SANTA CASA SUSPENDE ATENDIMENTOS PARTICULARES NO PA DO CALIXTO MIDLEJ FILHO

AUGUSTO REVOGA NOMEAÇÃO DE JÚNIOR BRANDÃO; ANDRÉA CASTRO REASSUME A SEMPS

ALIADOS DE ROMA COMPARAM TRAGÉDIA BAIANA COM FACADA DE 2018, DIZ COLUNISTA

BAHIA ULTRAPASSA 100 MIL DESABRIGADOS E DESALOJADOS PELA CHUVA

UPB QUER PLANO FEDERAL DE RECONSTRUÇÃO DAS CIDADES ATINGIDAS POR ENCHENTES

RUI PEDE A PREFEITOS QUE ACELEREM CADASTRO DE FAMÍLIAS AFETADAS PELAS CHUVAS

EM PORTO SEGURO, PM ARRECADA 4 TONELADAS DE ALIMENTOS PARA ITABUNENSES

BOLSONARO SANCIONA REGRAS PARA PROPAGANDA PARTIDÁRIA NO RÁDIO E NA TV

SANTA CASA DE ITABUNA INSTALA GRIPÁRIO NO PONTALZINHO

Taxista é preso com cocaína em Vitória da Conquista
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na  manhã deste sábado (19), 14 quilos de cocaína em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O flagrante ocorre no momento em que uma equipe da PRF realizava fiscalização em frente a unidade policial, no Km 830 da BR-116.

A droga era transportada num táxi Chevrolet/Spin, conduzido por um homem de 47 anos, que demonstrou um nervosismo injustificado quando questionado sobre a viagem que fazia. As informações desencontradas e o comportamento anormal elevou o grau de suspeita, resultando em uma busca detalhada no veículo.

Ao averiguar o interior do táxi foram localizados os tabletes de cocaína, escondidos atrás do banco traseiro e sob o banco dianteiro. A pesagem totalizou 14 quilos da cocaína.

TRANSPORTADA PARA SALVADOR

O taxista do táxi afirmou que recebeu a droga em Vitória da Conquista e pretendia levá-la para Salvador. Relatou ainda que os demais ocupantes do automóvel não tinham envolvimento com o ilícito, apenas eram passageiros de uma “corrida” de táxi que se iniciou em Cândido Sales até Vitória da Conquista.

O motorista não disse para quem a droga seria entregue na capital baiana. O preso, o veículo e a droga foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Vitória da Conquista, onde foi lavrado o flagrante.

Mais de 5,7 milhões de MEIs são excluídos do auxílio
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Morando de aluguel e com dois filhos dependentes, a corretora autônoma de seguros Janete Queiroz é uma Microempreendedora Individual (MEI) que viu a renda da família cair para mais da metade com a crise provocada pela pandemia da covid-19. O isolamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus impediu que ela e o marido, também corretor, pudessem manter as vendas de modo presencial. Em abril, solicitaram o auxílio emergencial. O benefício foi negado para os dois. Eles fazem parte do grupo de aproximadamente 5,7 milhões de MEIs excluídos desta assistência pelo governo.

Criado em março como uma “medida excepcional de proteção social” para o enfrentamento da pandemia, o auxílio é direcionado principalmente a Microempreendedores Individuais, desempregados, trabalhadores informais e mães provedoras de família monoparental. Para os MEIs, contudo o benefício só chegou à metade da categoria. O Brasil tem 10,7 milhões de cadastros de MEIs, de acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Mas, o auxílio emergencial foi concedido só para cerca de 5 milhões de microempreendedores individuais, segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Cidadania.

“Esse benefício tem sido importante para ajudar os empreendedores a passar pela pandemia com menos dificuldades e também traz para o país um colchão de liquidez que ajuda as micro e pequenas empresas a superarem a crise em função do dinheiro que passa a girar na economia”, afirmou o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Silas Santiago, em reportagem publicada pelo site UOL nesta semana.

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, reforça a análise. “É um recurso necessário tanto para a sobrevivência destes trabalhadores como para a manutenção da atividade econômica”, ressalta. “Garantindo-se a renda das pessoas, elas vão gastar no supermercado, na farmácia, na padaria e os recursos vão aquecer a economia. Esse dinheiro volta e gera receita para o país”, acrescenta Takemoto.

“FOI O QUE ME SALVOU”

É o caso da massoterapeuta Graciane Galvão, de Brasília (DF). Formalizada como MEI desde 2017, ela esperou um mês para começar a receber, em maio, o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil (mães provedoras têm direito ao benefício em dobro). “Foi o que me salvou”, diz.

