Um acordo de cooperação com o Tribunal de Contas da União (TCU) facilitará o trabalho de promotores de justiça na Bahia no combate à corrupção. O documento foi assinado na segunda-feira (21), em Brasília, pela procuradora-geral de Justiça da Bahia, Ediene Lousado.
De acordo com a representante do Ministério do Público da Bahia, o acordo facilitará a investigação de pessoas físicas e jurídicas que pratiquem atos de improbidade administrativa. A assinatura do termo de cooperação ocorreu durante a 1ª Ação Nacional de Enfrentamento à Corrupção, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), com a participação da procuradora-geral da República Raquel Dodge e do presidente do TCU, Raimundo Carneiro.
Ediene Lousado afirmou que “este acordo permitirá que os promotores de Justiça da Bahia, com atuação na defesa do patrimônio público, nas áreas cível e criminal, tenham ferramentas para a realização de um trabalho mais eficiente e com maior efetividade”.
BANCO DE DADOS
O LabContas é um ambiente tecnológico por meio do qual são disponibilizadas bases de dados da Administração Pública e diversas ferramentas de análise de dados, que permite a obtenção de informações que possam ser utilizadas em ações de controle e de combate à corrupção realizadas pelo Ministério Público.
Segundo o MP-BA, o acordo busca conferir maior eficiência, eficácia e efetividade à gestão pública, fortalecer a atuação coordenada de combate à corrupção e contribuir para melhoria da Administração Pública por meio da transferência de tecnologias, conhecimentos e do acesso a sistemas e compartilhamento de informações constantes de bases de dados a cargo das instituições participantes.
Trabalhar muito e não temer novos desafios. Foi assim que sempre pensou João José Azevedo, o Coco, que começou como empreendedor aos 16 anos. Na época, o então hippie produzia suas próprias bijuterias e miçangas para vender nas praias de Ilhéus. Hoje, 40 anos depois, o homem é dono da rede franquias de joias e semijoias ArtCoco, que no ano passado faturou R$ 10 milhões.
O empresário conta que tudo começou em 1978, quando decidiu ser dono do próprio negócio no sul da Bahia. Ele saía todos os dias para vender bijuterias nas praias de Ilhéus e retonava para casa sem uma única peça. O sucesso das vendas fez com que o homem decidisse abrir um quiosque em um mercado de artesanato da cidade.
Mas não ficou só nisso. Coco queria ir mais longe e, 10 anos depois de inaugurar o quiosque em Ilhéus, decidiu expandir seus negócios. Ele escolheu Vitória da Conquista, no sudosete da Bahia, para abrir a sua primeira loja física. Atualmente, o empresário é dono de uma rede de lojas que conta com 16 unidades em cidades baianas como Barreiras, Teixeira de Freitas, Itabuna, Conquista, Eunápolis, Guanambi, Nova Viçosa e Porto Seguro. Leia mais sobre essa história aqui.
A unidade do SineBahia em Itabuna oferece um total de 30 vagas de emprego nesta terça (22). Metade das vagas é destinada a pessoas com deficiência. A unidade fica no SAC, no Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio).
O interessado deve comparecer à unidade, caso não possua cadastro, com CPF, carteiras de Identidade e de Trabalho e comprovantes de residência e escolaridade. Para as vagas destinadas a pessoas com deficiência, há exigência de apresentação de laudo médico. Clique no “leia mais” e confira todas as vagas.Leia Mais
O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador Gesivaldo Britto, nomeou mais 12 candidatos classificados, no cadastro de reserva, no concurso realizado em 2014. O decreto publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) de segunda-feira (21) convoca nove candidatos para “Analista Judiciário – Subescrivão” e três para “Técnico Judiciário – Escrevente”.
O ato leva em consideração a renúncia à nomeação de candidatos anteriormente convocados, e o não comparecimento para posse dos convocados por meio do Decreto Judiciário nº 304, publicado no Diário da Justiça do último dia 12 de abril. O Edital nº 01/2014 tem vigência até julho de 2019.
O concurso de 2014 ofereceu 200 vagas, além de cadastro de reserva. O TJ-BA já chamou todos os aprovados dentro de número de vagas e passou a convocar os habilitados na reserva. O decreto de nomeação dos habilitados pode ser acessado aqui.
José Nazal Pacheco Soub, 62 anos, era, até o dia 30 de abril, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Ilhéus. Pediu exoneração ao final da tarde daquela segunda-feira, véspera do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Passou a ser, a partir dali, apenas vice-prefeito. Ou, como diz, “figura decorativa”.
O casamento político com o prefeito Mário Alexandre (Marão) acabaria dois dias depois. O prefeito tentou dissuadi-lo. Ouviu de Nazal uma espécie de “Ou Bento ou eu”. Bento Lima vem a ser o secretário de Administração de Ilhéus. Mandachuva do governo, como define Nazal. Marão não topou abrir mão de Bento.
