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Stédile5O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, 60, esteve em Salvador no último final de semana, onde participou de uma plenária sobre o Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva. Stédile é graduado em economia pela PUC do Rio Grande do Sul e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México.

Nesta entrevista, ele fala também sobre a Reforma Agrária nos governos FHC, Lula e Dilma e diz que o agronegócio utiliza veneno que está o provocando câncer. Stédile também vê o Congresso Nacional dominado pelas bancadas ruralista e do empresariado e faz uma avaliação sobre as próximas eleições.  Confira a entrevista concedida a Marival Guedes, especialmente para o Pimenta.
BLOG PIMENTA – Vamos começar fazendo uma comparação entre os mandatos de Fernando Henrique, Lula e de Dilma sobre a Reforma Agrária.
JOÃO PEDRO STÉDILE – No Brasil, a rigor, nunca tivemos Reforma Agrária no que ela representa, que é um programa de governo que leve a democratização do acesso à terra a todos. FHC abriu as portas para as grandes empresas internacionais, mas teve um azar: o agronegócio, na sua ganância de tomar conta das terras, cometeu dois grandes massacres que deixaram a população indignada. Teve aquela nossa grande marcha à Brasília que fez com que FHC se obrigasse a um programa de assentamentos que foi até razoável, mas foi fruto dos massacres em Carajás e no Paraná.
PIMENTA – Com Lula, houve uma grande expectativa…
STÉDILE – Nós tínhamos esperança de que o governo Lula pudesse acelerar, mas, infelizmente, ele seguiu apenas a política de assentamentos. Então, onde havia pressão política, houve desapropriações. Nós mantivemos, digamos assim, o mesmo ritmo do governo FHC.

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A reforma agrária praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao Governo Dilma.

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PIMENTA – E estes três anos e três meses do governo Dilma?
STÉDILE – Agora, está praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao governo Dilma, porque não avançou na Reforma Agrária.
PIMENTA – Quais os motivos?
STÉDILE – A resposta simplista seria que falta vontade política do governo, mas não é bem assim. A nossa avaliação é de que a correlação de forças na luta de classe na agricultura piorou no governo Dilma. Piorou em função da crise do capitalismo internacional, houve uma avalanche de capital internacional que veio se proteger no Brasil. Investiram em usinas, hidrelétricas, praticamente desnacionalizaram todo o setor canavieiro e compraram muita terra. Isso representa a força do capital que chega lá no interior, compra terra, controla o comércio etc.

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O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá.

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PIMENTA – Pode citar um exemplo?
STÉDILE – O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá. A segunda explicação é que, dentro do governo Dilma, há uma presença maior do agronegócio.  Terceira mudança: o Congresso no governo Dilma é mais ruralista. Aquilo que no governo tava parado – e nos ajudava -, o agronegócio avançou pelo Congresso fazendo chantagem. Esta bancada fazia as mudanças, como foi o episódio do Código Florestal, e impunha ao governo como uma derrota. Estas três circunstâncias levaram o governo Dilma a recuar com relação à Reforma Agrária.
PIMENTA  – O que o MST reivindica a curto, médio e longo prazos?
STÉDILE – De curto prazo, a Carta e a pauta que entregamos na audiência durante nosso congresso, em 13 de fevereiro passado, quando sinalizamos para a presidenta: olha, nós entendemos a correlação de forças, que não depende de vontades pessoais. Mas, ao seu alcance, estão, imediatamente, antes de terminar o governo, algumas medidas concretas de emergência.

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Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia.

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PIMENTA – E quais seriam?
STÉDILE – Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia. É um absurdo que nós tenhamos acampamentos com oito anos, pessoas morando debaixo de lona preta. Segunda medida, aqui para Nordeste, nós descobrimos que dentro dos perímetros irrigados, já com tudo pronto, o governo botou água, gastou milhões de reais, existem 80 mil lotes vagos, porque, na política burra do Dnocs e da Codevasf, eles fazem primeiro o perímetro irrigado e depois fazem o edital de licitação em que só o pequeno empresário do sul vem aqui. No caso da Bahia, a região de Juazeiro. E, depois, abandonam.
PIMENTA – Quais as razões para esse abandono?
STÉDILE – Porque eles criam uma ilusão: “vou plantar manga, abacaxi e vou bamburrar de dinheiro.” O mercado mundial de frutas já tá tomado. Não é chegar assim: vou exportar manga pra Europa e vou ganhar dinheiro. Não há mais mercado pra fruta na Europa, nem sequer da uva. Ao contrário, toda a produção do perímetro irrigado no Nordeste, hoje vai para o mercado nacional, porque aumentou a renda do brasileiro. Então, é melhor vender no Brasil que no exterior.
PIMENTA – O que foi feito com estes lotes?

