A gigante chinesa Build Your Dreams (BYD) anunciou, nesta terça-feira (4), a instalação de complexo fabril na antiga planta da Ford, em Camaçari. O anúncio oficial foi feito em Salvador, com a participação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e da vice-presidente global e diretora-executiva da BYD para as Américas, Stella Li.
O complexo terá uma fábrica de chassis para caminhões e ônibus elétricos, outra de produção de carros híbridos e elétricos e uma terceira de processamento de lítio e ferro fosfato. Investimento anunciado é de R$ 3 bilhões, com geração de 5 mil empregos diretos e indiretos, segundo a companhia.
Para Stella Li, a chegada da BYD reposicionará a Bahia no mercado latino-americano. “Nosso plano é criar o mais avançado carro elétrico aqui na Bahia. Nosso sonho é tornar a Bahia o centro da inovação e da alta tecnologia. Nós vamos transformar a Bahia no centro da América Latina”, vaticinou.
INÍCIO DA OPERAÇÃO
A fábrica de automóveis híbridos e elétricos terá capacidade de produzir cerca de 150 mil unidades ao ano na sua primeira fase de operação, a partir do segundo semestre de 2024, conforme previsão da BYD. A estimativa é de a planta chegue a fabricar até 300 mil veículos por ano.
Já o presidente da BYD Brasil, Tyler Li, ressaltou a disposição da empresa em contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País. “A contribuição social será significativa. Queremos contratar mão de obra local, a partir deste ano, para que já comecem a receber todo o treinamento e transferência de conhecimento necessários”, assegurou.
A apresentadora e diretora do Sport Web Brasil (SWB), Cândida Navarro, é só alegria com a repercussão da cobertura do Festival Ilhéus, 50 Anos de Surf, no último final de semana. O evento chegou para ficar, festeja a influenciadora digital. “A gente já tem a sinalização de importantes marcas do mercado para uma nova edição, em breve, com o Sport Web Brasil já confirmado na cobertura completa”, antecipa. “Esse resultado não teria sido o mesmo sem o grande apoio que recebemos de diversos comunicadores de Ilhéus, a quem deixo meu agradecimento especial pela acolhida de nosso trabalho”, acrescentou.
Além de cobrir as baterias da competição, na Praia da Costa do Cacau, o Sport Web Brasil recebeu em seu podcast grandes nomes do surf, a exemplo de: Jojó de Olivença, bicampeão brasileiro profissional; Marcelo Alves, vice-campeão mundial master; Wallace Sampaio, campeão baiano master; o atleta profissional Diogo Santos, campeão baiano; o jovem atleta Miguel Cerqueira (sub-18). Também marcaram presença o campeão brasileiro de longboard, Bernardo Mussi; o ex-atleta e empresário do segmento do surf, Ptolomeu Cerqueira; e um dos organizadores do Festival, Carlos Santiago.
Outra presença de peso no Ilhéus, 50 Anos de Surf foi a do campeão mundial de ondas gigantes pela XXL e presidente da Federação de Surf do Estado da Bahia (Feseba), Danilo Couto, chancelando a importância do evento.
CIDADANIA ILHEENSE
A diretora do SWB também agradeceu ao vereador Alzimário Belmonte, o Gurita, que revelou a intenção de conceder à apresentadora o título de cidadã ilheense, pelos serviços prestados ao município. “Fiquei emocionada, porque amo Ilhéus e quero voltar aqui sempre para divulgar suas belezas e todo seu potencial como cenário para vários esportes”, concluiu a soteropolitana.
Confira, abaixo, os resultados de todas as categorias do Festival.
