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Andreia Verdelio | Agência Brasil
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado em 2003 dentro das iniciativas do Programa Fome Zero para fortalecer os circuitos locais de produção agrícola e a agricultura familiar, também beneficiou quase 5 mil agricultores e mais de 124 mil estudantes em cinco países da África. O PAA África é uma iniciativa conjunta do governo brasileiro, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e do Departamento Britânico para o Desenvolvimento Internacional. Com um orçamento total de US$ 11 milhões, já foi implementando na Etiópia, em Malaui, Moçambique, no Senegal e Níger.
A fase piloto do programa começou em fevereiro de 2012, com foco na compra de alimentos para a merenda escolar. Segundo o técnico do Ministério da Agricultura de Moçambique, Eugénio Comé, em visita ao Brasil, é possível perceber que os relatos sobre a agricultura familiar estão mesmo se concretizando no país. “Tirei boas lições dessa experiência que tive no Brasil e vou levá-las com a perspectiva de adaptar o que vi aqui para a realidade de Moçambique.”

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Augusto cobra agilidade nas indenizações.
O processo de esvaziamento da Ceplac,  assunto de postagem do PIMENTA, foi criticado em pronunciamento feito nesta quarta-feira (22) pelo deputado Augusto Castro (PSDB), na Assembleia Legislativa da Bahia. O parlamentar condenou também a escassez de recursos para as pesquisas do órgão vinculado ao Ministério da Agricultura.
“É um absurdo que a Ceplac, que já contribuiu tanto com suas pesquisas para a cacauicultura no Brasil, esteja sendo esfacelada pelo governo federal, sem poder realizar um concurso para preencher as vagas deixadas pelos servidores que se aposentaram”, comentou o deputado.
Para Augusto Castro, o enfraquecimento da Ceplac, aliado à falta de apoio aos cacauicultores pelo governo federal, é que prejudica a recuperação das lavouras de cacau no Sul da Bahia.  “O Brasil também está perdendo espaço para país muitos menores, como o Equador, que está produzindo muito mais cacau”, criticou o parlamentar.

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A cabruca desperta o interesse do mundo

Coluna Tempo Presente (A Tarde)

Duas décadas depois que o flagelo da vassoura-de-bruxa dizimou a economia cacaueira, provocando um êxodo rural sem precedentes, mortes e uma dívida bilionária, algo de novo surge no cacau. O superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart, apresenta um projeto que, no atacado, pretende recuperar a expectativa positiva de plantar e colher, valorizar as terras e, de lambuja, resgatar a autoestima dos produtores, fazendo com que seus próprios bens sejam suficientes para quitar as dívidas antigas e tocar a vida.

O Projeto de Conservação Produtiva, já em fase de testes em cinco propriedades de Barro Preto, ancora-se num elemento simples e de forte apelo: o compromisso do produtor de preservar a mata atlântica priorizando o plantio no modelo cabruca, conquistando o reconhecimento certificado pelos órgãos do setor sobre a sustentabilidade ambiental e, também,estimulando pequenas indústrias de beneficiamento, outra reviravolta histórica.

A pretensão é fazer dinheiro também com madeira, aproveitando as mortas e retirando as exóticas (especialmente a jaqueira), com a obrigatoriedade de o produtor plantar três nativas para cada exótica suprimida.

Com a preservação da fauna, flora e recursos hídricos, a terra por si só vai valer muito mais. É algo auspicioso numa área em que a descrença geral dá o tom da reza. Mas só falta o governador Jaques Wagner assinar o decreto para o sonho virar realidade.

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Cacau cabruca e outros sistemas agroflorestais têm destaque no debate
Cacau cabruca e outros sistemas agroflorestais têm destaque no debate

A operacionalização do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) na Bahia será objeto de debate que acontece de amanhã (27), a partir das 9 horas, até o dia 29, no auditório do Centro de Pesquisas do Cacau, na sede regional da Ceplac.

O ABC-Bahia é parte de um plano setorial, de âmbito federal, que tem o propósito de adaptar a atividade agrícola às mudanças climáticas, com o uso de tecnologias de produção sustentáveis. Representantes de várias entidades estão envolvidos no debate.

