Caetano Veloso falou pela primeira vez sobre a polêmica do grupo Procure Saber, formado por ele e outros artistas, como Gilberto Gil e Djavan, que seria contra a publicação de biografias não-autorizadas. “Censor, eu? Nem morta! Na verdade a avalanche de pitos, reprimendas e agressões só me estimulam a combatividade.”, escreveu na coluna semanala no jornal A TARDE, deste domingo, 13.
O cantor relembrou que, em 2007, ele foi contra a exigência prévia por parte dos biografados para se publicar uma biografia e, mais recentemente, na casa de Gil, disse que “biografias não poder ser todas chapa-brancas”.
No entanto, ele escreveu que “mudou pouco nesse meio-tempo”. “Mas as pequenas mudanças podem ter resultados gritantes. Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco. E que, se queremos que o Brasil avance nessa área, o simplismo não nos ajudará”, escreveu.
Moradores de um trecho do bairro da Conquista e da região da Avenida Teresópolis, em Ilhéus, sofreram neste domingo, 13, com uma festa realizada até altas horas na Praça dos Ex-Combatentes, próximo ao viaduto Catalão. A barulheira era grande até depois das 23 horas e as reclamações à polícia foram inúteis, já que ninguém deu as caras por lá para mandar os zoadentos tomarem tenência.
Aliás, existem dois órgãos em Ilhéus que têm o papel de coibir as diversas formas de poluição, inclusive a sonora: a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Planejamento e a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa).
As duas, no que tange à barulheira, são um zero à esquerda.

Milhares de crianças e pais foram ao Parque de Exposições Antônio Setenta e muitos voltaram para casa sem ver o musical infantil “Galinha Pintadinha”. A atração somente subiu ao palco depois das 21h, apesar de programada para as 16h. Ainda há a suspeita de que a Galinha que se apresentou na Expoita era “genérica”.
Aguardemos, então, as explicações…
Raquel Ulhôa | Valor Econômico
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está sob pressão de parlamentares do próprio PMDB, de outros partidos governistas e até da oposição para colocar em votação um projeto de lei que pode levar à criação de cerca de 180 municípios no país e 30 mil novos cargos públicos. Para um interlocutor do Palácio do Planalto, trata-se de um “trem bala da alegria”.
Prevendo desgaste à imagem do Senado, Renan vem segurando a votação há mais de um mês, com apoio do líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM). Mas deve incluir o projeto na pauta desta semana, segundo o relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO). “Vamos votar terça-feira, com os ajustes devidos, para o governo não vetar”, diz Raupp, presidente nacional do PMDB em exercício.
O projeto fixa regras para incorporação, fusão, criação e desmembramento de municípios e determina que distritos possam se emancipar após plebiscito. Cálculo “modesto” de um governista, com base na previsão de criação de 180 municípios, chega a uma despesa mensal de R$ 9 bilhões somente com salários.
“Serão 360 prefeitos e vice-prefeitos, uma média de cem empregos por prefeitura (totalizando 18 mil), dez vereadores por cidade (1.800 ao todo), 5.400 funcionários de gabinetes e 1.800 administrativos para as câmaras municipais. Cerca de 30 mil cargos públicos. Calculando uma média de R$ 3 mil por cargo, seriam R$ 9 bilhões por mês só com funcionalismo. Um trem bala da alegria”, diz esse parlamentar. A despesa será dividida entre os municípios envolvidos (o original e o criado).
Pelo projeto, o requerimento para criação ou desmembramento de municípios deve ser subscrito por, no mínimo, 20% dos eleitores da área que pretende se emancipar. É exigido limite populacional mínimo: 50% da média nas regiões Norte e Centro-Oeste, 70% no Nordeste e 100% da média nas regiões Sul e Sudeste. Com base no censo demográfico de 2010, esses percentuais representariam, respectivamente, 5.997 (Norte e Centro Oeste), 8.396 (Nordeste) e 11.995 habitantes.
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Um vigilante segue em sua moto Honda Hornet, avaliada em R$ 35 mil, para o Salão Duas Rodas, em São Paulo, e, no caminho, é abordado por dois assaltantes. Tudo é filmado pela câmera da vítima, acoplada ao capacete. Um policial militar observa a cena, dá voz de prisão ao assaltante, que tenta sacar uma arma. O policial atira duas vezes, uma na perna e outro no abdômen do bandido, identificado como Leonardo Escarante Santos, de 18 anos. O comparsa, também flagrado pela câmera do vigilante, foge em uma moto vermelha. O crime ocorreu ontem, na capital paulista. Confira as imagens, abaixo.

