
Cheio de “boas intenções”, o secretário da Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, está promovendo cafés da manhã para homenagear os servidores que fazem aniversário no mês.
Ocorre que seria muito simpática a atitude do secretário, caso não fizesse parte de uma estratégia com a intenção de favorecer a pré-candidatura do coronel Gilberto Santana a deputado estadual.
Hoje mesmo, os servidores se reuniram na Usemi. Ao lado do bondoso secretário, batendo “parabéns pra você”, estava todo risonho o pré-candidato do PTN. Nesse ponto, a boa intenção vai pro espaço e o que prevalece é o mais indisfarçado e escuso interesse eleitoral.
Diante de tanta bondade e honesta cortesia com o servidor, bem que no próximo encontro poderiam convidar representantes da Justiça Eleitoral para participar. Certamente, não haveria o menor problema.

– PREFEITA COMPRA COMPUTADOR
“NA MATA”, DENUNCIA GUIMARÃES
As juras de amor deram lugar à desilusão em Jussari. O vice-prefeito Guimarães (PCdoB) rompeu politicamente com a prefeita Neone Cordeiro (PP). E sai atirando. “Neone só pensa em mordomia e sumiu de Jussari. Quando a gente cobra, ela não gosta”.
O não-cumprimento das promessas feitas em palanque teria sido a causa principal do rompimento, segundo o vice. Guimarães fala como opositor e questiona a integridade da prefeita.
O vice denuncia uma compra suspeita de computadores numa loja de informática em Camamu, no sul da Bahia. Não há nenhum documento que comprove a entrega dos equipamentos ao município, sustenta Guimarães.
Vereadores foram a Camamu e descobriram que no lugar informado como endereço da loja o que existe é mata e plantação de banana. A compra foi de R$ 100 mil, segundo documentos obtidos no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
A situação política de Neone complicou-se no início do ano quando perdeu a maioria na Câmara de Vereadores. Dos nove edis, cinco lhe fazem oposição. Agora, o prefeito anunciou rompimento. Nos bastidores, Guimarães articula forte oposição à prefeita. “Ela fica 15 dias fora da cidade e só sabe usar o erário pra fazer aberrações”.
Após pressões dos trabalhadores em educação, o prefeito Newton Lima cedeu e finalmente pagará o piso salarial nacional dos professores, estipulado em R$ 1.024,20 para jornada de 40h.
O pagamento será retroativo a janeiro, segundo acordo fechado em reunião nesta sexta-feira, 26, com a participação do prefeito, da representação dos professores e secretários municipais.
A prefeitura alegava dificuldades financeiras para equiparar ao piso nacional da categoria. Com isso, está assegurado o início do ano letivo na próxima segunda-feira, 1º. No início do mês, os educadores fizeram manifestações em frente ao Palácio Paranaguá exigindo a adoção do Piso Nacional e pagamento de salários atrados, além de melhores condições de trabalho.
Não é só o Ministério Público que investiga o contrato milionário (e de valor considerado exorbitante!) mantido entre a prefeitura e a Construtora Marquise para os serviços de limpeza pública em Itabuna.
O contrato mensal é de R$ 1,5 milhão (exatamente, R$ 1.509.919,38 por mês), valor 200% superior ao cobrado em Ilhéus, cidade do mesmo porte. Quem decidiu passar uma lupa no contrato e investigar o que há por trás desses valores foi o vereador Roberto de Souza (PR).
À repórter Celina Santos, do Diário Bahia, o primeiro-secretário da Câmara Municipal disse que são muitos os problemas no serviço prestado pela Marquise. “É greve de gari, é lixo acumulado… Empresas do ramo acham o valor pago altíssimo. Queremos saber como foi feita essa licitação”.
Que a investigação, pois, não seja apenas oba-oba.
Vários computadores de uma lan house foram apreendidos na manhã desta sexta-feira (26) pela Polícia Federal (PF) na cidade de Eunápolis. A ação, em cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, aconteceu em uma casa de internet e jogos online localizada na Rua Cristóvão Colombo, no bairro Pequi.
O proprietário da lan house não quis falar o motivo da apreensão. O delegado da PF que comandou o trabalho ainda não divulgou outros detalhes. Os computadores foram levados para a delegacia da Polícia Federal em Porto Seguro. As informações são do site Radar64.
O vereador e radialista Gerson Nascimento (PV) atrasou-se e o programa diário na Rádio Jornal teve que ser aberto por Luiz Alves, nesta sexta.
O substituto entrou com todo gás. Tal qual um piloto de Fórmula 1, abriu o microfone e anunciou:
– Daqui a pouco, vamos entrevistar o vereador Ruy Porquinho.
O entrevistado foi ainda mais veloz na correção:
– É Ruy Machado, companheiro!
A ‘vítima’ odeia o apelido que lhe pespegaram há mais de 20 anos. Na Câmara, para evitar o “Porquinho”, muitos o chamam de “Little Pig”…

