Café da Chapada Diamantina obtém selo de Indicação Geográfica (IG) do INPI || Foto Seagri/Divulgação
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Das mais promissoras regiões do país no cultivo de café, a Chapada Diamatina, na Bahia, acaba de obter, do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) com Denominação de Origem (DO). Reivindicado pela Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina, o reconhecimento aponta a qualidade e as características únicas do café da região baiana.

Estudos das universidades Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e Federal da Bahia (UFBA) confirmam que fatores como altitude, temperatura e orientação da encosta onde os cafezais são cultivados, combinados com práticas pós-colheita tradicionais, são determinantes para a qualidade do café da Chapada.

De acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a DO “Chapada Diamantina” abrange 24 municípios da Mesorregião Centro-Sul Baiano (veja relação abaixo). Os cafés dessa região, todos da espécie Coffea arabica L., destacam-se por suas notas sensoriais exclusivas, como acidez cítrica, ser encorpado e possuir retrogosto prolongado.

MELHORES CAFÉS DO MUNDO

Cafés processados ​​por via seca (natural) da Chapada frequentemente atingem resultados superiores a 85 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA), competindo em pé de igualdade com os melhores cafés colombianos e etíopes.

“Essa conquista é um orgulho para a Bahia e um reconhecimento ao trabalho incansável dos cafeicultores da Chapada Diamantina”, afirma o secretário da Agricultura da Bahia (Seagri), Wallison Tum. “A IG consolida a Bahia como um polo de produção de café de alta qualidade e abre novas perspectivas para o setor, impulsionando a economia local e fortalecendo a marca Café da Bahia no mercado nacional e internacional”.

Gestora de Projetos do Sebrae em Seabra, Amanda Teixeira vê o reconhecimento como resultado de parceria sólida de produtores e órgãos como o próprio serviço de apoio a micro e pequenas empresas. “Esse reconhecimento aumenta a visibilidade do café da região, atraindo o olhar de consumidores e investidores para esse ‘cantinho da Bahia’, que possui um terroir incomparável”, assinala.

FÓRUM

Para promover o desenvolvimento regional da produção de café e outras culturas, a Seagri, em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), está organizando curso de Indicação Geográfica (IG). A capacitação, que contempla funcionários públicos e secretarias do Estado da Bahia, busca fortalecer o conhecimento sobre as IGs e impulsionar o registro de novos produtos baianos com essa classificação.

Para Wallisson Tum, o Fórum Baiano de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas é uma instância fundamental para apoiar o estudo e o registro de novas IGs no estado da Bahia. Atualmente, o estado possui um vasto potencial para novas indicações, com aproximadamente cinquenta potenciais novas IGs levantadas em estudos de universidades baianas.

A formação ocorrerá durante a 33ª edição da Fenagro, uma das maiores feiras agropecuárias do país, que também abrigará a reunião do Fórum Brasileiro de Indicações Geográficas. A Feira vai de 28 de novembro a 8 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador.

MUNICÍPIOS ABRANGIDOS

A IG do café da Chapada Diamantina abrange os municípios de Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piata, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner.

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Dos mais de 700 mil trabalhadores habilitados para receber abono salarial em setembro, apenas 475.933 fizeram o saque. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, 247.754 beneficiários ainda não efetuaram o saque, o que corresponde a R$ 228,65 milhões em valores disponíveis. Os valores pendentes poderão ser sacados até 27 de dezembro na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil.

Na Caixa, o pagamento é feito prioritariamente por crédito em conta, nos casos em que o trabalhador possui conta corrente, conta poupança ou conta digital. Pode ser feito também por meio de crédito pelo aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente pela Caixa. No caso de não-correntistas, o pagamento será feito em agências, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui ou pelos demais canais de pagamentos oferecidos pela instituição.

Já os pagamentos do abono salarial por meio do Banco do Brasil serão feitos prioritariamente por crédito em conta bancária; transferência via TED, via PIX ou de forma presencial nas agências de atendimento para trabalhadores não correntista e que não têm PIX.

Até agosto, dos 26.151.402 trabalhadores contemplados, 723.687 ainda não haviam retirado os valores a que têm direito.

