Presidente nacional do DEM afirma que decisão sobre eleições de 2022 deve expressar vontade da maioria do partido
Tempo de leitura: < 1 minuto

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, avalia que não cabe a ele decidir se o partido vai ou não apoiar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. “Não tenho que descartar. Qualquer resposta minha tem que traduzir a maioria do partido. Começamos a discutir 2022, analisar pesquisas, avaliar a situação de cada estado”, disse o ex-prefeito de Salvador, em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (30).

A prioridade do DEM, segundo Neto, é construir candidatura própria à Presidência da República. “Temos dois nomes que reúnem as melhores condições: Mandetta e Rodrigo Pacheco”, destacou, referindo-se ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e ao presidente do Senado, respectivamente.

ACM Neto acrescentou que a construção de um projeto comum é discutida com outros partidos, aos quais ele atribui a decisão sobre a viabilidade de uma candidatura da terceira via, capaz de aglutinar votos dos eleitores que rejeitam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro. No entanto, segundo ele, esse cenário só será definido no próximo ano.

Líder nas pesquisas sobre as intenções de voto para o Governo da Bahia, Neto pretende formalizar sua pré-candidatura ainda neste ano. A corrida eleitoral no estado, naturalmente, influenciará o posicionamento dele em relação a Bolsonaro.

Kassab defende nome de Otto na disputa ao governo baiano em 2022 || Reprodução Metro1
Tempo de leitura: < 1 minuto

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sugeriu que o senador Otto Alencar seja melhor aproveitado na montagem da chapa para o governo da Bahia nas eleições de 2022. Rasgando elogios ao correligionário, em entrevista à Rádio Metrópole, Kassab disse que Otto é um “quadro que não pode ser dispensado por ninguém”. O dirigente também classificou o senador como “um leão pela Bahia”.

“Otto só não foi ministro porque não quis. Quando o PSD recebeu a indicação do ministério [no governo Dilma], oferecemos ao Otto e ele não quis naquele momento. Ele só não é presidente do nosso partido, porque quis voltar suas energias para outras ações. Percebo no Otto uma paixão pela vida pública. Vai deixar de servir a Bahia jamais. Tem energia para ajudar. Ele já foi vice-governador antes. Acho que esse cargo não está compatível com as realizações do Otto. Todos falam que é um dos melhores senadores que a Bahia já teve nos últimos tempos, ou mesmo na sua história. É um excelente quadro”, disse.

O ex-prefeito de São Paulo também defendeu uma terceira via nas eleições presidenciais e que o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seja candidato ao Planalto. “Eu acho fundamental a terceira via. Os dois candidatos que estão à frente das pesquisas [Lula e Bolsonaro] afastam a ideia da terceira via. Mas tem chance sim. Pacheco é uma renovação muito grande. Um advogado muito bem sucedido, ainda jovem, mostrou que tem talento para a vida pública, mostrou que sabe conversar com eleitor. Tem boa formação, moral, ética, profissional. E expressa a renovação”, pontuou. Leia a íntegra em Metro1.

Wenceslau Júnior, Rogério Lemos e Davidson em ato de filiação em Maraú
Tempo de leitura: < 1 minuto

O agricultor familiar Rogério Lemos filiou-se ao PCdoB e deverá disputar vaga à Assembleia Legislativa baiana em 2022. O ato de filiação ocorreu em Maraú, onde concorreu à prefeitura e obteve 40,31% dos votos em 2020. O evento teve a participação do presidente estadual da legenda, Davidson Magalhães, além do também dirigente Wenceslau Júnior.

Segundo Wenceslau, Rogério Lemos terá a missão de representar o PCdoB no baixo-sul baiano e teve o nome cogitado à Assembleia Legislativa pela direção estadual do partido. “Rogério é um jovem líder comprometido com o desenvolvimento social de Maraú e do Baixo Sul. Ele está completamente sintonizado com a política do nosso partido, pois a sua atuação política sempre foi em defesa dos que mais precisam.”, afirmou Wenceslau Junior.

Com a tendência do presidente estadual e secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, permanecer no cargo no governo baiano, cresce a possibilidade do ex-vereador e ex-vice-prefeito de Itabuna Wenceslau Júnior disputar vaga à Câmara Federal em dobradinha com Rogério.

