Adversários no segundo turno da eleição ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (UB) se revezam na liderança da votação nas duas maiores cidades do sul da Bahia, Itabuna e Ilhéus.
O candidato do PT venceu o primeiro turno em Ilhéus com 39.706 votos (41,68%), pouco à frente do postulante do União Brasil, que recebeu 38.666 votos (40,59%). João Roma (PL), o terceiro colocado, obteve 16.072 votos (16,87%), seguido de longe por Kleber Rosa (PSOL), em quarto, com 687 votos (0,72%). Giovani Damico (PCB) foi o escolhido de 116 (0,12%) eleitores ilheenses e Marcelo Millet (PCO), de 19 (0,2%).
Na vizinha Itabuna, Neto virou o jogo e liderou o primeiro turno com 49.120 votos (44,91%), 9.350 a mais do que Jerônimo (39.770 votos – 36,36%). João Roma recebeu 19.701 votos (18,01%) grapiúnas; Kleber Rosa 647 (0,59%); Giovani Damico 130 (0,12%); e Marcelo Millet 16 (0,01%).
ACM Neto (UB) quer fazer do segundo turno na Bahia “uma nova eleição”. Apesar de ter sofrido uma virada entre o que apontavam as pesquisas e o que foi extraído das urnas, de onde obteve pouco mais de 40% dos votos, o ex-prefeito de Salvador faz a leitura de que o povo baiano deseja mudança, pois o nome do governo, Jerônimo Rodrigues (PT), não conseguiu a eleição em primeiro turno, ficando com 49,45%.
Por isso, afirma, buscará o voto do eleitor que preferiu outros nomes da disputa – João Roma (PL), seu ex-aliado, e Kleber Rosa (PSOL), este mais à esquerda do espectro político e tendendo a Jerônimo Rodrigues.
– Se somar os votos de quem não deseja a manutenção desse grupo que está aí há 16 anos no poder e quer mudança, nós somos a maioria. Então, vamos buscar essa maioria no segundo turno. E é uma nova eleição. No primeiro turno, o candidato que representa o atual governo se escondeu. Inclusive, quando teve a oportunidade de debater comigo não o fez – afirmou ACM Neto, que, no primeiro turno, foi apenas ao debate da TV Bahia e cancelou participação nos demais.
ELEITOR CONFUSO NA HORA DO VOTO
Neto diz que o eleitor pode ter se atrapalhado ao ir às urnas votar nele, porque no primeiro turno eram cinco cargos em disputa (deputados estadual e federal, senador, governador e presidente). “Agora, [no segundo turno] não. Então estamos muito animados e, já a partir de amanhã, vamos começar a trabalhar com a convicção de que se trata de uma nova eleição e de que vamos construir essa vitória”, afirmou.
O candidato do União Brasil até lembrou ter ido para um segundo turno acirrado, em 2012, quando venceu a disputa pela Prefeitura de Salvador. “Tudo tem que ser com emoção. A gente estava lembrando aqui que há 10 anos eu venci aquela eleição passando para o segundo turno um pouquinho só à frente e construímos uma grande vitória. Agora, nós vamos construir essa mesma vitória”, ressaltou.
A Bahia terá uma disputa de segundo turno para definir o novo governador depois de quase 30 anos. A última ocorreu entre Paulo Souto, então no PFL, e João Durval, no PMN, em 1994. Souto acabou eleito. No próximo dia 30, os baianos voltarão às urnas para escolher entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (UB). Jerônimo chega ao segundo turno com uma frente de pouco mais de 702 mil votos, conquistada, sobretudo, nos pequenos e médios municípios.
Do pleito de 2022, surpreendeu não a decisão em segundo turno, mas a vantagem conquistada por Jerônimo, que conquistou 49,45% dos votos válidos, enquanto ACM Neto, tido como favorito, ficou em segundo, com 40,8%.
– Por muito pouco, não levamos no primeiro turno essa eleição – disse o petista ainda na madrugada desta segunda-feira (3).
Jerônimo venceu em 341 municípios dos 417 municípios, dentre eles Juazeiro, Ilhéus, Jequié, Porto Seguro, Eunápolis, Teixeira de Freitas e Barreiras.
– Agora, o trabalho segue com ainda mais pressão para garantir a nossa vitória, junto com a vitória do presidente Lula na Bahia e no Brasil. Agora é JeroLula – brinca o candidato ao governo baiano ao fazer uma fusão do seu nome com o do presidenciável petista e, ao menos tempo, dando pinta de qual será a estratégia para o segundo turno.
A quem pergunta por que Jerônimo recorre a Lula, novamente, em aposta para vencer a eleição em 30 de outubro, basta ver o que ocorreu na disputa nacional em solo baiano. No estado onde o PT governa há quase 16 anos, o ex-presidente venceu em 415 dos 417 municípios.
O PSD conseguiu a reeleição do senador Otto Alencar e fez uma bancada forte tanto na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador, como na Câmara dos Deputados, em Brasília. Os três mais votados para a Alba são do PSD – Ivana Bastos, Alex da Piatã e Adolfo Menezes.
