Tempo de leitura: 3 minutos
Ciro critica aliança com "golpistas"
Ciro critica conciliação com “golpistas”

Crítico contumaz do que chama de escalada do golpismo, o ex-ministro Ciro Gomes disse ontem (3) no programa Espaço Público (TV Brasil), que a presidenta Dilma Rousseff está conciliando com os opositores que pedem o seu afastamento do cargo e que o governo deveria alterar os rumos da política econômica para recuperar o apoio popular.

“Neste momento, a Dilma está fazendo o oposto, estamos numa escalada golpista que é a mesma rigorosamente, os mesmos atores, partícipes, a presidenta está conciliando com aqueles que nos fazem a perseguição e isso torna esta crise mais explosiva que aquela”, disse o ex-governador do Ceará ao comparar a situação de crise vivida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005 e a situação atual.

Na ocasião, Lula também enfrentava forte oposição na Câmara dos Deputados, em razão do mensalão, que acabou elegendo o ex-deputado Severino Cavalcanti como presidente da Casa. Ciro comparou a eleição de Severino com a do atual presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem acusa de intimidar o governo com a possibilidade de abertura do processo de afastamento.

“A Dilma teve sorte de o Ministério Público (MP) da Suíça ter mostrado que o picareta-mor da República é formador de quadrilha”, disse. “A história brasileira tem sido muito farsante. Só para relembrar: Severino foi cassado naquela ocasião por receber um cheque de R$ 10 mil mensais de um dono de lanchonete”.

Segundo Ciro, o governo deveria trabalhar pela saída de Cunha. Ele disse que o deputado ainda mantém apoio na Câmara por ter “distribuído” parte desses recursos, atribuídos a ele, no financiamento de campanha de outros parlamentares. Ciro lembrou que, de acordo com o Ministério Público suíço, “R$ 411 milhões circularam nas contas e ele [Eduardo Cunha] mentiu dizendo que não tinha conta”.

Na entrevista, o ex-governador do Ceará condenou duramente a tentativa da oposição, liderada pelo PSDB, de abrir um processo de impeachment de Dilma. Para ele, a oposição não aceitou o resultado das eleições e quer “pegar um atalho” para chegar ao poder. “Boa parte do calor dessa crise deve-se a uma geração inteira de tucanos, para quem se a Dilma ficar no governo significa Lula mais oito anos a partir de 2018”.

Além de criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ciro, que já foi do PSDB e ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco, se disse decepcionado com o presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), a quem acusou de ter “desapreço às regras e ao calendário [eleitoral]”. Como pode um neto do Tancredo Neves escalar o golpe?”.