PAGAMENTO MENSAL

“Para aqueles que solicitaram revisão do abono salarial por meio de recurso administrativo, os pagamentos serão emitidos mensalmente, todo dia 15 ou no primeiro dia útil subsequente. Informações detalhadas podem ser consultadas por meio da Carteira de Trabalho Digital ou no portal GOV.BR”, informou, em Brasília, o Ministério do Trabalho.

Tem direito ao Abono Salarial trabalhador que atende aos critérios de habilitação, como estar cadastrado no Programa de Integração Social/ Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo; ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) até dois salários-mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado.

Além disso, é necessário que o trabalhador tenha exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias – consecutivos ou não – no ano-base considerado para apuração; ter seus dados, do ano-base 2021, informados pelo empregador corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.

Informações adicionais poderão ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158.

Preço do cacau registra nova alta || Foto Agência Brasil
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O cacau teve semana de valorização dentro e fora do Brasil. Depois de um período com o preço na casa dos R$ 600,00 a arroba, o produto fechou a semana com valorização de 20%.

Nas praças do sul da Bahia, a arroba estava sendo comercializada a R$ 600,00 no último dia 7. Já na última sexta-feira (11) saltou para R$ 720,00, conforme cruzamento de dados feitos pelo PIMENTA.

Para o produtor, a valorização rende um “extra” de 480,00 por saca na comparação de preços nas datas 7 e 11 de outubro.

Valorização também na Bolsa de Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde o produto registrou quatro altas consecutivas. A tonelada era comercializada a US$ 7.529,00 na quinta. Um dia depois, nova valorização, a US$ 7.806,00 para contratos para dezembro.

Apesar da alta interna e na Bolsa de Nova Iorque, a tendência é de queda mais à frente, com a previsão de safra com maior oferta no mercado internacional, principalmente entre os líderes na produção da amêndoa.

Agência da Caixa Econômica Federal na Cinquentenário, em Itabuna || Foto PIMENTA
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A Caixa Econômica Federal vai reativar a superintendência regional para Habitação e Governo em Itabuna, no sul da Bahia, segundo comunicou o superintendente de Rede da instituição, Rafael Neiva, ao prefeito Augusto Castro (PSD) nesta terça-feira (8). Do encontro presencial, em Itabuna, e por videoconferência participaram Lucas Ribeiro, superintendente-executivo; Murilo Magalhães Dias, superintendente-executivo em exercício; e Ravi Montalvão, gerente regional.

– Com a nova superintendência, a Caixa vai ter mais proximidade com os municípios, levando soluções mais rápidas. A intenção é fomentar e fazer toda a região crescer, realizar várias agendas com Itabuna – assegurou o superintendente de Rede, Rafael Neiva.

Ao ser comunicado da intenção da Caixa, o prefeito de Itabuna falou da importância da reativação de superintendência regional em Itabuna, principalmente para execução de programas em áreas como a social, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida.

Prefeito se reúne com executivos da Caixa Econômica em Itabuna || Foto Divulgação

– A Caixa tem um papel preponderante para todas as cidades da nossa região. Quando assumimos em 2021, pegamos Itabuna com inadimplência, conseguimos regularizar a situação, com o empenho de Lucas e equipe, agora é ampliar o Minha Casa, Minha Vida e partir para novos desafios – disse Castro, convidado para participar, em novembro, de encontro com o presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, em Salvador, com a presença de ministros e do governador Jerônimo Rodrigues.

A Caixa já havia informado da instalação de superintendência regional de Rede em Itabuna no ano passado. Agora, amplia a proposta abrangendo, também, as áreas de habitação e governo, importante por aproximar os gestores sul-baianos da instituição.

Galípolo é aprovado para comandar o BC a partir de 2025 || Foto Lula Marques/ABr
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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (8), por unanimidade, a indicação de Gabriel Galípolo para presidente do Banco Central. Ele obteve os 26 votos possíveis.

A indicação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, segue agora para o plenário, em regime de urgência, e deve ser apreciada ainda nesta tarde.

Se aprovado pelo Senado, Galípolo assumirá o lugar de Roberto Campos Neto a partir de 1º de janeiro de 2025, com mandato até o final de 2028.

