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A cada necessidade de crescimento ou desenvolvimento, os coronéis do cacau, do comércio e dos serviços se reuniam e se cotizavam, doando terras, recursos em dinheiro e materiais para implantar uma rede de energia elétrica, a pavimentação de uma rua, e até a construção do aeroporto.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Não é todo o dia que se comemora 110 anos! Uma idade respeitável para uma venerável cidade, generosa, acima de tudo, e que sempre concedeu todas as oportunidades aos que a procuram. Mesmo antes de se emancipar de Ilhéus em 1910, o distrito de Tabocas era conhecido pela sua ousadia de filha precoce que sempre buscou andar com as próprias pernas, sem a dependência financeira.

De início, mal interpretada pela mãe Ilhéus, exigente e responsável pelo futuro da filha, cujos planos e costumes da época se limitavam ao agarramento das saias e submissão ao pátrio poder. Os quase 30 quilômetros da sinuosa estrada que os separavam Itabuna proporcionavam um desejo de independência, emancipação, pois a gente desbravadora das terras do sem-fim também sabia e queria dirigir seus destinos.

Em 1909 os comerciantes do distrito de Tabocas demonstravam sua pujança e fundaram sua Associação Comercial, com sede e diretoria própria, pronta para cuidar dos seus interesses econômicos. O distrito prosperava a olhos vistos com a chegada de leva de pessoas da Bahia, do Brasil e do exterior, fazendo funcionar todas as instituições da comunidade, sem a ajuda de Ilhéus.

Enquanto lutava por sua emancipação, desbravava novas áreas, plantava e colhia cacau, produzia alimentos para sobrevivência, comercializava e os melhores produtos da moda vindos da Bahia (Salvador), Rio de Janeiro e Paris. Os cacauicultores lucravam com a colheita do cacau e construíam as casas de comércio e seus sobrados, verdadeiros palacetes.

As adversidades sofridas com as cíclicas enchentes alternadas com as secas eram superadas à custa de muitas dificuldades daquela gente nortista – baianos da caatinga, sergipanos, alagoanos –, aliada aos turcos, sírios, libaneses, portugueses e espanhóis. E massa deu liga e até hoje está amalgamada na famosa Nação Grapiúna, de novos costumes e cultura do cacau.

Por anos a fio Itabuna esteve no ranking das cidades que mais cresciam no país e passou a ser considerada uma das principais para investimentos. O comércio e serviços contribuíram decisivamente para mantê-la continuamente nessa posição de destaque. Foram construídos hospitais, escolas, melhorada a infraestrutura urbana e rural e os filhos dos coronéis do cacau voltaram das capitais diplomados, ostentando anéis nos dedos.

E Itabuna se fez cosmopolita, passou a interagir mais com Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Paris, desta vez não só com as compras de catálogos, mas através das casas residenciais adquiridas nas capitais, a exemplo dos palacetes no chiquérrimo corredor da Vitória. Tudo financiado com o lucro das fazendas de cacau, produto exportado para todo o mundo.

E Itabuna não se fez de rogada ao perder quase uma dezena de distritos – emancipados –, ao contrário planejou sua economia no que mais pendia sua vocação: o comércio e a prestação de serviços, implantada com os melhores equipamentos. Época de estradas ruins e navegação de cabotagem precária, o itabunense construiu um aeroporto para chamar de seu.

A cada necessidade de crescimento ou desenvolvimento, os coronéis do cacau, do comércio e dos serviços se reuniam e se cotizavam, doando terras, recursos em dinheiro e materiais para implantar uma rede de energia elétrica, a pavimentação de uma rua, e até a construção do aeroporto. O sobe e desce dos aviões rivalizavam com muitas capitais brasileiras, devido ao alto poder aquisitivo da população.

Se o itabunense se preocupava com a economia, desprezava a política estadual e federal, mesmo elegendo deputados locais. Se ufanava da riqueza que produzia, mesmo recebendo migalhas em contrapartida. Bastava chegar ao tesouro estadual os recursos oriundos do Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) do cacau para rodar a folha de pagamento dos servidores e honrar os compromissos com fornecedores.

