Moradores de Itabuna (foto) e outras cidades podem responder à Consulta Pública
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O Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Litoral Sul da Bahia (CDS Litoral Sul) deu início à Consulta Pública da Parceria Público-Privada (PPP) que visa modernizar todo o parque de iluminação pública de Barro Preto, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Maraú e Ubaitaba.

Essa etapa é uma oportunidade para que toda a sociedade, empresas interessadas e especialistas possam conhecer os documentos do projeto e contribuir com sugestões e esclarecimentos antes da publicação do edital definitivo.

A Consulta Pública ficará aberta até o dia 13 de setembro, e os documentos estão disponíveis no site oficial do projeto. As contribuições podem ser enviadas por formulário disponível no mesmo endereço eletrônico.

ABRANGÊNCIA

O projeto contempla a substituição de mais de 44 mil pontos de iluminação por lâmpadas de LED, a instalação de iluminação especial em 56 locais de destaque — como praças, monumentos e áreas turísticas — e a implantação de um sistema de telegestão nas vias principais, que permite o controle e monitoramento remoto da iluminação pública.

Estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 217 milhões ao longo de 15 anos, com impacto direto na qualidade de vida de mais de 460 mil habitantes.

A PPP é estruturada com apoio técnico da Caixa tem aporte financeiro do Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessões e PPPs, com apoio institucional do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República. Além da melhoria dos serviços de iluminação pública, o projeto promete reforçar a segurança, reduzir acidentes de trânsito, valorizar espaços urbanos e promover a sustentabilidade ambiental e a inclusão de tecnologias inteligentes nas cidades do Litoral Sul da Bahia.

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Os números do último Anuário de Segurança Pública, divulgados no mês passado, expuseram um contraste doloroso diante do cenário de massacre de mulheres brasileiras no âmbito da violência doméstica. A quantidade de crimes não para de crescer, apesar de o País ter uma legislação considerada “exemplar” para coibir e prevenir esses crimes: a Lei Maria da Penha, que completa 19 anos nesta quinta (7).

Tirar a lei do “papel”, no entanto, ainda é um desafio. Segundo avaliam pesquisadoras ouvidas pela Agência Brasil, a efetividade da legislação requer implementação de políticas públicas para que as ações concretas ocorram como o previsto: com medidas integradas de prevenção à violência e um sistema especial de assistência à mulher.

MASSACRE

O cenário atual, entretanto, pode ser esmiuçado com os números do último anuário de segurança: são quatro feminicídios e mais de 10 tentativas de assassinato a cada dia. Em 80% dos casos, o agressor era companheiro ou ex-parceiro da vítima.

Ao menos 121 das mortes nos últimos dois anos ocorreram quando a vítima estava sob medida protetiva de urgência. Essa informação, divulgada pela primeira vez em um anuário, é um dos dados considerados mais simbólicos da dificuldade do poder público de evitar novas mortes.

Aliás, das 555 mil medidas protetivas concedidas no ano passado (que foram 88% das solicitadas), pelo menos 101.656 foram descumpridas pelos agressores.

MEDIDAS PROTETIVAS

Pesquisadora em direito e sociologia, Isabella Matosinhos, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, acredita que as medidas protetivas de urgência, garantidas pela “avançada” Lei Maria da Penha, permitem uma aplicação rápida e podem ser capazes de salvar vidas. O principal instrumento que a lei Maria da Penha traz, no entanto, não tem se mostrado eficaz, na opinião de Isabella.

“As políticas públicas precisam passar a olhar para os casos em que ela é infringida, em que não dá conta de prevenir uma situação de violência e proteger uma mulher. Esse é o desafio: olhar para os casos em que a medida protetiva é ineficaz.”

A medida protetiva de urgência é um mecanismo previsto na Lei Maria da Penha desde 2006. Em 2019, sofreu alteração para permitir que a autoridade policial concedesse essas medidas. Até então, era somente o Judiciário que poderia fazer a concessão.

A pesquisadora contextualiza ainda que os dados sobre descumprimento e morte de mulheres quando deveriam estar protegidas podem estar subnotificados, uma vez que nem todos os estados enviam as informações.

Por isso, a lei sozinha não consegue mudar o cenário. No ano passado, o Brasil registrou, pelo menos duas, ligações por minuto relacionadas à violência doméstica.

O atendimento em rede, conforme prevê a lei, garantiria acolhimento de múltiplos setores para a mulher, tais como os serviços de saúde e assistência social, além da questão da segurança pública.

