As inscrições para o Universidade para Todos serão abertas na terça-feira || Foto Danilo Oliveira/Ascom Uneb
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O Programa Universidade para Todos abre, na próxima terça-feira (18), inscrições para 20.110 vagas em 218 municípios baianos, com atividades em 358 polos de funcionamento. As aulas serão iniciadas no próximo dia 14 de abril, com o suporte de 624 profissionais das áreas administrativa, pedagógica e de monitoramento.

Para concorrer a uma vaga no Universidade para Todos, no ato da inscrição, o candidato deverá selecionar o município, o turno e a modalidade de oferta das aulas de seu interesse.  As inscrições podem ser feitas até o dia 27 deste mês pela internet, no endereço upt.educacao.ba.gov.br.

A seleção dos candidatos inscritos será por sorteio eletrônico, por meio do sistema informatizado da Secretaria da Educação (SEC). De caráter classificatório, o sorteio ocorrerá em 28 de março de 2025, às 9h.

As ações pedagógicas do Universidade para Todos se dão por meio de aulas de segunda a sexta feira, abordando os componentes curriculares – Português, Redação, Literatura, Matemática, Física, Química, Biologia, História, Geografia, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol) –, que são ofertados e desenvolvidos pelas universidades públicas parceiras.

AULAS NOS FINAIS DE SEMANA

Aos finais de semana, a maratona do conhecimento continua com a oferta de atividades complementares, de acordo com a modalidade de oferta escolhida pelo candidato. Entre as opções, aulões, com conteúdo cobrados nos processos seletivos de ingresso ao Ensino Superior (ENEM/exame vestibular).

Ainda nos finais de semana serão realizados simulados para que os alunos possam vivenciar como acontece o processo do ENEM, testar seus limites e possibilidades e estabelecer metas e redimensionar os estudos; orientação profissional; giro das profissões e oficinas, sempre buscando estratégias diversificadas que possibilitam a interdisciplinaridade com as áreas do conhecimento, com participação dos monitores e interação dos estudantes.

Pode participar do programa o estudante da rede pública da Bahia que estiver regularmente matriculado, em 2025, no 3º ano do Ensino Médio regular e suas modalidades correspondente; no 4º ano da Educação Profissional integrada ao Ensino Médio ou suas modalidades correspondentes na rede estadual ou egressos do Ensino Médio estadual e/ou municipal do Estado da Bahia.

O Universidade para Todos contará, ainda, com o envolvimento de 1.413 monitores, preferencialmente estudantes universitários. Além do aumento de vagas, outra novidade é a parceria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que se junta às demais instituições de Ensino Superior parceiras em 2024 (Uneb, Uesc, Uefs, Uesb, UFRB, UFSB e Ufob).  Este ano, o governo estadual está investindo R$ 18 milhões no programa.

Gabriel e Larissa em leitura de "A Fala do Santo", de Ruy Póvoas, || Foto Sávio Lawinscky
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A Fala do Santo, do professor e poeta Ruy Póvoas, vai abrir o Ciclo de Leitura Dramática da Casa de Cultura Jonas&Pilar, às 19h da próxima sexta-feira (14), em Buerarema, sul da Bahia. Os atores Larissa Profeta e Gabriel Xavier vão explorar o universo dos contos da obra do escritor grapiúna.

A leitura dramática tem por base a pesquisa e o estudo da força teatral e do viés sócio-histórico da obra de Ruy Póvoas, que explora com rigor o itan, gênero textual narrativo sedimentado no registro escrito de histórias da tradição oral afro-brasileira, sempre pautadas em um ensinamento.

Gabriel e Larissa com o professor e escritor Ruy Póvoas ao centro || Foto Sávio Lawinscky

A dramatização desses contos respeita a construção de um dos maiores escritores sul-baianos, explorando as repercussões semânticas desses textos, valorizando a riqueza e o vasto repertório da sabedoria popular. O trabalho começou a ser construído em dezembro de 2023 pelos atores Gabriel Xavier e Larissa Profeta e estreou em 25 de fevereiro de 2024, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, e chega a Buerarema neste fim de semana.

A leitura da obra de Ruy Póvoas tem encenação de Gabriel e Larissa, com preparação vocal de Natália roux e fotos de Sávio Lawinscky. Após A Fala do Santo, a Casa de Cultura trará leitura de As Estrelas do Orinoco, do escritor mexicano Emilio Carballido.

O Ciclo de Leitura Dramática é promovido pelo Instituto Macuco Jequitibá com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Buerarema e apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, por meio das secretarias estaduais da Fazenda e da Cultura.

