Os números do Ministério do Trabalho revelam uma alta do desemprego em Itabuna e Ilhéus em fevereiro, indo na contramão do país, que registrou recorde de emprego para o período.
Itabuna registrou 617 contratações ante 890 demissões, o que representou corte de 273 postos de trabalho com carteira assinada no mês passado. É a maior baixa já registrada nos últimos anos.
Os maiores responsáveis pelo resultado negativo, pela ordem, são os setores de comércio, serviços e construção civil. O comércio cortou 92 vagas e o setor de serviços limou outras 68.
A construção civil, que até o segundo semestre do ano passado contratava forte, desempregou 65, contrastando com o cenário de investimentos no setor imobiliário.
Dos oito principais setores pesquisados, apenas a administração pública não registrou déficit – contratou 4 e demitiu em igual proporção. Itabuna registra nos dois primeiros meses de 2011 um total de 1.721 contratações ante 1.856 demissões. Foram cortados 135 empregos com carteira assinada, de acordo com o Ministério do Trabalho.
ILHÉUS
Ilhéus também registrou um fevereiro de cortes de postos de trabalho formais. Dois dos principais setores da economia ilheense cortaram, juntos, 140 vagas. O comércio demitiu 90 trabalhadores e o setor de serviços, 50, embora ainda estivesse no período da alta estação e às vésperas do carnaval.
O resultado foi um pouco melhor que o registrado em Itabuna porque a construção civil e a indústria de transformação fecharam fevereiro no azul em relação a empregos. A indústria abriu 27 novas vagas e a construção civil, 21. A economia ilheense registra um total de 1.407 admissões contra 1.455 desligamentos (saldo negativo de 48 vagas).
O mês de fevereiro também foi atípico para municípios como Itapetinga, no sudoeste baiano. A economia local, puxada pela indústria de calçados, cortou 490 empregos. Outro no mesmo caminho foi Juazeiro, onde 352 foram para o espaço. Em fevereiro, a Bahia criou apenas 3.127 empregos – 12.793 em 2011.
Tempo de leitura: < 1minutoIsaac Albagli diz que projeto é pioneiro
A Bahia pretende se tornar pioneira na criação do peixe da espécie bijupirá em cativeiro. Esse projeto, que tem a capacidade de produzir até um milhão de bijupirás por ano – segundo informações da Seagri – acaba de receber licença do IMA (Instituto do Meio Ambiente da Bahia) para a instalação de tanques-rede na Baía de Todos os Santos.
Os dois tanques-rede, cada um com 1.100 metros cúbicos, serão instalados nas proximidades da Ilha dos Frades. Será a primeira experiência da Bahia Pesca com a engorda dos alevinos da espécie em mar aberto.
A experiência terá não apenas importância econômica, uma vez que o bijupirá é altamente valorizado, mas também valor científico. De acordo com o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, não existem no Brasil informações confiáveis sobre a criação de bijupirás em cativeiro. “Vamos preencher essa lacuna”, afirma o presidente.
As obras de instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Ilhéus estão paralisadas, segundo a vereadora Carmelita Ângela. Ela está preocupada com esta situação e já solicitou à mesa da Câmara a realização de uma Sessão EspEcial para tratar do assunto. Além da paralisação das obras, o escritório local da empresa foi fechado e a maioria dos funcionários, dispensada.
Para a sessão, ela convocou o presidente da empresa ZPE da Bahia Ltda, que administra a ZPE de Ilhéus, além do gerente do escritório local da empresa. A vereadora convidou também o secretario municipal de Indústria e Comércio, bem como um representante do Ministério da Indústria e Comércio e o deputado federal Josias Gomes.
Tempo de leitura: < 1minutoCruz: investimentos em Ilhéus.
Ilhéus receberá investimentos de R$ 120 milhões com a ampliação do parque industrial da Cargill e a construção de um parque da General Electric (GE) voltado à fabricação de equipamentos para produzir energia eólica. O anúncio foi feito pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ilhéus, Nilton Cruz, numa entrevista ao programa O Tabuleiro, da Conquista FM.
Nilton, ex-diretor da Sudic, afirma que a informação foi repassada a ele em telefonema do secretário de Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correia, e o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT). Nesta terça (1º), foi assinado financiamento que assegura à Cargill os R$ 70 milhões para expansão da indústria no sul da Bahia. “Esse investimento vai gerar mais 100 empregos”, observou.
A GE construirá no município a fábrica de equipamentos de energia eólica. “Empresários chegarão [a Ilhéus] provavelmente após o carnaval. Já estamos buscando o terreno para instalação da indústria”, diz.
