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– Em 12 meses, Itabuna cria 673 empregos.
– Ilhéus gera quase três vezes mais: 1.717 vagas

Construção civil corta vagas em Itabuna, polo de serviços e comércio (Foto Waldyr Gomes).

A economia itabunense gerou magérrimos 20 novos empregos em julho, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) levantados pelo Pimenta. Trata-se de um dos piores resultados do ano para o município de mais de 210 mil habitantes e polo comercial e de prestação de serviços do sul da Bahia.
O comércio, aliás, cortou 64 postos de trabalho no mês passado, enquanto o setor de serviços abriu 47 novas vagas com carteira assinada. Nos sete primeiros meses de 2010, o município abriu somente 513 vagas, quando computados os resultados de todos os setors. Se levados em conta os últimos 12 meses, a cidade gerou em um ano apenas 673 empregos.
Setores que puxavam os bons índices de emprego retraíram em julho. Dentre os exemplos, a construção civil. Apesar de abrir 307 novas vagas neste ano, cortou 12 empregos em julho.
ILHÉUS
O saldo de empregos com carteira assinada foi melhor em Ilhéus, com o registro de 95 novas vagas. Os destaques positivos foram comércio (63 novos postos de trabalho) e indústria (40). A construção civil e a agropecuária seguiram em mão contrária e cortaram, respectivamente, 24 e 20 vagas, afetando o saldo do mês de julho.
Além de abrir 95 vagas no mês passado, Ilhéus está à frente de Itabuna no acumulado do ano e dos últimos 12 meses. De janeiro a julho, a economia ilheense abriu 854 novas oportunidades com carteira assinada. Entre julho de 2009 e julho deste ano, criou novas 1.717 vagas, quase três vezes mais que Itabuna.

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Com o objetivo de aumentar a participação baiana na pauta nacional de exportações, o Governo do Estado lança nesta sexta-feira, 20, no auditório da Federação das Indústrias, o programa “Primeira Exportação”. O lançamento vai acontecer dentro da programação do Seminário Ações e Perspectivas do Comércio Exterior Brasileiro e Baiano, que começa às 9 horas.
Para executar o programa, a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração assinará acordo de cooperação técnica com o Ministério  do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, responsável pela elaboração do programa. O objetivo é oferecer um acompanhamento sistematizado no processo de internacionalização de negócios.
Segundo o governo estadual, a Bahia experimentou crescimento de 37,2% nas exportações nos primeiros sete meses de 2010, em comparação ao mesmo período do ano passado. O volume financeiro movimentado atingiu US$ 4,9 bilhões.
Atualmente, o Estado encontra-se em quinto lugar no ranking das exportações brasileiras, com 4,65% da participação.

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Caso tudo ocorra dentro do cronograma, o grupo Walmart inaugura ainda em dezembro a loja do Maxxi Atacadão em Itabuna, a ser construíao no quilômetro 25 da rodovia Ilhéus-Itabuna, ao lado da churrascaria Los Pampas.
O grupo acelera para a obtenção de licenciamentos por parte de Estado e prefeitura e finaliza projeto que não ofereça riscos aos consumidores ao convergir do atacadão do grupo para a rodovia Ilhéus-Itabuna.
A preocupação com o fluxo de veículos faz sentido naquela região. Hoje, um dos gargalos da estrada está situado na área do Atacadão Carrefour e do Makro (que será inaugurado no dia 28), a menos de um quilômetro do terreno adquirido pelo grupo que também é dono de bandeiras como o Bompreço.

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Após o pedido de recuperação judicial, a indústria de informática Bitway decidiu concentrar a sua produção na região sul do País. Desde o mês passado, a empresa manteve só parte do administrativo na matriz, em Ilhéus. A produção de desktops e notebooks se restringe à unidade em Piraquara (PR).
A empresa entrou com pedido de recuperação judicial ainda no final do primeiro semestre, após somar enormes prejuízos em operações arriscadas na importação de componentes e perder um de seus principais clientes, a Insinuante.
A Bitway situava-se entre as cinco maiores fabricantes de computadores do país. A concentração em Piraquara visaria redução de custos. Uma das apostas da indústria para reverter a crise ainda é a rede Varejo do Brasil, que vende os produtos da indústria ilheense. Ainda não se sabe qual o volume de dívidas da empresa. A Bitway empregava cerca de 250 funcionários na matriz, reduzidos a cerca de 30 agora.