Nazal faz críticas e autocríticas. Para ele, o Governo Marão está degringolando (palavras dele) e a hora é da “cidade acordar” e a gestão ter pessoas comprometidas com Ilhéus. Aponta desvios éticos e afrontas ao erário.
O vice-prefeito acredita que Marão governa sem compartilhar poder. E, mais que isso, sem comparecer ao próprio gabinete. Pior, diz que o prefeito passou mais de 8 meses sem reunir o secretariado. Também não acredita que o governo melhore. Diz ter batido de frente com mandachuvas do governo – secretários Bento Lima, Alisson Mendonça e Alcides Kruschewsky.
Membro da Rede, o vice-prefeito fez autocrítica: enxerga-se como intransigente com várias coisas. Na tarde da última quinta-feira (17), Nazal concedeu a seguinte entrevista ao blog:
PIMENTA – Começando do começo, como é que surge a aliança com Marão?
JOSÉ NAZAL PACHECO SOUB – Lançamos pré-candidatura para discutir os problemas de Ilhéus. Para mim, era muito mais importante governar do que ganhar. Ficamos em um grupo menor. Terminou não dando certo, mas tivemos uma relação boa [em uma aliança inicial de 7 legendas]. Na última semana para convenções, Mário ficou sozinho. De 7 partidos daquele grupo, ficaram 5. Depois, um. Rachou tudo. Foi quando houve proposta de [Emílio] Gusmão e Hélio Ricardo: Por que não junta com Nazal? Aí, marcamos uma conversa, no dia 30 de julho, 10 da manhã. Conversamos. Lá, eu disse: se a gente fechar um acordo, a minha proposta é só uma. É Ilhéus, é por Ilhéus. Não sabíamos se iríamos ganhar ou não. Dia 31, convenção do PSD, sentamos novamente. No outro dia, ele vira pra mim e diz: Essa noite eu dormi. Os acordos que eu tentei fazer, todo mundo trabalhou na faixa de 50%, dividindo loteando o governo.
PIMENTA – E contigo?
NAZAL – Eu disse: minha proposta é por Ilhéus. Agora, tem uma condição. Se sair da linha, eu grito. Ganhamos a eleição sem dívida política nenhuma. Eram cinco partidos. Um grande e os nanicos: O PSD, PTdoB, PTB, PSL e a Rede.
PIMENTA – Você impôs condições, Marão aceitou. Pelo que aconteceu no governo, você se sentiu usado?
NAZAL – Não me senti, pois não me subjuguei. Não concordei, um abraço. Muitos dizem você foi importante para a eleição de Mário. Talvez não tenha essa dimensão. Eu era pré-candidato, tinha 2%, sem estrutura e densidade eleitoral. Mas algo mudou quando tornei-me vice. Mas não me senti usado. A discussão, o discurso eram um. Mas, eepois, a prática… Mas o meu permaneceu o mesmo. O que eu não aceitava, eu dizia. Coisa que não aceitei, eu sempre bati de frente.
PIMENTA – Com o prefeito?
NAZAL – Com Mário e com algumas pessoas do governo que são mandachuvas: Bento Lima (secretário de Administração), Alisson Mendonça (Governo, e agora na Seplandes) e Alcides Kruschewsky (Comunicação). Com Alcides, menos, para não ser injusto. Com Alisson, forte… Eu não entrei para disputar o poder, mas para compartilhá-lo. Essa é a diferença. Eu dizia com Alisson: ‘o meu compromisso é muito maior que o seu. Você é secretário. Eu sou secretário e vice-prefeito’. Eu botei meu nome. Meu nome estava na tela [da urna]. O de Mário foi para a tela, o meu foi para tela. Eu não queria ser um vice decorativo como agora vou ficar.
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Tem pessoas que chegaram no governo, não conhecem nada, fazem um bocado de porcaria, não botam a cara na tela…
PIMENTA – E qual é o sentimento?
NAZAL – Poderia ter contribuído até mais, mas ele [o prefeito] não quis. A Marão, eu disse: você toma decisões que eu não concordo. Como você quer que eu concorde, se eu não fui, sequer, ouvido? Tem pessoas que chegaram no governo, não conhecem nada, fazem um bocado de porcaria, não botam a cara na tela…
PIMENTA – Que tipo de porcaria?
NAZAL – Tem várias coisas. [O prefeito] pegou um cara de Maraú para a Odontologia que fez horrores na área. Eu concordo, tem que botar o pessoal para trabalhar, mas você não tem o direito de dar grito, assediar. Eu disse, Mário, você não trata ninguém mal, eu não trato ninguém mal. Aí vem um cara de fora, em nome da gente, para tratar os funcionários mal? Não dá. Não sou xenófobo. Pode ser de fora, mas tem que ter compromisso com Ilhéus.
PIMENTA – Após o pedido de exoneração, o prefeito não tentou mantê-lo na Seplandes?
