a Seleção de Coaraci. Embora tivesse sido vice-campeão da segunda divisão com Grapiúna, chegamos sem muito conhecimento sobre o Intermunicipal, que é uma competição totalmente diferente. Peguei uma seleção formada basicamente por ex-jogadores profissionais e vividos na competição e eu sem experiência.  Achei um pouco mais difícil para impor a minha metodologia de trabalho, mas tudo deu certo.

Clique em leia mais, abaixo, e confira a íntegra da entrevista.Leia Mais

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Capitão Azevedo durante entrevista em que falou de passado e alianças para 2020

O ex-prefeito Capitão Azevedo diz que a disputa entre as áreas de marketing e de coordenação de campanha, por vaidade, causou a sua derrota em 2012, quando tentou a reeleição. Azevedo perdeu para Claudevane Leite (Vane do Renascer) por uma diferença de 1.107 votos (45.623 a 44.516). Pré-candidato pelo PL, Azevedo concedeu entrevista ao PIMENTA e diz que errou ao não adotar critério técnico na formação da equipe de governo em 2009, quando assumiu a Prefeitura de Itabuna.

Hoje, Azevedo diz ter um grupo novo e que governará ouvindo todos os setores da sociedade. Para ele, a vitória em 2008 oxigenou a política de Itabuna ao interromper a polarização entre os grupos de Fernando Gomes e de Geraldo Simões. Atribui a si o título de recordista na captação de recursos e execução de grandes obras, embora fosse de um partido de oposição aos governos estadual e federal à época.

Na última semana, parte da entrevista já havia sido publicada, quando Azevedo respondia se aceitaria ser vice de Fernando Gomes. Diz que sua condição não será outra que não a cabeça de chapa. Também fala que, se eleito, vai “destravar a cidade” apostando em mobilidade urbana. E diz ter sido frustrado pelo ex-governador Jaques Wagner, que prometeu duplicar o trecho da BR-415 que vai da Nova Itabuna até Ferradas. Abaixo, confira a íntegra da entrevista que abre a série com pré-candidatos.

Blog Pimenta – O senhor terminou a disputa de 2016 em 4º lugar. Por que a decisão de se candidatar novamente a prefeito?

Capitão Azevedo – Agora ficou mais claro para a população que os meus sucessores [Vane do Renascer e Fernando Gomes] não tiveram a mesma capacidade para captar recursos e executar obras. Sem apoio político, nós captamos R$ 98 milhões e executamos grandes obras, como a cobertura do Canal Lava-Pés, na Avenida Amélia Amado. Lembra como era aquilo quando chovia? Demos outra cara àquela região. Ali passam 90% dos ônibus de Itabuna.

Pimenta – Essa seria a razão principal?

Azevedo – Olha, nós trabalhamos nos bairros direitinho, fazendo esgotamento sanitário, asfaltando, construindo casas dignas. São Pedro, Manoel Leão, Santa Clara, Maria Pinheiro, Zizo, Daniel Gomes, Pedro Jerônimo. No Maria Pinheiro, existia uma rua que chamavam de Rua da Bosta. Esse era o nome real. O esgoto corria pela rua. Hoje isso é passado. Bairros que não eram vistos pelo poder público. Atacamos a infraestrutura, investimos nas pessoas.

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Existiam ali, [na eleição de 2012], a equipe de marketing e a coordenação, que estavam tendo desentendimentos e aquilo prejudicou. Foi vaidade. Cada um querendo ser melhor que o outro.

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Pimenta – O senhor diz que fez captação recorde de recursos, executou grandes obras. A que o senhor atribui a não reeleição?

Azevedo – Eu atribuo a erros dentro da equipe. Na véspera do pleito, no sábado, fizemos a maior caminhada da história de Itabuna. Os adversários filmaram tudo e tomaram providência para agir na virada da noite, foram para o voto útil. Veja só: perdi a eleição de forma apertada, por 1.107 votos.

Pimenta – E o “racha” interno…

Azevedo – Exatamente. Existiam ali a equipe de marketing e a coordenação, que estavam tendo desentendimentos e aquilo prejudicou. Foi vaidade. Cada um querendo ser melhor que o outro. Isso, realmente, cria embaraços, é até comprometedor.

Pimenta – O que o senhor não repetiria em um eventual governo?

Azevedo – Não repetiria o critério de formação da equipe. Hoje, temos que ter técnicos para dar os resultados que a sociedade precisa. Estamos buscando a inteligência das universidades daqui, ouvindo todos os setores. Vamos ouvir o empresariado, trazer grandes investimentos para gerar emprego que é o que nossa juventude precisa.

Pimenta – Com quem o senhor está conversando em relação a alianças?

Azevedo – Estamos conversando com todo mundo. Temos que sair dessa briga ideológica, partidária. Só traz atrasos. A cidade vem perdendo terrivelmente competitividade. O momento exige alguém sem barreiras ideológicas, partidárias, que seja suprapartidário. Quando prefeito, nós quebramos a polarização que existia em Itabuna. A cidade respirou.

Pimenta – O senhor disse que está aberto, vai procurar todo mundo. O senhor procuraria o prefeito para novamente formar chapa?

Azevedo – Eu nem sei se o prefeito é candidato. Isso é lá na frente que vai se ver. Eu estou decidido. Não abro mão da cabeça de chapa.

Pimenta – O senhor não aceitaria composição sendo vice?

Azevedo – Em hipótese alguma. Isso está descartado. O projeto nasceu, está aqui na minha mente. Vamos colocar nossa proposta para a sociedade, com um novo modelo. A gente realmente reconhece os erros que tivemos no governo e eles devem ser corrigidos. Além do lado da resposta do desenvolvimento socioeconômico da cidade, temos que buscar respostas para cuidar da dignidade humana.

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A gente não pode aceitar que uma mãe não possa ser atendida na hora do parto, tendo que se deslocar pra Ilhéus, Jequié ou outra cidade para ter filho, criança morrendo em porta de hospital.

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Pimenta – O senhor tem sido cuidadoso nas críticas ao governo de Fernando. Isso se deve a quê? É pensando em aliança?

Azevedo – Nós temos que respeitar as pessoas. Sou amigo de Fernando, mas quando chega na questão administrativa, a gente não pode aceitar que uma mãe não possa ser atendida na hora do parto, se deslocando pra Ilhéus, Jequié ou outra cidade para ter filho. Criança morrendo em porta de hospital. A gente não pode aceitar isso. Veja, faço crítica construtiva, para melhorar.

Pimenta – O senhor faria composição com o prefeito Fernando Gomes?

Azevedo – Fernando Gomes tem a linha dele e eu tenho a minha. Eu estou decidido a ser cabeça de chapa e ir até o final… Agora, não podemos rejeitar apoios. Quem quiser me seguir…

Pimenta – E partido, o senhor vai para a disputa no PL mesmo?

Azevedo – Pelo PL, 22.

Pimenta – Está fechado?

Azevedo – (risos) Está, e com garantia.

Pimenta – Com a garantia de quem?

Azevedo – Do presidente, José Carlos Araújo.

Pimenta – E essa disputa de Araújo com o João Bacelar, que é ligado a Fernando Gomes, não pode deixar o senhor sem legenda?

Azevedo – O presidente me garantiu. Confio na palavra dele. Ele disse “eu sou homem e enfrentei o maior chefe de quadrilha desse país, o Eduardo Cunha. Eu garanto o partido”. Ali, ele demonstrou o perfil de homem determinado…

Pimenta – O PL é da base. O senhor buscará os partidos da base do governo estadual?

Azevedo – Eu não tenho restrições. Hoje a nossa base é Itabuna. Queremos criar o momento. Quando o político se elege, ele tem que procurar o governador, o presidente. A gente não tem como fugir disso aí. Eu era prefeito pelo Democratas e consegui recursos no Estado e na União em governos que eram do PT, com [Jaques] Wagner e Lula. Quebramos esse paradigma. Agora, eu tive sanções, né? Na saúde, a gente não recuperou a gestão plena [perdida no governo de Fernando Gomes, em novembro de 2008, e só recuperada em 2013, com Vane do Renascer].

 

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Olha, no meu governo só foram dois secretários de saúde. Quanto mais muda de secretário. Complica. E os efeitos são terríveis para a sociedade, para quem mais precisa.

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Pimenta – O senhor acha que escolheu os melhores quadros para a Saúde?

Azevedo – Olha, a saúde é uma pasta complicada. Dr. Antônio Vieira contribuiu bastante. Depois, entendemos que deveríamos ter um alinhamento político, havia boicote em algumas áreas, e nomeamos um outro secretário, [Geraldo Magela, hoje secretário de Ilhéus]. Olha, no meu governo só foram dois secretários de saúde.

Pimenta – É uma crítica indireta a Fernando Gomes, que está no sexto secretário de Saúde desde 2017?

Azevedo – É dizer que é uma área complicada e só foram dois, né? Acho que quanto mais muda de secretário há solução de continuidade. Complica. E os efeitos são terríveis para a sociedade, para quem mais precisa.

Pimenta – Com quem o senhor já conversou? Com quais partidos está fechado?

Azevedo – Esse é o momento da busca, do namoro. Hoje, tem o aspecto da proporcional [vereadores], que não tem mais coligação. Cada partido quer candidato a prefeito forte para fazer vereador. Nós estamos com o PL e dialogando com os demais, de centro, de direita, de esquerda.

Pimenta – Como o senhor vai trabalhar para atingir as várias faixas e perfis do eleitorado, da direita à esquerda, e não apenas os mais pobres, foco na campanha de 2016?

Azevedo – Você observa que eu falo o pensar Itabuna livre. É para termos liberdade e melhor forma de agregar esse eleitorado. Nós temos que buscar esse universo, buscar quem pensa Itabuna, livre dessas amarras ideológicas e pensando no desenvolvimento da cidade. Temos que apresentar plano de governo para a sociedade itabunense. Sinto que podemos conquistar o maior universo de eleitores.

 

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Nós vamos destravar a cidade, destravar Itabuna. Vamos criar a maior política de mobilidade da história de Itabuna.

