O governador Rui Costa, Lula e o senador Wagner em evento na Bahia || Foto Arquivo
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca, na Bahia, na manhã desta quarta-feira (25), para uma série de compromissos em dois dias de visitas ao estado. O primeiro evento será na Assembleia Legislativa baiana, onde o petista deverá conceder entrevista coletiva e terá encontro com movimentos sociais às 16h.

A previsão é de que, na noite desta quarta, Lula se reúna com os maiores nomes da base aliada no estado – o governador Rui Costa (PT), os senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT) e o vice-governador João Leão (PP) -, na capital baiana.

ALIADOS E MDB

A agenda do ex-presidente prevê visita de Lula a uma policlínica regional em Salvador e almoço com partidos da base aliada na Bahia em um hotel da capital baiana na quinta (26). Há ainda um suspense quanto à possibilidade de Lula conversar, na quarta ou quinta, com o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, cacique do MDB na Bahia.

Félix Mendonça diz que se sente honrado com citação ao seu nome feita por Lupi (à dir.) || Foto Divulgação
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O PDT poderá fechar apoio à pré-candidatura de ACM Neto (DEM) na corrida à sucessão do governador Rui Costa (PT) em 2022. Segundo o presidente nacional da legenda afirmou ao colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, falta apenas a definição de uma vaga na chapa majoritária – vice ou candidatura ao Senado – para o PDT selar acordo com o nome do Democrata na Bahia.

– A negociação está bem avançada. Não posso dizer que está selada porque você sabe como é a política – disse Lupi.

Segundo o dirigente da legenda, o nome mais forte do PDT para a vaga na chapa majoritária é o do hoje deputado federal Félix Mendonça Junior.  As negociações também incluem o apoio do DEM à candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT).

Presidente do PDT baiano, o deputado federal Félix Mendonça Junior se disse “feliz e honrado” por ter o nome lembrado para uma eventual chapa do presidente nacional do DEM. Porém, observou:

– Mas ainda não houve convite e não há nada confirmado. Por isso, por enquanto, sigo candidato a deputado federal de novo – disse Félix Junior.

 

Presidente também vetou compensação de emissoras de rádio e TV por horário eleitoral || Foto Alan Santos/PR
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou nesta sexta-feira (20), com vetos parciais, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional há pouco mais de um mês e o prazo para sanção terminava ontem. O aumento do Fundo Eleitoral, de R$ R$ 2 bilhões para mais de R$ 5,7 bilhões, foi vetado.

A Secretaria-Geral da Presidência da República informou que o novo valor do fundo será definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do ano que vem.

A pasta também confirmou que houve veto das despesas previstas para o ressarcimento das emissoras de rádio e de televisão pela inserção de propaganda partidária.

O prefeito Augusto Castro e a primeira-dama e secretária Andrea Castro
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No programa Café com Pimenta, na última quarta-feira (18), o analista e marqueteiro político Josias Miguel disse que eleger a primeira-dama e secretária municipal Andrea Castro para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba) é uma obsessão do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD).

Josias entrou no assunto quando um internauta pediu que ele comparasse o início do primeiro mandato de Augusto com o começou do segundo governo de Mário Alexandre, prefeito de Ilhéus e correligionário de Castro no PSD.

Segundo o analista, ainda é cedo para estabelecer essa comparação, mas ele vê o mandatário itabunense trabalhando muito, com um bom começo à frente da Prefeitura. “Augusto é obcecado pela eleição de Andrea. Ele tá trabalhando feito um louco. Como ele tem uma base grande, a base que ele trouxe do tempo em que ele era deputado [estadual], ele manteve acesa a ação nessas bases. Agora, está se desdobrando entre início de governo e pré-campanha de Andrea. Eu acho que isso prejudica um pouco o tempo dele”, avaliou o analista.

Confira mais na edição de estreia do Café com Pimenta.

Proposta já foi aprovada por deputados, mas é alvo de rejeição de lideranças do Senado || Foto Marcos Oliveira/Agência Senado
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A volta das coligações de partidos para as eleições proporcionais foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, na terça-feira (17), mas deve enfrentar resistência no Senado. O diagnóstico é do presidente da Casal Alta, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Além disso, ontem (18), o MDB decidiu fechar posição contra a mudança. Com 16 senadores, o partido tem a maior bancada do Senado.

Quando o fim das coligações para a eleição de deputados e vereadores foi aprovado, em 2017, um dos objetivos da reforma era diminuir a fragmentação do sistema partidário do Brasil, pois, sem a estrutura das legendas maiores, as pequenas siglas tendem a não superar a cláusula de desempenho, pré-requisito para o acesso ao fundo eleitoral.

