Para ACM Neto, ainda não é hora de discutir sucessão presidencial || Foto Pimenta
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Passava das 11h desta quinta-feira (16) quando o táxi aéreo de ACM Neto pousou em Ilhéus, no sul da Bahia, onde o presidente do DEM e pré-candidato ao governo estadual cumpre agenda política.

No saguão do Aeroporto Jorge Amado, o PIMENTA perguntou se Neto pretende caminhar ao lado do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ou do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. “Eu não estou discutindo sucessão presidencial nesse momento. Nós ainda temos muito tempo pela frente. O nosso foco está inteiramente na Bahia. Eu tenho dito que, caso os baianos me escolham como o seu próximo governador, eu estarei pronto para governar a Bahia com qualquer que seja o presidente escolhido pelos brasileiros”, respondeu.

Também disse que, nos 8 anos à frente da Prefeitura de Salvador, foi capaz de governar e transformar a cidade enquanto outras esferas de gestão estavam ocupadas por adversários políticos, a exemplo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo o democrata, isso jamais prejudicou a administração do município. “Ao contrário, nós fizemos muito mais do que prometemos”.

Após uma digressão de 4 minutos, com críticas à política de segurança pública do governo Rui Costa, Neto retomou o fio da meada. “Só pra fechar. Em relação à questão presidencial, nós vamos tratar no momento certo, não será agora. Nosso foco é a eleição para o governo e qualquer que seja o presidente escolhido, a Bahia, se me escolher, os baianos terão um governador que vai encarar os seus desafios, que não vai procurar culpados nem desculpas”.

“EU SOU CONTRA A LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS”

Neto cumprimenta apoiador na saída do Aeroporto Jorge Amado || Foto Pimenta

Antônio Carlos Magalhães Neto, 42 anos, costuma falar de forma pausada. Isso o ajuda a organizar o pensamento para discursar com facilidade. Está na vida política desde os tempos de escola. Foi presidente de grêmio estudantil no ensino médio. Nas três eleições que disputou para a Câmara dos Deputados, em 2002, 2006 e 2010, ostentou o título de mais votado da Bahia. Atingiu altos índices de aprovação popular à frente da Prefeitura de Salvador e abriu caminho para o sucessor, o também democrata Bruno Reis.

Recentemente, ACM Neto disse representar o futuro da Bahia, enquanto o projeto petista representaria o passado. Hoje, em Ilhéus, assumiu posição conservadora no debate sobre o uso e o tráfico de entorpecentes.

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo Mandarino, tem defendido que o Brasil repense a política de combate às drogas. Na avaliação dele, o modelo atual é falido e produz mais violência do que resultados positivos, além de expor as forças de segurança do estado ao risco elevado de morte e fortalecer grupos criminosos.

O posicionamento do secretário, reafirmado em entrevista recente, chocou o presidente do DEM. “Eu confesso, fiquei perplexo, como é que o secretário fala o que falou, defendendo a legalização das drogas. Eu sou contra a legalização das drogas”, disse ACM Neto.

Para o democrata, o caminho contra a violência do tráfico de drogas é o fortalecimento das polícias, com melhores equipamentos e maior efetivo nas ruas, para expulsar os criminosos da Bahia. “O estado tem que enfrentar [o problema], dá suporte à polícia, ajudar a polícia a fazer o seu trabalho e botar os bandidos pra fora”.

Também não faltou alfinetada no governador Rui Costa. Neto disse que o petista sempre aparece sob os holofotes de pautas positivas, mas não se manifesta em momentos críticos, como após a morte de policiais.

Félix Mendonça diz que se sente honrado com citação ao seu nome feita por Lupi (à dir.) || Foto Divulgação
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O PDT poderá fechar apoio à pré-candidatura de ACM Neto (DEM) na corrida à sucessão do governador Rui Costa (PT) em 2022. Segundo o presidente nacional da legenda afirmou ao colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, falta apenas a definição de uma vaga na chapa majoritária – vice ou candidatura ao Senado – para o PDT selar acordo com o nome do Democrata na Bahia.

– A negociação está bem avançada. Não posso dizer que está selada porque você sabe como é a política – disse Lupi.

Segundo o dirigente da legenda, o nome mais forte do PDT para a vaga na chapa majoritária é o do hoje deputado federal Félix Mendonça Junior.  As negociações também incluem o apoio do DEM à candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT).