NAZAL – Eu disse ao prefeito… A condição para eu ficar, é você tirar Bento e um bocado de gente. Ele: então me dê nomes. Ele não tiraria.
PIMENTA – A decisão foi apenas de sair só da secretaria ou o casamento, realmente, acabou?
NAZAL – Para mim, acabou. Mário é uma pessoa que eu gosto, não há nada de pessoal, não sou de ofensas, de xingar. Agora, quando quebra a confiança, quando quebra a proposta… Eu estou vendo o governo degringolar. Eu ando na rua, eu vou para a padaria, feira, ando de chinelo na rua, ando de calção, vou para fila de banco pagar minhas contas… Eu não mudei minha forma de viver. E espero não mudar. O poder é tão efêmero. Eu não fiz campanha e nos elegemos para pensar, imediatamente, em reeleição. Para mim, reeleição é consequência, tem que acontecer de forma natural. Meu compromisso é com Ilhéus, em primeiro lugar. Então, para mim, acabou.
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Mário está governando só com Bento. Disse isso a ele. Eu não fiz campanha para uma pessoa governar sozinha.
PIMENTA – Você falou em quebra de confiança. O que minou essa confiança?
NAZAL – Sempre fiz críticas aos governos dos quais participei. Eu me afastei politicamente de Jabes em julho de 2006. Eu disse, Jabes você errou quando governou sozinho com Isac Albagli, John Ribeiro, com núcleo fechado, que acha que não erra, que acha que é infalível. Isso é ruim. Depois, veio Newton Lima e governou discutindo tudo. Tudo era na mesa. Foi reeleito com mais de 60% dos votos válidos de Ilhéus, algo que não irá se repetir por muitos anos. E aí, Jabes voltou para o governo [em 2013] e repete-se situação que você fecha o governo para decidir com poucos. Aí vem Mário e está governando só com Bento. Disse isso a ele. Eu não fiz campanha para uma pessoa governar sozinha. Fiz campanha para governar discutindo dentro do governo e com o povo. Então, não vou recuar no meu modo de pensar. Agora, a decisão foi minha por um único motivo. Eu levei 75 dias para Mário me receber esse ano.
PIMENTA – Quantas reuniões como secretário?
NAZAL – Apenas duas em todo o governo. É uma crítica que eu tenho com Mário. Por exemplo: ele não tem rotina para despachar. Todo governo deve ter. Se ele está te atendendo, chega outro secretário e entra na conversa. Então, não pode ser assim. Não é que seja sigilo, segredo, mas tem coisas que exigem foco. Eu fiz uma crítica a ele, de frente. Você não está indo ao gabinete, que está às moscas. Eu vou lá todo dia.
PIMENTA – Nem vai à rua?
NAZAL – Ele despacha em casa. Está errado.
PIMENTA – O que distancia o prefeito do próprio gabinete?
NAZAL – Decisão pessoal dele. Eu não tenho dificuldade de dizer não. Se posso dar um sim, será um prazer imenso. Se não, será com dor forte, mas terei que dizer não posso. Governar é tomar decisões. E não ter decisão é pior que protelar. Eu disse a ele: Jabes entrava pelos fundos, mas ia ao gabinete, mas você nem isso.
PIMENTA – Dá para administrar uma cidade como Ilhéus, assim, desta forma?
NAZAL – Não dá. Diversas vezes, e abertamente, propus fazer o seguinte: nós dois vamos entrar em um carro, ir a posto de saúde, escola, unidade administrativa para ver como as coisas estão acontecendo. Vamos chegar em uma escola na hora da merenda para ver como está a merenda. Vamos chegar em um posto às cinco horas da tarde, para ver se tem alguém lá, que o horário é até as 18h. Não tem ninguém em nenhum posto. A gente perdeu, agora, do meu ponto de vista, o apoio que estava tendo do governo do estado na área da Saúde.
PIMENTA – Por quê?
NAZAL – As coisas não estão acontecendo. Não vamos ter mais o apoio que estávamos tendo do Estado e que, inclusive, causou ciúmes em políticos do passado. Tínhamos um apoio muito forte, mas hoje está meio frio.
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Meu amigo, tá faltando copinho para fazer exame de tuberculose. Copinho que custa centavos.
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PIMENTA – Esse novo comportamento do estado se dá por causa do prefeito ou de quem comanda a Pasta?