O indicado de Lula é o atual diretor de Política Monetária do Banco Central.

GNLink obtém financiamento para instalar unidade em Itabuna, no sul da Bahia
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A GNLink assinou contrato com o Banco do Nordeste para financiamento da planta industrial de gás natural em Itabuna. A empresa investirá R$ 180 milhões no município e tem previsão de gerar 120 empregos diretos e indiretos. A unidade deverá ter capacidade para processar 98 mil metros cúbicos de gás natural por dia.

Segundo o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, há grande potencial para a atração de investimentos e financiamentos para o setor na Região Nordeste.

“Estamos atentos às demandas crescentes do setor de energia. A ampliação da rede de distribuição de gás natural é essencial para o processo de transição das matrizes e fornecimento de energia, especialmente para as indústrias”, disse.

INVESTIMENTO ESTRATÉGICO

A empresa investe na interiorização do combustível ao ampliar a rede de distribuição de gás natural liquefeito (GNL) e gás natural comprimido (GNC) para os mercados industrial e automotivo. A unidade em Itabuna tem foco nas regiões sul, extremo-sul e sudoeste da Bahia, estado que possui a segunda maior reserva total de gás natural no Nordeste, atrás apenas do Maranhão.

Avenida do Cinquentenário, principal artéria do comércio central de Itabuna
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Itabuna criou 339 novos empregos com carteira assinada em agosto, de acordo com levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (27) e apontam que, no mês, foram registradas 1.452 admissões e 1.113 desligamentos (demissões e pedidos de demissão).

De acordo com o Ministério do Trabalho, o setor de serviços fechou o mês com saldo de 152 novos postos de trabalho. Na sequência, construção civil (+74), indústria (+72) e comércio (+36). No acumulado de oito meses, foram gerados 1.406 novos empregos.

Para Mauro Ribeiro, secretário municipal de Indústria, Comércio, Emprego e Renda (Sicer), os dados são reflexo de economia itabunense aquecida também no segundo semestre do ano, enfatizando que o mês passado tem como apelo promocional apenas o Dia dos Pais.

– A cidade tem ganhado novos empreendimentos na área de serviços, a exemplo dos bares, restaurantes, clínicas, academias de ginástica e educação física e salões de estética e beleza – afirmou.

Sede do Banco Central do Brasil || Foto Rafa Neddermeyer/AB
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O Banco Central (BC) elevou de 2,3% para 3,2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024. A informação é do relatório de inflação trimestral do BC divulgado nesta quinta-feira, 26.

O consumo das famílias e dos investimentos produtivos foram os principais responsáveis pela mudança no principal indicador da economia. O BC destaca que as altas no consumo das famílias, nos investimentos e nos setores mais cíclicos da economia já vinham sendo registrados nos trimestres anteriores deste ano.

Segundo o relatório, o crescimento do PIB no segundo trimestre de 2024 surpreendeu positivamente. “A atividade econômica brasileira segue mostrando dinamismo, levando a uma nova rodada de revisão para cima das projeções de crescimento no ano”.

O crescimento “robusto” da economia no segundo trimestre de 2024 contribuiu para o índice positivo, de acordo com a autoridade monetária. “A alta do PIB de 3,3% ante o segundo trimestre de 2023 superou amplamente as expectativas vigentes à época do Relatório anterior, quando a mediana das previsões no relatório Focus era 1,6%”.

INFLAÇÃO

A expectativa de inflação para este ano registrou alta, segundo o relatório do BC. Passou 3,96%, no último relatório, para 4,31%, abaixo dos 4,37% esperados pelo Focus. O aumento se deve, segundo o BC, ao impacto da crise climática que encareceu produtos agrícolas e bens industriais.

As dificuldades impostas à produção pela seca em várias regiões do país devem manter a pressão inflacionária. Segundo o relatório, a seca “pode atrasar o plantio da safra de verão, comprometendo o cultivo da safra de inverno no período ideal”.

Além disso, o clima de seca e calor contribuem para o aumento das tarifas de energia, impactando na inflação, de acordo com o BC. As chuvas abaixo do padrão e as temperaturas mais elevadas também ameaçam as tarifas de energia com aumentos, diz o relatório.