Presidente do PDT baiano, o deputado federal Félix Mendonça Junior se disse “feliz e honrado” por ter o nome lembrado para uma eventual chapa do presidente nacional do DEM. Porém, observou:

– Mas ainda não houve convite e não há nada confirmado. Por isso, por enquanto, sigo candidato a deputado federal de novo – disse Félix Junior.

 

O presidente Jair Bolsonaro durante o desfile de tanques militares desta terça-feira (10) || Foto Cristiano Mariz/Agência O Globo
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O Partido Democrático Trabalhista (PDT) voltou a solicitar que a Procuradoria Geral da República (PGR) se posicione a favor da interdição psiquiátrica do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O novo pedido foi protocolado nesta terça-feira (10), quatro meses após o primeiro, feito em março.

O texto afirma que, na condução da pandemia de Covid-19, Jair Bolsonaro atentou contra a vida do povo brasileiro. Também cita o episódio recente em que Bolsonaro xingou a mãe do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Ressoa inconteste que o Senhor Jair Messias Bolsonaro não está – ou nunca esteve – na plenitude das suas faculdades mentais, no que se mostra incapaz de medir as consequências de suas ações, notadamente quando age de forma renitente em colocar a vida da população brasileira em risco”, diz o documento (acesse na íntegra aqui)..

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o presidenciável Ciro Gomes assinam a representação. A participação do presidente da República no desfile militar de hoje também é mencionada como indício da suposta insanidade mental de Bolsonaro.

Presidenciável afirma que ainda há tempo para que o debate público reencontre rumo e equilíbrio
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O presidenciável Ciro Gomes (PDT) se manifestou hoje (8), em tom crítico, sobre a nota divulgada ontem (7) pelo Ministério da Defesa. O texto, que foi assinado pelo ministro Walter Braga Netto e os comandantes das Forças Armadas, afirma que o senador Omar Aziz (PSD-AM) desrespeitou os militares “generalizando esquemas de corrupção”.

Na verdade, o senador não fez generalização. Ao contrário, o parlamentar disse que a banda podre dos militares, sobre a qual pesam suspeitas de corrupção, mancha a história das Forças Armadas. Segundo Ciro, a nota do Ministério da Defesa retirou a declaração de Omar Aziz de contexto.

“O debate dos problemas nacionais está tão tenso e distorcido, e a percepção dos fatos políticos tão contaminada, que uma declaração singela do senador Omar Aziz, retirada do contexto, é capaz de gerar uma nota tão grave – e sem foco – como a emitida pelo Ministério da Defesa”, escreveu Ciro nas redes sociais.

Para o pedetista, a reação do ministro e dos comandantes parece ser o efeito colateral da presença excessiva de militares – muitos ainda na ativa – em cargos de natureza civil. “Mas, excessos de uma retórica anacrônica jamais conseguirão ocultar excessos de vícios burocráticos”.

Por fim, Ciro Gomes defendeu que o debate público deve ser mais equilibrado e a exibição de força, menos explícita. “Nenhum personagem pode confundir seus humores e seus interesses com o destino das instituições. Ainda há tempo de se reencontrar o rumo e o equilíbrio. De outro modo, podemos vivenciar o caos, a intolerância e a violência”, concluiu o ex-ministro e ex-governador do Ceará.

O vídeo a seguir, do site Poder360, mostra o momento da declaração do senador. A nota do Ministério da Defesa segue abaixo.

NOTA OFICIAL

Brasília, 07/07/2021 – O Ministro de Estado da Defesa e os Comandantes da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira repudiam veementemente as declarações do Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Senador Omar Aziz, no dia 07 de julho de 2021, desrespeitando as Forças Armadas e generalizando esquemas de corrupção.

Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável.

A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições pertencentes ao povo brasileiro e que gozam de elevada credibilidade junto à nossa sociedade conquistada ao longo dos séculos.

Por fim, as Forças Armadas do Brasil, ciosas de se constituírem fator essencial da estabilidade do País, pautam-se pela fiel observância da Lei e, acima de tudo, pelo equilíbrio, ponderação e comprometidas, desde o início da pandemia Covid-19, em preservar e salvar vidas.

As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro.