NAZAL – O prefeito é quem governa, mas vem também da pasta. Algumas coisas melhoraram. É inegável. O atendimento na pediatria… Mas não está ainda bom. Eu não concordo com governo que vive de releases. Tem que viver com ações concretas. Hoje (quinta), de manhã, recebi solicitação que não vou poder ajudar. Meu amigo, tá faltando copinho para fazer exame de tuberculose. Copinho que custa centavos. Cheguei no Ilhéus II, e uma senhora me disse que comprou fita – R$ 5,80 – para o posto de saúde marcar a consulta dela. Tenho que ficar com vergonha. A Prefeitura de Uruçuca está com 4 escolas dentro de Ilhéus. E Uruçuca construiu uma escola dentro de Ilhéus, em Banco Central, ano passado. Eu reclamei, reclamei e nada foi feito. Reclamei até ontem (15), meia-noite. Pode ser que tenha sido feito hoje. Construída.. Isso é improbidade administrativa. Na revisão do limite, a pessoa pode dizer que quer ser de Uruçuca. Ninguém toma providência. Não é a defesa intransigente, mas a gente tem que tomar conta do nosso chão.
PIMENTA – O governo tem tempo para mudar, melhorar?
NAZAL – Todo mundo, na hora que quer mudar, muda. Mas tem que querer. Se não houver vontade… Eu acho difícil acontecer [mudança]. Eu vi pesquisa com recortes pontuais. Disse na cara, não acredito. Pesquisa eu acredito vendo-a completa, quem fez… Pode ser Ibope, Datafolha… Vendo pedacinho, não acredito. A pesquisa verdadeira é a do dia a dia. Vai na feira, pergunte. Vai…
PIMENTA – O prefeito sempre foi visto como acessível, afável. O que provocou essa mudança, esse distanciamento do gabinete?
NAZAL – Não vejo ninguém melhor que Mário para fazer esse corpo-a-corpo, mas ele está deixando a desejar. Tem coisas que não justificam. O atendimento ao público… Infelizmente, a maioria vai fazer pedido pessoal, mas há quem peça coletivamente, de forma plural. Então, tem que ter atenção. Vou dar exemplo. Inema, no interior, ele não tinha ninguém na campanha. Eu abri conversa e o grupo nos deu votação expressiva. O grupo não foi atendido em nada. Eram pedidos coletivos. Foram atendidos por mim, Alcides, Alisson. Mas ele, nada.
PIMENTA – O governo reage da melhor forma às críticas de opositores?
NAZAL – Sabe a história do avestruz, do enterrar a cabeça pra não ver… Eu não sou o prefeito. Prefeito é Mário. A minha rede social quem responde sou eu. Se acho que é pertinente a reclamação, dou a devida resposta. Ontem, fiz uma observação ao governador [Rui Costa]. Fui ver uma reclamação quanto à obra de esgoto na zona sul. De fato, está uma porcaria. Mostrei ao governador e avisei à Embasa. Ele respondeu meia hora depois, dizendo que tomaria providência. É um problema sério. São R$ 52 milhões investidos, uma grande obra. Ilhéus vai chegar a 92% de esgoto tratado.
PIMENTA – E na sua Pasta, o Planejamento?
NAZAL – Briguei no governo e não consegui dar conta do Plano Municipal de Saneamento Básico. Nós precisamos fazer. Se não fosse prorrogado o prazo para 2019, ficaríamos sem receber dinheiro nenhum, nem de emenda nem de nada, por falta do plano. Ninguém no governo dá importância. Fizemos um convênio com a UFSB, e espero que continue, de levantamento arbóreo, isso é importante para a população viver, ar mais limpo, respirar melhor, fizemos um trabalho para a Bacia do Iguape, que é um problema grave d´água. Espero que deem continuidade. Uma série de coisa que a gente encaminhou, mas paciência.
PIMENTA – Sua secretaria foi boicotada?
NAZAL – A dificuldade que tínhamos era com pessoal. Por meio de parceria com o Ministério Público, conseguimos fazer algum tipo de capacitação. Agora mesmo foi curso de poda de árvore, por uma semana… Temos condições péssimas de trabalho, de estrutura. Tínhamos uma pessoa para fazer todo o licenciamento ambiental de Ilhéus. Ficamos um ano com só uma pessoa. É, humanamente, impossível dar conta com uma só pessoa. Claro que não dá conta. Aí foram chamados mais 4, mas somente no final do ano passado.
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Tem empresas grandes que estão enganchadas porque têm passivo ambiental pesado e pedem para dar jeitinho.
PIMENTA – Havia queixa quanto à concessão das licenças ambientais.
NAZAL – Fomos duros na concessão de licenciamento, construção em áreas de proteção, construção irregular. No dia que se dava uma notificação, havia dez pedidos políticos para dar um jeitinho. Tem um prédio que estava sendo construído na zona sul e foi embargado porque estava sem licença, alvará, sem nada. Ainda veio pedido para ter paciência com um negócio desse… Tem empresas grandes que estão enganchadas porque têm passivo ambiental pesado e pedem para dar jeitinho.
PIMENTA – O governo ficou aquém do pensado?