Mãe de uma filha de 7 anos e de um rapaz de 17, estudante de Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília (UnB), Graciane usa todo o dinheiro do benefício para pagar o aluguel e as contas de água e energia: “Vai tudo direto para estas despesas”.

A massoterapeuta também precisou renegociar as prestações do carro e tem conseguido manter a família com a ajuda que os filhos recebem de pensão alimentícia. “A grande maioria das minhas clientes já me avisou que só vai retornar [às massagens] ano que vem ou quando descobrirem a vacina para o coronavírus. Não sei o que seria da gente sem este auxílio”, ressalta Graciane.Leia Mais

Promotoria recomenda a Marão que faça concurso público || Foto Pimenta/Arquivo
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O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão, terá que devolver aos cofres municipais o montante de R$2.246.723,93, com recursos pessoais por pagamento indevido de juros e multas ao INSS, por atraso no repasse das contribuições previdenciárias no exercício de 2019. A decisão, tomada pelos conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios na sessão desta quinta (17), realizada por meio eletrônico, também determinou a formulação de representação ao Ministério Público Federal, para seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa. O prefeito ainda foi multado em R$15 mil.

A 4ª Inspetoria Regional do TCM identificou retenções, relativas a juros e multas devidas ao INSS, no montante de R$2.246.723,93 – de janeiro a maio e de agosto a dezembro de 2019 – pela Receita Federal, quando da transferência para a prefeitura dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para o inspetor, o atraso no pagamento do INSS e a consequente cobrança de juros e multas – ônus injustificado aos cofres públicos municipais, foi decorrente de omissão do gestor em pagar as contribuições federais devidas no prazo legal.

O prefeito, em sua defesa, sustentou que “a situação retratada nos autos não decorre da mera vontade livre e consciente do ora gestor apontado como responsável, mas, em verdade, de um quadro de dificuldades financeiras enfrentado desde muito tempo pelo município de Ilhéus, tendo a atual gestão se deparado com um montante de dívida previdenciária”. Acrescentou ainda que, no seu entender, não se pode “impor ao atual gestor o dever de restituir com recursos próprios o valor correspondente a juros e multas se essa situação (incontrolável) é fruto de um histórico antigo do erário, não se tratando de um cenário causado pelo ora gestor”.

O conselheiro Fernando Vita, relator do processo, esclareceu que o não cumprimento dos prazos e formalidades exigidas pela legislação previdenciária, implica em prejuízo – injustificável – ao erário. E reforça que “isto torna imperativo punir o responsável pelo ato com a obrigação de ressarcir o dano causado”.

O procurador do Ministério Público de Contas, Danilo Diamantino Gomes da Silva, opinou no processo pela procedência do termo de ocorrência, com imputação de multa e determinação de ressarcimento, com recursos próprios, do valor pago a título de juros de mora e multa. Cabe recurso da decisão.

Bira Riella faleceu vítima da Covid-19, em Ribeirão Preto
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O médico itabunense Ubiratan Riella faleceu nesta sexta-feira (18), em Ribeirão Preto (SP), vítima do novo coronavírus (Covid-19). Bira, como era carinhosamente chamado por amigos e colegas de trabalho, é irmão do também médico Urandi Riella.

Bira atuou por muitos anos na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, instituição que emitiu nota de pesar lamentando a perda. Ele era médico aposentado da USP e residia em Ribeirão Preto. Deixa a esposa, Rachel, e três filhos. Abaixo, no Leia Mais, confira a nota da Santa Casa na íntegra.Leia Mais

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Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.364 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,8%) e 1.988 curados (+0,7%). Dos 292.019 casos confirmados desde o início da pandemia, 278.490 já são considerados curados e 7.348 encontram-se ativos.

Os casos confirmados ocorreram em 416 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (28,75%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (6.289,18), Almadina (6.131,04), Itabuna (5.652,77), Madre de Deus (5.461,53), Dário Meira (5.051,35).

boletim epidemiológico contabiliza ainda 574.286 casos descartados e 71.596 em investigação até as 17 horas desta sexta-feira (18). Na Bahia, 24.568 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

ÓBITOS

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 49 óbitos que ocorreram em diversas datas. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 6.181, representando uma letalidade de 2,12%. Dentre os óbitos, 55,91% ocorreram no sexo masculino e 44,09% no sexo feminino.

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A Prefeitura Municipal de Canavieiras vem por meio desta esclarecer à população sobre matéria veiculada no blog intitulado Verdinho, publicada na última quinta-feira (17/09) e aqui reproduzida.

O jurídico do município já está tomando as medidas legais para, judicialmente, cobrar a comprovação das inverdades publicadas. O que foi apresentado não traduz, em hipótese alguma, a realidade dos fatos.

