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As negociações entre prefeitura de Itabuna e o Walmart avançaram e uma unidade do Maxxi, que atua na modalidade “atacarejo”, será instalada no município.
De acordo com o secretário de Indústria e Comércio, Carlos Leahy, o município aguarda a apresentação de documentos e projetos para finalizar o processo de concessão do alvará que vai permitir o início das obras.
A licença prevê a instalação do Maxxi em uma área de 15 mil metros quadrados às margens da rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), ao lado da sede regional da Coelba e da Churrascaria Los Pampas, a menos de 500 metros do Atacadão (Carrefour) e do Makro.

Carlão: Maxxi em Itabuna.

Ao Pimenta, Leahy disse que a prefeitura imprimirá agilidade na liberação do alvará. A entrega do documento ao Walmart está previsto para ocorrer em ato no gabinete do prefeito Capitão Azevedo, no dia 27.
Uma das pendências para a liberação da obra era a autorização por parte do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba).
O projeto de acessibilidade já estaria pronto. Leahy ainda brincou com o fato de o empreendimento estar próximo do limite entre Ilhéus e Itabuna. “A loja será em Itabuna, viu?”.
A loja do Maxxi no sul da Bahia, a terceira no interior do estado, prevê gerar 200 empregos diretos. Os detalhes do projeto serão conhecidos pelo município até a próxima sexta-feira, 23, prazo pedido pelo Walmart para apresentação da proposta e da documentação necessária.

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Serra, tucaníssimo ao tratar do Porto Sul

Em uma das frases curtas de sua entrevista coletiva no Bar Vesúvio, em Ilhéus, o presidenciável José Serra, como bom tucano, tentou posicionar-se no alto do muro quando abordou o tema “Porto Sul”. Primeiro, o candidato disse que o projeto é bom e importante, e logo em seguida criticou uma suposta pressa nas definições relativas ao complexo logístico, o que comprometeria o desenvolvimento sustentável.
O petista Josias Gomes, candidato a deputado federal, ironizou o equilibrismo do tucano. “Inteligente, Serra não poderia dizer que é contra o Porto Sul, mesmo porque ele e sua assessoria sabem que a esmagadora maioria dos ilheenses apoia o projeto, mas ao mesmo tempo ele precisava fazer alguma crítica, já que o puro elogio a uma iniciativa do governo do PT não poderia ser feita pelo adversário”, avalia Josias.
Fazendo trocadilho, o petista diz que a observação relativa ao desenvolvimento sustentável “não se sustenta”. Segundo ele, o projeto está sendo tocado com estrito cumprimento da legislação ambiental e é amplamente fiscalizado pelas instituições competentes. “O licenciamento ambiental tem condicionantes da maior relevância e, diferentemente do que alguns apregoam, a tendência é de que o projeto não apenas produza desenvolvimento econômico, como também favoreça a recuperação de áreas da Mata Atlântica que já vêm há muito tempo sendo destruídas”, observa.

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Com três lojas em Itabuna e 140 no Nordeste, a Rede Lojas Maia foi adquirida por cerca de R$ 300 milhões pelo Magazine Luiza, terceira maior rede de varejo do Brasil. O anúncio oficial do acordo será nesta próxima segunda, 20. As Lojas Maia possuem 2,3 mil funcionários e está presente em todos os estados do Nordeste.
A venda da rede paraibana de eletroeletrônicos e móveis foi facilitada devido a dívidas. A empresa entrou em processo de expansão a partir de 2005, mas não teve gás para implementar os projetos.
Um exemplo da falta de “caixa” foi Itabuna. Ao comprar parte do imóvel onde antes funcionou o Hiper Messias, a Maia pensava transformar o ponto em central de distribuição para a Bahia e parte do Sudeste. A falta de dinheiro “travou” o projeto. Acabo apenas abrindo a loja, que funciona junto com o Hiper Itão.

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Atacadão de Ilhéus é acionado por revista após compra (Pimenta).

O Atacadão será acionado por um consumidor ilheense que se sentiu constrangido após efetuar a compra e o pagamento e, mesmo assim, sofrer revista na saída da loja. Luiz Fernandes foi à loja no último sábado, considerou-se constrangido com a conferência após a compra e decidiu que irá acionar o Ministério Público Estadual (MPe) contra o procedimento.
Fernandes  considera a revista um procedimento ilegal. “Já compramos várias vezes em outras lojas do mesmo grupo Carrefour e nunca passamos por essa cena lamentável. Além disso, nós já passamos por uma conferência no caixa, na hora do pagamento. Para que isso?”, questiona Fernandes.
Fernandes: desrespeito.