O partido comandando por Otto Alencar no estado fez nove deputados estaduais, igual quantidade de número de eleitos filiados do PT e apenas inferior aos dez do União Brasil. São 63 cadeiras no parlamento estadual. O PP, que deixou a base governista para aderir a ACM Neto (UB), encerra a disputa com apenas 6 cadeiras.
CONFIRA OS ELEITOS
Com o quarto maior colégio eleitoral do país, formado por 10,1 milhões de eleitores, a Bahia tem direito a 39 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados.
Nas eleições deste ano, o deputado federal Otto Filho (PSD) liderou a votação para o cargo no estado e foi reeleito com mais de 200 mil votos. O segundo mais votado foi o também reeleito Elmar Nascimento (UB), com quase 175 mil votos. Eleito para o primeiro mandato na Câmara Federal, Diego Coronel (PSD) foi o terceiro mais votado, com 171 mil votos.
O PT tem a maior bancada federal do estado, com 7 eleitos. PSD e UB elegeram 6 deputados federais cada um, e o PP fez 4 representantes.
Confira, abaixo, todos os deputados federais eleitos pelo estado para a legislatura 2023-2026.
Otto Filho (PSD)
Elmar Nascimento (UB)
Diego Coronel (PSD)
Antonio Brito (PSD)
Neto Carletto (PP)
Roberta Roma (PL)
Claudio Cajado (PP)
Mário Negromonte Jr (PP)
Léo Prates (PDT)
Deputado Dal (UB)
Gabriel Nunes (PSD)
Paulo Azi (UB)
Ricardo Maia (MDB)
Jorge Solla (PT)
Zé Neto (PT)
Daniel Almeida (PCdoB)
Alice Portugal (PCdoB)
Adolfo Viana (PSDB)
Marcio Marinho (REP)
Afonso Florence (PT)
Sérgio Brito (PSD)
Waldenor Pereira (PT)
Lídice da Mata (PSB)
Bacelar (PV)
Paulo Magalhães (PSD)
Alex Santana (REP)
Ivoneide Caetano (PT)
Arthur Maia (UB)
Joseildo Ramos (PT)
João Leão (PP)
Capitão Alden (PL)
Valmir Assunção (PT)
João Carlos Bacelar (PL)
Rogeria Santos (REP)
Leur Lomanto Jr (UB)
José Rocha (UB)
Pastor Sargento Isidório (Avante)
Felix Mendonça (PDT)
Raimundo Costa (Podemos)
Atualizado às 1h02min.
A Bahia terá eleição em dois turnos para definir quem será o substituto de Rui Costa (PT) no comando do governo estadual, algo que não acontecia de 1994. A disputa será entre Jerônimo Rodrigues (PT), que ficou a menos de 0,67 ponto percentual de ganhar no primeiro turno, e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB).
Com 99,14% das urnas apuradas, Jerônimo tem 3.977.074 votos (49,33% dos válidos) contra 3.296.288 votos de ACM Neto, que sempre liderou as pesquisas que aferiram intenções de voto sobre a disputa ao Governo da Bahia.
João Roma (PL) ficou com 9,11% dos votos válidos (734.361), seguido à distância por Kleber Rosa (PSOL), com 48.203 votos (0,6%). A disputa em primeiro turno teve ainda Giovani Damico (PCB), com 5.927 votos (0,07%) e Marcelo Millet (PCB), com 825 (0,01%).
DIA 30
O segundo turno das eleições majoritárias será em 30 de outubro, quando o baiano votará para escolher não apenas o futuro governador, mas também o presidente da República. A disputa ao Palácio do Planalto terá Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição.
A Bahia não tinha segundo turno para definir um novo governador desde 1994, quando Paulo Souto, no então PFL, enfrentou o ex-governador João Durval (PMN). Ambos foram ao turno decisivo da peleja depois de Souto obter 49,3% no primeiro turno e João Durval 25,29%. Jutahy Júnior (PSDB) ficou com 14,13%. Nilo Coelho (PMDB) obteve 8,27% e Álvaro Martins encerrou a disputa com 3%. Souto venceu o segundo turno. Atualizado às 23h58min.
Os eleitores baianos devem voltar às urnas no dia 30 de outubro não apenas para a escolha do futuro presidente da República. Com 97,52% dos votos totalizados, Jerônimo Rodrigues (PT) tem 49,17% ante 40,97% de ACM Neto (UB). A diferença entre eles é de pouco mais de 640 mil votos (3.877.897 votos a 3.238.257).
João Roma (PL) aparece em terceiro, com 9,16% dos votos. Kleber Rosa (PSOL) tem 0,6%. Giovani Damico (PCB) tem 0,07%. Marcelo Millet (PCO) tem 0,01%.
Com 98,88% das urnas apuradas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 56.358.493 votos (48,17%) no primeiro turno da eleição presidencial e disputará a segunda rodada contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que obteve 50.799.138 votos (43,42%) até o momento.
