O jogo embolou no ataque oposicionista baiano, tipo quando um meia lança a bola na área e ficam dois atletas naquela de “não sei se vou ou se fico”. Na verdade, a indecisão foi do ex-governador Paulo Souto (DEM), que até o último dia de janeiro dizia não ter a intenção de ser candidato ao governo da Bahia e deixava Geddel (PMDB) livre para receber a bola.
Diante da resistência de Souto, o prefeito de Salvador, ACM Neto, capitão do time, chegou a definir que a jogada seria com Geddel, mas eis que o ex-governador, anabolizado por correligionários, encheu-se de energia e disposição, declarando que é candidato, sim senhor. Ocorre que o peemedebista já recebera a bola e agora se recusa a devolvê-la.
A possível crise é assunto da análise do jornalista Samuel Celestino, publicada neste domingo (9), no jornal A Tarde. Para o analista, caberá a Neto, que tem demonstrado jogo de cintura em outros confrontos, driblar resistências e restabelecer a paz no ninho oposicionista.
Apesar de Paulo Souto ser um atacante indeciso, sua candidatura é vista como estratégica para o DEM, que sofre com o ostracismo no plano nacional, mas – como lembra Celestino – está bem na fita na Bahia, com as prefeituras da capital e de Feira de Santana, o segundo maior colégio eleitoral do Estado.
E aí, Neto conseguirá reorganizar seu esquema tático ou a oposição seguirá rachada para o primeiro turno? Quem estiver ansioso com a resposta terá que aguardar, pois as definições desse imbróglio respeitam o modus operandi baiano. Ou seja, somente ocorrerão após o Carnaval.

“Mais importante do que aquilo que você sabe é aquilo que você é capaz de fazer com o que você sabe. Uma escola livresca, de ensino uniformizador, não tem mais a capacidade de oferecer atrativos para as novas gerações”.
O mundo contemporâneo oferece uma multiplicidade de alternativas tecnológicas. Vivemos na sociedade da informação. Podemos buscar qualquer informação que desejemos, basta que nos apropriemos dos mecanismos e técnicas adequadas. Na educação formal não é diferente. Trabalhamos na lógica do conhecimento compartilhado, da produção coletiva, do exercício da criação, na lógica das redes. O aluno de hoje não precisa – e não deve – aceitar passivamente o que lhe é oferecido em sala de aula. Ele busca outras fontes, ele se capacita além da sala de aula.
Recentemente, em salas de aula de uma universidade federal, encontrei cartazes colados nos quadros com as seguintes palavras: PARA UM MELHOR APROVEITAMENTO DA AULA, POR FAVOR, MANTENHA O CELULAR DESLIGADO. TODOS/AS AGRADECEM!
Aquilo me incomodou. A atitude institucional vai contra o que se espera de uma universidade adequada aos tempos hodiernos. A imagem de um docente centralizador, “dono” do conhecimento diante de mentes menos capacitadas, tem perdido poder. O estudante atual tem ao seu dispor uma série de fontes de informação. A universidade é só mais uma destas. Tentar controlar o uso de tecnologias em sala sugere que o docente é o único meio que o aluno pode encontrar para obter conhecimento naquele espaço.
A Universidade Federal do Sul da Bahia, que receberá seus primeiros alunos no segundo semestre de 2014, vem sendo planejada levando em plena consideração a presença das tecnologias em sala de aula. Desmistifica-se o professor “estrela” e se constrói um sistema de ensino e de aprendizagem coletiva, colaborativa. E, por consequência, mais eficiente diante das demandas formativas atuais.
O referencial dessa reflexão tomado pelas matrizes teóricas da UFSB está em Pierre Lévy. Para ele, nessa realidade, surgem espaços abertos e não lineares, onde cada indivíduo preenche um papel específico, único. E, segundo Lévy, torna-se urgente uma profunda reforma no sistema educacional no que diz respeito a reconhecer as experiências adquiridas por cada personagem do jogo educativo. Para ele, escolas e universidades deixam de ter exclusividade na criação e transmissão do conhecimento. A ideia agora é orientar os caminhos individuais, reconhecendo os saberes de cada pessoa, os diferentes olhares.
