Tempo de leitura: 2 minutos

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, realizou as primeiras captações de córneas deste ano. O primeiro procedimento foi realizado no dia 6 e o segundo na última segunda (13). Essas intervenções seguiram os protocolos de segurança estabelecidos pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

O enfermeiro da CIHDOTT do HRCC, Wagner Campos, ressalta que a captação de órgãos envolve o trabalho dedicado de uma equipe multidisciplinar. “No caso das córneas, estas podem ser captadas por enfermeiros treinados, se for múltiplos órgãos, o procedimento é feito por um médico especializado. Outra questão importante é a atuação dos psicólogos e assistentes sociais que ajudam a confortar e sensibilizar a família do doador para a importância da doação, que pode salvar outras vidas”, destacou.

Wagner Campos disse que a atitude de um familiar conceder a captação beneficia pacientes que tanto aguardam nas filas de transplante. “Esse ato de doação permite um benefício ao próximo, em meio ao luto da perda do ente querido, reconhecemos a grandeza, o carinho e a generosidade da família que nos permite, com essa captação, dar esperança e nova perspectiva de vida para outras pessoas”, declarou.

De acordo com enfermeiro Ronaldo Vital Pereira, coordenador da CIHDOTT, este ano o hospital já realizou uma captação de múltiplos órgãos. “A pandemia da Covid-19 impactou diretamente as captações em todo o estado. Com a adoção de medidas e ajustes necessários de segurança sanitária, conseguimos no final do ano passado e em janeiro deste ano captar múltiplos órgãos”, relatou.

PROTOCOLO DE SEGURANÇA

O HRCC segue a orientação da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (COSET) da Bahia, resguardando o nível máximo de segurança no serviço de captação, inclusive com as medidas adequadas para o fluxo desse procedimento. É feita a coleta do material biológico do doador, por meio do exame PCR, para detecção da Covid-19, caso o teste apresente resultado negativo a doação prossegue, caso positivo a captação é suspensa.

Sancionada nesta quarta-feira pelo presidente, lei garante salário integral de gestantes em trabalho remoto
Tempo de leitura: < 1 minuto

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou nesta quarta-feira (12) a Lei 14.151/2021, que determina o afastamento de empregada gestante do trabalho presencial durante o período da pandemia de covid-19, sem prejuízo do recebimento do salário.

O projeto de lei sobre o assunto, de autoria da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 15 de abril.

Já em vigor, a nova legislação estabelece que a funcionária gestante deverá permanecer à disposição do empregador em trabalho remoto até o fim do estado de emergência em saúde pública.

Tempo de leitura: 2 minutos

A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe influenza começa hoje (11) e vai até o dia 8 de junho. Promovida pelo Ministério da Saúde em todo o território nacional, a campanha teve início no mês passado e a estimativa é vacinar, no total, 79,7 milhões de pessoas. 

A segunda etapa é destinada a idosos com mais de 60 anos e professores. Cerca de 33 milhões deverão ser imunizados nesta fase.

A terceira fase, de 9 de junho a 9 de julho, abrangerá cerca de 22 milhões de pessoas. Compõem esse público-alvo integrantes das Forças Armadas, de segurança e de salvamento; pessoas com comorbidades, condições clínicas especiais ou com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário; trabalhadores portuários; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade; e adolescentes em medidas socioeducativas.

A campanha teve início no dia 12 de abril com a vacinação de crianças entre seis meses e seis anos, povos indígenas, trabalhadores da área da saúde, gestantes e mulheres puérperas (que estão no período de até 45 dias após o parto).  Pessoas que tomaram a primeira ou a segunda dose da vacina contra a covid-19 devem esperar pelo menos 14 dias para tomar o imunizante contra a gripe.

De acordo com o vacinômetro da campanha, já foram aplicadas 6,9 milhões das 27, 3 milhões de doses distribuídas a todos os estados.

Lorenna dos Santos é uma das mães que participam de projeto do Hospital Manoel Novaes
Tempo de leitura: 3 minutos

Um projeto de humanização tem sido um bom aliado na recuperação de bebês prematuros internados nos leitos das unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Canguru do Hospital Manoel Novaes (HMN), em Itabuna. Implantado há pouco mais de cinco meses, o “Mãe Acompanhante” possibilita que as mamães fiquem maior tempo mais próximas de seus filhos, amamentando, dando carinho e acompanhando a assistência da equipe multidisciplinar da unidade.