“É muito difícil que exista o funcionamento integrado dessas redes”, diz Isabella Matosinhos.

Ela acrescenta que um dos papéis das polícias seria manter com mais rigor a fiscalização cotidiana dos agressores para evitar que se aproximem das mulheres.

ATUAÇÃO EM REDE

Pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a professora Amanda Lagreca, que também atuou no anuário de segurança pública, considera que as políticas públicas têm que ser realizadas e implementadas considerando à complexidade que envolve a realidade de mulheres brasileiras.

“Isso importa porque as instituições devem implementar de fato essa lei. O poder público precisa pensar como a assistência social, a polícia e o próprio sistema de justiça criminal estão implementando a legislação”, salienta a Amanda.

Segundo avaliam as pesquisadoras, nas capitais essa estratégia funcionaria melhor para os serviços. Mas, no interior, os desafios são maiores: “É preciso que haja investimento do estado, dos municípios, para que essa rede se sustente”, diz Isabella.

Ambas ressaltam que a violência contra a mulher atinge vítimas de todas as classes sociais e regiões. No entanto, elas apontam que, conforme o próprio anuário de segurança pública, 63,6% das vítimas eram mulheres negras, e 70,5% entre 18 e 44 anos.

“A maioria delas são mortas dentro de casa por homens. Mulheres jovens e negras acabam sendo as principais atingidas”, afirma Isabella.

MUDANÇA DE CONSCIÊNCIA

As pesquisadoras argumentam que a Lei Maria da Penha promove um olhar completo para prevenção por intermédio de medidas protetivas possíveis, que vão desde a restrição de contato com a vítima, e pode contemplar também a participação do agressor em grupos reflexivos.

“É algo muito importante no sentido educativo. Mas a gente também tem visto uma tendência na legislação de ‘enfrentar’ o problema com aumento das penas. No entanto, a gente precisa avançar mais em políticas públicas”, adverte a pesquisadora da UFMG.

Amanda Lagreca reconhece o fato de que a Lei Maria da Penha nasceu de demandas da sociedade civil e é um marco ao enquadrar a violência contra a mulher como uma violação de direitos humanos. Hoje uma luta da sociedade e do poder público é ocupar espaços de influência, como as escolas, e outros ambientes educativos para ensinar aos meninos ou rapazes que a sociedade não tolera violência contra a mulher.

“É uma lei, fruto de uma luta, que tem quase duas décadas e foi reconhecida, inclusive pela ONU, como uma das mais importantes do mundo e um modelo a ser seguido no combate à violência contra as mulheres”, diz Amanda Lagreca.

Um dos avanços de atualização da lei foi considerar a violência psicológica como uma forma de agressão.

SERVIÇO

Para solicitar a medida protetiva, é necessário que haja um histórico de violência. Prevenir as primeiras violências envolve uma mudança cultural.

As pesquisadoras consideram que a lei surgiu em um momento importante da história do Brasil, com o avanço dos direitos das mulheres.

“Esse agravamento da violência de gênero é o grande gargalo da democracia brasileira, no que diz respeito às mulheres. Elas morrem por serem mulheres. A utilização da Lei Maria da Penha continuará sendo um instrumento de combate”, conclui Amanda. Com Agência Brasil.

Prédio onde funciona a Secretaria de Saúde de Ilhéus || Foto PMI
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A dificuldade de acesso a serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) é a principal reclamação da maioria dos moradores de Ilhéus, segundo pesquisa da PMX/Rede Portal. Saúde foi a resposta dada por 35,43% dos entrevistados quando questionados sobre “o que falta na gestão de Ilhéus”.

Dos demais segmentos lembrados espontaneamente, Educação ficou em segundo lugar, com 10,14% das respostas, seguida por Segurança, com 5,57%. Depois, vêm Obras e Infraestrutura (5%), Geração de Emprego (4,14%), Transporte (3,71%), Pavimentação (2,86%), Turismo (1,86%), Interior/Distritos (1,71%), Trabalho (1,57%), Limpeza (1,14%) e Esporte (0,43%).

A proporção dos que não souberam responder só ficou atrás de Saúde, com 11,43%. O conjunto Outras Citações representa 10,14% das respostas. Já 3,29% dos entrevistados disseram que falta tudo na gestão de Ilhéus, enquanto 1,71% não sente falta de nada.