O município nunca fraudou ou direcionou procedimentos licitatórios, inexistindo qualquer tipo de prova, inclusive na pseudo matéria, sobre esse fato.

A Prefeitura sempre se colocou à disposição, não apenas do referido Blog, mas de toda a imprensa para responder a quaisquer questionamentos, pois entendemos que a transparência deve ser absoluta no trato da coisa pública.

A Prefeitura Municipal de Canavieiras repudia a forma como o Blog produziu a matéria e a utilização de inverdades como mecanismo político para tentar obter benefício eleitoral e reafirma o seu compromisso com a população, com a transparência e com a verdade dos fatos.

Canavieiras, 18 de Setembro de 2020

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Para completar o serviço era preciso entregar o “troféu” ao delegado para as providências de praxe. Então a comitiva desfilou pelas ruas do bairro da Conceição, em direção à feira livre – no local onde hoje funciona a FTC –, onde o delegado calça curta trabalhava em sua barraca de farinha.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Lembro-me bem que nos tempos em que ainda criança, a segurança pública era feita com muito esmero, embora os exageros também fossem fecundos. Não era pra menos, pois os tempos eram outros, em que não se falava em direitos humanos. O que valia mesmo era a palavra das autoridades, ou na falta delas, de alguém que detivesse algum poder.

Em matéria de segurança, em Itabuna, os equipamentos eram bem distribuídos. Em cada um dos bairros existia um aparelho da delegacia, com delegado e os chamados “inspetores”, geralmente um funcionário da prefeitura destinado para este fim, ou alguém que tinha a polícia como vocação, vontade essa não realizada.

A autoridade competente em cada um desses bairros era alguém indicado pelo prefeito por ser seu amigo, seu cabo eleitoral, ou alguém com coragem suficiente para meter os meliantes no xadrez. Sim, em cada um desses aparatos existia uma cela, onde eram “enjaulados” aqueles que cometiam qualquer deslises contra a comunidade.

De pequenos furtos, roubos, brigas de ruas, bares e de marido e mulher, tudo era resolvido pelo delegado (chamado de calça curta), com o auxílio do inspetor. A depender do crime praticado, o meliante, pra começo de conversa, tinha que respeitar a autoridade e era submetido a uma sova, que podia ser na “mão grande” ou outros apetrechos mais apropriados, como a uma palmatória, bainha de facão, ou o próprio, batido com a banda ou folha, para que aprendesse a se comportar.

Mas, pelo que pude observar, não era uma profissão – se é que assim pode ser chamada essa obrigação – muito segura, pois tinha lá os seus percalços, que o diga um amigo meu que assumiu esse posto máximo de segurança em Ferradas. Ao receber a voz de prisão do delegado, o bandido que ceifou a vida de um irmão de sangue ameaçou, dizendo de pronto: “Se o delegado está vendo o que fiz com ele, que é meu irmão, pode imaginar o que farei com o senhor quando for solto”. Imediatamente, a voz de prisão se transformou em “esteja solto”. O que facultou o amigo Faruk a desfrutar sua proveitosa aposentadoria.

Apesar dessas exceções, a regra era da chamada “maré mansa”, sem grande sobressaltos para a sua segurança, pois os transgressores da lei eram mais chegados às contravenções penais do que aos crimes maiores. Pulavam um quintal ali, subtraíam uma mercadoria num ponto de venda do comércio em geral, ou davam uns tapas numa briga num jogo de gude ou jogavam dados pra valer (apostado).

No caso dos amigos do alheio, a depender do modus operandi, os agentes da lei já sabiam quem eram os prováveis autores e davam uma busca no bairro, inclusive na residência da família. E essa providência não dependia de nenhum mandado judicial, bastava apenas e tão somente a vontade da “autoridade”. Alegações outras contra a obstrução da “autoridade policial” simplesmente não eram admitidas e ponto final.

Volta e meia um crime mais significativo, ou fatal, era cometido e aí, sim, era requisitada a Polícia Militar e Civil para dar conta dos fatos. Mas não era todo o dia que um fato dessa grandeza merecesse a atenção dos verdadeiros agentes de segurança, ou da lei, como costumavam a ser chamados. A cidade ainda gozava de certa tranquilidade.

Os “delegados calça curta”, dentro das condições existentes, davam conta do recado, mesmo que vez em quando eram chamados a atenção pela condução nem sempre legal dos inquéritos. Por ouvir dizer, lembro desses abnegados da segurança que já indiciaram até mesmo animais, como a vaca Florisbela, na vizinha cidade de Itapé, inquérito esse tornado sem feito pela atenção de um zeloso promotor de justiça.