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Pimenta – O senhor vai para a terceira disputa a prefeito. É bem conhecido do eleitorado. O que levará de diferente para conquistá-lo?

Azevedo – Começa pela formação da equipe. Estamos vivendo outro momento, outra equipe planejando a cidade. Não são planos mirabolantes. Você tem que rasgar grande avenidas. Eu tenho uma queixa de [Jaques] Wagner, que garantiu na TV que duplicaria aquele trecho da Nova Itabuna até Ferradas da BR-415. Prometeu. Não saiu. Olha, isso seria um vetor de desenvolvimento. Feira e Conquista se desenvolveram porque pensaram. Estão no topo.

Pimenta – E Itabuna?

Azevedo – Nós vamos destravar a cidade, destravar Itabuna. Vamos criar a maior política de mobilidade da história de Itabuna. Vamos construir um trevo em cima dessa rótula do São Caetano, tirar aquela complexidade de trânsito que é a Manoel Chaves com a Princesa Isabel.

Pimenta – Há um gargalo naquela região, que é a rótula da ponte do São Caetano. Qual seria a solução?

Azevedo – Ali, podemos construir um viaduto para melhorar o sistema viário.

Pimenta – Na campanha, o senhor chegou a mostrar projeto de ponte estaiada, ligando a Amélia Amado com o Conceição. Sairia mesmo ou era apenas factoide de campanha?

Azevedo – Nós tínhamos R$ 90 milhões para aquela ponte, lá no Ministério das Cidades.

Pimenta – Esse projeto seria factível hoje?

Azevedo – Sim, tranquilo. Vamos apresentar à União. Projeto que não tem malandragem, os técnicos analisam e dão resposta.

 

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Iremos fomentar não apenas o Interbairros [de Futebol]. Nós vamos fomentar os jogos estudantis, outras modalidades esportivas. O basquete, o vôlei, futebol, vôlei, futsal… Praticamente, o esporte foi extinto do planejamento do poder público em Itabuna.

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Pimenta – O senhor tem falado em recriar a Secretaria de Esporte. Vai ter verba para várias modalidades ou só futebol?

Azevedo – Nós temos que resgatar o esporte e envolver esses jovens, que são mais vulneráveis à violência. A partir do momento que a gente oferece infraestrutura, campos, quadras, Vila Olímpica, estádio, com auxílio para quem não tem condições de comprar chuteira, tênis, uniforme, a gente estimula esses jovens, coloca num bom caminho. E vamos fomentar não apenas o Interbairros [de Futebol]. Nós vamos fomentar os jogos estudantis, outras modalidades. O basquete, o vôlei, futebol, vôlei, futsal… Praticamente, o esporte foi extinto do planejamento do poder público em Itabuna.

Pimenta – O que o senhor pensa em relação à área social?

Azevedo – Nós fizemos, com recursos próprios, o Bolsa-Renda. Nós realmente tiramos os barracos de madeira, construímos casa com quarto, sala, cozinha… Olha, eu fui rápido e enxerguei que tinha o Minha Casa Minha Vida. As empresas começaram a aparecer querendo áreas para construir casas. Vi que precisavam de incentivo e que ia contemplar famílias de 0 a 3 salários mínimos. Fiz anteprojeto de lei e dei incentivo às empresas para construir.

Pimenta – Quais incentivos?

Azevedo – Isentei as empresas de pagar ISS [Imposto sobre Serviços]. Com a isenção de 5%, foram R$ 100 milhões para construir esses apartamentos, com Pedro Fontes I e II, Jardim América I e II, o Itabuna Parque, o Vida Nova, Gabriela, Jubiabá e São José. São fruto da política pública que eu crie. Isso, realmente, atrai as empresas a fim de construir esses apartamentos e tiramos esse déficit terrível. Todas essas pessoas que moram nesses apartamentos sabem que foi Capitão Azevedo que criou essa lei.

Pimenta – Os condomínios enfrentam problemas de segurança, com a presença e controle do tráfico. Como muda isso?

Azevedo – Você sabe que alguém fala em polícia. Sim, é válido. Mas temos que criar programas sociais, trabalhar pesado o social, com esporte, lazer, cultura. Eu pretendo criar um grande empreendimento na área da formação técnica profissional, com a realização de cursos para motos, caminhões…

 

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No planejamento, se houver ingerência política, joga-se tudo por água abaixo. Tanto que, seja na União, Estados ou municípios, há carência terrível de planejamento.

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Pimenta – Quem o senhor tem como referência em gestão pública no Brasil?

Azevedo – Jaime Lerner, de Curitiba, que foi vereador, prefeito, governador. Em 2012, estivemos lá para conhecer o que foi feito, e como foi feito, por Lerner. Cidade planejada que tem perspectiva de desenvolvimento, mobilidade urbana… Curitiba, com Lerner, virou referência. Ele planejou, executou.

Pimenta – Planejamento é um desafio na gestão pública, que se torna ainda maior quanto menor é o município. Como mudar essa mentalidade?

Azevedo – No planejamento, se houver ingerência política, joga-se tudo por água abaixo. Tanto que, seja na União, Estados ou municípios, há carência terrível de planejamento. Interesse político era para construir quadra. Aí vem o político e diz “não, aquela quadra, não. Quero campo do lado de lá.”. Por interesse político, vai e cede para atender corrente. Você tem que estudar de forma científica os anseios da população. Por exemplo, hoje, o que é que a população mais precisa? Saúde, emprego, segurança pública. Para termos estes dados, precisamos pesquisar, pesquisar a real da situação, saber o que está acontecendo. Nosso planejamento vai cuidar disso aí. Saber o desejo da comunidade. Na medida que consulta toda a sociedade, tem um diagnóstico mais perfeito.

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Site traz notícias exclusivas sobre o segmento do cacau e chocolate
Daniel Thame, editor do Cacau&Chocolate

O site Cacau e Chocolate é das maiores novidades editoriais do sul da Bahia nos últimos anos. Lançado em 2019, tornou-se uma vitrine com notícias exclusivas do segmento.

Nesta entrevista ao PIMENTA, o editor Daniel Thame fala do estalo que gerou o novo xodó em uma história de mais de 40 anos de jornalismo e da qualidade do cacau e do chocolate sul-baiano. E, claro, do mercado a ser explorado por cerca de 70 marcas regionais de chocolate e derivados.

“A receptividade ao site tem sido surpreendente, tanto na questão dos acessos como na interface com a cadeia produtiva de cacau, especialmente cooperativas de agricultores familiares, que geralmente têm pouco acesso à mídia”, afirma.

Acompanhe.

Blog Pimenta – Como surge a ideia de um site específico para falar de cacau e chocolate sul-baiano?

Daniel Thame – A ideia de criar um site especifico para falar do cacau e do chocolate do sul da Bahia vinha sendo amadurecida desde o 10º Chocolat Bahia, em Ilhéus, quando as marcas de chocolate de origem deram um salto de qualidade e quantidade. Em 2019, na primeira versão do Chocolat São Paulo, quando vi centenas de paulistas comparando os chocolates do sul da Bahia a produtos importados, decidi que era hora de colocar o site no ar.

Durante dois meses, trabalhei conteúdos regionais, sempre focando essa nossa condição única de produzir cacau e chocolate, indo da árvore ao produto (tree to bar), além do apelo da conservação da Mata Atlântica e da figura mítica de Jorge Amado, que projetou o cacau sul baiano para o mundo.

Pimenta – Quando a ideia se concretiza?

Daniel Thame – O lançamento, ainda em caráter experimental, ocorreu no Chocolat Bahia 2019, em Ilhéus, quando pude apresentar o site aos empreendedores e disponibilizar um novo canal de divulgação.

O site vem veiculando conteúdos que valorizam justamente esse novo momento, divulgando as marcas de chocolate de origem e outros produtos derivados de cacau, como cerveja e até cosméticos. Tem sido uma descoberta permanente de novas marcas e produtos diferenciados e de jovens empreendedores que estão construindo uma nova história na região.

Pimenta – E a receptividade, como tem sido?

Daniel Thame – Pensando a médio prazo, estipulei o prazo de um ano para viabilizar e consolidar o site, mas a receptividade tem sido surpreendente, tanto na questão dos acessos como na interface com a cadeia produtiva de cacau, especialmente cooperativas de agricultores familiares, que geralmente têm pouco acesso à mídia. Até por afinidade, temos buscado valorizar esses empreendimentos, já que a produção de chocolate tem potencial de geração de emprego e renda para centenas de famílias de agricultores que cultivavam apenas cacau e agora produzem ótimos chocolates, como Bahia Cacau, Natucoa, Terra Vista e outros.

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A recepção tem sido surpreendente. Temos buscado valorizar esses empreendimentos. A produção de chocolate tem potencial de geração de emprego e renda para centenas de famílias de agricultores que cultivavam apenas cacau e agora produzem ótimos chocolates, como Bahia Cacau, Natucoa, Terra Vista e outros.

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Pimenta – O interesse pelos temas cacau e chocolate é do mercado e de produtores ou o consumidor tem se interessado mais pelo tema e está mais curioso em saber o que se produz aqui?

No sul da Bahia, esse interesse se deve principalmente a Marco Lessa, que, há 11 anos, criou o Festival do Chocolate de Ilhéus, hoje Chocolat Bahia, quando havia apenas uma marca de chocolate relativamente conhecida, o Chocolate Caseiro de Ilhéus, o que na época parecia uma loucura. O festival, hoje o maior do gênero no Brasil, deu visibilidade ao chocolate de origem do sul da Bahia. Hoje são cerca de 70 marcas, feitas com amêndoas de qualidade e com embalagens atraentes, algumas delas já comercializadas no Brasil e no Exterior. Temos hoje chocolates produzidos com certificado de origem da Indicação Geográfica Sul da Bahia (IG Cacau), um grande referencial com reconhecimento internacional.

Pimenta – O que a cobertura deste segmento revela?