Para valer nas eleições de 2022, a nova PEC da Reforma Eleitoral deve ser aprovada no Senado e promulgada até 2 de outubro de 2021, um ano antes do próximo pleito.

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, fez discurso enfático em defesa da confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro
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Nesta quinta-feira (12), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, fez uma defesa enfática da confiabilidade das urnas eletrônicas e da lisura das eleições brasileiras. Também anunciou aos ministros e à sociedade uma série de medidas para aumentar a transparência e a publicidade dos mecanismos de auditabilidade do sistema eletrônico de votação. Confira o discurso do ministro na abertura da sessão plenária.

INSPEÇÃO 

Barroso informou que os códigos-fonte – programas inseridos na urna para permitir a votação e a totalização dos votos – serão abertos aos partidos e técnicos das legendas a partir do dia 1º de outubro deste ano, com seis meses de antecedência do prazo legal. Agora, as legendas terão um ano para avaliar os softwares que rodam no aparelho.

Barroso explicou que a elaboração dos programas é o único momento em que há manipulação humana nos sistemas eleitorais e convidou as agremiações para participar do processo desde o início.

“A realidade é que os partidos não compareciam nem indicavam seus técnicos. Assim foi nas Eleições de 2016, nas Eleições de 2018, nas Eleições de 2020: nenhum partido compareceu para fiscalizar. Alguém poderia imaginar que é desídia dos partidos, mas não. Era a confiança que tinham no sistema e, por isso, nem se sentiam obrigados a vir aqui ver como estava sendo feito”, afirmou.

INTRODUÇÃO DOS PROGRAMAS

O ministro reforçou o convite aos partidos para que participem da introdução dos programas da urna. O objetivo, segundo Barroso, é verificar se os softwares inseridos são os mesmos que foram assinados digitalmente e lacrados.

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ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, é presidente nacional do Democratas
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O DEM orientou seus deputados federais a votar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso, afirmou o presidente nacional da legenda, ACM Neto, numa entrevista à Folha de São Paulo. A proposta será votada nesta terça (10) pela Câmara dos Deputados e precisa de 308 “sims” para que seja aprovada e comece a valer nas eleições estaduais e federais de 2022.

– É óbvio que deputados podem pensar de maneira distinta e haverá divisões internas, mas a orientação do DEM é contra o voto impresso, entendendo que neste momento a matéria traz muito mais insegurança ao sistema eleitoral, e eu diria que até risco à democracia, do que qualquer outra coisa – disse Neto.

O DEM possui, hoje, 27 deputados federais. Ainda à Folha, Neto comentou o desfile de blindados das Forças Armadas em Brasília no dia da votação da PEC. O voto impresso é defendido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). “É um desfile completamente sem sentido, mas que não tem nenhuma força intimidatória sobre o Congresso Nacional ou as lideranças políticas do país”.

Manu Berbert, Guinho, Rodrigo Hagge e Ellen Prince debatem eleições de 2022
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Almoço nesta quinta-feira (5), em Itabuna, reuniu o prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge (DEM), o vice-prefeito de Itabuna, Enderson Guinho (DEM), e as apresentadoras Ellen Prince e Manu Berbert. No cardápio, as eleições de 2022 e a atuação dos jovens e das mulheres.

Manu Berbert explicou que Rodrigo veio a Itabuna para gravar participação no Debate por ElaSS, apresentado por ela e Ellen Prince e exibido na TVIPlay e YouTube, e que almoçaram com Guinho.

“Não tem como reunir dois grandes nomes da política baiana atualmente e conversar outro assunto. Estamos passando por um momento de renovação total, e eles representam isso na prática, atuantes e realizadores. Vinicius, prefeito de Buerarema, precisou viajar, mas também estaria nesta reunião”, explicou Manu.

O Debate Por ElaSS com Rodrigo Hagge vai ao ar nesta quinta-feira (5), às 22h, pela TVIPlay e no YouTube. Rodrigo falou da gestão dele, mas também da sua visão de mundo, papel das redes sociais na construção dos jovens e um pouquinho dos bastidores da sua vida pública. Confira, abaixo, o programa desta quinta.

TSE aplica punição pesada a coligação que questionou resultado das urnas
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu nota pública para defender a segurança do uso das urnas eletrônicas no processo eleitoral. Publicado nesta segunda-feira (2), o documento é assinado pelo atual presidente da Corte, o ministro Luís Roberto Barro, e todos os 15 ex-presidentes do TSE desde a redemocratização consolidada em 1988.