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O arquiteto Fred Costacurta, da Parkia Consultoria, zanzou por oito anos com seu projeto de revitalização da Lagoa Encantada, na zona norte de Ilhéus. Uma proposta grandiosa, capaz de inserir no mapa do ecoturismo internacional uma região belíssima, mas absurdamente ignorada.
Costacurta disse ter procurado, ao longo de todo esse tempo (quase uma década!) uma série de instituições do poder público – do estado e do município – e em nenhuma delas encontrou o apoio necessário ao projeto.
Recentemente, o arquiteto decidiu exibir o plano à iniciativa privada, que costuma ser muito mais rápida do que os governos para enxergar o que é bom e agir. A empresa procurada pelo homem da Parkia foi a Bahia Mineração, que construirá um terminal de embarque de minério na região da Ponta da Tulha, também no litoral norte ilheense. A Bamin solicitou de pronto que a Parkia formatasse a proposta para que as ações pudessem ser empreendidas.
Pode-se dizer que o projeto, apresentado hoje em uma reunião da Associação do Turismo de Ilhéus (Atil), está quase “redondinho”. No setor hoteleiro, prevalece o entendimento de que a revitalização da Lagoa Encantada será a primeira grande ação planejada em prol do turismo ilheense, um setor no qual sempre prevaleceu o improviso e o amadorismo.
Finalmente, parece que essa história começa a mudar.

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O cientista político César Romero coordena um estudo que examina a “geografia do voto” nas eleições presidenciais de 1989 a 2006 e uma das suas conclusões desmente a história de que o voto no PT é o dos pobres do Norte e Nordeste, beneficiados pelo Bolsa Família, enquanto os do PSDB são os dos ricos do Sul e Sudeste.
A divisão não se dá exatamente dessa forma e o estudo de Romero aponta a existência de uma “cadeia de interesses” a determinar o rumo do eleitor em cada região.
No Nordeste, por exemplo, o voto petista não seria predominantemente do pobre, mas também dos ricos e “remediados”, que se beneficiam indiretamente da política de combate à pobreza. Isto porque os pobres recebem a ajuda financeira, compram no comércio e isso produz um ciclo virtuoso nas economias locais.
Já no Sul, o estudo aponta uma insatisfação do grande empresário exportador, que vê com maus olhos a valorização do real frente ao dólar, causadora de alegados prejuízos às exportações.
E tudo, como sempre foi na história da humanidade, se explica a partir de questões de ordem econômica.

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Terminal será utilizado no embarque do minério de ferro extraído pela empresa em Caetité

O Conselho Gestor da APA da Lagoa Encantada/Rio Almada se reuniu na manhã deste sábado, 14, em Itajuípe, e aprovou – por 13 votos a 1 e cinco abstenções – a emissão da anuência ao projeto do Terminal de Embarque Privativo da Bamin.
A execução do projeto ainda depende do licenciamento a ser dado pelo Ibama, mas a Bamin vê a decisão da APA como o reconhecimento de que a empresa está trabalhando com respeito à legislação ambiental. O conselho gestor será ouvido pela mineradora baiana para a definição de algumas condicionantes ao seu empreendimento na zona norte de Ilhéus.
Para o vice-presidente da Bamin, Clóvis Torres, a anuência da APA da Lagoa Encantada/Rio Almada dá importante respaldo ao projeto. “Estamos confiantes que a licença o Ibama para o nosso terminal saia ainda este mês”, afirma.
Torres diz ainda que a decisão do conselho demonstra compreensão “de que o nosso projeto traz embutido um conceito de promoção do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”.