Daniel Thame – O Chocolat São Paulo, no maior mercado consumidor do país, mostrou que há um enorme potencial para o chocolate do sul da Bahia e essa é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, já que o aumento do consumo de chocolates de origem é uma tendência mundial. E o site pretende justamente contribuir nesse processo, já que a divulgação é fundamental para que a produção possa ser comercializada não apenas em nível regional, mas no Brasil e no Exterior.

Clique e confira mais do Cacau e Chocolate.

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Neto diz que cinema consolida Jequitibá como shopping dominante

O Shopping Jequitibá vive uma virada de ano especial com grandes expectativas para 2020. A segunda etapa da expansão, que trouxe lojas-âncora como Casas Bahia e Kalunga, e a inauguração do Cinemark, nesta quinta (19), são marcos na história do empreendimento. O shopping é fruto do espírito visionário e arrojado de Helenilson Chaves e  consolidado por seu filho e hoje diretor, Manoel Chaves Neto.

Nesta entrevista, Neto fala do impacto da chegada do cinema e das novas lojas, dos novos empreendimentos que serão inaugurados e de seu otimismo com o novo momento econômico vivido pelo sul da Bahia.

O que a inauguração do cinema representa para o Shopping Jequitibá?

Manoel Chaves Neto – Representa e consolida o retorno da cultura, lazer, entretenimento, encontros, emoções, diversão e, sem dúvida, muita alegria para todos do sul do Estado.

Novo cinema é inaugurado na noite desta quinta (18)

Qual a expectativa de fluxo de pessoas no shopping com a inauguração do cinema?

Manoel Chaves Neto ⁃ O mês de novembro já superou significativamente nossas expectativas, com um crescimento de 19% no fluxo de veículos e 31% no fluxo de pessoas, impactados pela inauguração de lojas-âncora como Kalunga e Casas Bahia. Além disso, o tempo de permanência das pessoas no Jequitibá aumentou de forma relevante.

O cinema tem capacidade de expansão?

Manoel Chaves Neto ⁃ O cinema do Shopping Jequitibá vem com aproximadamente 750 lugares, tendo já um espaço assegurado para futura ampliação de, pelo menos, 450 lugares. Esta ampliação será regulada pelo mercado, a depender da demanda de público nas salas de exibição.

Você já considera o Jequitibá um shopping com o seu mix completo?

Manoel Chaves Neto ⁃ Consideramos que o Shopping Jequitibá esteja atualmente com seu mix de lojas completo, atendendo uma demanda regional, levando o empreendimento ter a característica de um Shopping  Dominante no sul da Bahia.

Além da ampliação, quais as modificações e reformas realizadas no shopping?

Manoel Chaves Neto ⁃ Além da bela ampliação realizada no L2, contemplando um amplo espaço de convivência moderno, confortável e democrático, trouxemos diversas e novas operações para o mix do Jequitibá. Fizemos, também, significativas interferências em todo mall/corredores do shopping, reforma completa da Praça de Alimentação e substituição de todo mobiliário.

Quais lojas ainda estão para serem inauguradas?

Manoel Chaves Neto – Para janeiro de 2020, teremos a Smart Fit  e a  ISE japonês e grelhados. Em fevereiro, a Meu Chapa e Nova Detalhes. Em março, a Natura e Alameda de Serviços. Já em abril, Vivara, Mariposa  e Nova Look.

Ainda existe capacidade de ampliação  do Shopping?

Manoel Chaves Neto ⁃ O Shopping Jequitibá, após a implantação da ampliação, passou a ter 29.700 metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), 750 vagas de estacionamento, 143 operações, 680 assentos na praça de alimentaçãoe um cinema com 750 lugares. Sempre pensamos estrategicamente e de longo prazo no Shopping Jequitibá, pois, hoje, já temos aprovado e com alvará em mãos mais uma nova ampliação de mais 12.000 metros quadrados de novas ABL, mais 400 vagas de estacionamento num deck park, ampliação de mais 600 lugares na praça de alimentação e mais duas salas de cinema. Entretanto, a data da concretização deste potencial será determinada pelo mercado e do nosso poder de consumo.

A Clínica Médica, já  anunciada, ainda vem para o Jequitibá?

Manoel Chaves Neto ⁃ A Clínica Médica e Diagnóstica será uma realidade. O que ocorreu foi um atraso no processo de implantação, mas teremos uma clínica  mais completa, mais ampla e com muito mais opções de serviços e atendimentos.

 

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As vendas da Black Friday foram excelentes, pois tivemos o fluxo de 7.684 veículos, aproximadamente 37.000 pessoas e uma venda no dia de R$ 6.200.000

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Como foram as vendas do Black Friday? E a expectativa para as vendas de Natal?

Manoel Chaves Neto – As vendas da Black Friday foram excelentes, pois tivemos o fluxo de 7.684 veículos, aproximadamente 37.000 pessoas e uma venda no dia de R$ 6.200.000, fazendo com que todos indicadores ficassem acima dos dois dígitos positivamente. E a expectativa para o Natal é igualmente positiva, o que já pode ser verificado ao longo da semana.

Quais perspectiva para o Shopping Jequitibá nos próximos anos?

Manoel Chaves Neto – Não podemos falar de perspectiva do Shopping Jequitibá sem falar no cenário macro e micro econômico. No cenário macro econômico, temos a  perspectiva de crescimento do PIB em 2,25%, inflação abaixo do teto de 3,60%,  taxa de juros no menor patamar histórico em 4,50%,  desemprego em 11,40% ainda num alto patamar, mas com expectativa de baixa, aprovação das reformas tributárias, administrativas e política e a Ibovespa no recorde histórico de 135.000 pontos.

Já no cenário micro econômico, temos a perspectiva,  maior atratividade de Itabuna, com advindo da Policlínica, Teatro, reforma do Centro de Cultura, faculdades públicas e privadas, investimentos estruturantes realizado pelo Governo do Estado na infraestrutura do sul da Bahia, com a construção da Barragem em Itapé, Ponte Ilhéus – Pontal, autorização da duplicação da rodovia Ilhéus – Itabuna, construção do Porto Sul, incentivo na cultura e cultivo do cacau na busca de novos nichos de mercado com a produção de chocolate, implantação de gasoduto da Bahiagás na porta de diversas empresas e a participação mais efetiva e dinâmica do empresariado e profissionais liberais regionais nas entidades de classes e pretensões partidárias na busca de uma tribuna para ativamente representar os empreendedores que geram 70% dos postos de trabalho em nossa cidade.

Qual mensagem que você gostaria de deixar para 2020?

Manoel Chaves Neto ⁃ A mensagem que nós, do Shopping Jequitibá, deixamos para todos é de que usem e abusem do Jequitibá. Ele é seu, pois realizamos com muita dedicação, amor e carinho todos estes investimentos e melhorias, pensando única e exclusivamente na nossa população do sul da Bahia. Todo o nosso trabalho é focado em trazer o que há de melhor e mais modernos ao alcance democrático e sem distinção de todos os 1.200.000 habitantes da nossa região. Desejo, também, um Feliz Natal e 2020 com muita saúde, paz, alegria e muitas realizações.

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Sandry vai disputar o Mundial na categoria sub-17

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou o perfil dos jogadores que vão representar o País no Campeonato Mundial de Futebol sub-17. Entre os 21 selecionados está Sandry Roberto Santos Góes, que nasceu no bairro Califórnia, em Itabuna, em 30 de agosto de 2002, e é um dos atletas mais valorizados da base do Santos.

O garoto de 17 anos começou a carreira jogando futsal no Colégio Ciso e depois foi para a Escolinha da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB de Itabuna), comandada pelo professor Vladstone Menezes. Filho do ex-jogador Carlos Alberto Oliveira Góes, Nenenzinho,  Sandry foi descoberto aos 10 anos pela equipe do Santos, onde já chegou a atuar pelo time principal no Campeonato Paulista deste ano e pela Copa do Brasil.

De acordo com a CBF, Sandry é um meia moderno capaz de defender e sair jogando, pressionar o adversário e aparecer na área para finalizar. Isso é justamente um pouco do que itabunense tem a oferecer à Seleção Brasileira Sub-17. Mesmo jovem, tem uma grande referência no futebol: o meia Arthur, do Barcelona e da Seleção Brasileira.

A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo Sub-17 no próximo dia 26, contra o Canadá, no Estádio Bezerrão, em Brasília. Na primeira fase, o Brasil ainda enfrenta Nova Zelândia e Angola na competição, que será realizada no país pela primeira vez. Saiba mais um pouco sobre o jogador itabunense.

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Lúcia Braga recebe prêmio de reconhecimento internacional || Foto Fernando Frazão/AB

A neurocientista e presidente da Rede Sarah de hospitais, Lúcia Willadino Braga, recebeu o prêmio Distinguished Career Award, da Sociedade Internacional de Neuropsicologia (INS, na sigla em inglês). O prêmio é concedido a cientistas que tenham dado contribuições importantes para o setor.

A premiação ocorreu na noite desta quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, durante o encontro anual do INS, realizado no Brasil este ano. Há 40 anos na Rede Sarah, Lúcia é a primeira pessoa latino-americana a receber a premiação. Momentos antes de receber o prêmio, Lúcia conversou com a reportagem da Agência Brasil.

Nós conhecemos muito ou conhecemos pouco o cérebro?
Lúcia Braga: Eu acho que ainda conhecemos pouco. Se a gente comparar com 20 anos atrás, a gente conhece muito mais. Mas se a gente pensar daqui a 20 anos, realmente vai achar que sabia muito pouco hoje. A gente tem muita coisa a descobrir no cérebro. Cada dia está descobrindo mais. Isso que é muito bonito, construir um conhecimento. O que eu acho legal deste momento é que o Brasil faz parte da construção do conhecimento internacional em neurociência. Então nós estamos gerando o conhecimento. Isso é muito importante para o país.

De quarenta anos para cá mudou muito na neuropsicologia?
Lúcia Braga: Nessa época só tinha o raio-X, nem tomografia havia. Então tudo a gente tinha que provar pelo comportamento. E hoje a gente pode comprovar as mudanças no comportamento e as mudanças que ocorrem no cérebro. Então hoje a gente entende muito mais o cérebro. Depois que vieram os equipamentos de neuroimagem, a gente pôde ver o cérebro funcionando, ficou muito mais profunda a nossa análise sobre tudo o que acontece no cérebro e começamos a descobrir muitas coisas do cérebro que nós não sabíamos. Então, os últimos anos têm tido inúmeras descobertas, por parte de todos nós, neurocientistas, em função de ganhos tecnológicos de diagnósticos.