Leia Mais

Tempo de leitura: 2 minutos

Alberto Carlos Almeida, para o Valor
Caso Eduardo Campos venha a ser candidato a presidente em 2014, haverá muitas semelhanças entre sua candidatura e a de Ciro Gomes em 1998. A primeira delas é que tanto 1998 quanto 2014 são disputas com reeleição. Fernando Henrique completava o seu primeiro mandato com a popularidade elevada em função do aumento de consumo da população mais pobre. Ele tinha, pelas pesquisas públicas da época, em torno de 47% na soma de ótimo e bom. O Plano Real havia sido o principal cabo eleitoral de FHC em 1994 e assegurava um caminho sem sustos para uma segunda vitória.
Em 2014, Dilma disputará a reeleição. É impossível prever o cenário econômico do segundo semestre do próximo ano. O fato é que o consumo das famílias vem aumentando acima do crescimento do PIB e o desemprego vem se mantendo em patamares muito baixos, os menores níveis da história deste índice. Isso assegura a Dilma uma popularidade muito elevada: a soma de ótimo e bom está no patamar de 65%. Se Fernando Henrique foi reeleito com 47% de ótimo e bom e Lula com 56%, o que não dizer, então, do favoritismo de Dilma, caso ela venha a manter o atual nível de aprovação? Ocorrendo isto, a candidatura de Campos enfrentará em 2014 a mesma dificuldade que teve Ciro em 1998: um ocupante de cargo muito popular que disputa a reeleição. Por isso Ciro perdeu, também por isso os candidatos de oposição em 2014 tendem a perder.
A segunda semelhança diz respeito à região do candidato: Ciro Gomes e Eduardo Campos são políticos que fizeram toda sua carreira no Nordeste. Ciro foi eleito governador em 1990 e exerceu seu mandato até setembro de 1994, quando deixou o cargo para assumir o posto de ministro da Fazenda de Itamar Franco. Eduardo Campos já foi governador de Pernambuco por quatro anos e agora está em seu segundo mandato. Caso seja candidato, ele deixará o cargo no primeiro semestre do ano que vem.
Como ex-governador de um Estado nordestino, Ciro acabou sendo mais votado no Nordeste do que nas demais regiões do Brasil. O mesmo tende a acontecer com Eduardo Campos.
É interessante recordar que, na eleição de 1998, Fernando Henrique venceu em quase todos os Estados. Ele perdeu para Lula no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro e perdeu para Ciro no Ceará.
Ciro conquistou pouco mais de 34% dos votos válidos em seu Estado. Igualmente importante foi a sua votação em vários Estados do Nordeste: 20,3% em Alagoas; 18,6% no Rio Grande do Norte; 18,5% no Piauí; 16,3% no Maranhão; 16% na Paraíba; e 11,3% em Sergipe. Nesses Estados, Ciro ficou acima de sua média nacional, que foi 10,9%. Na Bahia e em Pernambuco, ele ficou abaixo. Vale mencionar que os três principais estados do Nordeste, que cultivam uma certa rivalidade entre eles, são, além de Bahia e Pernambuco, o próprio Ceará de Ciro.
O desempenho de Ciro no Nordeste disputando uma eleição contra um presidente bem avaliado, tendo Lula como principal oposicionista a Fernando Henrique, sugere que a eventual candidatura de Campos terá no Nordeste uma votação acima de sua média nacional, com destaque para o seu Estado, Pernambuco.
Além disso, Campos corre o risco de ter uma votação menor do que a média nacional no Ceará e na Bahia. Além da rivalidade regional, o atual governador da Bahia é do PT e a família Gomes, Cid e Ciro – que, hoje, lideram politicamente o Ceará – tende a não apoiar Eduardo Campos.
A íntegra do artigo está disponível para assinate clicando aqui.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Da Folha:
A presidente Dilma Rousseff “fica na mão” de decisões tomadas por PT e PMDB no Congresso, afirmou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), nesta quarta-feira (24). “Ela está absolutamente condicionada a decisões que PT e PMDB tomem”, disse.
Para o governador, Dilma resolverá o problema se estabelecer “contrapontos” e colocar o PMDB “no seu devido lugar”. Gomes sugere que a petista fortaleça o PSB, o PDT e o PC do B. Ele chama essas siglas de “terceira força”.
O político falou sobre o governo Dilma no programa “Poder e Política – Entrevista”, conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.
Na entrevista, Cid Gomes ainda defendeu o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que usou helicóptero da Polícia Militar do Maranhão em viagem particular. Ele também revelou pretensão de lançar o irmão mais velho, Ciro Gomes (PSB-CE), como candidato ao Senado em 2014.
Clique aqui para ler toda a entrevista.

Tempo de leitura: 2 minutos

Em 2002, Lula teve vitória apertada em Itabuna

Jutahy: premissa falsa.