SERVIÇO
A Fala do Santo: uma leitura da obra de Ruy Póvoas
Onde: Casa de Cultura Jonas&Pilar (Buerarema/Ba)
Quando: 14 de março de 2025, sexta-feira
Horário: 19h
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

Armário Cultural reúne obras literárias e jogos educativos voltados ao público infantil em Ilhéus || Foto Darana
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Após quatro anos de implantado, o Armário Cultural, da Bamin, já beneficiou 16 comunidades de Ilhéus, no sul da Bahia, onde a empresa ergue o intermodal Porto Sul. O projeto consiste em estantes com livros e jogos educativos direcionados ao público infantil. De acordo com a empresa, são beneficiadas diretamente 450 pessoas.

Os armários ficam nas comunidades de Valão, Itariri (Badameiros), Barra, Lagoa Encantada, Urucutuca, Carobeira, Castelo Novo, Sambaituba, Aritaguá, Lava-Pés, Retiro, Vila Juerana, Vila Olímpio, Itariri e Mamoan. Neles, estão aproximadamente 1.700 itens, entre livros e jogos didáticos, fornecidos pela empresa de mineração. Periodicamente, os armários passam por manutenção e têm os seus acervos revisados.

O conteúdo dos armários é definido de acordo com as necessidades apontadas em cada localidade, faixa etária do público-alvo e proposta da comunidade. Os títulos dos livros são selecionados por meio de curadoria literária, feita pela coordenação do Programa de Valorização da Cultura (PVC).

Na escolha do material didático, prioridade para o conteúdo regional, buscando assim estimular o conhecimento da própria história das comunidades. São feitas buscas por meio de editoras e livrarias dentro das áreas de atuação da empresa, garantindo que os recursos empenhados sejam injetados na economia local.

Com os mesmos critérios, são escolhidos os jogos didático-pedagógicos, que contribuem de forma lúdica para o desenvolvimento intelectual. Sempre que há uma nova entrega de armário às comunidades, são realizadas dinâmicas culturais, como contação de histórias e pocket shows, com pequenas encenações teatrais de artistas da região.

“O Armário Cultural permite a democratização e ampliação do acesso à leitura e à educação. A ação vai muito além da entrega de livros, material didático e jogos educativos, pois propõe uma transformação de hábitos e valores de consumo consciente”, defende o coordenador de Relacionamento com Comunidades da Bamin, Ramon Chalhoub.

VALORIZAÇÃO DA CULTURA

O Programa de Valorização da Cultura (PVC) foi criado pela Bamin no Porto Sul para, segundo a empresa, estimular a produção cultural da região, além de preservar as tradições locais. Para isso, também são promovidas diversas atividades, como mutirões de cultura e ações de incentivo à leitura e ao resgate das memórias culturais.

Nazir Maron lança o livro Faça do Início ao Fim || Foto Redes Sociais
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O escritor e artista plástico Nazir Maron lança, nesta quinta-feira (12), às 18h, na livraria Badauê, localizada na Praça Ruy Barbosa, no Centro de Ilhéus, seu novo livro, Faça do Início ao Fim. A obra reúne 40 poemas e outros textos do autor. A edição é da Via Litterarum e tem prefácio da escritora e atriz Rita Santana.

De acordo com o professor Euzner Teles, o quarto livro de Nazir Maron aborda, de forma poética, os significados da vida para uma humanidade de destino apocalíptico, com reflexões existenciais que vão da banalidade do cotidiano à cama.

Além de sessão de autógrafos com o autor, o lançamento terá declamação de poesias e apresentação de DJ Pabulo. A entrada é franca.

Para deputado, terra Natal do escritor merece mais atenção do estado
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O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) avalia que o Governo do Estado deve adotar medidas para a valorização do legado de Jorge Amado (1912-2001) e a proteção cultural do distrito de Ferradas, em Itabuna, onde o escritor nasceu. O posicionamento é objeto de indicação a ser apreciada pela Assembleia Legislativa da Bahia.

Para o socialista, há descompasso entre a grandeza da obra amadiana e as ações dos poderes públicos visando à preservação e promoção do legado do escritor em Ferradas. Hoje, segundo o parlamentar, esse trabalho é feito por pessoas dedicadas, mas sem o apoio e a estrutura para desenvolver todo o seu potencial. Ele ressaltou o memorial, a estátua e a corrida Filho Amado, que percorre os caminhos de Jorge em Ferradas, Ilhéus, Salvador e Portugal.

O parlamentar solicita que o Governo da Bahia tome medidas concretas para garantir a proteção e preservação do local de nascimento de Jorge Amado, incentivando o fomento de projetos culturais e turísticos, investindo em infraestrutura no distrito, como a criação de museus e outros equipamentos culturais, bem como promovendo mecanismos de apoio às iniciativas locais voltadas à preservação da memória, como a corrida Filho Amado.