O seu reconhecimento é importante para a senhora e para o país também?
Lúcia Braga: Acho que é muito importante, porque coloca o Brasil gerando conhecimento. E quando é um prêmio de carreira, é uma trajetória que eu fiz, mas eu e os meus colegas da Rede Sarah, porque ninguém faz nada sozinho. A interação com os cientistas brasileiros. Então é um prêmio que não é para mim, mas para todos os brasileiros.

Também é um estímulo para os jovens que estão entrando na faculdade…
Lúcia Braga: Sim. A gente precisa se aprofundar em neurociência. Tem muita coisa para descobrir. E tem pessoas incríveis no país. Vamos dar oportunidade para essas pessoas pesquisarem. Estudantes, jovens, pessoas interessadas nos mistérios do cérebro.

Aos 50 ou 60 anos a pessoa tem que continuar a estudar, para manter a neuroplasticidade? 
Lúcia Braga: Vou mostrar em minha palestra [no segundo dia do encontro] o que muda na substância cinzenta e na substância branca do cérebro quando a gente aprende. Então isso é a importância do aprender. O estudo é permanente e você pode continuar desenvolvendo novas redes neuronais depois dos 50 ou 60 anos. Pode e deve. Antes se achava que não se podia mais. Que a partir de um momento você já estava com o cérebro construído. O que é há é uma especialização do cérebro durante a vida. Então o cérebro do adulto já está mais organizado que o da criança, que tem mais plasticidade. Mas não significa que esteja estagnado. A gente tem que continuar em frente. Aprendendo coisas, trocando ideias, trocando conhecimentos. Toda a aprendizagem exercita o cérebro.

Como funciona a Rede Sarah? Tem aporte privado?
Lúcia Braga: A Rede Sarah é 100% pública. E isso prova que o serviço público pode funcionar, sim. Com boa gestão, transparência, governança e cuidado, a gente vai mostrando que nós temos todo um Brasil possível. Precisamos olhar mais para esse país. São nove unidades. Temos hospitais em Brasília, São Luís, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Belém, Macapá, Rio de Janeiro. Atendemos 1,7 milhão de pessoas por ano. Fazemos um atendimento todo humanista, com evidências científicas. É um atendimento todo público. A entrada é pelo site. Basta a pessoa entrar. Quem não tem acesso por internet, pode ligar.

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Cerca de 900 mil pessoas no Brasil são portadoras de glaucoma, segunda maior causa de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo as projeções, o glaucoma afetará 80 milhões de pessoas em 2020 e 111,5 milhões em 2040. Trata-se de uma doença grave, cuja perda – irreversível – do campo visual somente é percebida em estado avançado, quando pode já ter comprometido entre 40% e 50% da visão.

Por ser um vilão silencioso, o diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para conter o desenvolvimento dessa patologia. Pensando nisso, a causa mobiliza profissionais e instituições de saúde na campanha Maio Verde, que tem seu dia D, o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, em 26 de maio.

“Sem uma rotina de consulta oftalmológica, a doença se instala e progride lentamente, podendo demorar meses ou anos para que o paciente perceba”, explica a médica Monica Mayoral, especialista em glaucoma do DayHorc. A oftalmologista responde, abaixo, as dúvidas mais comuns em relação ao glaucoma, explicando suas causas, manifestações, tratamentos e novidades no combate à doença. Confira:

O que é glaucoma e de que forma ele se manifesta?

É uma neuropatia no nervo óptico que pode causar perda progressiva da visão. Infelizmente trata-se de uma condição silenciosa, ou seja, assintomática.

Qual a gravidade dessa doença?

No estágio avançado, culmina com a perda de visão. O glaucoma pode levar a cegueira irreversível, se não tratado.

Quais pessoas estão mais suscetíveis ao problema? Quais causas e fatores influenciam a doença?

Afrodescendentes são mais suscetíveis ao glaucoma, inclusive às formas de mais difícil controle. Entre os fatores de risco para a doença estão: maiores que 40 anos, histórico familiar de glaucoma, algumas condições oftalmológicas (como altos míopes, pessoas que sofreram trauma ocular, alguns tipos de processos inflamatório e descolamento de retina), uso de medicações (corticoides e antidepressivos) e condições sistêmicas (diabéticos).

Existem tipos diferentes de glaucoma?

Sim, há dois tipos. Mais comum, o glaucoma de ângulo aberto ocorre quando a capacidade de produção de humor aquoso (líquido presente no interior do olho) é superior à capacidade de absorção. Esse fenômeno aumenta o volume de líquido presente no olho e, consequentemente, eleva a pressão intraocular. Esse tipo é o glaucoma silencioso, em que o paciente demora a perceber a perda visual. Mais raro, o glaucoma de ângulo fechado ou agudo ocorre quando a produção de humor aquoso no interior do olho é normal, mas o globo ocular não consegue absorver adequadamente o líquido. Apresenta sintomas como dor intensa nos olhos, embaçamento visual, visualização de círculos coloridos em volta das luzes, vermelhidão ocular, dor de cabeça e náuseas. Clique no Leia Mais e confira a íntegra da entrevista.Leia Mais

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Reitora Joana Angélica Guimarães: corte de verbas da UFSB vai prejudicar a região

A reitora da Universidade Federal do Sul Bahia (UFSB), Joana Angélica Guimarães, afirmou ao PIMENTA, que está muito preocupada com o anúncio de bloqueio de recursos das instituições federais de ensino superior do País pelo Ministério da Educação. Ela estará em Brasília nesta segunda-feira (6) para tentar reverter os bloqueios no orçamento da UFSB e cortes de verbas de emendas parlamentares.

Segundo a reitora, os cortes de repasses pelo governo vão causar impactos negativos não só para a UFSB, mas também para economia do sul e extremo-sul da Bahia, onde a universidade está fazendo investimentos de mais de R$ 110 milhões em obras em núcleos pedagógicos, laboratórios e infraestrutura nos seus três campi – Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

“Estou muito preocupada, pois caso ocorra a suspensão dessas obras, o prejuízo será enorme não só para a comunidade acadêmica e para administração pública, mas para toda a economia do sul e extremo-sul da Bahia, porque aumentará o número de desempregados e a crise financeira”. A seguir, trechos da entrevista com a reitora.

PIMENTA- Qual o impacto da decisão do MEC de bloquear os recursos da UFSB?

JOANA ANGÉLICA – Um impacto negativo muito grande, porque temos um orçamento sem reajuste desde 2015. Nesse período, como a universidade está expansão, precisamos aumentar as nossas despesas, principalmente de custeio. Por isso, tivemos de fazer contratações de professores, servidores técnicos e terceirizados, por exemplo.

PIMENTA- Qual o orçamento global para este ano?  

JOANA ANGÉLICA – Temos um orçamento de cerca de R$ 113 milhões, o mesmo do ano passado, que foi integralmente executado. Como somos uma instituição que começou do zero, necessitávamos e estamos fazendo investimentos de cerca de R$ 113 milhões nos três campi. Somente no Jorge Amado, em Itabuna, são R$ 64 milhões em investimentos, sendo R$ 24 milhões na construção do núcleo pedagógico e laboratórios e R$ 40 milhões em obras de infraestrutura.

PIMENTA- Qual o prazo para a conclusão do campus Jorge Amado?

JOANA ANGÉLICA – Hoje, estamos trabalhando para que o núcleo pedagógico esteja pronto no final do ano e a transferência das atividades para o início de 2020. Além disso, nossas equipes de arquitetos e engenheiros estão elaborando o projeto para reforma do prédio do antigo Fórum Ruy Barbosa, no centro de Itabuna, para que possamos transferir a sede da reitoria para lá. Com isso, vamos usar o dinheiro do aluguel em outras despesas.

PIMENTA- E as obras no extremo-sul?

JOANA ANGÉLICA – A nossa meta é que sejam concluídas entre o final de 2020 e início de 2021, se o cronograma for mantido como planejado. Estamos fazendo um investimento de R$ 49 milhões para que possamos contar com instalações adequadas para o melhor andamento das pesquisas e a realização das atividades acadêmicas diárias.

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BLOQUEIO DE RECURSOS: O prejuízo será enorme não só para a comunidade acadêmica e para administração pública, mas para toda a economia do sul e extremo-sul da Bahia, porque aumentará o número de desempregados e a crise financeira.

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PIMENTA- Será possível o andamento dessas obras com os cortes?

JOANA ANGÉLICA – Estou muito preocupada, pois caso ocorra a suspensão das obras, o prejuízo será enorme não só para a comunidade acadêmica e para administração pública, mas para toda a economia do sul e extremo-sul da Bahia, porque aumentará o número de desempregados e crise financeira. São muitos operários que correm o risco de desemprego. Menos dinheiro circulando só vai aumentar a crise financeira nessas regiões. Precisamos evitar que isso ocorra nesse momento.

PIMENTA- E o impacto para os cofres públicos?

JOANA ANGÉLICA – A depender de quanto tempo fiquem paralisadas, caso isso ocorra, o gasto para execução será muito maior. Podemos até ter de reconstruir prédios. Isso não será bom para população, que corre o risco de pagar duas vezes para a conclusão de uma obra. Entendo que ninguém quer isso.

PIMENTA – Acha que pode reverter essa situação?

JOANA ANGÉLICA – Vamos lutar muito para que possamos ter as condições mínimas de funcionamento das nossas unidades e as obras não possam sofrer atrasos. Espero não precisar desfazer contratos e, mais adiante, com os prédios deteriorados com ação do tempo, sermos obrigados a fazer um novo processo para a conclusão das obras. Estarei em Brasília na segunda-feira (6) e pretendo explicar toda a situação ao MEC [Ministério da Educação].

PIMENTA- Por que a UFSB precisa de tratamento diferente das demais instituições?