A principal figura do PSDB na Bahia, o deputado federal Jutahy Júnior, partiu de premissa falsa para dizer que acredita numa vitória histórica do presidenciável José Serra em outubro, diante da petista Dilma Rousseff.
Na entrevista que concedeu ao Trombone (veja aqui), Jutahy afirmou: “Tenho convicção da vitória de Serra na disputa presidencial, inclusive em Itabuna, como ocorreu em 2002, no segundo turno, contra Lula”.
Caso a história se repita, a vitória será de outro candidato. É que em 2002 o tucano foi derrotado em Itabuna pelo atual presidente da República tanto no primeiro quanto no segundo turno: Lula obteve 48.145 votos e Serra ficou com 44.055 votos no embate direto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quando considerado o primeiro turno, Lula obteve 34.827 votos e Serra, em quarto, registrou 10.226 votos. O segundo mais votado naquela peleja de 2002 no primeiro turno em Tabocas City foi Ciro Gomes. À época no PPS e apoiado por Fernando Gomes, o ex-governador cearense teve aqui 23.195 votos. O terceiro foi Garotinho, então no PSB, com 21.439.
Reconheça-se, no entanto, que há oito anos Itabuna era governado pelo deputado federal Geraldo Simões. O resultado do segundo turno, quando Serra quase bate Lula no município, deixou GS com a imagem arranhada. Serra teve o apoio do ex-prefeito Fernando Gomes.
O presidenciável tucano ficou a pouco mais de 4 mil votos do atual presidente da República, mesmo não tendo a mínima estrutura de campanha em “Tabocas”. Simbolicamente, foi uma vitória. Mas como a urna só admite a frieza dos números, o “Barbudinho” saiu vencedor em Itabuna e no plano nacional. Tornou-se o presidentente.
Leia sobre a visita de Serra ao sul da Bahia:

500 PESSOAS RECEPCIONAM SERRA EM ITABUNA

SERRA DIZ QUE É FAVORÁVEL À ZPE EM ILHÉUS

Tempo de leitura: < 1 minuto

O ex-ministro Ciro Gomes (PSB) participou do programa É Notícia, da Rede TV, e girou a sua metralhadora contra o ex-governador José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência da República.

Apesar de considerá-lo um homem preparado, Ciro Gomes afirmou que eleger José Serra é um perigo para o Brasil.

– [José Serra] é um brasileiro bastante preparado, mas tem uma personalidade autoritária, tenebrosa. Com o poder na mão, me parece um perigo para o País.

Ainda no pinga-fogo proposto pelo apresentador Keneddy Alencar, Ciro disse que Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), pré-candidatas à presidência da República, são duas grandes mulheres.

O programa É Notícia é exibido ao final das noites de domingo na Rede TV. Ciro disse que não desistirá da disputa a presidente.

Sairá da corrida não por desistência, mas na condição de “derrotado”. Derrotado pelo partido, o PSB, que é contra a sua candidatura e apoiará a ex-ministra petista Dilma Rousseff.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Da revista Época

O deputado federal Ciro Gomes não será candidato à Presidência da República. A decisão da cúpula do PSB foi tomada após reuniões entre a noite de quarta-feira (21) e esta quinta-feira (22).

Ciro foi informado da posição do partido nesta quinta-feira (22), em encontro no fim da manhã, que se estendeu em um almoço em Brasília. Após comunicar o deputado, a cúpula do PSB se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil, sede do governo. Do encontro com Lula participam o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, o governador do Ceará e irmão de Ciro, Cid Gomes e o governador do Piauí, Wilson Martins.

Além desses três, o senador do Espírito Santo Renato Casagrande e o ex-ministro e vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, participaram das conversas que levaram à desistência do PSB de lançar Ciro como candidato à presidência.

Ciro Gomes vai se licenciar da Câmara dos Deputados por algumas semanas. O deputado vai viajar ao exterior – o destino ainda não foi informado – e vai voltar dentro de 20 dias a um mês para se incorporar à campanha eleitoral do PSB. Entretanto, Ciro não será candidato a nada, a princípio, apesar de ter transferido seu domicílio eleitoral para São Paulo onde era cotado como nome à corrida para o governo estadual.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Acendeu, de vez, a luz vermelha (ou seria azul?) na campanha do carequinha José Serra (PSDB). Divulgada hoje, a pesquisa Sensus mostra a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) empatadíssima com o tucano e ex-governador de São Paulo. No duro, dá 32,7% a Serra e 32,4% para Dilma. Ou seja, diferença de ínfimos 0,3%.

Este é o resultado no cenário em que Ciro Gomes (PSB) está na disputa e aparece com 10,1% e a ex-ministra Marina Silva (PV), com 8,1%. O levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 deste mês.

Foram ouvidas 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.Votos brancos e nulos somaram 7,7% e 9,1% não souberam ou não quiseram responder.