A senadora Simone Tebet (MDB) é a terceira colocada, com 4,18% dos votos, seguida pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que recebeu 3,05% dos votos válidos. Nenhum dos demais candidatos a presidente da República recebeu 1% dos votos.
Depois de um longo período sem ter um representante na Assembleia Legislativa, Itabuna e Ilhéus elegeram dois deputados neste domingo (2). Com 94,64% das urnas apuradas no estado, a primeira dama de Ilhéus, Soane Galvão, contabiliza 58.370 votos, conseguindo a vaga pelo PSB.
Quem também garantiu cadeira no Legislativo foi o vereador itabunense Fabrício Pancadinha, que conseguiu 27.317 votos.
Outros dois candidatos pela região obtiveram votação expressiva, mas ficaram fora. Um deles é o ex-secretário de Inovação da Prefeitura de Itabuna. Zé Alberto (PSB) contabiliza até agora 40.966 votos.
O outro candidato à Assembleia Legislativa que teve bom desempenho é o ex-prefeito de Itajuípe Marcone Amaral. Ele obteve 32.657 e foi um dos mais votados no estado pelo seu partido, o PSD.
O senador Otto Alencar (PSD) está reeleito. Com 82,96% das urnas apuradas, ele impõe frente de quase 2 milhões de votos para o segundo colocado, Cacá Leão (PP).
Otto possui 57,44% dos votos válidos e Cacá 25,27%.
Raíssa Soares (PL) abocanha 15,3% dos votos até aqui. Tâmara Azevedo (PSOL) tem 1,80%. Marcelo Barreto (PMN) obtém 0,17% e Cícero Araújo (PCO) 0,02%.
Com quase 60% das urnas apuradas na Bahia, os candidatos à Assembleia Legislativa mais votadas na região até o momento são Soane Galvão (PSB), com mais de 38 mil votos. O ex-prefeito de Itajuípe Marcone Amaral aparece com 25 mil.
O segundo candidato mais votado para Assembleia Legislativa na Bahia é o deputado Rosemberg Pinto (PT), que disputa à reeleição. Ele tem mais de 62 mil votos. Ivana Bastos (PSD) lidera no geral, com quase 64 mil votos.
Para deputado federal, o representante do sul da Bahia mais votado até este momento é Valderico Júnior (União Brasil), com pouco mais de 7.500 votos. No estado, Otto Alencar Filho é o mais votado, com quase 102 mil votos.
Com 28,94% das urnas apuradas, Jerônimo Rodrigues (PT) aparece na liderança da disputa ao governo da Bahia, com 46,57% dos votos válidos, seguido de perto por ACM Neto (UB), com 43,07%.
João Roma (PL) surge com 9,37% dos votos, enquanto Kleber Rosa tem 0,88%. Giovani Damico (PCB) tem 0,1% e Marcelo Millet 0,01%.
O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, chegou a 47,74% dos votos quando 25,83% das urnas tinham sido apuradas, às 19h, seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 43,49%.
A senadora Simone Tebet (MDB) tem 4,54% dos votos e Ciro Gomes, 3,04%. Até o momento, nenhum dos demais candidatos a presidente obteve 1% dos votos.
Confira a atualização disponibilizada às 19h01min pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Uma jovem ficou indignada porque não pôde exercer a cidadania neste domingo (2). A maquiadora cadeirante Geel Pinheiro reclamou que estava retornando para casa sem conseguir digitar os números de seus candidatos na urna, em uma seção no segundo andar de uma escola, no bairro de Fátima, em Itabuna.
A maquiadora contou que foi surpreendia neste domingo, ao dirigir-se ao colégio Ciso municipal, na rua Francisco Ferreira. Mesmo com limitações de locomoção, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), deixou a eleitora como votante no segundo andar da unidade escolar.
A maquiadora Geel Pinheiro informou que, como não tinha condições de deslocar-se até o segundo andar, teve que dirigir-se à sala de coordenação para justificar. “Acabei de sair da sala de coordenação no Ciso Municipal, em Itabuna para justificar meu voto, porque a minha seção é lá, no segundo andar. Eu não tive condições de subir”.
A maquiadora reforça que é uma situação complicada não só para ela, mas também para as pessoas idosas. “Eu perdi meu direito de cidadã de votar. Espero que na próxima eleição, o TSE resolva isso. Como colocar pessoas com limitações para votarem no primeiro e segundo andares?… Da próxima vez, espero exercer meu direito”, afirmou.
Quando a apuração da eleição presidencial chegou a 1,03%, às 17h38min deste domingo (2), o presidente Jair Bolsonaro (PL) liderava a corrida com 583.507 votos (48,37%), 85.052 a mais do que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a 498.455 votos (41.32%).
O terceiro lugar é da senadora Simone Tebet (MDB), com 5,23% dos votos, seguida pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 3,66%. Nessa altura da contagem, nenhum dos demais candidatos à presidência da República chegou a 1% dos votos.
O Distrito Federal é o ente federativo onde a totalização dos votos está mais avançada, com 27,71% das seções totalizadas.




