JOANA ANGÉLICA – O que posso e vou argumentar é que somos uma universidade que ainda está em processo de implantação, que começou do zero, sem imóveis e instalações adequadas para os nossos professores, estudantes e servidores técnicos. Precisamos concluir essa etapa do trabalho que está em andamento. Caso contrário, repito, toda a sociedade terá um grande prejuízo.

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REDUÇÃO DE VERBAS: Hoje, contamos com 282 professores e 251 técnicos-administrativo. Isso representa menos de um terço do que estava previsto no planejamento inicial, que foi prejudicado pela redução de verbas repassadas desde 2016.

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PIMENTA – O quadro de funcionários atende às necessidades da UFSB?

JOANA ANGÉLICA – Hoje, contamos com 282 professores e 251 técnicos-administrativo. Isso representa menos de um terço do que estava previsto no planejamento inicial, que foi prejudicado pela redução de verbas repassadas desde 2016. Precisamos contratar pessoal, mas não há autorização para novos concursos. Talvez, como existe uma pequena reserva de vagas, possamos ainda contratar professores.

PIMENTA- E a contratação de técnicos?

JOANA ANGÉLICA – Não existe previsão de quando será realizado concurso público para técnico-administrativo. A previsão inicial era de que, quando todos os campi entrassem em pleno funcionamento, contássemos com 1.300 ou 1.400 servidores, entre professores e técnico administrativo. Isso não deve mais ocorrer.

PIMENTA – A senhora não acha que há um distanciamento das universidades da população?

JOANA ANGÉLICA – Temos debatido muito esse assunto durante as reuniões da Associação Nacional dos dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifs) e já definimos uma série de ações institucionais para trazer as pessoas da sociedade para dentro dos campi. Elas precisam conhecer melhor o trabalho desenvolvido pelos nossos estudantes e professores/pesquisadores.

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PESQUISA NAS UNIVERSIDADES: São nas universidades públicas brasileiras, principalmente nas federais, onde são desenvolvidas as grandes pesquisas, tratamentos para muitas doenças. As federais, com seus hospitais universitários, prestam atendimento de alta qualidade e gratuito.

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PIMENTA- A senhora diria que há muito trabalho e pouca divulgação…

JOANA ANGÉLICA – São nas universidades públicas brasileiras, principalmente nas federais, onde são desenvolvidas as grandes pesquisas, tratamentos para muitas doenças. As federais, com seus hospitais universitários, prestam atendimento de alta qualidade e gratuito. Os beneficiados são, principalmente, as pessoas carentes, que não possuem um plano de saúde e não têm condições de pagar uma consulta médica, exames etc.

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Andrea Puppo, diretora de Expansão da Cinemark || Foto Pimenta

A Cinemark investirá R$ 6 milhões para instalar complexo de cinemas com 4 salas no Shopping Jequitibá, em Itabuna. Será o 88º complexo da segunda maior rede de cinemas do mundo, segundo a diretora de Expansão da Cinemark no Brasil, Andrea Puppo. “A gente promete retribuir essa ansiedade, que é nossa também”, disse.
A previsão da Cinemark é de inauguração ainda no primeiro semestre do próximo ano. Ao PIMENTA, o diretor-geral do Jequitibá, Manoel Chaves Neto, prevê obras concluídas em seis meses, no máximo.
Segundo Andrea, das 4 salas, 3 serão com tecnologia 3D. O cinema será construído no piso superior do shopping, onde já funcionam o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) e o segundo piso das Lojas Renner. Abaixo, trechos da entrevista com Andrea Puppo.
PIMENTA – Como será o complexo da Cinemark em Itabuna?
ANDREA PUPPO – Vão ser 4 salas, com pouco mais de 800 lugares nesta primeira etapa. O complexo está desenhado para expandir para até seis salas. E entra com que o há de mais moderno em tecnologia de som e imagem, poltronas love seat (braços móveis), bombonière com mix completo de sabores, temperos…
PIMENTA – As salas do complexo terão que tecnologia?
ANDREA – Todas com projeção digital e três delas serão com tecnologia 3D para exibição de filmes neste formato.
PIMENTA – Qual será o investimento da Cinemark no complexo em Itabuna?
ANDREA(Risos) Bastante dinheiro. Algo na ordem de R$ 6 milhões para montarmos este cinema, além, obviamente, do investimento que o shopping faz.
PIMENTA – Qual a previsão de inauguração?
ANDREA – A gente está na fase final de projetos. Agora, é o tempo de obra. A gente quer inaugurar o quanto antes. Se possível, ainda no primeiro semestre de 2019 queremos estar com o cinema pronto e inaugurado. O cinema vem, é real.
Veja também
http://157.230.186.12/2018/08/10/jequitiba-investe-r-23-mi-em-expansao-com-cinema-academia-e-centro-medico/

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Foto Pimenta 28.07.2018
(Foto Pimenta)

O ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões (PT) deverá ter o nome confirmado em convenção do PT, no próximo sábado (4), em Salvador, como um dos nomes do partido na disputa por vagas à Assembleia Legislativa. Ao PIMENTA, ele afirmou que pretende fazer uma campanha regional, focando em Itabuna, Ilhéus e no sul da Bahia. Numa rápida entrevista, o ex-deputado falou de eleições 2018, Lula, gestão do adversário histórico, Fernando Gomes, e de Rui Costa. Confira abaixo.
PIMENTA – O “bloco” já está na rua?
GERALDO SIMÕES – Começamos a andar na última semana, atentos à nova legislação. Vamos levar nosso nome à convenção do partido, no sábado (4), e aí a campanha deslancha. Nossa proposta é de uma candidatura regional. Sempre fui favorável ao voto distrital. Vou centrar minha campanha em Itabuna, Ilhéus e no sul da Bahia.
PIMENTA – Como avalia a gestão em Itabuna?
GERALDO – Estou muito preocupado com violência altíssima, saúde a mesma dificuldade, educação não funciona. A cidade parece que foi bombardeada. Tem buraco em tudo que é lugar. Semana passada um carro caiu em um buraco no centro da nossa cidade. Aquilo é o retrato de uma Itabuna que está sem perspectiva. A administração local está nesse desastre inteiro e não está pior ainda por conta do apoio que o governador Rui Costa está dando à gestão. Apoio é coisa que nunca tive nos meus dois governos, quando o pessoal do DEM governava o Estado.
PIMENTA – Avaliando a disputa nacional e estadual, o PT deve insistir com Lula?
GERALDO – Lula é inocente. Está preso porque a elite não gosta de governos que trabalham pela população. Foi assim com Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek. E, por último, com a presidenta Dilma Rousseff. Nós vamos registrar a candidatura de Lula no dia 15 de agosto e vamos provar que Lula é inocente e, portanto, tem direito a ser candidato.
PIMENTA – Apesar de todos os sinais no Judiciário, o sr. acredita que ele possa disputar e, vencendo, assumir a presidência?
GERALDO – As pesquisas mostram até Lula ganhando em primeiro turno. O meu desejo é que aconteça. O povo está com Lula. Quem está contra? A grande imprensa e o Judiciário.

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Rui está sendo um bom governador para a Bahia e o melhor governador da história para a nossa região.

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PIMENTA – José Dirceu diz que Wagner seria bom candidato do PT. Há o nome de Fernando Haddad. Não avalia como possíveis substitutos?
GERALDO – Meu candidato é Lula. Se lá na frente tiver alguma coisa, a gente para e analisa.
PIMENTA – E a disputa estadual?
GERALDO – Rui está sendo um bom governador para a Bahia e o melhor governador da história para a nossa região sul da Bahia. Com essas obras importantes, Barragem do Colônia, Hospital da Costa do Cacau, duplicação da estrada Ilhéus-Itabuna, que começa a qualquer momento – nós precisamos romper com essa dificuldade lá no TCU -, a nova ponte nova em Ilhéus e outras ações…. Tudo isso dá a Rui o título de melhor governador que o sul da Bahia já teve.

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PT e PP podem seguir caminhos opostos na disputa à presidência da República na Bahia, segundo o deputado federal Cacá Leão em entrevista ao PIMENTA. O PP baiano deverá ficar com o PT na disputa nacional se o candidato a presidente for Jaques Wagner ou o ex-presidente Lula, essa uma candidatura com possibilidades remotas por causa do Judiciário.
Ex-prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad foi descartado, condição em que o nome do PP na Bahia à presidência poderá ser o do tucano Geraldo Alckmin. Cacá faz um ressalva: a posição dos progressistas dependerá de para onde vá o ex-governador Jaques Wagner. “A gente precisa esperar quais são os movimentos. Principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer”.
PIMENTA – Qual vai ser a posição do PP na Bahia em relação à disputa nacional?
CACÁ LEÃO – A gente está aguardando. O PP nacional já anunciou apoio a Geraldo Alckmin, mas teremos a convenção nacional dia 2 de agosto, quando a gente vai discutir esse propósito. A gente está analisado para ver qual é o movimento, principalmente do PT. Se for Wagner, não há hipótese de o partido não estar com ele. Depois, a gente vai decidir.
PIMENTA – Se for Haddad?
CACÁ – Aí é difícil. A gente vai procurar candidatura que una todos os aspectos nossos. Acredito que, neste momento, a gente precisa mais de união do que de disputa. A gente está com uma raiva, uma falta de respeito de opinião contrária muito forte. Eu, particularmente, sempre defendi a candidatura de Rodrigo Maia (DEM), que já faz esse trabalho [de união] na Câmara, mas com a desistência dele, não consigo enxergar esse outro nome em Alckmin. A condição é de que seja essa pessoa, de união. Se ele se mostrar lá na frente, pode ser que a gente se coloque. O nosso ex-governador Jaques Wagner é um nome que tem essas qualidades [de união], mas aí vai passar por ele, pelo Partido dos Trabalhadores, ex-presidente Lula.
PIMENTA – O sr. acredita na viabilidade jurídica da candidatura do ex-presidente Lula?
CACÁ – É difícil. Infelizmente, acho que é difícil. Particularmente, eu sou contra a prisão em segunda instância. A Constituição Federal diz que é trânsito em julgado, aí seria STJ (Superior Tribunal de Justiça). Mas acho que hoje com a Lei da Ficha Limpa e com o massacre que está aí, o ex-presidente Lula não tem ainda essa condição.
PIMENTA – O PP baiano não descarta apoio a Geraldo Alckmin?
CACÁ – Não descarta. Não descarta, por enquanto, apoio a ninguém.
PIMENTA – Mesmo se levarmos em conta a conjuntura baiana?
CACÁ – Não, claro que não. Uma coisa independe da outra. É claro que nós jamais estaremos em cima de outro palanque. Claro que se Alckmin vier à Bahia nós jamais estaremos juntos com eles (DEM baiano), mas a gente precisa esperar quais são os movimentos e, principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer.

