Tempo de leitura: 3 minutos

Jogo duro, aquele. Ninguém queria se arriscar e a marcação era feita homem a homem. Jogo pra “pirão”, narravam Orlando Cardoso e Geraldo Santos. Era uma partida para ficar nos anais da Desportiva.

Walmir Rosário 

Quem não conheceu a tabelinha Pelé e Coutinho no auge do time do Santos Futebol Clube? Claro que todos os desportistas daquela época (décadas de 1950/60). Mas eu garanto que se não fosse o poder da mídia paulista e carioca, com suas emissoras de rádios potentes e com poderes de dominação cultural, essa dupla seria fichinha se comparada a que jogava pelo Botafogo de Rodrigo: Pedrinha e Mundeco.

Nada se comparava a essa espécie de irmãos siameses do futebol do bairro Conceição, em Itabuna, que fazia vibrar os torcedores do Botafogo, além dos gritos estridentes de Rodrigo, que ecoavam no campo da Desportiva a cada jogada da dupla. Essa tabelinha era tão importante para o time, que Rodrigo – após o último treino de apronto – tomava todas as precauções com a saúde dos dois atletas.

Na verdade, Rodrigo tratava Pedrinha e Mundeco com o desvelo de um pai – principalmente antes dos jogos –, dando orientações e conselhos. Como um psicólogo, tentava mergulhar numa análise do subconsciente de cada um deles, auscultando-os sobre as dores da alma e outros problemas que os afligiam cotidianamente.

Esses problemas nada mais eram do que as incursões que os dois faziam, na calada da noite, pelo jardim da Estação Ferroviária (hoje praça José Bastos) à “caça das gatas” (chamadas maldosamente de graxeiras, por serem empregadas domésticas). Para dar coragem de enfrentá-las, ambos não dispensavam umas doses de “verdinhas”, tomadas nos botecos da cabeceira da ponte velha.

Era aí que morava o perigo, e disso bem sabia o experiente Rodrigo Antônio dos Santos, que tinha a mesma habilidade ao cuidar de tipos frios e impressões de sua gráfica, como das escapadas noturnas de seus atletas. Afinal, nem por sonho poderia entrar para o jogo do Campeonato Amador da cidade, justamente contra o Flamengo, desfalcado dos seus meio campistas. Pedrinha e Mundeco eram os maestros que regiam a orquestra botafoguense.

E o receio de Rodrigo não era infundado. Véspera do jogo, nada de Mundeco comparecer ao treino das cinco da manhã, no campo da Desportiva. Mais tarde, após algumas diligências, o todo-poderosos presidente do Botafogo era informado da notícia que menos queria ouvir: Mundeco estava acamado com uma forte gripe contraída nas noites de sereno embaixo dos pés de fícus do jardim da Estação.

Domingo, após lamentar a terrível baixa, o time do Botafogo se dirige à Desportiva para enfrentar seu mais ferrenho adversário, o Flamengo, que acabara de contratar quatro novos jogadores e prometia se vingar da última derrota sofrida pelo rival da “Abissínia”, como chamavam pejorativamente o bairro Conceição.

Jogo duro, aquele. Ninguém queria se arriscar e a marcação era feita homem a homem. Jogo pra “pirão”, narravam Orlando Cardoso e Geraldo Santos. Era uma partida para ficar nos anais da Desportiva.

Aos quarenta e quatro minutos do segundo tempo, Pedrinha, que até então não tinha acertado uma – era impossível jogar sem seu parceiro de tantos anos –, descobre o centroavante Danielzão na grande área e lança a bola. O centroavante matou a redonda no peito e, na hora de mandar a bomba, recebeu uma tesoura voadora do zagueiro flamenguista. Pênalti! Apitou o árbitro. Finalmente a pátria alvinegra estaria salva.

Silêncio total na velha Desportiva. De longe, Rodrigo grita:

– É sua, Pedrinha, bata esse pênalti – autorizou.

Bola na marca do pênalti. Todas as duas torcidas na expectativa e o árbitro finalmente trila o apito. Pedrinha se encaminha para a bola e chuta. Todos acompanham a trajetória da bola e, pasmem, ela faz uma curva parabólica ao contrário e se encaminha para o morrinho onde hoje está localizada a Igreja de Santa Maria Goretti.