Receita Federal libera consulta a mais um lote do imposto de renda 2024 || Foto Marcello Casal Júnior
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A Receita Federal libera para consulta, a partir das 10h de segunda-feira (23), o quinto lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física 2024. O lote contempla também restituições residuais de exercícios anteriores.

O crédito bancário das 511.025 restituições será feito no dia 30 de setembro, no valor total de R$ 1.032.907.305,12. Desse total, R$ 435.272.217,34 referem-se ao quantitativo de restituições para as pessoas que possuem prioridade legal. Sendo 11.188 restituições para idosos acima de 80 anos e 75.686 restituições para contribuintes entre 60 e 79 anos.

Além de 23.180 restituições para quem tem o magistério como maior fonte de renda e outras 6.731 para contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. Além disso, 201.381 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas que receberam prioridade por terem usado a Declaração Pré-preenchida ou optado por receber a restituição via PIX.

Foram contempladas ainda 106.289 restituições destinadas a contribuintes não prioritários. Por fim, foram incluídas no lote 86.570 restituições de contribuintes priorizados em razão do estado de calamidade decretado no Rio Grande do Sul (RS).

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Produção de ovos na Bahia atinge recorde no segundo trimestre de 2024 || Foto Seagri/Divulgação
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A Bahia bateu recorde de produção de ovos no segundo trimestre de 2024, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com 22,386 milhões de dúzias produzidas, o período representa o melhor resultado desde o início da série histórica do IBGE, em 2001.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 7,5%, saltando de 20,818 milhões de dúzias. Em relação ao primeiro trimestre de 2024, o aumento foi ainda mais significativo, com um crescimento de 13,8% em relação às 19,673 milhões de dúzias produzidas.

Embora São Paulo continue liderando a produção nacional, com 26,3% do total no segundo trimestre de 2024, a Bahia, apesar de ocupar a 12ª posição com 1,9%, demonstra um crescimento consistente e um potencial de expansão significativo.

OVOS DO VALE

Jackson Rodrigues, diretor da granja Ovos do Vale, um dos destaques do setor, revela que os números de sua propriedade superam ainda mais as médias estaduais. “Tivemos um aumento de 25% na produção em relação ao primeiro semestre do ano passado. Essa expansão nos permitiu oferecer mais produtos e, consequentemente, reduzir os preços nas gôndolas dos supermercados”, afirma.

 

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A inflação desacelerou para todas as classes de renda em agosto na comparação com julho deste ano. Para as famílias de renda muito baixa, ela recuou de 0,09% para -0,19% no mês passado. Para as famílias de renda alta, que registraram aumento de 0,80% em julho, o resultado de agosto ficou em 0,13%. Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Todas as classes de renda apresentaram desaceleração da inflação acumulada em 12 meses. As famílias de renda muito baixa tiveram a menor inflação acumulada no período (3,72%), enquanto a faixa de renda alta anotou o percentual mais elevado (4,97%).

Os grupos alimentos e bebidas e habitação foram os principais pontos que influenciaram a queda inflacionária para praticamente todos os segmentos de renda. As deflações registradas em setores importantes – cereais (-1,3%), tubérculos (-16,3%), hortaliças (-4,5%), aves e ovos (-0,59%), leites e derivados (-0,05%) e panificados (-0,11%) – provocaram um forte alívio inflacionário, especialmente para as famílias de menor poder aquisitivo, visto que a parcela proporcionalmente maior do seu orçamento é gasta com a compra desses bens.

ENERGIA ELÉTRICA

Em relação à habitação, a queda de 2,8% nos preços de energia elétrica – refletindo o retorno da bandeira tarifária verde e das reduções tarifárias em algumas capitais – contribuiu para diminuir a inflação em agosto.

No caso das famílias de renda alta, mesmo com a deflação dos alimentos, da energia e a queda de 4,9% nos preços de passagens aéreas, o reajuste de 0,76% das mensalidades escolares fez com que o grupo educação exercesse forte contribuição para a inflação dessa classe.

