Banco Central divulga nova edição do boletim Focus
Tempo de leitura: 2minutos
O mercado financeiro elevou pela quarta vez seguida a previsão da inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2024 em 3,88%. Na semana passada, a projeção era 3,86%. E, há quatro semanas, 3,72%.
A estimativa para 2024 está dentro do intervalo de meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
O Focus traz as previsões de economistas e analistas de mercado financeiro consultados pelo BC. Para 2025, eles também elevaram a projeção de inflação que passou de 3,75% para 3,77%. Para 2026, os analistas projetaram inflação de 3,6% e, em 2027, 3,5%.
SELIC
O boletim registra ainda elevação na previsão da taxa básica de juros, a Selic, para este ano. Segundo o Focus, a taxa deve fechar 2024 em 10,25%. Atualmente a Selic está em 10,5%. Na projeção da semana passada, a projeção dos analistas indicava a Selic em 10% para este ano. Diferentemente da previsão de quatro semanas atrás, quando apontavam para uma taxa de 9,63%.
PIB E CÂMBIO
A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em relação ao anunciado na semana passada, foi mantida pelos técnicos ouvidos pelo BC, quando estimaram 2,05%. A projeção para os próximos três anos (2025, 2026 e 2027) é de 2%.
Já em relação ao câmbio, o Focus também manteve a projeção da semana passada, com o dólar fechando 2024 em R$ 5,05. Há quatro semanas, a previsão dos analistas para a moeda norte-americana era de R$ 5,00. Para 2025, a expectativa é de que o dólar fique em R$ 5,05. Para 2026 e 2027, a previsão é de R$ 5,10. D’Agência Brasil
Mutirão voltado para MEIs itabunenses será de 6 a 10 de maio || Foto Zé Drone
Tempo de leitura: < 1minuto
A Prefeitura de Itabuna vai promover mutirão para regularizar débitos tributários de microempreendedores individuais (MEIs) com a União. A maioria das pendências diz respeito ao pagamento de taxas. O atendimento será no período de 6 a 10 de maio, no estande da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), na Praça Adami, no Centro, e na Sala do Empreendedor, que funciona no Centro Administrativo Firmino Alves, no Banco Raso.
O mutirão também visa esclarecer dúvidas sobre abertura, fechamento e regularização de empresas, além de prestar informações para a otimização do trabalho dos microempreendedores individuais.
Atualmente, o município tem cerca de cinco mil microempreendedores individuais com alguma pendência tributária, segundo a Prefeitura. “A ação é muito importante, porque ainda existe desinformação sobre o MEI”, explicou o secretário municipal de Indústria, Comércio, Emprego e Renda, Mauro Ribeiro.
Conforme o cadastro do Governo Federal, Itabuna tem 16,04 mil MEIs, com 454 novos cadastros. Já no Simples Nacional, são 6,72 mil empresas, com 366 novas optantes a partir de 2023.
A iniciativa tem o apoio da Associação das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Estado da Bahia e do Sindicato dos Contadores e Técnicos cm Contabilidade do Sul do Estado da Bahia.
Nesta segunda-feira (22), em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Governo Federal lançou o Programa Acredita, que mira a ampliação de crédito financeiro para pequenos negócios e a renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas.
Lançado por meio de Medida Provisória, o Acredita também cria o ProCred 360, que estabelece condições especiais de taxas e garantias por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para operações destinadas a MEIs e microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil.
Para as empresas com faturamento de até R$ 300 milhões, a medida reduz os custos do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), com 20% de redução do Encargo por Concessão de Garantia (ECG).
EIXOS
O Acredita está baseado em quatro eixos principais. O primeiro, Acredita no Primeiro Passo, é um programa de microcrédito para inscritos no CadÚnico. O segundo, Acredita no seu negócio, é voltado às empresas, por meio do Desenrola Pequenos Negócios e Procred 360. Há ainda uma frente para a criação de um mercado secundário de crédito imobiliário. Por último, a aposta no Eco Invest Brasil – Proteção Cambial para Investimentos Verdes (PTE), que busca incentivar investimentos estrangeiros em projetos sustentáveis.
Cacau, da delícia do chocolate à riqueza do agronegócio ||
Foto Águido Ferreira/Ceplac
Tempo de leitura: 4minutos
Não é por acaso que o agro brasileiro nada de braçadas e consegue se manter na dianteira da produção brasileira vendida para o nosso consumo e o mundial, alimentando pessoas com produtos de qualidade.
Walmir Rosário
Muito cuspe e giz já foi gasto para explicar as nuances do cultivo do cacau e a cultura dos cacauicultores do Sul da Bahia. O cacauicultor era odiado e amado em livros, reportagens de jornais, rádios, televisões, passando pelos workshops e congressos, com os prós e contras explícitos em acalorados e exaustivos debates. Ora os produtores eram elogiados pela proteção da Mata Atlântica, outras vezes execrados pela monocultura e destruição.