SUB-18
Miguel Cerqueira 17.50
Isaac 11. 25
Gabriel Leal 7.90
Brayan Pessoa 6.75
David Bastos 6.29
FEMININO
Laura Silva 15.00
Laine Silva 6.90
Hanna Fraga 2.90
Carolina Garrafo. 2.00
GRAN MASTER +40
Wallace Sampaio. 12.75
Jerônimo Bonfim do Sacramento 11.15 Marcelo Alves 10.75
Marcos da Silveira Tavares. 9.00
KAHUNA +45
Jerônimo Bonfim do Sacramento 13.50
Marcelo Alves 9.45
Dalmo Meirelles. 7.40
Marcelo Bacana 6.90
GRAN KAHUMA +50
Jojó de Olivença 15.25
Marcelo Alves 15.00
Cardoso Júnior 10.90
Cristóvão Costa dos Santos 7.75
LEGEND +55
Jojó de Olivença. 13.00
Cardoso Júnior 9.25
Esdras Santos. 5.80
Luiz Krrio. 4.75
SUPER ESPECIAL +60
Barrão Pessoa. 14.50
Marcos Conceição. 9.00
Jaime Matos 4.00
Nunes Pires –
MASTER +35
Wallace Sampaio. 16.00
Juliano Fraga. 9.90
Marcos da Silveira Tavares 9.00
Gilson Foen. 3.40
Veja onde acompanhar o SWB: Instagram (@candidanavarro e @sportwebbrasil); YouTube (youtube.com/sportwebbrasil); Facebook (sportwebbrasil); e WEB (www.sportwebbrasil.com.br).
O que fazer em caso de uma parada cardiorrespiratória ou respiratória? Você sabe como agir até o socorro chegar? São ações fundamentais que podem salvar a vida de uma pessoa em questão de segundos. Hoje e amanhã, a Unex Itabuna promove um curso para ensinar manobras de ressuscitação em situações críticas.
O curso Basic Life Support, ou BLS, será ministrado na faculdade. O interessado pode escolher o dia em que deseja participar, se hoje (4) ou amanhã (5). As inscrições são gratuitas, limitadas e devem ser feitas através do site https://unif.tc/cursobls.
O curso será ministrado pelo professor Rodrigo de Jesus, profissional certificado pela American Heart Association/Berkeley. A imersão dura quatro horas. Estão aptos a participar da capacitação profissionais que já atuam na área da saúde ou estudantes de Medicina que buscam evoluir os conhecimentos adquiridos.
O treinamento BLS ensina a realizar as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em casos de parada cardiorrespiratória ou respiratória e tem como objetivo manter a vítima viva até a chegada do atendimento especializado.
O cronograma aplicado ao curso conta com quatro horas de imersão no assunto dividido entre parte teórica e prática. Os participantes habilitados receberão, ao final do curso, um certificado de participação e um e-book exclusivo.
Para o coordenador do curso de Medicina da Unex Itabuna, Eric Ettinger, é uma excelente oportunidade de se aperfeiçoar de forma gratuita. “Além de possibilitar conhecer a nossa estrutura e toda a tecnologia disponível no campus, o curso enfatiza a necessidade contínua de aprendizado, como uma forma de atualização”, comentou.
SERVIÇO
Curso gratuito de Basic Life Suport (BLS) para profissionais de saúde
Onde: Unex, na Avenida J.S. Pinheiro, nº 1191, Lomanto
Quando: 04 de julho | 17h às 21h ou
05 de julho | 9h às 13h
Inscrições gratuitas: https://unif.tc/cursobls
A cultura de violência contra a mulher resultou em mais dois crimes bárbaros nas maiores cidades do sul da Bahia, Ilhéus e Itabuna. Os casos levaram a advogada e primeira-dama itabunense, Andrea Castro, a divulgar nota de repúdio à escalada de feminicídios na região. Uma das vítimas foi a cabeleireira Luana Brito, assassinada a tiros, em Itabuna, na última quinta-feira (29). O ex-marido de Luana é o principal suspeito do crime (relembre).
O outro caso foi registrado no Alto do Coqueiro, em Ilhéus, na noite de domingo (2). Jade Horrana Gomes Café, de 27 anos, também foi morta a tiros. Suspeita também recai sobre homem que se relacionou com a vítima. Ela deixa três filhos.
“Estamos profundamente consternados com essas tragédias que abalaram nossa região. Minha solidariedade se estende às famílias de Luana Brito e Jade Horrana e a todas as famílias que sofrem perdas dessa natureza. Precisamos continuar unindo esforços para erradicar a violência contra a mulher, seja ela em que esfera for, e garantir um futuro mais seguro para todas nós”, conclamou Andrea Castro.