STÉDILE – Estão vagos. Tem 80 mil lotes vagos, tudo pronto com água passando. E nós falamos pra Dilma: pelo amor de Deus, bote sem-terra nestes lotes. Não precisa gastar nada, nem desapropriação, pra eles produzirem alimentos.

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A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. É só ter coragem.

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PIMENTA – A questão do trabalho escravo também consta na carta. Qual a reivindicação?
STÉDILE – A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. Não interessa se é produtiva ou improdutiva. É um crime hediondo, primeiro motivo absoluto, o cara que pratica trabalho escravo tem que ter [a área] desapropriada. Então, é só ter coragem e pegar os processos e somente aí já teríamos 566 fazendas.
PIMENTA – Quais as ações do MST a partir de agora?
STÉDILE – Nós temos três inimigos do pobre do campo: o primeiro é o latifúndio atrasado, que ainda é improdutivo ou que paga mal aos trabalhadores e que agride a natureza. O segundo é o agronegócio, que é moderno, mas não gera riqueza para o povo brasileiro. E o terceiro é este sistema geral, mundial, que transformou o Brasil numa economia de exportação de matéria-prima, apenas. E não fica nenhuma riqueza aqui.

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Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem.

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PIMENTA – Quem controla as exportações?

STÉDILE – O agronegócio aumenta cada vez mais as exportações, mas Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem. Então, se queremos que o cacau seja um produto orgânico para produzir chocolate para o povo brasileiro, temos que derrotar este sistema destas empresas transnacionais. São nossas inimigas.
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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) errou ao divulgar o resultado da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”. Hoje, o instituto reconheceu que errou ao informar que 65,1% dos brasileiros apoiavam ataques a mulheres que usam roupas curtas. O percentual correto é 26%, enquanto 70% discordam totalmente. 3,4% se dizem neutros.
A confusão ocorreu, segundo nota do Ipea, ao serem trocados os gráficos dos quesitos “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar” e “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.
A derrapada provocou pedido de exoneração do diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Rafael Guerreiro Osório. O levantamento ouviu 3.810 pessoas, no período de maio a junho do ano passado.

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Juvenal, ao centro, recebe Martiniano (à dir) e conversam sobre decreto
Juvenal, ao centro, recebe Martiniano (à dir) e conversam sobre o Decreto da Cabruca

A previsão da safra 2013/14 de cacau no Brasil acaba de ser finalizada pela Ceplac. Os números são animadores: 260 mil toneladas. Apenas a Bahia contribui com 160 mil toneladas, número que pode chegar a 180 mil, com a regulamentação da lei ambiental da Bahia, por meio do Decreto da Cabruca, que está saindo do forno, e com tratos fitossanitários.
Os dados foram atualizados pelo Ministério da Agricultura. A demanda da indústria chocolateira é de 245 mil toneladas de amêndoas.
– O Brasil volta a ser autossuficiente na produção de cacau, com um excedente, nos termos de hoje, de 15 mil toneladas. Com o decreto, a previsão é aumentar a produção, somente na Bahia, em mais 20 mil toneladas, que até poderiam ser exportadas – comemora o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart.
Sobre o decreto,  Maynart afirma ao PIMENTA que recebeu na manhã dessa sexta-feira (4) a visita do chefe de Gabinete da Secretaria de Relações Institucionais do Governo da Bahia (Serin), Martiniano Costa.
– Ele nos informou que nos próximos dias será apresentado o relatório da análise da Procuradoria-Geral do Estado, o que possibilita a assinatura pelo governador Jaques Wagner.
Martiniano Costa diz que entende que a regulamentação se trata de uma questão de inclusão social, já que vai permitir o aumento da produtividade nas áreas de cabruca. “Entendemos que essa agilidade na assinatura é de fundamental importância para a produção de cacau em áreas de cabruca, e  interessa a Ceplac, conforme constatamos nessa reunião com o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart”.
Os produtores de cacau aguardam com ansiedade esse documento, já que vai permitir uma maior entrada de luz nas plantações de cacau, o que permitirá o aumento da produtividade. “Além disso, com a possibilidade de maior produtividade, vai gerar uma valorização da terra, o que, por sua vez, aumentará o valor que poderá dado como garantia nos contratos de financiamentos da produção, pelos agentes financeiros”, destaca Maynart. Atualizado às 18h18min