Em cada um desses debates era comum alguém citar trechos de livros do itabunense Jorge Amado, mostrando o cacauicultor como um criminoso contumaz na eliminação da floresta, acredito que por desconhecer o tema. Agora se descobre ser a cacauicultura a avalista na manutenção da nossa rica Mata Atlântica. Que ninguém leve isso a sério, pois os pioneiros não sabiam que os pés de cacau também produziam a pleno sol.
Hoje, passado muito tempo dedicado à pesquisa, o cacau brasileiro pode ser plantado de norte a sul, leste a oeste, independente de clima e altitude, com comprovações científicas e a recomendações técnicas pertinentes. Há alguns anos, era considerado impossível, e seria considerado louco quem tentasse plantar cacau já nas chamadas áreas de transição. Muitos se aventuraram e colheram bons resultados. Os 100 milímetros de chuvas mensais foram solucionados com a irrigação e fertirrigação.
Em meados da década de 1960, com a erradicação do café na região de Ubaíra, Santa Inês, Mutuípe e boa parte do Recôncavo, a Ceplac, de forma corajosa, substituiu muitas dessas áreas com o plantio de cacau. Renovou as esperanças dos produtores rurais em fazendas de apenas terras nuas. Era a ciência rural chegando na hora certa para iniciar, na Bahia, o Brasil do agro vencedor de hoje.
Em tempos atuais, lemos, ouvimos e vemos reportagens sobre a cacauicultura pedindo espaço e ultrapassando novas fronteiras nunca antes imagináveis para receber os pés de cacau. E não são mais aqueles plantados em sementes, na ponta do facão, como faziam os pioneiros das “terras do sem fim”. Nem pensar! Eles utilizam o que de mais modernos saem dos laboratórios: clones altamente produtivos, tolerantes às doenças, com alto teor de gordura conforme manda a engenharia genética.
Na conjuntura atual do cacau não mais nos desesperamos com o preço de manutenção do estoque regulador e os acordos da Organização Internacional do Cacau. A demanda está aquecida e a oferta em déficit, o que faz aumentar o preço. E o cacauicultor brasileiro aproveita para vender o produto a preço mais que justo e investir na lavoura utilizando as mais modernas técnicas do mundo. Ele tem meios de influir na política econômica, exportando e produzindo chocolate para o mercado interno.
Agora, grande parte da produção brasileira tradicional está sob os cuidados de agricultores, filhos e netos dos pioneiros, que deixaram as grandes cidades e capitais para enfrentar o dia a dia na fazenda, na busca de erradicar ou minorar os efeitos devastadores da vassoura de bruxa no capital familiar. Repovoaram a lavoura com material genético adequado e produzem chocolate de qualidade, ao contrário de antes, quando o cacau era uma simples commoditie.
Pesava contra a cacauicultura o espírito empreendedor do cacauicultor sem disposição de ganhar novos mercados com produtos de alta qualidade, embora tivesse coragem de implantar a cacauicultura em todo o Sul da Bahia, numa área compreendendo mais de 100 municípios. E não apenas plantou cacau, implantou uma cultura, a cacaueira, por meio do “visgo do cacau”, e que resistiu a todo o tipo de intempérie, inclusive a vassoura de bruxa.
Infelizmente, o cacauicultor de antes não teve o devido preparo, e dependia da ajuda de mecanismos governamentais para convencer os empresários chocolateiros dos países europeus, extremamente colonialistas, a comparem o cacau brasileiro, de melhor qualidade, do que o africano e asiático. Se os pais não tiveram essa ousadia comercial, seus filhos e netos fazem isso sem qualquer cerimônia, conquistando novos mercados.
Lembro-me de uma reportagem que fiz com um dos grandes produtores e sindicalista da cacauicultura, Weldon Setenta, que ganhou o Brasil e o mundo. Quando perguntei se não teria sido mais viável ao produtor diversificar a produção, ele me deu a seguinte resposta:
– Como produtor rural não posso descuidar ou diminuir os investimentos na produção de cacau em que o mercado me paga US$ 5 mil a tonelada, para produzir outros, vendidos a preços bem menores. O que falta é uma política de governo para a agricultura – revelou.
Essa entrevista foi feita há muitas décadas e agora o preço do cacau em amêndoas dobrou, chegando a US$ 10 mil. Podemos afirmar que o cacau continua sendo uma excelente commoditie, desde que produzido com qualidade, sem falarmos na verticalização da produção, incluindo desde o cacau fino ao produto final, do simples chocolate caseiro aos chocolates especiais que ganham prêmios em todo o mundo.
Se antes dizíamos que os cacauicultores tinham problemas insolúveis, tanto da porteira pra dentro como da porteira pra fora, acredito que esses percalços foram reduzidos e as novas oportunidades aproveitadas. Não é por acaso que o agro brasileiro nada de braçadas e consegue se manter na dianteira da produção brasileira vendida para o nosso consumo e o mundial, alimentando pessoas com produtos de qualidade.
Só posso desejar sucesso aos novos cacauicultores do cerrado aos dos estados nordestinos, inclusive beirando à caatinga pelo espírito inovador; aos da Amazônia, que conseguiram vencer o estigma de cacau de baixa qualidade e hoje são premiados; e aos paulistas da região de Registro, que viram no cacau uma excelente oportunidade em dar ênfase ao cultivo do cacau. Já os do Sul da Bahia nos dão demonstração de que acreditar na ciência é uma atitude inteligente, mesmo que demorem gerações.
