Foto Marcello Casal Jr/ABr
Tempo de leitura: 3 minutos

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta quinta-feira (8) a distribuição de R$ 15,19 bilhões entre os trabalhadores que têm contas vinculadas ao fundo. O valor é 65% do total de lucro registrado em 2023, que foi de R$ 23,4 bilhões.

Segundo o Conselho Curador, com essa distribuição, a rentabilidade das contas vinculadas do FGTS em 2023 vai superar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 3,16 pontos percentuais, sendo a maior rentabilidade desde 2016.

Todos os trabalhadores com saldo nas contas vinculadas do FGTS no dia 31 de dezembro de 2023 têm direito a receber os valores que serão distribuídos.

COMO CALCULAR

O dinheiro é distribuído proporcionalmente ao saldo de cada conta do trabalhador em 31 de dezembro do ano anterior. Para saber a parcela do lucro que será depositada, o trabalhador deve multiplicar o saldo por 0,02693258. Ou seja, a cada R$ 1 mil de saldo, o cotista receberá R$ 26,93.

O valor deverá ser creditado pela Caixa até o dia 31 de agosto nas 218,6 milhões de contas vinculadas com direito à distribuição de titularidade de 130,8 milhões de trabalhadores.

O montante recebido pelos trabalhadores vai direto para o saldo do FGTS e só pode ser sacado nos casos previstos na legislação, ou seja, de doenças graves, dispensa sem justa causa, aposentadoria e desastres naturais. O saldo do FGTS também pode ser usado na aquisição de imóvel residencial.

COMO CONSULTAR O SALDO

O trabalhador pode verificar o saldo no fundo por meio do aplicativo FGTS, disponível para os telefones com sistema Android e iOS. Quem não puder fazer a consulta pela internet deve ir a qualquer agência da Caixa pedir o extrato no balcão de atendimento.

O banco também envia o extrato do FGTS em papel a cada dois meses, no endereço cadastrado. Quem mudou de residência deve procurar uma agência da Caixa ou ligar para o número 0800-726-0101 e informar o novo endereço.

RENDIMENTO

Pela legislação, o FGTS rende 3% ao ano mais a taxa referencial (TR). Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o fundo deverá ter correção mínima pelo IPCA, mas a correção não é retroativa sobre o estoque das contas e só vale a partir da publicação do resultado do julgamento.

Se o resultado da distribuição do lucro, somado ao rendimento de 3% ao ano mais TR, ficar menor que a inflação, o Conselho Curador é obrigado a definir uma forma de compensação para que a correção alcance o IPCA.

LUCRO

O resultado positivo do FGTS em 2023, de R$ 23,4 bilhões, representa quase o dobro dos R$ 12,1 bilhões registrados em 2022. Do ganho total de 2023, R$ 16,8 bilhões decorrem do lucro recorrente do FGTS, resultante de aplicações do fundo em títulos públicos e em investimentos em habitação, saneamento, infraestrutura e saúde.

Os outros R$ 6,6 bilhões decorrem da reestruturação do fundo que financia a reconstrução do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O acordo foi assinado em agosto do ano passado para dar prosseguimento às obras na região portuária, que começaram em 2010. Informações d´Agência Brasil.

País arrecadou R$ 1,289 trilhão || Foto Marcelo Camargo/AB
Tempo de leitura: 2 minutos

A arrecadação do governo federal apresentou um aumento real, descontada a inflação, de 9,08% no primeiro semestre de 2024, informou hoje (25) a Receita Federal. No período, a arrecadação alcançou o valor de R$ 1,289 trilhão.

No mês passado, a arrecadação total das Receitas Federais atingiu o valor de R$ 208,8 bilhões, registrando acréscimo real de 11,02% em relação a junho de 2023.

Quanto às Receitas Administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado no período acumulado de janeiro a junho de 2024 alcançou R$ 1,235 trilhão, registrando acréscimo real de 8,93%. Em junho, a arrecadação ficou em pouco mais de R$ 200 bilhões, representando ganho real de 9,97%.

Segundo a Receita, o acréscimo observado no período pode ser explicado pelo bom desempenho da atividade econômica, em especial da produção industrial, da venda de bens e serviços e do aumento da massa salarial.

Também contribuiu o aumento da arrecadação da Cofins e Pis/Pasep, que registrou crescimento real de 18,79%, totalizando R$ 256,2 bilhões nos primeiros seis meses de 2024.