Entre as mães que participam do projeto está a fisioterapeuta Lorenna Alves dos Santos, moradora do bairro da Conquista, em Ilhéus. A mãe de Liz, de 2.380 kg, aprovou a iniciativa do hospital pediátrico. “Não sei como estariam as nossas vidas se eu tivesse que passar o dia inteiro longe dela. Certamente eu ficaria aflita e ansiosa para saber, o tempo todo, informações sobre a minha filha”. A pequena Liz nasceu no dia 30 de abril.

Mãe de primeira viagem, Lorenna afirma que a experiência de participar do projeto é enriquecedora e que o desenvolvimento da bebê está sendo espetacular. A fisioterapeuta conta que o resultado está superando a expectativa da família. “Ficamos juntas por mais tempo. Isso tem contribuído para que a revolução dela ocorra de maneira mais rápida”, acredita. Ela se desloca de Ilhéus para Itabuna todos os dias da semana.

Quem também fez questão de ficar mais tempo perto da filha foi Eliana Queiroz da Cruz, moradora do Parque Verde, em Itabuna. Desde o dia 28 de abril que a mãe da pequena Iarley, que pesa 2.772kg, chega à unidade por volta das 8h para passar a maior parte do dia ao lado da pequena. “Deixo a unidade no início da noite, às 18h, com o coração partido. A saudade seria ainda maior se tivesse de passar mais tempo longe da minha bebê”, conta.

REATAR VÍNCULO

A diretora técnica do HMN, a médica Fabiane Chávez, explica que o projeto ajuda a restabelecer o vínculo do bebê com a mãe, que foi temporariamente desfeito pelo fato dele ser prematuro ou por outra complicação de saúde que precise de internação na UTI Neo Neonatal. “Quando a mãe pode ficar com o filho em recuperação, o vínculo é refeito e a alta médica acaba sendo muito mais rápida”, observa.

A médica afirma que já foi comprovado cientificamente que os bebês ganham peso mais rápido quando estão juntos das mães, que cuidam da alimentação, dando banho e trocando fralda. “Para os bebês e toda a família é reconfortante que as mães estejam acompanhando o progresso dos filhos. Esse processo é muito gratificante para a nossa equipe também, pois o foco aqui é prestar assistência de qualidade aos pacientes. Toda a vez que melhoramos a assistência para eles, estamos melhorando as nossas condições de trabalho também”, avalia.

Fabiane Chávez explica que não existe restrição para ingresso das mães no projeto de humanização. Elas só precisam ter disponibilidade de tempo para ficar ao lado dos bebês, que necessitam estar estáveis para a inclusão. “Mas o nosso plano é aumentar o número de participantes, com a inclusão de bebês que precisam de cuidados maiores por causa da gravidade no quadro de saúde. Estamos esperando somente que melhore essa situação da pandemia do novo coronavírus. A expectativa é que isso ocorra no próximo ano”.

De acordo com a psicóloga da UTI Neonatal do HMN, Thatyanna Rodrigues, o projeto tem ferramentas que contribuem para o fortalecimento do vínculo afetivo com o recém-nascido, reduzindo o estresse parental e familiar. “Além de preparar os pais para os cuidados com o recém-nascido e buscar neutralizar os efeitos decorrentes da separação”, detalha a profissional. As mães que participam do projeto ficam das 8 às 18h, todos os dias da semana, e têm direito a todas as refeições do dia.

Pacientes passaram por triagem para atendimento oftalmológico || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

Numa parceria com o Projeto Visão Sem Fronteiras, a Prefeitura de Itacaré promoverá, nos próximos dias 18, 19 e 20, o Mutirão de Oftalmologia, com consultas gratuitas para a comunidade. Pela programação, o atendimento nos dias 18 e 19 será na sede do município. Já no dia 20, ocorrerá em Taboquinhas, obedecendo aos horários agendados para evitar aglomerações.