Em 2010 Wenceslau surpreendeu ao alcançar 31.832 votos para deputado estadual, ocupando a primeira suplência, Rogério tem demonstrado uma grande força política em Maraú. Caso as pré-candidaturas se consolidem, Wenceslau e Rogério deverão formar dobradinha no baixo-sul.

– Estou muito feliz em ser acolhido pelo PCdoB. Fui muito bem recebido por Davidson, Wenceslau e toda a militância, vou trabalhar duro para retribuir a confiança em mim depositada – afirmou Rogério.

O presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães, lembrou da força do filiado e do compromisso em 2022. “A filiação de Rogério compõe o esforço partidário para derrotar o retrocesso do atual governo federal e manter o estado da Bahia no caminho certo”, disse Davidson.

Presidente nacional do DEM é vacinado em Salvador: "muito feliz por ter chegado meu dia, minha vez" || Foto Gilberto Júnior
Tempo de leitura: 2 minutos

O ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, de 42 anos, foi imunizado nesta sexta-feira (9) contra a Covid-19 na Unidade Básica de Saúde da Família de Fazenda Grande III, inaugurada por ele no ano passado, já durante a pandemia. Neto recebeu a primeira dose do imunizante da Pfizer ao som do Hino ao Senhor do Bonfim, trilha sonora escolhida pelos profissionais do posto no momento da imunização.

“Para mim é uma emoção grande o dia de hoje. Estou muito feliz de ter chegado o meu dia, a minha vez”, disse Neto, ao lembrar do início da pandemia no ano passado, quando era prefeito da capital baiana. “Logo quando a Covid chegou na nossa cidade, a gente começou toda aquela luta contra a pandemia, todo o esforço que a gente fez para salvar o maior número possível de vidas, para oferecer acolhimento na saúde para todos os baianos”.

ACM Neto recordou que a corrida pela vacina começou ainda na sua gestão. Também aproveitou para agradecer aos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde. “Queria aproveitar, inclusive, para fazer uma homenagem especial a todos os profissionais da saúde, agradecer ao prefeito Bruno Reis [DEM], ao secretário Leo Prates, a toda essa turma que continuou o trabalho que a gente tinha começado no ano passado da corrida pela vacina”, pontuou.

“A gente fica feliz de ver a vacinação avançando, numa quantidade cada vez maior de doses sendo oferecidas. E a gente reza para que, ainda esse ano, toda a população esteja de fato imunizada, para que a gente possa começar a viver na normalidade. Esse é o desejo e o sonho de todos nós”, acrescentou Neto.

ELEIÇÕES

O presidente nacional do Democratas também comentou sobre a possibilidade de sua candidatura ao governo do estado, reafirmando que esse debate terá vez em breve. O momento, destacou, ainda é de combate à pandemia.

Por outro lado, o democrata enfatizou a relevância do movimento “Pela Bahia”, lançado em maio passado, por meio do qual tem percorrido as principais regiões do estado e conversado com as pessoas para traçar um diagnóstico.

“Meu sonho é esse. Pretendo construir uma caminhada até o ano que vem para confirmar uma candidatura ao governo da Bahia. E, é claro, se for a vontade do povo baiano, estar preparado para governar nosso estado. Na hora certa, eu vou confirmar essa pré-candidatura, o que deve acontecer ainda neste ano de 2021”, afirmou.

Ciro Gomes | Fonte Flow Podcast
Tempo de leitura: 2 minutos

O pedetista denuncia a perversidade do nosso sistema tributário. No Brasil, mais de 50% do dinheiro que o Estado recolhe vem dos impostos que incidem sobre o consumo, a chamada tributação indireta e regressiva.

Thiago Dias

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) sabe que precisa ser visto e ouvido pelo maior número possível de eleitores para ter chances de chegar ao segundo turno nas eleições do próximo ano. Por isso, intensificou o ritmo das aparições na internet. Neste mês, participou do programa do humorista Rafinha Bastos e do Flow Podcast. As duas entrevistas somam mais de 6 horas  e 2,5 milhões de visualizações.

Na tentativa de disputar votos do antipetismo com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele investe boa parte das suas falas em críticas aos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma. Ciro bate forte na tecla da corrupção de próceres petistas, mas sua maior contribuição ao debate político vai além da necessária defesa da moralidade republicana. Gosta de suscitar a discussão de temas praticamente ignorados pelas principais lideranças do PT na gestão federal, a exemplo da reforma tributária.