O ex-prefeito Capitão Azevedo (DEM), de Itabuna, abriu o coração e dá como certo que as suas contas do exercício de 2011 serão aprovadas na Câmara Municipal com, pelo menos, 14 votos. É a quantidade necessária para derrubar o relatório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que opinou pela rejeição das contas do ex-prefeito devido a inúmeras irregularidades à frente da gestão.
A certeza da aprovação se dá pelos 30 mil motivos reais apresentados a mais de dois terços dos vereadores. Homem sensível, Azevedo quase foi às lágrimas ao ouvir cada vereador e saber que muitos deles ainda hoje têm dívidas da campanha de 2012. E, claro, precisam de apoio, consultoria, conselho…
O ex-prefeito anda mais tranquilo, aliás, com a ajudinha do vereador Pastor Francisco, homem do mesmo partido do prefeito Vane do Renascer (PRB). Francisco tem segurado, na Câmara, seu relatório sobre o projeto que acaba com o voto secreto no legislativo itabunense.
O projeto, de autoria do vereador Júnior Brandão (PT), é importante para dar transparência às votações da casa, pois permite saber como cada vereador votou. O voto secreto em Itabuna resiste, apesar do clamor popular e da pressão de entidades como a Associação Comercial e Empresarial de Itabuna.

O retorno ocorre depois dá quitação das pendengas. Voltou robusto. Agora negocia apoios de lideranças e vereadores nas adesões ao novo partido da praça, o Solidariedade (SDD). Mas sabe como é gato escaldado: a maioria não quer nada de acordo na base do fio de bigode, pois a desconfiança em relação ao ex-PP ainda é grande. Por isso, nada para depois, justamente para evitar dissabores ou uma espera de quatro anos pelo acordado.


Acusado de série de estupros em Vitória da Conquista, Robert de Almeida Prates, de 35 anos, foi encontrado morto no Master Motel, no município do sudoeste baiano. “Robinho” era motorista do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) de Conquista e estava sendo procurado por uma série de estupros cometidos contra vítimas abordadas em saídas de festas. O estuprador entrou no motel na última sexta (11). Robert teria avisado à família que iria se matar.
De acordo com o Blog do Anderson, Robert foi morto com um tiro na cabeça. Investigações conduzidas pela delegada Rosilene Correira, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), apontaram que os crimes sexuais eram cometidos por Robert Prates em estradas vicinais e as vítimas, mulheres eram violentadas e os namorados eram obrigados a assistir às cenas.
– Ele filmava o ato. A maioria das abordagens aconteciam na saída de festas da cidade – disse a delegada.
A polícia ainda divulgou que Robert foi aprovado em concurso da Polícia Militar, mas não se formou por ter sido flagrado com drogas. As informações da polícia são de que na residência do funcionário do Samu foram encontrados munições, touca, câmera filmadora, cartões de garotas de programa e um HD externo.
Tudo aquilo que a Marina não é mais, diria o jornalista Marcelo Coelho, agora não tão sobressaltado e atônito como antes, já que naquele tempo ainda se acreditava em “papai Noel”.
O jornalista Marcelo Coelho, em artigo na Folha de São Paulo, fevereiro de 2002, com o título “Tudo aquilo que o PT não é mais”, analisou o começo da derrocada ideológica do Partido dos Trabalhadores.
Na época, o PT flertava com o PL em troca de alguns minutos no horário eleitoral. O colunista dizia que “as negociações com os liberais são um caso de senilidade”. E, perplexo, perguntava: “Será que os petistas ficaram gagás?
Finaliza dizendo que “o PT buscava ser diferente, ser uma “novidade” na política brasileira: tratava-se de um partido com programa definido, com instâncias democráticas de decisão, com vocação de massas e níveis de moralidade acima da média. Podia-se concordar ou não com o PT, mas essas qualidades eram reconhecidas por todos.”
Marina, de olho no Palácio do Planalto, em uma decisão imperial, tomada em menos de 24 horas, se filia ao PSB. O PSB não é o PL, mas a condução do processo político continua o mesmo, na base do toma-lá-dá-cá sem nenhum tipo de constrangimento.
Aliados históricos estão deixando Marina e o projeto de criação da Rede Sustentabilidade, entre eles o ex-deputado federal Luciano Zica, um dos coordenadores da campanha presidencial da ambientalista em 2010.
Zica, como é mais conhecido, decepcionado, nitidamente irritado, em tom de desabafo, bracejando, disse: “Fiz papel de bobo tentando convencer possíveis aliados sobre a nova política. O PSB não tem métodos menos velhos que os outros.”
Em um eventual segundo turno, o DEM e o PSDB apoiariam Eduardo Campos contra Dilma Rousseff. No mesmo palanque, lado a lado, Marina, democratas, tucanos, toda bancada ruralista e o fundador do antigo PFL, o senhor Jorge Bornhaunsen, hoje eduardista de carteirinha.
Tudo aquilo que a Marina não é mais, diria o jornalista Marcelo Coelho, agora não tão sobressaltado e atônito como antes, já que naquele tempo ainda se acreditava em “papai Noel”.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Galinha Pintadinha fazia parte do “Expo Kids”, uma inovação dos organizadores da Expoita, anunciada justamente para o Dia das Crianças. Qual nada… A atração era esperada para as 16h e subiu ao palco lá pras tantas (o relógio marcava mais de 21h). Não ficou por lá mais que quatro musiquinhas e deu no pé, gerando tensão e vaias do público.