O cliente lembra não haver nenhum artigo no Código de Defesa do Consumidor que “respalde a prática”. Fernandes também enfatiza que se o cliente não quiser se submeter à revista encontra empecilhos e “grande perda de tempo” se quiser devolver os produtos.
Não será o primeiro processo do gênero na Bahia. No extremo-sul, a subseção eunapolitana da OAB acionou o Atacadão na justiça e conseguiu suspender a revista após o pagamento. A decisão foi do juiz da Vara Cível da Comarca de Eunápolis, Wilson Nunes da Silva Júnior.
A decisão do magistrado foi tomada no dia 23 de março, mas o Atacadão acabou derrubando a proibição no Tribunal de Justiça da Bahia, um mês depois. O empreendimento do grupo francês Carrefour alegou que a Ordem não possuía legitimidade para propor a Ação Civil Pública que derrubou a revista.
A OAB de Eunápolis alegou que a prática de revista após o cliente ter efetuado a compra é abusiva e considera que “todos os consumidores podem praticar ilícitos” e recorreu por meio da seccional baiana da OAB.

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Cerimônia de inauguração do estande (foto Mary Melgaço)

Intervenções que deverão mudar profundamente o perfil econômico e social da região estão destacadas no estande “Ilhéus de braços abertos para o futuro”, inaugurado hoje na avenida Soares Lopes. No espaço, de 576 m², podem ser encontradas fotografias, maquetes e informações gerais sobre projetos como Porto Sul, Zona de Processamento de Exportação (ZPE), Ferrovia Oeste-Leste, novo aeroporto, além de ações da Ceplac e Bahiapesca.
O estande, organizado em parceria pela Prefeitura de Ilhéus e Governo da Bahia, ficará aberto até o início de agosto, sempre no horário das 16h às 21h. O propósito é torná-lo um local onde a comunidade possa se informar sobre os projetos em curso na região, como enfatizou o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin, que representou o governo baiano no evento.
Newton Lima, prefeito ilheense, destacou a importância de projetos como o do Porto Sul e disse  que também continuará defendendo investimentos no atual porto de Ilhéus, o do Malhado.

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Há certa polêmica instalada em Ilhéus, que coloca Porto Sul e turismo em polos antagônicos, como se um não pudesse conviver com o outro. Por outro lado, comenta-se que diversos empresários estão somente aguardando sair o licenciamento ambiental do projeto para construir seus hotéis na região norte ilheense. Acreditam eles que, longe de prejudicar, o porto atrairá negócios, gente e dinheiro, beneficiando inclusive a hotelaria.
Nesse sentido, é emblemático o outdoor colocado esta semana em diversos pontos de Ilhéus. Com “assinatura” de dois dos principais hoteis da cidade – além de CDL, Maçonaria e Rotary -, a peça expõe em letras garrafais: “Queremos o Porto Sul. Precisamos de empregos!”.
A verdade é que as divergências em torno do Complexo Intermodal Porto Sul começam a mudar de foco. Em vez dos tradicionais “contra” e “a favor”, estão engrossando a voz os que apoiam o projeto, exigindo porém que os impactos ao meio ambiente sejam minimizados.

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Polo de Informática de Ilhéus tem sobrevivência ameaçada (Foto Zeka).