Ninguém entendeu nada, era impossível Pedrinha errar o gol, já que uma de suas marcas era chutar colocado. Poderia, no máximo, o goleiro pegar, mas errar daquele jeito, nunca. Recomeça o jogo e o árbitro apita final de partida. Um raquítico zero a zero que não interessava a nenhuma das duas equipes. Rodrigo entra em desespero e, no vestiário, entre lamentos e palavrões cobra explicações ao seu craque.

Passada a aflição, Pedrinha enfim, pode se explicar. Ao se encaminhar para a bola e bater o pênalti, ele ouve o sinal característico do seu parceiro Mundeco pedindo o passe, com aquela tossidela combinada. Aí então ele não contou conversa, passou a bola para o seu parceiro de tabelinhas. Para quem não conheceu a dupla, o que aconteceu foi o seguinte: como Mundeco estava gripado, foi assistir ao jogo do morro da igreja, seu local preferido. Ao vir descendo a ladeira, uma irritação na garganta o fez tossir. Aquele hã-hã característico foi o suficiente para que Pedrinha atendesse ao sinal combinado do seu parceiro.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de editar o Blog Walmir Rosário.

Sport vence e rebaixa o Botafogo
Tempo de leitura: < 1 minuto

Jogando no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira (5), o Botafogo perdeu de 1 a 0 para o Sport. Com isso, tornou-se o primeiro rebaixado para segunda divisão. A derrota deixou o Alvinegro carioca com 24 pontos, na lanterna da Série A do Campeonato Brasileiro de 2020.

Com a vitória, o Sport chegou aos 38 pontos e saltou para a 14ª colocação. O resultado do time pernambucano jogou o Bahia para zona de rebaixamento. Com um ponto a menos que o Vasco, o Tricolor baiano já não depende mais de si para escapar da segunda divisão.

Neste sábado (6), o Bahia recebe o Goiás pela 35ª rodada do Brasileirão, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A partida será às 19h. Além de necessitar da vitória, o Tricolor ficará ligado no jogo entre Fortaleza x Vasco, que também brigam para escapar da segunda divisão. Os cariocas têm 38 pontos e os cearenses somam 37.

Tempo de leitura: 2 minutos

Vasco e Bahia duelam neste domingo (30), em São Januário, no Rio de Janeiro, valendo o distanciamento da zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Quem vencer, dará um salto na tabela para permanecer na série A. O perdedor corre o risco de terminar a 33ª rodada do Brasileirão entre os quatro que vão disputar a segunda divisão de 2021.

As duas equipes entraram em campo durante a semana para cumprir partidas atrasadas. O Vasco empatou com o time reserva do Palmeiras em 1 a 1, no Allianz Parque. Já o Bahia derrotou o desfalcado Corinthians por 2 a 1, na Fonte Nova.

O Esquadrão de Aço retomou a confiança após vencer o Corinthians, em casa. O técnico Dado Cavalcanti tem um desfalque importante confirmado: Juan Ramírez. O meia colombiano recebeu o terceiro cartão amarelo na partida contra o Timão e cumpre suspensão automática. Daniel, que se recupera do novo coronavírus (covid-19), é o favorito para começar jogando, mas não teria condição física de ficar até o fim da partida. Ramon também tem chance de ser escalado.

O zagueiro Lucas Fonseca e o lateral-esquerdo Matheus Bahia saíram de campo na última quinta-feira (28) com problemas físicos, e fizeram apenas fisioterapia na última sexta-feira (29). Inicialmente, os dois entram em campo contra o Vasco. Desta forma, o time deve jogar com Douglas, Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Matheus Bahia; Gregore, Ronaldo e Daniel (Ramon); Rossi, Gilberto e Thiago Andrade.

No primeiro turno, o Bahia venceu o Vasco por 3 a 0, no Estádio de Pituaçu, em Salvador, com gols de Gilberto, Rossi e Clayson.Leia Mais

Tempo de leitura: < 1 minuto

Jogadores do Tricolor comemoram triunfo sobre o Timão

O Bahia derrotou o Corinthians, por 2 a 1, e deixou a Zona de Rebaixamento do Brasileirão 2020, nesta noite de quinta (28), na Fonte Nova.