O cacau foi, é, e sempre será, o manjar dos deuses!
Destaque em ranking da Abras, Itão possui lojas em Ilhéus e em Itabuna || Imagem ZéDrone
Tempo de leitura: < 1minuto
O Itão Supermercados ocupa o 3º lugar em faturamento no ranking das empresas de varejo alimentar genuinamente baianas, aponta estudo que monitora desempenho e principais movimentações das empresas supermercadistas no país. O ranking anual do varejo alimentar é elaborado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O grupo sul-baiano registrou faturamento de R$ 241,356 milhões em 2023.
O ranking da Abras, divulgado na última semana, é um amplo levantamento do varejo alimentar, considerado pela associação um dos setores mais fortes, dinâmicos e representativos da economia nacional. O estudo retrata as movimentações deste segmento do varejo em 2023.
Para o superintendente da Associação Baiana de Supermercados – ABASE, Mauro Rocha a colocação de empresas baianas no raking é indiscutivelmente uma conquista significativa que aponta o crescimento do setor supermercadista na Bahia. “Através de parcerias estratégicas, programas de capacitação e iniciativas inovadoras, continuaremos a fortalecer a posição do Itão Supermercados e de outras empresas locais no mercado nacional de supermercados”, afirmou.
GERAÇÃO DE EMPREGO E FORNECEDORES REGIONAIS
O faturamento superior a R$ 241,3 milhões revela sucesso financeiro do grupo e o seu peso na economia regional.
contribuindo para a geração de empregos, aumento do poder de compra dos consumidores locais e desenvolvimento de fornecedores regionais.
Ainda conforme o grupo baiano, o Itão é, hoje, a empresa mais antiga da Bahia em atividade, utilizando o mesmo CNPJ há 64 anos, desde sua fundação. Estes dados demonstram a tradição e a solidez da empresa no mercado regional.
Mercado mantém otimismo com a economia brasileira em 2025 || Foto José Cruz/ABr
Tempo de leitura: 2minutos
Expectativas de queda da inflação e otimismo com a economia do país. Este é o cenário projetado pelo mercado financeiro, segundo o boletim Focus, divulgado nesta terça-feira (14), em Brasília, pelo Banco Central.
Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas riquezas produzidas no país –, é a nona semana seguida de alta nas estimativas, com o mercado esperando crescimento de 1,95% em 2024.
Na semana passada, espera-se que a economia cresceria 1,9% no ano, e, há quatro semanas, a expansão estava em 1,8%. Para os anos subsequentes, a estimativa se mantém estável há diversas semanas em 2% para 2025, 2026 e 2027.
O mercado financeiro projeta uma inflação de 3,71% ao final de 2024, percentual abaixo do projetado há uma semana (3,76%). Há quatro semanas, esperava-se que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – fecharia 2024 em 3,79%.
A estimativa para 2024 está dentro do intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com a mesma tolerância.
DÓLAR E SELIC
Câmbio e taxa básica de juros (Selic) romperam a expectativa de estabilidade, apresentando uma tendência de alta. No caso da Selic, cujas previsões anteriores estavam em 9% ao final de 2024, o mercado aumentou as estimativas para uma taxa de 9,13% este ano. As projeções se mantêm estáveis em 2025 (8,5%), 2026 e 2027 (8,5%).
Com relação ao dólar, o mercado aumentou de R$ 4,95 para R$ 4,97 a cotação esperada para o fim deste ano. Há quatro semanas, a cotação projetada estava em R$ 4,95. Para o ano que vem, as projeções da cotação da moeda norte-americana se mantêm estáveis há 14 semanas – em R$ 5. O mercado prevê uma cotação de R$ 5,03 para 2026; e de R$ 5,07 para 2027.
Prédios no grande canteiro de obras da Praia dos Milionários || Foto PIMENTA
Tempo de leitura: 4minutos
Do PIMENTA
A praia é o local preferido de alguns vendedores. A lista de mercadorias é extensa. Picolé, sanduíche, cerveja, ostra, óculos, pipa, camarão, queijo etc. Na Praia dos Milionários, além disso tudo, vendem-se apartamentos com vista para o mar. É o que fazia a corretora de imóveis Suzane Marques, de 33 anos, numa tarde ensolarada de sábado. Sócia de uma imobiliária, ela costuma ir ao local para oferecer apartamentos a possíveis compradores.
A Praia do Sul, em Ilhéus, nos idos de 1996 || Foto José Nazal
Paulista, vive em Ilhéus há dez anos e encontrou na cidade um mercado em franca expansão. Apesar de ter deixado a família no estado que se gaba de ser a locomotiva do País, não pensa em voltar para São Paulo. “Me apaixonei por Ilhéus”, explicou a corretora ao PIMENTA. Além de vender imóveis, é atriz e faz parte da equipe cênica do receptivo turístico do Porto Internacional de Ilhéus.