O segundo semestre de 2010 e a campanha eleitoral começam com uma péssima notícia para a economia sul-baiana e, especificamente, para o Polo de Informática de Ilhéus.
O pedido de recuperação judicial da Bitway é algo que pode significar até o fim do polo que já concentrou mais de cinco dezenas de indústrias de eletroeletrônicos e responde por dois terços do PIB de Ilhéus.
Genuinamente ilheense, a  Bitway entrou em bancarrota em meados de 2009 em operações mal-sucedidas de importação de componentes sem o devido seguro e outras questões de gestão do negócio (veja matéria exclusiva do Pimenta, aqui).
Fabricante de computadores (desktops e notebooks) e monitores, a Bitway chegou a empregar quase 300 pessoas no auge.
Era apontada como uma das cinco maiores montadoras de computadores do país. Expandiu suas atividades, em consórcio com capital norte-americano, e abriu uma fábrica no Paraná, visando os mercados do Sudeste e Sul brasileiros e o Mercosul. O baque é grande.
Tecnicamente, o pedido de recuperação judicial tornado oficial pela empresa na semana passada – revelado aqui no Pimenta – dá um fôlego  à Bitway para quitar suas dívidas. Fôlego de, pelo menos, dois anos. É tempo para a recuperação ou a temível falência.
A empresa havia iniciado em 2010 um processo de demissões que praticamente foi encerrado na semana passada. Todos os demitidos o foram sem receber o que lhes é devido, tamanha a crise financeira.
Há alguns anos o pólo de informática ilheense vem perdendo competitividade. Empresas têm migrado para outros destinos, como o estado de Minas Gerais. Alegam questões como infraestrutura por exemplo. Para fechar o cenário, algumas delas praticamente fecharam as portas após uma operação de combate à sonegação fiscal.
Quais serão os caminhos apontados pelos governos federal e estadual para evitar a morte do polo ilheense? Até aqui, os sinais são desanimadores.
O cenário fica ainda mais tenebroso quase se tem à mente que investimentos em pesquisa e novos empreendimentos em informática são desviados de Ilhéus para a Região Metropolitana. Aos 15 anos e antes de completar a maioridade, o Polo de Informática ameaça sumir do mapa.

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Principal empresa do polo de informática de Ilhéus, a fabricante de computadores Bitway foi abatida por uma crise financeira sem precedentes. Boa parte dos 300 empregados foi demitida no decorrer desta semana.
Uma fonte próxima informou ao Pimenta que a empresa começou a sofrer sérias dificuldades durante a crise econômica mundial, entre setembro de 2008 e meados de 2009.
Além das dificuldades do mercado, a Bitway teria feito uma operação arriscada: importar acessórios e componentes de informática sem o seguro que garante ao importador o dólar com a cotação do período do fechamento do negócio.
A crise elevou a cotação da moeda norte-americana a níveis insuportáveis para o caixa da Bitway e o material, importado, ficou quase impagável para a realidade da empresa. O seguro para operações de importação é caríssimo.
Neste mês, a Bitway, que gerava uma média de 300 empregos, acabou ingressando com pedido de recuperação judicial. É uma tentativa de ganhar oxigênio (financeiro) e evitar pedidos de falência da empresa genuinamente ilheense e, até então, um case de sucesso.
De acordo com fontes do mercado, a Bitway teria sofrido com a perda de um de seus principais clientes, a Insinuante. A rede de eletro-eletrônicos ainda deveria à Bitway e deixou de comprar da indústria ilheense após a fusão com a Ricardo Eletro.
Com o grande poder de compra, a Insinuante-Ricardo Eletro queria adquirir produtos a um valor bem abaixo do praticado pela Bitway na relação anterior à aliança das gigantes do varejo. Não deu.
O efeito foi devastador sobre o caixa da empresa. Uma fonte também observa ser a indústria ilheense a única a desenvolver trabalhos de pesquisa e a manter uma incubadora no município, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico de Ilhéus (Cepedi).
A crise ocorre justamente no ano em que a Bitway projetava estar entre as principais fabricantes de desktops e notebooks e monitores do Brasil. Nas contas da empresa, hoje ela situa-se entre as cinco primeiras.
Em 2009, a industria produzia uma média de 30 mil computadores, por mês, em Ilhéus. Na fábrica paranaense de Piraquara, a produção era de 5 mil computadores/mês, segundo dados da própria fabricante.
De acordo com o site da empresa, a história da Bitway começou em 1983, como revenda de microcomputadores. A empresa chamava-se Cacaudata. A fabricação de computadores começou em 1995, com a criação do Polo de Informática de Ilhéus.
A crise ocorre no momento em que o país bate seguidos recordes de vendas de computadores. O polo de informática é responsável por boa parte do PIB ilheense, hoje em R$ 1,7 bilhão.