A Procuradoria-Geral de Ilhéus emitiu parecer descartando a possibilidade de haver “fraude, irregularidade ou ilegalidade” no pregão presencial em que saiu vencedora empresa da qual o secretário de Finanças, Jorge Bahia, foi sócio. A empresa apresentava endereço e telefone residenciais do secretário.
O pregão teve como único participante a Inforsupri Comércio de Materiais de Informática e Representações Ltda e ocorreu ao final de novembro do ano passado, quando Bahia era chefe de gabinete da prefeitura de Ilhéus. O parecer da Procuradoria não encerra o caso. O imbróglio pode ser investigado pelo Ministério Público Estadual.
A Infor-supri venceu pregão presencial de aproximadamente R$ 39 mil para fornecer computadores e acessórios de informática para a Secretaria de Ação Social de Ilhéus. O procurador observa que os produtos licitados foram entregues. A denúncia de favorecimento ao secretário de Finanças foi feita no blog do procurador federal Israel Nunes.
Ed Brasil
Selvageria consentida: “Índios” invadem fazenda e atacam pequenos agricultores em Buerarema, sul da Bahia. É a contramão da justiça em rota de colisão com o bom senso, deixando mutilados e um rastro de sangue.
Na escola, aprendemos a chamá-los de silvícolas. Será que o tempo e as organizações ditas sociais se encarregaram de transformá-los em selvagens? Ou seja, em animais irracionais com salvo-conduto, portadores de licença para matar, ferir e mutilar, tudo impunemente? Será que são apenas os civilizados que podem ser tocados, algemados e presos? E os supostamente indígenas, que dizem que não podem ser tocados, mas que tudo podem porque nada temem?
Estão parecendo uma versão tupiniquim dos famosos Intocáveis da velha Chicago americana, deixando de lado o arco, a flecha e a lança, substituídas por armas de grosso calibre, apontando suas miras giratórias para colonos que há gerações vivem de suas terras, áreas abençoadas que garantem sua subsistência e matam a fome da população da cidade.
Diante de vozes que se calam, vem a pergunta que não quer calar: “Será que uma decisão unilateral vale mais do que uma vida?” Uma sociedade que pretende evoluir não pode substituir o diálogo por atitudes intempestivas, irracionais, premeditadas para “causar impacto”, pois para adeptos da violência, naturalmente a conversa, a negociação ou qualquer forma de entendimento não interessa. Não repercute, não ganha as primeiras páginas dos jornais, as chamadas do rádio e da televisão, as análises das revistas, a postagem em destaque nos blogs.
E onde estão os poderes constituídos? Executivo executando benesses pessoais? Legislativo legislando em causa própria? Judiciário judiciando apenas e tão somente sentenças que interessam? É preciso que os mais altos mandatários deste país saiam de suas zonas de conforto, de seus gabinetes refrigerados a splits e se dirijam para o campo.
Não é tão longe a ponto de uma minivan ou um mono/bimotor não poder chegar num instante. Porque só assim, indo pessoalmente, in loco, os doutos senhores poderão perceber que em cada pequena fazenda, sítio, chácara, sesmaria, pequena estância ou qualquer outro termo que se possa chamar uma terrinha, uma roça, existe muito mais que um simples patrimônio físico. Existe um patrimônio histórico-familiar, um patrimônio cultural de gerações de gente simples, um patrimônio moral de pessoas humildes e, acima de tudo, de pessoas honradas.
Basta de ouvir apenas uma parte, achando que só um lado, por ser supostamente mais fraco, é que tem razão. É irresponsabilidade inconcebível para quem se diz moderno, avançado – civilizado, enfim – não escutar o que a outra parte tem a dizer. Seria dar ao diálogo o mesmo destino que podem ter os envolvidos no conflito: a morte.
Chega da hipocrisia de quem se diz representante do povo, dando com uma mão um assentamento para o agricultor e tirando com a outra mão a mesma terra para dá-la a um suposto aborígene carente. Faz-se necessário, antes de mais nada, uma distribuição justa de terras.
A população – leia-se o eleitor – não suporta mais comportamentos selvagens travestidos de reivindicação de direitos. Ninguém aguenta mais justiças feitas com as próprias mãos, com rastros de sangue pelo caminho. Justiça tem que ser feita pelos poderes constituídos. E, acima de tudo, constituídos por dirigentes lúcidos e responsáveis.
Ed Brasil é professor de Negociações Internacionais da Uesc.
O telefone do Conselho Tutelar de Itabuna está cortado há 70 dias e o imóvel, situado na rua São Vicente de Paulo, centro, está sem água faz três semanas.
Conselheiros reclamam que a prefeitura até agora nem prometeu solução para os problemas. Quanto à falta de água, o mais incrível é que o prédio do conselho fica em frente à sede administrativa da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).
Por falar em possíveis motivações políticas no embargo do Ingá às obras da Avenida Amélia Amado, um observador do cenário afirma que se a situação for analisada por essa ótica, o prefeito Capitão Azevedo está – como se diz – sem pai nem mãe.
“Azevedo tem uma postura política dúbia, não sabe com quem fica. Se com Paulo Souto, Geddel ou Wagner. Hoje, os deputados do DEM, que é o partido do prefeito, estão irritados com sua indecisão, e os do PT, do qual Azevedo se aproxima, não têm disposição para defender o prefeito democrata”, avalia a fonte.
A situação, realmente, é bastante complicada.