Sem citar os ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao sistema eleitoral, o texto destaca que todas as etapas das eleições são auditáveis. “Desde 1996, quando da implantação do sistema de votação eletrônica, jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições”, diz trecho da nota.

O texto afirma que a volta do voto impresso abriria brechas para o retorno das fraudes que marcaram as eleições do Brasil desde a proclamação da República, em 1889. “O voto impresso não é um mecanismo adequado de auditoria a se somar aos já existentes por ser menos seguro do que o voto eletrônico, em razão dos riscos decorrentes da manipulação humana e da quebra de sigilo”.

Clique aqui para ler a nota, que também é assinada pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, vice-presidente e futuro presidente do TSE, respectivamente.

Presidente nacional do DEM afirma que decisão sobre eleições de 2022 deve expressar vontade da maioria do partido
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O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, avalia que não cabe a ele decidir se o partido vai ou não apoiar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. “Não tenho que descartar. Qualquer resposta minha tem que traduzir a maioria do partido. Começamos a discutir 2022, analisar pesquisas, avaliar a situação de cada estado”, disse o ex-prefeito de Salvador, em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (30).

A prioridade do DEM, segundo Neto, é construir candidatura própria à Presidência da República. “Temos dois nomes que reúnem as melhores condições: Mandetta e Rodrigo Pacheco”, destacou, referindo-se ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e ao presidente do Senado, respectivamente.

ACM Neto acrescentou que a construção de um projeto comum é discutida com outros partidos, aos quais ele atribui a decisão sobre a viabilidade de uma candidatura da terceira via, capaz de aglutinar votos dos eleitores que rejeitam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro. No entanto, segundo ele, esse cenário só será definido no próximo ano.

Líder nas pesquisas sobre as intenções de voto para o Governo da Bahia, Neto pretende formalizar sua pré-candidatura ainda neste ano. A corrida eleitoral no estado, naturalmente, influenciará o posicionamento dele em relação a Bolsonaro.

Kassab defende nome de Otto na disputa ao governo baiano em 2022 || Reprodução Metro1
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sugeriu que o senador Otto Alencar seja melhor aproveitado na montagem da chapa para o governo da Bahia nas eleições de 2022. Rasgando elogios ao correligionário, em entrevista à Rádio Metrópole, Kassab disse que Otto é um “quadro que não pode ser dispensado por ninguém”. O dirigente também classificou o senador como “um leão pela Bahia”.

“Otto só não foi ministro porque não quis. Quando o PSD recebeu a indicação do ministério [no governo Dilma], oferecemos ao Otto e ele não quis naquele momento. Ele só não é presidente do nosso partido, porque quis voltar suas energias para outras ações. Percebo no Otto uma paixão pela vida pública. Vai deixar de servir a Bahia jamais. Tem energia para ajudar. Ele já foi vice-governador antes. Acho que esse cargo não está compatível com as realizações do Otto. Todos falam que é um dos melhores senadores que a Bahia já teve nos últimos tempos, ou mesmo na sua história. É um excelente quadro”, disse.

O ex-prefeito de São Paulo também defendeu uma terceira via nas eleições presidenciais e que o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seja candidato ao Planalto. “Eu acho fundamental a terceira via. Os dois candidatos que estão à frente das pesquisas [Lula e Bolsonaro] afastam a ideia da terceira via. Mas tem chance sim. Pacheco é uma renovação muito grande. Um advogado muito bem sucedido, ainda jovem, mostrou que tem talento para a vida pública, mostrou que sabe conversar com eleitor. Tem boa formação, moral, ética, profissional. E expressa a renovação”, pontuou. Leia a íntegra em Metro1.

Wenceslau Júnior, Rogério Lemos e Davidson em ato de filiação em Maraú
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O agricultor familiar Rogério Lemos filiou-se ao PCdoB e deverá disputar vaga à Assembleia Legislativa baiana em 2022. O ato de filiação ocorreu em Maraú, onde concorreu à prefeitura e obteve 40,31% dos votos em 2020. O evento teve a participação do presidente estadual da legenda, Davidson Magalhães, além do também dirigente Wenceslau Júnior.

Segundo Wenceslau, Rogério Lemos terá a missão de representar o PCdoB no baixo-sul baiano e teve o nome cogitado à Assembleia Legislativa pela direção estadual do partido. “Rogério é um jovem líder comprometido com o desenvolvimento social de Maraú e do Baixo Sul. Ele está completamente sintonizado com a política do nosso partido, pois a sua atuação política sempre foi em defesa dos que mais precisam.”, afirmou Wenceslau Junior.