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A pesquisa mensal feita pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) detectou uma queda no custo mensal da cesta básica nos dois principais municípios do sul da Bahia. A redução foi maior em Ilhéus: passou de R$193,71 em maio para R$187,71 em junho.
Tradicionalmente vilão da cesta, o tomate ficou 17,77% mais barato em junho, segundo a pesquisa coordenada pelo Departamento de Economia da Uesc. Manteiga (-16,06%), açúcar (-8,17%), feijão (-4,65%) e farinha (-4,19%) seguiram a tendência.
A redução em Itabuna atingiu 1,76%. O valor caiu de R$184,27 para R$181,02. A banana ‘puxou’ a queda: ficou 13,16% mais barata. O açúcar teve redução de 10,89% e o pão, 4,6%.

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Azevedo, Miguel e Diana Dantas cortam fita de inauguração do hiper no S. Caetano.

O eixo Itabuna-Ilhéus ganha dois grandes empreendimentos na área de atacado e varejo em menos de duas semanas. Nesta segunda, 28, o sul-baiano Itão inaugurou a sua loja no São Caetano.

Foram R$ 5 milhões investidos numa loja de 2,5 mil metros quadrados e que vai gerar 500 empregos diretos e 250 indiretos, segundo Miguel Dantas Filho, diretor do grupo.

Outro investimento é o Atacadão, do francês Carrefour, previsto para ser inaugurado no próximo dia 8 de julho, em Ilhéus. Vai funcionar no quilômetro 24 da rodovia Ilhéus-Itabuna.

A previsão é de que sejam gerados 350 empregos direitos e 250 indiretos. A loja do Atacadão em Ilhéus será a 65ª no Brasil. A rede de origem paranaense foi adqurida pelo Carrefour em 2007 e tem como foco clientes de menor poder aquisitivo.

Loja do Atacadão na rodovia Ilhéus-Itabuna será inaugurada no dia 8.

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Ilhéus já foi capitania hereditária e seu território ia do mar até o centro-oeste do Brasil, esbarrando na linha que dividia o continente entre Portugal e Espanha. Por essa predestinação histórica, a terra de São Jorge (que hoje, graças a Jorge Amado, é mais conhecida como terra da Gabriela), foi a “mãe” de toda a região sul do Estado. Quando Itabuna nascia, ainda como mera vila ilheense, a ex-capitania já contava mais de três séculos de existência.

Ainda assim, houve um momento, em meados do século XX, em que a filha Itabuna ultrapassou a mãe em importância econômica e assim tem sido até hoje. Itabuna cresceu, atraiu investimentos, enquanto Ilhéus em diversos aspectos estagnou-se.

Os ilheenses mais velhos se lembram que a história era outra quando não havia a BR-101. Então, as mercadorias chegavam pelo mar e eram estocadas por grandes atacadistas, cujos depósitos ficavam em Ilhéus. Quando surgiu a estrada, Itabuna ficou em posição estratégica, passando a ser o centro de uma região que hoje soma uns 2 milhões de habitantes. Ilhéus virou periferia.

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Loja será inaugurada nesta segunda (Foto Pimenta).

O Grupo Itão inaugura nesta segunda-feira, às 7 horas, a sua terceira loja com a bandeira que dá nome à empresa. Com investimento de R$ 5 milhões, o Hiper Itão São Caetano vai gerar 410 empregos diretos e outros 250 indiretos e promete novo conceito em supermercados para o sul da Bahia.

A nova loja funcionará no antigo Hiper Itabuna, na avenida Princesa Isabel, e terá espaço de 2,5 mil metros quadrados.

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Nome da embarcação que no passado transportava passageiros entre as regiões Norte e Sul do Brasil, “Ita” foi também a primeira denominação do pequeno mercado surgido em 1961, na cidade de Itororó, e que chegou em 1974 à mineira Montes Claros. Já bem maior e com a marca “Itão”.

A empresa, cujo nome foi inspirado na música “Peguei um Ita no Norte”, de Dorival Caymmi, chegou a Itabuna no ano de 1977 e, na próxima segunda-feira, 28, inicia uma nova fase, inaugurando o Hiper Itão, no bairro São Caetano. Um projeto de R$ 5 milhões, que vai gerar 410 empregos diretos.

O Itão passará a ter duas lojas em Itabuna, além da que funciona na vizinha Ilhéus. A empresa é também dona da bandeira Barateiro, de perfil popular.

Com o Hiper São Caetano, a estratégia será acirrar a concorrência com o Bompreço. Para isso, o Itão pretende investir pesado na agilidade do atendimento, já que a filas demoradas são a principal queixa de quem compra no adversário.