Para agilizar o atendimento para o mutirão, a Prefeitura de Itacaré e o Visão Sem Fronteiras fizeram triagem dos pacientes na semana passada. Para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, foram adotadas todas as medidas de prevenção ao Covid-19, como o distanciamento social, o uso de máscaras, álcool em gel, termômetros infravermelhos e a esterilização de todos os equipamentos.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, destacou a importância da parceria firmada com o Projeto Visão Fronteiras para garantir que mais pessoas do município sejam beneficiadas com as consultas, identificando os problemas de visão e encaminhando para o tratamento. Ele também reafirmou que novas parcerias continuarão sendo feitas com a proposta de oferecer não somente o Mutirão de Oftalmologia, mas também diversos outros serviços para a comunidade. Tudo obedecendo aos cuidados e os protocolos de segurança contra a Covid-19.

Idosa foi submetida a procedimento inédito na Bahia
Tempo de leitura: 2 minutos

Quando dona Josefina Maria de Oliveira Santana deu entrada no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em novembro do ano passado, as chances dela de não resistir a um acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) variavam entre 80 e 90%. Isso porque, com 75 anos de idade e uma lesão muito grande, a aposentada não era candidata a nenhum tratamento que pudesse lhe favorecer.

Mas, graças a uma iniciativa recém-chegada à instituição, dona Josefina não apenas sobreviveu como melhorou a mobilidade após a doença. Ela foi a primeira pessoa a participar do projeto de abordagem neurocirúrgica para pacientes com acidente vascular encefálico (AVE) – como também é conhecido o AVC – na Bahia. Foi a chance de que precisava para continuar entre os seus.

Passados seis meses da cirurgia, o filho José de Oliveira comemora os resultados. “Minha mãe está bem e eu fico muito agradecido pelo cuidado que ela recebeu no Hospital Roberto Santos. Hoje, mexe a perna direita, dá uns passinhos e, com meu auxílio, consegue até ficar em pé. Ela, que não se movimentava nem falava, já se esforça para caminhar e pronuncia palavras como ‘mamãe’, ‘Maria’, ‘meu Deus’ e ‘Ave Maria’”.

O tratamento oferecido a dona Josefina pode ser considerado revolucionário, pois é o último recurso para ajudar pessoas acometidas pela doença que, conforme dados do Ministério da Saúde, é a segunda maior causa de morte no país.

Para fundamentar essa tese, um estudo desenvolvido no HGRS e publicado em janeiro, na revista médica World Neurosurgery, concluiu que a trombectomia mecânica – como é chamado o procedimento cirúrgico para desobstruir o vaso sanguíneo no cérebro – é factível para o resgate funcional de vítimas de AVE, promovendo a reativação de aéreas hipovascularizadas (a chamada zona de penumbra – um cérebro inativo funcionalmente, mas ainda viável).

JANELA TERAPÊUTICA

Coordenador do serviço de neurocirurgia do Hospital Geral Roberto Santos, o neurocirurgião Leonardo Avellar explica que a meta de qualquer tratamento para AVC é alcançar a recanalização a tempo para permitir a recuperação do tecido cerebral.

Então, para a maior parte dos casos, é preciso agir dentro da famosa janela terapêutica, que, tradicionalmente, contempla até quatro horas e meia do início dos sintomas. Com a trombectomia cirúrgica, essa janela é mais ampla, chegando, em alguns casos, a mais de 24 horas.

“Quando se fala em acidente vascular cerebral isquêmico, a maioria dos hospitais recorre ao tratamento clínico, ou seja, o tratamento para não piorar o quadro. No entanto, ele não possui tanta capacidade de reverter algo que já aconteceu”, conta Avellar.

De acordo com ele, a abordagem neurocirúrgica é vantajosa para esses casos porque amplia a janela de tratamento, é eficaz para reversão de déficits neurológicos, indicada para grandes AVCs e apresenta excelente custo-benefício.

O neurocirurgião explica que na tomografia realizada após um mês da cirurgia de Josefina, pôde observar força grau 2. ” Isso significa que ela consegue andar com apoio; afasia motora, que significa que ela entende parcialmente e pode ter uma vida social razoável, e ganho em tônus postural, conquistado com o auxílio da fisioterapia. É um resultado positivo para o tratamento de um AVC agudo”, avalia.