No bairro Conceição, em Itabuna, também por ouvir dizer, acumulei conhecimento de muitas dessas histórias – ou estórias –, a depender do grau de credibilidade de quem nos contava. Uma delas me marcou bem, pois foi narrada por uma pessoa tida e havida como de bem, conhecida por Turrão, que era antigamente chamado pelo nome de Albertino César, zeloso funcionário do Banco do Brasil.

Segundo contou, um desses costumeiros praticantes de contravenções penais pulou o muro de um vizinho e atacou o galinheiro, subtraindo alguns frangos de raça, mantidos para as homéricas brigas de galo na rinha do bairro da Conceição. Ao receber a queixa, o zeloso “inspetor” não se fez de rogado e, pelo conhecido modus operandi, se dirigiu à casa do meliante dando voz de prisão.

Ao resistir à voz de prisão, tentou correr, mas foi detido prontamente pela grande plateia que acompanhava o inspetor, sendo contido e amarrado com cordas. E o inspetor tinha que prestar contas da ação com rapidez, haja vista que o proprietário dos galináceos era pessoa de importância na sociedade, amigo pessoal do prefeito e quase vereador, pois perdeu a eleição por umas três dúzias de votos.

Para completar o serviço era preciso entregar o “troféu” ao delegado para as providências de praxe. Então a comitiva desfilou pelas ruas do bairro da Conceição, em direção à feira livre – no local onde hoje funciona a FTC –, onde o delegado calça curta trabalhava em sua barraca de farinha. Por onde passavam, a comitiva aumentava, bem como as dores das porradas sofridas pelo amigo do alheio.

Ao chegar à barraca, nosso bravo delegado deixou de atender um freguês para dar ouvidos ao subordinado, que contou o crime ocorrido, com a gravidade de ter sido aplicado contra uma pessoa de bem. E assim que a plateia aumentou o suficiente, para o desespero do prisioneiro, o delegado largou a medida de farinha, sacou de seu revólver, e do alto dos seus pulmões, em voz solene anunciou:

“Teje preso, seu amarrado!”.

E com o sentimento do dever cumprido ainda ordenou: “Leve-o à delegacia para os costumes de sempre!”.

Em seguida, o delegado Juquinha fez um gesto próprios dos vencedores, deu meia volta e voltou a atender ao comprador de farinha.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Reunião para discutir planejamento do concurso literário organizado pelo Rotary Club Itabuna
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O Rotary Club de Itabuna realizou a primeira reunião presencial de planejamento do Concurso Literário Adelindo Kfoury Silveira, evento que conta com o apoio da Secretaria de Educação do Município. Com a participação da secretária de Educação, Nilmecy Santos Gonçalves, da assessora de Direção, Shirlene Silva Alves, e dos representantes do Rotary Club de Itabuna, Elias Veloso, coordenador da Comissão de Projetos Humanitários, e Gersolita Dagorete, coordenadora responsável pela Comissão da Juventude, o encontro ocorreu na Prefeitura de Itabuna.

Em virtude da suspensão das aulas devido à pandemia da Covid-19, houve atraso no calendário e a realização do concurso foi adiada. Essa semana, com o retorno das aulas para os alunos do 9º ano, público que participa do concurso, foi retomado o planejamento do projeto, cujo lançamento será feito em breve.

Segundo a rotariana Gersolita Dagorete, o encontro presencial teve o objetivo de verificar qual a melhor forma, diante do atual cenário, de realizar todo o projeto. “Estamos discutindo como será feito o lançamento, as orientações que serão passadas aos jovens e qual será o formato do projeto, tendo que se adaptar ao novo contexto, para que possamos em breve publicar o regulamento e revelar o tema das redações”, explicou.

De acordo com o calendário rotário, setembro é o mês que simboliza a educação básica e alfabetização, e o projeto, que tem o objetivo de estimular a leitura e produção literária entre o público jovem, consiste na elaboração de redações por estudantes do ensino público municipal, que são escolhidas por uma comissão e as três melhores são premiadas em noite festiva com participação das famílias e professores dos alunos que se destacam.

Franklin e Jé, candidatos a vice e a prefeito
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Os pré-candidatos a prefeito e vice de Ibirapitanga, Jé Assunção (PP), e vice-prefeito, Franklin Lemos, tiveram suas candidaturas homologadas em convenção, na Câmara de Vereadores. O ato realizado pelo Progressistas, contou com as presenças dos deputados estaduais Niltinho (PP) e Eduardo Salles (PP), além da grandes lideranças e empresários, como Civanilton Menezes, Valdeci Lemos e Dona Neuma Lemos.

Em discurso, Jé destacou a sua relação com o povo de Ibirapitanga e das pessoas que confiam e conhecem a sua história, um homem que trabalha desde criança. “Podem falar o que quiser, mas aqui não tem traição, nem ditadura. Quem está nesta luta é Jé, quem vai governar é Jé, juntamente com o nosso povo”, desabafou.