Walter Souza Braga Netto
Ministro de Estado da Defesa

Alte Esq Almir Garnier Santos
Comandante da Marinha

Gen Ex Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
Comandante do Exército

Ten Brig Ar Carlos de Almeida Baptista Junior
Comandante da Aeronáutica

Lula e Bolsonaro são melhores colocados na pesquisa
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Uma pesquisa publicada, na noite desta quarta-feira (12), pelo jornal “Folha de S. Paulo” mostra que o ex-presidente Lula lidera a concorrida eleitoral de 2022 em todos os cenários. Caso a eleição fosse hoje, o petista venceria em todas as regiões do País, sendo que a maior vantagem foi registrada na Região Nordeste, onde atinge 68% no segundo turno.

Realizado nos dias 11 e 12 de maio em 146 cidades, o levantamento do Datafolha entrevistou 2.071 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Na estimulada para o primeiro turno, Lula aparece com 41%, seguido do presidente Bolsonaro (sem partido), que foi escolhido por 23%.

Os demais citados pelos entrevistados são Sergio Moro (7), sem partido; Ciro Gomes (6), PDT; Luciano Huck (4), sem partido; João Doria (3), PSDB; Luiz Henrique Mandetta (2), DEM e João Amoêdo (2), Novo.

SEGUNDO TURNO

Na simulação para o segundo turno, o ex-presidente também lidera, segundo a pesquisa Data Folha. O petista é o preferido de 55%, na disputa contra Bolsonaro, que aparece com 33%. Contra Doria, Lula atinge 57% contra 21%  do atual governador de São Paulo. No embate entre Dória e Bolsonaro, o primeiro tem 40% contra 39% do segundo.

Na simulação entre o atual presidente e Ciro Gomes, o pedetista tem 48% contra 36% de Bolsonaro. Quanto a rejeição, o atual ocupante do Planalto aparece com 54%. Ele é seguido de Lula (36%), Doria (30%),Huck (29%), Moro (26%) e Ciro 24%. Veja outros cenários aqui.

Para jornalista, Ciro interpreta que volta de Lula ao jogo político pode tirar Bolsonaro do segundo turno
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O filósofo e jornalista Fernando de Barros e Silva afirma, na edição deste mês da revista piauí, que o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tenta se posicionar como o anti-Lula para a corrida presidencial.

Para Fernando, o renascimento político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez Ciro avaliar a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro, o sem partido, não chegar ao segundo turno em 2022.

Ele fez a avaliação em março, numa entrevista ao jornal Estado de S. Paulo. No mês anterior, quando Lula estava fora do páreo, o pedetista imaginava que sua tarefa seria derrotar o PT no primeiro turno, como disse à Folha.

“Quem quiser que acredite, mas é essa a aposta de Ciro Gomes: ser o anti-Lula de 2022”, diz o jornalista, concluindo que a volta de Lula ao tabuleiro político diminuiu muito o espaço para o crescimento de candidatos “miúdos”, grupo no qual ele não inclui o ex-governador do Ceará. Leia a íntegra aqui.

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Ciro Gomes participa de evento na Uesc nesta terça (16)

O ex-ministro e ex-candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, visitará o sul da Bahia nesta terça-feira (16) para participar do 45º Encontro Nacional dos Estudantes de Economia (Eneco). O evento está sendo realizado na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) desde ontem (14).

Ciro fará palestra magna do evento na noite desta terça (16), às 19h30min, no auditório do Centro de Arte e Cultura da Uesc. O ex-ministro deverá desembarcar no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, por volta das 12h50min desta terça (16), onde deverá conceder entrevista coletiva.

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Atriz foi casada por 12 anos com Ciro || Reprodução Instagram

A atriz Patrícia Pillar usou suas redes sociais, nesta quarta-feira (19), para desmentir as fake news que dizem que ela foi agredida pelo candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) enquanto eram casados. Na internet, o meme é o seguinte: “Gente, eu nunca fui casada com Bolsonaro. Quem me batia era o Ciro Gomes”.
Pillar foi casada 12 anos com Ciro. Eles se separaram em dezembro de 2011. “Estou aqui para dizer que estão usando a minha imagem para divulgar notícias falsas, favorecendo um candidato que jamais seria o meu. Eu nunca sofri nenhum tipo de violência da parte de ninguém. Isso é totalmente falso”, diz Pillar no vídeo.
“Quero dizer também que, independente de quem é o seu candidato, o que a gente precisa agora é de paz e de respeito. Eu desejo uma excelente eleição para todos nós, porque é o que o Brasil precisa”, completa. O vídeo foi compartilhado por diversos artistas. Do Bahia Notícias.