NAZAL – Muito. Por exemplo, transparência de todos os atos. É uma obrigação legal. Mas temos que fazer mais que a obrigação. O que é isso? É contratar bem, saber se o serviço está sendo bem feito. Deficiência no serviço de transporte escolar, na merenda, na atenção básica de saúde… Agora, como vice-prefeito, vou ter condição de enxergar mais…
PIMENTA – A secretaria conseguiu desempenhar o papel, de planejar, discutir a cidade?
NAZAL – Conseguiu. Tem vários projetos prontos. Nunca é um trabalho sozinho. A gente teve discussão muito forte sobre a mobilidade urbana, resultando em projeto que se for implantado terá grande impacto. Temos projeto para fazer escola na área social do Clube do Pontal… Está bacana. O Clube tem projeto de doar terreno para o município, mas nunca consegui apresentá-lo ao prefeito. Temos a mudança do projeto de transporte coletivo, de diametral para radial, com o usuário podendo usar ônibus por 2 horas pagando só uma passagem. O transporte público é deficiente em Ilhéus. Por isso, temos o avanço do transporte clandestino. Precisamos discutir a questão da água. O prefeito perdeu uma ligação da cidade de Sobral, Ceará. Vinham propor implantar em Ilhéus um sistema de educação que é modelo no Brasil e no mundo. Sabe onde está sendo implantado? Em Vitória da Conquista. O prefeito Herzem está entusiasmado, encantado.
PIMENTA – E qual seria o custo?
NAZAL – O operacional, o normal. Ele [Marão] nem ouviu, não houve interesse. Falei com a secretária… Então, essas coisas… A cidade precisa acordar. Incomodou tanto eu me separar, politicamente, do governo que tá saindo um bocado de meme dizendo Nazal, Mário e a deputada. Tem culpa. Mas eu sei de onde está partindo… Nesta semana, fizeram uma reunião grande para entrar nessa linha do desgaste de Mário.
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Quem governar diferente, está governando certo. Agora, eu não fiz campanha em 2016, andei por Ilhéus, para fazer um governo como está sendo feito.
PIMENTA – Sinaliza preocupação com 2020. Você será candidato a prefeito?
NAZAL – Em 2006, eu dizia que seria candidato a prefeito de Ilhéus não para ganhar, mas para puxar temas, discutir Ilhéus, que queria ser diferente. Fui secretário de Uruçuca no Governo de Fernanda Silva [2013-2016]. Na primeira reunião em dezembro de 2012, no Barravento, ela queria ouvir cada um. Eu não tinha tanta intimidade. Disse, prefeita eu só tenho uma sugestão para a senhora. Faça diferente. E ela, como é que governa diferente? Respondi: governe certo. Quem governar diferente, está governando certo. Agora, eu não fiz campanha em 2016, andei por Ilhéus, para fazer um governo como está sendo feito.
PIMENTA – E como está sendo feito?
NAZAL – Principalmente com o erário. Fui contra fazer o carnaval desde o primeiro ano. Adoro carnaval, mas só faz festa quem tem dinheiro sobrando. Um milhão e duzentos que gastou no carnaval consertava quantos postos de saúde, quantas escolas? A Escola de Tibina tem mais de cinco anos que está sem teto. Fui à secretária [de Educação] Eliane Oliveira. E ela respondeu que foi a primeira que pediu para consertar. E mostrou: aqui a prova. Quem mudou a prioridade? Não sei, mas foi a primeira escola. Tem oito meses que não fazia reunião de secretário. Fez na terça (15). Como governa dessa forma? Que unidade tem esse governo? Até para discutir, até para brigar… Um não sabe o que o outro está fazendo… O plano de iluminação da Soares Lopes quem fez foi a Administração. A Secretaria de Serviços Urbanos, na época era Jorge Cunha, não sabia de nada. Alcides levantou uma questão, e tinha razão. O projeto da Avenida era um e o da ponte, feito pelo Estado, era outro. Não se comunicou. Ontem, o pessoal da obra da Ponte me pediu que enviasse a referência do poste [de iluminação pública] para planejar igual. Coloquei em contato com Hermano Fahning para fazer.
PIMENTA – O projeto é bom?
NAZAL – É bom. Vou dar exemplo… Marão estava viajando e eu entrei em contato com o governador para falar do projeto. Governador, queremos fazer um estacionamento aqui. Ele respondeu, façam um projeto bonito… Até agora, não foi levado ao governador. Não é um projeto caro. Fiz pedido ao prefeito na minha carta. Aquelas pedras da construção da ponte serão retiradas, está no contrato. devem ser jogadas em área licenciada ambientalmente. A licença indica que se jogue na Sapetinga, no São Miguel e São Domingos. No São Domingos, o SIT (Governo do Estado) está fazendo a licença. Na Sapetinga e no São Miguel, a prefeitura terá que fazer. Ninguém fez. Será que vão querer fazer de qualquer jeito? Tem que ter responsabilidade. Civil, inclusive. A gente não tem em Ilhéus uma cascalheira licenciada. Como é que se faz manutenção de estradadas? Ilhéus não se tem uma sequer. O governo não discute. Acha que é besteira isso? Quem está no campo, sofre. O lavrador, o agricultor, quem precisa usar o ônibus. Em Uruçuca, teve aquele acidente com morte da estudante. Em Ilhéus, tem veículos rodando naquelas condições. Mas como dá manutenção se não tem cascalheira licenciada?
