A presidente Dilma Rousseff lançou ontem (24) uma proposta de convocação de plebiscito para autorizar Assembleia Constituinte a fim de executar uma reforma política no país.
Após o lançamento da proposta, hoje a presidente tem reuniões com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB).
Pela agenda divulgada pelo Planalto, Dilma ainda tem reuniões marcadas com representantes de movimentos urbanos, no Palácio do Planalto. Paralelamente, várias manifestações estão programadas em todo o país, segundo a Agência Brasil.
PACTO
Além da proposta de reforma política, a presidente anunciou ontem R$ 50 bilhões para planos de mobilidade urbana no país e questionou o andamento de obras de metrôs em todo o Brasil.
A estes anúncios, ela acrescentou propostas já antecipadas na última sexta (21), no pronunciamento à Nação, quando propôs 100% dos royalties do petróleo aplicados na educação. A proposta da presidente é transformar em hediondo crimes de corrupção.
Veriana Ribeiro e Yuri Marcel | Do G1
O desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC) Samoel Evangelista decidiu, na tarde desta segunda-feira (24), indeferir o recurso dos advogados da Telexfree e manteve a liminar que proíbe os pagamentos e novas adesões à empresa. A medida mantém o bloqueio às contas dos sócios administradores e é válida para todo o território nacional.
Procurado pela reportagem do G1, o advogado da Telexfree Horst Fouchs, que veio ao Acre para cuidar do caso, disse apenas que estava tomando conhecimento da decisão e que só vai se pronunciar depois que ela for publicada.
A empresa é suspeita de operar um esquema de pirâmide financeira utilizando como ‘disfarce’ um tipo de estratégia empresarial conhecido marketing multinível. Quando ocorre a distribuição de bens e serviços e divulgação dos produtos por revendores independentes que faturam em cima do percentual de vendas.
Leia a íntegra aqui
Moradores da 1ª Travessa Juracy Magalhães, no bairro de Fátima, reclamam da precariedade daquela via, que está cheia de buracos, tomada pelo mato e pela lama, além dos canos da Emasa estourados. Segundo um dos residentes no local, nos dias em que há fornecimento a água corre pela rua, em virtude dos problemas com a tubulação.
Para orientar o pessoal da Secretaria do Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Empresa Municipal de Saneamento Ambiental, o acesso à travessa se dá pela rodovia Ilhéus-Itabuna, em frente à empresa Gelitos.
Em pouco mais de 24 horas, dois ex-presidiários foram mortos em Itabuna. Coincidência ou não, ambos os episódios ocorreram em um mesmo bairro da cidade, o Nova Itabuna.
O primeiro homicídio foi cometido na manhã deste domingo, 23, tendo como vítima Ricardo Silva de Araújo, o “Batoré”, de 30 anos, que tinha várias passagens pela polícia e já cumprira sentença no Conjunto Penal. Ele foi perseguido desde o local conhecido como Baixa Fria e acabou baleado na rua principal do Nova Itabuna, levando dois tiros.
A segunda morte ocorreu na tarde desta segunda-feira, 24, na mesma área do bairro conhecida como Baixa Fria. A vítima foi Genaldo Lima de Carvalho, o “Gel”, de 27 anos, que também era ex-presidiário. Segundo informações do Plantão Itabuna, Gel estava bebendo com o homem que, pouco depois, sacou uma arma e o matou.
O Movimento Passe Livre (Salvador) concede entrevista coletiva nesta quarta-feira (26), às 14h, no Passeio Público, para divulgar um documento com as reivindicações do grupo.
A Carta será entregue no dia seguinte ao Poder Executivo Municipal. Os manifestantes vão se concentrar na quinta-feira ao meio-dia, no Campo Grande, e às 14h seguem em passeata até a prefeitura.

O projeto dos royalties para a educação está com urgência constitucional vencida e, portanto, trancando a pauta de votações da Câmara. Por outro lado, a casa tem até quinta-feira, 27, para votar o projeto do FPE.
O texto aprovado pelos senadores no dia 18 redefine as regras de distribuição do fundo e traz alterações em relação ao texto anterior, que foi rejeitado pela Câmara no último dia 12 por não contar com os 257 votos necessários para sua aprovação. De acordo com Pinheiro, a proposta mantém as garantias de que nenhum estado será prejudicado, além de uma transição leve para os novos critérios.