Franklin afirmou que seu nome foi colocado, para assumir as responsabilidades e encarar os problemas e resolver. “Ao longo desses dias, em nossas caminhadas, a gente ver as pessoas que tem a esperança, de ter sua dignidade de volta, de ser tratado com carinho, eu e Jé estamos aqui, porque temos um compromisso com o povo. Não vamos aceitar um governo que apenas um decide tudo, que não olha para a população carente”, pontuou.Leia Mais

Ministro Edson Fachin, do STF suspende isenção de impostos para importação de armas
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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu na noite desta quinta-feira (17) a liminar pleiteada pelo Estado da Bahia, na quarta (16), requerendo a retirada da Força Nacional de Segurança do sul do estado. Fachin determinou que a União retire dos municípios de Prado e Mucuri, no prazo de até 48 horas, todo o contingente da Força Nacional de Segurança Pública mobilizado pela Portaria nº 493, de 1º de setembro de 2020. Também estipulou a intimação da União, na pessoa do advogado-geral, para manifestar eventual interesse em conciliar.

Em sua manifestação, o Estado da Bahia informou que a guarda federal foi mandada no último dia 3, sem consulta prévia ou solicitação de autoridades locais, ferindo o princípio constitucional da autonomia federativa dos estados. Reclamou ainda que os pedidos de esclarecimentos, feitos ao ministro André Mendonça (Justiça), ficaram sem resposta.

Para o procurador-geral do Estado, Paulo Moreno, a decisão do Ministro Fachin responde “à altura a grave violação constitucional perpetrada” pelo Governo Federal. “A Força Nacional tem papel fundamental e relevante para o país, mas sempre como instrumento de fortalecimento do pacto federativo, mediante atuação articulada e respeitando a autonomia dos Estados. Não pode se constituir um veículo de intervenção da União nos Estados membros”.

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Gilvan Rodrigues

“Quero expressar o meu sentimento de alegria em reviver um pouco do que nós vivíamos antes da pandemia. Pudemos sentir a alegria e o calor dos irmãos neste momento de curta duração no Drive- Thru no estacionamento da I.B.T”, assim definiu Clelindalva Silva Santos Pereira, conhecida como Lily, que, junto com seu marido, Carlos Jader da Silva Pereira, e o filho participaram no sábado (12) do Drive-Thru solidário promovido pelo Colégio Batista de Itabuna.

O evento arrecadou cerca de 300 quilos de alimentos que serão destinados ao Ministério da Ação Social da Igreja para distribuição à população carente. “Foi um grande reencontro entre os funcionários, professores, estudantes e familiares. Temos vivido momentos difíceis, desde a suspensão das aulas presenciais há seis meses. Resolvemos organizar um evento para matarmos um pouco a saudade e arrecadarmos alimentos para doação às famílias carentes”, disse a diretora da escola, Gracileide Silva Guimarães Sousa (Graça), diretora da escola.

Foi organizado no estacionamento um portão para entrada com uma bela recepção dos professores com faixas e muita música e um portão de saída onde eram deixados os alimentos e uma lembrança era entregue a cada estudante. Os pais levaram os alunos até o estacionamento de carro e moto. Eles deram uma paradinha rápida na porta da escola, aproveitaram para tirar fotos. Estudantes também trouxeram faixas, cartões, pirulitos e lembrancinhas para os professores.

Durante o encontro foram adotadas todas as recomendações de segurança, com disponibilização de álcool em gel e máscaras para todos os funcionários e professores. A iniciativa foi aprovada pelos estudantes e pelos pais. “Muito obrigada pelo carinho e cuidado, minha filha ficou muito feliz e chorou de felicidade”, disse a mãe de uma aluna.Leia Mais

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A prefeita de Ipiaú, Maria das Graças Mendonça, disse que aguarda ser notificada da liminar que bloqueou seus bens e de duas empresas envolvidas em licitação do transporte escolar. Afirmou que recorrerá e já no início do governo, em 2017, reduziu despesas com transporte em 20%.

Para ela, a redução “descaracteriza qualquer lesão ou dano aos cofres públicos”. No último sábado (12), a Justiça Federal em Jequié determinou o bloqueio de bens da prefeita até o valor de R$ 805 mil. A decisão também alcançou as empresas Conserv e Viação Campo Verde (relembre aqui).