Na Prefeitura de Itabuna, há quem veja mais do que justificativas técnicas na negativa do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá) à cobertura do Canal do Lavapés. “É estranho que esse impedimento tenha surgido agora, quando a obra já está licitada”, inconforma-se um assessor do prefeito.
Alheio às inconformações, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano se reuniu nesta quinta-feira (25) e deu razão ao Ingá. Os conselheiros acreditam que o projeto não considerou questões como a vazão do canal e a grande quantidade de sedimentos que costuma descer em suas águas.
Para os membros do Condur, é certeza que, se o canal for “encapsulado”, vai sobrar para as residências e estabelecimentos comerciais às margens da Avenida Amélia Amado. Essa opinião foi manifestada pela unanimidade dos conselheiros, entre ele o engenheiro Jorge Ribeiro Carrillho.
Mesmo diante das negativas técnicas, persiste no governo a impressão de que tem dedo político n0 suspiro. “O Ingá poderia ter recomendado as alterações no projeto antes da obra ser licitada, para não comprometer o cronograma de execução. Parece realmente missa encomendada”, avalia a fonte palaciana, que acrescenta: “nunca é demais lembrar que a obra foi viabilizada com recursos do Ministério da Integração Nacional. Leia-se: Geddel Vieira Lima”.

Uma reunião, na manhã de ontem (24), na prefeitura de Itabuna, definiu as bases para um incremento no valor da verba que a Sesab já repassa mensalmente para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.
O consenso: para que o estado injete mais dinheiro mensalmente, o município tem que estipular para sua contrapartida um valor que garanta, ao menos, o pagamento da folha – R$ 600 mil. Hoje a Sesab e o Ministério da Saúde aportam R$ 1,5 milhão/mês no Base, mas a prefeitura não tem entrado com nada.
O encontro teve a presença de um representante da Sesab, Andres Alonso, do Conselho Municipal de Saúde, dos trabalhadores do HBLEM, através do Sintesi, e da própria secretaria municipal da Saúde, representada pelo secretário Antônio Vieira.
“Se há um atraso nesse repasse do estado, é um ‘Deus nos acuda’ para os trabalhadores, que já ficam sem o salário. Essa é uma proposta justa, que já foi consensualizada, e agora vamos aguardar acontecer de acordo com o que foi acertado entre as partes”, afirma o coordenador do Sintesi, Raimundo Santana.
A proposta já foi repassada ao prefeito Capitão Azevedo, que também assumiu o compromisso com o Sintesi de quitar as pendências com os trabalhadores do Hospital de Base em caráter de urgência.
Boas intenções, há. Pelo menos isso, embora os pessimistas digam que, delas, o inferno já anda superlotado. Igualzinho ao sistema público de saúde em Itabuna.

O quiprocó sobre o ‘veto’ da direção-geral da TVI à ialorixá Mãe Vanda rendeu. Em contato com o Pimenta, a apresentadora do programa Alô Cidade, Kelly Dourado, explicou que a entrevistada da terça-feira, 23, seria Maria Alice Pereira, presidente do DEM itabunense. Por motivo de saúde, a dirigente partidária não pôde ir e sugeriu a mãe-de-santo como substituta.
O veto partiu do diretor de produção e geral, Barbosa Filho, porque a entrevista não teria sido pautada anteriormente, segundo sustenta Kelly Dourado. “Entretanto, em nenhum momento mencionou-se a religião da entrevistada”. A apresentadora diz que assume a culpa pelo mal-entendido e apela “à capacidade de todos de perdoar, independente de religião, credo, raça”.

O deputado federal Félix Mendonça (DEM-BA) defendeu, em discurso na Câmara, a reformulação do PAC do Cacau, lançado pelo presidente Lula em maio de 2008 e que até agora não deslanchou – ou desempacou. “Precisamos estar imbuídos do espírito federativo para dar celeridade e eficácia, reformulando os programas de recuperação em andamento, como o PAC do Cacau”.
Félix conclama a área econômica do governo a redobrar esforços para debelar o “grave problema socioeconômico” e “reparar os que sofreram e ainda sofrem” com a crise que se abateu sobre a economia cacaueira baiana após a vassoura-de-bruxa.
O parlamentar defendeu a reformulação do programa ao relembrar o drama vivido no sul da Bahia desde os fins da década de 80, quando aproximadamente 250 mil trabalhadores ficaram desempregados.
“[Os trabalhadores rurais não ouviam o estalar do chicote, mas sentiram no estômago a dor da fome. Suas famílias desgarradas, com baixa escolaridade, foram acomodadas como empregados domésticos, nos subempregos degradantes ou até nos prostíbulos”.
Na outra ponta, enfatizou o deputado, muitos dos produtores de cacau “foram do desespero ao suicídio”, devido à crise causada pela vassoura-de-bruxa. “Ainda é tempo de convocar os trabalhadores para os seus postos de trabalho, os produtores para cuidar de suas fazendas”.

