PIMENTA – Começamos falando do casamento… Em casamento, ambos têm responsabilidade, se na união ou na separação. Que autocrítica você faz?
NAZAL – Faço todo dia, todo dia, todo dia. A minha talvez seja a de ser intransigente com algumas coisas, com as coisas que têm de ser feitas da forma certa. Há coisas que você possa achar um caminho. Mas sou intransigente com o interesse público estar acima do privado.
PIMENTA – O privado se sobrepõe ao público com grande incidência em Ilhéus?
NAZAL – Em todo governo. A pessoa chega com o projeto, tudo bacana. Aí o sujeito chega e a gente pergunta das desvantagens. Ah, não tem. Como? Só tem vantagem? Mas é preciso ter coragem para enfrentar isso.
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O prefeito deu declaração de que a usina vai funcionar [essa semana]. Se funcionar, vai ser de forma irregular.
PIMENTA – Falando ainda das causas do rompimento, os atritos com secretários pesaram na decisão?
NAZAL –Atrito teve, mas não a ponto de criar trauma. O mais melindroso foi a coragem que a gente teve de fechar a usina, estando a usina irregular. Como é que nós, como governantes, exigimos que esteja correto e libera a usina? Município tem que fazer correto. Não é favor fazer o correto. Agora, para resolver o problema da usina, a gente escolheu algumas áreas. Mas a decisão de Bento, do prefeito, foi desapropriar a área onde a usina está, sem observar o valor venal da área, que é alto. O prefeito deu declaração de que a usina vai funcionar [essa semana]. Se funcionar, vai ser de forma irregular. E eu não sei se a empresa já devolveu todos os equipamentos, porque havia equipamento do município sendo usado em Itacaré. Até seis meses atrás, estava lá.
PIMENTA – Você se arrepende da aliança com Marão?
NAZAL – Não. Valeu a pena. Não é a posição pessoal de ser vice-prefeito. Isso é passageiro. Passa tão rápido. Vou me dedicar agora a um trabalho em função do Censo de 2020. Vou trabalhar sozinho. Depois, apresento. Até ao prefeito. É pelo município, por Ilhéus. Marina me disse uma coisa, meu filho, você fez um contrato com o povo. Eu vou me dedicar. Onde sou chamado e onde for chamado, eu vou.
PIMENTA – Já é o plano para 2020?
NAZAL – Pode até ser, mas eu sempre fui. Eu atendo telefone sem olhar quem está ligando. Devolvo todas as ligações que fazem para mim. Eu não sei se estarei vivo amanhã. Não sei se chego em casa hoje. Eu gostaria de ver o governo mudar, mesmo não estando nas decisões, mas pelo bem da cidade.
PIMENTA – Com as mexidas feitas na equipe, dá para mudar?
NAZAL – Só o tempo para dizer. Sem se reunir, sem interação entre as pastas, saber o que o outro está fazendo, ajudar o outro, não tem mudança.
PIMENTA – Dá para a equipe jogar bem com o técnico a distância?
NAZAL – Não. Mário tem que ter rotina de prefeito, não lê um processo para despachar. Tem coisas que você tem que saber, entender o que está fazendo. Tem coisas que a gente precisa não apenas conhecer, tem que saber daquela coisa lá. Agora, repito, tem que ter compromisso com a cidade. Eu moro na mesma casa há 62 anos. Não pretendo sair. Quero olhar para as pessoas. Está faltando amar as pessoas verdadeiramente. Trabalhei com vários prefeitos. Não encontrei um top. Tem que pensar no coletivo. Não gostou, mas quantos mil gostaram? É fazer o que tem que ser feito, mas não com interesse em ser reeleito. Ele dizia eu vou ser o prefeito top. Prefeito, não foi top.
Nesta segunda-feira (21), o Tribunal do Júri condenou Pedro Damião Cruz Sena a 39 anos e nove meses de prisão por ter estuprado e matado Janderson dos Santos Mota, de seis anos, bem como pela ocultação do cadáver da criança. O crime aconteceu em 14 de julho de 2014, em Salvador, e o acusado foi preso nove dias depois em Itabuna.
Pedro Damião foi condenado por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, torpeza e impossibilidade de defesa da vítima). O julgamento começou às 8h30min no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A tese da acusação foi defendida pelo promotor de Justiça Davi Gallo e acatada pelo Júri, composto por sete pessoas, e presidido pelo juiz Álvaro Marques de Freitas Filho.