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Bolsonaro avalia participar de debates só no 2º turno || Foto Diário Brasil

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) avalia participar de debates apenas se chegar ao segundo turno da corrida eleitoral. Ao menos é o que revela a Coluna Radar, da Veja, desta semana.
“Bolsonaro avalia não participar de debates até lá”, informa a publicação.
A nota fala de um possível confronto direto entre o deputado federal e o presidenciável do PDT, Ciro Gomes. “Aos que desejam ver Jair Bolsonaro em um confronto direto com Ciro Gomes, um aviso: só se ambos chegarem ao segundo turno.”

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Lula seria imbatível no segundo turno, aponta Datafolha || Foto Agência Brasil

Nova pesquisa Datafolha revela um Lula imbatível em cenários de segundo turno na corrida presidencial de 2018, mesmo preso e sem poder fazer campanha há dois meses. O levantamento foi publicado, há pouco, pela Folha. No cenário de primeiro turno, o ex-presidente mantém 30% das intenções de voto.
A pesquisa foi feita nos últimos dias 6 e 7, segundo o instituto, quando foram ouvidos 2.824 eleitores em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, segundo o Datafolha. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Arte Folha

A mesma pesquisa revela que o apoio do ex-presidente Lula pode aumentar a chance de um candidato chegar ao segundo turno da disputa presidencial. Segundo o Datafolha, 30% votariam em um nome apoiado por Lula. Outros 17% poderiam votar. Na outra margem, 51% disseram não votar em nome apoiado pelo petista.
Em cenário de primeiro turno com Lula, o petista mantém 30%, enquanto Bolsonaro fica com 17%. Marina chega a 10%. Ciro Gomes (PDT) e Alckmin atingem 6% cada um. Álvaro Dias (Podemos) chega a 4%. Manuela D´Ávila (PCdoB) e Rodrigo Maia (DEM) oscilam entre 2% e 1%. Os demais nomes oscilam entre 1% e 0%.
Sem Lula na disputa, os demais nomes não conseguem fisgar o eleitor. Bolsonaro chega a 19%. Marina oscila entre 14% e 15%, no que depende da presença ou não de nomes do PT (Wagner ou Haddad, ambos com 1%). Ciro oscila entre 10% e 11%. Alckmin atinge 7%. Álvaro Dias mantém os 4% do cenário com Lula.

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Félix cobra apoio do PT e crê em adesão de Rui a Ciro

Deputado federal e presidente do PDT baiano, Félix Jr. disse esperar o apoio do PT à candidatura de Ciro Gomes à presidência da República. O parlamentar, que é da base aliada do governador Rui Costa, cita que tanto o gestor baiano como o ex-governador Jaques Wagner já tornaram público a possibilidade de apoio.
– Quando eles abrem mão de ter candidato para apoiar um nome de outro partido, mostra visão globalizada da política – disse Félix Jr.
Mais que isso, Félix cobrou o PT, caso Lula não possa ser candidato. Para ele, “após dar apoio aos petistas por tanto tempo, chegou a hora da recíproca”.
– Esperamos que o PT agora tenha capacidade de apoiar o nosso partido, da mesma forma que apoiamos ele no passado. Principalmente, pelo fato de termos Ciro Gomes como candidato, o nome mais capacitado e mais qualificado à Presidência entre os concorrentes.

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Ciro e Marina são maiores herdeiros de votos de Lula, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha feita na semana passada e divulgada pela Folha neste domingo (15) revela que Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) são os principais beneficiários de uma disputa presidencial sem Lula (PT) no páreo. Eles ganham até 5 pontos percentuais em cenários testados sem o ex-presidente, preso desde a noite de sábado (7) em Curitiba (PR). A mesma pesquisa mostra empate entre Bolsonaro (PSL) e Marina em cenário sem o petista – 17% a 15% em cinco dos cenários e 17% a 16% em um cenário sem PT nem Temer.
Na mesma pesquisa, Lula aparece com 30% a 31% das intenções de voto. Sem ele, Ciro varia de 5% para 9% e Marina chega a 7%. Jair Bolsonaro aparece com 15% das intenções de voto com Lula na disputa. E chega a 17% em cenários sem Lula.
Mesmo preso e com perda de votos, Lula continua imbatível || Foto Agência Brasil