O aumento dos planos de saúde (0,61%), dos serviços médicos e dentários (0,72%) e das despesas pessoais (0,25%) também ajuda a explicar esse quadro de pressão inflacionária nos segmentos de renda mais elevada, em agosto.

“A desaceleração da inflação corrente em relação ao registrado em agosto do ano passado é explicada, em grande parte, pela melhora no desempenho dos grupos habitação e saúde e cuidados pessoais. No primeiro caso, a alta no preço da energia elétrica em 2023 (4,6%) ficou bem acima da queda apontada em 2024 (2,8%). Já para o grupo saúde e cuidados pessoais, o alívio inflacionário em agosto deste ano veio da deflação de 0,18% dos artigos de higiene, que contrasta com os reajustes de 0,81%, em agosto de 2023”, diz o Ipea.

Economia baiana registra crescimento no segundo trimestre || Foto divulgação
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O Produto Interno Bruto (PIB) baiano cresceu 2,2% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado do primeiro semestre, a expansão foi de 2,4%. Na comparação com o 1º trimestre de 2024 houve crescimento de 0,6%. A taxa anualizada – acumulado de 12 meses -, mostra que o PIB da Bahia registra expansão de 1,8%.

Em valores correntes, no 2º trimestre de 2024, o PIB baiano totalizou R$ 123,4 bilhões, sendo que R$ 111,5 bilhões são referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 11,8 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. No que se refere aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 22,6 bilhões, a Indústria R$ 21,5 bilhões e os Serviços R$ 67,5 bilhões.

Quando analisados os resultados acumulados no 1º semestre de 2024, o PIB baiano totalizou R$ 239,6 bilhões, sendo que R$ 213,4, bilhões são referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 26,2 bilhões aos impostos. Com relação aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 26,8 bilhões, a Indústria R$ 48,6 bilhões e os Serviços R$ 138,1 bilhões.

SEGUNDO TRIMESTRE

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB da Bahia apresentou, no segundo trimestre de 2024, crescimento de 2,2%, resultado da variação positiva de 2,1% no Valor Adicionado e de 3,0% na arrecadação de impostos. Dentre os grandes setores, dois registraram expansão: indústria (+2,6%) e serviços (+3,4%). Já o setor agropecuário registrou queda de 3,0%.

A taxa negativa em volume do setor agropecuário baiano no segundo trimestre foi de 3,0%, devido ao fenômeno El Niño, gerando condições climáticas negativas, o que prejudicou algumas das regiões produtoras do estado, conforme a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Em relação ao setor industrial, o resultado foi determinado pela alta nas atividades da indústria de transformação (+2,4%), da atividade de produção e distribuição de eletricidade, gás e água (+4,5%) e da construção civil (+3,5%). Apenas a indústria extrativa apresentou resultado negativo no período (-8,7%).

O crescimento no setor de serviços foi determinado pelo bom desempenho das atividades do comércio com taxa positiva de 3,5%. Também contribuíram com o crescimento as atividades de transportes (+5,8%), administração pública (+3,3%) e as atividades imobiliárias (+2,4%). O segmento outros serviços registrou crescimento de 3,6%.

A economia baiana, no acumulado de janeiro a junho de 2024, registrou expansão de 2,4% em comparação com o mesmo período de 2023. Enquanto a agropecuária teve queda de 3,6%, a indústria e os serviços cresceram 2,8% e 3,4%, respectivamente. O destaque positivo no semestre ficou por conta do setor de serviços, puxado pela acentuada expansão do comércio (+4,9%) e da administração pública (+2,9%).

INDUSTRIA BAIANA

No setor industrial baiano, a expansão de 2,8% no acumulado de 2024 foi decorrente dos resultados positivos em todos os segmentos: indústria de transformação (3,1%); extrativa (5,4%); construção (2,5%); e produção e distribuição de eletricidade, gás e água (0,2%).

No setor de serviços, observou-se crescimento de 3,4% no primeiro semestre de 2024, ante o mesmo período anterior, influenciado pelas altas do comércio (+4,9%), das atividades de transportes (+2,2%), das atividades imobiliárias (+2,4%) e da administração pública (+2,9%). No mesmo período, o segmento outros serviços acumulou crescimento de 3,5%.