Leia Mais

Chocolat Festival de 2024 atraiu 65 mil pessoas, segundo organização || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 3 minutos

O Festival de Cacau e Chocolate de Ilhéus chegou ao fim batendo recordes de edições anteriores ao movimentar cerca de R$ 25 milhões em negócios e atrair público de 65 mil pessoas desde a noite de quinta-feira (18) até ontem (21). Com projeção nacional e internacional e a marca Chocolat Festival, o evento reuniu mais de 200 expositores no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes.

Lessa festeja resultados da 15ª edição do Festival em Ilhéus

“É motivo de orgulho constatar que, há 15 anos, começamos com duas marcas de chocolates caseiros e poucos expositores e hoje são mais de 200 marcas de chocolates de origem, cem dessas marcas no sul da Bahia, expansão do ecoturismo e impacto positivo em vários setores da economia regional – assinalou Marco Lessa, idealizador e coordenador do Chocolat Festival.

Lessa revelou conversas da organização do evento com o principal patrocinador do Festival, o Governo da Bahia, para a construção de pavilhão de feiras no Centro de Convenções de Ilhéus, onde poderá ser implantado o Museu do Cacau e do Chocolate.

DEGUSTAÇÃO E NEGÓCIOS

Nos quatro dias, o público pode adquirir e degustar produtos de cacau e derivados. Houve, ainda, cursos de capacitação para 6.500 pessoas e seis toneladas de alimentos arrecadadas para doação a famílias carentes, através de uma parceria com o Rotary Clube e o Lions Clube de Ilhéus.

Gerson: negócios fechados e olho na Bolsa de Valores

Segundo Gerson Marques, presidente da Associação dos Produtores de Chocolate do Sul da Bahia (Chocosul), apesar da alta do preço do cacau neste ano, afetando os preços dos chocolates de origem, as marcas presentes estão fechando negócios no Festival.

“As nossas empresas estão fazendo negócios e consolidando o projeto do polo chocolateiro, além de elevar a autoestima da região, que se orgulha de ter um produto que além da qualidade, traz em si toda a magia que cerca o mundo do cacau”.

CONQUISTA DE NOVOS MERCADOS

Carine: evento atrai consumidores de outros países

Dirigente da Natucoa, Carine Assunção revela a comercialização de produtos para consumidores também de outros países, “além de abrir novos mercados na rodada de negócios com dezenas de empresários”.

Para Osaná Crisóstomo, da Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil, “o sul da Bahia vive um novo momento” e o Festival abre as portas para divulgação dos produtos da região, “que hoje são comercializados em vários estados brasileiros e brevemente chegaremos ao mercado internacional”.

FÁBRICAS-ESCOLA DO CHOCOLATE

O Governo da Bahia, principal apoiador do Chocolat Festival, marcou presença com participação da secretarias de Turismo (Setur), da Cultura, de Desenvolvimento Rural, da Agricultura, da Educação e do Trabalho, Emprego e Renda em estandes como Empório da Agricultura Familiar, Centro Público de Economia Solidária, Feira de Artesanato, Espaço do Turismo e Fábricas-Escolas do Chocolate.

O estande com as quatro fábricas-escolas dos centros estaduais de Educação Profissional de Ilhéus, Arataca, Gandu e Ipiaú reuniu estudantes e professores, que mostraram a produção de um projeto do Governo do Estado que valoriza o processo de ensino-aprendizagem e incentiva o empreendedorismo.

Flávia: artesanato obteve ótimas vendas

O estudante Ruaferson Calazans, do CEEP do Chocolate Nelson Schuan, em Ilhéus, disse que “além de mostrar o nosso trabalho para milhares de visitantes, essa é oportunidade de trocar experiências com colegas de outros colégios”. Ruaferson está concluindo o ensino médio e afirma que pretende fazer curso superior e se especializar na área de chocolates “e atuar num mercado cada vez mais promissor”.

O Chocolat Festival também impacta positivamente o turismo, com a divulgação da Estrada do Chocolate, primeira estrada temática da Bahia, que inclui fazendas centenárias de cacau, fábricas de chocolate e áreas de mata atlântica preservada.