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O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado em 2003 dentro das iniciativas do Programa Fome Zero para fortalecer os circuitos locais de produção agrícola e a agricultura familiar, também beneficiou quase 5 mil agricultores e mais de 124 mil estudantes em cinco países da África. O PAA África é uma iniciativa conjunta do governo brasileiro, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e do Departamento Britânico para o Desenvolvimento Internacional. Com um orçamento total de US$ 11 milhões, já foi implementando na Etiópia, em Malaui, Moçambique, no Senegal e Níger.
A fase piloto do programa começou em fevereiro de 2012, com foco na compra de alimentos para a merenda escolar. Segundo o técnico do Ministério da Agricultura de Moçambique, Eugénio Comé, em visita ao Brasil, é possível perceber que os relatos sobre a agricultura familiar estão mesmo se concretizando no país. “Tirei boas lições dessa experiência que tive no Brasil e vou levá-las com a perspectiva de adaptar o que vi aqui para a realidade de Moçambique.”
A academia Vital Fitness, que no próximo dia 12 promove o concorrido “Vital Day”, lançou uma promoção que está agitando sua fanpage no Facebook. A campanha convida pessoas que não sejam alunas da academia, e aquelas que já frequentaram, a compartilhar o convite para o evento, podendo concorrer a um passe livre para o Vital Day.
No dia 12, a academia terá uma programação especial, gratuita para quem tem matrícula na casa. Entre as atividades, haverá massoterapia, degustação de alimentos, sorteio de brindes e aulas especiais em todas as modalidades.
Para ver o anúncio no Face e concorrer ao passe livre, clique aqui.
Para quem pensa que Jabes Ribeiro (PP) apoiará a candidatura do cunhado Davidson Magalhães (PCdoB) a deputado federal, vai aqui um balde de água fria. Nesta sexta-feira (7), o irmão e “ajudante de ordens” do prefeito, John Ribeiro, disse para várias pessoas que é zero a chance do brother apoiar o comunista.
“Jabes dará apoio a Mário Negromonte Júnior (PP) para federal e ao nome que Ronaldo Carletto indicar para estadual”, assegurou John”.
A quem perguntava sobre Davidson, o moço só dizia duas palavras: – que nada!
O prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP), repetiu nesta sexta-feira (7), o discurso de que não será mais candidato ao executivo municipal. “Deixarei para os mais jovens”, afirmou o político, durante evento da UPB no Centro de Convenções.
Mais tarde, no momento da velha “resenha”, o secretário de Desenvolvimento Urbano de Ilhéus, Isaac Albagli, disse que viu os olhos do vice-prefeito Cacá (PMDB) brilharem e o sorriso enlarguecer diante da frase do titular.
Sem Jabes no cenário, Cacá acredita que aumentam suas chances de conquistar o governo ilheense.

O parlamentar defende esta obra desde o seu primeiro mandato como prefeito de Itabuna (1993-1996) e conseguiu elaborar projeto na última passagem pelo centro administrativo (2001-2004).
Após comemorar o anúncio da obra em janeiro do ano passado, Geraldo agora lamenta a interrupção da mesma. A paralisação ocorre porque a construtora que venceu a licitação cobrou mais dinheiro. Alegou que o montante destinado para erguer a barragem não era o suficiente (R$ 18 milhões).
A empreiteira pediu aditivo, o que jogaria o valor para R$ 37 milhões. O governo estadual não aceitou e cogitou um destrato e nova licitação. O lenga-lenga já dura quase seis meses… e a obra parada. Geraldo defendeu, ainda na quarta (5), que governo baiano e empreiteira se entendam o mais rápido.
A obra é tida como solução para o abastecimento de água em Itabuna pelos próximos 50 anos. À grita de Geraldo, somou-se o tucano Augusto Castro (veja post abaixo). Espera-se que outros tomem reforcem o grupo, afinal a cidade tem outros parlamentares, como o petista Josias Gomes e o deputado estadual Coronel Santana – sem esquecer de Ângela Sousa, que anda fazendo piseiro em Itabuna atrás de voto.