O pedetista denuncia a perversidade do nosso sistema tributário. No Brasil, mais de 50% do dinheiro que o Estado recolhe vem dos impostos que incidem sobre o consumo, a chamada tributação indireta e regressiva.

Indireta é a tributação que não discrimina o contribuinte, ou seja, o valor do tributo não leva em consideração o poder aquisitivo de quem o consome. Já o imposto direto incide sobre o patrimônio e a renda, alcançando os contribuintes de forma específica e na medida da sua capacidade contributiva.

Por arrecadar 50% dos impostos com a tributação de bens consumíveis e serviços, o fisco brasileiro impõe gasto proporcional maior a quem tem menos dinheiro. Daí seu caráter regressivo.

Dito de outro modo, proporcionalmente, o custo do imposto na composição do preço da comida, por exemplo, é maior para as famílias pobres do que para as classes sociais abastadas. Essa lógica vale para tudo o que se consome nos diferentes estratos da sociedade, do feijão à gasolina, passando pela cerveja e a energia elétrica.

O Brasil pleiteia assento na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Pois bem, os países da OCDE têm 2/3 da sua receita advinda da tributação direta, sobre o patrimônio e a renda.

Nesta sexta-feira (25), o ministro da Economia Paulo Guedes formalizou o anúncio de que o governo vai aumentar de R$ 1.900,00 para R$ 2.500,00 o piso de isenção do imposto de renda para pessoas físicas. Foi Ciro Gomes quem lembrou que, em 2018, Guedes prometeu elevar a isenção para rendas mensais de até R$ 5.000,00. Se continuar no cargo de Posto Ipiranga da República até outubro de 2022, o economista que leu John Maynard Keynes “três vezes no original” vai ter a oportunidade de repetir a promessa.

Enquanto isso, cabe a Ciro aumentar o alcance das propostas que reuniu no seu livro mais recente, Projeto Nacional: o dever da esperança, que não poderia ter subtítulo mais preciso nesta “página infeliz da nossa história”.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.

O sentido estrito de campanha expande-se no moto-contínuo da busca pela atenção do eleitor sempre que possível
Tempo de leitura: 2 minutos

 A tentativa de captar a atenção dispersa do público – para apresentar ideias, desmontar discursos adversários e angariar apoio – desafia o político a se movimentar continuamente para dar o maior alcance possível ao seu movimento.

Thiago Dias

O jornalista José Roberto de Toledo, editor do site da revista Piauí, descreve o comportamento do presidente Bolsonaro (sem partido) como o de moto-contínuo em campanha. O filósofo Marcos Nobre tem a mesma opinião, para citar dois exemplos do consenso em torno do assunto.

Nobre disse, em abril de 2019, que o método de Bolsonaro e do seu movimento de campanha eterna é a disseminação do caos. Para mobilizar suas bases de forma contínua e manter o controle da pauta do debate público, Bolsonaro recorre ao seu método: semeia caos. Uma pandemia depois, a constatação do filósofo é irrefutável. Neste sentido, nada é mais emblemático do que a inviabilização do Censo. O caos não precisa de números confiáveis e atuais para os seus planos.

Deu-se pouca atenção a um trecho do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à CPI da Covid. Quando tentava convencer o auditório de que aquele seu “um manda e outro obedece”, proferido ao lado do presidente, não tinha nada a ver com veto de Bolsonaro contra a CoronaVac, o general da ativa argumentou que a frase era para movimentar as redes da internet, o campo que o bolsonarismo domina e onde sua atuação eficiente foi decisiva para a vitória de 2018.

Sim, enquanto queríamos saber por que diabos o governo demorou tanto para comprar vacinas, o general da ativa admite que gravou um vídeo com o presidente e adotaram um discurso feito para causar no WhatsApp. O duro é saber que, ao menos em parte – do ponto de vista político-eleitoral – eles estão certos.

Na corrida pelo domínio das redes, Bolsonaro está à frente de Lula, que lidera as pesquisas eleitorais. Ciro corre por fora. Com o marqueteiro João Santana, tido por muitos como gênio da comunicação, o pedetista precisa correr muito para ter o alcance que seus adversários mais fortes hoje ostentam. Ficando no exemplo do Twitter, Bolsonaro tem 6,7 milhões de seguidores, Lula, 2,5 milhões e Ciro, 1,2 milhão.

