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Fonte que acompanha a importação de cacau pelo Brasil desde a década de 90 afirma que o aparecimento de cargas contaminadas parece novidade, mas na real o que ocorreu foi tão somente uma mudança na fiscalização.

Antes, eram as próprias indústrias importadoras que selecionavam as amostras (que beleza!) e apresentavam aos fiscais. Mais recentemente, a seleção, como manda qualquer manual básico, passou a ser aleatória. Não demorou muito para que fossem descobertas as primeiras cargas “sujas”.

Aliás, “primeiras” é modo de falar. O problema é que antes a fiscalização era amiga.

A importação de cacau contaminado será debatida hoje em Brasília (confira aqui).

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Em contato com este blog, a assessoria do Instituto Cabruca não confirma que seu presidente, o engenheiro agrônomo Durval Libânio, esteja cotado para assumir a direção geral da Ceplac. Mas faz questão de enfatizar que, caso ele faça parte das cogitações do Ministério da Agricultura, não é por ter padrinho forte, mas em função do currículo respeitável.

Enfatiza a assessoria que, além de presidente do Cabruca, Libânio é mestre em produção vegetal pela Uesc e também preside a Câmara Setorial do Cacau, ligada ao Ministério. Professor de Cacauicultura do Instituto Federal Baiano, em Uruçuca, ele tem se destacado por fortalecer a imagem da cabruca como um sistema agroflorestal que ajuda a preservar o meio ambiente.

O blog mantém a informação de que o nome de Libânio se encontra na mesa do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. E, ainda que possa não ser o ponto mais forte do candidato a diretor, o “Q.I.” existe.

Leia abaixo a nota do Instituto Cabruca:

Nota do Instituto Cabruca:

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O vereador Ruy Machado (PTB) está emplacando Itazil Benício na Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente de Itabuna. Ele apresenta o candidato como um “nome de luxo”, capaz de abrir portas nas esferas estadual e federal, ajudando a captar recursos para projetos.

Benício tem passagem pelo Ministério da Agricultura, onde foi chefe de gabinete da Secretaria de Política Agrícola, e também atuou na Secretaria da Agricultura da Bahia, no período em que ela foi comandada pelo deputado Geraldo Simões (PT).

Um currículo razoável, mas fontes ligadas tanto a Brasília quanto ao governo baiano veem o nome indicado por Ruy Machado como um legítimo burocrata e não muito operacional. Ou seja, assim como naquela propaganda,  nesse caso a imagem também pode não significar muita coisa.

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Matéria publicada nesta quinta-feira, 1º, no jornal Valor Econômico, mostra que a produção brasileira de cacau na safra 2011/12 é a maior dos últimos 18 anos. Os números são da TH Consultoria e Estudos de Mercado, que registra colheita de 220 mil toneladas de outubro de 2011 a setembro deste ano. O volume é 10,11% maior que a produção da safra 2010/11.

Segundo a matéria, a Bahia colheu 155,5 mil toneladas de cacau, na melhor safra dos últimos 14 anos. O Pará, que também se destacou, dobrou a produção em cinco anos: de 32,5 mil para 64,4 mil toneladas.

De acordo com o sócio-diretor da TH Consultoria, Thomas Hartmann, o crescimento da produção de cacau nos últimos três anos foi estimulado pela boa cotação, mas os preços caíram em 2012. Atualmente, segundo o especialista, o valor pago ao produtor é inferior ao custo da lavoura.

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O Estado do Pará corre a passos largos para superar a Bahia na produção de cacau. As previsões de empresas e da Ceplac já apontam para isso, conforme matéria da revista Globo Rural. Em 2012, a estimativa é de que o estado produza 85 mil toneladas ante 135 mil do sul da Bahia.

A produção paraense em relação à safra 2011 terá salto de 30,7%. Na Bahia, haverá crescimento, mas na faixa de 6,2%. A revista cita o crescimento na produção:

– Além da retomada da safra na Bahia, que responde por 70% da colheita nacional, o Pará, que hoje se destaca como segundo maior produtor do país, tem grande potencial de expansão para a cultura. “É no Pará onde a produção mais cresce no Brasil – avalia Thomas Hartmann, analista da TH Consultoria.

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Ricardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

É impossível assistir ao filme sem ficar permanentemente com um nó na garganta e um embrulho no estômago, além do sentimento de impotência diante da crueldade.