INPC registra deflação em agosto, segundo o IBGE || Pixabay
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação da cesta de compras para famílias com renda até cinco salários mínimos, teve deflação (queda de preços) de 0,14% em agosto deste ano. Em julho, o INPC havia registrado inflação de 0,26%. Em agosto do ano passado, a taxa ficou em 0,20%.

Com o resultado, o INPC acumula 2,80% no ano e 3,71% em 12 meses, segundo dados divulgados nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

QUEDA

O INPC apresentou taxas mais baixas do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, e que registrou deflação de 0,02% em agosto e inflação de 2,85% no ano e de 4,24% em 12 meses.

De acordo com o INPC, os produtos alimentícios recuaram 0,63% em agosto último, enquanto os não alimentícios tiveram um aumento de preços de apenas 0,02% no mês.

Bancários fazem paralisação na agência do Itaú de Itabuna
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Bancário fazem manifestação em frente à agência do Itaú, na Praça Manuel Leal, no centro de Itabuna, para pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a melhorar os termos de negociação salarial. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, a entidade dos banqueiros “segue sem apresentar uma proposta satisfatória” de reajuste decorridos dois meses de rodadas de negociação.

Ontem (28), na 11ª rodada, foram apresentadas duas propostas de reajustes por faixas, porém ambas sem ganho real. Em uma delas, a categoria foi dividida em cinco faixas, enquanto na outra, em quatro, com reajustes que variam entre 0,04% e 0,09%.

Ainda conforme o Sindicato, 34,9% dos bancários não receberiam reajuste na data-base (1º de setembro), apenas a reposição da inflação em dezembro. “Essas propostas demonstram uma tentativa de dividir a categoria, porém o movimento sindical não aceita tal proposta”.

PLR SEM GANHO REAL

Outro item alvo de reclamação da categoria é a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que ficou para novembro, também sem ganho real, e as demais verbas econômicas e reivindicações importantes, como garantia de emprego, combate às metas abusivas, jornada de 4 dias, e igualdade de oportunidades, foram ignoradas.

As negociações seriam retomadas ainda na manhã de hoje. Ao meio-dia, haverá uma rodada específica com Banco do Brasil e Caixa. Os bancários intensificam as mobilizações, incluindo assembleias no dia 4 de setembro, que poderão decretar greve por tempo indeterminado, caso a Fenaban mantenha sua postura.

Cesta básica fica mais barata nas maiores cidades do sul da Bahia || Foto Marcelo Camargo/AB
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O preço médio da cesta básica recuou 9,53% em Ilhéus no mês passado, quando foi vendida a R$ 510,14, na comparação com o valor de junho (R$ 563,89). Já em Itabuna, no mesmo intervalo, ela caiu 6,25%, de R$ 556,41 para R$ 521,64. Os dados são do Projeto Acompanhamento do Custo da Cesta Básica, do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Nos mercados de Ilhéus, dos 12 produtos que compõem a cesta básica, nove reduziram de preço: tomate (-39,17%), pão (-7,71%), carne (-7,32%), farinha (-5,95%), açúcar (-5,53%), manteiga (-4,02%), banana (-3,73%), arroz (-3,54%) e café (-1,90%). Em contrapartida, dois aumentaram de preço: feijão (6,84%) e óleo (1,81%), enquanto o do leite não sofreu alteração.

O tomate também puxou a queda dos preços em Itabuna, com redução de 38,69%. Completam a lista banana (-13,63%), farinha (-6,07%), açúcar (-6,00%), feijão (-1,91%), pão (-1,21%), leite (-1,10%) e manteiga (-0,86%). Por outro lado, houve aumento nos preços do café (6,49%), carne (2,80%), arroz (1,42%) e óleo (1,37%).

ÚLTIMOS 12 MESES

No acumulado dos últimos 12 meses, o custo da alimentação mínima para uma família formada por quatro pessoas reduziu 5,14% em Ilhéus e 6,62%. A tendência de queda também foi observada no primeiro semestre deste ano nos dois maiores municípios do sul da Bahia, sendo de -7,41% em Itabuna e de 6,85% na cidade vizinha.