A aposta no resgate do São João de Itagibá teve bom resultado, a considerar a resposta positiva do público. Pelos números oficiais, uma média de 30 mil pessoas tem lotado a cada dia a Praça Tote Lomanto, que desde o dia 21 virou a Praça do Forró. Ontem (23), a cidade ferveu com as apresentações da banda Magníficos e de Adelson Viana, Fábio & Michel e Gelder & Alessandro.
Nesta segunda-feira, 24, quando se encerra o evento, a expectativa é de uma plateia ainda maior para assistir ao show da dupla Victor e Leo, uma das atrações mais esperadas dos festejos em Itagibá.
Comemorando o sucesso da festa, o prefeito Marcos Barreto afirma que a intenção é continuar a investir para que o evento se torne melhor a cada ano. “Queremos a cada ano promover um São João melhor. Nossa gente está feliz em receber os visitantes”, declarou o gestor.
O aposentado Antônio Rosendo, que mora em Salvador e participou da festa na cidade sul-baiana, tem planos de voltar. “A festa tá nota vinte, voltarei mais mais vezes. Não vou dar nota dez porque é pouco”, disse ele.
O cantor Gilberto Gil faz show hoje (24), às 22h, no Terreiro de Jesus, Pelourinho, em Salvador. Antes, às 20h, se apresenta o Trio Virgulino. A festa será encerrada com o grupo Bicho de Pé.
A programação prossegue até o dia 30 com shows no Terreiro, Largo do Pelourinho, Praça Tereza Batista, Pedro Arcanjo e Quincas Berro D’Água.
Em tour pelos festejos juninos que acontecem no interior da Bahia, o zagueiro Victor Ramos, do Vitória, não gostou de ser fotografado na noite deste domingo, 23, em um evento na cidade de Santo Antônio de Jesus.
O jogador tomava uns goles de uísque, quando teve sua imagem registrada pelo fotógrafo Gilberto Júnior, do site Bocão News. Indignado, Ramos agarrou o profissional de imprensa pelo pescoço, ordenando que ele apagasse as fotos.
“Ele me mandou apagar as fotos, mas eu me recusei e ele partiu pra cima, me segurando pelo pescoço com a ajuda de um amigo”, contou Gilberto.
A produção do evento teve que intervir e levou jogador e repórter para conversar em uma sala reservada, onde Ramos e seus amigos teriam feito ameaças a Gilberto Júnior. Depois, o jogador saiu do local e retornou em seguida, afirmando que o fotógrafo poderia publicar as imagens. Com informações do Correio.
O PASSE LIVRE E A CONTRADIÇÃO ABERTA
Os tipos mais conservadores, que querem tratar os movimentos sociais na pancada, uniram-se aos progressistas, em apoio ao Movimento Passe Livre (MPL), escancarando uma contradição. Coerente mesmo foram as PMs da Bahia e de São Paulo, fazendo o que é da sua tradição fazer: baixar o pau (v. charge de Simanca). Cientistas sociais e palpiteiros em geral estão incertos quanto ao que pretende a massa: vagamente, menos corrupção, mais educação (quase criei uma “palavra de ordem”), mais saúde pública, menos futebol, mais seriedade com o dinheiro público, menos safadeza… No atacado, todos aprovamos esta pauta, mas falta a ela o varejo, o foco concreto e claro.
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Movimento (ainda) simpático à direita
Tem sido uma festa protestar contra tais coisas (e ainda a sogra chata, o vizinho ranzinza e o preço do tomate), mas não me divirto tanto. Entendo ser este um movimento de esquerda (se me permitem usar a velha classificação francesa, para mim ainda válida). E a direita não tarda a tratar essa turma como trata índios, sem-terra e semelhantes, todos incluídos na vasta lista de “baderneiros”. Por menos disso ela já derrubou um presidente e pôs o Brasil em “ordem unida” durante 21 anos, enquanto arrancava as unhas dos descontentes. Freado o aumento das tarifas, o MPL, ao voltar às ruas (espero que volte), deverá focar-se em um dos muitos problemas nacionais.