A hipertensão arterial pode levar à morte
Tempo de leitura: 2 minutos

Quatorze por nove. Dois números e um alerta que podem indicar hipertensão arterial. Mais conhecida como “pressão alta”, a doença crônica atinge mais de 38 milhões de pessoas no Brasil. É também um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de outras doenças, como cardiovasculares e renais.

O diagnóstico deve ser baseado em duas aferições de pressão arterial por consulta em pelo menos duas idas ao médico. É uma condição de muitos fatores que geralmente não está associada a sintomas, mas sim pela elevação contínua da pressão.

Indivíduos considerados hipertensos apresentam pressão igual ou maior que 14 por 9. Essa medição pode ser feita em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) do Brasil – o Sistema Único de Saúde (SUS) é referência no atendimento para pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como é o caso da hipertensão, conforme revelou a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019.

O SUS também oferece, de graça, tratamento, acompanhamento e medicamentos para controle da doença: em 2019, foram mais de 28 milhões de consultas na Atenção Primária e registradas 52 mil internações relacionadas à hipertensão.

ALIMENTAÇÃO

Obesidade, histórico familiar, estresse e envelhecimento estão associados ao desenvolvimento da hipertensão. Por isso, a mudança de hábitos cotidianos é o melhor remédio. Um deles passa pela alimentação, como reduzir a quantidade de sal nos alimentos e consumir diariamente frutas, legumes e hortaliças, eliminando do cardápio alimentos chamados de ultraprocessados, como embutidos, por exemplo. Não fumar e beber com moderação são outras iniciativas.

O número de óbitos por hipertensão arterial vem crescendo a cada ano no Brasil. Em 2015, foram registradas 47.288 mortes. Em 2019, o número saltou para 53.022, segundo o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. De acordo com o Vigitel Brasil 2019, a frequência de diagnóstico médico de hipertensão foi de 24,5% entre as 27 capitais brasileiras. A doença é mais prevalente em mulheres (27,3%) do que em homens (21,2%).

Divulgada em novembro do ano passado, a PNS 2019, feita pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, mostrou que 24% dos indivíduos alegaram diagnóstico de hipertensão em 2019, sendo essa a mais frequente entre as doenças crônicas. Desses, 72,2% afirmaram ter recebido assistência médica para hipertensão há menos de um ano no país e 66,4% tinham realizado sua última consulta no SUS. Os postos de saúde foram as unidades mais citadas (46,6%) pelos pacientes na procura por consultas.

O Hospital Manoel Novaes atende de "portas abertas"
Tempo de leitura: 2 minutos

O provedor da Santa Casa de Itabuna, Francisco Valdece, acusa o prefeito Augusto Castro de descumprir contrato assinado, em fevereiro, para a prestação de serviços no Hospital Manoel Novaes e de deixar de repassar recursos de emendas parlamentares destinadas à instituição, nos últimos anos. Os valores da emenda teriam sido retidos indevidamente pelo ex-prefeito Fernando Gomes.

Francisco Valdece, na entrevista ao programa Impacto, da Boa FM, voltou a acusar um dos ex-secretários de saúde de se apossar de quase R$ 30 milhões obtidos por meio de emendas parlamentares. Segundo Valdece, a quase totalidade dos valores desapareceu durante a gestão do ex-prefeito Fernando Gomes. O atual prefeito teria informado que só encontrou R$ 3,5 milhões do total repassado durante o governo passado.

É esse restante de recursos que, segundo o provedor da Santa Casa, deveria ter sido repassado nos primeiros dias de governo pelo prefeito Augusto Castro, o que até hoje não ocorreu. O pagamento do valor havia sido prometido por Augusto antes de tomar posse e ocorreria assim que tomasse posse, segundo o provedor narrou.

Francisco Valdece também cobrou o pagamento de valores referentes ao contrato assinado em fevereiro para que o Hospital Manoel Novaes funcione, de “portas abertas”, para moradores de Itabuna. Ele informou que o prefeito se comprometeu a fazer o adiantamento de R$ 600 mil, mas não tinha honrado o compromisso até a manhã desta sexta-feira (30).