A relação de Suzane com a cidade é sintomática da expansão urbana do município, onde tudo aponta para o sul. Na Orla Sul Imobiliária, divide o escritório com mais três corretores, a exemplo de Eva Souza, de 25 anos, que também trocou a cidade Natal, Iguaí, no sudoeste baiano, pela Terra da Gabriela, depois de uma temporada no mercado imobiliário de Salvador.
VALORIZAÇÃOAs sócias Suzane e Eva deixaram suas cidades para atuar no mercado imobiliário de Ilhéus
Para exemplificar a valorização dos apartamentos na zona sul de Ilhéus, Suzane lembrou do Coral Park Residence, da SSN Incorporações. “No lançamento, em 2021, o Coral Park começou por R$ 500 mil. Neste ano, uma cliente comprou um apartamento por R$ 1 milhão”. A unidade em questão tem 95 metros quadrados, suíte, dois quartos e vista total para o mar.
Com vasta experiência profissional, o corretor Evandro Kleber afirma que o mercado imobiliário da zona sul tem duas realidades. “Uma antes e outra depois da ponte”, disse ao PIMENTA, descrevendo o impacto positivo da ponte Jorge Amado na mobilidade urbana. “Antes, já tinha uma valorização dos imóveis, mas existia aquela dificuldade do tráfego, que desestimulava investimentos. Após a entrega da ponte, o mercado cresceu muito. Os construtores tomaram coragem e viram que era um caminho para tirar o atraso dos anos anteriores”.
E tiraram. Segundo Evandro, nos últimos 12 meses, Ilhéus ganhou ao menos seis novos empreendimentos imobiliários, sendo cinco na zona sul. “Nós teremos, provavelmente, mais três lançamentos em 2024, no mínimo”.
A orla sul, em 2014 e 2023, em fotos do memorialista José Nazal
O corretor explica que, em geral, da venda na planta à entrega, a construtora tem prazo de três anos para concluir o prédio, com tolerância de até seis meses em razão de contingências climáticas, por exemplo. Na Carvalho Imobiliária, sua empresa, Evandro observa uma valorização de 50% a 70% dos imóveis entre a venda na planta e depois de prontos. Mas, em alguns casos, ela passou de 100%, acrescenta.
De acordo com Suzane Marques, o condomínio Orizzon, lançado há pouco mais de três anos pela construtora Almeida Carneiro, começou com preços de R$ 500 mil a R$ 600 mil. “Hoje, tem apartamento de quase R$ 2 milhões”. Já Eva Souza citou a valorização dos apartamentos do Vog João de Góes. Vendida inicialmente a R$ 250 mil, uma unidade no condomínio não sai, hoje, por menos de R$ 320 mil, conforme a corretora.
Fred Abobreira e Evandro Kleber ressaltam cuidados na comercialização de imóveis
RESSALVAS
O publicitário Fred Abobreira também é corretor no aquecido mercado imobiliário de Ilhéus. Segundo ele, a alta dos preços é real, mas, às vezes, pode ser inflada pela especulação. “É preciso bom senso de quem investiu e quer vender o imóvel e do corretor, que deve orientar o proprietário/investidor a fazer uma avaliação justa”, recomenda.
Para Evandro Kleber, também é fundamental que o vendedor esclareça informações básicas ao comprador, como as condições de pagamento. Citou como exemplo os juros de obras, aplicados sobre o empréstimo obtido pela construtora para erguer os imóveis, mas cobrado aos compradores dos apartamentos. “A gente tem que ter muito cuidado e deixar explícito para o comprador as obrigações que ele vai ter após a compra, para que não haja dúvidas. Muitas vezes, explicamos, mas ele não se atenta. Por isso o cuidado na hora de abordar um cliente e concretizar uma venda”.
BOLHA?Vitor, Rodrigo e Raul dirigem duas das três empresas donas do Ilhéus Select
Há quem veja o mercado imobiliário de Ilhéus como uma bolha prestes a estourar. Na avaliação do diretor da B2 Engenharia, Vitor Brasileiro, esse diagnóstico passa longe da realidade. “É um mercado pujante e que tem tudo para continuar numa ascensão interessante, com todo o contexto de investimentos da cidade e região”, afirmou ao PIMENTA.
A B2 Engenharia é parceira da Pelir Engenharia e da Portal Santo Agostinho no Ilhéus Select, que será erguido na zona sul da cidade. Lançado no mês passado, o empreendimento já vendeu 80 das 88 unidades, segundo apuração da reportagem.
Para o diretor da Pelir Engenharia, Rodrigo Peleteiro, a fase de Ilhéus é das melhores. “A cidade tem muitos atrativos naturais e culturais, uma história riquíssima, gente hospitaleira e está vivendo um novo momento, de mais visibilidade com o remake da novela Renascer e de retomada do desenvolvimento econômico, com vários investimentos estruturantes importantes, como a Fiol e o Porto Sul”.
De volta à Praia dos Milionários, transformada em um grande canteiro de obras, os prédios se impõem no horizonte. “Com olhos de vidro de cores vibrantes”, parecem observar a transformação acelerada da zona sul.