Dos entrevistados, 49,86% não buscaram nenhum serviço público em Ilhéus no primeiro semestre de 2025 ante 49% que procuraram algum serviço da esfera pública, e 1,24% não respondeu.

No universo dos que buscaram algum serviço público nos primeiros seis meses deste ano, 59,18% julgaram que foram bem atendidos. Outros 39,36% responderam não, e 1,46% não respondeu.

Os pesquisadores foram a campo de 22 a 31 de julho e fizeram 700 entrevistas, abordando 65% das pessoas em casa, 16% no comércio e 19% na rua. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. O levantamento também sondou a avaliação do Governo Valderico Junior (confira o resultado aqui).

PESQUISA PMX/REDE: GOVERNO VALDERICO ENCERRA 1º SEMESTRE COM 85% DE APROVAÇÃO

Prefeito Valderico Junior tem início de Governo bem avaliado, segundo pesquisa || Foto PIMENTA
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O governo do prefeito Valderico Junior (UB) terminou seu primeiro semestre com a aprovação de 85,57% dos entrevistados em pesquisa do grupo PMX/Rede Portal, feita no final do mês passado, em Ilhéus. A desaprovação ficou em 5,43% e 9% não souberam responder.

Além de declarar se aprovam ou não o Governo, as pessoas avaliaram o desempenho dele. Para 19,57%, a administração iniciada em janeiro é ótima, enquanto 36,43% a consideram boa. Outros 29,57% qualificaram a gestão como regular, 2,29% ruim e 3,14% péssima; 9% não souberam opinar.

Os pesquisadores foram a campo de 22 a 31 de julho e fizeram 700 entrevistas, abordando 65% das pessoas em casa, 16% no comércio e 19% na rua. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Conforme o grupo PMX/Rede Portal, o levantamento inaugura a série de pesquisas Na Rota da Gestão, que terá continuidade ao longo dos próximos meses.

Legislativo nomeia sete aprovados em concurso || Foto CMI
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O presidente da Câmara de Ilhéus, César Porto (PP), publicou, nesta segunda-feira (4), a convocação de sete dos 19 aprovados no primeiro concurso público da história do Legislativo ilheense, feito em outubro de 2024. Acesse a relação a partir da página 32 do Diário Oficial do Legislativo. Os convocados deverão comparecer, no dia 18 deste mês, das 9h às 18h, ao imóvel administrativo temporário da Câmara, localizado na Rua Tobias Barreto, 210, na Cidade Nova.

No ato, deverão entregar originais e cópias de documento oficial de identificação (RG, CNH ou registro em órgão de classe), CPF, Carteira de Trabalho, foto 3×4, comprovante de escolaridade, título de eleitor, comprovante de residência, certidão de reservista (para homens), certidão de antecedentes e certidão negativa cível e criminal do Judiciário.

A lista tem ainda certidão negativa de débitos municipais, comprovante de situação cadastral no CPF, certidão de casamento ou de união estável e documentos do cônjuge e dos dependentes (para quem se enquadra nessas configurações familiares), registro no conselho da categoria profissional, curso exigido no edital do certame, declaração de bens e declaração negativa de acúmulo de cargos.

Já no dia 20 deste mês, às 9h, os candidatos deverão entregar à Câmara, no mesmo endereço, os exames pré-admissionais exigidos no edital de convocação. Na sequência, serão submetidos a exame de médico do trabalho designado pelo Legislativo, em local e horário comunicados pelo setor de Recursos Humanos, não sendo permitida a remarcação do procedimento.

Titular da Siurb, Sônia Fontes comenta novas intervenções urbanas || Fotos PMI
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A Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo de Itabuna (Siurb) e a empresa Coesa Engenharia deram início, nesta segunda-feira (4), à segunda etapa das obras do complexo viário da Avenida Princesa Isabel, que abrangem a construção de um viaduto sobre a atual rotatória do São Caetano. De acordo com a Prefeitura, a nova fase exige a supressão de árvores exóticas e da Mata Atlântica.

Segundo a titular da Siurb, Sônia Fontes, a execução projeto começou pelo lado esquerdo da Avenida Princesa Isabel, com a recuperação da rede de drenagem. “Os grandes vetores de crescimento da cidade estão na região do São Caetano, onde novas avenidas serão abertas e a integração urbana passa pelas radiais, como Princesa Isabel e Manoel Chaves, coletoras de tráfego”, explicou.