Não eram recursos exclusivos produzidos por Itabuna, embora grande parte foi gerada com a comercialização nas grandes empresas compradoras e exportadoras de cacau aqui localizadas. Veio a vassoura de bruxa e as aves de mau agouro vaticinaram o fim da lavoura cacaueira, a extinção de Itabuna do mapa econômico regional. Apenas ameaças que não chegaram a atemorizar o itabunense.

Aos poucos, a cidade conseguiu se recuperar e voltou a ocupar o lugar de destaque na Nação Grapiúna. Administrações desastrosas, intemperes, políticas econômicas, preços do cacau em baixa, nada disso abalou as estruturas sociais. Prova inequívoca é a pandemia da Covid-19, cujo efeito devastador não chega a paralisar a cidade, apesar dos decretos e ordens de fique em casa.

Consequência maior e mais triste é o itabunense nativo ou de coração não poder comemorar o  Dia da Cidade na verdadeira data, por ter sido antecipada. Doloroso hoje, prazeroso amanhã comemorar a volta por cima, nos moldes da cultura e tradição deste povo que não se entrega às dificuldades, pois sabe combater o bom combate, sagrando-se vencedor, como sempre.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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Daniel Thame

Itabuna chega aos 110 anos de emancipação no momento em que o mundo vive uma das piores crises sanitárias de sua história, com impactos devastadores na economia. Por causa da pandemia da Covid-19, a cidade paralisou as atividades comerciais e empresariais não essenciais por mais de cem dias e só agora inicia um processo gradual de reabertura, seguindo rígidos protocolos de segurança determinados pela Organização Mundial de Saúde.

A crise afeta diversos segmentos de Itabuna, mas a capacidade de se reinventar, superar crises e dar a volta por cima, está no DNA do itabunense, desde os pioneiros que iniciaram a transformação da então Vila de Tabocas na Itabuna com ares de metrópole, até os tempos atuais, em que o espírito empreendedor prevalece em meio a dificuldades que estão aí para serem superadas.

Fernando diz acreditar na capacidade de superação do itabunense

Itabuna atravessou as crises cíclicas do cacau, encarou a pior das crises até então, com o apocalipse gerado pela vassoura-de-bruxa e as crises econômicas nacionais. Mas sempre se superou, como vai superar os impactos ainda não mensuráveis da Covid-19 no sul da Bahia.

É assim, por exemplo, que pensa o prefeito Fernando Gomes, em seu quinto mandato à frente do município. Mesmo com foco na saúde, para preservar vidas. “Ao assumir a Prefeitura de Itabuna decidi olhar para frente e não reclamar do passado. E assim fiz e tenho feito. Confio na força de trabalho dos itabunenses, acredito na capacidade de superação e tenho confiança no futuro, porque Itabuna é uma cidade que sempre superou obstáculos para se consolidar como um dos polos da Bahia e do Nordeste” afirma.

ESPÍRITO EMPREENDEDOR

Duas gerações de empreendedores, Helenilson e o filho Manoel Chaves Neto

Implantar em Itabuna o primeiro shopping do Sul da Bahia no ano 2000, em meio a uma crise devastadora provocada pela vassoura-de-bruxa, parecia algo impensável. Não para Helenilson Chaves, visionário e empreendedor nato, um apaixonado pela cidade, que fez nascer um shopping que se transformaria num marco da consolidação da Itabuna como o maior polo comercial, prestador de serviços, lazer/entretenimento, saúde e ensino superior da região.

Jequitibá é um dos símbolos do comércio sul-baiano

Aos 20 anos, o Shopping Jequitibá, hoje dirigido por Manoel Chaves Neto, passa por um processo permanente de ampliação, modernização e ampliação do mix de produtos/serviços. Mesmo com o shopping fechado por 120 dias por causa da pandemia, Neto mantém o otimismo. “Quando ocorreu o fechamento das operações do Jequitibá por força da pandemia, decidimos encarar a avassaladora consequência da Covid-19, com foco na adequação do shopping ao novo normal, buscando alternativas e soluções para o empreendimento como um todo”.