Itabuna também ganha posições no recorte baiano do Ranking || Foto José Nazal
Tempo de leitura: 3minutos
Do PIMENTA
As duas maiores cidades do sul da Bahia fizeram movimentos opostos no Ranking de Competitividade dos Municípios. Na quarta edição, com dados de 2023, recém-lançada pelo Centro de Liderança Pública (CLP), Itabuna saiu da 355ª posição para a 318ª, subindo 37 casas em relação ao Ranking de 2022. Já a vizinha Ilhéus caiu do 331º lugar para o 374º (-43).
A pesquisa abrange os 410 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes. Segundo o levantamento, os cinco mais competitivos são, pela ordem, Florianópolis, São Paulo, Barueri (SP), Porto Alegre e São Caetano do Sul (SP). Os últimos lugares são de Belford Roxo (RJ), Barra do Corda (MA), Pinheiro (MA), Itaituba (PA) e Moju (PA).
METODOLOGIA
O Instituto Gove é responsável pela pesquisa técnica, sob a coordenação do CLP. Para avaliar o nível de competitividade dos municípios, o estudo apresenta três dimensões, instituições, sociedade e economia, que são formadas por dez pilares.
Definidos os pilares, cada um recebe um peso para a formação do cômputo geral. O pilar Inovação e Dinamismo Econômico tem peso de 16,1%; Educação e Saúde, 11,5% cada; seguidas por Sustentabilidade (10,2%); Funcionamento da Máquina Pública (9,3%); Telecomunicação (8,5%); Saneamento (7,6%); Capital Humano (7,6%); Segurança (5,9%); Inserção Econômica (5,9%); e Meio Ambiente (5,9%).
A terceira camada da avaliação desdobra os pilares em 65 indicadores, como dependência fiscal, taxa de investimento, despesa com pessoal, endividamento, custo da função administrativa, qualidade da informação contábil e fiscal, transparência municipal, tempo para abertura de empresa, cobertura da atenção primária à saúde, mortalidade materna, desnutrição, mortalidade na infância, alunos matriculados em tempo integral.
E, ainda, mortes violentas intencionais, abastecimento de água, coleta de esgoto, destinação do lixo etc. A lista completa está disponível a partir da página 11 do relatório.
BAHIA
A Bahia tem 22 cidades no Ranking. Salvador é a mais competitiva do estado, com o 208º lugar no geral. Depois, vêm Guanambi (254º), Vitória da Conquista (260º), Camaçari (282º), Luís Eduardo Magalhães (287º), Paulo Afonso (315º), Jequié (316º) e Itabuna, na oitava posição. Ilhéus aparece na 18º posição no recorte estadual, só à frente de Jacobina (381º), Eunápolis (384º), Serrinha (395º) e Valença (399º).
Com base no relatório do levantamento, o Sebrae tabulou os dados dos municípios baianos, apresentando o desempenho deles nas três dimensões (instituições, sociedade e economia). Também mostrou as variações em relação a 2022 e o posicionamento de cada um nos Rankings geral, nordestino e estadual, conforme a tabela abaixo, que também pode ser acessada no recorte completo do cenário baiano (aqui).
Tabela dos municípios baianos no Ranking || Fonte CLP/Sebrae
O secretário de Indústria, Comércio, Emprego e Renda de Itabuna, Mauro Ribeiro, comemorou o desempenho do município, que ganhou sete posições no recorte baiano do Ranking. Ele afirmou que um dos objetivos da Pasta era colocar a cidade entre as dez primeiras da Bahia. Na pesquisa anterior, Itabuna ficou na 15ª posição do estado.
ILHÉUS ENTRE AS CINCO PIORES EM ACESSO À EDUCAÇÃO
No Ranking de 2022, Ilhéus apareceu entre as cinco piores cidades em acesso à saúde (confira no relatório, página 49). No de 2023, o destaque negativo do município é em acesso à educação, no 407º lugar. Depois da Terra da Gabriela, apenas São Félix do Xingu (PA), Esmeraldas (MG) e Alenquer (PA).
As cinco piores cidades do país em acesso à educação, segundo o Ranking || Fonte CLP
INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS
Além da realização do Centro de Liderança Pública e da pesquisa técnica do Instituto Gove, o Ranking de Competitividade dos Municípios tem o apoio do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Administração (Consad); Aegea; Grupo CCR; Houer; Instituto humanize; Patri Estados e Municípios; e Umane.
Setor terciário responde por quatro de cada cinco vagas em Itabuna || Foto José Nazal
Tempo de leitura: 2minutos
Itabuna tem 39.289 trabalhadores com carteira assinada. Desse total, 31.743 (80,79%) estão em empresas de comércio e serviços, enquanto a indústria mantém 5.039 vagas (12,83%) e a construção civil, 1.986 (5,05%). A agropecuária emprega 521 (1,33%) pessoas no município.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e se referem a fevereiro deste ano, último mês com balanço já divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
ILHÉUS
Comércio e serviços gera três de cada quatro postos de trabalho em Ilhéus || Foto José Nazal
Comércio e serviços são responsáveis por 22.277 (75,06%) do total de 29.679 empregos formais de Ilhéus. A indústria responde por 4.194 vagas (14,13%) e a construção civil, por 1.903 (6,41%). A menor contribuição vem da agropecuária, com 1305 (4,40%) postos de trabalho.