No sul da Bahia, a discussão em torno do plano observa peculiaridades como o cacau cabruca e outros sistemas agroflorestais, além de enfocar demandas como a recuperação de pastagens degradadas, integração entre lavoura e pecuária e a preservação de florestas.

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B

Uma lagartinha indecente põe em risco um produto que é a cara da Bahia. Segundo matéria assinada pela jornalista Sara Barnuevo, e publicada no site Gente&Mercado, o cultivo do feijão fradinho, utilizado como matéria-prima do quitute, é ameaçado pela lagarta Helicoverpa armigera.

A praga, que também se alimenta de soja, milho e algodão, foi detectada inicialmente em plantações no oeste baiano, mas já apareceu em Feira de Santana. No caso do feijão fradinho, além do perigo de implicar na falta de acarajé no tabuleiro da baiana, a helicoverpa pode criar uma situação difícil para a agricultura familiar, que concentra a produção do grão na Bahia.

Segundo a reportagem do Gente&Mercado, nas lavouras da região oeste, a lagarta já causou prejuízos estimados em R$ 1,5 milhão e deixou 2,5 mil produtores em alerta.

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A proposta de estender o prazo da renegociação da dívida dos cacauicultores, objeto de emenda do deputado federal Geraldo Simões (PT), foi aprovada nesta quarta-feira, 10, pela Câmara. A matéria está incluída em emenda aglutinativa à Medida Provisória 610/2013.

A emenda abrange também proposição do deputado Valmir Assunção (PT), que perdoa os débitos de 40 mil agricultores familiares assentados no Nordeste. No caso da cacauicultura, a proposta é de prorrogar a negociação até 31 de dezembro de 2014.

“Agora a MP vai tramitar no Senado e vamos lutar para que seja aprovada rapidamente, sem mudanças”, afirma Simões.

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eduardo salles2Eduardo Salles | eduardosalles.seagri@gmail.com

A Bahia e o Brasil são grandes celeiros de produção de alimentos e precisam de um pacto pela agropecuária, para que tanto o campo como as cidades vivam em paz.

O que tem acontecido nos últimos dias representa a maturidade democrática do País. Importante, autêntica e apartidária, a mobilização nacional que tem levado centenas de milhares de jovens às ruas das principais cidades brasileiras clamando contra a corrupção, exigindo saúde, educação de qualidade, melhoria nas questões de mobilidade urbana, segurança pública e, enfim, condições dignas e qualidade de vida, demonstra que a população está atenta e quer os impostos pagos retornando ao povo na forma de serviços públicos de qualidade.

Nos últimos anos, em função das facilidades para viajar para o exterior, a classe média brasileira, formadora de opinião e uma das bases dessa mobilização, tem podido observar que em diversos países os impostos pagos retornam eficientemente à sociedade. E questionam: por que no Brasil é diferente?

Somado a isto, através das redes sociais, meus filhos, assim como milhares de jovens, falam com “amigos” de toda parte do mundo, e se sintonizam com o que está acontecendo, emitem opiniões, recebem respostas e se mobilizam para questionar as ações dos legisladores e governantes. Em minha opinião, tudo isso foi o estopim do movimento.

As questões levantadas pelo movimento são relevantes, mas quero chamar a atenção para o fato de que elas são os sintomas de uma grave doença que assola o País há muitas décadas.

Este movimento tem uma característica clara e marcante: é urbano, com base nas grandes cidades. Daí, como tenho uma vida inteira dedicada ao setor agropecuário, neste momento tento colocar na mesa o que considero uma das origens desta doença.

As famílias que migram do interior para as cidades grandes, por não ter condições de permanecer no campo, por falta de oportunidades ou devido a intempéries climáticas como a seca que assola o Nordeste brasileiro nestes últimos anos, ou ainda pela ilusão de que encontrará melhores condições de vida para seus filhos, quando chegam aos centros urbanos geralmente vão morar na periferia, e passam por um período inicial de desemprego e adaptação à nova vida.

Essas famílias sofrem então fortes impactos sociais. Seus filhos, que tinham liberdade na zona rural, acabam entrando em contato com pessoas envolvidas com a marginalidade, o que pode levá-los a caminhos tortuosos como o das drogas, da prostituição infantil e da delinquência.