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cervejasA Ambev, que fabrica as cervejas Antarctica, Brahma e Skol, anunciou hoje (4) o congelamento do preço da bebida até o final da Copa do Mundo. A competição de futebol começa em junho e vai até 13 de julho.
No verão, a Ambev já havia anunciado um congelamento do preço da “cerva” e, agora, mais gelo… no preço. Resta saber se a orientação será seguida pelos mais e 500 mil pontos de venda dos produtos da multi.
BONDADE?
O anúncio não significa nenhuma “bondade” da multinacional. Pesquisa da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), divulgada em janeiro, revelou que o brasileiro tem bebido menos.
A queda em 2013 atingiu 2% quando comparado ao ano anterior. Uma pesquisa feita pela consultoria Nielsen também revela que o consumo de cerveja tem caído ano a ano desde 2010.

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VW Gol cai para terceiro entre mais vendidos em março.
VW Gol cai para terceiro entre mais vendidos em março.

O Volkswagen Gol não foi o carro mais vendido no Brasil em março. O compacto, que reina há 27 anos na liderança do ranking nacional, ficou em terceiro lugar no mês passado, superado por Fiat Palio e Strada, que alcançaram 13.293 e 13.017 unidades, respectivamente, ante 12.545 do Gol.
O Chevrolet Onix vendeu apenas 300 unidades a menos que o rival da Volkswagen e aparece em quarto lugar, seguido por Fiat Uno (10.275), Ford Fiesta (9.045) e Hyundai HB20 (8.312). O Top 10 encerra-se com Fiat Siena (7.716), Volkswagen Fox (7.313) e Renault Sandero (6.006). Informações do Portal Terra.

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Marcelo Brandão | Agência Brasil
fraude contra consumidorUm estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que 54% dos consumidores brasileiros foram vítimas de fraude nos últimos 12 meses. O levantamento, feito de 11 a 13 de fevereiro, ouviu moradores de todas as capitais brasileiras.
As fraudes mais comuns foram propaganda enganosa, entrega de serviço diferente do contratado, dificuldades para acionar a garantia de um produto e o abastecimento do carro com combustível adulterado.
Muitos consumidores, no entanto, não perceberam a fraude quando ocorreu. Do total de entrevistados, 28% confirmaram terem sido “vítimas de fato”. Outros, porém, confirmaram ter sido vítimas de golpe apenas mediante outras perguntas indicativas de situações de fraude.
Foram feitas perguntas sobre o comportamento das pessoas em situações como dirigir acima do limite de velocidade ou mudar as senhas de e-mail ou cartões.
As respostas classificaram os entrevistados como suscetíveis a baixo, médio e alto risco. Dentre todos as pessoas questionadas, apenas 17% foram classificados como de baixo risco – expostas a até, no máximo, duas situações de risco – enquanto 43% foram considerados de alto risco – expostas a cinco ou mais circunstâncias perigosas.

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professor júlio c gomesJulio Cezar de Oliveira Gomes | advjuliogomes@ig.com.br

Há um Brasil que chora, cotidianamente, por um dilúvio de sangue que jorra das capitais e do interior deste país.