” O contrato só apareceu e foi assinado depois que eu  disse que iria para a rádio informar que o atendimento (“de portas abertas”) no hospital seria suspenso. Hoje, estamos numa situação tão ruim que daqui a pouco os médicos vão dizer que não atendem mais porque não recebem os honorários deles. E culpa é da prefeitura, que não paga”, disse.

Francisco Valdece relatou ainda que, para atender de “portas abertas”, teve que contratar 40 funcionários. O novo contrato determinava que o Manoel Novaes assumisse os serviços que eram ofertados na Maternidade da Mãe Pobre, que está fechada. “Colocamos o problema para dentro de casa e resolvemos. O dinheiro até agora não apareceu”.

OUTRO LADO

A secretária de Saúde de Itabuna, Lívia Mendes, informou que o repasse do dinheiro das emendas parlamentares para a Santa Casa depende de pareceres técnicos do município. Lívia acrescentou que a gestão pública não anda na mesma velocidade que a iniciativa privada e que precisa seguir o que é estabelecido em leis. “[São] Esses entraves que deixam o processo um pouco mais demorado”.

Com relação ao contrato para o funcionamento do Manoel Novaes de “portas abertas”, a secretária adiantou que os pagamentos seriam feitos ainda nesta sexta-feira (30). Segundo ela, foi assinado um contrato emergencial, mas as negociações estão sendo feitas para que o hospital assuma por mais tempo o atendimento dos serviços de obstetrícia e pediátrico.

Falta de vacinas prejudica ritmo da campanha de vacinação em todo o país
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Secretaria de Saúde de Ilhéus (Sesau) informou, nesta terça-feira (27), que aguarda a chegada de novos lotes para retomar a aplicação da 2ª dose da Coronavac, vacina contra a covid-19.

A falta de vacinas se deve ao atraso mais recente no cronograma de distribuição do Ministério da Saúde. O governo federal enfrenta dificuldades para disponibilizar a matéria-prima usada na fabricação da Coronovac pelo Instituto Butantan. O problema prejudica a continuidade da campanha de vacinação em todo o país

De acordo com a Sesau, até março, a orientação do Ministério da Saúde era a de que as doses não fossem retidas, ou seja, não era necessário manter a reserva da segunda dose.

O acompanhamento da eficácia da Coronavac indica que sua proteção contra a Covid-19 é maior quando a segunda dose é aplicada 28 dias após a primeira.

José Fabiano (de camisa azul) teve forma grave da Covid-19 e saiu debilitado do hospital, mas recupera sua capacidade cardiorrespiratória gradativamente, com exercícios monitorados por profissionais
Tempo de leitura: 3 minutos

Entre os meses de junho e julho do ano passado, o médico oftalmologista José Fabiano de Freitas Teles, de 44 anos, viveu momentos de pânico, alucinações e, nas horas de lucidez, temeu não retornar para a família. Teles ficou 24 dias internado, sendo que 18 deles intubado num leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 do Hospital Calixto Midlej Filho (HCMF). Ele deixou a unidade, com limitações funcionais, necessitando de ajuda para algumas atividades.

Assim como ocorre com todos os pacientes internados na UTI Covid-19 do HCMF, José Fabiano de Freitas foi acompanhado, durante todo o tempo, por uma equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapeutas. Este profissional tem entre as suas atribuições fazer o acompanhamento da oxigenação, além de assegurar a assistência motora e de funcionalidade do paciente.

O trabalho do profissional de fisioterapia foi sempre aliado no processo de recuperação de José Fabiano, que deixou a UTI no dia 7 de julho de 2020. Ele relata que no sétimo dia após deixar a unidade já estava dando os primeiros passos. 45 dias depois estava fazendo pequenas corridas e, com 60 dias, intensificou as atividades físicas e retornou ao trabalho. “A fisioterapia foi fundamental nesse processo. No início, com sessões pela manhã e tarde. Esse ritmo foi reduzido com o tempo”, explica.

José Fabiano, que teve um comprometimento funcional importante, afirma que chegou a duvidar se voltaria a atender seus pacientes, mas logo percebeu que não só recuperaria a capacidade para atender em consultório, mas também para fazer cirurgias. Hoje, o oftalmologista faz tudo que fazia antes da doença e da internação. “Inclusive, estou correndo até 7k, sem sentir nenhuma dificuldade respiratória ou motora”, conta orgulhoso, com todas as suas capacidades funcionais restauradas.