“Reabriremos o Jequitibá com seis novos projetos sendo implementados. Essas ações são um exemplo da educação e ensinamentos de meu pai e a nossa eterna crença na capacidade de Itabuna superar crises. Continuamos e estamos convictos do potencial mercadológico de Itabuna, do sul da Bahia e por contar disto, em breve vamos anunciar relevantes novidades” ressalta Manoel Chaves Neto.

Leahy: comércio unido na travessia

A FORÇA DO COMÉRCIO

Além do comércio, Itabuna também se consolidou como polo regional de serviços na área da saúde, com centenas de leitos hospitalares, de clínicas e consultórios médicos das mais diversas especialidades, e no setor educacional, com universidades públicas e centros universitários privados. Seu raio de influência atinge 120 municípios e uma população superior a um milhão de habitantes.

Carlos Leahy, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabuna fala do otimismo e esperança nos 110 anos do município. “Itabuna sempre foi um celeiro de grandes empresários, com um comércio de abrangência regional. Vamos atravessar juntos essa situação inesperada e unidos vamos dar a volta por cima, saindo mais fortalecidos, porque essa essas são marcas do itabunense, empreender, não desistir nunca e olhar para o futuro com otimismo”.

Margotto fala de aspirações e força do itabunense

Para Edimar Margotto Junior, advogado, empresário e agropecuarista, “a terra de Jorge Amado, de Firmino Rocha, de Candinha Doria, de Cyro de Mattos, de Zélia Lessa e de Valdirene Borges” tem tudo para surfar a onda do desenvolvimento sustentável. “Superamos a vassoura-de-bruxa e somos referência pujante em comércio e em tecnologia, a 8ª economia da Bahia, com mais de 5.000 empresas e um PIB anual superior a R$ 3 bilhões”, afirma.

Segundo Margotto, com um orçamento anual que supera os R$ 600 milhões, Itabuna pode viver dias melhores, com direito a educação de qualidade e em tempo integral, com saneamento básico e despoluição do Rio Cachoeira, com ambiente propício ao empreendedorismo, um plano de mobilidade urbana”. “Podemos vivenciar um novo momento, com uma cidade mais humana e mais justa, sobretudo para as pessoas mais necessitadas”, finaliza.

Rafael Andrade: superação e mutirão que é exemplo para o mundo

EXEMPLO DE SOLIDARIEDADE

Idealizador e coordenador do Mutirão do Diabetes de Itabuna, maior evento de prevenção e tratamento da doença no mundo, o médico oftalmologista Rafael Andrade, do Hospital Beira Rio, afirma que uma importante característica da cidade é se superar perante grandes adversidades, com o que ela tem de melhor, a sua gente. “Quantas crises passamos e quantos vezes nos levantamos, ainda mais fortes?”. “Enchentes, secas, crises da vassoura-de-bruxa, muitas crises econômicas, mesmo assim seguimos em frente com este povo de fé que não se entrega” diz.

“Minha história é a prova deste solo fértil grapiúna. Aqui nasceu, cresceu e se expandiu para todo o Brasil, o Mutirão do Diabetes, que se mistura com a história da minha vida, que começou em 2004 atendendo pouco menos de 200 pessoas, e durante 15 anos vem atendendo dezenas de milhares de pessoas.”

Julius Kaeser, ex-diretor da Nestlé em Itabuna, fala da avidez do grapiúna em aprender

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

Julius Kaeser, que foi diretor da Nestlé em Itabuna no período de 1985 a 1998, hoje radicado em Portugal, testemunhou a bonança provocada pela alta do cacau e também da crise gerada pela vassoura-de-bruxa. “Algo que sempre me chamou positivamente a atenção com relação a comunidade grapiúna foi a forma fraternal no tratamento com as pessoas, o espírito empreendedor. A formação profissional dos colaboradores que trabalhavam na empresa também foi surpreendente. A avidez de querer aprender cada vez mais e se superar era até comovente”, diz.

“Foi um enorme prazer poder ter tido a oportunidade de liderar um grupo de pessoas tão motivadas. Foi uma lição de vida para mim e tenho a certeza de que mais uma vez a cidade vai ser recuperar e sair ainda mais fortalecida”, ressalta.