Os gols do Tricolor foram marcados no primeiro tempo, por Gilberto e Ramírez. Gabriel marcou para o Corinthians. A vitória garantiu três pontos ao Bahia. O time chegou aos 35 pontos e tem mais vitórias que o Fortaleza, que tem igual número de pontos.

O Bahia volta a jogar, no domingo (31), contra o Vasco, no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro. O time paulista volta a jogar no dia 3, contra o Ceará, na Arena Neo Química, em São Paulo.

River Plate perde por 3 a 0 para o Palmeiras, na Argentina
Tempo de leitura: 2 minutos

O Palmeiras deu um grande passo na busca por uma vaga na final da Copa Libertadores, ao derrotar o River Plate (Argentina) por 3 a 0, na noite desta terça-feira (5) no estádio Libertadores de América, em Avellaneda (Buenos Aires), na partida de ida das semifinais.

Agora, o time paulista recebe a equipe de Marcelo Gallardo no Allianz Parque (São Paulo), na próxima terça-feira (12) a partir das 21h30 (horário de Brasília).

Jogando em casa, o River começou a partida pressionando a equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira. Assim, a primeira oportunidade do time argentino não demora a aparecer. Logo no primeiro minuto, Borré chuta para fora com perigo após receber de Matías Suárez.

Quatro minutos depois, o atual vice-campeão da Libertadores quase abre o placar, quando Carrascal bate da pequena área para grande defesa do goleiro Weverton.

Aos 20 minutos, o River Plate tem nova oportunidade, com Borré, que chega de carrinho, mas erra na finalização.

Mas aos 26 minutos o Palmeiras finalmente conseguiu criar algo. E quando o fez, abriu o placar. Gabriel Menino recebe na direita e cruza rasteiro para o meio da área. O goleiro Armani corta errado e a bola sobra na entrada da área para Rony, que bate cruzado para marcar.

Com a desvantagem no marcador, o River se desequilibra, e aos 30 minutos Gustavo Scarpa vence novamente o goleiro Armani. Mas o gol é anulado por impedimento de Luiz Adriano, que participou da jogada.

O tempo passa, e o River Plate volta a melhorar, e a criar boas oportunidades com Matías Suárez, aos 38, e com Ignacio Fernández, que, em cobrança de falta, acerta o travessão do gol defendido por Weverton aos 43 minutos. Mas o placar permanece inalterado até o intervalo.Leia Mais

Edina Alves e Neuza Back vão atuar no Mundial da FIFA
Tempo de leitura: < 1 minuto

A arbitragem brasileira será representada pela árbitra Edina Alves Batista (FIFA-SP) e pela auxiliar Neuza Back (FIFA-SP) no Mundial de Clubes da FIFA, que será realizado em fevereiro, no Catar. As duas foram indicadas pela entidade máxima do futebol mundial para formar um dos trios da competição, que será completo pela assistente argentina Mariana de Almeida.

Esta será a primeira vez que Edina Alves participará de um jogo internacional de futebol masculino. Tanto ela quanto Neuza Back fazem parte do quadro de arbitragem brasileira na FIFA para 2021. Com essa escalação, elas podem se tornar as primeiras brasileiras a arbitrar um jogo masculino de uma competição da FIFA.

O trio de arbitragem feminina para o Mundial de Clubes é mais um passo da FIFA para abrir caminho para as mulheres nos grandes palcos do futebol internacional. Antes dessa escalação, a entidade indiciou árbitras para comandar jogos nas Copas do Mundo Sub-17 de 2017 e de 2019. Essa será a primeira vez que uma partida oficial de futebol masculino profissional será comandada por uma árbitra em uma competição da FIFA.

Em 2019, Edina Alves Batista foi escalada para arbitrar o seu primeiro jogo da Série A do Campeonato Brasileiro. Desde então, ela foi árbitra central em 13 partidas. No mesmo ano, ela se somou às árbitras assistentes Neuza Back e Tatiane Camargo para formar o trio brasileiro na Copa do Mundo da França. Elas participaram de quatro partidas durante a competição, incluindo a semifinal entre Estados Unidos e Inglaterra, um dos jogos mais importantes do torneio.