Policiais da Companhia Independente de Polícia Especializada (Cipe) da Mata Atlâtica, antiga Caema, prendeu neste domingo (13), por volta das 7 horas, um dos membros da maior quadrilha de furto e roubo de veículos no eixo Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Altamirando José Batista, vulgo Seu Madruga, foi preso em Caraípe, em Teixeira de Freitas, no extremo-sul da Bahia.
Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão e prisão expedidos pela Justiça no Espírito Santo. De acordo com as investigações, “Seu Madruga” era responsável por fornecer documentos e plaquetas para “esquentar” documentação de carros roubados ou furtados nestes estados.
Para o comando da Cipe Mata Atlântica, a prisão de “Seu Madruga” representa “um importante golpe na desarticulação de toda a quadrilha”. Ele havia escapado da Operação Dilúvio, executada na Bahia e Espírito Santo há menos de duas semanas.
“Seu Madruga” será recambiado para o Espírito Santos, ficando à disposição da Justiça, segundo o comando Cipe Mata Atlântica.
Da Revista Época
Nada menos que 38 agremiações pediram à Justiça Eleitoral para ser oficializadas. Seis são partidos cristãos, outros seis têm a palavra social no nome, cinco se anunciam liberais, três são ambientalistas e dois defendem servidores públicos. Se todos forem aprovados, o número de siglas da fauna política nacional subiria dos atuais 32 para 70.
CÍCERO, O SENADOR QUASE SANTIFICADO

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O patife mais desprezível da história
Entre americanos e britânicos “os ciceronianos são 95% e os cesarianos são um punhado”, diz o historiador Arthur Khan, integrante do punhado. Esses estudiosos não alinhados atribuem a Cícero uma atividade de caça às bruxas (pessoas que “ameaçavam” a aristocracia). Era “pena alugada”, como se diria mais tarde. Encontro entre os cesarianos o alemão Friedrich Engels (alma gêmea de Marx), que chamou Cícero de “o patife mais desprezível da história”. Vindo de baixo, sem a dita nobreza de origem, o orador pôs sua eloquência a serviço dos poderosos e enriqueceu no combate a qualquer ideia de democracia, pois “só os ricos devem governar”.
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Combateu o voto secreto, por impedir aos ricos saber o que a plebe pensava. Para ele, diz o cientista político Michael Parenti, o povo era “rasteiro e imprestável”, “manada pronta para a revolução”, “bando de criminosos e degenerados”, que “participa de manifestações de massa e suga o tesouro”. Reacionário e oportunista, disputou o consulado com Catilina (lembram das Catilinárias?) e usou este para capitalizar o medo dos ricos, método político ainda vigente hoje entre nós. Cônsul, mandou executar “conspiradores” ligados a Catilina, sem julgamento. Anos depois, foi executado, também sem julgamento, a mando de Marco Antônio.
NÃO HEI DE METER A COLHER EM TAL ANGU