A produção industrial brasileira registrou variação positiva de 0,2% em janeiro na comparação com dezembro, já descontadas as influências sazonais, após recuar 0,8% no mês anterior e 0,1% em novembro, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No confronto com igual mês do ano anterior, houve expansão de 2,5%, repetindo o resultado observado em dezembro. Com isso, o índice acumulado nos últimos 12 meses (9,4%) aponta redução no ritmo de crescimento, tendo apresentado alta de 10,4% em dezembro, 11,7% em novembro e 11,8% em outubro. Informações da Folha.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia apresentou crescimento de 7,5% no ano passado, sendo a segunda maior expansão da história da economia baiana, segundo divulgou a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
A indústria cresceu 8,5%, a agropecuária alcançou 8,4% e o setor de serviços, 6,9%, foram os setores que registraram melhor desempenho na Bahia em 2010.
Tempo de leitura: < 1minutoMachado ergue o desejado Bivolt (Foto Contudo).
O empresário Júnior Machado quer fazer do energético Bivolt o segundo mais vendido do Brasil até 2013, segundo revelou à revista Contudo.
O energético chegará às prateleiras de supermercados e congêneres de estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo ainda neste ano, após a empresa investir na compra de equipamentos que vão garantir a produção de até 200 mil litros por mês, a partir de abril.
Para chegar à condição de vice-líder do segmento em dois anos, Machado planeja aumentar a produção mensal para até 500 mil litros. O energético Made in Itabuna então terá pela frente apenas o líder Red Bull.
O plenário do Senado aprovou há pouco o projeto de lei da Câmara que fixa o salário mínimo de 2011 em R$ 545. Foram derrotadas as duas emendas que propunham valor maior: R$ 560 (DEM) e R$ 600 (PSDB).
Falta apenas votar a emenda que impede a aplicação por decreto da política de reajuste que considera a inflação do ano anterior, medida pelo INPC, e o percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No final, a proposta do governo teve 54 a 20 e três abstenções. O governo também foi autorizado a promover reajuste do mínimo por decreto até 2015.
O debate sobre o valor do salário mínimo nesta quarta-feira (23) começou antes mesmo da ordem do dia: os senadores se sucederam na tribuna, criticando ou apoiando a proposta do governo, por fim vencedora.
O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou voto favorável ao projeto do governo, em razão da política de reajuste contida no texto e da promessa da presidente da República, Dilma Rousseff, de valorizar também as aposentadorias, criando uma alternativa para o fator previdenciário. Informações da Agência Senado.
Em primeira mãoLoja ocupará área de 1,4 mil m² no centro (Foto Pimenta).
Itabuna será a porta de entrada das Casas Bahia no sul do estado. A primeira loja da líder varejista no Brasil será inaugurada em maio e vai ocupar uma área de 1.400 metros quadrados na avenida do Cinquentenário, próximo à praça Camacã. As obras de construção da loja itabunense empregam 18 operários e têm previsão de conclusão em abril, segundo José Manoel Barbosa, da rede varejista.
A loja ocupará toda a extensão da antiga Galeria Macedo, entre a Cinquentenário e a rua Paulino Vieira, e terá três andares. O ritmo das obras é acelerado.
Já no ano passado a rede havia anunciado a entrada em Itabuna, mas sem definir a data de inauguração, que ocorrerá numa das melhores datas do comércio, a semana do Dia das Mães, conforme apurado pelo PIMENTA.
A rede vai acirrar ainda mais a briga no varejo na cidade, que possui unidades de grandes do setor, como a Insinuante-Ricardo Eletro e Lojas Maias-Magazine Luiza, e recentemente ganhou filial das Móveis Simonetti.
A “Casas Bahia” possui mais de 500 lojas em todo o Brasil, 29 delas na Bahia, e emprega cerca de 56 mil pessoas. A rede afirma ter faturado em 2009 cerca de R$ 13 bilhões. No ano passado, juntou-se ao Pão de Açúcar e Ponto Frio, na maior fusão já ocorrida no setor varejista brasileiro.
A crise certamente trouxe lições. A região está hoje mais amadurecida, conhece a necessidade de diversificar sua base produtiva e de não se limitar ao setor primário.
Algo fantástico acontece quando se percebe que estamos vivendo um momento verdadeiramente histórico e importante. Para os brasileiros, a vitória de Lula, não somente eleitoral, mas como o maior presidente que o Brasil já teve, seguida da eleição da primeira mulher presidenta, significou uma ruptura com a velha ordem. Quem teve e tem a oportunidade de vivenciar toda a riqueza desse período pode se considerar um agraciado pela História, com “H” maiúsculo.