Ramirez e Gerson em lance de partida do último domingo || Foto Alexandre Vidal/CRF
Tempo de leitura: 3 minutos

O Bahia anunciou nesta quinta-feira (24) a reintegração do meia-atacante Índio Ramírez ao elenco profissional. O jogador colombiano havia sido afastado temporariamente após ter sido acusado de cometer injúria racial contra o volante Gerson, do Flamengo, no jogo entre as duas equipes, no último domingo (20), no Maracanã, pela 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Em nota oficial, o Tricolor de Aço argumenta que os laudos das perícias em língua estrangeira contratadas para investigar o caso não comprovaram as acusações. “O clube entende que, mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Índio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes”, afirma o comunicado.

O clube ainda menciona que o papel da agremiação “é de formação e transformação, sempre preservando os direitos fundamentais e a ampla defesa” e que o colombiano “deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado”.

O posicionamento divulgado pelo Bahia também discorre sobre racismo, cita o trabalho do Núcleo de Ações Afirmativas e diz ser “o primeiro time de futebol do mundo a lançar um programa de imersão para debater os aspectos estruturais do racismo”, chamado “Dedo na Ferida”. O clube também assumiu um compromisso de “adotar um conjunto imediato de medidas estruturais”, entre as quais incluir uma “cláusula antirracista, xenofóbica e homofóbica” nos contratos, propor um “protocolo antidiscriminatório” para jogos realizados no país e promover aos atletas uma imersão a respeito do tema durante a pré-temporada.Leia Mais

Sandry vem se destacando no meio campo do Santos|| Foto Ivan Storti/Santos FC
Tempo de leitura: < 1 minuto

Com multa contratual estipulada em R$ 640 milhões (100 milhões de euros para times estrangeiros), o jovem itabunense Sandry deve ir para mais uma partida como titular no Santos. O menino de 18 anos foi um dos destaques do time paulista que goleou o Grêmio por 4 a 1, pela Taça Libertadores, na última quarta-feira (16). A vitória garantiu o Santos nas semifinais da competição.

A excelente atuação na partida anterior deve garantir a manutenção de Sandry na equipe titular do Santos, que, às 16 horas deste domingo, enfrenta o Vasco, no Rio de Janeiro. O jogo em São Januário é pela 26ª do Campeonato Brasileiro.

Com 38 pontos na tabela, o Santos ocupa a 8ª colocação no Brasileirão deste ano, quanto o Vasco luta para se manter na primeira divisão, com 25. O time de São Januário precisa da vitória, logo mais, para sair da zona de rebaixamento.

Wel Carlos fez o gol que carimbou o título e a vaga do Acesso || Reprodução TVE Bahia
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Unirb, de Alagoinhas, conquistou a vaga do Acesso na elite do futebol baiano em 2021 ao bater o Colo Colo, de Ilhéus, neste domingo (6), e levar o título da Série B do Estadual de 2020. Após empate sem gols nos dois jogos em Ilhéus e em Alagoinhas, o Unirb acabou superando o Tigre na cobrança de pênaltis, por 4 a 2.

A finalíssima foi disputada no Estádio Antônio Carneiro, mando de campo do Unirb, dono da melhor campanha da fase de classificação da Série B, com 11 pontos, um a mais que o Colo Colo.

O Unirb, criado em 2018, conquistou a “Segundona” de forma invicta, com três vitórias da fase de classificação e quatro empates, os dois últimos contra o Tigre.

O HERÓI DA PARTIDA

Na final, o herói foi o goleiro do Unirb, Thiago, que defendeu dois pênaltis. Ele dedicou o título a uma tia e ao pai, falecido há sete meses. O gol do título na cobrança de penalidades foi de Wel Carlos.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Unirb e Colo Colo em finalíssima neste domingo (6) || Foto José Nazal

Unirb e Colo Colo decidem, neste domingo (6), o título da Série B do Campeonato Baiano de Futebol de 2020, às 15h10min, no Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas. No jogo de ida, domingo passado (29), deu empate em 0 a 0, no Mário Pessoa, em Ilhéus. O campeão garante a única vaga na Série A do próximo ano.