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Nazal diz que casamento político com Marão acabou e vê governo “degringolar”

José Nazal Pacheco Soub, 62 anos, era, até o dia 30 de abril, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Ilhéus. Pediu exoneração ao final da tarde daquela segunda-feira, véspera do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Passou a ser, a partir dali, apenas vice-prefeito. Ou, como diz, “figura decorativa”.
O casamento político com o prefeito Mário Alexandre (Marão) acabaria dois dias depois. O prefeito tentou dissuadi-lo. Ouviu de Nazal uma espécie de “Ou Bento ou eu”. Bento Lima vem a ser o secretário de Administração de Ilhéus. Mandachuva do governo, como define Nazal. Marão não topou abrir mão de Bento.
Nazal faz críticas e autocríticas. Para ele, o Governo Marão está degringolando (palavras dele) e a hora é da “cidade acordar” e a gestão ter pessoas comprometidas com Ilhéus. Aponta desvios éticos e afrontas ao erário.
O vice-prefeito acredita que Marão governa sem compartilhar poder. E, mais que isso, sem comparecer ao próprio gabinete. Pior, diz que o prefeito passou mais de 8 meses sem reunir o secretariado. Também não acredita que o governo melhore. Diz ter batido de frente com mandachuvas do governo – secretários Bento Lima, Alisson Mendonça e Alcides Kruschewsky.
Membro da Rede, o vice-prefeito fez autocrítica: enxerga-se como intransigente com várias coisas. Na tarde da última quinta-feira (17), Nazal concedeu a seguinte entrevista ao blog:
PIMENTA – Começando do começo, como é que surge a aliança com Marão?
JOSÉ NAZAL PACHECO SOUB – Lançamos pré-candidatura para discutir os problemas de Ilhéus. Para mim, era muito mais importante governar do que ganhar. Ficamos em um grupo menor. Terminou não dando certo, mas tivemos uma relação boa [em uma aliança inicial de 7 legendas]. Na última semana para convenções, Mário ficou sozinho. De 7 partidos daquele grupo, ficaram 5. Depois, um. Rachou tudo. Foi quando houve proposta de [Emílio] Gusmão e Hélio Ricardo: Por que não junta com Nazal? Aí, marcamos uma conversa, no dia 30 de julho, 10 da manhã. Conversamos. Lá, eu disse: se a gente fechar um acordo, a minha proposta é só uma. É Ilhéus, é por Ilhéus. Não sabíamos se iríamos ganhar ou não. Dia 31, convenção do PSD, sentamos novamente. No outro dia, ele vira pra mim e diz: Essa noite eu dormi. Os acordos que eu tentei fazer, todo mundo trabalhou na faixa de 50%, dividindo loteando o governo.
PIMENTA – E contigo?
NAZAL – Eu disse: minha proposta é por Ilhéus. Agora, tem uma condição. Se sair da linha, eu grito. Ganhamos a eleição sem dívida política nenhuma. Eram cinco partidos. Um grande e os nanicos: O PSD, PTdoB, PTB, PSL e a Rede.
PIMENTA – Você impôs condições, Marão aceitou. Pelo que aconteceu no governo, você se sentiu usado?
NAZAL – Não me senti, pois não me subjuguei. Não concordei, um abraço. Muitos dizem você foi importante para a eleição de Mário. Talvez não tenha essa dimensão. Eu era pré-candidato, tinha 2%, sem estrutura e densidade eleitoral. Mas algo mudou quando tornei-me vice. Mas não me senti usado. A discussão, o discurso eram um. Mas, eepois, a prática… Mas o meu permaneceu o mesmo. O que eu não aceitava, eu dizia. Coisa que não aceitei, eu sempre bati de frente.
PIMENTA – Com o prefeito?
NAZAL – Com Mário e com algumas pessoas do governo que são mandachuvas: Bento Lima (secretário de Administração), Alisson Mendonça (Governo, e agora na Seplandes) e Alcides Kruschewsky (Comunicação). Com Alcides, menos, para não ser injusto. Com Alisson, forte… Eu não entrei para disputar o poder, mas para compartilhá-lo. Essa é a diferença. Eu dizia com Alisson: ‘o meu compromisso é muito maior que o seu. Você é secretário. Eu sou secretário e vice-prefeito’. Eu botei meu nome. Meu nome estava na tela [da urna]. O de Mário foi para a tela, o meu foi para tela. Eu não queria ser um vice decorativo como agora vou ficar.

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Tem pessoas que chegaram no governo, não conhecem nada, fazem um bocado de porcaria, não botam a cara na tela…

PIMENTA – E qual é o sentimento?
NAZAL – Poderia ter contribuído até mais, mas ele [o prefeito] não quis. A Marão, eu disse: você toma decisões que eu não concordo. Como você quer que eu concorde, se eu não fui, sequer, ouvido? Tem pessoas que chegaram no governo, não conhecem nada, fazem um bocado de porcaria, não botam a cara na tela…
PIMENTA – Que tipo de porcaria?
NAZAL – Tem várias coisas. [O prefeito] pegou um cara de Maraú para a Odontologia que fez horrores na área. Eu concordo, tem que botar o pessoal para trabalhar, mas você não tem o direito de dar grito, assediar. Eu disse, Mário, você não trata ninguém mal, eu não trato ninguém mal. Aí vem um cara de fora, em nome da gente, para tratar os funcionários mal? Não dá. Não sou xenófobo. Pode ser de fora, mas tem que ter compromisso com Ilhéus.
PIMENTA – Após o pedido de exoneração, o prefeito não tentou mantê-lo na Seplandes?
NAZAL – Eu disse ao prefeito… A condição para eu ficar, é você tirar Bento e um bocado de gente. Ele: então me dê nomes. Ele não tiraria.
PIMENTA – A decisão foi apenas de sair só da secretaria ou o casamento, realmente, acabou?
NAZAL – Para mim, acabou. Mário é uma pessoa que eu gosto, não há nada de pessoal, não sou de ofensas, de xingar. Agora, quando quebra a confiança, quando quebra a proposta… Eu estou vendo o governo degringolar. Eu ando na rua, eu vou para a padaria, feira, ando de chinelo na rua, ando de calção, vou para fila de banco pagar minhas contas… Eu não mudei minha forma de viver. E espero não mudar. O poder é tão efêmero. Eu não fiz campanha e nos elegemos para pensar, imediatamente, em reeleição. Para mim, reeleição é consequência, tem que acontecer de forma natural. Meu compromisso é com Ilhéus, em primeiro lugar. Então, para mim, acabou.

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Mário está governando só com Bento. Disse isso a ele. Eu não fiz campanha para uma pessoa governar sozinha.

PIMENTA – Você falou em quebra de confiança. O que minou essa confiança?
NAZAL – Sempre fiz críticas aos governos dos quais participei. Eu me afastei politicamente de Jabes em julho de 2006. Eu disse, Jabes você errou quando governou sozinho com Isac Albagli, John Ribeiro, com núcleo fechado, que acha que não erra, que acha que é infalível. Isso é ruim. Depois, veio Newton Lima e governou discutindo tudo. Tudo era na mesa. Foi reeleito com mais de 60% dos votos válidos de Ilhéus, algo que não irá se repetir por muitos anos. E aí, Jabes voltou para o governo [em 2013] e repete-se situação que você fecha o governo para decidir com poucos. Aí vem Mário e está governando só com Bento. Disse isso a ele. Eu não fiz campanha para uma pessoa governar sozinha. Fiz campanha para governar discutindo dentro do governo e com o povo. Então, não vou recuar no meu modo de pensar. Agora, a decisão foi minha por um único motivo. Eu levei 75 dias para Mário me receber esse ano.
PIMENTA – Quantas reuniões como secretário?
NAZAL – Apenas duas em todo o governo. É uma crítica que eu tenho com Mário. Por exemplo: ele não tem rotina para despachar. Todo governo deve ter. Se ele está te atendendo, chega outro secretário e entra na conversa. Então, não pode ser assim. Não é que seja sigilo, segredo, mas tem coisas que exigem foco. Eu fiz uma crítica a ele, de frente. Você não está indo ao gabinete, que está às moscas. Eu vou lá todo dia.
PIMENTA – Nem vai à rua?
NAZAL – Ele despacha em casa. Está errado.
PIMENTA – O que distancia o prefeito do próprio gabinete?
NAZAL – Decisão pessoal dele. Eu não tenho dificuldade de dizer não. Se posso dar um sim, será um prazer imenso. Se não, será com dor forte, mas terei que dizer não posso. Governar é tomar decisões. E não ter decisão é pior que protelar. Eu disse a ele: Jabes entrava pelos fundos, mas ia ao gabinete, mas você nem isso.
PIMENTA – Dá para administrar uma cidade como Ilhéus, assim, desta forma?
NAZAL – Não dá. Diversas vezes, e abertamente, propus fazer o seguinte: nós dois vamos entrar em um carro, ir a posto de saúde, escola, unidade administrativa para ver como as coisas estão acontecendo. Vamos chegar em uma escola na hora da merenda para ver como está a merenda. Vamos chegar em um posto às cinco horas da tarde, para ver se tem alguém lá, que o horário é até as 18h. Não tem ninguém em nenhum posto. A gente perdeu, agora, do meu ponto de vista, o apoio que estava tendo do governo do estado na área da Saúde.
PIMENTA – Por quê?
NAZAL – As coisas não estão acontecendo. Não vamos ter mais o apoio que estávamos tendo do Estado e que, inclusive, causou ciúmes em políticos do passado. Tínhamos um apoio muito forte, mas hoje está meio frio.