ARTESANATO

A arte e a cultura regional foram destaque, com o Palco Cacau e o Pavilhão Cultural, que incluiu apresentações de artistas regionais, teatro, literatura e artesanato. Flávia Oliveira, que integra uma das cinco associações com cerca de 200 artesãos no evento, festejou a participação e resultados. “Conseguimos realizar ótimas vendas e tivemos uma excelente vitrine para divulgar o nosso trabalho”.

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília
Tempo de leitura: 3 minutos

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – teve aumento, passando de 4% para 4,05% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a projeção da inflação permaneceu em 3,9%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A estimativa para 2024 está acima da meta de inflação, mas ainda dentro de tolerância, que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua, assim, o CMN não precisa mais definir uma meta de inflação a cada ano. Em junho deste ano, o colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em junho, influenciada principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, a inflação do país foi 0,21%, após ter registrado 0,46% em maio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 12 meses, o IPCA acumula 4,23%.

JUROS BÁSICOS

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 10,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta recente do dólar e o aumento das incertezas econômicas fizeram o BC interromper o corte de juros iniciado há quase um ano. Na última reunião, em junho, por unanimidade, o colegiado manteve a Selic nesse patamar após sete reduções seguidas.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 no patamar que está hoje, em 10,5% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,5% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9% ao ano, para os dois anos.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB E CÂMBIO

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,11% para 2,15%. Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,93%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Superando as projeções, em 2023 a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o IBGE. Em 2022, a taxa de crescimento foi 3%.

A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,30 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,23.

Ministério da Fazenda editou portaria tratando do problema || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Tempo de leitura: 4 minutos

A alegria da corretora de seguros aposentada Maria Aparecida Leandro Ferreira, 62 anos, durou pouco. Ao receber a primeira aposentadoria, ela descobriu que tinha direito a cerca de R$ 3,4 mil dos antigos fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Ao ir a uma agência da Caixa Econômica Federal, em janeiro deste ano, ela descobriu que o dinheiro está preso na conta única do Tesouro Nacional e, pelo menos até outubro, não pode ser sacado por causa de um atraso na elaboração de um sistema informático pelo Ministério da Fazenda.

“Não fui avisada em nenhum momento de que tinha um saldo a receber [as cotas antigas do PIS/Pasep]. Só soube quando recebi aquele documento do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], ao me aposentar, que dizia que eu poderia ir a uma agência da Caixa e efetuar o saque do PIS/Pasep”, recorda. O Fundo PIS/Pasep beneficiou quem trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 1988, data de promulgação da Constituição brasileira.

Por alguns instantes, Aparecida achou ter sido vítima de fraude, quando o sistema da agência da Caixa no Guará 2, cidade a 10 quilômetros de Brasília, informou que o dinheiro não estava mais no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Depois, a gerente da agência desceu com a informação de que o dinheiro estava no Tesouro Nacional e que era passível de resgate, mas ela não sabia como, onde, nem quando fazer a retirada”, relembra a aposentada.

Em nota à Agência Brasil, o Ministério da Fazenda informou que uma portaria editada pela pasta no fim de junho adiou, para 28 de outubro, o prazo para a conclusão do sistema de tecnologia da informação que vai operacionalizar os pagamentos das cotas em poder do Tesouro ao trabalhador. O prazo anterior estava fixado em 30 de junho deste ano. A pasta também informou que a Caixa Econômica fará os pagamentos após a conclusão do sistema.

Em junho do ano passado, um chamamento público do Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu que os pedidos de saque após a transferência dos recursos para o Tesouro podem ser feitos nas agências da Caixa. As requisições, no entanto, estão paradas no banco até a conclusão do sistema informático.

HISTÓRICO

O dinheiro, na verdade, esteve disponível para Aparecida e a cerca de 23,8 milhões de brasileiros desde agosto de 2018, quando o governo liberou o saque das antigas cotas. Por oito meses, o dinheiro pôde ser retirado nas agências da Caixa (no caso do PIS) e do Banco do Brasil (no caso do Pasep). Na ocasião, havia R$ 35 bilhões que poderiam ser resgatados.

Em 2019, o governo anterior flexibilizou as regras e simplificou o saque por herdeiros de pessoas falecidas que tinham cotas no antigo fundo. Em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19, o governo editou uma medida provisória que extinguiu o antigo Fundo PIS/Pasep e transferiu os recursos à conta do FGTS em nome do trabalhador. Em vez de ir a uma agência bancária, bastava o titular ou herdeiro requerer o dinheiro por meio do aplicativo FGTS, que transferia o saldo para qualquer conta bancária indicada pelo beneficiário.