Dono da melhor campanha na fase de classificação, o Unirb, de Alagoinhas, conquistou o direito de decidir o título em casa. A equipe foi criada em 2019. O Colo Colo, vai para a terceira decisão de Série B do Baiano, a popular Segundona. Dentre os títulos, o maior deles, o de campeão da Série A, em 2006, destronando Bahia e Vitória.

O jogo de amanhã não tem favorito. Na partida de domingo passado, o Tigre Ilheense construiu várias chances de ir para Alagoinhas com a vantagem de um empate, mas não saiu do empate em 0 a 0. Leva o título quem vencer a partida, por qualquer placar. Se houver novo empate, o campeão sairá em cobranças de penalidades.

Tempo de leitura: 3 minutos

De minha parte, acho que valeram as orações feitas, não tanto por ele, por estar abilolado, mas pelas gozações que por certo seriam a mim impostas pelos colegas de Beco e outros refúgios etílicos existentes Itabuna afora.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Dudu Rocha…quem diria… foi parar na Gávea. Torcedor apaixonado pelo Botafogo, cansado com as perdas de decisões, Dudu devolve a faixa de campeão e resolve torcer pelo inimigo. A notícia me deixou perplexo. Após ler e reler a missiva, sem acreditar no que via, resolvi levar ao conhecimento dos amigos esportistas, torcedores diversos, até onde chega o pensamento humano. Calma, eu explico:

Do amigo, parceiro de Alto Beco do Fuxico e torcedor do Fogão, como eu, Dudu Rocha, recebo a seguinte missiva:

“Amigo Walmir:

Cansei!!!

Do amigo e ex-Bota

Dudu Rocha

29.05.08

Ainda pasmo e sem entender nada, eu lia e relia o texto enviado e o novo endereço do remetente escrito no verso do envelope:

Rem: Dudu Rocha

Novo endereço: Gávea

Confesso que levei um terrível susto e somente consegui me recuperar de tamanho choque após umas três doses da mais legítima Rio de Engenho, pois a cachaça se apresenta como um remédio providencial para essas coisas, mormente quando o assunto mexe com o coração.

Nem eu nem qualquer vivente frequentador assíduo ou não do Alto (Médio ou Baixo) Beco do Fuxico conseguiria assimilar tal tresloucado gesto, tomado de uma hora para outra. Ninguém, de sã consciência, teria coragem de acreditar numa história como essa, ainda mais se tratando de um torcedor de quatro costados, filho da fina-flor da mais tradicional família Rocha, todos botafoguenses, batizados e crismados com a camisa da estrela solitária ao peito.

Na tentativa de me refazer do susto, imediatamente liguei para amigos mais chegados, para repartir esse momento de infortúnio. Precisava saber se tudo não passava de um sonho, de um profundo pesadelo. De início, liguei para José Senna, flamenguista empedernido, capaz de abandonar qualquer farra nos bares da moda em Copacabana para assistir a uma partida do seu Flamengo no Maracanã.

Não precisa contar que a primeira reação de Sena foi achar que eu estava com febre, delirando, e disse na em cima da bucha:

– Ora, Rosário, está de porre, que cachaça brava foi essa que você tomou. Se não for cana, ficou maluco – gritou ao celular.

Mais calmo, após as devidas explicações sobre o bilhete e a faixa a mim entregue, passou à ofensiva:

– Bom, diga a ele que em princípio nós aceitamos, mas é preciso passar pelo conselho, já que ele era useiro e vezeiro em ridicularizar nosso time. Vou conversar com a diretoria lá no Rio, depois veremos. Mas pode ter certeza que a decisão será dada em alto estilo, numa assembleia extraordinária da Confraria do Alto Beco do Fuxico – prometeu.

Não satisfeito, liguei, desta vez para um vascaíno, o Paulo Fernando Nunes da Cruz (Polenga), que dentre os feitos futebolísticos traz assinalado em seu currículo o mérito de ter levado o polêmico Eurico Miranda no Alto Beco do Fuxico, quando era presidente do clube de São Januário. No Beco, mais exatamente no bar de Parente [Alcides Rodrigues Roma], provou três doses de Angélica, devidamente curada, e para arrematar ainda participou de cerca de 18 garrafas de Brahma bem gelada.