Itabuna registra 17.575 casos de Covid-19
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Digo tanto para fazer refletir: quantas vezes Itabuna se reconstruiu todos os dias nesses 110 anos? E nós? Passaremos por esses nossos igualmente firmes, pois como diria Valdelice Pinheiro, “[…] de doces e tristes coisas é feita a vida…”.

Ícaro Gibran || icarogibran1@gmail.com

Quando estive em Itabuna, era ainda uma centelha de vida, dia após dia abrindo as vistas para o mundo que me parecia ser a Avenida Juracy Magalhães e seu enorme fluxo. No enquadramento da janela entelada de um apartamento onde cheguei com meus pais, caatingueiros como eu, a turva visão de criança não me deixava conhecer tantas nuances em tantas encruzilhadas. Sim, por ali passavam viajantes, grapiúnas e agrapiunados, vidas cruzadas. Passava também o cotidiano do operário, do lojista, prestadores de serviço, mascates e o ritmo das horas aceleradas pela urgência em tomar os rumos da vida pós-crise.

A memória não me acode quanto aos pormenores, mas já em outra fase e em outra cidade, os relatos eram os de “pantomias” do menino que lançava pelas frestas e sobre os transeuntes tudo quanto fosse possível. Da repreensão, há recordância. Lançada, possivelmente, foi a profecia da volta.

Novos tempos, e quando Itabuna esteve em mim, aos 18, já não se tinha conta a fazer. Eu fui apenas um dentre tantos que vieram, retornaram ou permaneceram para a lida com a semeadura e cultivo de sonhos. Por vezes escutei pelas bandas do sudoeste baiano sobre o grandioso potencial da cidade com ares de capital. Essa impressão (a de teimosa latência) em mim continua morando. Mas cacau já não havia. Neste lugar estavam as marcas da pós-grapiunidade forjada a suor e sangue pelos que adubaram a monocultura e instituíram a hierarquia de subalternidades que organiza a dinâmica geográfica e decalca os limites da periferia e da violência ainda e sobretudo hoje.

Falo de hoje, pois permaneço nessa vivência há mais de década. Ainda que por ter recebido deste lugar os insumos necessários para uma formação privilegiada (é bem verdade), permaneço pelos ganchos com a resistência de uma cultura ímpar, dissidente, inquietante como os cheiros que se misturam ao cair da noite, abrindo o olfato para as madrugadas de chocolate no ar. Aqui estou pois, como no Cachoeira, há perenidade nos Vinte poemas do rio, do Cyro de Mattos. Há multifacetadas expressões na Inúmera Daniela Galdino. Há juventude fazendo literatura não canônica, há (re)existência e rap nas praças, e há poesia mesmo no desfilar das capivaras.

Digo tanto para fazer refletir: quantas vezes Itabuna se reconstruiu todos os dias nesses 110 anos? E nós? Passaremos por esses nossos igualmente firmes, pois como diria Valdelice Pinheiro, “[…] de doces e tristes coisas é feita a vida…”. Mas, por como me sinto – filho desse espaço –, é honra minha fazer com a poeta uníssono: “Eu sou plantada neste chão. Eu sou raiz deste chão. Este chão sou eu”.

Ícaro Gibran é bacharel em Comunicação Social (Uesc), pós-graduando em Gestão Cultural e atua no marketing sul-baiano há muitas lavagens de beco.

Itabuna tem mais dois óbitos pela Covid-19|| Foto José Nazal
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Itabuna ultrapassou a barreira dos 5 mil casos de Covid-19 nesta segunda-feira (27). Nas últimas 24 horas foram registrados mais 152 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. O número de infectados subiu de 4.852,ontem, para 5.004 nesta segunda-feira (27).

Itabuna tem 16.681 casos suspeitos notificados da Covid-19, sendo que 11.219 descartados, 3.009 pessoas que apresentaram os sintomas da doença em monitoramento, 2.729 casos ativos (pessoas se recuperando da doença) e 280 moradores aguardando o resultado do exame.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Itabuna tem 27 pacientes infectados pelo novo coronavírus internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros 51 em leitos de enfermaria. A Covid-19 já matou 109 pessoas no município do sul da Bahia.