O saque das cotas do Fundo PIS/Pasep começou em 2017, mas era restrito a pessoas com mais de 60 anos. Na ocasião, cerca de 4,8 milhões de cotistas resgataram R$ 6,6 bilhões. Com a ampliação do saque, em 2018, o número de pessoas que poderiam sacar subiu para 23,8 milhões, que tinham R$ 35,7 bilhões a receber. Em 2019, restavam 10,8 milhões de trabalhadores para sacar as cotas do PIS e cerca de 30 mil para retirar as cotas do Pasep.

Apesar de intensas campanhas na mídia, quando o dinheiro foi transferido ao Tesouro, em agosto do ano passado, 10,5 milhões de trabalhadores e aposentados, entre os quais Aparecida, ainda não tinham sacado R$ 26,3 bilhões. O valor equivale aos R$ 25,2 bilhões transferidos em 2020 mais os rendimentos do período em que o dinheiro ficou nas contas do FGTS. Cada cotista tem, em média, direito a R$ 2,4 mil, segundo o Conselho Curador do FGTS.

DÉFICIT PRIMÁRIO

No fim de 2022, a Emenda Constitucional da Transição determinou a transferência dos recursos do FGTS à conta única do Tesouro Nacional. Em junho do ano passado, o Conselho Curador do FGTS autorizou a transferência ao Tesouro. O dinheiro foi repassado em agosto do ano passado.

A devolução dos recursos reforçou o caixa do governo federal no ano passado, impedindo que o déficit primário subisse ainda mais. Resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública, o déficit primário encerrou 2023 em R$ 230,54 bilhões, por causa do pagamento de precatórios (dívidas com sentença judicial definitiva) adiados pelo governo anterior.

Mesmo com a transferência ao Tesouro, o trabalhador poderá resgatar o recurso em até cinco anos. Em caso de morte do beneficiário, os dependentes e herdeiros têm direito aos recursos. No entanto, a liberação dos saques depende da conclusão do sistema informático.

Maria Aparecida afirma ter recebido os esclarecimentos sobre a situação apenas por meio da reportagem. “Na Caixa, a orientação era abrir uma ocorrência interna, e quando o valor estivesse disponível, automaticamente ia cair na conta do banco que informei. A gerente me disse ainda que não havia necessidade de voltar para saber da ocorrência. Desde janeiro, não procurei mais a agência e só soube o que realmente está acontecendo pela Agência Brasil”, afirmou a aposentada.

DOCUMENTOS

Caso o saque seja pedido pelo próprio titular, basta apresentar documento oficial de identificação. Caso as cotas sejam requeridas por herdeiros, dependentes e sucessores, além do documento oficial de identificação, é necessário apresentar a certidão PIS/Pasep/FGTS ou carta de concessão – pensão por morte previdenciária e sua relação de beneficiários, emitida pela Previdência Social.

Os sucessores também podem apresentar, no lugar da carta de concessão, um dos seguintes documentos: declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; autorização judicial; escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes. No caso da escritura pública, é necessário atestar por escrito a autorização do saque e declarar não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.

Setor cresce 1,2% em maio || Foto Tânia Rego/AB
Tempo de leitura: 2 minutos

As vendas do comércio cresceram 1,2% em maio na comparação com abril, o que representa o quinto mês seguido de alta, fazendo o setor alcançar o maior volume da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em janeiro de 2000. Até então, o recorde era em abril. Com os resultados da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta quinta-feira (11), o setor acumula expansão de 5,6% em 2024 e 3,4% nos últimos 12 meses.

Cinco das oito atividades pesquisadas ficaram no campo positivo em maio. A principal influência positiva veio de hiper e supermercados, que tiveram aumento nas vendas de 0,7%, marcando o segundo mês seguido de alta. Esse segmento responde por mais da metade (54,7%) do volume de vendas do comércio.

Na sequência, se destaca a atividade outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%). Também apresentaram evolução positiva as atividades de tecidos, vestuário e calçados (2,0%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%).

Leia Mais

Alimentos são responsáveis por maior fatia da inflação || Foto Valter Campanato/AB
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou taxa de 0,21% em junho deste ano. A taxa é inferior à observada em maio (0,46%), mas superior à de junho do ano passado, quando foi registrada uma deflação (queda de preços) de 0,08%. A informação foi divulgada hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o IPCA acumula taxa de inflação de 2,48% no ano de 2024 e 4,23% no acumulado de 12 meses.