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“DOR DE AMOR DÓI MAIS DO QUE BURSITE”
O verbo amar transitivo indireto (com a preposição “a”) foi, em tempo que longe vai, exclusivo jargão religioso. “Amar a Deus sobre todas as coisas”, está grafado na tábua. A gramática quer, em relação a coisas e pessoas, o verbo não preposicionado. Amar era também de uso menos extenso: homens amavam mulheres, mulheres amavam homens, homens e mulheres amavam suas mães, estas os amavam sem medidas… Os para-choques repetiam uma frase produzida por alguém de coração dilacerado (ou vítima de crônica subliteratura): “Amor só de mãe!” – ai que me embriago de tanta poesia! Compreende-se. Quem leu Rubem Braga sabe que “dor de amor dói mais do que bursite”.QUEM DERA QUE ESSA RUA FOSSE MINHA!…
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Machado de Assis fala das ruas do Rio
Meu endereço em Buerarema era Manuel Vitorino, 6 (esquina com Siqueira Campos) – mania que as pessoas têm por vultos estranhos à cidade. Isso mudou um pouco. Já temos na antiga Macuco as ruas Paulo Portela, Manuel Lins, Pastor Freitas – personagens locais e já mortos, comme il faut. Mas eu queria falar era do fascínio que os nomes de ruas exercem sobre mim e, pelo que vejo, em vários autores. Lembro aqui de três deles, tocando o tema: Machado de Assis, Antônio Maria e Alceu Valença. Nos contos de Machado é possível saber muito do velho Rio, pelas ruas que o mestre cita: Larga de S. Joaquim, da Alfândega, do Lavradio, da Quitanda e, naturalmente, do Ouvidor.
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Um amor que sumiu nas ruas do Recife
“Sob uma chuvinha miúda, triste e cortante, como no enterro de Brás Cubas, o menino passeia sua melancolia por estas ruas que, transeuntes apressados sequer suspeitam, lhe pertenceram um dia. E chora as mudanças: mudou a cidade, mudaram os tempos, mudou ele, que ficou depressivo e meio adulto, morreu de velha a caramboleira, silenciaram os sabiás e bem-te-vis da infância que se foi” (Antônio Lopes: Luz sobre a memória – Agora Editoria Gráfica/1999). Perdidão da Silva, Alceu Valença parece procurar seu amor sumido nas ruas do Sol, da Aurora, da Matriz, das Ninfas, da Boa Viagem, da Soledade – mas como sempre acontece em casos semelhantes, o esforço é vão.
(O.C.)
Repórteres foram detidos ou agredidos pela polícia militar durante a cobertura jornalística das manifestações ocorridas hoje (22) em Salvador. De acordo com os relatos, os profissionais foram agredidos enquanto estavam cobrindo apreensões de menores ou questionavam detenções de colegas. Os atos da polícia foram criticados pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba), que emitiu nota.
A nota cita as detenções ou agressões aos repórteres Francis Juliano e Evilásio Júnior, ambos do Bahia Notícias, e Tiago di Araújo, do iBahia (Rede Bahia). Francis Juliano foi detido pela PM ao questionar policiais militares que espancavam um fotógrafo. O colega, Evilásio Júnior, foi agredido verbalmente, levou empurrões e spray de pimenta no rosto no mesmo episódio. Segundo os profissionais, a violência policial foi ordenada pelo capitão identificado como Themístocles.
Já o repórter fotográfico do Ibahia, Tiago di Araújo, foi obrigado pela polícia a apagar fotos da abordagem e apreensão de menores feita por uma guarnição da PM. Segundo o profissional, os policiais ameaçaram apreender a máquina se as imagens não fossem apagadas, episódio ocorrido nos Barris.
A nota do Sinjorba é assinada pela presidente, Marjorie Moura, que critica os abusos e a falta de profissionalismo dos que “atuam nas ruas para manter a ordem pública”. Confira a íntegra da nota no “leia mais”, abaixo. O governador Jaques Wagner nem o comando-geral da PM se pronunciaram quanto às agressões aos jornalistas. O “pau comeu” para que a região da Fifa (entorno do Estádio Fonte Nova) não fosse “invadida” pelos manifestantes.
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Guardada a sete chaves pela equipe de governo, a pesquisa encomendada pelo prefeito Claudevane Leite não trouxe boas notícias para a gestão, mas apontou caminhos a serem trilhados nos próximos meses. Sabe-se que a aprovação ao governo – que já era baixa – piorou. Como reagir?
Diante dos resultados, a equipe preparou uma agenda positiva e corre contra o tempo para ter o que anunciar no mês de aniversário de Itabuna. O município completa 103 anos em 28 de julho. O governo fala em pacote de obras com recursos próprios e tem a esperança de que os projetos apresentados em Brasília caminhem dentro do tempo previsto.
Por enquanto, é unanimidade no governo que a falta de experiência de algumas peças tem travado a gestão. O prefeito indeciso, também.