Atividades físicas estimulam o corpo a recuperar capacidades funcionais

Hoje, entre os pacientes que, diariamente, recebem os cuidados da equipe de fisioterapia está Carlos Henrique de Jesus. Ele está internado em um leito clínico do Hospital Calixto Midlej Filho e recebe os cuidados para recuperar os movimentos.

ATIVIDADE FÍSICA AJUDA NA RECUPERAÇÃO

Os estudos e as experiências mostram que as pessoas mais ativas, que fazem atividade física regularmente e que têm comportamentos saudáveis, voltam para as suas atividades funcionais mais rápido, conforme a coordenadora de Fisioterapia da UTI Covid, Aritana Ramos. “Há vários casos de pacientes nossos que se recuperaram mais rápido por terem uma vida mais ativa. Um deles foi José Fabiano, que ficou intubado, adquiriu a forma grave da doença e hoje, após cerca de seis meses da alta, já está correndo até 7 km”, reforça.

O paciente Carlos Henrique de Jesus também se recupera com auxílio de fisioterapia

Aritana Ramos explica que a assistência fisioterapêutica ocorre em todos os momentos da internação, inicialmente para atender as demandas ventilatórias e de oxigenação do paciente internado com insuficiência respiratória aguda. Alguns desses pacientes evoluem para a intubação, que necessitam de assistência de suporte e ajustes ventilatórios. “São pacientes muito difíceis de ventilar, já que se trata de pacientes de perfis diferentes. Após a estabilização do quadro crítico, atuamos também no desmame ventilatório”.

A profissional acrescenta que outras responsabilidades da equipe de fisioterapia são com as atividades motoras e funcionais, como sentar o paciente e retirá-lo do leito o mais precocemente possível. “Queremos devolver os pacientes para suas famílias o mais independentes e funcionais possível. Com a Covid-19, isso tem ficado um pouco mais difícil e limitado, mas esse sempre será o nosso objetivo”, finaliza.

Pacientes enfatizam acolhimento com que são recebidos no hospital
Tempo de leitura: < 1 minuto

A relação estabelecida entre pacientes e profissionais do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, durante o período de internamento, ajuda no restabelecimento do estado de saúde de pessoas atendidas. O Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) registra, muitas vezes, elogios ao trabalho realizado na unidade hospitalar.

Muitos depoimentos surgem da vontade espontânea em agradecer os cuidados recebidos. Maria Aparecida Santos, que esteve no HRCC, fez questão de destacar a atenção e o acolhimento que recebeu de uma enfermeira. “Carol, estamos muito agradecidos pelo tratamento e atenção, notei que você trabalha com amor pelos pacientes, continue assim”, reconheceu.

Outros setores, além da assistência médica, também são lembrados. Foi o caso de Gilcilene Santos, que parabenizou o trabalho das copeiras do hospital, profissionais que entregam as refeições para os pacientes. “Copeiras, em geral. Um bom atendimento. Parabéns pelo trabalho”, elogiou.

O enfermeiro Názio Santana, coordenador do SAC do HRCC, explica que o setor faz pesquisas sobre os serviços prestados pelo hospital e, muitas vezes, pacientes retribuem o atendimento com elogios. “Quando a gente recebe depoimentos com boas referências ao trabalho dos colegas, isso se torna um estímulo para a continuidade das atividades. Essa interação é muito boa para o paciente e o profissional, que se sente reconhecido pela assistência prestada”, avaliou.

Itabuna está em situação de alerta para dengue
Tempo de leitura: 2 minutos

Itabuna entrou em estado de alto risco após a conclusão do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa). De cada 100 imóveis visitados, 8,8% estão com larvas do mosquito de dengue, zika vírus e chikungunya.  A pesquisa aponta os bairros Santa Catarina (29,41%) e Santa Clara (23,07%) com os maiores índices de infestação predial.