O bloqueio judicial foi determinado a partir de uma ação popular movida pelo vereador Erivaldo Oliveira, “Pery”, a quem a prefeita acusa de perseguição política. “O vereador já protocolou mais de 30 denúncias contra a prefeita em
diversos órgãos de controle e fiscalização. No entanto, não existe nenhuma condenação por ressarcimento, nem tampouco ato de improbidade administrativa em nenhuma das denúncias movidas pelo vereador contra a prefeita, tendo inclusive o Tribunal de Contas do Município (TCM) já analisado algumas delas, alertando sobre a intenção e a finalidade política do denunciante”.

A prefeita também alega que a liminar foi deferida sem que ela fosse “citada nem tampouco intimada para apresentar defesa. Tão logo seja citada, a prefeita Maria das Graças apresentará defesa, além de recurso contra a decisão.

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Consultas por município e cargo, acesso à informações detalhadas sobre a situação dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, que pediram registro para concorrer às Eleições Municipais de 2020 já estão disponíveis na plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ferramenta traz ainda todos os dados declarados à Justiça Eleitoral, inclusive informações relativas às prestações de contas dos concorrentes.

O sistema é aberto a todos os cidadãos, sem necessidade de cadastro prévio ou autenticação de usuário. Na consulta, basta selecionar a unidade da federação no mapa ou a sigla do estado que quiser informações.

Na página principal do sistema, o interessado encontrará o quantitativo total de candidaturas por cargo (prefeito, vice-prefeito e vereador). No mapa do Brasil, é possível filtrar a pesquisa clicando na unidade da Federação e depois no cargo desejado. Em seguida, aparecerá uma lista com todos os políticos que concorrem ao cargo no estado.

Selecionado o nome do candidato, é possível obter informações sobre o seu número, partido, composição da coligação que o apoia (se for o caso), nome que usará na urna, grau de instrução, ocupação, site do candidato, limite de gasto de campanha, proposta de governo, descrição e valores dos bens que possui, além de eventuais registros criminais. Também é possível acompanhar a situação do pedido de registro e eleições anteriores das quais o candidato tenha participado.

PRAZO

A ferramenta é atualizada toda hora à medida em que chegam solicitações de registros à Justiça Eleitoral. No dia 26 de setembro, às 19h, termina o prazo para os partidos políticos e coligações apresentarem o requerimento de registro de candidatos e chapas à Justiça Eleitoral.

Caso os partidos políticos ou coligações não tenham requerido o registro de algum candidato escolhido em convenção, a data-limite para a formalização individual do registro perante o TSE ou algum Tribunal Regional Eleitoral (TRE) é o dia 1º de outubro, também até as 19h.

SITUAÇÃO DE CANDIDATURA

A situação do registro do candidato aparece ao lado da foto, além do tipo de eleição à qual ele está concorrendo e um guia sobre os termos, inclusive os jurídicos, utilizados para definir a situação dele perante a Justiça Eleitoral.

Quando o processo é registrado na Justiça Eleitoral, é informada a palavra “cadastrado” e, em seguida, “aguardando julgamento”. Isso significa que o candidato enviou o pedido de registro de candidatura, mas o pedido ainda não foi julgado, ou seja, o processo está tramitando e aguarda análise.

Após o processo ser apreciado, o registro pode ser considerado “apto” ou “inapto”. Caso o candidato não tenha nenhuma contestação e o pedido tenha sido acatado, a situação que aparecerá no sistema será “apto” e “deferido”. Candidatos que aparecem como aptos, mas houve impugnações e a decisão é no sentido de negar o registro. Nesse caso, a situação será “apto”, e o complemento será “indeferido com recurso”.

Há ainda candidatos que apresentaram o registro e as condições de elegibilidade avaliadas foram deferidas pelo juiz e, no entanto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) ou o partido recorreu da decisão. Nessa hipótese, a condição será “apto” e “deferido com recurso”.

Na situação de registro julgado como apto, ainda há possibilidades de situações como “cassado com recurso” ou “cancelado com recurso”. Isso ocorre quando o candidato teve o registro cassado ou cancelado pelo partido ou por decisão judicial, porém apresentou recurso e aguarda uma nova decisão.

Por fim, também consta do sistema a condição de “inapto”, com os complementos: “cancelado”, quando o candidato teve o registro cancelado pelo partido; “cassado”; “falecido”; “indeferido”, quando o candidato não reuniu as condições necessárias ao registro; “não conhecimento do pedido”, candidato cujo o pedido de registro não foi apreciado pelo juiz eleitoral; e “renúncia”.

CONTAS

O sistema também disponibiliza as informações relativas às prestações de contas dos candidatos das eleições. O usuário pode fazer a pesquisa das receitas dos concorrentes por doadores e fornecedores, além de acessar a relação dos maiores doadores e fornecedores de bens e/ou serviços a candidatos e partidos políticos.