A dispersão da praga da vassoura-de-bruxa na região cacaueira não foi algo natural e isso ficou totalmente comprovado em inquérito conduzido pela Polícia Federal há alguns anos. As investigações não conseguiram apontar os autores, mas concluíram que a forma como a doença se instalou denuncia um “modus operandi” todo especial, um plano macabro e destruidor, um ato humano deliberado, como sugere o excelente e fundamentado documentário produzido por Dilson Araújo.

O filme traz uma série de depoimentos e documentos oficiais, além de histórias de perdas financeiras, familiares e humanas ocorridas nessas terras a partir do fim dos anos 80 do século passado. Foi o fim de uma era, e é impossível traduzir em palavras a tragédia que se deu nessa região, onde mais de 250 mil trabalhadores perderam seus empregos nas fazendas de cacau e o êxodo para as cidades chegou a 800 mil pessoas.

Pesquisadores ouvidos no documentário atestam que o inchaço das favelas e todos os problemas sociais que vieram a reboque, como a falta de infraestrutura e a violência, têm relação direta com a bruxa que assombrou a região. Suas consequências foram também ambientais, com a destruição do sistema da cabruca em 600 mil hectares de fazendas. Muitas áreas onde a Mata Atlântica permanecia intacta, em uma convivência produtiva e ecológica de mais de dois séculos, foram transformadas em pastagens e a madeira nativa foi alimentar as serrarias.

Tragédia. Crime. Holocausto. Genocídio. Qual a palavra certa para descrever o que se deu nessa região? O Nó apresenta várias, sem deixar de mostrar que os cacauicultores foram vítimas duas vezes. Uma quando a vassoura se instalou, com galhos amarrados diligentemente por mãos assassinas; a outra quando a Ceplac recomendou providências equivocadas, que levaram os produtores a assumir dívidas que lhes atormentam até hoje. Os bancos exigem que eles paguem pelo que não surtiu efeito e o governo não assume o ônus pela falha.

É impossível assistir ao filme sem ficar permanentemente com um nó na garganta e um embrulho no estômago, além do sentimento de impotência diante da crueldade. São histórias destruídas, vidas destroçadas, uma cultura secular que deixou de existir por obra e graça de alguma ideia psicótica. De quem? A polícia diz que não sabe.

Não por acaso, O Nó é narrado quase num sussurro, por uma voz que parece ser de alguém que fala em meio a um velório. O tom é triste, o filme fala de morte.

Ricardo Ribeiro é editor do Cenabahiana.

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Em meio ao Carnaval, passou quase despercebido ontem (20) o aniversário da Ceplac, que teve seu decreto de fundação assinado no dia 20 de fevereiro de 1957 pelo então presidente Juscelino Kubitschek, portanto há 55 anos.
Com um histórico de avanços na pesquisa, extensão rural e assistência técnica aos cacauicultores, a Ceplac, ligada ao Ministério da Agricultura, enfrenta um momento decisivo. Ceplaqueanos lamentam a estagnação do órgão federal, que pode acabar morrendo por inanição se não forem renovados os seus quadros.
O último concurso público realizado pela Ceplac para contratar novos servidores data de 25 anos atrás. Desde então, muitos funcionários se aposentaram, deixando algumas áreas desguarnecidas, pois não há quem os substitua.
Num cenário em que as perspectivas para o mercado do cacau e do chocolate se tornam mais animadoras, com crescimento inclusive da demanda interna, a revitalização da Ceplac é uma questão estratégica. Para que ela ocorra, porém, é preciso a mobilização da bancada legislativa dos estados produtores, bem como da pressão dos governadores e prefeitos dessas regiões.
Ou isso, ou a Ceplac morre.

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Salles (dir.) conversou sobre o assunto com o diretor-geral da Ceplac, Jay Wallace (foto Heckel Júnior)

A monilíase, praga considerada pior que a vassoura-de-bruxa, e que já atinge plantações de cacau em países que fazem fronteira com a Amazônia brasileira, constitui-se em ameaça para a cacauicultura nacional.
O secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, tratou recentemente do assunto com o diretor-geral da Ceplac, Jay Wallace, e pretende discuti-lo no próximo dia 28, em Rondônia, durante encontro de secretários estaduais de agricultura.
Salles diz ter consciência de que é praticamente impossível evitar a entrada da moníliase no país, mas observa a necessidade de adotar medidas para que isso não ocorra tão cedo. “Queremos atrasar esse processo ao máximo, até que a pesquisa agropecuária possa encontrar meios para desenvolver a tecnologia de combate”, afirma.
O secretário também defende a realização de convênios com países fronteiriços para intensificar o controle da praga. Essa proposta foi levada ao Departamento de Sanidade Mental do Ministério da Agricultura.