Para a advogada, apenas uma resposta conjunta, envolvendo sociedade e governos, pode ser eficaz contra os efeitos da vulnerabilidade feminina diante da violência de gênero. Neste ano, segundo a Polícia Civil da Bahia, o estado registra uma média de seis feminicídios por mês. Na avaliação de Andrea, além de fortalecer a conscientização social contra esse grave problema, é necessário assegurar proteção às mulheres e responsabilização aos agressores.
O clima beligerante entre os prefeitos Mário Alexandre, de Ilhéus, e Augusto Castro, de Itabuna, das últimas semanas deu lugar a, pelo menos, um armistício, na manhã desta terça-feira (4). Durante a passagem de comando da Polícia Rodoviária Estadual em Itabuna, ambos se abraçaram publicamente.
O sinal de paz ocorre depois de, ontem (3), Augusto ter afirmado ao PIMENTA que levaria à presidência estadual do PSD o flerte de Marão com o deputado estadual Fabrício Pancadinha (SDD), hoje principal opositor do governo de Augusto.
Ao deixar o Sest/Senat, onde ocorreu a solenidade, Marão lembrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em modo afável. “Não tenho problema com ninguém. Quero paz e amor”, comentou ao ser questionado pela reportagem sobre o caloroso abraço em Augusto. Antes, o prefeito ilheense dizia que não havia aliança com o adversário político do colega de partido e tratava o caso como “mera especulação”.
Também presente ao evento da Polícia Rodoviária Estadual em Itabuna, a deputada estadual Soane Galvão (PSD), esposa de Marão, disse a empresários, na Associação Comercial de Itabuna (ACI), não ter problemas com Augusto, mas revelou contrariedade por não ter ligações atendidas pelo prefeito. Na outra ponta, definiu como muito boa a relação com o colega de legislatura e deputado Pancadinha. A parlamentar também cumprimentou e conversou com Augusto hoje. Paz selada no ninho do PSD.
Os resultados do Censo 2022, divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram forte redução no ritmo do aumento populacional brasileiro. Nos últimos 12 anos, o número de habitantes no país saltou de 191 milhões para 203 milhões.
No entanto, desde o Censo 2010, a taxa média de crescimento anual foi de 0,52%, a menor da história. Nesse cenário, um grande volume de municípios registrou queda populacional. Dependendo da variação, a redução causa impacto no montante a ser recebido do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que vem gerando uma série de reações políticas de diferentes atores.
Ricardo Ojima, pesquisador do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), observa que o descontentamento é manifestado sobretudo por representantes de pequenas cidades, ainda que capitais como Salvador, Natal, Belém, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro tenham registrado redução populacional. Ele acredita que o modelo está esgotado.
“As capitais e os grandes municípios dependem pouco da distribuição do FPM. O maior impacto é nos municípios menores, que têm orçamentos mais dependentes da transferência do fundo em termos proporcionais. Como o crescimento populacional do Brasil está em processo de estabilização, é certo que muitos municípios vão começar a perder população, com exceção daqueles que conseguem ainda atrair movimentos migratórios particulares. Essa é a tendência geral e já se sabe disso há bastante tempo”, afirma.
De acordo com Ojima, é preciso pensar em novos formatos de distribuição que levem em conta outros fatores, reduzindo o peso do número de habitantes no cálculo. “O que precisamos começar a debater é que o modelo do FPM praticamente pressupõe que a população vai crescer infinitamente. Como isso não vai mais acontecer, é urgente uma revisão, ou os municípios vão começar a ter perdas periódicas, já que a tendência, a partir de agora, é sempre pular para o coeficiente mais baixo”.
O Brasil costuma realizar o Censo Demográfico de dez em dez anos. É a única pesquisa domiciliar que vai a todos os municípios do país. As informações levantadas subsidiam a elaboração de políticas públicas e decisões relacionadas com a alocação de recursos financeiros. O Censo 2022 deveria ter sido realizado em 2020, mas foi adiado duas vezes: primeiro devido à pandemia de covid-19 e depois por adversidades orçamentárias.
Com os atrasos, a distribuição do FPM, que leva em conta os dados populacionais apurados no censo, vinha sendo feita aos municípios ainda com base no levantamento de 2010. O fundo é composto por 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo dados do Tesouro Nacional, em 2022, foram distribuídos 146,3 bilhões. Do total, 10% são destinados às capitais e 3,6% a municípios do interior com mais de 142.633 habitantes.