A valorização de Ferradas, conforme Hilton Coelho, ultrapassa a homenagem a Jorge Amado, porque também é um reconhecimento do distrito e do sul da Bahia como berços de grandes talentos culturais. “É essencial que Ferradas seja incluída no Circuito Jorge Amado, um roteiro turístico que já engloba diversos pontos significativos da trajetória do escritor. A inclusão de Ferradas nesse circuito representaria um passo fundamental para a valorização do distrito, promovendo o turismo cultural e gerando benefícios para a economia local”, acrescentou.

Na indicação, o deputado solicita que o estado tome medidas para garantir a proteção e preservação do local de nascimento de Jorge Amado, fomentando projetos culturais e turísticos e investindo em infraestrutura no distrito, como na criação de museus. Também indica mecanismos de apoio às iniciativas locais voltadas à preservação da memória social, a exemplo da corrida Filho Amado.

Ailton Krenak e Ana Paula Tupinambá durante atividade na manhã de hoje (14) na Flizinha || Foto Júlia Barreto/PIMENTA
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Uma saudação ao sol na Flizinha com o filósofo e ambientalista Ailton Krenak abriu o segundo dia da Festa Literária de Ilhéus (FLI), na manhã desta quinta-feira (14), no Centro de Convenções de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes.

Krenak iniciou a atividade com uma saudação ao sol e, de forma lúdica, falando de natureza – inclusive humana, para o público infantil, na mesa de contos indígenas no espaço infantil da FLI. “Nós somos natureza”, afirmou para a plateia e ao lado de Ana Paula Tupinambá, quando discorreu sobre o encantamento de ser criança.

Dos convidados mais esperados desta edição da FLI, Krenak também participará de roda de conversa, ainda hoje, às 18h, no Espaço Jorge Amado. Com Casé Agantu, o escritor falará d´A Natureza do Tempo Presente, com mediação de Elisa Oliveira.

Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Krenak é ativista indígena e autor de obras como Ideias para adiar o fim do mundo, livro já traduzido para várias outras línguas, dentre elas francesa, alemã e inglesa. É das principais e mais respeitadas vozes na defesa do meio ambiente no mundo.

Mia Couto é um dos nomes confirmados na edição de 2024 da FLI || Foto TAG Blog

MIA COUTO: QUEM SÃO OS OUTROS

A FLI tem programação diversificada e reúne autores regionais, baianos, nacionais e traz como um dos seus convidados o moçambicano Mia Couto, escritor dos mais presentes no cotidiano e na leitura os brasileiros.

A participação dele será nesta sexta-feira (15), às 18h, no Espaço Jorge Amado, na roda de conversa Os outros somos nós, com mediação de Elis Matos. Nos três dias, haverá várias atividades voltadas a crianças, adolescentes e adultos. O encerramento, na sexta-feira, terá show com Silvanno Salles.

Ruana Silva, Alexandre Coimbra e Maria Menezes no primeiro dia da FLI || Foto Divulgação

A ABERTURA DA FLI

A edição 2024 da FLI começou ontem (13). Coordenadora-geral da Festa Literária, a jornalista Vanessa Dantas falou do peso da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e da Academia de Letras de Ilhéus (ALI) na consolidação do evento ao longo das seis edições anteriores. “Agora, a nossa coordenação chega para somar junto com eles”, assegurou.

Vladimir Pinheiro, presidente da Fundação Pedro Calmon, vê a Festa Literária de Ilhéus fundada em um princípio fundamental às políticas culturais do Governo da Bahia. “É a possibilidade de trazer para os nossos jovens, aos nossos estudantes, mas para a sociedade de uma forma geral, a perspectiva de sonho, de utopia, de uma cultura de paz”.

Autoridades regionais e estaduais participaram da abertura da FLI, nesta quarta || Foto Divulgação

Líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Rosemberg Pinto recordou a importância de Ilhéus para a formação da sociedade baiana e já vislumbra a FLI com destaque no circuito nacional das feiras literárias. “Faltava um evento literário do tamanho que Ilhéus merece. Tenho convicção de que essa Festa Literária se transformará numa das maiores do Brasil, incluindo o potencial turístico da cidade”, afirmou

O COMEÇO

Reitora da Uesc por duas vezes e ex-secretária da Educação da Bahia, a professora Adélia Pinheiro deixou sua marca na construção histórica da Festa Literária de Ilhéus e falou da experiência de vivenciar a sétima e maior edição da FLI. “O sentimento é de orgulho e grande alegria em ver estudante, professor, o público interagindo com diferentes formatos de leitura, literatura e arte”.

A 7ª Edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) é promovida pela Sarça Comunicação e tem a LDM como editora oficial do evento. A FLI reúne como parceiros a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Governo do Estado da Bahia, por meio da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura, da Secretaria de Educação e da Secretaria de Turismo.