Este processo migratório incha as grandes cidades, aumenta a demanda por serviços públicos e gera a favelização. Por isso considero que esta é uma das origens desta doença. A questão não é nova. Não é culpa dos atuais governos municipais, estaduais e federal. São problemas crônicos, que tem atravessado décadas.

Se as pessoas que migram fossem atendidas no interior por serviços básicos eficientes; se déssemos o apoio devido ao homem do campo, valorizando-o como responsável pela produção do alimento que chega às nossas mesas, e se as questões de convivência com a seca fossem efetivas e definitivas, será que o inchaço urbano aconteceria?

As pautas colocadas pelo movimento são importantes, mas um pacto pela agropecuária também é, porque iria trabalhar a origem do que está ocorrendo hoje, fruto de algo que há décadas acontece no campo: o êxodo rural.

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Pontal-Buerarema
Estrada Pontal-Buerarema vira um atoleiro quando chove (Foto Arquivo).

Produtores rurais prometem fechar a BR-101, no próximo domingo, 3, em protesto contra as condições da  BR-251, que liga os municípios de Buerarema e Ilhéus. A Procuradoria da República já acionou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) na Justiça Federal, mas nenhuma melhoria foi feita na estrada federal, conhecida como Pontal-Buerarema.
O protesto está marcado para começar às 7h, com a mobilização das comunidades ao longo da BR-251. O Ministério Público Federal moveu a ação há dois anos. O julgamento ainda não ocorreu.
O pedido do MPF é para que o Dnit pavimente a estrada que tem, às margens, mais de 30 mil habitantes, a maioria produtor rural e que utiliza a BR-251 para escoar a produção.

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Reunião discutiu detalhes do protesto
Reunião discutiu detalhes do protesto

O protesto que agricultores sul-baianos planejam fazer no próximo dia 5, a partir das 9 horas, no Porto de Ilhéus, deverá entrar para a história como a primeira forte reação contra a importação de cacau livre de maior controle por parte do governo. A categoria defende restrições para conter a queda do preço do produto no mercado interno, bem como das cotações em bolsa.
Detalhes da manifestação –  que será realizada propositalmente quando um navio com 5 mil toneladas de cacau, procedente de Gana, estará no porto -, foram discutidos nesta quarta-feira, 27, em uma reunião dos produtores no Centro de Pesquisa do Cacau (Cepec). Entre os participantes, estava o diretor-presidente do Instituto Biofábrica de Cacau, Henrique Almeida.
Um dos pontos que ficou definido é que, durante a manifestação, sacos de cacau serão queimados para simbolizar o protesto contra a importação. Segundo os cacauicultores, mesmo com a produção em alta – 137 mil toneladas na safra 2011/2012 -, a maior parte do cacau colhido permanece estocada em depósitos, enquanto as indústrias moageiras continuam importando.
O presidente do Instituto Pensar Cacau (IPC), Águido Muniz, espera que o governo interceda pelos produtores. “Esperamos que o governo cumpra sua missão de mediador entre produtores e indústria, estabelecendo dispositivos para dar equilíbrio à relação entre produção e demanda”, apela o cacauicultor. Com informações do Mercado Cacau

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Indignados com uma manobra das indústrias moageiras, que estariam deixando de comprar o cacau nacional e, assim, afetando o preço do produto, cacauicultores sul-baianos planejam realizar um protesto no próximo dia 5, a partir das 9 horas, no Porto do Malhado, em Ilhéus. Na ocasião, deverá estar atracado no terminal portuário um navio caregado com 5 mil toneladas de cacau proveniente de Gana.
O objetivo da manifestação é forçar o Governo Federal a adotar medidas de controle da importação, que prejudicaria o cacau produzido no país. Segundo os cacauicultores, a safra 2012/2013 na Bahia alcançou 137 mil toneladas, mas grande parte da produção se encontra armazenada em depósitos.
O boicote das indústrias, de acordo com os produtores, gera deságio sobre a cotação das amêndoas na Bolsa de Nova York e também derruba os preços no mercado interno. Nesta semana, o produto está sendo comercializado de R$ 58 a R$ 60 no eixo Ilhéus Itabuna. As informações são do site Mercado Cacau.