Tenho igual sentimento com a fase em que se encontra a rica e abençoada, embora sofrida, região cacaueira da Bahia. Após décadas de crise, a lavoura ressurge com toda força, embalada pelo PAC do Cacau, por um trabalho heroico e incansável da Ceplac e pela elevação do preço da commodity.
As fazendas vêm elevando sua produção e centenas de produtores tiveram a oportunidade de renegociar suas dívidas com os bancos oficiais. O clima é de um otimismo que há muito tempo não se via na região, o que traz enorme alegria a este deputado que teve a chance e a honra de participar da primeira Câmara Setorial do Cacau.
A crise certamente trouxe lições, pois esse é um dos atributos das dificuldades: o de ensinar a trilhar novos caminhos e refazer estratégias. A região está hoje mais amadurecida, conhece a necessidade de diversificar sua base produtiva e de não se limitar ao setor primário. Hoje se tem a noção exata da importância de não se limitar à produção do fruto para vendê-lo “ in natura”. A industrialização chega ao sul da Bahia, trazendo consigo a expectativa de um desenvolvimento sólido e perene.
Em paralelo, a região debate cheia de expectativas a questão do Porto Sul, um investimento bilionário que também representa um marco. Pela primeira vez em décadas, o interior do Estado recebe um empreendimento de tal porte, que inclui uma ferrovia com 1.100 quilômetros somente no território baiano (de Barreiras a Ilhéus), um aeroporto internacional e um porto para navios de grande calado. Essa infraestrutura permitirá o escoamento de produtos como grãos, fertilizantes e minérios, beneficiando o estado com o aumento da arrecadação e a geração de novos empregos.
O Porto Sul traduz a opção do Governo da Bahia, com o apoio do Governo Federal, de interiorizar o desenvolvimento baiano, há décadas concentrado em Salvador e Região Metropolitana. É uma opção corajosa e coerente, que demonstra visão estratégica e compromisso com o crescimento de nosso Estado.
Não deve passar despercebido o alerta do governador Jaques Wagner, que, na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira, 15 de fevereiro, chamou atenção para as movimentações de forças políticas de outros estados, interessadas em impedir que a Bahia dê esse salto para um novo ciclo de progresso.
O envolvimento das lideranças e a participação efetiva da sociedade baiana nesta questão é fundamental para que o Porto Sul não “morra na praia”. Viver esse momento histórico não é apenas um privilégio, pois implica em assumir desafios e não se deixar atropelar pelos fatos. Quem entende a demanda e assume essa postura tem uma oportunidade a mais: a de fazer história.
Outro ponto importante é que a defesa do Porto Sul não significa passar ao largo da questão ambiental e da responsabilidade com o desenvolvimento sustentável. O debate está aberto e deve ser travado de maneira democrática, com foco no interesse regional e buscando caminhos para que o impacto no meio ambiente seja o menor possível. Frisamos ainda que não se deve colocar os defensores do projeto em área oposta aos que lutam pela preservação da natureza, pois isso empobrece a discussão. Todos devemos nos posicionar em defesa do meio ambiente, mas há muito tempo isso deixou de ser obstáculo ao crescimento.
Josias Gomes é deputado federal e ex-presidente do PT da Bahia.
A produção industrial brasileira ficou em 10,5% no fechamento de 2010, de acordo com o IBGE. Este é o maior resultado em 24 anos. No acumulado do ano anterior, a taxa foi negativa em 7,4%.
Ao longo do ano passado, o crescimento da produção do setor perdeu força a partir do segundo trimestre. Informa a CBN que, entre os 27 ramos pesquisados, 25 registraram alta. Os setores de veículos automotores e máquinas e equipamentos tiveram a influência mais expressiva.
O secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, e o prefeito Capitão Azevedo (DEM) precisam esclarecer urgentemente o golpe aplicado contra a iniciativa privada. Leahy garantiu a empresários em reunião na CDL que o prazo para pagamento do alvará de funcionamento (Taxa de Funcionamento e Fiscalização) seria prorrogado e terminaria no dia 28 de fevereiro.
Quem esteve hoje no Setor de Tributos da prefeitura de Itabuna nesta segunda não gostou de saber da novidade: não há nenhum ato do prefeito Capitão Azevedo determinando o Setor de Tributos a aceitar o pagamento do tributo sem pagamento de multa a partir de amanhã, dia 1º.
Então, fica a pergunta para que o secretário ou o prefeito responda: cadê o decreto prorrogando o prazo de pagamento da TFF?