A inflação de junho foi influenciada principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, que registrou alta de preços de 0,44% no mês, com aumento do custo de produtos como batata inglesa (14,49%), leite longa vida (7,43%), café moído (3,03%) e arroz (2,25%).

O grupo saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,54% no mês e apresentou o segundo principal impacto na inflação oficial em junho. Entre os itens que influenciaram o resultado estão os perfumes, com alta de preços de 1,69% no mês.

Por outro lado, os transportes evitaram uma inflação maior, ao registrar uma deflação de 0,19% no mês, resultado puxado pelas quedas de preços de passagens aéreas (-9,88%), óleo diesel (-0,64%) e gás veicular (-0,61%).

Os demais grupos de despesas apresentaram as seguintes taxas: despesas pessoais (0,29%), habitação (0,25%), artigos de residência (0,19%), educação (0,06%), vestuário (0,02%) e comunicação (-0,08%). Da Agência Brasil

Secretário Rosivaldo Pinheiro analisa sucesso e desafios do Itapedro || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

 

O Itapedro já é uma marca consolidada, colocando nossa cidade como um grande destino turístico, dentre os 10 mais procurados do Brasil. Esse dado reflete a importância de manter o evento nas buscas por meio das agências, inserindo o Itapedro no mapa turístico nacional.

 

Rosivaldo Pinheiro

A primeira oportunidade que surge após o término do Itapedro é a compreensão de que a cidade de Itabuna ganhou amplitude nacional e a marca teve o seu fortalecimento em níveis federal, estadual e fora do país. A festa teve a sua ambiência voltada não apenas para o entretenimento, mas também para o fortalecimento do comércio e dos serviços, que são características fortes da cidade de Itabuna, gerando renda e emprego na região.

A edição 2024 do Itapedro ainda teve um novo desafio, que é justamente fazer novamente essa festa acontecer e superar as expectativas. E, agora, já é uma marca consolidada, colocando nossa cidade como um grande destino turístico, dentre os 10 mais procurados do Brasil. Esse dado reflete a importância de manter o Itapedro nas buscas por meio das agências de turismo, que fazem essa prospecção e atuação no mercado de eventos, já cabendo a Itabuna se inserir no mapa turístico nacional.

É natural que uma festa dessa envergadura, dessa magnitude, tenha sempre a necessidade de ajustes ao final de cada etapa, e assim agregando novos serviços, novas oportunidades de gerar mais atrativos e, dessa forma, ir fortalecendo os elos do setor turístico para que todos possam aproveitar a oportunidade gerada por esse mega evento e, consequentemente, poderem ampliar suas fontes de renda, como muitos aproveitaram neste Itapedro, colocando suas casas para locação, comercializando alimentos, água e outras bebidas em suas barracas, guardando carros etc. Sem falar nas vias públicas, que vão cada vez mais recebendo investimento para melhorar a mobilidade e a infraestrutura urbana, que já vêm mudando, mas passam a ter ainda mais impacto de organização.

Esse ecossistema abriga ainda hotéis, pousadas, restaurantes, táxi, aplicativos, mototáxi, farmácias e assim por diante. Ou seja, o Itapedro é algo muito positivo para Itabuna e os itabunenses. Essa dimensão é preciso ser visualizada também pelos que não compreendem o volume de negócios gerados a partir de um evento da natureza do Itapedro. A segunda fase dessa história é a mensagem da necessidade de uma região como o Litoral Sul discutir uma agenda que seja global, onde Itabuna, Ilhéus e Itacaré assumam a liderança dessa construção, uma oportunidade para todos os municípios da região.

Por último e não menos importante, eventos como o nosso Itapedro elevam a autoestima do povo, que fala com orgulho que a sua cidade está entre os grandes centros de atração de oportunidades de negócios e está atraindo olhares de todo o Brasil pelo seu lado positivo, de um povo acolhedor, que trabalha com muita dedicação e dignidade. Parabéns a todos os milhares de itabunenses que estão fazendo parte desta linda história.

Rosivaldo Pinheiro é economista, especialista em Planejamento e Gestão de Cidades e secretário de Governo de Itabuna.