Para uns, golpe. Para outros, revolução. O fato é que há cinquenta anos um movimento militar arrancou o presidente João Goulart do Palácio do Planalto e impôs àquele Brasil um governo composto por uma estranha junta militar.
O resto da história, já se sabe. O regime de exceção se impôs pela força das armas e da máquina governamental por vinte e cinco longos anos, até que sob a pressão da imensa maioria dos brasileiros pelo fim da Ditadura, foi eleito, de forma indireta, um presidente civil, em 1985; e depois promulgada a Constituição de 1988, pondo fim ao Período Militar.
Entretanto, o que há de novo neste aniversário de 31 de março de 1964 não é a comemoração dos militares, que sempre a fizeram, de forma mais ou menos ostensiva, mas um clamor pela volta dos militares ao poder, que ecoou fortemente por todos os meios de comunicação.
Causa estranheza que em um Brasil muito mais desenvolvido economicamente, muito mais escolarizado e com chances de ascensão social infinitamente maior do que as que existiam na década de 1960, 70 e 80, este clamor tenha sido ouvido. Mas foi.
Penso mesmo que, se o povo não aderiu ao apelo do retorno à Ditadura, foi justamente por esta compreensão de que a vida melhorou, e muito.
Porém, o mesmo povo que se recusou a aderir à Marcha da Família também se recusa a defender o regime democrático, em uma clara demonstração de desprestígio da democracia junto àqueles que mais deveriam defendê-la: o povo.
Observo, especialmente, que o discurso de que a Ditadura assassinou cruelmente seus opositores – e assassinou de fato – não comove mais às pessoas. Por que será?
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Luana Lourenço | Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff lembrou hoje (31) os 50 anos do golpe militar que deu início à ditadura no Brasil, em 1964, e disse que as atrocidades cometidas no período não podem ser esquecidas, em memória dos homens e mulheres que foram mortos ou desapareceram enquanto lutavam pela democracia.
“O dia de hoje exige que lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos aos que morreram e desaparecerem, devemos aos torturados e aos perseguidos, devemos às suas famílias. Devemos a todos os brasileiros”, disse a presidenta em discurso no Palácio do Planalto, durante a assinatura de contrato para construção da segunda ponte sobre o Rio Guaíba. Confira, no vídeo abaixo, o discurso da presidente.

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sakamotoLeonardo Sakamoto | Blog do Sakamoto

Ouvi a história e achei interessante contar. Porque a reação é sempre que a mulher se destemperou e não de que o maluco em questão havia extrapolado os limites da convivência.

 
– Tá tão bom esse jantar que você já pode casar!
A frase pousou na mesa de jantar tão leve quanto é possível para um golden retriever sujo e molhado, que sai correndo do jardim e, sem muita noção do próprio tamanho, lambuza todos à sua volta.
A bem da verdade, ela recebera a contragosto aqueles convidados. Pedido do chefe, que queria usar a sua melhor repórter para aumentar o interesse do pessoal da área comercial e de agências de publicidade com o jornalismo online que produziam. Então, reuniu velhos amigos para uma conversa sobre perspectivas do mercado digital – ou alguma abobrinha semelhante – e pediu o favor.
O problema é que ela não era a sua melhor repórter à toa.
– Oi, como disse?
– Que tá tão bom esse jantar que você já pode até casar.
– Desculpe, não entendi.
– Ah, é uma expressão antiga. Você já tem tudo que se espera…
– … de uma mulher?
– Não de uma boa…
– …dona de casa?
– Não, de alguém que…
– … que existe para servi-lo?
Percebendo aonde isso ia dar, o chefe tentou jogar panos quentes.
– Quando se cansar do jornalismo, a Clarice* pode abrir um restaurante!
Mas aí já era tarde demais.
Dado os comentários que o incômodo convidado fez, mangando da reação da anfitriã, os papeis já haviam sido identificados. E se ele fosse desempenhar o do “porco”, ela não ficaria na plateia batendo palmas como a “submissa”.
Após o jantar e a sobremesa, todos foram para a sala de estar a fim de beber e jogar conversa fora. Lá, o convidado, para provocar ainda mais, começou a cometer impropérios sobre o lugar do homem e da mulher, piadinhas a respeito do gênero de produtos de limpeza e reflexões sobre o que é ser um “homem de verdade” nesse mundo confuso.
O único momento em que se dirigiu a Clarice foi para perguntar:
– Poxa, mas meu cálice está seco há um século.
– Desculpe! Mas como você está falando besteira há tanto tempo, achei que já havia bebido demais.
– Isso é comentário de mulher mal-comi…
Antes que pudesse terminar a frase, um cálice de tinto chileno – de boa safra, diga-se de passagem – voou em sua camisa branca. E algumas pessoas que estavam no jantar, mesmo com a memória afetada pelo álcool, juram que tudo teria terminado em furdúncio se o sujeito não tivesse sido controlado pelos demais.
– Vagabunda! Mulher não me trata assim – resmungou, antes de sair porta afora e noite adentro.
– Acostume-se, o mundo mudou! – ainda disse ela.
O chefe ponderou que, apesar do cara ser um idiota, ela deveria se controlar mais:
– Por sorte, ele não era de uma agência grande…
– Não, você não está entendendo. Por sorte, o que eu tinha na mão era uma taça de vinho, não alguma coisa pesada ou cortante.
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Da Agência Brasil
Projeto que recebe denúncias da população sobre o atendimento na rede pública de saúde recebeu mais de 900 denúncias em 13 dias de lançamento. A demora para ser atendido, com 58% das reclamações, foi o item mais citado pelos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em seguida veio a falta de leitos, com 26% das reclamações.
Chamado Caixa-Preta, o projeto da Associação Médica Brasileira (AMB), quer que o próprio usuário do SUS denuncie quando o sistema não funcionar como previsto em lei. “Nós pedimos que a população envie vídeos e fotos para que possamos fortalecer a denúncia. Faremos balanços mensais para ver se o gestor público está resolvendo o problema ou se a situação está se agravando. Caso necessário, acionaremos o Ministério Público”, disse o presidente da AMB, Florentino Cardoso.
Os estados que tiveram mais denúncias foram São Paulo (172) e Bahia (83). Alagoas e Acre, com uma denúncia cada, foram os que menos participaram da Caixa-Preta. “A população denunciou demora e falta de atendimento, que não consegue marcar consulta. Basicamente o que todo nós já sabíamo, mas agora é denunciado pelo próprio usuário”, disse Cardoso.
As denúncias podem ser feitas no site http://www.caixapretadasaude.org.br/.