Comércio de Itabuna voltará a abrir aos sábados, conforme decreto
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Por meio de nota, a Prefeitura de Itabuna informou, há pouco, que irá recorrer da decisão do juiz da 1ª Vara Fazenda Pública de Itabuna, Ulysses Maynard Salgado. O magistrado determinou o fechamento de atividades comerciais não essenciais no município, após pedido do Ministério Público Estadual (MP-BA).

Ainda na nota, a Prefeitura ressalta que todas as medidas de flexibilização foram definidas após análises da equipe técnica. “A Prefeitura esclarece ainda que a taxa de ocupação dos leitos inclui também pacientes de outros municípios. No Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, dos leitos de UTI que estão ocupados nesta segunda-feira (27), 38% são pacientes de outros municípios, 62% são pacientes de Itabuna. Já em relação aos leitos clínicos ocupados, 25% são pacientes de outros municípios, e 75% correspondem a pacientes de Itabuna. Vale salientar que há vagas disponíveis de leito clínico e de UTI”.

o município também aponta rotatividade dos leitos: “é grande, e que os dados mudam a todo momento”. A decisão liminar foi divulgada nesta segunda e determina o fechamento das atividades não essenciais.

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O juiz da Vara da Fazenda Pública de Itabuna, Ulisses Maynard, determinou o fechamento do comércio não essencial do município, a partir desta terça-feira (28), quando o município completa 110 anos. O magistrado atendeu a pedido do Ministério Público Estadual (MP-BA), que cobra apresentação do plano de reabertura e aponta manutenção do ritmo de crescimento dos casos de covid-19 e de mortes provocadas pela doença.

A reabertura, conforme a decisão, somente poderá ocorrer quando a média dos últimos 14 dias apontarem queda do número de óbitos e queda dos casos de covid-19 no somatório de 21 dias. Nos últimos dias, o município tem ficado com, no máximo, dois leitos de UTI disponíveis para vítimas da doença.

Pela decisão, as igrejas e templos religiosos não poderão reunir mais que 50 pessoas, independente do espaço. O comércio considerado não essencial reabriu no último dia 9.

Motoboy Enoque Foneca entre as vítimas da Covid-19 em Itabuna
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Mais 159 pessoas em Itabuna testaram positivo para o novo coronavírus nas últimas 24 horas. O número de casos de Covid-19 saltou de 4.693, ontem, para 4.852 neste domingo (26). Foram confirmadas mais duas mortes pela doença. Uma das vítimas foi o motoboy Enoque Faneca, de 47 anos.

Muito querido no bairro onde morava e respeitado pelos colegas de profissão e pelos clientes que conquistou aos longos dos anos de trabalho, Enoque Faneca faleceu na tarde de hoje.  Morador do bairro Conceição, Enoque deixa mulher, filhos e muitos amigos. Ele lutou pela organização e regularização da profissão do serviço de mototáxi em Itabuna.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado há pouco pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o número de óbitos passou de 105, ontem, para 107 neste domingo. Itabuna contabiliza 16.463 notificações de casos suspeitos do novo coronavírus, com 10.357 descartados e 2.625 casos ativos (pessoas se recuperando da doença.

Existem 378 pessoas aguardando o resultado de exame e 2.120 curados da doença em Itabuna. Há também 26 pacientes em estado grave internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 49 em leitos de enfermaria em hospitais da cidade.

Rosemberg defende unidade da base aliada em Itabuna na disputa de 2020
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O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) voltou a defender a unidade da base aliada do governador Rui Costa em Itabuna na disputa eleitoral de 2020. Numa entrevista ao Bom Dia Bahia, da Rádio Difusora, neste final de semana, o parlamentar apontou que o adversário do governo Rui Costa no município é o médico Dr. Mangabeira.

– Nosso adversário em Itabuna é Mangabeira, que assumiu publicamente apoio a Bolsonaro e ao candidato de ACM Neto. Agora, com o desgaste de Bolsonaro, ele tem dito que não tem nada a ver com Bolsonaro, mas Mangabeira já incorporou o bolsonarismo – disse Rosemberg, observando que o processo está sendo coordenado pelo senador Jaques Wagner, delegado pelo governador Rui Costa.

O deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa diz entender que todos os partidos da base trabalham pela unidade. “Entendo que estamos juntos, e não vejo problema alguém expor opinião ou preferência agora”.