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Cerca de 710 mil baianos serão beneficiados com o recebimento do abono salarial no valor de um salário mínimo (R$ 510), provenientes do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). O benefício é pago a quem trabalhou com a carteira assinada, pelo menos, 30 dias em 2009 e recebeu até dois salários mínimos, além de estar cadastrado há, no mínimo, cinco anos no programa. Informações do jornal A Tarde.

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A rede Casas Bahia decidiu fincar os pés em solo itabunense. Um grande loja ocupará parte de um quarteirão da avenida do Cinquentenário com a rua Paulino Vieira, no centro. Ficará em frente ao Banco do Povo, no espaço ocupado antes por uma galeria de moda e uma loja de vestuário. A aquisição acirra, por aqui, a briga com a vice-líder do varejo, a Máquina de Vendas (Insinuante-Ricardo Eletro). O grupo planeja investir até R$ 11 milhões na abertura de novas lojas na Bahia em 2010.

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Lixo é incômodo para empresas do polo de informática.

Empresários do polo de informática de Ilhéus cobram da prefeitura maior eficiência no serviço de limpeza pública. Do jeito que a coisa anda, observa o gerente de uma das indústrias, “é difícil de acreditar que exista vontade [por parte da prefeitura] de desenvolver esta cidade”.
A deficiência na coleta, frisa o administrador, não é de agora. E questiona: “como trazer aqui um empresário para visitar este distrito e ele se sentir confiante?”.
Se é ineficiente na limpeza pública, o mesmo não se pode dizer da rapidez do município na arrecadação de impostos e taxas. “Recentemente, uma empresa pagou R$ 5 mil para obter um alvará de construção”, mas na hora de dar manutenção ao distrito, a prefeitura diz que “isso é problema do estado, por ser um distrito industrial”.

Lixo acumulado na porta da indústria, à espera do compactador… que não chega.
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Porto ilheense sofre concorrência desleal de terminal privado em Cotegipe (Foto Ed Ferreira).

O porto de Ilhéus utiliza atualmente menos de 5% da sua capacidade de movimentação de cargas anuais, estimada em 5 milhões de toneladas. Dá cerca de 230 mil toneladas de produtos, o que praticamente o inviabiliza. Desse total, 150 mil toneladas são de soja. Para se ter uma ideia, em 2005 o terminal público ilheense exportava cerca de 914 mil toneladas do grão produzido no oeste baiano.

A queda na movimentação de soja se deu porque o porto ilheense foi atravessado por interesses de um grupo econômico que envolve o Moinho Dias Branco e empresa controlada pelo publicitário Fernando Barros.
O grupo tem ligações com o carlismo e teria feito enormes pressões sobre multinacionais como a Cargill e a Bunge para que retirassem as cargas de Ilhéus para o Terminal Portuário de Cotegipe (TCP), segundo o deputado federal Geraldo Simões (PT-BA).

Geraldo denuncia grupo privado

O parlamentar denuncia a manobra ilegal do grupo desde 2006, mas alerta que essa movimentação aumentou nos últimos anos. Ele cobrou da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) uma sindicância no terminal privado.
Criado originariamente para movimentar 300 mil toneladas de trigo da Moinho Dias Branco ou produtos de terceiros de forma complementar, observa Geraldo, hoje o terminal privado supera esse limite. São 1,5 milhão de toneladas de soja e outras 300 mil de trigo de outras empresas. No ano passado, apenas 12% das cargas eram do grupo.
Em contato com o Pimenta, o parlamentar federal e membro da Comissão de Transporte da Câmara dos Deputados, disse que se a Antaq não atender rapidamente o seu pedido, irá denunciá-la. “Não é só a União que deixa de arrecadar R$ 10,4 milhões, por ano, mas Ilhéus que perde dinheiro e sofre com desemprego”. O valor se refere a tarifas e mão-de-obra.
Pior, acrescenta, é que o mesmo grupo trabalha na surdina para também desviar do município sul-baiano a exportação da celulose produzida no extremo-sul da Bahia. “Essa produção viria em barcaças para o porto ilheense e seria exportada daqui [do sul da Bahia]. A Antaq tem de agir”.
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Kelly Oliveira | Agência Brasil
A atividade econômica apresenta comportamentos distintos nas regiões do país, indica o Boletim Regional do Banco Central (BC), divulgado hoje (3). Enquanto na Região Norte foi registrada continuidade da recuperação e no Nordeste houve “expansão vigorosa”, no Centro-Oeste, Sul e Sudeste houve redução no ritmo de crescimento.
Segundo o relatório, a economia do Nordeste “seguiu a tendência observada em nível nacional, no primeiro trimestre de 2010, apresentando expansão vigorosa, comparativamente ao mesmo período do ano anterior”.
Segundo o relatório, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos, nesse período, cresceu 9,5% na Bahia, 8,9% no Ceará e 7,8% em Pernambuco.