“Agora, estamos no lado oposto, com a etapa dois, com a construção de nova via. No futuro teremos quatro novas pistas para ordenar o tráfego que vem do viaduto e de parte da rotatória, com nova ciclovia”, acrescentou.

As mudanças, conforme a secretária, incluem a realocação dos postes de eletricidade para a área onde as árvores são suprimidas. A supressão foi autorizada pelos órgãos ambientais do estado e do município, o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

Cada espécie exótica suprimida será compensada com o plantio de cinco mudas. Já a supressão de cada árvore nativa da Mata Atlântica terá que ser compensada com o plantio de dez espécies nativas.

MONUMENTO A ZUMBI DOS PALMARES E PRAÇA

Monumento a Zumbi dos Palmares será realocado em nova praça || Foto PMI

A secretária Sônia Fontes também afirmou que a Siurb mantém diálogo com a população do Banco Raso, que é afetada diretamente pelas intervenções urbanas. Ainda como parte das compensações, a comunidade ganhará uma praça. O espaço, informa a Prefeitura, terá parque infantil, área de alimentação e academia. Também abrigará o monumento a Zumbi dos Palmares, que será realocado em função das obras.

Nesta quarta-feira (6), às 17h, o novo complexo viário, viaduto, nova ponte, novos acessos à BA-649 e BR-415 e outras ações do Programa Itabuna 2030 serão tema de audiência pública na Câmara de Vereadores.

PF faz busca na casa do ex-presidente || Foto Lula Marques/Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). Também ordenou busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília. A Polícia Federal apreendeu o celular do líder da extrema-direita.

O ministro também estabeleceu novas medidas contra Bolsonaro. Dessa forma, o ex-presidente está proibido de receber visitas, exceto dos advogados. Além disso, está proibido de usar celulares, inclusive de terceiros.

As novas restrições são consequências do descumprimento da medida cautelar que impedia o ex-presidente de usar as redes sociais de terceiros. Ontem (3), durante os atos de apoio ao ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo em suas redes sociais com uma declaração de Bolsonaro.

No mês passado, Moraes determinou diversas medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e restrição ao uso de redes sociais, incluindo perfis de terceiros.

Na nova decisão, o ministro destacou que Flávio Bolsonaro e outros dois filhos do ex-presidente, Carlos e Eduardo, publicaram em suas redes sociais postagens de agradecimento de Bolsonaro aos apoiadores que compareceram aos atos deste domingo (3). Dessa forma, segundo Moraes, houve descumprimento das restrições determinadas anteriormente.

“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Bolsonaro, pois o réu produziu material para publicação nas redes sociais de seus três filhos e de todos os seus seguidores e apoiadores políticos, com claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apoio, ostensivo, à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”, afirmou.

As medidas cautelares fazem parte da ação penal que Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado, associação criminosa, dano ao patrimônio público especialmente protegido e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O ex-presidente pode ser condenado a até 42 anos de prisão. Com Agência Brasil.

Funcionários do HRCC obtém vitória na Justiça || Foto Sesab
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O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região ordenou que a Fundação da Associação Bahiana de Medicina (Fabamed), que administra o Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), repasse o complemento do Piso Salarial da Enfermagem aos trabalhadores da unidade até cinco dias úteis após receber os recursos federais.

Por ser destinada a trabalhadores que atuam em um hospital do estado, a verba federal é repartida pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), que a repassa à gestora terceirizada. Proferida na última sexta-feira (31), a decisão abrange os técnicos e auxiliares de enfermagem representados pelo Sindtae.

Ao PIMENTA, o Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem afirmou ter buscado a Justiça porque o atraso do pagamento complementar tornou-se recorrente. Conforme a representação sindical, o repasse referente a junho, por exemplo, está na conta da Fabamed desde 13 de julho, há 23 dias. Se a decisão judicial já estivesse em vigor, o complemento deveria ter sido liberado aos trabalhadores até o último dia 18.

Na decisão provisória, à qual o PIMENTA teve acesso, o desembargador do Trabalho Edilton Meireles de Oliveira Santos também fixou multa de um trinta avos da parcela do complemento por cada dia de atraso, em favor de cada funcionário prejudicado.

O PIMENTA entrou em contato com a Fabamed. Por meio da assessoria, a Fundação informou que ainda não foi notificada da determinação judicial e ressaltou que mantém a postura histórica de cumprimento de ordens do Judiciário.

Indígenas retomaram área de antiga fazenda há 23 anos || Foto Cimi
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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) reconheceu o direito do povo Pataxó à posse da área da Fazenda Paraíso, localizada na Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia.