Romualdo Lisboa é curador da programação artística da 7ª FLI || Foto Blog do Gusmão
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A 7ª edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) começa na próxima quarta-feira (13) com diversidade de intervenções artísticas em três palcos no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães. O palco O gato malhado e a andorinha Sinhá é garantia de sucesso com a criançada. Já o Gabriela Cravo e Canela traz a música para a cena. Entre um e outro, o Palco Itinerante, com palhaços e personagens dos livros de Jorge Amado, conduz o público pela vasta programação da FLI.

“A gente quis dar o máximo de diversidade possível e ampliar as possibilidades. Eu espero que funcione bem”, afirma o dramaturgo e diretor do Teatro Popular de Ilhéus, Romualdo Lisboa, responsável pela curadoria artística da Festa.

Um dos objetivos, segundo ele, é favorecer a presença prolongada do público infantil na FLI. “Além do lançamento do livro, da conversa com o autor, as crianças e adolescentes vão ter atrações artísticas durante o dia. A gente selecionou contadores de histórias e espetáculos infantis”.

Uma das atrações é o espetáculo musical de contação de histórias A Aventura de Mariá e Mureci, com manipulação de bonecos e objetos. A cultura popular vem forte com o Bumba-meu-boi da Juerana, A Volta de Jiboia e o Bicho Caçador.

MÚSICA, POESIA E MOQUECAGEM

À noite, a música toma conta do Palco Gabriela Cravo e Canela, reunindo um time de peso, com o Samba da Leoah, Mulheres em Domínio Público, os DJs Orixá Africano e Naharaujo e muito mais. “A gente está no Novembro Negro e traz a Orquestra Afro Gongombira”, ressalta Romualdo Lisboa.

O curador também destaca o Sarau do Poeta, de Jackson Costa; a Moquecagem, aula performance de Rafael Magalhães; e o show Panfletários, de Cabeça Isidoro (confira a programação completa ao final do texto).

De acordo com Romualdo, com os palhaços durante o dia e os personagens amadianos à noite, o público será instigado a transitar pelos diferentes ambientes da Festa Literária de Ilhéus, que tem sua programação central dividida nos espaços Jorge Amado, Juventudes FLI e Flizinha.

PRODUÇÃO NAS ESCOLAS

O curador também chama atenção para o lugar de destaque conferido à criatividade dos alunos da rede estadual de ensino. “A produção literária das escolas, dos estudantes, também vai para a Festa Literária. A gente vai ter recital de poesia, música, apresentações teatrais, tudo das escolas estaduais da nossa região.

A LDM é a Editora Oficial do evento, e a FLI recebe também como convidadas as editoras Editus, Via Litterarum, Tertúlias, Teatro Popular de Ilhéus, Editora Mondrongo, Academia de Letras de Ilhéus, Alita – Academia de Letras de Itabuna, Casa da Cultura Popular, Coletivo Raiz, Coletivo Vixi Bahia e Autores(as) Independentes.

A 7ª Edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) é uma produção da Sarça Comunicação, tem a LDM como Editora Oficinal do evento e conta com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), do Governo do Estado da Bahia, por meio da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educação.

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA | 7ª FLI

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Livro que narra a trajetória do ex-prefeito José Oduque Teixeira é uma das obras selecionadas
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Saiu a lista das 20 obras selecionadas para lançamento coletivo na 7ª edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI), que começa no próximo dia 13. Todos os autores vão participar de sessão de autógrafos no evento, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes, Centro.

Uma das curadoras da 7ª FLI, a professora e gestora cultural Dinalva Melo confirma para o dia 15 de novembro o lançamento coletivo e sessão de autógrafos dos autores selecionados. Será na faixa das 9h30min às 11h30min, no Centro de Convenções.

– Cada autor terá um banner, com sua foto, a descrição da sua obra e uma síntese da sua biografia. Também terá cinco minutos para uma breve exposição sobre o trabalho, se desejar – acrescentou Dinalva.

Segundo a curadora, o chamamento público foi uma forma de democratizar um espaço de grande visibilidade, garantindo acesso a artistas residentes em qualquer lugar do Brasil.

O evento literário terá, nesta edição, participação de grandes autores e expressões da literatura nacional e internacional, a exemplo de Mia Couto e Ailton Krenak. O evento tem a LDM como editora oficial do evento e reúne as convidadas Editus (Uesc), Via Litterarum, Tertúlias, Teatro Popular de Ilhéus, Editora Mondrongo, Academia de Letras de Ilhéus, Academia de Letras de Itabuna (Alita), Casa da Cultura Popular, Coletivo Raiz, Coletivo Vixi Bahia e Autores(as) Independentes.

A 7ª Edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) é produzida pela Sarça Comunicação e conta com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), do Governo do Estado da Bahia, por meio da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura, e da Secretaria de Educação.