É preciso que mais parlamentares falem a mesma língua. Pelo menos, neste caso.
A contratação irregular de um servidor para cargo comissionado valeu nova multa ao ex-prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A punição foi decidida nesta quinta-feira (5) e tem a ver com a nomeação de Celso Geraldo Filho para o cargo de vice-diretor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde.
A situação de Celso Geraldo era irregular porque o mesmo ocupa o cargo efetivo de assessor da Câmara Municipal de Barro Preto. Em regra, a Constituição Federal proíbe que uma mesma pessoa ocupe mais de uma função pública remunerada.
Por ter desatendido o mandamento constitucional, o ex-prefeito terá que ressarcir os cofres da Prefeitura em R$ 68 mil, além de pagar uma multa de R$ 2 mil. O ex-presidente da Câmara de Barro Preto, José Raimundo Barbosa Gusmão, também será punido.
Segundo o TCM, tanto Azevedo como Gusmão deixaram de prestar informações durante as diligências que apuraram a situação irregular de Celso Ribeiro Filho. As informações solicitadas foram fornecidas pelo atual prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, e pelo vereador Alain Andrade da Rocha, que hoje preside o legislativo de Barro Preto.

As obras da barragem foram interrompidas em agosto do ano passado, seis meses após seu início. A construção está orçada em R$ 18 milhões, valor custeado com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A empreiteira Andrade Galvão, que vinha tocando o projeto, abandonou o canteiro de obras após sucessivos atrasos nos repasses por parte da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (Cerb), órgão ligado ao governo do Estado. Cerca de 100 trabalhadores, a maioria contratada na região de Itapé, ficaram desempregados.
Em primeira mão
A Secretaria de Saúde de Itabuna corrigiu os dados sobre o percentual de imóveis infestados por larvas do mosquito da dengue. O índice é superior ao divulgado ao final da manhã de hoje. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, 23,68% dos imóveis na área urbana têm larvas do Aedes aegypti.
O percentual está entre os três maiores da história, ficando abaixo apenas dos registrados em janeiro e dezembro do ano passado (confira em nota postada mais cedo).
Numa nota técnica, a Vigilância Epidemiológica atribui à realização de bloqueios (aplicação de larvicidas em áreas com casos de dengue) a queda, pequena, no percentual de casas com larvas do mosquito da dengue, quando comparado o índice registrado no início de dezembro e o do final de janeiro. A isso, soma-se, conforme a nota da vigilância, o fato de cinco bairros registrarem infestação zero ante dois em dezembro.
A Casa do Pagode, no Bairro São Judas, foi interditada nesta sexta-feira (7) pela Prefeitura de Itabuna. Fiscais municipais encontraram bebidas armazenadas de forma irregular e com data de validade bem perto do vencimento.
A casa de eventos, segundo a fiscalização, ainda utilizava como apoio um imóvel com rachaduras nas paredes, forro danificado e fiação elétrica exposta. O espaço de shows à beira do Rio Cachoeira tem capacidade para 700 pessoas.
A operação no local de eventos e em uma loja de artigos para festas infantis, a Girassol, envolveu secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, da Saúde e do Desenvolvimento Urbano. Na loja, fiscais identificaram estrutura física comprometida e material vencido ainda à venda.

Nenhuma sociedade moralmente sã admite milhões de crianças abandonadas nas ruas!
Essa é a campanha lançada pela infeliz jornalista Raquel Sheherazade (SBT), depois que um grupo de bandidos de classe média, no Rio de Janeiro, chamados “Bairro do Flamengo”, prenderam, espancaram e amarraram em um poste um jovem “criminoso” ou “possível criminoso” (O Globo 5/2/14, p. 8). Justificativa: o Estado é omisso, a Justiça é falha e a polícia não funciona. Tudo isso é verdade, mas o Estado democrático de direito não permite a “solução” encontrada: justiça com as próprias mãos! Quem faz isso é um bandido violador do contrato social. Quem se entrega lascivamente à apologia do crime e da violência (da tortura e do linchamento) também é um bandido criminoso (apologia é crime). Se isso é feito pela mídia, trata-se de um pernicioso bandido midiático apologético. Para toda essa bandidagem desavergonhada e mentecapta a criminologia crítica humanista prega a ressocialização, pela ética e pela educação.