Municípios dividem R$ 4,7 bilhões no último FPM de junho || Foto PMI
Tempo de leitura: < 1 minuto

A última parcela de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) chegou a R$ 4,7 bilhões, com aumento real de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor já está nos cofres dos 5.565 municípios do País. Considerando o último decêndio de maio, é o quarto crescimento consecutivo do repasse.

Maiores municípios do sul da Bahia, Itabuna e Ilhéus receberam R$ 4.374.600. A segunda maior fatia da região foi para Canavieiras, com R$ 1.142.692, seguido por Camacan, com R$ 1.107.843. Itacaré, Maraú e Ibirapitanga ficaram com R$ 999 mil, enquanto Una, Uruçuca, Itajuípe, Coaraci e Ibicaraí tiveram direito a R$ 857 mil.

Buerarema faturou R$ 837 mil, e Itapé e Arataca, R$ 571 mil. Ainda na região, Barro Preto, São José da Vitória, Santa Cruz da Vitória, Almadina e Jussari receberam R$ 428 mil.

O Fundo de Participação dos Municípios é formado por recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Repassado a cada dez dias, pelo Tesouro Nacional, o valor de cada município depende do tamanho da população dele e da renda per capta média de seu estado.

Sede do Banco Central do Brasil || Foto Rafa Neddermeyer/AB
Tempo de leitura: 2 minutos

O Banco Central (BC) elevou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 1,9% para 2,3%, segundo o relatório de inflação do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira (27). No primeiro trimestre do ano, o PIB cresceu 0.8%, ritmo considerado “robusto e superior ao esperado” pelo BC. O banco avaliou ainda que as enchentes no Rio Grande do Sul terão um impacto menor na atividade econômica do que o esperado.

Segundo o relatório, no cenário doméstico, a atividade econômica e o mercado de trabalho se mostraram aquecidos, o que contribuiu para a queda no desemprego e aumento nos salários. “Esses fatores justificaram revisão para cima da projeção de crescimento do PIB em 2024, de 1,9% para 2,3%. As enchentes no Rio Grande do Sul causaram expressiva queda na atividade econômica gaúcha, mas já há sinais de recuperação”, disse o BC.

CENÁRIO EXTERNO

Em relação ao cenário externo, a instituição avalia que ambiente se mantém adverso e segue exigindo cautela por parte dos países emergentes. O relatório aponta que permanecem elevadas as incertezas sobre a flexibilização da política monetária nos Estados Unidos e quanto à velocidade na queda da inflação de forma sustentada em diversos países.

“Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas, em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho”, diz o relatório.

Leia Mais

União transfere mais de R$ 3 milhões para Itabuna || Foto Zé Drone
Tempo de leitura: 2 minutos

A União libera, nesta quinta-feira (20), a parcela do segundo decêndio de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). São quase R$ 3,4 bilhões para todos os 5.565 municípios do País. Descontada a inflação, trata-se de aumento real de 11,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Tesouro Nacional repassou R$ 2,9 bilhões às prefeituras.

Exceto as capitais, os municípios com pelo menos 142.633 habitantes recebem cota extra do FPM. No Litoral Sul da Bahia, apenas Itabuna e Ilhéus têm direito a essa reserva. Hoje (20), cada um recebe R$ 3.097.199,99, resultado da soma da parcela do FPM (R$ 2.022.555,38) com o valor da reserva (R$ 1.074.644,61).

A terceira maior fatia da região é de Canavieiras, R$ 809 mil. Camacan leva R$ 784 mil, e Maraú e Itacaré, R$ 707 mil. Ainda no sul do estado, a faixa de R$ 606 mil reúne Ibicaraí, Coaraci, Itajuípe, Uruçuca e Una. Logo depois, com R$ 593 mil, vem Buerarema.

Já Itapé, Arataca e Itapitanga vão receber R$ 404 mil, enquanto São José da Vitória, Barro Preto, Almadina, Santa Cruz da Vitória, Itaju do Colônia, Firmino Alves e Jussari têm direito a R$ 303 mil.

FONTE 

Os recursos do FPM são provenientes de dois tributos federais, o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O Tesouro Nacional determina o valor de cada município com base no número de habitantes dele e na renda per capita de seu estado.

A transferência é condicionada ao cumprimento de obrigações. Na Bahia, nesta remessa, apenas o município de Cândido Sales não está apto a receber o dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios.