ITACARÉEm Itacaré, agro supera construção e indústria em número de empregos || Foto iLoveTrip
O setor terciário (comércio e serviços) gera 3.080 (83,47%) das 3.690 vagas de Itacaré, um dos principais destinos turísticos da Bahia. O segundo maior mercado de trabalho do município é o da agropecuária, com 470 postos (12,74%). Já a construção civil tem 99 trabalhadores (2,68%) e a indústria, 41 (1,11%).
Projeto ConservAção Cacau + Floresta é lançado no sul da Bahia ||
Foto Sidney Oliveira/Ag. Pará
Tempo de leitura: < 1minuto
O Projeto-Piloto CompensAção Cacau + Floresta vai assegurar R$ 4,9 milhões a produtores de cacau interessados em recuperar áreas de Mata Atlântica. A ideia é aprofundar a integração da lavoura com a floresta, aproveitando as características do sistema cabruca, e estabelecer condições propícias de governança que facilitem a transição agroflorestal, informa a Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema), parceira da iniciativa.
De acordo com a Sema, o projeto resultará em Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) a 1.600 famílias de agricultores familiares, com a recuperação de ambientes naturais e produtivos de uma área de 10.700 hectares na Região Cacaueira da Bahia.
Os recursos irão custear o PSA por quatro anos, de 2024 a 2027, e o pagamento será vinculado à certificação da cadeia produtiva do cacau livre de desmatamento na Mata Atlântica da região. Mais detalhes serão divulgados no lançamento do projeto, na terça-feira da próxima semana (9), no município de Ibirapitanga.
Itabuna fecha mês com 39.289 empregos formais || Foto José Nazal
Tempo de leitura: < 1minuto
O último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (28), aponta saldo positivo de 323 empregos formais no mês de fevereiro em Itabuna. O município teve 1.446 admissões e 1.143 desligamentos.
Maior polo comercial no sul da Bahia, Itabuna viu o segmento abrir 606 vagas e fechar 400 postos de trabalho no mês passado. Já a indústria teve saldo de 71 empregos, à frente dos serviços (24) e da construção civil (23). Segundo o Cadastro do Ministério do Trabalho, a economia local fechou fevereiro com 39.289 pessoas empregadas.
ILHÉUS
A vizinha Ilhéus foi na contramão, com 1.147 demissões e 1.042 admissões (-105) no mês passado. Todos os segmentos econômicos tiveram baixa no município, serviços (-27), comércio (-37), agropecuária (-6), construção civil (-19) e indústria (-16). O estoque de postos de trabalho ficou em 29.679.
BAHIA E BRASIL
A Bahia registrou saldo positivo de 6.249 empregos com carteira assinada no mês de fevereiro, segundo o Caged. O número se refere a 79.199 admissões e 72.950 desligamentos. O crescimento do emprego formal no estado acompanha a tendência nacional. Em todo o Brasil houve a expansão de 306.111 postos de trabalho em fevereiro (2.249.070 admissões e de 1.942.959 desligamentos).
Preços de produtos para Semana Santa têm variação || Foto Paulo M. Azevedo /BNews
Tempo de leitura: 2minutos
As compras para o preparo do tradicional almoço da Semana Santa podem sair mais em conta se o consumidor utilizar o aplicativo Preço da Hora Bahia. A ferramenta on-line viabiliza a pesquisa pelo valor dos produtos com base nas últimas compras registradas pelo sistema de emissão da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e) e da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) processadas diariamente pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba).
A maior variação foi constado no vinho tinto de mesa, de um litro, que pode chegar a 37,3%. O menor preço do produto de uma mesma marca foi de R$ 16,80, enquanto o maior foi de R$ 23,07. Já o leite de coco na embalagem de 200 ml apresentou diferença de 26,6%: o mais barato foi R$ 4,69, e o mais caro, R$ 5,94. Uma das proteínas mais consumidas no almoço da Semana Santa, o filé de peixe congelado, com 800 gramas, apresentou variação de 22,6%, com base nos valores encontrados, de R$ 39,90 a R$ 48,93.
Outro item muito utilizado nesse período do ano, o feijão fradinho, também pode ser encontrado com uma significativa diferença de preços. O menor valor para um quilo do produto foi de R$ 6,89, enquanto o maior chegou a R$ 8,66, uma diferença de 25,6%. Um produto praticamente indispensável na mesa dos baianos na Semana Santa, o azeite de dendê, na embalagem de 500 ml, registrou variação de 22,2%, com o menor preço de R$ 7,65, ante o maior, de R$ 9,35.
Pelo aplicativo Preço da Hora Bahia, o usuário pode verificar ainda o dia e a hora em que ocorreu a venda de determinado produto por aquele preço, além do telefone e da rota para se chegar ao estabelecimento onde ele está à venda. Por isso, antes de sair de casa, vale a pena consultar o Preço da Hora Bahia para saber quais estabelecimentos perto de casa estão com os melhores valores.