De toda forma, os três e tantos outros agem conforme a premissa de que, no tempo da internet, com a comunicação cada vez mais dinâmica entre candidatos e eleitores, a campanha nunca para. A tentativa de captar a atenção dispersa do público – para apresentar ideias, desmontar discursos adversários e angariar apoio – desafia o político a se movimentar continuamente e, no mesmo embalo, dar o maior alcance possível ao seu movimento.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.

Deputado fluminense vai se filiar ao PSB para disputar o Governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2022
Tempo de leitura: 2 minutos

O deputado federal Marcelo Freixo, do Rio de Janeiro, informou, em nota divulgada nesta sexta-feira (11), que está de saída do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Seu destino será o PSB, partido pelo qual pretende se candidatar ao Governo do Rio de Janeiro nas eleições do próximo ano, com o apoio do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) e outras lideranças do campo democrático.

Leia a nota na íntegra.

“Ingressei no PSOL em 2005, antes de me eleger deputado estadual. De lá para cá, compartilhamos uma bela história e colocamos o partido no centro da luta pela democracia. Juntos fizemos as CPIs das Milícias, do Tráfico de Armas e Munições e dos Autos de Resistência; enfrentamos os governos Cabral e Pezão; colocamos a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa a serviço dos esquecidos pelo poder público; disputamos a prefeitura do Rio numa linda campanha que encantou a cidade e fomos ao front contra o governo Bolsonaro. Mais do que companheiros de luta, as pessoas com quem construí o PSOL são amigos com os quais divido projetos de vida. ⠀

Hoje, encerro esse ciclo com a certeza de que apesar de não estarmos no mesmo partido seguiremos na mesma trincheira de defesa da vida, da democracia e dos direitos do povo brasileiro. Essa decisão foi longamente amadurecida e tomada após muito diálogo com dirigentes nacionais e estaduais, a quem agradeço pelas reflexões fraternas que compartilhamos. ⠀

Os retrocessos institucionais e humanos provocados por Bolsonaro em apenas 2 anos de governo impõem novos desafios à democracia e à atuação do campo progressista. É urgente a ampliação do diálogo e a construção de uma aliança com todas as forças políticas dispostas a somar esforços na luta contra o bolsonarismo. É hora de colocarmos nossas divergências em segundo plano para resgatarmos o país do caos e protegermos a vida dos brasileiros. As eleições de 2022 serão um plebiscito sobre se a Constituição de 1988 ainda valerá no Brasil. Por isso nós democratas não temos o direito de errar: do outro lado está a barbárie da fome, morte e devastação. ⠀

Seguirei me dedicando à construção de pontes, reafirmando o valor do diálogo e o papel da política como meio de resolvermos pacificamente os problemas do país. Nosso dever histórico é derrotar Bolsonaro nas urnas e o bolsonarismo enquanto projeto de sociedade. Sei que o PSOL e eu estaremos do mesmo lado para cumprir essa tarefa”.

O vereador Gurita e o prefeito Mário Alexandre: líder do governo sai em defesa do chefe do Executivo e tenta apaziguar tom crítico adotado por correligionários do PSD
Tempo de leitura: 4 minutos

Em entrevista ao PIMENTA, líder do governo coloca panos quentes sobre ensaio de insurgência de aliados do prefeito Mário Alexandre

O mês de junho começou com “pequena crise” na base do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), na Câmara de Vereadores de Ilhéus. A expressão entre aspas foi usada pelo vereador Paulo Carqueija (PSD), na terça-feira (1º) da semana passada, durante discurso no plenário.

Na ocasião, Carqueija endossou reclamações do presidente da Câmara, Jerbson Moares (PSD), sobre a dificuldade que os vereadores alegam ter para conversar com o prefeito e obter respostas às suas solicitações. Acrescentou que a postura de Jerbson não é isolada, ainda que outros parlamentares guardem as insatisfações para os bastidores. “Aí, senhores, é onde as coisas se proliferam e acontecem”, disse o experiente vereador.

Foi no plenário que Jerbson anunciou, no dia 2 de junho, a devolução de projetos de lei ao Executivo para correções. Segundo parecer da Câmara, o governo cometeu erros que inviabilizaram a tramitação da abertura de créditos especial e suplementar no orçamento deste ano. Apesar da justificativa técnica do presidente, o gesto soou como ruído na sua interlocução com o governo.