Rosemberg também falou que o partido dele, o PT, tem pré-candidato em Itabuna, o ex-deputado e ex-prefeito Geraldo Simões, principal liderança do partido na região. “Temos que entender que fazemos parte da base junto com os outros partidos”, assinalou.

Fiscais proíbem "feira do rolo" no Centro Comercial de Itabuna
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Tradicional ponto de vendas de produtos usados e até roubados ou furtados, a Feira do Rolo foi alvo de uma ação de fiscais da Secretaria de Sustentabilidade Econômica de Itabuna neste sábado. De acordo com o Diretor de Indústria e Comércio, Edvaldo Alves, havia aglomeração de pessoas, boa parte sem máscaras faciais.

No momento da ação, na manhã deste sábado, eram comercializados celulares, caixas de som e até bicicleta. “Pedimos que todos saíssem do local. A Lei não permite esse tipo de venda, principalmente aglomerando pessoas”, disse.
O trabalho foi realizado até o meio-dia para assegurar o cumprimento da medida.

BARES AUTUADOS

De acordo com a Prefeitura, cinco bares dos bairros Califórnia, São Caetano e Santo Antônio foram multados, na noite de ontem (24), por estarem abertos, contrariando legislação, além de usar som em alto volume e aglomerar pessoas. Foram apreendidas mesas e caixas de som que estavam sobre as calçadas.

"Babau" era figura bastante popular e querida em Itabuna
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Lecival Apóstolo de Jesus, “Babau”, uma das figuras populares mais queridas da política itabunense nas últimas duas décadas, saiu de cena na madrugada deste sábado (25). Um infarto tirou-lhe a vida três dias depois de completar 57 anos.

Flamenguista e figura que adorava uma boa resenha, principalmente dos bastidores da política, Babau tinha legião de amigos. A língua afiada, característica, também garantia boas risadas.

Babau deixa esposa, Maria José (Deda), três filhos e netos. O corpo está sendo velado no SAF, na Juca Leão, em frente ao Grapiúna Tênis Clube, e o sepultamento está marcado para as 14h deste sábado.

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O Itabuna registrou, nas últimas 24 horas, mais quatro mortes causadas pelo novo coronavírus. O número de óbitos passou de 99, ontem, para 103 nesta quinta-feira (23), conforme boletim epidemiológico divulgado há pouco pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Nas últimas 24 horas, Itabuna registrou mais 107 casos de Covid-19. O número de infectados pelo vírus saltou de 4.459 para 4.566. O município do sul da Bahia tem 15.498 casos suspeitos notificados, com 10.542 descartados e 219 esperando resultado do exame.

Itabuna também tem 2.477 pessoas se recuperando do novo coronavírus, 1.986 curadas e outras 2.695 com os sintomas da doença sendo monitoradas, segundo informou a SMS. Existem ainda 28 pacientes internados em leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros 53 em leitos clínicos.

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Quatro traficantes foram localizados na noite desta quarta-feira (22), em um imóvel rua Manoel Vitorino Alves Miranda, no bairro de Arnulfo Órfão, que funcionava como Quartel Geral do tráfico de drogas, em Iguaí. Essa foi segunda fase da ‘Operação Mundare’ para combate do tráfico de drogas e crimes contra a vida.

As equipes da Delegacia Territorial de Iguaí e da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/ Itapetinga) chegaram no imóvel para cumprir mandado de prisão contra um dos integrantes do grupo e encontraram o quarteto separando a droga para a venda.

Duas mulheres e um homem acabaram presos por tráfico de entorpecentes. Um adolescente, investigado por ato infracional análogo a homicídio em Jequié, atirou contra os policiais durante a tentativa de fuga, foi ferido e socorrido para o hospital Manoel Martins, mas não resistiu. Ele já tinha uma entrada por receptação.

Dois tabletes e meio de maconha, 130 porções da erva prontas para a venda e um revólver calibre 38 foram apreendidos pelas equipes. De acordo com o titular da DT da cidade, delegado Shangai Alexandre Ramos Rocha, o grupo atuava em Jequié, Itabuna e Iguaí. “As investigações para localizar outros integrantes de grupos continuam”, frisou o policial. Os presos permanecem na DT de Itapetinga à disposição da Justiça.