APLICATIVO NA PALMA DA MÃO
Disponível para celulares Android e iOS, o Preço da Hora Bahia permite ao usuário fazer suas próprias listas de compras e obter as melhores cotações para elas, possibilitando assim definir produtos favoritos para facilitar a pesquisa. Além do app, a solução inclui também uma página web (precodahora.ba.gov.br), que amplia as possibilidades de navegação a partir do computador.
O Preço da Hora Bahia conta com uma lista de mais de 500 mil produtos comercializados no estado. Contudo, antes de se deslocar, principalmente, em casos de preços muito abaixo do mercado, é importante que o consumidor confirme se os eventuais descontos exibidos continuam válidos, e se são aplicáveis a todos os clientes. O Preço da Hora Bahia exibe o telefone informado pelo estabelecimento na nota fiscal.
Preço do fruto de ouro bate novo recorde histórico || Reprodução/TV Brasil
Tempo de leitura: 2minutos
No mercado futuro de Nova York, a tonelada da amêndoa de cacau fechou o dia a US$ 8,553, equivalente a R$ 42.559 na cotação desta quinta-feira (21). Novo recorde da série histórica de quase cinco décadas, o preço é 137% maior que os US$ 3.596 de 21 de setembro de 2023, há exatos seis meses. A matéria-prima do chocolate chegou a ser vendida a US$ 8.643 (confira no gráfico da investing.com, abaixo).
Gráfico mostra alta do cacau entre setembro de 2023 e março de 2024 || Fonte investing.com
OFERTA E DEMANDA
Parte da explicação da alta acelerada é o choque de oferta provocado pela queda brusca na produção de países africanos, a exemplo da Costa do Marfim, responsável por abastecer 60% do mercado mundial. Na safra 2022/2023, o país colheu 2,88 milhões de toneladas, um recuo de 36% em comparação com a anterior.
As ultimas três safras globais foram menores do que a demanda global. A última sequência de três anos com déficit da lavoura cacaueira em relação à demanda da indústria processadora de chocolate ocorreu em 1969, informa a AGFeed. A oferta em queda livre estimula uma verdadeira corrida pelo cacau mundo a fora, o que retroalimenta a pressão nos preços.
ELE AVISOU
Dos maiores especialistas do segmento e editor do site Mercado do Cacau, o analista Adilson Reis disse ao PIMENTA que a tendência de alta da commodity é duradoura. Falou isso em 5 de fevereiro passado, quando a tonelada do cacau chegava a US$ 5.121, quebrando recorde de 47 anos (relembre). Se o ritmo atual de valorização se mantiver, o céu é o limite.
Empresárias atuam em parceria no mercado de chocolates finos || Foto Alfredo Filho
Tempo de leitura: 3minutos
Empresárias do sul da Bahia se uniram para fortalecer a cadeia produtiva de chocolates finos na região. “Se a gente não se abraçar, a gente não alcança o que deseja”, explica a empresária Márcia Torres, da La Lis Chocolateria, uma das nove integrantes do Grupo Mulheres da Terra. O passo inicial foi a criação do coletivo, em junho de 2023.
Desde então, as marcas La Lis Chocolateria, Benevides Chocolates, Cacau Do Céu, Modaka Cacau de Origem, Luzz Cacau, Mestiço, Cruzeiro Do Sul, Belo Chocolates e Jú Arleo Chocolates atuam conjuntamente em ações promocionais para divulgar suas marcas. Também visam acessar iniciativas voltadas para empresárias.
A ideia surgiu nas ações do Projeto Origem Bahia, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia em parceria com o Sebrae-BA, do qual as empresas fazem parte. Gratuito, o projeto tem como público-alvo pequenas e médias empresas que atuam ou querem ingressar em mercados internacionais. “A criação do grupo teve como objetivo motivar o empreendedorismo feminino e construir um conceito mais amplo de cooperativismo, de associativismo e de união de forças”, conta a gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEB, Patrícia Orrico.
Uma das primeiras ações do Centro Internacional para apoiar a iniciativa foi a criação da identidade visual do Mulheres da Terra, além da inclusão das empresas em atividades de promoção comercial, como ocorreu no Festival do Chocolate do ano passado, quando elas tiveram estande com a identidade visual para apresentar seus produtos.
UNIÃO
A empresária Leilane Benevides, da Benevides Chocolateria, ressalta outro benefício da união. “A nossa produção não é em grande escala e isso implica em custos mais elevados em relação a insumos, por exemplo. Agora, se nos unirmos para fazer compras coletivas, conseguimos reduzir esses custos”, explica. Juntas, também estão atentas a outras oportunidades de negócio na região, como o turismo rural. A gestora da Benevides Chocolateria planeja disponibilizar um espaço para oferecer aos clientes experiências que vão desde visita às plantações de cacau até a degustação de chocolates.
Essa possibilidade também é avaliada pela empresa Modaka Cacau de Origem, onde o modelo de produção é o tree to bar (da árvore à barra), já que na Fazenda São José, em Barro Preto, está a plantação de cacau e a fábrica de chocolates finos. Patrícia Vianna, que segue o legado da família, enumera alguns desafios para empreender, especialmente no interior do estado, como dificuldades de logística e distribuição. “Para nos mantermos no campo, enfrentamos entraves como encontrar mão de obra capacitada e consultoria para beneficiamento do cacau, que implicam diretamente na produção de derivados de qualidade”.