No acórdão, o TRF1 rejeitou recurso do fazendeiro expulso da propriedade em 2002, que ajuizou ação de reintegração de posse contra a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Comunidade Indígena Pataxó. Ele alegou posse legítima da Fazenda Paraíso por aproximadamente 17 anos.

O TRF1, no entanto, reconheceu que o imóvel está em área tradicionalmente ocupada pelos povos originários Pataxós, conforme laudo pericial homologado, tornando ilegal a sua posse por terceiros.

O Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da Terra Indígena foi publicado há mais de dez anos. Hoje, dormita no Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável por emitir ou negar a portaria declaratória de reconhecimento da Terra Indígena. A declaração é o penúltimo passo antes da homologação. Já esta última é prerrogativa da Presidência da República.

Segunda etapa da cobertura do canal deveria ter sido entregue em 2023 || Foto PMI
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A Prefeitura de Ilhéus tem contas a prestar à Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) sobre o Convênio Nº 398/22, destinado às obras da segunda etapa da cobertura do canal do Malhado, na Avenida Lindolfo Collor, que está parada. O passivo é um legado do governo do ex-prefeito Mário Alexandre (PSD), que licitou o contrato com a AMF Engenharia e Serviços Ltda, em 2022. A empresa abandonou a obra no ano passado.

A prestação de contas pendente desde o governo passado deverá ser feita pela gestão atual, como requisito para a retomada do Convênio com a Conder, empresa pública ligada à Secretaria da Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra-BA).

No sábado (2), a Prefeitura de Ilhéus informou que o secretário municipal de Infraestrutura e Defesa Civil, Gabriel Andrade, se reuniu, na sede da Conder, em Salvador, com a diretora de Equipamentos e Qualificação Urbanística da empresa, Larissa Dantas de Melo Britto, para tratar da retomada das obras. O deputado estadual Pedro Tavares (UB) também participou da reunião.

“Durante a reunião, foram discutidos o andamento do convênio e os próximos passos para a continuidade da obra. A equipe técnica destacou que já foram identificadas e estão sendo corrigidas algumas irregularidades construtivas, etapa necessária para garantir a retomada integral dos trabalhos”, afirmou a Prefeitura, em nota. O cronograma do trabalho ainda não foi divulgado.

PREJUÍZOS À SOCIEDADE

Originalmente, a segunda etapa da cobertura do canal do Malhado deveria ser entregue em setembro de 2023, com investimento de R$ 10.505.878,93 do Governo do Estado e contrapartida de R$ 784.733,18 da Prefeitura. Após reajuste de 12,73%, em 2024, o valor total subiu de R$11.290.612,11 para R$12.727.427,14.

Com a paralisação das obras e o atraso de dois anos, o maior prejuízo recai sobre os moradores e comerciantes da Lindolfo Collor. No trecho da segunda etapa da cobertura do canal, a avenida foi destruída, o que inviabiliza o acesso de veículos a lojas e residências. O problema também dificulta o acesso à Central de Abastecimento do Malhado, sem falar no cenário de terra arrasada em um dos principais centro comerciais da região.

Nego de Saronga e Fernando Brito assumem comando do Consórcio Interfederativo
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O prefeito de Itacaré, Edson Arante, Nego de Saronga (PT), foi eleito por aclamação para presidir o Consórcio Interfederativo de Saúde da Região de Ilhéus, que administra a Policlínica Regional do mesmo microterritório. Já o vice-presidente eleito é o prefeito Fernando Brito (Avante), de Santa Luzia.

Além de Ilhéus e Itacaré, o Consórcio é formado pelos municípios de Canavieiras, Coaraci, Gongogi, Maraú, Ubaitaba, Santa Luzia, Una e Uruçuca. Segundo o novo presidente, a prioridade da nova gestão é ampliar o acesso às consultas com especialistas e aos exames de saúde.

“Assumimos com o compromisso de fortalecer a saúde regional, trabalhando em união com todos os prefeitos para que nossa população tenha cada vez mais acesso a serviços de qualidade”, afirmou Nego de Saronga, após a eleição da última sexta-feira (1º). O gestor substitui o ex-prefeito de Itacaré Antônio de Anízio, também do Partido dos Trabalhadores.