Os demais 86,4% do fundo são repartidos entre as cidades que tem menos de 142.633 habitantes. Para essa distribuição, os dados do último censo são encaminhados pelo IBGE ao Tribunal de Contas da União (TCU), que por sua vez fixa o coeficiente de cada município. Ele é calculado aplicando uma metodologia definida na lei, que também leva em conta a renda per capita.
O TCU chegou a divulgar, no fim do ano passado, novos coeficientes com base na estimativa prévia do Censo 2022 divulgada pelo IBGE. No entanto, diversos municípios foram à Justiça e obtiveram decisão favorável no Supremo Tribunal Federal (STF). A corte proibiu qualquer atualização sem os dados finais do Censo 2022.
Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentado na última quinta-feira (29), um dia após a divulgação dos resultados definitivos pelo IBGE, os novos números rebaixam o coeficiente de 770 municípios e aumentam o de 249. “Aproximadamente 61% dos municípios dos estados do Amazonas e de Rondônia perderam coeficientes, seguidos dos municípios do Amapá (33%), do Pará (33%) e de Alagoas (32%). Quando se analisam os dados por região, 29% dos municípios do Norte perderam coeficientes, enquanto o percentual para o Nordeste é 18%; para o Centro Oeste e Sudeste, 11%; e para o Sul, 8%”, informou em nota a CNM.
Os impactos no orçamento desses municípios, no entanto, não serão imediatos porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, também na semana passada, a Lei Complementar 198/2023. Ela cria um longo processo de transição para a redução dos repasses relacionados com o FPM. A cada ano, o município perderá 10% do total que deveria ser subtraído com base no novo coeficiente. Dessa forma, somente após dez anos, o valor estará 100% atualizado de acordo com os dados populacionais levantados. Essa regra de transição deverá ser observada sempre que um novo censo for realizado.
De acordo com nota divulgada pelo governo federal, a mudança previne quedas bruscas de arrecadação que colocam em risco a continuidade de políticas públicas. A Lei Complementar 198/2023 não afeta os municípios que tiveram salto no coeficiente, garantindo o incremento no seu orçamento normalmente, sem nenhum período de transição.
DADOS FIDEDIGNOS
Ao divulgar o levantamento, a CNM colocou em dúvida a qualidade dos dados do Censo 2022. Nessa segunda-feira (3), o IBGE se manifestou em comunicado, assegurando a “confiabilidade indiscutível” do resultado divulgado. Em suas redes sociais, o pesquisador Ricardo Ojima criticou a falta de confiança nas instituições e defendeu o trabalho do IBGE, observando que todos os censos enfrentam algumas dificuldades. “Mesmo se há problemas, há técnicas pra evitar potenciais distorções”, afirmou.
O argumento da CNM se apoia na diferença entre os 203 milhões de habitantes indicados pelo Censo 2022, os 207 milhões calculados pelo IBGE em prévia divulgada em dezembro do ano passado, e os 2013 milhões estimados em 2021 a partir de projeções demográficas. “Desvios muito acentuados entre a população estimada e a efetiva indicam erros de estimativas, com sérias consequências para a gestão municipal”, acrescentou a confederação.
No comunicado, o IBGE informa que realizou o Censo 2022 seguindo rigorosamente recomendações, parâmetros e protocolos fixados pela Divisão de Estatística da ONU. Também alega que esta foi a edição mais tecnológica e com maior monitoramento e análise em tempo real da história do Brasil, com minucioso acompanhamento e controle da qualidade. Além disso, o IBGE afirma que especialistas independentes, com a chancela da ONU, foram chamados para avaliar os resultados, e o parecer será publicado em breve.
“Durante a coleta, foi realizada com sucesso a captura das coordenadas de GPS dos endereços visitados, bem como dos trajetos utilizados pelos recenseadores no percurso dos setores censitários. Esse avanço permitiu o monitoramento contínuo da operação e garantiu maior controle da cobertura. O censo contou ainda com arrojado sistema automático de supervisão, que previa a verificação em campo de uma amostra de endereços selecionados. O objetivo principal dessa supervisão foi assegurar a cobertura da operação, a correta classificação dos domicílios (em ocupados ou não ocupados), além da qualidade do preenchimento dos questionários”, acrescenta o texto.