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O Instituto Cabruca abriu duas novas vagas para técnico agrícola para contrato de 30 meses e salário de R$ 3 mil. O contrato é para execução de atividades em assentamentos rurais, comunidades quilombolas e indígenas no sul da Bahia.
A seleção é por meio de currículo e entrevista e o profissional precisa possuir carteira de habilitação nas categorias A e B, boa comunicação oral e escrita e habilidade para trabalhar organizar equipe multidisciplinar, dentre outros requisitos. Os profissionais devem ter disponibilidade para residir em Pau Brasil e Itamaraju e conhecimento de Mata Atlântica e sistema cacau-cabruca.
Os currículos devem ser encaminhados para o email curriculo@cabruca.org.br até o dia 12 de janeiro. O instituto promete divulgar o resultado da seleção até o dia 13, no site www.cabruca.org.br.

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O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) tomou a palavra nesta segunda-feira, 8, em sessão na Câmara, para repudiar a agressão sofrida pelo repórter Rodrigo Rangel, da sucursal da Veja em Brasília. Na semana passada, Rangel levou uma gravata, chute na barriga e um soco que lhe arrancou um dente. O autor da sessão de pancadaria, ocorrida em um restaurante da capital da república, na frente de mais de dez testemunhas, foi o lobista Júlio Fróes, que estaria envolvido em negociatas com o Ministério da Agricultura.
Assunção condenou a violência e disse que já foi vítima de arbitrariedades.  “Eu quero me somar a todos aqueles que não concordam com isso nem aceitam qualquer tipo de agressão contra qualquer profissional”, declarou o parlamentar.
Mais adiante, o petista aproveitou a deixa para cutucar a Veja, revista em que o agredido trabalha: “nós temos que ficar indignados, mesmo sendo o jornalista de uma revista como a Veja”, tascou.

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Da Folha de S. Paulo:
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, transformou uma empresa pública, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos de seu partido, o PMDB.
O loteamento começou quando Rossi dirigiu a estatal, de junho de 2007 a março de 2010. Ele deu ordem para mais do que quadruplicar o número de assessores especiais do gabinete do presidente -de 6 para 26 postos.
Muitos cargos somente foram preenchidos, porém, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Rossi para o comando da Agricultura -o ministério ao qual a Conab responde.
Neste ano, já no governo de Dilma Rousseff, foram definidas 21 nomeações.
Algumas contratações foram assinadas de próprio punho pelo ministro, homem de confiança do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB.
Receberam cargos, entre outros, um filho de Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado; a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara; um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE); e um sobrinho de Orestes Quércia, ex-governador e ex-presidente do PMDB de São Paulo, que morreu no ano passado.
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Secretário acha que a Bahia tomará prejuízo caso a restrição do novo Código entre em vigor

O artigo 47 do projeto do novo Código Florestal Brasileiro será alvo de protesto nesta segunda-feira, 21, durante a abertura do 12º Simpósio Nacional do Agronegócio Café (Agrocafé), evento programado para começar às 9 horas, no Hotel Bahia Othon Palace, em Salvador.

O titular da Secretaria da Agricultura do Estado, engenheiro Eduardo Salles, representará o governador Jaques Wagner na abertura do simpósio e vai entregar um manifesto da Seagri, em conjunto com as federações de agricultura, contra o artigo 47. O dispositivo proíbe a abertura de novas áreas agrícolas no país, pelos próximos cinco anos.

Para Salles, a restrição “é danosa tanto para a agricultura empresarial como para a familiar, e atinge em cheio a economia baiana, que tem no setor um de seus mais importantes lastros”.

O manifesto será entregue ao deputado federal Aldo Rabelo (PCdoB), relator do projeto do Código Florestal.

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O ex-deputado Jairo Carneiro, que já pertenceu ao DEM e hoje está filiado ao PP, tomou posse nesta terça-feira, 15, na chefia de gabinete da Secretaria da Agricultura da Bahia. A solenidade aconteceu no gabinete do secretário Eduardo Salles e contou com as presenças de diretores e superintendentes da Seagri e dirigentes da EBDA, Adab, Bahia Pesca e CDA, que fazem parte da Secretaria.

 

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Apesar da manutenção do PP e do secretário Eduardo Salles na pasta da Agricultura, há no governo baiano um sentimento de que, em determinados momentos, o partido tenta fazer da Seagri algo independente da gestão Wagner. Em outras palavras, o personalismo é forte e destoa das diretrizes de comunicação do próprio governo, que tem a mão no freio quando o assunto é promoção pessoal.

Se liga, secretário!