LULA IMBATÍVEL
O levantamento também aponta perda de votos de Lula após a prisão do petista, que chegou a 37% e agora varia de 30% a 31% das intenções de voto. Mesmo preso, ele continua imbatível. É o único que pontua acima dos 30%.
Historicamente, o PT abocanha em torno de um terço do eleitorado. Quando Lula sai do páreo, os substitutos petistas aparecem com 1% (Jaques Wagner) e Fernando Haddad (2%).
Wagner foi governador da Bahia por dois mandatos e ministro no primeiro governo Lula e no segundo governo de Dilma Rousseff. Haddad foi ministro da Educação em governos petistas e prefeito de São Paulo. Sem Lula, outro beneficiado é Álvaro Dias, do Podemos, que sai de 3% e chega a até 5% das intenções de votos. Manuela D´Ávilla sai de 2% e chega a 3%.
LULA BATE TODOS NO 2º TURNO
Se perdeu votos no primeiro turno, Lula mantém-se imbatível no segundo turno, segundo a pesquisa. A vitória mais folgada seria contra o tucano Geraldo Alckmin (48% a 27%). Na sequência, derrotaria Bolsonaro (48% a 31%) e Marina Silva (46% a 32%).
Das candidaturas do espectro lulista, a que melhor figura em cenário de segundo turno sem o ex-presidente é a do pedetista Ciro Gomes. Ele empata com Bolsonaro (35% a 35%) e Alckmin (32% a 32%). Não foi testado cenário Ciro x Marina. Num embate Marina x Bolsonaro, a candidata da Rede bate por 44% a 31%. A vantagem é maior diante de Alckmin (44% a 27%). O tucano empata com Bolsonaro (33% a 32%).
A pesquisa Datafolha foi feita de quarta (11) a sexta (13) e ouviu 4.194 eleitores em 227 municípios.

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marco wense1Marco Wense

 

Essa interessante conversa entre Mangabeira e Ciro Gomes deve contar com a presença do deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT e coordenador da bancada baiana na Câmara Federal.

 

Acredito que Itabuna poderá ser a sede de um encontro das lideranças políticas do sul da Bahia com o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

O diretório municipal, sob a batuta do médico Antônio Mangabeira, ficará no comando da organização e de todo o empenho para uma grande recepção ao pedetista.

Alguns líderes de Itabuna serão convidados, mas como pertencem a partidos ou grupos políticos que já tem seus postulantes ao Palácio do Planalto, dificilmente comparecerão.

Geraldo Simões, ex-prefeito, petista histórico, vai com qualquer candidato que o PT apontar. Se não for Lula, em decorrência da inelegibilidade, será Jaques Wagner ou Fernando Haddad.

Augusto Castro, do tucanato, obviamente do PSDB, irá apoiar o candidato da legenda, possivelmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Azevedo, também ex-alcaide, salvo engano do PTB, mas com malas prontas para o DEM, deve acompanhar o candidato de ACM Neto, que poderá ser Alckmin ou um candidato do próprio partido.

Davidson Magalhães, PCdoB, vai com o PT, independente de que nome seja, em que pese muitos comunistas serem simpáticos à candidatura de Ciro Gomes.

Citando um exemplo nosso, bem tupiniquim, o vereador Jairo Araújo, da legenda comunista, é um admirador de Ciro, não perde uma entrevista do ex-ministro da Fazenda do governo Itamar Franco.

E Fernando Gomes? Essa é a grande incógnita, o enigma a ser decifrado. O alcaide já disse que não tem nenhum compromisso com o PT e sim com a reeleição do governador Rui Costa.

Então, é Mangabeira que vai recepcionar Ciro, que deve perguntar ao ex-prefeiturável sobre esse imbróglio envolvendo o PDT de Itabuna e o petismo baiano.

Ciro vai achar estranho o fato de o PT, com o aval do governador Rui Costa, ter apoiado Fernando Gomes, então candidato do DEM, em detrimento do postulante do PDT, partido da base aliada.

Essa interessante conversa entre Mangabeira e Ciro Gomes deve contar com a presença do deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT e coordenador da bancada baiana na Câmara Federal.

PS – O prefeito Fernando Gomes não será convidado para o encontro com Ciro Gomes.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

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marco wense1Marco Wense

 

É no debate, no olho a olho, que Ciro Gomes vai se aproximar de Bolsonaro, sem dúvida o presidenciável mais fraco, oco, inconsistente e carente de substância.

 

Todas as pesquisas para o Palácio do Planalto apontam uma disputa no segundo turno entre o ex-presidente Lula (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC).