Ao divulgar os resultados do Censo 2022, o presidente o IBGE, Cimar Azeredo, afirmou que já era esperada uma diferença em relação à população que vinha sendo estimada. Ele lembrou que, geralmente, é feita uma contagem populacional no meio da década para evitar esse tipo de defasagem, o que não ocorreu em 2015. Embora seja uma operação mais simples que o levantamento censitário, o governo federal alegou, na época, que não havia recursos para financiá-la. A realização de uma contagem já em 2025 vem sendo defendida tanto pelo IBGE quanto pela CNM.
TENDÊNCIA
Segundo Ricardo Ojima, embora os dados tenham revelado aumento populacional consideravelmente menor do que aquele apontado pelas estimativas anteriores, eles não são surpreendentes. Isso porque os censos das décadas anteriores, bem como as taxas de natalidade, já vinham mostrando tendência de redução no ritmo de crescimento.
“Os estudos da dinâmica demográfica já anunciavam que em algum momento, ainda antes da metade deste século, o ritmo de crescimento da população ia se estabilizar no Brasil, e o país passaria a ter decrescimento. Talvez esse momento esteja sendo antecipado por várias razões. Precisamos esperar a divulgação dos dados mais completos do Censo 2022 para entender e avaliar”, observa.
O pesquisador não descarta alguma influência de crises sanitárias sobre os dados demográficos. Ainda precisará ser melhor avaliado o impacto que a pandemia de covid-19 teve na taxa de mortalidade. Efeitos na taxa de natalidade também podem ter ocorrido, com um possível adiamento do plano de ter filhos por muitas famílias. Ricardo Ojima lembra que alguns estudos já mostraram redução da taxa de natalidade em diferentes estados em 2016, durante a crise da Zika. A doença, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, pode levar ao desenvolvimento de microcefalia nos bebês de vítimas gestantes.
Os municípios de Ilhéus, Eunápolis e Jequié têm oferta de, pelo menos, 149 vagas de emprego nesta terça-feira (4), segundo o SineBahia. Há 68 vagas em Ilhéus, 61 em Jequié e 20 em Eunápolis.
Os interessados devem procurar as unidades do SineBahia nestes municípios até as 15h30min de hoje, munidos de carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. Caso possua, deve também apresentar certificado de cursos de qualificação na área desejada.
O SineBahia atende na Rua Eustáquio Bastos, em frente à Praça Cairu, no Centro, em Ilhéus. A unidade de Eunápolis está situada na Rua 5 de Novembro, no Centro. Em Jequié, o atendimento é na Avenida Octávio Mangabeira, bairro Mandacaru. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas para hoje.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falava sobre a importância da diplomacia para as relações econômicas quando tomou gole d’água para aplacar desconforto na garganta. Retomou a fala e voltou a interrompê-la para tossir. “Beba mais água, meu presidente”, aconselhou uma mulher que assistia ao discurso, nesta segunda-feira (3), em Ilhéus, no sul da Bahia, que recebeu evento da Bamin.
O petista ouviu e, em tom jocoso, retrucou. “Antigamente, quando eu era mais novo e começava a tossir, [senador Jaques] Wagner, eu tomava uma coisinha que passarinho não bebe, e a minha garganta ficava boa. Agora me ensinaram a beber água, e água não para minha tosse. Lamentavelmente, agora, eu sou um cara que bebo só água, pelo menos, na frente de vocês”. A brincadeira arrancou gargalhadas (vídeo abaixo do texto).
Apesar do momento de descontração, o presidente costuma falar sério sobre os cuidados que adota para conservar a saúde das cordas vocais. “Eu preciso da minha voz para governar esse País”, disse Lula, após a cirurgia na garganta pela qual passou antes de assumir o terceiro mandato, em dezembro de 2022. Além disso, é sabido que o consumo de bebida alcoólica não tem efeito terapêutico no tratamento de tosse ou desconforto na garganta.
O campus do Instituto Federal Baiano de Uruçuca completou, no sábado (1º), 100 anos de história. A história da unidade começou no dia 1º de julho de 1923 com a criação da Estação Experimental Central de Água Preta, uma estação de pesquisa em cacau pioneira no mundo. A instituição de formação profissional e tecnológica passou por várias transformações ao longo dos anos.