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Organizar a saúde, estimular a geração de empregos, cuidar da educação e fortalecer o combate às desigualdades. Esses foram os pontos principais abordados por Geraldo Simões e Jairo Araújo, durante a convenção que homologou seus nomes para prefeito e vice, na Coligação “Itabuna na frente, com a força de sua gente”. A aliança conta com PT, PC do B, PROS e Patriota.

A dupla Geraldo e Jairo se mostrou totalmente entrosada. Enquanto Jairo criticou a atual gestão que permite o crescimento da violência que atinge a juventude negra, Geraldo bateu no desastre da saúde, que penaliza os pobres. “Vamos organizar a rede de atenção básica e ampliar o programa de saúde da família, e investir na universalização dos serviços que hoje são negados à população”.

Geraldo afirma que a Prefeitura vai investir do Hospital de Base, fortalecendo os serviços de alta complexidade, começando pela implantação de especialidades como Ortotraumatologia, Hemodinâmica em Cardiologia e em Neurologia. “Vamos também implantar, no Hospital de Base, o serviço de Hemodiálise, para aliviar o sofrimento das pessoas que dependem desse serviço e hoje só contam com atendimento na Santa Casa”.

Ele citou ainda o desempenho pífio da educação e o grande desemprego que assola a cidade. “Com apoio do governador Rui Costa, vamos retomar a geração de empregos. Queremos trazer o porto seco para Itabuna, dentro do complexo Porto Sul. Mas vamos também apoiar os pequenos negócios, o comércio de bairro, fortalecendo o Banco do Povo”.

WAGNER

O senador Jaques Wagner, maior autoridade a participar da Convenção, ressaltou sua alegria de ver Geraldo na disputa, e aconselhou humildade e determinação para vencer a eleição. “Ajudei nessa construção e vou ajudar na campanha. Parabenizo ainda pela escolha do vice, o combativo vereador Jairo Araújo. Tenho certeza que Itabuna será beneficiada com uma grande gestão, com apoio do governador Rui Costa, dos partidos

A convenção foi feita totalmente online, respeitando as regras de prevenção ao novo coronavírus, e se mostrou a maior em audiência nas plataformas de streaming. Chegou a atingir mais de 250 pessoas assistindo online no YouTube, por meio do canal TV PT Itabuna. Essa, aliás, foi uma marca da pré-campanha, desenvolvida por Geraldo, que evitou reuniões presenciais desde que a situação de pandemia foi declarada pela Organização Mundial da Saúde.

APOIOS

Além do senador Jaques Wagner, várias autoridades participaram da convenção e declararam apoio à chapa Geraldo e Jairo, dentre elas o presidente estadual do PT, Éden Valadares, presidente Estadual do PC do B, Davidson Magalhães, a deputada federal Alice Portugal (PC do B); deputado federal licenciado e secretário estadual do Desenvolvimento Agrário, Josias Gomes (PT); membro do diretório nacional do PT, Everaldo Anunciação; deputado estadual Marcelino Gallo (PT); ex-Ministro da Educação Fernando Haddad; deputado estadual Rosemberg Pinto (PT); presidente do PT Itabuna, Jackson Moreira; presidente municipal do PC do B, Gilson Costa; presidente do PROS, Claudevane Leite; e o presidente do Patriota, Wallace Setenta.

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A bem da verdade, os bares não acabaram, mas perderam o charme dos botequins, o que também perde um pouco da graça. E bota a saideira!

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Podem falar da Canavieiras de tempos idos quem quiser, mas os que viveram àquela época, apreciadores de uma caninha da roça, uma cerveja bem gelada e os mais exigentes, que preferem gim, vermute, whisky e outras bebidas importadas tiveram do bom e do melhor. Pois tenham ciência que aqui pra bandas da Princesinha do Sul essas beberagens nunca faltaram, melhor dizendo, sempre foram encontradas em profusão.

E tenho uns amigos que se lembram com muita saudade da falta daqueles bares, um deles, que atualmente não bebe mais, sempre se emociona quando lembra deles que chegam a escorrer duas lágrimas faces abaixo. É o Antônio Amorim Tolentino (Tolé), bebedor de boa cepa, hoje considerado traidor das causas etílicas e que conta com muita satisfação a localização dos bares e as nuances de cada um.

Não tenho ciência do mal que praticamente exterminou esses bares e botecos, mas é certo que tal e qual um fungo exterminador como o da vassoura de bruxa varreu eles das ruas, praças, avenidas e travessas. Alguns poucos teimaram em continuar sentando praça e servido a antiga e nova freguesia – hoje chamada de clientela –, mas sem o glamour de tempos pretéritos.