A ressocialização desses jovens bandidos de classe média se daria por meio de uma marcha da sensatez, em todo país, quebrando tudo quanto é resistência da elite burguesa estúpida, adepta do capitalismo selvagem, extrativista e colonialista, que é a grande responsável pelo parasitismo escravagista assim como pelo ignorantismo do povo brasileiro (em pleno século 21, 3/4 são analfabetos totais ou funcionais – veja Inaf). A ressocialização desta casta burguesa retrógrada passa pelo ensino do elogiável capitalismo evoluído e distributivo, fundado na educação de qualidade para todos, praticado por Dinamarca, Suécia, Suíça, Holanda, Japão, Coreia do Sul, Noruega, Canadá, Áustria etc.
Quanto aos jovens marginalizados temos que distinguir: os violentos perversos, que representam concreto perigo para a sociedade, só podem ser ressocializados dentro da cadeia, que por sua vez e previamente também precisa ser ressocializada, depois de um arrastão ético em toda sociedade brasileira que, nessa área, encontra-se em estágio avançadíssimo de degeneração moral. Em relação aos jovens não violentos, a solução é a educação de qualidade obrigatória, em período integral e em regime de internação, quando o caso. Nenhuma sociedade moralmente sã admite milhões de crianças abandonadas nas ruas!
E quanto à bela jornalista da bandidagem apologética? Eu proponho dar início à sua proposta e gostaria de adotá-la por uns seis meses para ensinar-lhe ética iluminista, de Montesquieu a Voltaire, de Diderot a Beccaria, de John Locke a Rousseau e por aí vai. O que está faltando para toda essa bandidagem nacional difusa é a emancipação intelectual e moral de que falava Kant, que hoje exige uma revolução (da qual todos deveríamos participar) ética e educacional. Temos que romper radicalmente com nossa tradição colonialista, teocrática, selvagem e parasitária, ou nunca teremos progresso (veja Acemoglu/Robinson). Essa é a solução. O resto que está aí é pura bandidagem.
Luiz Flávio Gomes é jurista e professor. Fundador da rede de ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avance Brasil.
A disputa pela cabeça da chapa majoritária das oposições na Bahia, bloco que reúne PSDB, PMDB e DEM, parece ainda mais longe de um ponto final. Conforme matéria d´A Tarde, o peemedebista Geddel Vieira Lima manteve o nome, após Paulo Souto ter desistido da peleja e, logo depois, recuado, retornando ao jogo.
– Não tenho nada a acrescentar ao que venho dizendo ao longo dos últimos seis meses. Minha candidatura está posta. Não há novidade – disse Geddel ao diário soteropolitano.
Geddel conseguiu mais espaço no noticiário. E aí, das duas uma: ou há, de fato, uma queda-de-braço no bloco ou apenas os nubentes estariam fazendo jogo para ganhar ainda mais exposição no noticiário.
Reconhecida pelo bom trânsito em comunidades do interior e associações de pequenos produtores rurais, a superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a Bahia e Sergipe, Rose Pondé, estava com sua candidatura a deputada federal engatilhada. Optou por adiar o plano de disputar uma cadeira em Brasília, mas isso não significa que esteja fora da política.
Nesta sexta-feira (7), Rose encontrou-se com o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, e o presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Aldenes Meira, que são, respectivamente, pré-candidatos a deputado federal e estadual pelo PCdoB. O principal tema da conversa, naturalmente, foi um possível apoio dela nas próximas eleições.
Quem trabalha para costurar a aliança é o articulador político João Márcio Rocha, que tem boa relação com a superintendente da Conab.



