Para contar a história do IF Baiano de Uruçuca, é preciso voltar a 1918, cinco anos antes da criação da Estação Experimental, quando pesquisadores europeus aportaram no município do sul da Bahia, com a “Comissão Torrend”. Coordenada pelo Padre Camillo Torrend, naturalista e pesquisador francês, a comissão tinha a missão de estudar as principais doenças que causavam grandes perdas na produção.
Em 1º de julho de 1923, a Estação Experimental de Água Preta foi instalada, por iniciativa do Ministério da Agricultura. No mesmo ano, foi criada a Escola de Formação de Capatazes, o embrião para as ações de pesquisa e de capacitação de mão de obra que daria as bases científicas para recuperar a cultura cacaueira, então, em forte declínio.
De acordo com o IF Baiano, a Estação de Experimentação realizou, no período de 1888/1957, um programa de pesquisas e experimentos variados na cacauicultura (melhoramento genético, solos e adubação, combate às pragas e doenças e na introdução de um policultura, com ênfase na fruticultura). Foram introduzidas espécies exóticas, destacando-se a pimenta-da-jamaica, a noz-de-cola e o mangostão.
TRANSFERÊNCIA PARA A CEPLAC
Em 1957, foi criada a Ceplac, que posteriormente criou o Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), adquirindo uma área de 761 hectares às margens da rodovia Ilhéus – Itabuna, que começou a funcionar no final de 1963.
Em 1965, a Estação Experimental foi transferida para a Ceplac, que no dia 9 de maio do mesmo ano instalou a Escola Média de Agricultura Regional da Ceplac, que depois se tornou Escola Média de Agropecuária Regional da Ceplac – Emarc.
A secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, comentou a escolha do cerimonial da Prefeitura de Ilhéus de não convidá-la para hastear a bandeira do estado na solenidade que abriu as comemorações do aniversário do município. O escolhido foi o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro.
Há quem tenha visto, ali, descortesia do grupo político do prefeito Mário Alexandre em relação a Adélia, que morou a maior parte da vida na cidade, exerceu dois mandatos de reitora na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e tem o nome ventilado como possível candidata a prefeita em 2024 (relembre). A secretária diz ter outra interpretação sobre o episódio, vendo-o como gesto de acolhimento ao colega de secretariado.
– Nós estávamos, eu e o secretário Bruno Monteiro, no honroso lugar de representar o nosso governador Jerônimo Rodrigues. Eu, como cidadã ilheense, como nascida em Itabuna, compreendo que todas as pessoas da nossa cidade são extremamente corteses. Então, eu vi aquele momento como um gesto de acolhimento do nosso prefeito, chamando o secretário Bruno Monteiro para fazer o hasteamento da bandeira – disse Adélia Pinheiro ao PIMENTA, nesta segunda-feira (3), em Ilhéus, onde acompanhou Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula em solenidade da Bamin.
Católicos de todas as partes do sul da Bahia acolhem, nesta terça-feira (4), urna com os restos mortais do bispo emérito da Diocese de Itabuna, Dom Ceslau Stanula que serão enterrados na capela da Catedral de São José, no sul da Bahia.
De acordo com a programação divulgada pela Cúria Diocesana e a Paróquia Catedral de São José, a urna funerária que conduzirá os restos mortais do falecido bispo chegará às 9h em Itabuna, nas imediações do Viaduto Paulo Souto, na rodovia BR-101, imediações do Lomanto.
Às 10h, terá inicio a visitação pública à urna funerária com as relíquias do bispo emérito. Já às 16h, a Solene Concelebração Eucarística das Exéquias de Dom Ceslau, presidida pelo bispo diocesano Dom Carlos Alberto dos Santos e concelebrada por bispos e dezenas de padres do clero itabunense e visitantes, contando com a participação do prefeito Itabuna, Augusto Castro (PSD) e autoridades locais.
Após a Santa Missa, os restos mortais do bispo Stanula serão sepultados na Capela Lateral, à esquerda da nave central da Catedral de São José.
São esperados milhares de fiéis das 34 paróquias da Diocese, incluindo as 19 cidades que integram a Igreja local, além de todo o clero diocesano, religiosos Redentoristas da Bahia, bispos e padres de outras dioceses.