A defesa alegou que o acusado teria um transtorno de personalidade e, portanto, seria inimputável, tese rejeitada pelo júri. O promotor de Justiça Davi Gallo ressaltou a importância da condenação. “Foragido da Justiça de São Paulo, onde responde por estupro e assassinato de outra criança, Damião é um pedófilo contumaz. Sua condenação é mais uma vitória na luta contra esse crime covarde”, salientou.
CONFESSOU O CRIME
De acordo com o Ministério Público da Bahia, além das testemunhas, Pedro Damião também depôs no julgamento e confessou tudo. O crime aconteceu em um imóvel alugado pelo condenado na Rua Dilson Souza, no bairro de Pernambués, quando o menino foi estuprado, morto e teve o corpo carbonizado por Pedro, também conhecido como “Marcelo” ou “André”.
A criança foi convidada pelo criminoso para comprar roupas novas em um shopping na região do Iguatemi, mas foi levada por ele para o imóvel onde os crimes aconteceram. Na época, vizinhos denunciaram o mau cheiro oriundo da casa, onde foi encontrado o corpo já em estado de decomposição quatro dias depois do crime. Pedro Damião era foragido do estado de São Paulo, onde respondia pelo crime de estupro e assassinato de uma criança de nove anos, em 2004.

A Associação da Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais do Estado da Bahia (Ampesba) promove, na próxima sexta-feira (25), o IX Congresso Norte/Nordeste da Pequena Empresa – Empreendedorismo com Inovação Tecnológica. O evento será realizado no auditório principal da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a partir das 8h.
O presidente da Ampesba, Valdir Ribeiro, explica que os participantes não terão acesso apenas a informações sobre inovações de tecnologia. “Serão apresentadas novidades também nas áreas de marketing pessoal, relações trabalhistas, previdenciárias, pregões eletrônicos, capacitação e linhas de financiamento”, diz Ribeiro.
O Congresso das Pequenas Empresas conta com o apoio das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) de Ilhéus e Itabuna, Associação Comercial e Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Ilhéus (Sincomércio), Banco do Nordeste e Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe).Estão previstas apresentações de painéis e pelo menos oito palestras de profissionais de diferentes áreas. Mais informações pelos telefones (73) 991783684 e 988861436.
Que chova ou faça sol! O drama é mesmo para os passageiros que precisam esperar o transporte coletivo no ponto ao lado da Câmara de Vereadores de Itabuna, no bairro Conceição.Quem precisa se deslocar para outras regiões da cidade reclama da falta de um lugar decente para espera os ônibus, que quase nunca cumprem o horário.
Os usuários do transporte coletivo relatam que, por falta de cobertura no ponto de ônibus, durante o verão têm que enfrentar o sol escaldante, principalmente no período das 8 às 17 horas. Eles se queixam que no inverno o sofrimento é ainda maior, pois quase sempre chegam ao destino molhados. Para piorar a situação, surgiu uma cratera quase em frente ao ponto.
O ex-prefeito de Itacaré Rafael Mota Barros, faleceu no último final de semana, no Hospital de Ilhéus, aos 93 anos. A presidência da Associação de Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano (Amurc) lamentou a morte do ex-prefeito em nota, nesta segunda (21). O corpo do prefeito foi enterrado neste final de semana.
O gestor governou Itacaré na década 70, pela Arena, após mandato como vereador. “Neste momento de grande tristeza, rogamos a Deus por paz e conforto aos familiares, amigos e toda a população de Taboquinhas – Itacaré”, manifestou-se o presidente da Amurc, Tonho de Anízio, que é prefeito do município sul-baiano.
A 28 dias para a estreia do Brasil na Copa do Mundo, na Rússia, os comerciantes de Itabuna andam decepcionados com a baixa procura por produtos com as cores da seleção. Lojistas acreditam que as vendas vão melhorar na segunda semana de junho, quando os consumidores devem aproveitar para comprar também o presente do Dia dos Namorados, com as cores verde e amarelo.
Outro grupo de comerciantes aposta que a procura por produtos relacionados à Copa da Rússia só vai aumentar mesmo a partir da estreia da seleção, no dia 17, um domingo, contra a Suíça. O jogo está previsto para às 15. “O Brasil vai vencer a primeira partida e o consumidor correrá para garantir as cores da seleção na partida seguinte”, avalia o gerente da loja de material esportivo Imperatriz, Sérgio Sodré.
Sodré explica que, nos últimos anos, por causa da crise financeira, os consumidores têm deixado para fazer as compras quase em cima da hora. “Verificamos esse comportamento com as vendas para datas como Dia das Mães e Natal”. Ele diz que sua loja fez um investimento ainda maior que na Copa passada.
Para Kely Ribeiro, gerente do Shopping 10, o movimento tem um pouco do reflexo do desempenho do Brasil na Copa de 2014, principalmente a lembrança do 7×1 para Alemanha. “Na edição passada, as pessoas estavam mais empolgadas e as vendas começaram dois meses antes do início da competição. Já o movimento deste ano está um pouco abaixo das expectativas”, diz.