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Meu amigo, tá faltando copinho para fazer exame de tuberculose. Copinho que custa centavos.

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PIMENTA – Esse novo comportamento do estado se dá por causa do prefeito ou de quem comanda a Pasta?
NAZAL – O prefeito é quem governa, mas vem também da pasta. Algumas coisas melhoraram. É inegável. O atendimento na pediatria… Mas não está ainda bom. Eu não concordo com governo que vive de releases. Tem que viver com ações concretas. Hoje (quinta), de manhã, recebi solicitação que não vou poder ajudar. Meu amigo, tá faltando copinho para fazer exame de tuberculose. Copinho que custa centavos. Cheguei no Ilhéus II, e uma senhora me disse que comprou fita – R$ 5,80 – para o posto de saúde marcar a consulta dela. Tenho que ficar com vergonha. A Prefeitura de Uruçuca está com 4 escolas dentro de Ilhéus. E Uruçuca construiu uma escola dentro de Ilhéus, em Banco Central, ano passado. Eu reclamei, reclamei e nada foi feito. Reclamei até ontem (15), meia-noite. Pode ser que tenha sido feito hoje. Construída.. Isso é improbidade administrativa. Na revisão do limite, a pessoa pode dizer que quer ser de Uruçuca. Ninguém toma providência. Não é a defesa intransigente, mas a gente tem que tomar conta do nosso chão.
PIMENTA – O governo tem tempo para mudar, melhorar?
NAZAL – Todo mundo, na hora que quer mudar, muda. Mas tem que querer. Se não houver vontade… Eu acho difícil acontecer [mudança]. Eu vi pesquisa com recortes pontuais. Disse na cara, não acredito. Pesquisa eu acredito vendo-a completa, quem fez… Pode ser Ibope, Datafolha… Vendo pedacinho, não acredito. A pesquisa verdadeira é a do dia a dia. Vai na feira, pergunte. Vai…
PIMENTA – O prefeito sempre foi visto como acessível, afável. O que provocou essa mudança, esse distanciamento do gabinete?
NAZAL – Não vejo ninguém melhor que Mário para fazer esse corpo-a-corpo, mas ele está deixando a desejar. Tem coisas que não justificam. O atendimento ao público… Infelizmente, a maioria vai fazer pedido pessoal, mas há quem peça coletivamente, de forma plural. Então, tem que ter atenção. Vou dar exemplo. Inema, no interior, ele não tinha ninguém na campanha. Eu abri conversa e o grupo nos deu votação expressiva. O grupo não foi atendido em nada. Eram pedidos coletivos. Foram atendidos por mim, Alcides, Alisson. Mas ele, nada.
PIMENTA – O governo reage da melhor forma às críticas de opositores?
NAZAL – Sabe a história do avestruz, do enterrar a cabeça pra não ver… Eu não sou o prefeito. Prefeito é Mário. A minha rede social quem responde sou eu. Se acho que é pertinente a reclamação, dou a devida resposta. Ontem, fiz uma observação ao governador [Rui Costa]. Fui ver uma reclamação quanto à obra de esgoto na zona sul. De fato, está uma porcaria. Mostrei ao governador e avisei à Embasa. Ele respondeu meia hora depois, dizendo que tomaria providência. É um problema sério. São R$ 52 milhões investidos, uma grande obra. Ilhéus vai chegar a 92% de esgoto tratado.
PIMENTA – E na sua Pasta, o Planejamento? 
NAZAL – Briguei no governo e não consegui dar conta do Plano Municipal de Saneamento Básico. Nós precisamos fazer. Se não fosse prorrogado o prazo para 2019, ficaríamos sem receber dinheiro nenhum, nem de emenda nem de nada, por falta do plano. Ninguém no governo dá importância. Fizemos um convênio com a UFSB, e espero que continue, de levantamento arbóreo, isso é importante para a população viver, ar mais limpo, respirar melhor, fizemos um trabalho para a Bacia do Iguape, que é um problema grave d´água. Espero que deem continuidade. Uma série de coisa que a gente encaminhou, mas paciência.
PIMENTA – Sua secretaria foi boicotada?
NAZAL – A dificuldade que tínhamos era com pessoal. Por meio de parceria com o Ministério Público, conseguimos fazer algum tipo de capacitação. Agora mesmo foi curso de poda de árvore, por uma semana… Temos condições péssimas de trabalho, de estrutura. Tínhamos uma pessoa para fazer todo o licenciamento ambiental de Ilhéus. Ficamos um ano com só uma pessoa. É, humanamente, impossível dar conta com uma só pessoa. Claro que não dá conta. Aí foram chamados mais 4, mas somente no final do ano passado.

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Tem empresas grandes que estão enganchadas porque têm passivo ambiental pesado e pedem para dar jeitinho.

PIMENTA – Havia queixa quanto à concessão das licenças ambientais.
NAZAL – Fomos duros na concessão de licenciamento, construção em áreas de proteção, construção irregular. No dia que se dava uma notificação, havia dez pedidos políticos para dar um jeitinho. Tem um prédio que estava sendo construído na zona sul e foi embargado porque estava sem licença, alvará, sem nada. Ainda veio pedido para ter paciência com um negócio desse… Tem empresas grandes que estão enganchadas porque têm passivo ambiental pesado e pedem para dar jeitinho.
PIMENTA – O governo ficou aquém do pensado?
NAZAL – Muito. Por exemplo, transparência de todos os atos. É uma obrigação legal. Mas temos que fazer mais que a obrigação. O que é isso? É contratar bem, saber se o serviço está sendo bem feito. Deficiência no serviço de transporte escolar, na merenda, na atenção básica de saúde… Agora, como vice-prefeito, vou ter condição de enxergar mais…
PIMENTA – A secretaria conseguiu desempenhar o papel, de planejar, discutir a cidade?
NAZAL – Conseguiu. Tem vários projetos prontos. Nunca é um trabalho sozinho. A gente teve discussão muito forte sobre a mobilidade urbana, resultando em projeto que se for implantado terá grande impacto. Temos projeto para fazer escola na área social do Clube do Pontal… Está bacana. O Clube tem projeto de doar terreno para o município, mas nunca consegui apresentá-lo ao prefeito. Temos a mudança do projeto de transporte coletivo, de diametral para radial, com o usuário podendo usar ônibus por 2 horas pagando só uma passagem. O transporte público é deficiente em Ilhéus. Por isso, temos o avanço do transporte clandestino. Precisamos discutir a questão da água. O prefeito perdeu uma ligação da cidade de Sobral, Ceará. Vinham propor implantar em Ilhéus um sistema de educação que é modelo no Brasil e no mundo. Sabe onde está sendo implantado? Em Vitória da Conquista. O prefeito Herzem está entusiasmado, encantado.
PIMENTA – E qual seria o custo?
NAZAL – O operacional, o normal. Ele [Marão] nem ouviu, não houve interesse. Falei com a secretária… Então, essas coisas… A cidade precisa acordar. Incomodou tanto eu me separar, politicamente, do governo que tá saindo um bocado de meme dizendo Nazal, Mário e a deputada. Tem culpa. Mas eu sei de onde está partindo… Nesta semana, fizeram uma reunião grande para entrar nessa linha do desgaste de Mário.

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Quem governar diferente, está governando certo. Agora, eu não fiz campanha em 2016, andei por Ilhéus, para fazer um governo como está sendo feito.

 
PIMENTA – Sinaliza preocupação com 2020. Você será candidato a prefeito?
NAZAL – Em 2006, eu dizia que seria candidato a prefeito de Ilhéus não para ganhar, mas para puxar temas, discutir Ilhéus, que queria ser diferente. Fui secretário de Uruçuca no Governo de Fernanda Silva [2013-2016]. Na primeira reunião em dezembro de 2012, no Barravento, ela queria ouvir cada um. Eu não tinha tanta intimidade. Disse, prefeita eu só tenho uma sugestão para a senhora. Faça diferente. E ela, como é que governa diferente? Respondi: governe certo. Quem governar diferente, está governando certo. Agora, eu não fiz campanha em 2016, andei por Ilhéus, para fazer um governo como está sendo feito.
PIMENTA – E como está sendo feito?
NAZAL – Principalmente com o erário. Fui contra fazer o carnaval desde o primeiro ano. Adoro carnaval, mas só faz festa quem tem dinheiro sobrando. Um milhão e duzentos que gastou no carnaval consertava quantos postos de saúde, quantas escolas? A Escola de Tibina tem mais de cinco anos que está sem teto. Fui à secretária [de Educação] Eliane Oliveira. E ela respondeu que foi a primeira que pediu para consertar. E mostrou: aqui a prova. Quem mudou a prioridade? Não sei, mas foi a primeira escola. Tem oito meses que não fazia reunião de secretário. Fez na terça (15). Como governa dessa forma? Que unidade tem esse governo? Até para discutir, até para brigar… Um não sabe o que o outro está fazendo… O plano de iluminação da Soares Lopes quem fez foi a Administração. A Secretaria de Serviços Urbanos, na época era Jorge Cunha, não sabia de nada. Alcides levantou uma questão, e tinha razão. O projeto da Avenida era um e o da ponte, feito pelo Estado, era outro. Não se comunicou. Ontem, o pessoal da obra da Ponte me pediu que enviasse a referência do poste [de iluminação pública] para planejar igual. Coloquei em contato com Hermano Fahning para fazer.
PIMENTA – O projeto é bom?
NAZAL – É bom. Vou dar exemplo… Marão estava viajando e eu entrei em contato com o governador para falar do projeto. Governador, queremos fazer um estacionamento aqui. Ele respondeu, façam um projeto bonito… Até agora, não foi levado ao governador. Não é um projeto caro. Fiz pedido ao prefeito na minha carta. Aquelas pedras da construção da ponte serão retiradas, está no contrato. devem ser jogadas em área licenciada ambientalmente. A licença indica que se jogue na Sapetinga, no São Miguel e São Domingos. No São Domingos, o SIT (Governo do Estado) está fazendo a licença. Na Sapetinga e no São Miguel, a prefeitura terá que fazer. Ninguém fez. Será que vão querer fazer de qualquer jeito? Tem que ter responsabilidade. Civil, inclusive. A gente não tem em Ilhéus uma cascalheira licenciada. Como é que se faz manutenção de estradadas? Ilhéus não se tem uma sequer. O governo não discute. Acha que é besteira isso? Quem está no campo, sofre. O lavrador, o agricultor, quem precisa usar o ônibus. Em Uruçuca, teve aquele acidente com morte da estudante. Em Ilhéus, tem veículos rodando naquelas condições. Mas como dá manutenção se não tem cascalheira licenciada?
PIMENTA – Começamos falando do casamento… Em casamento, ambos têm responsabilidade, se na união ou na separação. Que autocrítica você faz?
NAZAL – Faço todo dia, todo dia, todo dia. A minha talvez seja a de ser intransigente com algumas coisas, com as coisas que têm de ser feitas da forma certa. Há coisas que você possa achar um caminho. Mas sou intransigente com o interesse público estar acima do privado.
PIMENTA – O privado se sobrepõe ao público com grande incidência em Ilhéus?
NAZAL – Em todo governo. A pessoa chega com o projeto, tudo bacana. Aí o sujeito chega e a gente pergunta das desvantagens. Ah, não tem. Como? Só tem vantagem? Mas é preciso ter coragem para enfrentar isso.