O comércio itabunense abre em horário especial neste sábado (22). As lojas ficam abertas até as 18h, seguindo convenção coletiva. O Shopping Jequitibá funciona até as 22h hoje.
Amanhã (23), véspera do São João, o Jequitibá funcionará em horário reduzido. As lojas ficam abertas das 10h às 16h e a praça de alimentação e a área de lazer funcionam das 10h às 17h.
Já a lotérica, atenderá das 12h às 16h amanhã. O supermercado abre das 8h às 20h tanto na véspera como no Dia de São João. A lotérica funcionará das 8h às 18h na segunda.

Essa intenção de “surfar na onda” deve ser observada com cautela, pois não há sintonia de objetivos. Enquanto uns lutam para mudar o país, as aves de rapina querem no máximo mudar governos, sem alterar nenhuma estrutura.
O movimento que tomou conta das ruas e das redes sociais no Brasil já é vitorioso. Sua conquista mais expressiva foi ter inserido a discussão política no cotidiano do brasileiro. De repente, os frufrus do Facebook deram lugar a um intenso debate sobre o país, seus problemas e a urgência na promoção de avanços sociais que têm sido postergados para um futuro que nunca chega.
Na quinta-feira, 20 de junho, o povo confirmou sua força ao derrubar o horário nobre da TV Globo, empresa que nasceu na ditadura militar, alimentou-se dela e, ao longo de sua história, tem sido forte aliada do conservadorismo. No dia seguinte, a presidenta da república falou em cadeia de televisão, reconhecendo a força dos protestos e afirmando que está atenta às vozes democráticas das ruas.
Vitória, sem dúvida alguma, embora nenhum dos grandes objetivos tenha sido alcançado, haja vista que a redução das passagens de ônibus foi apenas o estopim de uma revolta que tem motivação muito mais abrangente e complexa. A exigência é de mudança geral na política, na forma de exercê-la sem efetiva participação popular, com mandatos que não representam a quem deveriam e são utilizados para o culto do poder pelo poder, e naturalmente pelo dinheiro.
Não é à toa que o povo não se sente representado pelos políticos de um modo geral, assim como pelos partidos. Há uma aversão às lideranças, o que justifica a horizontalidade das manifestações, livres, sem comandantes definidos, embora a tendência natural seja a de que num segundo momento alguns líderes apareçam, principalmente na hora de negociar com o outro lado. Será necessário muito cuidado nesta etapa, já que a transformação de um movimento libertário em algo mais orgânico traz riscos, sobretudo o de novas crises de representatividade.
De qualquer forma, o movimento é fantástico por inaugurar um novo parâmetro na relação entre povo e governos no Brasil. Cada um dos jovens que “saíram do Facebook” e, conscientemente, tomaram as ruas para defender melhoria dos serviços públicos, mais respeito e uma política renovada, não é mais a mesma pessoa. Tornou-se um cidadão que não aceitará mais passivamente a gestão pública dissociada dos verdadeiros interesses populares.
Não é à toa que a maioria dos políticos está com dificuldade para entender o clamor das ruas. Eles cobram uma pauta específica e clara, pois não conseguem ou preferem não discernir que o real desejo é de uma ampla mudança nas estruturas desse país. São políticos que estão há tanto tempo cuidando de seus próprios interesses menores que se mostram totalmente despreparados para compreender o verdadeiro sentido das manifestações do povo.
Outros tentam utilizar e se apropriar do clamor popular, o que se viu não apenas com as bandeiras de partidos buscando sem sucesso infiltrar-se nas manifestações, mas com o oportunismo de legendas como o PPS, em programa partidário na televisão. Essa intenção de “surfar na onda” deve ser observada com cautela, pois não há sintonia de objetivos. Enquanto uns lutam para mudar o país, as aves de rapina querem no máximo mudar governos, sem alterar nenhuma estrutura.
Do blog Página em Construção
Coluna Raio Laser | Tribuna
Diante dos protestos que estão em pleno vigor no país, a presidente Dilma Rousseff telefonou, ontem, para o governador Jaques Wagner que disse a ela que a partida entre Brasil e Itália, marcada para este sábado, terá segurança reforçada na Arena Fonte Nova. “Ela fez contato comigo hoje, pelo que me disse fez contato também com o Antonio Anastasia (governador de Minas Gerais), que vai receber outro jogo amanhã (hoje). É óbvio que a presidenta está acompanhando, como a mais alta mandatária do país, seguramente se preocupa, como eu”.