Mesmo com movimento ainda tímido, Kely Ribeiro conta que o estoque será reforçado nos próximos dias. “Estamos recebendo mais produtos a partir do dia 8. A nossa expectativa é de zerar os nossos estoques com produtos da seleção já na segunda fase da competição. O brasileiro é apaixonado por futebol e estará uniformizado nas partidas da seleção, principalmente as crianças e as mulheres”, prevê.
O empresário Alício Nunes acredita que as vendas devem começar mesmo na semana do Dia dos Namorados (12 de junho), “ porque muita gente vai aproveitar para unir o útil ao agradável. Principalmente as mulheres vão aproveitar para presentear o seu amado com camiseta, short, camisas ou boné com símbolo da seleção brasileira”, aposta.
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A Prefeitura de Itabuna mudará, a partir de 4 de junho, o sistema de emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). O município alega que a troca visa dinamizar o trabalho dos servidores do Departamento de Tributos da Secretaria da Fazenda e agilizar o atendimento ao contribuinte. Os detalhes das alterações e a nova versão do sistema serão apresentados nesta terça-feira (22), no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC).
As informações serão transmitidas durante um curso de duas horas de duração (das 9 às 11 horas), que será ministrado por técnicos do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM). Serão detalhados procedimentos relacionadas à transferência de titularidade do usuário master; autorização – incluindo/excluindo usuário; NFS-e Versão 2.0–emissão, substituição e cancelamento; consulta, débito e emissão de guias e exportação de relatórios.
O curso é gratuito e aberto a todos os contribuintes que usam o sistema de NF-e de Itabuna, a exemplo de prestadores de serviços, substitutos tributários, proprietários de gráficas e instituições financeiras.
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) anunciou obras para Itapetinga durante visita à 48ª Exposição Agropecuária do município, ontem (20), ao lado de diversas lideranças políticas. Das mais tradicionais exposições agropecuárias do Estado, o evento proporcionou aos agropecuaristas a realização de negócios, aquisição de conhecimento e, ao público geral, entretenimento com apresentações musicais, gastronomia e rodeios.
“É uma exposição internacional que nos orgulha e é uma referência ao nosso território de identidade. Itapetinga é uma cidade-sede do Médio Sudoeste, uma região que é uma referência na agropecuária e possui uma forte bacia leiteira”, definiu o deputado.
Rosemberg reforçou, na visita, o compromisso do governo estadual em recuperar o acesso da BA-263 (Parque de Exposições Juvino Oliveira) até a Estação Rodoviária. Também adiantou que o Centro de Abastecimento de Itapetinga será reformado, via emenda parlamentar em parceria com o deputado federal Antônio Brito. Recentemente, a cidade recebeu o Ponto SAC Cidadão.
O parlamentar escolheu o encerramento por considerá-lo o momento mais oportuno para interagir com a população. “O domingo é o dia em que as famílias vêm ao evento, é a melhor data para dialogar com a sociedade itapetinguense”, explicou.Leia Mais
O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, fez visita ao campus da Faculdade Santo Agostinho, na J.S. Pinheiro, na Nova Itabuna, e considerou “uma imoralidade” a proibição do governo federal em autorizar novos cursos de Medicina pelos próximos cinco anos.
– Esperamos que o próximo governo cancele essa imoralidade. O que o MEC e o Ministério da Saúde devem fazer é fiscalizar os cursos para que sejam implantados com qualidade – disse o prefeito.
A Santo Agostinho não foi atingida pela medida, pois o processo de implantação do curso de Medicina, no âmbito do Programa Mais Médicos, começou em 2015, por edital lançado pela então presidente Dilma Rousseff.
Na semana passada, a faculdade foi credenciada pelo Ministério da Educação e deverá iniciar as atividades em 27 de julho, conforme anúncio feito hoje. O vestibular da instituição está previsto para 17 de junho. Serão oferecidas 85 vagas, 10 das quais para bolsistas. O curso da Santo Agostinho será coordenado pela médica Mércia Margotto, que integra o colegiado de Medicina da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) acaba de publicar edital para Processo Seletivo Simplificado para Professor Substituto. No certame, são ofertadas 5 vagas para as cidades de Porto Seguro e Itabuna, divididas em várias áreas de conhecimento. A remuneração pode chegar a R$ 4,6 mil.
CONFIRA EDITAL
A inscrição custa R$ 100,00 e pode ser feita de hoje (21) até o dia 4 de junho. O regime de trabalho pode ser de 20 ou 40 horas semanais, a depender da vaga. O processo seletivo deve ocorrer em 20 de junho, com duas etapas: Prova Didática e Prova de Títulos.







































