O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou à Câmara de Vereadores de Ipiaú, no sul da Bahia, a adoção de medidas para garantir maior transparência e controle sobre os procedimentos de concessão, pagamento, fiscalização e prestação de contas de diárias pagas a vereadores e servidores. A recomendação é da promotora de Justiça Caroline Vianna Longhi, que constatou fragilidades no controle e comprovação dos deslocamentos custeados com recursos públicos.
A investigação identificou justificativas genéricas para viagens, ausência de documentação externa que comprovasse a realização das atividades informadas e falhas na formalização das autorizações para concessão das diárias. Também foram verificadas inconsistências nos procedimentos de prestação de contas e transparência das despesas.
O Ministério Público da Bahia orienta que toda concessão de diária seja precedida de autorização formal e expressa da presidência da Câmara de Vereadores, acompanhada de informações detalhadas sobre o beneficiário, destino, período e finalidade da viagem. O documento prevê ainda que os pedidos sejam instruídos com documentos que demonstrem a necessidade do deslocamento e seu interesse público.
O MP-BA também recomenda que vereadores e servidores apresentem documentos emitidos pelos órgãos ou entidades visitados, certificados de participação em eventos e relatórios das atividades realizadas para comprovar a efetiva realização das viagens. Além disso, orienta a criação de mecanismos para controlar a frequência das diárias concedidas e monitorar o cumprimento dos limites previstos na legislação municipal.
Entre as medidas está ainda a divulgação periódica, no Portal da Transparência da Câmara, de informações sobre beneficiários, destinos, objetivos das viagens e valores pagos, além da publicação das normas que regulamentam a concessão e o controle das diárias.









Quem maneja verbas públicas para atender interesses particulares estará na mira de uma rede de delegacias especializadas, que será implantada pela Polícia Federal. Haverá 17 delegacias dedicadas exclusivamente a combater o desvio de recursos públicos, mas ainda não está definido em quais estados elas funcionarão.