Tempo de leitura: < 1minutoSales fecha negócio com importadores chineses
A Bahia iniciará a exportação de produtos da agricultura familiar para a China. Nesta quarta-feira, 26, o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, encontrou-se em Pequim com empresários chineses para acertar os detalhes da relação comercial.
Entre os itens que serão vendidos para a China, estão os chocolates finos produzidos na recém-inaugurada fábrica de Ibicaraí e da fábrica Amma, de Salvador. A pauta inclui ainda a cachaça de Abaíra, geleias e frutas conservadas dos municípios de Canudos, Uauá e Curaçá, e polpas de frutas produzidas em Feira de Santana pela Brasfrut.
Segundo Sales, esta encomenda inicial terá um volume reduzido e é uma espécie de projeto-piloto. “O interesse pelos produtos da nossa agricultura familiar é crescente e, em breve, pedidos maiores serão feitos”, aposta.
Para incentivar as exportações, a Bahia estará presente este ano em feiras de negócio na China. Em abril, acontece a Semana Gastronômica da Bahia em Pequim, evento para o qual será convidada a presidenta Dilma Rousseff.
Embora tenham terminado 2010 com um estoque positivo de empregos, os dois maiores municípios do sul da Bahia fecharam dezembro no vermelho. Itabuna cortou 38 postos de trabalho e Ilhéus foi além ao eliminar 206 empregos com carteira assinada. Os dados foram levantados pelo PIMENTA no Ministério do Trabalho e Emprego.
Setores que ditam o ritmo da economia itabunense decepcionaram em dezembro. O comércio gerou apenas 41 vagas com carteira assinada e o setor de serviços, 3. Pior resultado foi obtido pela construção civil: corte de 27 postos de trabalho.
Os números resultam da subtração admissões-demissões. A construção civil, por exemplo, contratou 71 pessoas, mas mandou embora 98, daí o saldo negativo de 27 empregos no mês passado. O setor da agropecuária puxou os dados finais para baixo: contratou 33 e demitiu 73, gerando saldo negativo de 40 postos.
O cenário negativo de dezembro é compensado pelo cenário geral de 2010. No período de 1º de janeiro a 31 de dezembro, Itabuna gerou 2.025 novos empregos.
Os setores que mais abriram novas vagas em todo o ano de 2010 foram, pela ordem, construção civil (746) e indústria (618). Apesar da cidade ser reconhecida como polo regional de comércio e prestação de serviços, os dois setores abriram apenas 347 e 259 vagas, respectivamente.
ILHÉUS DECEPCIONA Atacadão contratou cerca de 300 funcionários ano passado (Foto Pimenta).
O município de Ilhéus conseguiu, por muito tempo, situar-se bem à frente do vizinho na geração de empregos em 2010. Até o final do primeiro semestre, gerava até mais que o triplo de empregos, mas perdeu ritmo no segundo semestre. Acabou fechando o ano com estoque positivo de 1.714 novos postos de trabalho, superado por Itabuna.
(A vantagem de Itabuna, no entanto, pode ter ocorrido devido a mudanças metodológicas do próprio Ministério do Trabalho e Emprego, pois em novembro Itabuna apresentava saldo de 1.100 novos empregos, ante 1.487 de Ilhéus. Só o Ministério do Trabalho para explicar a diferença.)
Impulsionado pelas inaugurações das lojas Atacadão-Carrefour e Makro, o comércio ilheense gerou 603 novas vagas e liderou a geração de empregos por setor no município no ano que passou. A indústria veio em seguida com 582 novas vagas. O setor de serviços abriu 379 novos postos de trabalho com carteira assinada.
Apesar destes números gerais de 2010, a economia ilheense fechou dezembro de forma decepcionante. A indústria cortou 50 vagas e o setor de serviços “cepou” mais que o dobro: 104 postos de trabalho. A construção civil cortou 31 empregos e o comércio perdeu fôlego e “limou” seis vagas.
Navios dividem espaço no Porto de Ilhéus (foto Maurício Maron)
No Porto de Ilhéus, já convivem harmoniosamente o turismo e a exportação da riqueza mineral baiana. É o que se via na manhã desta quarta-feira, 19, quando o transatlântico da rede Costa Marina dividia o atracadouro com o mineraleiro que desde sábado embarca o níquel extraído pela empresa Mirabela na região de Itagibá. O minério será exportado para a Finlândia.
A expectativa da Mirabela é utilizar o Porto de Ilhéus pelos próximos 40 anos. Outra empresa, a Bahia Mineração, aguarda a licença ambiental para construir seu terminal de embarque privativo na zona norte da cidade, por onde pretende escoar sua produção de minério de ferro.