O trecho “Ah, se ao te conhecer/ dei pra sonhar, /fiz tantos desvarios/ rompi com o mundo,/ queimei meus navios…” me serve de gancho para retomar aquela presença da mitologia em nossa linguagem: queimar os navios, significando uma decisão sem volta, remonta ao século IV a. C., quando um certo general Agátocles (que nome!), tido como modelo histórico de crueldade, mau, feito um pica-pau (mandou degolar os próprios filhos), levou seu exército de navio até Cartago (na foto, ruínas), e lá fez uma fogueira com as embarcações. Sem poder voltar, os soldados sabiam que o preço do fracasso era a morte. Se venceram ou morreram, não sei.
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Conquistadores não perdoavam: matavam
Próximo a nós (México, século XVI), houve um episódio parecido, quando o espanhol Fernão Cortez queimou os navios. Embora haja versões afirmando que o espanhol foi outro, Pizarro, pesquisadores confiáveis as desmentem. E tampouco Cortez queimou as embarcações, a não ser figuradamente: ele as destruiu, ao sentir que seus soldados tinham medo de embrenhar-se em território estranho. O resultado é o mesmo: sem transporte para casa, eles partiram para a jugular dos nativos. No México, no Peru e em Ilhéus (Francisco Romero), os espanhóis não brincaram de matar nativos, mataram. E a gentil leitora, se mal pergunto, já queimou os navios por alguém?
ARMSTRONG, OU COMO CANTAR SEM LETRA
Quem já ouviu algum vocalista de jazz sabe o que é scat, aquela forma de “cantar” sem a letra da música, o que é feito por muitos deles. Sons são emitidos, na base do dá-bá-dá-bá-dá, que exige fôlego, garganta e noção de ritmo. É o mesmo que cantar, mas sem versos. Diz a lenda, sem obter aval de nenhum pesquisador sério, que o inventor dessa coisa foi Louis Armstrong: durante uma execução, ele deixou cair o papel em que estava a letra e não se deu por achado, tirando tudo no scat (há quem diga que, anos antes, um cantor não famoso já fizera o mesmo). Segundo os críticos, o Brasil tem uma especialista em dá-bá-dá-bá-dá: a grande Leny Andrade, que, todo mundo sabe, é a cara da também grande Ritinha Dantas (foto), de sorriso aberto e franco.Para alguns, o scat é “indispensável”
Nem todo os intérpretes utilizam esse recurso, que certo público identifica como “indispensável”. É bom lembrar a “opinião” de duas cantoras do topo da tabela do jazz: Sarah Vaughan muito pouco se valeu do scat; Billie Holiday, simplesmente, não o usava. Ella Fizgerald (a outra das três grandes cantoras negras) e a branquela Anita O´Day foram cultoras fiéis do dá-bá-dá-bá-dá. Por mera curiosidade (tenho dúvidas se não seria preferível o canto, sem firulas, valorizando a letra), mostramos aqui a soberba Ella (Festival de Montreux, 1977), num longo scat singing de Samba de uma nota só – clara e merecida homenagem a Tom Jobim e Newton Mendonça.
O.C.
A Prefeitura de Itabuna acionou a polícia militar para expulsar ambulantes que instalaram barracas na área externa do Parque de Exposições Antônio Setenta, onde começa, logo mais, a feira agropecuária Expoita 2013. A tensão e o constrangimento são grandes.
A feira é tocada pela iniciativa privada, mas conta com investimento da prefeitura. Nas edições anteriores da feira, ambulantes colocavam barracas na área externa. O rigor de hoje no parque é bem diferente, por exemplo, das vias centrais de Itabuna, transformadas em camelódromo nos últimos meses.
– Foi constrangedor a prefeitura deixar colocar as barracas para só depois chamar a polícia ao parque – disse uma testemunha.

