TRIBUTAÇÃO MAIOR DO IR EXPLICA ALTA, SEGUNDO CNM

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou nota técnica sobre a segunda parcela de junho do FPM. Conforme o documento,  descontada a inflação, o Fundo acumula crescimento real de 8,98% em 2024.

De acordo com a CNM, a tendência de crescimento é explicada pelo aumento na arrecadação com o Imposto de Renda e pelo recolhimento na fonte de capital, como aplicações de renda fixa, dos fundos de renda fixa e da tributação de fundos exclusivos. Essas novidades na legislação tributárias foram criadas pela Lei Nacional 14.754/2023, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar do cenário positivo, os prefeitos devem ficar atentos à qualidade da gestão dos recursos, pois a arrecadação poderá diminuir no segundo semestre deste ano, recomenda a CNM.

Preço da cesta básica acumula alta acima de 4% em Itabuna neste ano
Tempo de leitura: < 1 minuto

O preço médio da cesta básica em Itabuna chegou a R$ 589,06 no mês passado, 0,70% acima do registrado em abril. A informação é do Projeto de Acompanhamento do Custo da Cesta Básica, do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Dos doze produtos que fazem parte da cesta básica, seis aumentaram de preço: banana (67,62%), arroz (24,57%), tomate (23,29%), óleo (16,86%), açúcar (3,68%) e pão (3,17%). Em contrapartida, seis reduziram de preço: feijão (-26,06%), carne (-14,37%), café (-6,95%), manteiga (-6,90%), farinha (-5,52%) e leite (-4,20%).

Já em Ilhéus a cesta básica custou, em média, R$547,51 no mês de maio, com uma redução de 2,64% em relação ao preço de abril. Aumentaram de preço manteiga (12,73%), arroz (5,75%), pão (0,82%) e carne (0,22%). Em compensação, caíram de preço tomate (-16,83%), óleo (-4,38%), farinha (-4,37%), feijão (-3,66%), banana (-2,93%), café (-2,86%), leite (-2,53%) e açúcar (-2,23%).

VARIAÇÃO DESDE JANEIRO

O preço da alimentação mínima em Ilhéus custava R$ 547,63 em janeiro passado, 12 centavos a mais do que no último mês. Já em Itabuna ele subiu de R$ 563,37 em janeiro para R$ 589,06 em maio (4,56%).

Itabuna fatura mais de R$ 6 milhões do FPM || Foto José Nazal
Tempo de leitura: < 1 minuto

O primeiro repasse de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) teve alta real de 26,8%. É o segundo crescimento expressivo consecutivo. O último repasse de maio trouxe aumento de quase 25%. Hoje (10), os municípios partilham cerca de R$ 6,6 bilhões. No mesmo período do ano passado, a transferência foi de R$ 5,1 bilhões. Já para o Fundeb, o valor repassado será de R$ 1,6 bilhão.

Maiores cidades do sul da Bahia, Itabuna e Ilhéus faturam R$ 6.073.677,34 cada. Camacan e Canavieiras recebem pouco mais R$ 1,5 milhão; Itacaré e Maraú, R$ 1,3 milhão; enquanto Una, Coaraci, Itajuípe, Buerarema e Itororó ficam na faixa de R$ 1,1 milhão. Ainda na região, Itapé leva R$ 793 mil e São José da Vitória, R$ 594 mil.

Os recursos do FPM são provenientes de dois tributos federais, o Imposto de Renda(IR) e o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). O valor repassado a cada município depende do tamanho da sua população e da renda per capta média de seu estado. Municípios com mais de 142.633 habitantes, exceto capitais, recebem uma cota extra de reserva.

Setor tem números positivos no 1º quadrimestre do ano || Foto ABr.
Tempo de leitura: 3 minutos

A produção da indústria brasileira recuou 0,5% em abril na comparação com março, interrompendo dois meses de resultados positivos. Apesar da queda, o setor apresenta crescimento de 3,5% no ano e de 1,5% em 12 meses. Em relação a abril do ano passado, houve alta de 8,4%, sendo notado que abril de 2024 teve quatro dias úteis a mais que o mesmo mês do ano passado, o que influencia a comparação.

Com esses resultados, a indústria brasileira se encontra 0,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 16,8% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação de abril com março de 2024, apesar da queda de 0,5%, a produção industrial apresentou predominância de resultados positivos. Três das quatro grandes categorias apuradas tiveram expansão, o mesmo vale para 18 das 25 atividades pesquisadas.