AUTORES E OBRAS SELECIONADOS

FERNANDA SILVA – Obra “O MEU LIVRO DE POESIAS “QUINTAL DE CASA: MEMÓRIAS”

ANA LÚCIA SANTOS – Obra ‘’LÍNGUA, SALIVA E SUOR’’

GILDO AUGUSTO – Obra ‘’REDES SOCIAIS E SEUS IMPACTOS NA AUTOIMAGEM”

CRISTINA BARRETO – Obra “A MENINA QUE NÃO SABIA SONHAR’’

ALESSANDRA MELO – Obra ‘’A VIRADA DECOLONIAL NA ARTE BRASILEIRA’’

GEISA LIMA – Obra ‘’HISTÓRIAS DO NOSSO ITAPICURU’’

TOM FIGUEIREDO – Obra ‘’ERAM MUITOS LEÕES’’

LUCIANA OLIVEIRA – Obra “PINTEI A LUA DE JASMIN’’

CLÁUDIO ZUMAETA – Obra ‘’A UNHA DO ELEFANTE ‘’

JANETE RUIZ DE MACÊDO – Obra ‘’HISTÓRIA E VIDA JOSÉ ODUQUE TEIXEIRA’’

TERESA SÁ – Obra “BORBOLETAR”

MARIA LUISA SILVA SANTOS –Obra “MATILDA, A PRINCESA REFUGIADA’’

LEILA OLIVEIRA – Obra ‘’ ALÉM DOS CÔMODOS ‘’
GRAZIELA GUIMARÃES DOS ANJOS – Obra ‘’ PSIU, EI MOÇA!’’

ARCHIBALDO DALTRO BARRETO FILHO — Obra “ VARAL”

ELISA OLIVEIRA – Obra “THEO E O SOL NA CABEÇA”

MARCIAL COTES JORGE –Obra “A PRETA DA AREIA: UMA RELEITURA DA BRANCA DE NEVE PARA A TERRA DE JORGE AMADO”

FERNANDA BRASIL –Obra “ QUANDO EU PERDI VOCÊ”

PAULO MAGALHÃES –Obra “TUDO O QUE A BOCA COME”

SIMONE CAETANO — Obra “ A VOZ DE ARMANDINHO MACEDO”

 

LISTA DE AUTORES NA RESERVA NO LANÇAMENTO DE LIVROS NA FLI

1 JANDAIRA FERNANDES DA SILVA – Obra “ ESCREVIVÊNCIAS SOBRE A LEITURA LITERÁRIA”

2. JOSE ALVES NUNES – Obra “UM CAMPONÊS E O NATURALISTA.ENTENDA QUEM É VOCÊ NESTA HISTÓRIA

3. RAFAEL FREIRE FERREIRA – Obra “UM BOCADO DE UM TANTO”

4. CAROL MOURA – Obra “OPÇÃO VIDA”

Mia Couto é um dos nomes confirmados na edição de 2024 da FLI || Foto TAG Blog
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A maior de todas as edições da Festa Literária de Ilhéus (FLI) começará dia 13 de novembro. A programação já divulgada promete atrair nomes de peso da literatura ao Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes, cartão-postal da Terra da Gabriela. A edição deste ano tem participações confirmadas de Mia Couto, Ailton Krenak e Emília Nuñez e vai até 15 de novembro.

O filósofo e escritor Ailton Krenak, membro da Academia Brasileira de Letras, participará de dois dos três espaços da Festa. O escritor moçambicano Mia Couto e a escritora Emília Nuñez, vencedora do Prêmio Jabuti 2023, também confirmaram presença.

ESPAÇO JORGE AMADO

A edição deste ano terá suas atividades distribuídas em três espaços: o Jorge Amado, com as mesas principais; o Flizinha, para as crianças; e o Juventudes FLI, voltado para a faixa etária dos 14 a 24 anos, além da programação artística que promete grandes nomes ainda. A coordenação geral é assinada pela jornalista, especialista em Gestão da Comunicação e Gerenciamento de Projetos, Vanessa Dantas.

Já o lançamento coletivo de livros, que vai selecionar 20 autores(as) residentes no Brasil, está com inscrições abertas até o próximo sábado (2). (inscreva-se: https://forms.gle/pRW4AsMJ74uuQyFa6).

A LDM é a Editora Oficial do evento e a FLI recebe também como convidadas as editoras Editus, Via Litterarum, Tertúlias, Teatro Popular de Ilhéus, Editora Mondrongo, Academia de Letras de Ilhéus, Academia de Letras de Itabuna (Alita), Casa da Cultura Popular, Coletivo Raiz, Coletivo Vixi Bahia e Autores(as) Independentes.