Quando Ciro Gomes é retirado da disputa, Serra ganha um fôlego extra, porém menor do que em outras rodadas de pesquisa. O tucano vai a 36,8% e a petista pontua com 34%. Marina vai a 10,6%. Neste cenário, 10,1% optam por voto branco ou nulo. 9,5% ficaram no ‘muro’ (não responderam ou não souberam responder).

Tempo de leitura: < 1 minuto

Divulgados os novos números da pesquisa CNI/Ibope. O levantamento só confirma a fase ascendente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a queda em intenções de voto do tucano José Serra. A diferença caiu 21 pontos.

No último levantamento CNI/Ibope, realizado em novembro, Dilma aparecia com 17% das intenções de voto e Serra, 38%. Hoje, a petista aparece com 30% e o tucano, 35%. Ciro Gomes (PSB) pontua com 11% e Marina Silva (PV), 6%.

A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais e também testou cenário sem a presença de José Serra e de Ciro. Nele, Dilma vai a 39%, Marina alcança 12% e Aécio Neves (PSDB) vai a 18%.

Quando o cenário tem a presença de Ciro Gomes e Serra é substituído por Aécio, Dilma alcança 34%, Ciro vai a 21%, Marina tem 13% e Aécio chega a 8%.

A pesquisa espontânea mostra vantagem para Dilma Rousseff. Ela alcança 14% ante 10% de Serra. Ciro e Marian têm 1% cada e Aécio pontua com 3%. Sem poder disputar novamente a presidência da República, Lula lidera a espontânea. Tem 20%.

A pesquisa também apurou recorde de aprovação ao governo federal. 75% avaliam como ótimo ou boa a gestão Lula. 19% avaliam como regular e outros 5% como ruim ou péssima. A avaliação pessoal do presidente atingiu 83%. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios entre os dias 6 e 10 de março (confira o relatório completo da pesquisa).

Tempo de leitura: < 1 minuto
Dilma e Serra estão cada vez mais próximos.

A nova pesquisa Ibope/Diário do Comércio revela crescimento de oito pontos percentuais da pré-candidata petista no comparativo com o último levantamento realizado em dezembro. Ela agora aparece com 25%, ante 17% em dezembro. O tucano José Serra oscilou dentro da margem de erro: tinha 38% em dezembro e foi a 36% agora.

O levantamento traz Ciro Gomes (PSB) com 11% e a senadora Marina Silva (PV) com 8%. As intenções de voto branco e nulo atingiram 11%. O percentual de indecisos é de 9%.

Esta pesquisa também testou cenário sem Ciro Gomes: Serra sobre para 41% e Dilma chega a 28%. Marina alcança 10%. É o melhor dos mundos para o pré-candidato tucano.

A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre José Serra e Dilma Roussef. O tucano cravou 47% contra 33% da petista e ministra da Casa Civil.

No item rejeição, a pesquisa Ibope/Diário do Comércio aferiu Ciro Gomes, com 41%, Marina Silva tem rejeição de 39%, Dilma, 35%, e Serra é reprovado por 29% dos eleitores. A pesquisa foi feita entre os dias 6 e 9 de fevereiro. Foram ouvidos 2.002 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O Vox Populi divulgou a mais nova pesquisa sobre a corrida presidencial. A vantagem de José Serra (PSDB) para a ministra Dilma Roussef (PT) caiu de 21 para sete pontos percentuais. Em agosto, Serra aparecia com 39% e agora foi a 34%. Dilma subiu de 18% para 27%.

O levantamento ainda mostra Ciro Gomes (PSB) com 11% das intenções de voto e a senadora Marina Silva (PV) aparece com 6%. Se a disputa é sem o ex-ministro Ciro Gomes, Serra vai a 38% e Dilma, 29%. Em um segundo turno, Dilma seria superada por Serra: 46% a 35%.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Uma pesquisa nacional do Vox Populi concluída na segunda-feira passada confirmou a folgada liderança de José Serra na corrida presidencial. Ele tem 40% das intenções de voto. É mais do que o dobro dos 15% obtidos por Dilma Rousseff e mais do que o triplo dos 12% registrados por Ciro Gomes. Marina Silva ficou com 5%. Nesse quadro, Serra levaria no primeiro turno. Informações do Radar Online.