Entre os segmentos que mostram recuo na produção, há alguns com pesos importantes, como o setor extrativo, que recuou 3,4% nesse mês, devido à queda na produção tanto do minério de ferro como do petróleo; além do setor de alimentos, que teve queda de 0,6% em abril. “Esses dois setores representam cerca de 30% da estrutura industrial”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

Leia Mais

Economia brasileira registra crescimento no primeiro trimestre || Foto Marcello Casal Jr./ABr
Tempo de leitura: 3 minutos

A economia brasileira cresceu 2,5% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, apresentou alta de 0,8%.

No acumulado de 12 meses, o crescimento da economia do país soma 2,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chega a R$ 2,7 trilhões de reais.

Indústria e serviços cresceram 2,8% e 3%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a agropecuária foi o único setor que registrou queda, de 3%.

“Pelas questões climáticas, especialmente o El Niño [aquecimento das águas do oceano Pacífico], já se sabia que não seria um ano bom para a agropecuária”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Ela ressalta que a pecuária está crescendo este ano, mas o comportamento da agricultura pesa mais no PIB.

O crescimento da indústria foi influenciado pelas indústrias extrativas (5,9%), que registraram o melhor resultado influenciadas pela alta tanto da extração de petróleo e gás como de minério de ferro. Houve destaque também na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (4,6%), especialmente para o consumo residencial.

A queda da agropecuária se explica por alguns produtos agrícolas que têm safras significativas no primeiro trimestre, mas apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como soja (- 2,4%), milho (- 11,7%), fumo (- 9,6%), e mandioca (- 2,2%).

O consumo das famílias (4,4%) e as despesa do governo (2,6%) tiveram alta na comparação com o primeiro trimestre de 2023.

A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mostra o nível de investimento da economia, avançou 2,7%. As exportações cresceram 6,5%; enquanto as importações, 10,2%.

“Em 2022 e 2023, o setor externo havia contribuído positivamente, com as exportações crescendo mais do que as importações. Nesse primeiro trimestre essa contribuição virou negativa. Estamos importando muitas máquinas e equipamentos e bens intermediários e o Real se valorizou”, contextualiza Rebeca Palis.

No primeiro trimestre de 2024, a taxa de investimento foi de 16,9% do PIB, abaixo dos 17,1% registrados no primeiro trimestre de 2023.

COMPARAÇÃO TRIMESTRAL

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, ou seja, os três últimos meses de 2023, a alta de 0,8% representa uma retomada, após o recuo de 0,1% no fim do ano passado. Esse resultado de 0,8% é o maior desde o segundo trimestre de 2023, quando a economia cresceu 0,9%.

O setor de serviços puxou a variação positiva, com alta de 1,4% e destaque para “o comércio varejista e os serviços pessoais, ligados ao crescimento do consumo das famílias, a atividade de internet e desenvolvimento de sistemas, devido ao aumento dos investimentos e os serviços profissionais, que transpassam à economia como um todo”, explica a coordenadora do IBGE.

“Nesse trimestre tivemos um crescimento da economia totalmente baseado na demanda interna”, completa.

Ela aponta que o crescimento do consumo das famílias foi motivado pela melhoria do mercado de trabalho e pelas taxas de juros e de inflação mais baixas, além da continuidade dos programas governamentais de auxílio às famílias.

Com mais consumo das famílias, a taxa de poupança foi de 16,2%, ante 17,5% no mesmo trimestre de 2023.

ACUMULADO

O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados em março de 2024, comparado ao mesmo período de 2023, cresceu 2,5%. Nessa comparação, houve altas na agropecuária (6,4%), na indústria (1,9%) e nos serviços (2,3%).

RIO GRANDE DO SUL

Os dados divulgados nesta terça-feira ainda não têm influência do efeito da tragédia climática causada pelas chuvas de abril e maio no Rio Grande do Sul.

“Isso só vai aparecer quando tivermos as próprias pesquisas mensais referentes a esse período”, diz Rebeca. Segundo ela, o estado gaúcho representa cerca de 6,5% do PIB nacional, e os municípios afetados respondem por aproximadamente metade desse valor.

“A gente vai ter que analisar melhor quando tivermos os dados, mas sabemos que a pecuária foi afetada, estradas, comércio…”. Com informações d´Agência Brasil.