A 7ª Edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) é uma produção da Sarça Comunicação, tem a LDM como Editora Oficinal do evento e conta com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), do Governo do Estado da Bahia, através da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educação.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA 7ª FLI

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A organização da 7ª Festa Literária de Ilhéus (FLI) publicou edital para a seleção de autores(as) interessados(as) em participar do lançamento coletivo de livros e da sessão de autógrafos durante o evento, que vai movimentar o Centro de Convenções da cidade de 13 a 15 de novembro. O prazo de inscrições vai até o próximo sábado (2), pela internet.

Podem participar do chamamento escritores(as), quadrinistas, cordelistas e ilustradores(as) residentes em qualquer parte do Brasil. Das 20 vagas, duas são reservadas para pessoas com deficiência, uma para negro(a) e outra para indígena. A inscrição é gratuita.

Para se inscrever, é necessário acessar o Edital de Chamamento (https://forms.gle/pRW4AsMJ74uuQyFa6) e preencher a ficha de inscrição disponível nele. Depois, a ficha preenchida deverá ser encaminhada para o e-mail lancamentoeditalfli@gmail.com, acompanhada de portfólio-biografia, capa do livro em alta definição, foto do(a) autor(a), além dos anexos 2 a 8 (no que couber).

Além das 20 obras selecionadas, outras cinco formarão cadastro reserva. O resultado da seleção será divulgado até o dia 6 de novembro.

LANÇAMENTO E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS

A professora e gestora cultural Dinalva Melo, uma das curadoras da 7ª FLI, informa que o lançamento coletivo e a sessão de autógrafos estão marcados para o dia 15 de novembro, das 10h às 12h, no Centro de Convenções de Ilhéus.

“Cada autor terá um banner, com sua foto, a descrição da sua obra e uma síntese da sua biografia. Também terá cinco minutos para uma breve exposição sobre o trabalho, se desejar”, acrescentou Dinalva.

O chamamento público, segundo a curadora, democratiza um espaço de visibilidade para os artistas, fora da lógica de mercado. “Os autores locais, em geral, se não se filiam a uma academia de letras, têm dificuldade, porque ficam à mercê da indústria cultural. A FLI abre um espaço extremamente democrático, com um público ávido por novas informações. É uma oportunidade de troca, um ato de democratização do acesso e da produção da literatura”, concluiu.

A organização do evento recomenda a leitura atenta do Edital, que não prevê pagamento de cachê, hospedagem e deslocamento. O banner será ofertado pela FLI.

A 7ª Edição da Festa Literária de Ilhéus é promovida pela Sarça Comunicação e conta com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), do Governo do Estado da Bahia, por meio da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educação.

7ª FLI vai agitar Ilhéus de 13 a 15 de novembro
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A Festa Literária de Ilhéus vai ter a maior edição de sua história, com a presença de grandes nomes da literatura, de 13 a 15 de novembro deste ano, no Centro de Convenções, localizado na Avenida Soares Lopes. A 7ª FLI reunirá escritores, palestrantes e leitores da região sul da Bahia, do Brasil e do mundo.

Com o tema A Princesinha do Sul no Mundo da Literatura, a programação terá mesas de diálogo, palestras, amostras artísticas, encontros, exibição de filmes, intervenções urbanas, lançamento de livros, espetáculos e contação de histórias. Também será palco da interação da alta literatura com as manifestações populares da música, poesia, teatro e outras linguagens.

PARA TOD@S 

Com o objetivo de envolver gentes de todos os gostos, a 7ª Festa Literária de Ilhéus vai ter as mesas principais no Espaço Jorge Amado; o Juventudes FLI, voltado para o público de 14 a 24 anos; e o Flizinha, com atividades especiais para a criançada. Apesar da distribuição das atrações em espaços e momentos distintos, todas são de livre indicação etária.

O Espaço Governo será dedicado às apresentações e intervenções das secretarias estaduais da Bahia. Também vai abrigar estandes de editoras, da economia criativa/solidária e de outras atividades.

Para não deixar ninguém de fora, a 7ª FLI assegurou tradução em Libras, audiodescrição e acessibilidade. Além disso, as principais mesas e ações serão transmitidas ao vivo pelos canais e redes sociais do evento.

COORDENAÇÃO E CURADORIA 

Terra mãe de cidades, como escreveu Jorge Amado (1912-2001), Ilhéus tem na obra do escritor grapiúna uma das principais fontes de sua identidade cultural. Mais do que contá-la, a literatura amadiana inventou uma cidade e fez dela um lugar no imaginário do mundo. Sob a coordenação geral da jornalista Vanessa Dantas, especialista em Gestão da Comunicação e Gerenciamento de Projetos, a 7ª FLI vem à vida para fazer justiça a esse legado.

Já a curadoria será formada por Dinalva Melo e Rita Argollo (Espaço Jorge Amado); Camila Gusmão (Juventudes FLI); Bárbara Fálcon (Flizinha); e Romualdo Lisboa (curadoria artística).