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O sul da Bahia está a pouco mais de um mês de dar um passo histórico em sua economia. Após mais de 200 anos de cultivo do cacau, finalmente a região deixará de ser uma exclusiva produtora da matéria-prima para ingressar no bem sucedido time dos fabricantes de chocolate.
A fábrica, financiada com recursos do BNDES, Governo do Estado (via CAR) e Prefeitura de Ibicaraí, irá funcionar neste município a partir de setembro. Segundo o prefeito Lenildo Santana, as máquinas chegam hoje e está projetada uma produção de 600 quilos de chocolate por dia.
Pequenos produtores de Ibicaraí, Floresta Azul e Coaraci serão diretamente beneficiados, com a possibilidade de ampliar seu faturamento em 300%. Santana comemora o fato de que o produtor, finalmente, “deixa de ser apenas exportador de matéria-prima”. Ele salienta que, somando-se ao incremento da renda, a produção de chocolate “significa uma mudança de cultura em nossa região”.
Na administração da fábrica, estará a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Almada e Adjacências (Cooafba). Além do chocolate, haverá produção de outros derivados do cacau, como liquor e manteiga.

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Divisão Itabuna-Ilhéus é polêmica (Foto A Região).

Numa das edições especiais do centenário de Itabuna, e que está nas bancas, o jornal A Região aprofundou-se na polêmica sobre limites territoriais entre Ilhéus e Itabuna. De acordo com a publicação, a polêmica é quase tão antiga quanto “Tabocas”: 98 anos.
Em abril deste ano a Prefeitura de Ilhéus encaminhou para a Superintendência de Estudos Sócio-Econômicos da Bahia (SEI) – protocolo nº 140110000554712 – pedido de revisão dos seus limites territoriais.
O prefeito ilheense, Newton Lima (PSB), contesta novo mapeamento estadual que levaria Ilhéus a perder parte significativa de seu território para municípios como Uruçuca, Itajuípe, Itabuna, Buerarema e Una.

Por meio de ofício, prefeito esquenta ainda mais a polêmica ao relembrar que parte da Califórnia, em Itabuna, pertence a Ilhéus. Como Itabuna atende à localidade com serviços públicos, e pelo princípio da conurbação, definiu-se como sendo itabunense. É o que popularmente chamamos de “contrato de gaveta”.
A discussão ficou ainda mais acirrada a partir da instalação dos empreendimentos Atacadão e Makro, localizados na rodovia Ilhéus-Itabuna, mas em território ilheense. Os atacadões, porém, estão a cinco quilômetros do centro itabunense e a mais de 20 da Terra de Gabriela.
Se a reivindicação de Newton Lima é procedente, poderíamos dizer, então, que a loja do Maxxi (a empresa atacadista do Walmart) será instalada, também, em solo ilheense. Vixe…
Confira a reportagem na íntegra

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Com a injeção de US$ 12 bilhões na economia brasileira, a China fechará o ano de  2010 como o nosso maior investidor estrangeiro. Os números traduzem um crescimento de 14.000% na comparação com 2009, quando os chineses investiram apenas US$ 82 milhões no Brasil, segundo dados do Banco Central.
Leia no G1 a reportagem sobre o novo papel do gigante asiático na economia tupiniquim, além de um mapa que mostra a distribuição dos investimentos chineses pelo País.