Com a tendência do presidente estadual e secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, permanecer no cargo no governo baiano, cresce a possibilidade do ex-vereador e ex-vice-prefeito de Itabuna Wenceslau Júnior disputar vaga à Câmara Federal em dobradinha com Rogério.

Em 2010 Wenceslau surpreendeu ao alcançar 31.832 votos para deputado estadual, ocupando a primeira suplência, Rogério tem demonstrado uma grande força política em Maraú. Caso as pré-candidaturas se consolidem, Wenceslau e Rogério deverão formar dobradinha no baixo-sul.

– Estou muito feliz em ser acolhido pelo PCdoB. Fui muito bem recebido por Davidson, Wenceslau e toda a militância, vou trabalhar duro para retribuir a confiança em mim depositada – afirmou Rogério.

O presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães, lembrou da força do filiado e do compromisso em 2022. “A filiação de Rogério compõe o esforço partidário para derrotar o retrocesso do atual governo federal e manter o estado da Bahia no caminho certo”, disse Davidson.

Presidente nacional do DEM é vacinado em Salvador: "muito feliz por ter chegado meu dia, minha vez" || Foto Gilberto Júnior
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O ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, de 42 anos, foi imunizado nesta sexta-feira (9) contra a Covid-19 na Unidade Básica de Saúde da Família de Fazenda Grande III, inaugurada por ele no ano passado, já durante a pandemia. Neto recebeu a primeira dose do imunizante da Pfizer ao som do Hino ao Senhor do Bonfim, trilha sonora escolhida pelos profissionais do posto no momento da imunização.

“Para mim é uma emoção grande o dia de hoje. Estou muito feliz de ter chegado o meu dia, a minha vez”, disse Neto, ao lembrar do início da pandemia no ano passado, quando era prefeito da capital baiana. “Logo quando a Covid chegou na nossa cidade, a gente começou toda aquela luta contra a pandemia, todo o esforço que a gente fez para salvar o maior número possível de vidas, para oferecer acolhimento na saúde para todos os baianos”.

ACM Neto recordou que a corrida pela vacina começou ainda na sua gestão. Também aproveitou para agradecer aos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde. “Queria aproveitar, inclusive, para fazer uma homenagem especial a todos os profissionais da saúde, agradecer ao prefeito Bruno Reis [DEM], ao secretário Leo Prates, a toda essa turma que continuou o trabalho que a gente tinha começado no ano passado da corrida pela vacina”, pontuou.

“A gente fica feliz de ver a vacinação avançando, numa quantidade cada vez maior de doses sendo oferecidas. E a gente reza para que, ainda esse ano, toda a população esteja de fato imunizada, para que a gente possa começar a viver na normalidade. Esse é o desejo e o sonho de todos nós”, acrescentou Neto.

ELEIÇÕES

O presidente nacional do Democratas também comentou sobre a possibilidade de sua candidatura ao governo do estado, reafirmando que esse debate terá vez em breve. O momento, destacou, ainda é de combate à pandemia.

Por outro lado, o democrata enfatizou a relevância do movimento “Pela Bahia”, lançado em maio passado, por meio do qual tem percorrido as principais regiões do estado e conversado com as pessoas para traçar um diagnóstico.

“Meu sonho é esse. Pretendo construir uma caminhada até o ano que vem para confirmar uma candidatura ao governo da Bahia. E, é claro, se for a vontade do povo baiano, estar preparado para governar nosso estado. Na hora certa, eu vou confirmar essa pré-candidatura, o que deve acontecer ainda neste ano de 2021”, afirmou.

Ciro Gomes | Fonte Flow Podcast
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O pedetista denuncia a perversidade do nosso sistema tributário. No Brasil, mais de 50% do dinheiro que o Estado recolhe vem dos impostos que incidem sobre o consumo, a chamada tributação indireta e regressiva.

Thiago Dias

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) sabe que precisa ser visto e ouvido pelo maior número possível de eleitores para ter chances de chegar ao segundo turno nas eleições do próximo ano. Por isso, intensificou o ritmo das aparições na internet. Neste mês, participou do programa do humorista Rafinha Bastos e do Flow Podcast. As duas entrevistas somam mais de 6 horas  e 2,5 milhões de visualizações.

Na tentativa de disputar votos do antipetismo com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele investe boa parte das suas falas em críticas aos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma. Ciro bate forte na tecla da corrupção de próceres petistas, mas sua maior contribuição ao debate político vai além da necessária defesa da moralidade republicana. Gosta de suscitar a discussão de temas praticamente ignorados pelas principais lideranças do PT na gestão federal, a exemplo da reforma tributária.