A 7ª edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) é uma realização da Sarça Comunicação e conta com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e do Governo da Bahia, por meio da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura, Secretaria do Turismo e Secretaria da Educação do Estado.

V Flican prestará homenagem ao escritor baiano João Ubaldo Ribeiro || Foto Divulgação
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A 5ª edição da Feira Literária Internacional de Canudos, a Flican, vai prestar homenagem ao escritor baiano João Ubaldo Ribeiro. O evento, que terá como tema O Sertão Vai Virar Arte: Viva o Povo Brasileiro, Literatura e Tradições Populares – Viva Canudos!, começará no dia 23 de outubro.
Além das mesas de debates com autores, a programação da Flican oferecerá oficinas de arte, apresentações de atrações musicais, mostra de filmes, exposições e encenações de peças teatrais. “Mais uma vez, esse grande encontro literário reafirma o papel de Canudos como berço cultural, oferecendo uma oportunidade para que o sertão continue a se expressar por meio da arte e da palavra”, afirma o curador da Flican, professor Luiz Paulo Neiva.
A V Flican é promovida pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação Pedro Calmon,  do Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC) e da Prefeitura de Canudos. A programação acontece no Campus Avançado de Canudos e  em pontos históricos da cidade, como o Parque Estadual de Canudos, o Memorial Antônio Conselheiro, o Museu João de Régis, o Museu Manoel Travessa, o Mirante do Conselheiro e o Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC).
A BIOGRAFIA DE JOÃO UBALDO
João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu no município de Itaparica, em 23 de janeiro de 1941. Dos primeiros meses de idade até cerca de onze anos, viveu com sua família em Sergipe, onde o pai era professor e político. Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), jamais chegou a advogar. Como jornalista, foi repórter, redator, chefe de reportagem e colunista de jornais na Bahia, no Brasil e no exterior.
Seus primeiros trabalhos literários foram publicados em diversas coletâneas (Reunião, Panorama do Conto Baiano). Aos 21 anos, escreveu seu primeiro livro, Setembro não Tem Sentido. O segundo foi Sargento Getúlio, de 1971.
Consagrado como um marco do moderno romance brasileiro, Sargento Getúlio deu destaque a sua obra. Ao longo de sua carreira conquistou, os prêmios Jabuti (1972 e 1984), a mais celebrado da literatura brasileira, e Camões (2008), maior honraria para escritores de Língua Portuguesa. João Ubaldo faleceu em 18 de julho de 2014, no Rio de Janeiro, aos 73 anos.
Fernanda Brasil lançará "Quando eu perdi você", na Bienal em São Paulo
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A escritora itabunense Fernanda Basil lançará Quando eu perdi você na Bienal Internacional de São Paulo, que começa nesta sexta-feira (6). Formada em Letras e Comunicação Social, Fernanda traz obra inspirada na literatura de Dorama, gênero que tem ganhado destaque no Brasil graças à popularização da cultura asiática, especialmente a coreana.

Com abordagem inovadora, Fernanda pretende revolucionar o mercado literário brasileiro, levando os leitores a uma nova experiência de narrativa romântica, cheia de emoção e nuances culturais. A autora está entusiasmada em compartilhar sua visão com o público da Bienal, um dos maiores eventos literários do país.

A expectativa é que Quando eu perdi você, publicado pela Editora Codal, conquiste uma legião de fãs, especialmente entre aqueles que já acompanham o fenômeno Dorama por meio das séries televisivas e plataformas digitais.

Jornalista e escritor Ederivaldo Benedito numa de suas participações na Flimd 2024
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Nas últimas oito décadas a obra literária do escritor itabunense Jorge Amado é reconhecida e reverenciada em todo o mundo, mas é ignorada em sua terra natal, no sul da Bahia, pelos seus conterrâneos, afirmou o jornalista Ederivaldo Benedito em sua participação na II Feira Literária do Colégio Estadual Manoel Devoto, em Salvador.

Bené, que também é itabunense, participou da II Flimd, apresentando o trabalho Tendas dos Milagres: Identidade, religiosidade e interação social na obra de Jorge Amado”, sobre uma das obras mais famosas do escritor grapiúna. “Apesar de ser reconhecido e reverenciado nacionalmente, estranhamente Jorge não é lembrado em sua terra natal”, afirmou.

Para Ederivaldo Benedito, Itabuna ainda não valorizou o legado legado literário de Jorge Amado, como merece. “A comunidade itabunense precisa rever seu relacionamento com a obra amadiana”, declarou Bené.