QUEM FOI DOM CESLAU
Após deixar o governo pastoral da Diocese de Itabuna em 2017, Dom Ceslau faleceu três anos depois, em 14 de maio de 2020, em Salvador, devido a complicações decorrentes da chikungunya. Os restos mortais do prelado serão exumados nesta sexta-feira, dia 30 para a preparação do traslado.
Segundo explicou o bispo Dom Carlos Alberto, em consenso com superiores da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) da Bahia, da qual o bispo era confrade, foi decidido que tais relíquias seriam entregues a Diocese de Itabuna para serem sepultadas em definitivo na Catedral de São José, onde Ceslau Stanula foi titular como o 4º bispo diocesano por 20 anos (1997-2017).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil teria, hoje, a quarta maior economia do mundo, caso tivesse mantido o ritmo de crescimento registrado ao final de 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5%. “Nós erámos a sexta e recuamos para a décima terceira economia, numa demonstração de que o País andou para trás, porque o nosso País caiu num mundo obscuro, e a gente perdeu noção da grandeza e do que esse País poderia fazer pelo seu povo”, disse o petista, nesta segunda-feira (3), durante o lançamento de trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em Ilhéus, no sul da Bahia.
Diante de um auditório formado por trabalhadores envolvidos na construção da estrada férrea e do Porto Sul, além de empresários e autoridades políticas, Lula descreveu a nação em que o País deve se tornar na avaliação dele.
– Fico olhando vocês e imaginando que esse é o Brasil que nós queremos, um Brasil que as pessoas trabalhem, um Brasil que as pessoas estudem, um Brasil que as pessoas tenham oportunidade, um País em que as pessoas possam ter acesso a tudo aquilo que ele produz, num país em que as pessoas possam comer do bom e do melhor, num país em que as pessoas possam se vestir do bom e do melhor, num país em que as pessoas possam viajar pra onde quiserem, que as pessoas possam ser felizes – disse Lula.
Sua volta ao Palácio do Planalto, conforme o presidente, encerrou período de retrocesso da política nacional. “Esse País foi tomado pelo ódio e pela mentira. E nós, agora, estamos restabelecendo o País que nós precisamos. E é isso que eu quero conversar com os empresários. O que é que um governo pode oferecer para um conjunto de empresários brasileiros e estrangeiros que querem investir num país como o Brasil? A primeira coisa que nós precisamos garantir para os empresários é uma coisa chamada estabilidade: estabilidade política, estabilidade econômica, estabilidade jurídica e estabilidade social”, concluiu.
Na sua passagem pelo sul da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi presenteado com exemplar do livro Pirilampos da Caatinga, do engenheiro e fotógrafo Heitor Rodrigues, um itabunense por adoção.
Publicada em 2021, a obra de Heitor retrata o sertão baiano e revela o olhar apurado do fotógrafo sobre a cultura vaqueira do município de Uauá, localidade com raízes ancestrais indígenas dos povos tapuias e localizada a cerca de 430 quilômetros de Salvador.
A obra, como afirma o autor, busca fomentar a preservação da memória e a valorização da cultura vaqueira. Além do casal Lula e “Janja” da Silva, o fotógrafo Ricardo Stuckert também recebeu um exemplar.

De Juazeiro, Heitor Rodrigues, filho do jornalista Cláudio Rodrigues, falou do momento para ele e obra. “É uma honra enorme saber que Pirilampos da Caatinga voou até as mãos de Ricardo Stuckert, um fotógrafo incrível”.
Heitor ainda definiu como “sonho que virou realidade” saber que o livro chegará também às mãos do presidente da República e da primeira-dama. “Testemunhamos que a magia da Caatinga e a riqueza da Cultura Vaqueira de Uauá podem conquistar outros espaços e poderes. Sigamos na luta pela valorização dos saberes e cultura popular e das expressões artísticas”.
Hoje (3), a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) anunciou a implantação de sistema de leitura com impressão simultânea da conta de água. A coleta de dados neste novo sistema, semelhante ao utilizado pela companhia de eletricidade, a Coelba, começa a ser usado neste mês. Agora, a entrega da fatura ao consumidor será feita logo após concluída a leitura do hidrômetro do imóvel.