De acordo com a diretora da Vigilância da Saúde, Maristella Antunes, até sexta–feira passada (16), o município contabilizava 110 casos de dengue, cinco de chikungunya e dois zika vírus. “A situação é de alto risco. Por isso, os moradores do centro e dos bairros precisam evitar água parada em quaisquer recipientes e fechar corretamente os reservatórios”, orientou.

Maristella disse ainda, que nesta terça-feira (20), os Agentes de Combate às Endemias farão uma limpeza no condomínio São José, nas proximidades do Bairro Maria Matos (Rua de Palha). “Os agentes vão recolher o lixo e pulverizar o local”, falou.

CUIDADOS COM A COVID-19

Mesmo com a pandemia da Covid-19, os agentes entraram nas casas para fazer a coleta diante da necessidade de traçar o perfil epidemiológico solicitado pelo Núcleo Regional de Saúde Sul da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

“A equipe estava devidamente protegida com jaleco descartável, álcool 70, máscara e toucas”, reforçou o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Émerson Oliveira.

Ele disse que os moradores foram orientados a manter distância de 2 metros dos agentes enquanto estivessem nos domicílios. “Por segurança, o LIRAa não pode ser feito em residências com gestantes, pessoas gripadas, com Covid-19 ou isoladas”, afirmou.

Diante dos índices, Maristella Antunes informou que o combate ao mosquito será intensificado com apoio de outras secretarias. “Vamos envolver as secretarias de Infraestrutura e Urbanismo e Agricultura e Meio Ambiente para que possamos vencer mais essa batalha”, disse.

O diretor da Vigilância Epidemiológica afirma que a luta é constante contra o mosquito, por meio da pulverização de inseticida com bombas costais, recolhimento de pneus e rotineiro trabalho educativo. “Já fizemos mutirões no São Caetano, Sarinha Alcântara, Mangabinha e Jardim Primavera. Vamos alcançar outros bairros”, frisou.

Milena Alves, mãe de primeira viagem, e a filha Annalu
Tempo de leitura: 3 minutos

O número de partos normais acompanhados por enfermeiros obstetras disparou nos últimos dias no Hospital Manoel Novaes (HMN), que em fevereiro voltou a atender, de portas abertas, moradores de Itabuna e outros sete municípios do sul da Bahia. A quantidade de mulheres que teve filhos sem intervenção cirúrgica na unidade hospitalar saltou de 121, em fevereiro, para 143, em março. Neste mês de abril já são 121 partos normais, número maior que o registrado no mesmo período de 2020, que teve 97 procedimentos desse tipo.

Entre as pacientes submetidas ao parto normal no Manoel Novaes neste mês está Milena dos Santos Alves, moradora da Fazenda Boqueirão, em Itabuna. Mãe de primeira viagem, ela aprovou o procedimento apoiado por um enfermeiro obstetra. “Foi um parto muito rápido, sem nenhum problema. Foi uma decisão acertada. Fiz essa opção porque senti segurança nos profissionais que estavam me acompanhando”, contou a mãe da pequena Annalu.

Quem também aprovou a experiência do parto normal, com acompanhamento de enfermeiro obstetra, foi a estudante Rebeca Santos Reis, mãe da pequena Chaialla. Saudável, a criança nasceu pesando pouco mais de três quilos. Mãe e filha receberam alta na última quinta-feira (15). “Estava muito confiante porque os três partos da minha tia foram normais. A profissional que fez o meu parto me deixou muito tranquila”, contou Rebeca. A tia dela, Lucineide Crispim da Silva, acompanhou o nascimento de Chaialla.

SUS

A gerente de enfermagem do HMN, Luciana Nobre, explica que a maioria dos partos normais na unidade, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram feitos por enfermeiros obstetras, profissionais capacitados a atender mais de 90% das pacientes que não necessitam ser submetidas à cesariana. “Esse profissional está habilitado para classificar e conduzir os partos de risco habitual. Caso ocorram alterações ou intercorrências, a equipe médica que compõe a equipe multiprofissional estará disponível para atender estas demandas”.

De acordo com Luciana Nobre, além de habilitado para fazer partos de menor risco, o enfermeiro obstetra é capacitado para acompanhar o pré-natal e encaminhar as gestantes que têm demanda de alto risco para acompanhamento médico. “A atuação desse profissional ajuda a diminuir as intervenções obstétricas e aplicar medidas não farmacológicas para o manejo da dor durante o trabalho de parto. Além disso, contribui para reduzir o uso de medicação pela paciente”.