CONTRADITÓRIO E IRÔNICO

Durante a Flimd, Bené ressaltou um aspecto contraditório e irônico: mesmo sem ter lido os 49 livros do escritor itabunense, um grande número de seus conterrâneos o criticam duramente. “Itabuna tem uma dívida histórica para com o seu filho mais ilustre. Estranha e historicamente, Itabuna nunca amou Jorge. O filho mais ilustre das terras do cacau nunca foi amado pelos seus conterrâneos”, garantiu.

Flimd teve grande participação da comunidade escolar

“Jorge Amado, que abordou em suas obras as realidades sociais e políticas do sul da Bahia, foi um crítico ferrenho das desigualdades e das mazelas sociais, tendo sua escrita muitas vezes ligada à sua militância política. O fato de ter sido comunista e ter denunciado as injustiças sociais em seus romances não foi bem aceito por um segmento da sociedade local”, lembrou Bené, referindo-se à forte presença de coronéis do cacau e de jagunços no sul da Bahia, no início do século passado.

“É momento de Itabuna olhar para o passado e reconhecer seus valores. A Literatura de Jorge Amado precisa ser revalorizada. Ela é, essencialmente, um reflexo da nossa própria história”, concluiu.

"Bené" aborda a obra jorgeamadiana em feira literária em Salvador || Foto Divulgação
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O jornalista, poeta e escritor itabunense Ederivaldo Benedito, Bené, vai proferir palestra, em Salvador, sobre uma das obras mais famosas do escritor grapiúna Jorge Amado. O jornalista abordará identidade, religiosidade e interação social presentes em Tenda dos Milagres na Feira Literária do Colégio Estadual Manoel Devoto (Flind). A feira literária vai até o dia 30 e contará com a participação de estudantes, professores, ex-alunos e representantes da comunidade numa extensa programação cultural.

“Linguagem utilizada para descrever outra linguagem, metalinguagem é o ponto onde a linguagem se transforma num objeto para descrever a si mesma. Utilizando os recursos da metalinguagem, construi uma entrevista imaginária com Pedro Archanjo, transportando para a nossa realidade porque o personagem fictício de Jorge Amado representa, em “Tendas dos Milagres”, a cultura afro-brasileira e as tradições da Bahia”, explicou Bené. “O romance aborda a identidade, a religiosidade e as interações sociais, destacando a riqueza cultural brasileira”, acrescentou.

RELEITURA

A releitura que resultou numa releitura de Tenda… se deu em junho de 1994, segundo Bené, quando ele cursava História, na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). “Ao longo desses vinte anos, reli o livro inúmeras vezes e busquei uma entrevista imaginária com o Pedro Archanjo. Ao dar vida ao personagem principal do romance, o transportei à realidade atual, tracei com ele um diálogo acerca do conjunto das obras de Jorge Amado, o perfil dos demais personagens e qual seria a sua presença e a sua reação frente ao Brasil que estamos vivendo”, afirmou.

O trabalho de Bené tem a colaboração da também professora e jornalista Vera Regina Oliveira. Itabunense, radicada em Salvador há quase 50 anos, “Verinha” é graduada e Letras pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em Leitura. Arquivista e pesquisadora, ela trabalhou no Jornal da Bahia, Tribuna da Bahia, Correio da Bahia, Gazeta da Bahia/Gazeta Mercantil e Bahia Hoje.

A OBRA DE JORGE AMADO

Concluído em julho de 1969, Tenda dos Milagres – uma das mais importantes obras de Jorge Amado – tem um grande conteúdo revolucionário. Considerado um libelo da liberdade, o romance do escritor itabunense mostra a miscigenação na Bahia, o papel da Imprensa e a luta do povo baiano; a força da população de origem negra, a busca da cidadania e a resistência de todos os setores da sociedade local. Tem como ponto chave a manifestação cultural: o Candomblé é muito mais do que uma religião, é um instrumento de libertação de um povo.

Nascido em Itabuna há 65 anos, cinquenta dos quais dedicados ao jornalismo sul-baiano, Bené tem uma sólida formação acadêmica e profissional. É jornalista, radialista, poeta, memorialista e bacharel em Direito; cursou Filosofia e é graduando em Teologia. Como repórter trabalhou nos jornais Correio da Bahia, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Notícias Populares, O Estado de São Paulo, O Globo e A Tarde e nas TVs Cabrália e Santa Cruz. Servidor federal aposentado, ele atuou por três décadas e meia no setor de Comunicação Social da Ceplac, organismo do Ministério da Agricultura.

Tradicional estabelecimento de ensino baiano, Manoel Devoto é localizado no Rio Vermelho, bairro onde Jorge Amado residiu há décadas. Durante quatro dias, a Feira Literária do colégio desenvolverá inúmeras atividades, como apresentações culturais, oficinas; desfiles e estandes de cordéis. O evento reunirá escritores, poetas, professores, cantores, historiadores e pesquisadores da obra de Jorge Amado.