Ontem (9), o presidente da Câmara concedeu entrevista ao programa Tropa de Elite, a metralhadora da informação manejada pelos radialistas Robertinho Scarpita e Marinho Santos na Gabriela FM. Jerbson enfatizou que seu problema com o prefeito é de ordem pessoal – relembre aqui.

Nesta quinta-feira (10), em entrevista ao PIMENTA, o vereador Alzimário Belmonte, Professor Gurita (PSD), falou sobre os últimos acontecimentos da política local. Com postura apaziguadora, o líder do governo na Câmara opinou a respeito das manifestações de Jerbson e Carqueija. Também estimou prazo para a sanção da reforma administrativa do município e revelou o que pensa de eventual candidatura da primeira-dama Soane Galvão nas eleições do próximo ano. Leia.

BLOG PIMENTA  – O presidente da Câmara, Jerbson Moraes (PSD), mostrou descontentamento sobre a relação dele com o prefeito. Depois, esclareceu que é uma crise pessoal, não institucional. No entanto, o vereador Paulo Carqueija (PSD) disse que a fala de Jerbson não é isolada. Outros vereadores teriam se manifestado nesse sentido, mas nos bastidores. Para a liderança do governo, o que significam essas manifestações de insatisfação?

Professor Gurita – Na verdade, não há insatisfação. Jerbson é amigo pessoal do prefeito, correligionário de partido, uma pessoa correta. A questão pessoal que ele fala na entrevista dele – eu ainda nem ouvi essa entrevista – deve ser algo muito pontual, que acontece com qualquer relação e depois se organiza e passa, mas não há esse descontentamento. A base do governo está comprometida com a cidade de Ilhéus, com os projetos que sejam importantes para Ilhéus e com o prefeito Mário Alexandre, que vem, inclusive, fazendo um trabalho belíssimo. A gente não pode, em hipótese algum, fragilizar ou se opor a isso.

Vou insistir no tema pois Carqueija e Jerbson disseram que tentam contato com o prefeito há mais de um mês e não obtiveram resposta. Segundo um empresário ligado ao turismo, o prefeito é muito blindado pelo grupo político mais próximo dele. O senhor acha essa avaliação correta?

O prefeito não é blindado em hipótese alguma. Nós, vereadores, já estivemos várias vezes com o prefeito nesse ano. Quando se pede audiência com o prefeito, inclusive através de mim, que sou o líder do governo, eu marco e, imediatamente, o prefeito atende. Essa fala [do empresário] não está em consonância com os acontecimentos. Pode ser que numa situação extraordinária em que o prefeito não pôde atender, a pessoa não gostou, mas não é verdade. Nesta semana já tive reunião com o prefeito e toda a base. Amanhã [sexta-feira, 11] o prefeito vai atender vários vereadores e a rotina dele é essa. É uma rotina natural, de quem atende as pessoas, a não ser quando acontece de estar em Brasília, em Salvador, buscando recursos para Ilhéus, porque, se ele ficar aqui o tempo todo no gabinete atendendo pessoas, ele não vai fazer a gestão. A gestão depende de recursos, sobretudo das emendas parlamentares, de deputado federal, senador. O prefeito vai, junto com o vice-prefeito Bebeto Galvão [PSB], buscar esses recursos para governar Ilhéus. Ilhéus não estaria na boa situação em que está se ele não agisse dessa forma.

Creio que no final da próxima semana a reforma já estará sancionada.

O que falta para a reforma administrativa ser publicada? Já tem uma data?

Só falta a votação, na Câmara de Vereadores, da lei orçamentária que dá sustentação à reforma. Nós deveremos votar essa lei orçamentária na próxima terça-feira [15]. Daí em diante o prefeito vai ver quando vai sancionar. Acredito que não demore muito. Creio que no final da próxima semana a reforma já estará sancionada.

Algumas vozes do Partido dos Trabalhadores, exaltando a figura do governador Rui Costa, dizem que o prefeito não deixou marca própria porque dependeria, na opinião dessas vozes, dos empreendimentos tocados pelo Governo do Estado. Na avaliação do senhor, qual é a marca do governo Marão?

A marca do governo Marão é a marca de um governo que faz grandes parcerias e, dentre essas parcerias, está o governador do estado, Rui Costa. Se o prefeito de Ilhéus não fizesse essas parcerias, com certeza, estaria todo mundo falando que a cidade estaria numa situação ruim porque o prefeito é oposição ao governador. Mas, Mário é uma pessoa sensata da política e tem responsabilidade. Ele buscou o governador e outros apoios para governar Ilhéus e, por isso, Ilhéus está numa situação de desenvolvimento como nenhuma outra cidade da Bahia. Isso é perceptível aos olhos de qualquer um.