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O prefeito deu declaração de que a usina vai funcionar [essa semana]. Se funcionar, vai ser de forma irregular.

 
PIMENTA – Falando ainda das causas do rompimento, os atritos com secretários pesaram na decisão?
NAZAL –Atrito teve, mas não a ponto de criar trauma. O mais melindroso foi a coragem que a gente teve de fechar a usina, estando a usina irregular. Como é que nós, como governantes, exigimos que esteja correto e libera a usina? Município tem que fazer correto. Não é favor fazer o correto. Agora, para resolver o problema da usina, a gente escolheu algumas áreas. Mas a decisão de Bento, do prefeito, foi desapropriar a área onde a usina está, sem observar o valor venal da área, que é alto. O prefeito deu declaração de que a usina vai funcionar [essa semana]. Se funcionar, vai ser de forma irregular. E eu não sei se a empresa já devolveu todos os equipamentos, porque havia equipamento do município sendo usado em Itacaré. Até seis meses atrás, estava lá.
PIMENTA – Você se arrepende da aliança com Marão?
NAZAL – Não. Valeu a pena. Não é a posição pessoal de ser vice-prefeito. Isso é passageiro. Passa tão rápido. Vou me dedicar agora a um trabalho em função do Censo de 2020. Vou trabalhar sozinho. Depois, apresento. Até ao prefeito. É pelo município, por Ilhéus. Marina me disse uma coisa, meu filho, você fez um contrato com o povo. Eu vou me dedicar. Onde sou chamado e onde for chamado, eu vou.
PIMENTA – Já é o plano para 2020?
NAZAL – Pode até ser, mas eu sempre fui. Eu atendo telefone sem olhar quem está ligando. Devolvo todas as ligações que fazem para mim. Eu não sei se estarei vivo amanhã. Não sei se chego em casa hoje. Eu gostaria de ver o governo mudar, mesmo não estando nas decisões, mas pelo bem da cidade.
PIMENTA – Com as mexidas feitas na equipe, dá para mudar?
NAZAL – Só o tempo para dizer. Sem se reunir, sem interação entre as pastas, saber o que o outro está fazendo, ajudar o outro, não tem mudança.
PIMENTA – Dá para a equipe jogar bem com o técnico a distância?
NAZAL – Não. Mário tem que ter rotina de prefeito, não lê um processo para despachar. Tem coisas que você tem que saber, entender o que está fazendo. Tem coisas que a gente precisa não apenas conhecer, tem que saber daquela coisa lá. Agora, repito, tem que ter compromisso com a cidade. Eu moro na mesma casa há 62 anos. Não pretendo sair. Quero olhar para as pessoas. Está faltando amar as pessoas verdadeiramente. Trabalhei com vários prefeitos. Não encontrei um top. Tem que pensar no coletivo. Não gostou, mas quantos mil gostaram? É fazer o que tem que ser feito, mas não com interesse em ser reeleito. Ele dizia eu vou ser o prefeito top. Prefeito, não foi top.

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João Leão diz que não tem interesse de deixar a chapa de Rui || Foto Pimenta

O vice-governador João Leão descartou que vá assumir o Ministério da Saúde em abril, quando o titular, Ricardo Barros, deixara o cargo para disputar reeleição a deputado federal. Segundo Leão, o posto deverá ser ocupado pelo senador baiano Roberto Muniz, conforme indicação dos deputados do partido.
Ainda em entrevista ao PIMENTA, o vice-governador João Leão classificou como “fofoca” os rumores de que o PP poderá apoiar a candidatura de ACM Neto a governador da Bahia, isso como parte do acordo para assumir o Ministério da Saúde.
“Não existe isso. O que existe é fofoca”, disse, nesta sexta (19), durante visita às obras de construção da ponte que ligará o centro à zona sul de Ilhéus. Leão estava ao lado do governador Rui Costa. “Não tenho interesse nenhum em sair da [vaga de] vice”.
PIMENTA – O PP continuará com Rui?
JOÃO LEÃO – (Risos) Eu estou fazendo o que aqui? Você quer prova mais concreta. Eu ao lado do governador, tirando uma foto. Não tenho interesse nenhum em sair da vice…
E na família?
Não tem nada.
Mas o que se diz é que Cacá, seu filho, está mais para fechar com ACM Neto…
Não existe isso. O que existe é fofoca. Cacá Leão não está hoje aqui porque está representando o partido em uma convenção no Piauí. Foi representando a Bahia.
O senhor chegou a receber convite para assumir o Ministério da Saúde?
Companheiros do partido me perguntaram se eu gostaria de ir. Eu disse que não. O partido agora está incentivando Roberto Muniz a ir. Eu sou, graças a Deus, o vice-governador que tem um filho senador e um filho deputado federal. Então, está razoável, não está?

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Shopping Jequitibá iniciará cobrança de estacionamento|| Foto TripAd

Manoel Chaves Neto, do Shopping Jequitibá.

O Shopping Jequitibá iniciará, em breve, a cobrança de estacionamento. De acordo com o diretor Manoel Chaves Neto, o valor da tarifa será de R$ 5,00 por 4 horas. A hora adicional custará R$ 1,00. O sistema será operado pela empresa Indigo e deverá gerar, segundo Neto, 13 empregos diretos.
A cobrança por estacionamento havia sido anunciada em 2016. Ao PIMENTA, Neto disse que a decisão pode impactar no movimento e operações do shopping em um primeiro momento, “pela quebra de padigma e cultura, apesar de já ser uma atividade já em prática” no município. Ele cita como exemplos a cobrança da Zona Azul e de estacionamento em locais como terminal rodoviário e hospitais da Santa Casa de Misericórdia. Confira.
Já foram iniciadas as montagens das cancelas na entrada e na saída dos estacionamentos. Vai iniciar a cobrança quando? Qual será o valor?
Manoel Chaves Neto – O estacionamento do Shopping Jequitibá será cobrado, sim, e em breve. O valor da tarifa será de R$5,00 por 4 horas, sendo R$1,00 a hora adicional.
Acredita que esta decisão terá impacto no movimento e operações do shopping?
Pode ser que tenha impacto no primeiro mês, diante da quebra de paradigma e cultura, apesar de ser uma atividade já em prática na cidade.
Qual a geração de emprego?
13 empregos diretos.
Por que a iniciativa de cobrar o estacionamento no início de 2018?
Porque fomos prudentes e cautelosos, pensamos nos nossos clientes e lojistas. Nos últimos 3 anos, tivemos muitas incertezas e uma grande oscilação na macroeconomia que prejudicou o varejista de forma acentuada. No último semestre de 2017, constatamos melhoras significativas na macroeconomia, nos indicadores econômicos e o retorno dos consumidores ao mercado.
O estacionamento será administrado pelo próprio Shopping?
Operação de estacionamento não faz parte do nosso core bussines. Buscamos no mercado nacional identificar as melhores empresas. Fizemos a seleção e optamos pela Indigo. A Indigo é uma empresa francesa, líder mundial em administração de estacionamentos, com mais de cinco décadas de experiência, atuando em 17 países, mais de 750 cidades, mais de 5.300 estacionamentos sob gestão, contendo 2 milhões de vagas, através de 19.000 colaboradores. No Brasil, a Indigo está presente em 17 estados, mais de 40 cidades, com amis de 190 estacionamentos sob gestão, com 192 mil vagas, através de 3.000 colaboradores genuinamente brasileiros.
Quais os benefícios que a cobrança do estacionamento trará para os clientes?
Maior disponibilidade de vagas para clientes em compras, maior e mais detalhado controle e segurança, monitoramento do estacionamento 100% com cobertura por CFTV e estacionamento assegurado por seguro RC Garagista.
Quantos shoppings no Brasil e Bahia cobram estacionamento?
98% dos shoppings inaugurados no Brasil antes de 2012 cobram estacionamento há mais de uma década. No estado da Bahia, a cobrança iniciou-se em todos os shoppings da capital em 2015. No interior da Bahia, acompanhou a mesma data, exceto Vitória da Conquista, motivado pela concorrência da implantação de um novo shopping vs localização descentralizada do centro do atual.
O sr. concorda com a Zona Azul e cobrança do estacionamento na Rodoviária e na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna?
Quem somos nós para julgar ou opinar sobre a gestão de terceiros. Entretanto, utilizo todos os estacionamentos mencionados. Por sinal, acho que os mesmos são de qualidade e prestam um bom serviço. Sobre a Zona Azul, acho que houve uma melhora significativa nas disponibilidades de vagas para clientes em compras.