A gerente de enfermagem afirma que, embora tenha ocorrido aumento no número de partos normais nos últimos dias, boa parte da população ainda desconhece tanto as práticas da neonatologia quanto da obstetrícia. Por isso, muitas vezes, sem nenhuma necessidade, a paciente exige a participação do médico durante o trabalho de parto. Ela acrescenta ainda que muitas pacientes temem o parto normal por causa dos mitos sobre a situação do corpo da mulher. “Tem gente que acredita, por exemplo, que pode ter a relação sexual comprometida. Isso não é verdade”.

A coordenadora do Bloco Cirúrgico do HMN, enfermeira obstetra Renata Marques, destaca que em muitas maternidades no Brasil todo o processo de parto normal é conduzido pelo enfermeiro e que o hospital do sul da Bahia deu passo importante nesse sentido, pois hoje o profissional atende em porta de entrada, conduz o parto e autoriza alta da paciente. “Tudo isso é feito dentro das normas internas e externas, respeitando as leis”, assegura. Renata observa que, enquanto o atendimento é prestado pelo SUS em Itabuna, existem regiões no país em que as mães pagam caro para ter acesso aos serviços conduzidos pelo enfermeiro obstetra.

A apoiadora institucional dos programas na Atenção Primária do Município de Itabuna, Bárbara Orsine, destaca a importância do papel do enfermeiro obstetra na humanização da assistência desde a consulta de preconcepção até o puerpério. “Esse acompanhamento traz uma série de benefícios para a paciente, como o aumento da confiabilidade, construção do vínculo, evita intervenções desnecessárias e aumenta a probabilidade de inserção de boas práticas. Vale ressaltar que o enfermeiro apoia a iniciativa do empoderamento feminino, focando no protagonismo da mulher”, diz Bárbara

Presidente da Amurc se reuniu com representantes da clínica nesta quinta-feira (15)
Tempo de leitura: < 1 minuto

O presidente da Associação dos Municípios da Região Cacaueira (Amurc) e prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral (PSD), reuniu-se hoje (15) com o médico Antônio Vieira, sócio da Clínica de Medicina Hiperbárica de Itabuna.  Segundo Antônio, a clínica especializada no tratamento de feridas de difícil cicatrização pode ser fechada em razão da queda de sessões financiadas pelo SUS.

De acordo com o médico, clínica atendia em média 42 pessoas por mês via SUS, atualmente são 10. Segundo ele, a demanda pelo serviço não diminuiu. “Existe uma procura muito grande, mas há uma necessidade de uma maior contratualização por parte dos municípios e do Governo do Estado”, argumentou.

A Amurc, conforme seu presidente, “vai se colocar à disposição e lutar para que não aconteça o fechamento da clínica hiperbárica, dialogando com os prefeitos e com o Governo do Estado para verificar qual a solução iremos adotar”.

Prefeito acompanhou secretário de Saúde do Estado durante visita à unidade em fase final de construção
Tempo de leitura: < 1 minuto

O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), disse que a construção do Hospital Materno-infantil “é mais uma vitória da parceria de credibilidade” entre a Prefeitura de Ilhéus e o Governo da Bahia. Responsável pela obra, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) prevê a conclusão dos trabalhos em maio – veja aqui.

Marão acompanhou o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, em visita ao canteiro de obras, no Alto da Conquista, nesta quarta-feira (14). “É uma alegria muito grande quando a gente vê uma obra tão importante e esperada há anos pela população de Ilhéus e de toda a região sendo finalizada. Com muita luta, com diálogo e entendimento nós vamos entregar um dos maiores equipamentos do estado da Bahia e do Brasil”, disse o mandatário.

Presente na visita, o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB) também destacou o trabalho da Prefeitura em sintonia com a gestão estadual. “Aqui, devotadamente, o prefeito Mário e o governador Rui Costa [PT], com o zelo que tem o nosso secretário de Saúde, pensaram muito bem em transformar esse hospital para salvar vidas de mulheres e crianças”.