O senhor pretende caminhar junto com a primeira-dama numa eventual candidatura dela para a Assembleia Legislativa da Bahia?

A primeira-dama, a senhora Soane Galvão, é um grande quadro para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. Eu sendo do PSD, correligionário [do prefeito], não poderia ser diferente do que dar total apoio, até porque Ilhéus e a região precisam fazer seus representantes. Soane é um quadro que honraria muito a região se conseguirmos – ela sendo candidata – colocá-la na Alba.

Como o senhor avalia os primeiros seis meses da volta à Câmara de Vereadores?

Eu volto pela vontade popular, fui votado nas urnas. Isso significa que as pessoas de Ilhéus gostam e confiam no nosso trabalho, porque as pessoas percebem que é um trabalho sério, compromissado, as pautas que eu defendo aqui na cidade são extremamente relevantes para a sociedade, para o povo. E esse comprometimento faz com que as pessoas gerem respeito e credibilidade, por isso estou de volta. Nesses seis meses, eu creio, sem demérito nenhum aos colegas, tenho sido um vereador bem avaliado pela população por todos os encaminhamentos que tenho feito, de projetos de leis, audiências públicas e sessões especiais, defendendo sempre os interesses republicanos, que são os interesses do povo de Ilhéus.

Pedetista e democrata têm o desafio de aglutinar votos do antipetismo que também rejeita Bolsonaro
Tempo de leitura: 2 minutos

Se a parceria render novos frutos, Ciro e Neto terão superado o desafio de expandir o alcance das suas candidaturas no campo democrático, aquele dominado pelo PT de Lula e Rui Costa nos cenários nacional e estadual.

Thiago Dias

Paira no imaginário político a possibilidade de uma aliança nacional entre o PDT de Ciro Gomes e o DEM de ACM Neto.

Foi o próprio Ciro quem defendeu novas dobradinhas DEM-PDT, em entrevista concedida em maio ao Valor Econômico, lembrando que a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, é sua correligionária.

Para Ciro, o sucesso da candidatura liderada pelo hoje prefeito Bruno Reis pode se repedir no ano que vem, com o PDT indicando o(a) vice de ACM Neto na disputa pelo Governo da Bahia. Em contrapartida, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta poderia ser o nome de alcance nacional do DEM na chapa do pedetista.

O implacável João Santana, que comandou a propaganda eleitoral do PT em três das quatros campanhas presidenciais vitoriosas do partido, já começou a emoldurar os vídeos do PDT com o azul antipetista.

Se a parceria render novos frutos, Ciro e Neto terão superado o desafio de expandir o alcance das suas candidaturas no campo democrático, aquele dominado pelo PT de Lula e Rui Costa nos cenários nacional e estadual.

Com Mandetta, do inesquecível “Tchau, querida!” para a então presidente Dilma Rousseff (PT) na véspera do impeachment, Ciro pode alcançar a grande fatia do antipetismo que também não tolera Jair Bolsonaro – o presidente sem partido.

Para Neto, estar ao lado de um pedetista o distanciaria da impopularidade da extrema-direita na Boa Terra. Essa tarefa será dificultada, é claro, se o prefeito Bruno Reis e os deputados federais do DEM baiano continuarem a aparecer em fotos com o presidente. Afinal, ACM Neto não precisa de Bolsonaro para aglutinar os votos antipetistas.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.

Félix Júnior convidou Ramon para disputar vaga à Alba em 2022 || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

O administrador Ramon Setúbal, de família tradicional da política de Itacaré, foi convidado pela direção estadual do PDT para se filiar ao partido e concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia em 2022. O convite ocorreu durante encontro com o presidente da legenda na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Júnior, em Salvador.

Félix Júnior disse que a ideia é fortalecer o PDT no sul da Bahia, com nomes qualificados. “[Fortalecer com] gente disposta a fazer a boa política, com diálogo, trabalho e prestação de serviço à população”, enumerou Félix.

Ramon Setúbal, de 42 anos, disse ter ficado honrado com o convite. “Em caso de confirmação de uma candidatura, estamos dispostos a trabalhar com dedicação por Itacaré e por toda a Bahia”, afirmou.