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concurso público1Pelo menos 110 concursos estão com inscrições abertas em todo o Brasil e oferece, no total, 40.205 vagas e até R$ 22.797,33 de salário.
São 18.565 vagas para o nível superior e outras 10.709 oportunidades para quem possui o nível médio. Outras 3.856 são voltadas a quem tem nível médio técnico.
Para quem possui nível fundamental, são 7.075 vagas, segundo a Folha Dirigida. Clique no “leia mais”, abaixo, e confira editais e vagas em todo o país.
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tuberculoseO Ministério da Saúde anuncia hoje (24), Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, a estratégia de implantação do teste rápido para diagnóstico da doença na rede pública e os novos números registrados no país. Será às 10h no auditório do ministério. Também será apresentada  campanha publicitária de combate e prevenção à tuberculose.
O Ministério da Saúde vai disponibilizar, gratuitamente, na rede pública, o teste rápido para diagnóstico, com capacidade de detectar a presença do bacilo de Koch, causador da doença, em apenas duas horas. O Gene Xpert, como é chamado o teste, também identifica se a pessoa tem resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento.
Em 2012, o Brasil registrou 70.047 novos casos de tuberculose. A taxa de incidência da doença no mesmo período foi 36,1 para cada 100 mil habitantes. O Brasil ocupa atualmente o 17º lugar em um ranking de 22 nações consideradas “de alta carga” – onde há grande circulação da doença. No país, a tuberculose representa a 4ª causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte por doença identificada entre pessoas com HIV. Da Agência Brasil.

