Apesar do desejo do governo municipal de ver extintas as filas para marcação de consultas e exames na rede pública em Itabuna, elas teimam em se formar na central de regulação do SUS e nos postos de saúde da periferia. Pior. Como sempre acontece, o drama da maioria já está sendo explorado por alguns. Os cambistas, órfãos do Restaurante Popular, não perdem tempo e já comercializam lugares na fila da central, onde um lugar intermediário custa R$ 10,00.
Porém, nem pagando por “um bom lugar” o cliente tem garantido o atendimento. “Como eu entro no trabalho às 8 horas, resolvi pagar 10 reais para um rapaz ficar na fila para mim. Peguei a senha 78, mas só eram 20 autorizações para o oftalmologista. Perdi o dinheiro e a consulta”, lamenta uma comerciária que quis mudar a natureza das coisas.
De acordo com ela, o governo fez propaganda do serviço de oftalmologia nos bairros, por meio de carros de som, o que gerou grande expectativa. “Mas como são apenas 20 ‘fichas’, fica difícil. Agora é esperar a próxima chance”, conforma-se.
Comentário do Pimenta (para quem não entendeu o que a comerciária quer dizer com “fica difícil”): Apesar de o governo afirmar que fazer fila é opção do usuário, a realidade mostra o contrário. Talvez esteja faltando isso, um banho de realidade para o governo do Capitão Azevedo. Dormir na fila – ou pagar para alguém–, infelizmente, é tudo o que resta a essas pessoas. Mesmo que isso “corte o coração” do prefeito.