Quer dizer, salvando algumas pequeníssimas exceções, ainda encontramos firmes e fortes o Berimbau; o Mac Vita, onde tudo acontecia em Canavieiras; O Meu Cacete, na Atalaia; e um ou outro escondido pelos bairros. Mas nada se compara aos de antes e até mesmo O Brazão, de Pitipiti, acabou se rendendo e fechou suas portas há cerca de dois anos. Outros, como o Padeirinho, depois Casablanca, virou churrascaria até dias atrás.

Pra não dizerem que estou floreando ou mesmo mentindo, em maio de 1993, o poeta e filósofo Zé Emídio publicou no jornal Tabu uma página inteira sobre os bares presentes e os passados. Também em 1993, eu mesmo elaborei o “Roteiro Turístico-Etílico e Gastronômico de Canavieiras” no caderno Sul da Bahia, do Correio da Bahia, no qual era mostrado um roteiro fora dos roteiros de conhecimento dos turistas.

Se hoje somos pobres nesse segmento, podemos dizer que a opulência era presente em tempos idos, como ressalta o velho amigo Tolé, alertando para as dificuldades da época, em que o motor da energia elétrica era desligado às 22, 23 horas. Ele lembra do esplendoroso Bar e Sorveteria Triunfo, que possuía motor-gerador próprio para gelar a salmoura dos sorvetes e picolés, mas cismava de fechar o bar no mesmo horário em que a energia era desligada. Sem deferência para os clientes.

E existiam bares luxuosos pras bandas do brega, como o Céu Azul, que comercializava bebidas no andar térreo e o amor em forma de sexo no andar de cima. Juntinho, se localizava o Bar Irajá, em que o homem só poderia dançar se estivesse uniformizado com terno completo e as mulheres de longo. O Bar do Batista, no Porto Grande e no Beco do Fuxico (hoje sem bar algum), tinham tantos como o Arrastão e o Beco ainda se dava ao luxo de ter até uma leiteria.

O Bar Misterioso fez muito sucesso. Em frente, do mesmo dono, uma boate abrigava os solteiros e alguns casados puladores de cerca, que embreavam na luz negra ficando irreconhecíveis. Mesmo assim, as restrições às frequentadoras eram feitas com muito esmero pelo porteiro Si Brasil, que não as deixava entrar no Aeroclube, sob o argumento de que as figuras que dançam em Dácio [na boate] não podem entrar no Aeroclube.

Como esquecer do Bar Luso-Brasileiro, do Ranchinho dos Meus Amores – ali na praça da Capelinha –; do Society Bar, depois Nosso Bar, Aerobar, na praça Maçônica; do Araketo – na rua do Gravatá; e de Parmênio, na Birindiba. Esses dois últimos funcionavam como pronto-socorro nos dias em que faltavam energia elétrica a mando de Valdemar Broxinha, por estarem equipados com geladeira a querosene, trocadas posteriormente para gás de cozinha. Não faltava cerveja gelada.

E os donos de bar eram comerciantes abnegados que se estabeleciam onde os clientes estivessem e não mediam esforços para levar os pesados engradados (de madeira) de cerveja, panelas e insumos para os tira-gostos nas canoas até a praia da Costa. Assim foi com Zé Sapinho, cuja cabana pioneira na praia da Atalaia foi apelidada de Sapolândia; a cabana Samburá, de Neném de Argemiro.

Na ilha da Atalaia também prosperaram outros bares, como o Bar Atalaia, mais conhecido pela alcunha de A Visgueira de Mílton, por motivos mais que óbvios, e “O Meu Cacete”, de Domingão, um nome sui generis que espantavam os turistas quando eram convidados para dar uma chegada no “Meu Cacete”. Para alívio deles, eram bem recebidos por Domingão e passavam a frequentar o local com assiduidade.

No bairro Birindiba também era parada obrigatória no Coquinho de Quelé, famoso aqui e alhures depois que o coquinho começou a viajar na bagagem dos turistas e se transformou em encomenda a pedido dos nativos que moravam fora e os visitantes que não poderiam vir bebê-lo pessoalmente. Além do coquinho, Quelé também era famosa pela cerveja bem gelada, cachaça em infusão de folhas e tira-gostos.

Na reportagem de Zé Emídio ficaram registrados, ainda, o Bar e Lanchonete Plaza, O Arrastão, famoso por suas batidas, O Petiskos, O Devia’s Vir, O Paladar, onde se comia muito bem, O Terra, O Mangue. Muitos deles fizeram grande sucesso – alguns efêmeros – e muitos não resistiram à mudança dos tempos. Um deles, o Berimbau se transformou em sede da Confraria d’O Berimbau e ainda resiste, se bem que de férias na pandemia.

A bem da verdade, os bares não acabaram, mas perderam o charme dos botequins, o que também perde um pouco da graça. E bota a saideira!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.