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Rios Agência BrasilDa Agência Brasil
Nesse sábado (22), dia em que se comemorou o Dia Mundial da Água (22), importante lembrar que um dos principais problemas que o Brasil precisa enfrentar é a falta de conhecimento da população sobre a realidade dos recursos hídricos no país, afirma o coordenador do Programa Água para a Vida da organização não governamental (ONG) WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas.
Para ele, a população está muito distante do tema água, que só chama a atenção quando há uma crise instalada. “As pessoas não procuram se informar de onde vem a água que consomem e o que podem fazer para garantir o abastecimento, há um desconhecimento geral. Os governantes têm sua culpa, as empresas e a mídia, também, e essa falta de esclarecimento reflete no cidadão.”
Kimura cita a pesquisa que o WWF faz a cada cinco anos sobre a percepção dos brasileiros sobre a água. Na última, em 2012, mais de 80% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar da ANA [Agência Nacional de Águas], que é o órgão regulador dos recursos hídricos. “Há consciência sobre como economizar e de que pode faltar água. Mais de 70% das pessoas sabem dos problemas, mas o desconhecimento ainda é grande”, disse o especialista.
Outro problema é a má governança dos recursos hídricos, acrescenta Kimura. “É muito difícil dizer se vamos conseguir, ou não, suprir nossas demandas e é grande a chance de termos problemas no futuro com a gestão que tem sido feita”, disse ele, destacando que o Brasil está muito bem em termos de leis, como, por exemplo, a Política Nacional de Recursos Hídricos , o Conselho Nacional de Recursos Hídricos e os comitês de bacias hidrográficas, mas que não estão sendo implementados e fiscalizados como deveria.
“Fizemos a lição de casa até um certo ponto e precisamos mudar essa trajetória, fugir das consequências desse cenário que as Nações Unidas [ONU] projetam. Temos um arcabouço legal, bons modelos, mas a vontade política para fazer algo consistente está muito baixa, não só no âmbito federal, mas nos estados e municípios também”, destaca o coordenador do Programa Água para a Vida.
O Relatório de Desenvolvimento Mundial da Água 2014 , de autoria da ONU-Água, prevê que, em 2030, a população global necessitará de 35% a mais de alimento, 40% a mais de água e 50% a mais de energia.
“O tema água esta abaixo das prioridades. A ANA é um órgão técnico de excelência, mas os governos locais não dão conta de implementar os instrumentos que já existem, a sociedade não cobra, e as empresas só se mexem quando têm que cumprir a lei”, argumenta Kimura.
De acordo com ele, o terceiro gargalo na gestão dos recursos hídricos é o mau uso da terra. “As cidades vão crescendo, ficam dependendo de reservatórios, a maioria poluídos, e ocupando áreas de nascentes, que são os ovos de ouro da galinha. O planejamento urbano tem que ser levado muito a sério, e o setor de recursos hídricos precisa estar inserido.”
Para Kimura, na área rural, também há uma tendência de agravamento do problema com a flexibilização do Código Florestal , aprovado em 2012. Para ele, a diminuição das Áreas de Preservação Permanente (APPs), que agora levam em conta o tamanho da propriedade, coloca em risco os mananciais de água.
A Política Nacional de Irrigação, instituída no ano passado, também pode constituir um problema para o especialista do WWF, já que o crédito financeiro e as outorgas para captação de água vão aumentar.  “É como uma poupança: estamos dando cada vez mais senhas para acessar a nossa caderneta, mas ninguém põe dinheiro lá. Então, temos que ter um trabalho sério de proteção das nascentes e área de recarga de aquífero”, destaca Kimura, explicando que existem áreas de terra mais permeáveis que outras que precisam ter uma cobertura florestal em cima e que, por desconhecimento das pessoas, são pavimentadas ou assoreadas.

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Morro de São Paulo, em Cairu, tem duas das praias mais bonitas, segundo site.
Morro de São Paulo, em Cairu, tem duas das praias mais bonitas, segundo site.

Votação do site TripAdvisor elegeu duas das praias de Morro de São Paulo, em Cairu (BA), dentre as 25 mais lindas do país. Espelho, em Porto Seguro, também figura na lista.
As eleitas em Morro foram a Quarta Praia (9º lugar) e a Segunda Praia (25º). Espelho (Porto) aparece em 17º no ranking nacional. Leitores do site de turismo avaliaram 322 praias em todo o mundo.
A eleita a mais linda do mundo é brasileira: Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE). Das 25 mais lindas do mundo, nenhuma baiana aparece na lista.

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Há um certo cansaço. Esse cansaço da sociedade se repete no Congresso. Não temos coalizão. O que temos agora é cooptação. Não estão brigando por um projeto. O resultado é o esvaziamento da agenda pública.  

A verdade acima foi dita pelo tucano Fernando Henrique Cardoso (FHC). Apesar de ter sido acusado de pagar R$ 200 mil a deputados para conseguir aprovar o instituto da reeleição no Brasil e a República daquele período (também) agir “no limite da irresponsabilidade“, o ex-presidente não está falando do seu governo, mas do atual. Quanto às denúncias, elas não foram investigadas, pois o procurador-geral da República na época do tucano preferiu arquivá-las, segundo a mídia.