De acordo com a gerente comercial da Emasa, Elizângela Gama, os ajustes e testes estão sendo finalizados. “O consumidor será beneficiado, pois poderá acompanhar a emissão e não haverá mais atraso na entrega da fatura”, afirmou.
Ganho, também, para a Emasa. “Com essa tecnologia, [a Emasa] ganha agilidade e economia uma vez que haverá redução de custos com a impressão de contas e possíveis erros no lançamento de dados”, acrescentou Elizângela Gama.
DUAS CONTAS
Com o novo modelo de impressão algumas residências poderão receber duas contas no mesmo mês. “No modelo antigo de faturamento levava-se cerca de 40 dias entre a coleta da leitura e a entrega da conta”, acrescenta a gerente comercial.
De acordo com ela, o novo sistema é testado agora em um setor do município, “referente ao consumo do mês de junho. Ainda segundo ela, com o início da coleta e impressão simultânea da fatura iniciando neste mês, o consumidor terá duas contas, sendo a do formato antigo com vencimento para o dia 7 de julho e no modelo novo com vencimento para agosto”, explicou Elizângela Gama.
Os imóveis que não são hidrometrados também receberão a fatura de forma simultânea, pois é cobrado o consumo mínimo.
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB-BA), de 56 anos, lança, no próximo sábado (dia 8), no Festival Latinidades, em Brasília (DF), o seu primeiro livro: Mulher Preta na Política (Editora Malê). O evento será promovido no anexo do Museu Nacional em Brasília. O festival conta com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O livro aborda, a partir das experiências pessoais e de pesquisa, as dificuldades que mulheres pretas têm de chegar e de se estabelecer em cargos eletivos. Segundo a autora, o livro tem elementos de autobiografia, mas também dialoga com experiências de outras mulheres negras que se candidataram para o Executivo ou para o Legislativo. “Eu cito, inclusive as situações de violência política que a gente vive”, disse, em entrevista à Agência Brasil.
A deputada, que tem mais de 35 anos de trajetória nas lutas sociais, chegou ao segundo mandato, com 92.559 votos, nas eleições de 2022. A primeira vitória para deputada contou com 57.755 votos.
“Eu sou a única deputada preta da Assembleia Legislativa no estado mais negro do Brasil”, afirmou a parlamentar. “A população negra é maioria neste país e, mesmo assim, a gente não tem a presença refletida adequadamente nos espaços de poder”.
O livro será lançado também no Museu do Amanhã (no Rio de Janeiro), no dia 15 de julho, e na Casa Mulher com a Palavra, no Instituto Goethe (em Salvador), em 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
DE FAXINEIRA A DEPUTADA
A deputada, que é professora e pedagoga, trabalhou, antes de chegar ao ensino superior, como faxineira e merendeira de uma escola. Encantada com o que via em uma sala de aula, resolveu estudar para ser docente.
Foi com dificuldades que fez o curso de pedagogia na Universidade Federal da Bahia, ao mesmo tempo em que trabalhava na faxina. “Imaginem o que faz uma universidade na cabeça de uma faxineira, favelada e inquieta”, escreveu na introdução do livro.
MINORIA
Ela lamenta que dos 63 deputados da Assembleia Legislativa da Bahia, por exemplo, as mulheres continuem sendo minoria. “Em 2018, nós éramos dez mulheres e eu era a única mulher preta.
Agora, só oito mulheres foram eleitas, apesar de não ter as mesmas ferramentas que os meus colegas homens tinham para fazer a campanha”.
Mesmo com mandato, ela percebeu momentos em que era preterida. “A gente sabe quando o racismo e o machismo se articulam para deixar a gente de fora, ou para a gente ter menos garantia de emendas parlamentares”.
Além disso, ela identifica que o racismo se apresenta em diferentes faces. A parlamentar recorda, inclusive, episódios em que eleitores estranhavam o fato de ela ser candidata ou parlamentar.
“Nós somos tão poucas nos espaços de poder, historicamente associados a homens brancos. Essa construção serve também como um paredão para nos isolar desses espaços e formatar um imaginário coletivo”.
Olívia Santana foi secretária de Educação e Cultura de Salvador, e pelo Estado da Bahia, atuou nas secretarias de Política para Mulheres e de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. Com informações d´Agência Brasil.


