Jerônimo aparece mais de 20 pontos atrás de ACM Neto na corrida de 2026 || Fotos Divulgação
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ACM Neto (União) lidera a corrida ao Palácio de Ondina em 2026, segundo a mais recente pesquisa do Instituto Paraná. O ex-prefeito de Salvador tem 53,5% das intenções de voto ante 28,1% do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Mais distante, aparecem João Roma (PL), com 6,1%, e Kléber Rosa (PSOL), com 1,3%, no cenário estimulado, quando 4,6% não souberam ou não quiseram opinar.

O Instituto também quis saber o humor do eleitorado em um cenário em que o nome do PT é substituído pelo ministro da Casa Civil, o ex-governador Rui Costa.

ACM Neto alcança 53,3% das intenções de voto contra 28% de Rui Costa (PT). João Roma vai a 6,2% e Kléber Rosa atinge 1,4%. Outros 4,3% não souberam ou não quiseram opinar.

A Paraná Pesquisa informou ter ouvido 1.620 eleitores baianos, no período de 25 a 29 de julho, em 66 municípios. O levantamento, divulgado pelo Bahia Notícias, tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Agentes comunitários e de combate às endemias cobram reajuste e retroativo
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O Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias alega que a Prefeitura de Ilhéus descumpriu acordo firmado no último dia 11. Segundo a entidade, na ocasião, o Governo Valderico assumiu o compromisso de efetivar o reajuste salarial da categoria no pagamento do salário referente ao mês de julho, que vencerá no quinto dia útil de agosto.

No entanto, conforme o Sindicato, o Executivo não enviou o projeto de lei à Câmara em tempo hábil para honrar o compromisso. Agora, na melhor das hipóteses, o reajuste e o retroativo só poderão ser pagos com uma folha complementar para julho ou junto com os vencimentos de agosto, acrescenta a representação de classe.

“Tal atitude representa um grave desrespeito com a categoria, que já acumula anos de luta por valorização e reconhecimento, e fere o princípio da boa-fé nas negociações com os representantes dos trabalhadores”, afirmou o Sindicato, em nota de repúdio divulgada nesta terça-feira (29).

A representação sindical afirma que adotará todas as providências legais e políticas para assegurar o direito econômico dos trabalhos, caso o Governo não contorne a situação nos próximos dias.

OUTRO LADO

Ao PIMENTA, a Prefeitura de Ilhéus afirmou que o Projeto de Lei referente ao reajuste salarial dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias foi encaminhado à Câmara Municipal para votação na semana passada.

“O pagamento do residual do reajuste, bem como o retroativo referente ao mês de junho, será realizado após aprovação e sanção da lei, em folha complementar”, acrescentou.

“Ressaltamos que a Prefeitura vem adotando uma politica de respeito com os servidores públicos, antecipando a folha de pagamentos e reafirmando o compromisso com a valorização das categorias”, concluiu a gestão. Atualizado às 16h08min.

Estados Unidos acusam Moraes de violar direitos humanos || Foto Marcello Camargo/AB
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Às vésperas do início do tarifaço contra o Brasil, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos (EUA) aplicou uma sanção contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O órgão do Departamento de Tesouro do país norte-americano acusa Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar “prisões arbitrárias”, citando o julgamento da tentativa de golpe de Estado e decisões contra empresas de mídia social estadunidenses.

“Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, disse o Secretário do Tesouro, Scott Bessent.

VERSÃO

O governo estadunidense repete a versão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que afirma ser perseguido pelo processo que enfrenta acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Segundo a denúncia, Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O OFAC usou, como base, a Lei Magnitsky, usada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior. A medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA.

Caso Moraes tenha empresas ou controle, com 50% ou mais, companhias nos EUA, elas serão bloqueadas. Informações da Agência Brasil.

O Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne, em Ilhéus || Foto PMI
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O prefeito Valderico Junior (UB) e a secretária da Educação da Bahia (SEC), Rowenna Brito, assinaram o Termo de Cooperação n. 182/2025, que tem como objeto avaliação externa de desempenho dos estudantes da educação básica, do 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental regular, na rede municipal de ensino de Ilhéus.

A SEC publicou resumo do termo na edição de hoje (30) do Diário Oficial do Estado. Conforme o Plano de Trabalho, a parceria visa o fortalecimento do processo de ensino e de aprendizagem nas escolas municipais. A vigência prevista é de 12 meses, com a possibilidade de ser prorrogada por até 36 meses.

A publicação oficial também trouxe os resumos de termos de cooperação da SEC com outros municípios baianos (acesse a lista aqui, a partir da página 41).