Feira Virtual será realizada nesta quinta-feira, a partir das 17h
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As Faculdades Pitágoras e Unime promovem, nesta quinta-feira (23), a 1ª Feira de Empregabilidade Virtual com divulgação de vagas de emprego e cursos de capacitação para quem está em busca de recolocação profissional. O evento online é gratuito e aberto ao público. Os interessados podem se inscrever por meio do link https://bit.ly/FeiraPitagoraseUnime. Para informações e dúvidas, entrar em contato ou enviar mensagem por WhatsApp nos números: (73) 99975-6230 ou (73) 98226-3635.

Analista fiscal, auxiliar de depósito, coordenador comercial, empacotador, encarregado de produção, mecânico de caminhão, professor acadêmico e repositor são algumas das oportunidades de emprego disponíveis.

Já a programação de cursos aborda temas como: “Planejamento de carreira para além da orientação profissional”, “Como ser um empreendedor de sucesso nas redes sociais?” e “Como aumentar a sua empregabilidade em um momento que o mundo parou?”. O evento será transmitido nos canais oficiais no YouTube da Pitágoras Teixeira de Freitas e Unime Itabuna. Confira a programação no “leia mais’, abaixo.Leia Mais

Unidade do Odontocentro é reinaugurada após 18 meses
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Convênio de cooperação técnica e financeira firmado pela Secretaria de Saúde e a Rede UniFTC permitiu a reabertura do Centro de Especialidades Odontológicas de Itabuna (Odontocentro). A unidade estava fechada há quase dois anos devido à falta de investimentos e necessidade de reforma e aquisição de equipamentos e mobiliário.

Com o convênio com a UniFTC, o Odontocentro poderá funcionar à noite, segundo o secretário municipal de Saúde, Emerson Oliveira. O Odontocentro oferece serviços especializados odontológicos, a exemplo de endodontia, periodontia, cirurgias e atendimento de pacientes especiais, e conta com 6 consultórios e 16 profissionais de Odontologia.

A coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria de Saúde, Cláudia Rejane Alves, disse que o convênio permitirá ampliar o atendimento aos usuários do SUS, com a atuação dos graduandos de Odontologia da UniFTC, por meio do estágio supervisionado, e atividades acadêmicas que serão realizadas no espaço na formação profissional de todos.

De acordo com o diretor da UniFTC de Itabuna, Kaminsky Mello Cholodovskis, a parceira com a Prefeitura faz parte das iniciativas de responsabilidade social da instituição de ensino, com foco na melhoria da qualidade do atendimento em saúde no município e melhor capacitação de seus alunos.

– Estamos alegres com o resultado desta parceria que hoje tornou concreto a reabertura do CEO que, além de atendimento aos usuários do SUS, servirá como espaço para o desenvolvem de aulas práticas acadêmicas e estágio supervisionado para os nossos alunos de Odontologia – pontuou o diretor.

Pastor Geraldo Meireles e Gilson Pinheiro, do Ministério da Ação Social, fazem entrega no Hospital de Base
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O Ministério da Ação Social da Igreja Batista Teosópolis (IBT) de Itabuna, no sul-baiano, vem distribuindo donativos para várias instituições, projetos e comunidades carentes de Itabuna. Foram doadas 1.500 máscaras de proteção para o setor de Hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna; para mães da atendidas pela Maternidade Ester Gomes por meio do Projeto “Fale com a parteira”; Albergue Bezerra de Menezes; e para o Abrigo Dr. Baldoíno, além de pessoas de comunidades pobres da cidade.

A Igreja Batista Teosópolis, uma das mais tradicionais da cidade, também contribuiu para aquisição de material para confecção de máscaras do Hospital de Base de Itabuna, além de doar kits com toalha e lençol para o Hospital de Base e para a Santa Casa, especialmente aos profissionais de saúde que estão confinados para atendimentos aos pacientes da Covid-19.

O Ministério da Ação Social da Igreja vem realizando, mensalmente, a distribuição de 60 cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social. Uma equipe de psicólogos membros da igreja e voluntários vem atendendo profissionais de saúde e da segurança pública.