O pedetista denuncia a perversidade do nosso sistema tributário. No Brasil, mais de 50% do dinheiro que o Estado recolhe vem dos impostos que incidem sobre o consumo, a chamada tributação indireta e regressiva.

Indireta é a tributação que não discrimina o contribuinte, ou seja, o valor do tributo não leva em consideração o poder aquisitivo de quem o consome. Já o imposto direto incide sobre o patrimônio e a renda, alcançando os contribuintes de forma específica e na medida da sua capacidade contributiva.

Por arrecadar 50% dos impostos com a tributação de bens consumíveis e serviços, o fisco brasileiro impõe gasto proporcional maior a quem tem menos dinheiro. Daí seu caráter regressivo.

Dito de outro modo, proporcionalmente, o custo do imposto na composição do preço da comida, por exemplo, é maior para as famílias pobres do que para as classes sociais abastadas. Essa lógica vale para tudo o que se consome nos diferentes estratos da sociedade, do feijão à gasolina, passando pela cerveja e a energia elétrica.

O Brasil pleiteia assento na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Pois bem, os países da OCDE têm 2/3 da sua receita advinda da tributação direta, sobre o patrimônio e a renda.

Nesta sexta-feira (25), o ministro da Economia Paulo Guedes formalizou o anúncio de que o governo vai aumentar de R$ 1.900,00 para R$ 2.500,00 o piso de isenção do imposto de renda para pessoas físicas. Foi Ciro Gomes quem lembrou que, em 2018, Guedes prometeu elevar a isenção para rendas mensais de até R$ 5.000,00. Se continuar no cargo de Posto Ipiranga da República até outubro de 2022, o economista que leu John Maynard Keynes “três vezes no original” vai ter a oportunidade de repetir a promessa.

Enquanto isso, cabe a Ciro aumentar o alcance das propostas que reuniu no seu livro mais recente, Projeto Nacional: o dever da esperança, que não poderia ter subtítulo mais preciso nesta “página infeliz da nossa história”.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.

O sentido estrito de campanha expande-se no moto-contínuo da busca pela atenção do eleitor sempre que possível
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 A tentativa de captar a atenção dispersa do público – para apresentar ideias, desmontar discursos adversários e angariar apoio – desafia o político a se movimentar continuamente para dar o maior alcance possível ao seu movimento.

Thiago Dias

O jornalista José Roberto de Toledo, editor do site da revista Piauí, descreve o comportamento do presidente Bolsonaro (sem partido) como o de moto-contínuo em campanha. O filósofo Marcos Nobre tem a mesma opinião, para citar dois exemplos do consenso em torno do assunto.

Nobre disse, em abril de 2019, que o método de Bolsonaro e do seu movimento de campanha eterna é a disseminação do caos. Para mobilizar suas bases de forma contínua e manter o controle da pauta do debate público, Bolsonaro recorre ao seu método: semeia caos. Uma pandemia depois, a constatação do filósofo é irrefutável. Neste sentido, nada é mais emblemático do que a inviabilização do Censo. O caos não precisa de números confiáveis e atuais para os seus planos.

Deu-se pouca atenção a um trecho do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à CPI da Covid. Quando tentava convencer o auditório de que aquele seu “um manda e outro obedece”, proferido ao lado do presidente, não tinha nada a ver com veto de Bolsonaro contra a CoronaVac, o general da ativa argumentou que a frase era para movimentar as redes da internet, o campo que o bolsonarismo domina e onde sua atuação eficiente foi decisiva para a vitória de 2018.

Sim, enquanto queríamos saber por que diabos o governo demorou tanto para comprar vacinas, o general da ativa admite que gravou um vídeo com o presidente e adotaram um discurso feito para causar no WhatsApp. O duro é saber que, ao menos em parte – do ponto de vista político-eleitoral – eles estão certos.

Na corrida pelo domínio das redes, Bolsonaro está à frente de Lula, que lidera as pesquisas eleitorais. Ciro corre por fora. Com o marqueteiro João Santana, tido por muitos como gênio da comunicação, o pedetista precisa correr muito para ter o alcance que seus adversários mais fortes hoje ostentam. Ficando no exemplo do Twitter, Bolsonaro tem 6,7 milhões de seguidores, Lula, 2,5 milhões e Ciro, 1,2 milhão.

De toda forma, os três e tantos outros agem conforme a premissa de que, no tempo da internet, com a comunicação cada vez mais dinâmica entre candidatos e eleitores, a campanha nunca para. A tentativa de captar a atenção dispersa do público – para apresentar ideias, desmontar discursos adversários e angariar apoio – desafia o político a se movimentar continuamente e, no mesmo embalo, dar o maior alcance possível ao seu movimento.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.