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Lanns Almeida (centro), entre o diretor da CAR, José Vivaldo (à esquerda) e o secretário da Agricultura da Bahia. Eduardo Salles
Lanns Almeida (centro), entre o diretor da CAR, José Vivaldo (à esquerda) e o secretário da Agricultura da Bahia. Eduardo Salles

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Itabuna, Lanns Almeida, vai aos poucos mostrando seu estilo de técnico eficiente e com habilidade no relacionamento institucional.
Almeida, jovem agrônomo, destacou-se quando coordenou projetos na Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia (CAR), onde tocou ações vinculadas ao programa Vida Melhor, do Governo Federal. A experiência valiosa agora é empregada na gestão da agricultura no município.
Na semana passada, o secretário visitou órgãos do Governo do Estado que podem colaborar com os projetos a serem implantados em Itabuna. Entre outros, conversou com o titular da Seagri, Eduardo Salles; o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto; e o diretor executivo da CAR, José Vivaldo Mendonça.
Nesta quinta, 21, o secretário coordena reunião técnica no Centro de Treinamento da Ceplac, com representantes deste órgão, além do Incra, Adab e EBDA. “O nosso desejo é evitar a duplicidade de ações e a racionalizar a aplicação de recursos públicos em projetos e programas destinados a pequenos e médios agricultores e ao setor agropecuário do município”, adianta Almeida.

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Um dos principais assessores do secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Itabuna, Antônio Marcelino, aprontou uma boa. Com o telefone na mão, dizia que falava com o futuro titular da pasta, Lanns Almeida, e passou a ligação para um funcionário que cuida dos contratos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Detalhe: do outro lado da linha, quem falava era qualquer pessoa menos Lanns Almeida, que sequer conhece o tal assessor.

A suspeita é de que o autor da armação sabe da existência de fontes de irregularidades no PAA e desconfiava de que o funcionário estaria disposto a denunciá-las. Por isso, induziu o servidor a antecipar as informações, acreditando que as transmitia ao sucessor de Marcelino.

Diante desse medo, vale um exame minucioso naqueles contratos.

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Estão abertas até o dia 30 do próximo mês as inscrições de projetos de empreendimentos econômicos solidários e de agricultura familiar, conforme previsão no edital 01/12, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), juntamente com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O objetivo é selecionar 43 projetos nos 27 Territórios de Identidade da Bahia.

O edital, que apresenta as condições para participar do processo, pode ser conferido no site da CAR, empresa do governo baiano vinculada à Secretaria da Integração e Desenvolvimento Regional (Sedir). A inscrição dos projetos é gratuita.

Serão selecionados projetos com valor de R$ 200 mil, R$ 400 mil e R$ 600 mil, privilegiando-se as principais cadeias produtivas rurais e urbanas do Programa Viver Melhor. Os recursos são provenientes do Tesouro do Estado e do BNDES, por meio de cooperação financeira firmada com o Governo da Bahia.

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O Território Litoral Sul promove a partir desta segunda-feira, 26, até o dia 1º de dezembro, a I Jornada de Agroecologia da Bahia. O evento será realizado no Assentamento Terra Vista, em Arataca, tendo como tema central “Agroecologia: uma proposta de soberania do território baiano”. A abertura será às 8h30.

Entre os participantes dos debates e oficinas da jornada, estará a engenheira agrônoma Ana Primavesi, considerada uma das mais mais importantes pesquisadoras do mundo nas áreas da agricultura orgânica e agroecologia. Também estão previstas as participações do coordenador nacional de formação do Movimento dos Sem-Terra (MST), Ademar Bogo; e do membro da direção nacional do MST, João Pedro Stédile.

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Caso o prefeito eleito de Itabuna, Vane do Renascer (PRB), confirme logo mais a indicação do agrônomo Lanns Almeida como futuro secretário da Agricultura, ele terá dado um grande passo para que seu governo caminhe bem, pelo menos no que se refere às ações desta área.

Almeida é itabunense, tem cara de menino, mas é considerado um gigante para trabalhar. O jovem goza de muito prestígio pelas ações executadas na equipe da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia (CAR), onde integra a equipe do diretor-executivo Vivaldo Mendonça.

A indicação do agrônomo tem o dedo de Wallace Setenta, presidente do Sindicato Rural de Itabuna, que apresentou o nome ao vereador Ruy Machado (PTB). Este tentou inicialmente emplacar Itazil Benício.