Mas voltando ao assunto, que é o que interessa, Polenga ficou injuriado com a proposta de Dudu Rocha de se transferir de mala e cuia para o Flamengo, um time com as cores vermelho e preto.

– Quem já viu isso, seu Walmir, se pelo fosse para o Vasco, que é branco e preto como o Botafogo, ainda vai lá! Isso é uma heresia. Desde que Dudu deixou Itabuna para ir morar em Ilhéus que estou desconfiando que ele não está batendo bem da cabeça –, diagnosticou Polenga, com ar proeminentemente professoral.

De lá pra cá, mais não se teve notícia de Dudu Rocha, que deixou de vir a Itabuna, pra saudade dos colegas do Beco. Tampouco José Senna deu resposta de sua reunião com o tal Conselho do Flamengo, no Rio de Janeiro, ficando o dito pelo não dito. O que é certo é que nenhuma assembleia extraordinária da Confraria do Alto Beco do Fuxico foi convocada.

Como não tive coragem de apresentar a proposta de Polenga a Dudu Rocha, também não sei se ele teve coragem de cometer o tão tresloucado gesto, desprezando General Severiano e o Engenhão, para se bandear para as acanhadas acomodações da Gávea, infestada de urubus.

Acredito que quem não deve estar em paz é o velho Dunga, seu pai, que nunca pensou ter alguém em sua família capaz de cometer tamanho sacrilégio. De minha parte, acho que valeram as orações feitas, não tanto por ele, por estar abilolado, mas pelas gozações que por certo seriam a mim impostas pelos colegas de Beco e outros refúgios etílicos existentes Itabuna afora.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Na nona rodada o Jacuipense perdeu, em casa, para o Vila Nova por 3 a 0
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Jacuipense venceu o Santa Cruz, no Estádio de Pituaçu, em Salvador, na noite desta segunda-feira (30), pelo placar de 1 a 0, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. Com o resultado, a equipe baiana pulou para a quinta colocação do Grupo A, com 24 pontos, quatro a menos que o Vila Nova. O time de Goiás ocupa a quarta colocação.

A vitória não garantiu o Jacuipense na próxima fase da competição, pois foi a penúltima rodada da primeira fase. No próximo sábado (5), fora de casa, o time baiano enfrentará o Vila Nova, às 17h. No primeiro confronto entre as duas equipes, pela nona rodada, o Vila Nova venceu por 3 a 0.

Já o Santa Cruz, mesmo com a derrota em Salvador, segue líder do Grupo A, com 36 pontos. O time Pernambucano já está classificado para a próxima fase da Série C do Brasileiro.

Leia Mais

Vitória da Conquista perde, mas se classifica para próxima fase do Brasileiro da Série D|| Foto Rennê Carvalho/ABC FC
Tempo de leitura: < 1 minuto

Pela última rodada da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro,  dois times baianos avançaram na competição e um ficou pelo caminho.  No Grupo A-4, Vitória da Conquista garantiu vaga ao lado de ABC (RN),  Itabaiana (SE) e Coruripe (AL).

Já o Atlético de Alagoinhas  se classificou no Grupo A-6. As outras equipes que avançaram no mesmo grupo são Tupynambás (MG), Brasiliense (DF) e Gama também do Distrito Federal.

Jogando em casa, em Coruripe (AL), os donos da casa venceram o Vitória da Conquista. O time do sudoeste da Bahia avançou para a próxima fase do Campeonato Brasileiro da Série D mesmo com a derrota, pois  ficou na terceira colocação,  com 22 pontos. Com 21 pontos,  o time alagoano também garantiu vaga na próxima fase.

A vaga que faltava para ser decidida no Grupo A-6 foi definida no confronto direto entre Bahia de Feira e Tupynambás (MG), na Arena Cajueiro, em Feira de Santana. O time mineiro venceu por 1 a 0 e ficou com a vaga, com 23 pontos. Já equipe baiana, com 18 pontos,  ficou pelo caminho.