Ramon teve bisavô (Ataíde Setúbal), avô (Bráulio Setúbal) e tio (Roberto Setúbal) prefeitos de Itacaré. Roberto seria um dos maiores incentivadores da candidatura do sobrinho, que já foi chefe de gabinete do ex-deputado estadual Júnior Magalhães, hoje diretor de Iluminação Pública da Prefeitura de Salvador.

DR. MANGABEIRA

A iniciativa de fortalecimento do PDT regional ocorre em momento que a legenda pode perder o seu principal nome no sul da Bahia, Dr. Mangabeira. Suplente de deputado federal e duas vezes candidato a prefeito de Itabuna (2016 e 2020), Mangabeira sinalizou que abandonará a política. Félix fez movimentos para demovê-lo da ideia (relembre aqui). O suplente de deputado deve continuar na legenda, mas não se lançar na disputa eleitoral de 2022.

Os ex-presidentes Lula e FHC: gentileza gera gentileza
Tempo de leitura: < 1 minuto

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tem dito, em entrevistas recentes, que votaria no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2022, num eventual segundo turno entre o petista e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nesta quarta-feira (19), Lula retribuiu a declaração, citando entrevista de FHC ao portal UOL.

“Eu gostei da entrevista do FHC. Sempre tivemos uma disputa civilizada. Ele me conhece bem, conhece o Bolsonaro. Fico feliz que ele tenha dito que votaria em mim e eu faria o mesmo se fosse o contrário. Ele sempre foi um intelectual e sabe que não dá pra inventar uma candidatura”, escreveu o petista no Twitter.

Líder nas pesquisas eleitorais, Lula confirmou, nesta quinta-feira (20), a intenção de disputar a corrida presidencial do próximo ano.

Tempo de leitura: 2 minutos

Charliane filia-se ao PCdoB de olho em vaga na Alba

A ex-vereadora Charliane Sousa deixou o MDB e, neste final de semana, filiou-se ao PCdoB em evento no plenário da Câmara de Itabuna. Charliane pretende disputar uma vaga à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em dobradinha com o também ex-vereador itabunense Wenceslau Júnior, pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB e que esteve presente no ato.

A filiação também reuniu, no plenário da Câmara, a vereadora Wilmaci Oliveira, o ex-vereador Jairo Araújo e o presidente do PCdoB de Itabuna, Gilson Araújo, e a vice-presidente do Diretório Municipal, Márcia Roseli.

Após assinar a ficha de filiação, Charliane lembrou sua carreira política, sendo a única mulher vereadora na legislatura passada (2017 a 2020) e, nas eleições locais do ano passado, única candidata a prefeita de Itabuna nas eleições do ano passado.

“Estou iniciando uma nova fase, entrando num partido em que vejo possibilidades de realizar o que eu sonho fazer por Itabuna, pelo sul da Bahia e por nosso estado. O PCdoB é um partido que tem histórico de luta em favor do trabalhador, da mulher, do negro, da juventude, do meio ambiente, dos LGBTs… Então, estou me sentindo em casa, porque me identifico com as bandeiras do partido. Sei que vou trabalhar muito, que tenho muito a conquistar e muito a fazer em benefício do povo trabalhador aqui no PCdoB”, explicou Charliane.

De acordo com Wenceslau, o partido recebe Charliane de braços abertos e com muita alegria pela atuação política dela em Itabuna, pela coragem e também por ser mulher. Além de Charliane, o diretório itabunense do PCdoB recebeu mais 33 novos integrantes, dentre eles a empresária Roberta Oliveira, o servidor público Washington Luís e o engenheiro civil Patrick Monteiro, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Itabuna.

Atualização às 12h51min – Ao contrário do informado por uma das lideranças regionais do PCdoB ao blog, a psicóloga Maria Gonçalves Reis (Tia Nem) não se filiou ao partido. Ela apenas participou da solenidade e acompanhava a amiga Charliane Sousa no ato.

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto
Tempo de leitura: < 1 minuto

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, descartou completamente a possibilidade de investir os próximos passados da sua carreira política num projeto que não seja a candidatura ao Governo do Estado em 2022. Fez a afirmação nesta sexta-feira (7), em entrevista ao Isso é Bahia, programa da rádio A Tarde FM com o site Bahia Notícias.