INTERNACIONALIZAÇÃO
Para solucionar algumas dessas questões, elas contam com o apoio de instituições como a Fieb. Aquelas que almejam conquistar espaço no mercado externo são apoiadas pelo CIN. Desta forma, conseguiram participar de rodadas de negócios com potenciais importadores do Chile, Portugal e França.
Com a ajuda do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), por exemplo, as empresas La Lis Chocolateria, Benevides Chocolates, Cacau Do Céu, Modaka Cacau de Origem, Luzz Cacau e Jú Arleo Chocolates participaram do Programa de Qualificação para Exportação, da Apex-Brasil em parceria com outras instituições. A iniciativa oferece consultoria e capacitações com foco em exportação.
Noutra frente, o IEL apoia as empresas La Lis Chocolateria, Benevides Chocolates, Jú Arleo Chocolates e Cruzeiro do Sul a estruturarem seus processos de inovação, utilizando a metodologia JOIN. “A cadeia produtiva do cacau vem se reinventando ao longo dos anos para superar os desafios do setor, desde o cultivo do cacau e aprimoramento dos produtos até a ampliação do mercado interno e exportação. Com a metodologia JOIN, a empresa consegue identificar as oportunidades de melhoria e desenvolver projetos inovadores”, ressalta a coordenadora do IEL, Sandra Pasta.
QUALIDADE
A busca incessante por produzir chocolates finos, trazendo os sabores regionais a partir de frutos da Mata Atlântica, também é comum a todas elas e um diferencial da produção do sul da Bahia. “Traduzir todo esse mundo do cacau até chegar na barra, na prateleira, é um desafio. Por isso sempre buscamos desbravar novos sabores e intensidades diferentes”, pontua Márcia Torres, que comanda a La Lis Chocolateria ao lado da irmã, Cássia Torres.
As empresárias são unânimes ao reforçar a importância de investir na produção sustentável, primando sempre pela qualidade do produto. Neste quesito, seguem no caminho certo. No final do ano passado, chocolates de três marcas do Grupo Mulheres da Terra foram premiados pela Academy of Chocolate de Londres.
“Esse reconhecimento é mostra que o sul da Bahia é um polo de chocolate de qualidades, não é apenas uma marca ou outra”, enfatiza Leilane Benevides, da Benevides Chocolates, que recebeu quatro medalhas de prata com os chocolates 43% cacau ao leite com rapadura e flor de sal; chocolate branco 35% cacau Canjica Baiana; chocolate 85% cacau e chocolate 60% cacau Dark Milk. A empresa faturou, ainda, duas medalhas de bronze com os chocolates 60% cacau ao leite Cappuccino e na barra de 70% cacau.
Também receberam destaque a La Lis Chocolateria, com uma medalha de prata para o 70% Cacau e duas de bronze para o chocolate 45% ao Leite e o 63% Cacau com Laranja; e a Ju Arléo Chocolates, com uma medalha de bronze para o chocolate de cacau 55% ao leite com café.
Vitor, Rodrigo e Raul dirigem duas das três empresas donas do Ilhéus Select
Tempo de leitura: 2minutos
O aquecido mercado imobiliário da Terra da Gabriela ganhou novo empreendimento, o Ilhéus Select, fruto de parceria das construtoras Pelir Engenharia, B2 Engenharia e Portal Santo Agostinho. As duas torres do condomínio, Cravo e Canela, vão ser erguidas em uma área de 15 mil metros quadrados, em frente à Praia dos Milionários, na zona sul da cidade.
Denise Goulart e Adson Franco representam Portal Santo Agostinho no lançamento
Juntos, os dois prédios do residencial terão 88 apartamentos, com duas, três e quatro suítes. O tamanho das unidades varia de 95 a 258 metros quadrados. O projeto prevê garagens cobertas, jardins privativos, opções de personalização dos ambientes e preços a partir de R$ 595 mil.
O lançamento, promovido no estande de vendas do Ilhéus Select na última quinta (29), reuniu moradores da cidade e diretores das empresas responsáveis pelo empreendimento. “Queremos criar raízes na terra do saudoso e amado Jorge, chamar Ilhéus de nossa casa e contribuir para o seu desenvolvimento. Por isso, pedimos licença para chegar, oferecendo o nosso melhor”, assegura Rodrigo Peleteiro, diretor da Pelir Engenharia.
Adson Filho, Danielle Moronari, Iluska Nascimento e Renato Valadares na apresentação do Ilhéus Select
Para Vitor Brasileiro, gestor da B2 Engenharia, o projeto arquitetônico moderno e sustentável do residencial reflete o carinho e o cuidado com o município eternizado pela literatura de Jorge Amado. “O Ilhéus Select é um empreendimento para morar, passar as férias e investir, em um lugar cercado de atrativos naturais e culturais, com uma história riquíssima e gente hospitaleira”, acrescentou.