Na mais recente, do instituto DataPoder360, Lula tem 32%, Bolsonaro 25%, Ciro Gomes (PDT) 4%, empatando com Geraldo Alckmin (PSDB), e Marina Silva (Rede) 3%.

Quando sai Alckmin e entra o também tucano João Doria, prefeito de São Paulo, Lula fica com 31%, Bolsonaro 18%, Doria 12%, Ciro 6% e Marina 3%.

Sem Lula no páreo, impedido legalmente de concorrer, Bolsonaro assume a ponta com 27%, Alckmin 9%, Ciro e Marina com 8% e Haddad, reserva do PT, fica com 3%.

Em outro cenário, ainda sem Lula, com Doria no lugar de Alckmin, Bolsonaro pontua com 25%, Doria 12%, Ciro 9%, Marina 6% e Haddad 5%.

Uma eventual inelegibilidade de Lula, favorece o pré-candidato do PDT, que tende a crescer no decorrer do processo em decorrência de ser o mais preparado de todos.

É no debate, no olho a olho, que Ciro Gomes vai se aproximar de Bolsonaro, sem dúvida o presidenciável mais fraco, oco, inconsistente e carente de substância.

Não vejo nenhuma chance em Marina e nem nos tucanos Alckmin e Doria. Em relação a Haddad, o PT e Lula não vão transferir os votos.

Sem Lula, Ciro Gomes é o próximo presidente da República.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

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Ciro critica abertura de impeachment e diz que vice é "capitão do golpe".
Ciro critica abertura de impeachment e diz que vice é “capitão do golpe”.

Da Agência Brasil

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, o governador do Maranhão, Flávio Dino, e o presidente do PDT, Carlos Lupi, uniram-se em torno da permanência de Dilma Rousseff na presidência da República. Os três falaram à imprensa no final da manhã de hoje (6) em uma coletiva convocada na sede do governo do Maranhão para falar da “conjuntura nacional” e que tratou exclusivamente do processo de impeachment enfrentado por Dilma.

Dino, Gomes e Lupi posicionaram-se contrários ao impeachment da presidenta. Dino defendeu Dilma ao dizer que não há motivos para uma mudança precoce de presidente da República. “A Constituição diz que para haver um impeachment não basta que não se goste do governo. É preciso que haja uma causa legítima. O chamado crime de responsabilidade está previsto no Artigo 85 da Constituição e as hipóteses ali existentes não estão presentes nesse momento”.

Dino pediu ainda serenidade àqueles que não gostam do governo de Dilma Rousseff. “As críticas todas são legítimas, mas nenhum interesse político está acima da democracia. É preciso que haja serenidade neste momento. É legítimo não gostar [do governo], mas há um momento de manifestar que não gosta, que é na próxima eleição. No presidencialismo não existeimpeachment por gosto”.

Lupi disse não duvidar da seriedade da presidenta e acrescentou que não defende Dilma “por conveniência, e sim por convicção”. O presidente do PDT reforçou isso ao dizer que o partido terá candidato próprio à presidência da República em 2018. “Não é fingir que não estamos vivendo uma realidade muito grave. O país está mal, a economia está mal, tudo isso estamos vendo. Não é nenhuma conveniência eleitoral o apoio à presidente Dilma. Temos clareza que o PDT terá candidato próprio à presidência da República”.

Gomes acusou o vice-presidente da República, Michel Temer, de ser “o capitão do golpe”. Ele ainda chamou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha – responsável por aceitar o pedido de impeachment na Câmara –, de ser “parceiro íntimo” de Temer.

“Se a Dilma cair é o Michel Temer que assume. Perguntem qual é a opinião dele sobre seu parceiro íntimo ter conta na Suíça. O beneficiário dessa situação é o Michel Temer, o capitão do golpe”. Não é a primeira vez que Gomes dá essa declaração. Ele já havia falado a mesma coisa em um programa de televisão na sexta-feira (4), além de reproduzir a mesma frase em sua página em uma rede social.

De acordo com sua assessoria, o vice-presidente da República está em São Paulo com a família e não vai se manifestar sobre as declarações do ex-ministro. Já Dilma disse ontem (5), após evento no Recife, que espera “integral confiança” de Temer.

O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, protocolado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, foi aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na noite de quarta-feira (2). A presidenta da República foi notificada oficialmente no dia seguinte. Amanhã (7) será instalada no Congresso Nacional a comissão especial que vai analisar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ao todo, a comissão terá 65 membros.