“Eu não tenho opção, outra alternativa. Meu caminho é, de fato, construir uma candidatura do Governo da Bahia. Minha energia, meu foco está todo para isso. Agora vamos rodar toda a Bahia, montei um grupo de trabalho que está estudando a realidade do estado, que está buscando técnicos qualificados no Brasil e fora do Brasil para discutir questões relevantes sobre a realidade da Bahia”, disse o democrata.

Após dois mandatos à frente da Prefeitura de Salvador (2013-2020), Neto saiu do governo municipal com índice de aprovação popular nas alturas, marcando 82% em novembro de 2020, segundo pesquisa do Ibope. De quebra, fez do então vice-prefeito Bruno Reis (DEM) seu sucessor no comando do Palácio Tomé de Sousa, com eleição decidida no primeiro turno.

O prefeito Mário Alexandre e a primeira-dama Soane Galvão: parceria política nos planos da família
Tempo de leitura: 2 minutos

O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), cozinha a reforma administrativa do seu segundo mandato em banho-maria. Já aprovado pela Câmara de Vereadores de Ilhéus, o Projeto de Lei nº 039/2021 ainda não foi sancionado. Se pairam dúvidas sobre as mudanças por vir, a volta da primeira-dama Soane Galvão ao governo “é muito provável”, segundo o próprio prefeito, que conversou com o PIMENTA no início da tarde desta quinta-feira (6), no intervalo entre uma correria e outra da visita do governador Rui Costa (PT) ao município.

O nome da primeira-dama “é uma das grandes alternativas” para a composição do novo time de secretários, porque “ela já provou o que pode fazer na Secretaria de Desenvolvimento Social”, disse o prefeito, referindo-se ao período em que Soane dirigiu a pasta, em 2017. “Inclusive, amanhã vou receber um ônibus por reconhecimento do Ministério da Cidadania pelos avanços da assistência social, o que começou através de Soane”, informou Mário Alexandre.

Quando o prefeito já se afastava para acompanhar o governador, perguntamos se a primeira-dama ocupará a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, que será transformada numa superpasta com a reforma administrativa. “É, quem sabe? É o investimento que nós temos. Ilhéus hoje está no boom do investimento e ela é capaz de articular com todas as empresas que têm interesse em investir na cidade”, sinalizou Marão.

A possibilidade de Soane Galvão assumir a pasta de Desenvolvimento Econômico foi levantada ao site por duas fontes que acompanham de perto as movimentações no governo.

Ao PIMENTA, a primeira-dama, que também acompanhou a comitiva do governador da Bahia em Ilhéus, disse que o martelo para sua volta ao governo municipal ainda não está batido. “Mas, se ele [o prefeito] ordenar, com certeza estarei aqui para contribuir para o desenvolvimento da nossa região”.

Perguntamos se ela já tem uma legenda em vista para se filiar, considerando que seu nome é cotado para disputar vaga na Assembleia Legislativa da Bahia em 2022. “Não, porque o projeto ainda não está firmado, mas certamente escolheremos um [partido] bem viável”, respondeu Soane Galvão.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Kennedy Alencar, do UOL

Ao tirar a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar o ex-presidente Lula, o ministro do STF Edson Fachin anula todos os atos processuais em relação ao petista. Ou seja, de balaiada, anula duas sentenças (apartamento do Guarujá e sítio de Atibaia) e uma denúncia (terreno da Odebrecht para Instituto Lula) contra o ex-presidente.

A decisão devolve Lula ao jogo político, pois ele volta a ser ficha limpa e estará livre para concorrer à Presidência em 2022 se não tiver outra condenação em segunda instância até lá. O efeito é politicamente poderoso, pois evidencia a parcialidade no tratamento de Lula por Sergio Moro. Será muito difícil que Lula não esteja na cédula eleitoral do ano que vem.

Como o Brasil não é para amadores, Fachin tenta salvar o que restou da Lava Jato, que vem se enfraquecendo com a exposição das lambanças de Moro, Dallagnol e cia. ao corromperem o processo judicial. Se são nulos os atos de Moro, não é necessário mais julgar a sua suspeição, algo que estava pendente na Segunda Turma do STF. Ela, a suspeição, é mais do que evidente com a decisão de Fachin, que tenta isolar o caso do ex-presidente dos demais julgados por Moro. Clique e confira a íntegra do artigo de Kennedy Alencar em sua coluna no UOL.