Gerson e Ruy são dois dos alvos da campanha da Cabrália (Foto Sílvio View).
A TV Cabrália/Record News iniciou nesta semana uma campanha polêmica. No programa de maior audiência da emissora, o Alerta Total, o apresentador Tom Ribeiro conclama os telespectadores a não votar novamente em nenhum dos atuais vereadores da Câmara Municipal de Itabuna.
A campanha vem no rastro das denúncias de corrupção dos empréstimos consignados – o Loiolagate – e, mais recentemente, a descoberta de que o presidente da Câmara, Ruy Machado (PRP), obteve aposentadoria por invalidez alegando cegueira irreversível em ambos os olhos. O laudo da cegueira “irreversível” foi expedido pelo colega Gerson Nascimento (PSB), que é médico oftalmologista (confira aqui).
Em tempo: Dos 13 vereadores de Itabuna, 3 anunciaram pré-candidatura a prefeito e, por enquanto, não disputariam reeleição: Vane do Renascer (PRB) e Wenceslau Júnior (PCdoB) desejam a cadeira do prefeito Capitão Azevedo (DEM) e Milton Cerqueira (PRB) disputará sucessão em Coaraci.
Um contingente de 40 homens do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal desembarcou por volta do meio-dia deste domingo, 5, em Salvador. A missão é executar os mandados de prisão de líderes do movimento grevista da PM, expedidos pela Justiça. Durante a madrugada, foi cumprido o primeiro mandado, com a prisão do policial Alvin Silva, da Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (Coppa).
Uma aeronave da PF se encontra na Base Aérea de Salvador e poderá ser utilizada para a remoção de detidos para presídios federais. Além dos 40 integrantes do Comando de Operações Táticas, outros 15 homens do Grupo de Pronta Intervenção da PF na Bahia dão apoio às ações.
O Governo do Estado afirma que também conta com Policiais Militares que não aderiram à greve e agentes da Polícia Civil para diminuir a vulnerabilidade da população.
Agentes da Polícia Federal cumprem neste momento um mandado de reintegração de posse na Fazenda Acuípe I, ao sul de Ilhéus. A área, que pertence ao grupo MV Logística e Mineração Ltda., é ocupada há três anos por índios tupinambás.
Segundo o líder indígena Cláudio Magalhães, há 32 famílias vivendo na fazenda e elas não estão dispostas a sair da área, “por não ter para onde ir”. Magalhães diz que o clima no local é tenso e aguarda-se a presença de representantes da Funai para mediar as negociações.
Cerca de 100 índios pataxós ocupam fazenda no município de Itaju do Colônia, no sul da Bahia, desde a madrugada do domingo (1º). Agentes da Polícia Federal foram enviados hoje (3) para fazer levantamento da situação na propriedade. As primeiras informações apontam para a existência de sete vaqueiros reféns dos indígenas, conforme relata o portal G1. Os vaqueiros foram libertados após negociação comandada pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Segundo a edição desta terça da Folha, há grande pressão da Polícia Federal para que o Ministério Público denuncie o ex-deputado federal baiano e secretário nacional de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, por “mal-feitos” no Turismo. Colbert foi um dos 36 presos na Operação Voucher, mas o MP sinalizou que não existem provas robustas tanto contra o ex-deputado como contra o ex-número dois do Turismo, Mário Moysés.
Ainda de acordo com o jornal, a direção da PF entende que a “liberação” dos dois fragilizaria sua posição. A operação investiga desvio de R$ 3 milhões por meio de emendas parlamentares. Na outra ponta, o PMDB pressiona o governo por entender que Colbert é inocente na “parada” – e, naturalmente, querer mais cargos.
A Justiça Federal autorizou a divulgação das identidades das 18 pessoas que continuarão presas mesmo após depor na Polícia Federal no Amapá, todas elas envolvidas no desvio de aproximadamente R$ 3 milhões em emendas parlamentares do Ministério do Turismo. Dentre as pessoas que ficaram detidas em Macapá está o ex-deputado federal baiano Colbert Martins (PMDB), que ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo.
Além dele, os outros presos são Frederico Silva da Costa, José Carlos Silva Júnior, Dalmo Antônio Tavares Queiroz, Francisca Regina Magalhães Cavalcante, Freda Azevedo Dias, Gláucia de Fátima Matos, Hugo Leonardo Silva Gomes, Kátia Terezinha Patrício da Silva, Kérima Silva Carvalho, Luciano Paixão Costa, Mário Augusto Lopes Moyses, Jorge Kengo Fukuda, Katiana Necchi Vaz Pupo, Maria Helena Necchi, Luiz Gustavo Machado, Sandro Elias Saad e Wladimir Silva Furtado.
Ainda segundo o MPF, foram liberados Hellen Luana Barbosa da Silva, Alberto Luchetti Neto, Dante Torelo Matiussi, Gerusa de Almeida Saad, Irene Silva Dias, Paula Gama Ribeiro Leite Saad, Alexandre Ferreira Cardoso, Antonio dos Santos Junior, Fabiana Lopes de Freitas, Fábio de Mello, Fernando Rwer do Nascimento, Eduardo Alves Fayet, Luiz Fernando Ferreira, Uyara Débora Schimidtt, David Lorrann Silva Teixeira, Merian Guedes de Oliveira, Errolflyn de Souza Paixão e José Luiz Nogueira Marques.
A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (9) 38 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo. Entre os detidos estão o secretário-executivo e número dois na hierarquia da pasta, Frederico Silva da Costa, além de um dos ex-presidentes da Embratur, diretores e funcionários do ministério e empresários.
A Polícia Federal deve divulgar nota ainda hoje com mais detalhes sobre a operação, denominada “Voucher”. Ao todo, 20 pessoas foram presas só no Distrito Federal, onde também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. As outras prisões foram realizadas nos Estados do Amapá e de São Paulo, onde a operação também é realizada.
O objetivo da ação, que teve início às 5h, é prender pessoas ligadas ao Ministério, suspeitas de desviar recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
Segundo informações da rádio CBN, a investigação teve início na Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários do Amapá. A operação é coordenada pela Superintendência da PF amapaense. Informações do Uol Notícias.
Confira duas histórias de um Brasil real. A primeira dá nojo, causa repulsa. Vereador tucano da cidade de Pirapora (MG) disse ter visto desvios de “rios de dinheiro”, mas não denunciou porque a câmara de lá tem homens com H maiúsculo. O apelido do vereador é Groselha.
A Polícia Federal iniciou procedimentos para investigar o vereador com “v” minúsculo e os “coligados” dele. No mesmo portal IG, uma história que emociona. Um belo exemplo. Maria Joviniana dos Santos, 103 anos, baiana, mostra que não há idade para (começar a) aprender. É tapa na cara dos nossos governantes acostumados a negar educação de qualidade aos cidadãos: Confira a história de Maria Joviniana dos Santos
Quadrilha amansou "Leão" da Receita, que acordou…
A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta quinta (28) em Guaratinga e Itabela, no sul da Bahia, a Operação Monte Pascoal. O alvo foi uma quadrilha especializada em fraudar declarações de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para obter restituições de forma indevida. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 5 milhões.
A Receita e a PF cumpriram três mandados de busca e apreensão nas duas cidades.
Os fraudadores podem responder, em liberdade, pelos crimes de falsidade ideológica, formação de quadrilha e contra a ordem tributária.
Conforme a Receita, pessoas eram recrutadas para fornecer dados pessoais e possibilitar à quadrilha fazer declarações falsas e obter restituições do Imposto de Renda, indevidamente. O dinheiro deverá ser ressarcido ao Tesouro Nacional com correções e multa de até 225% sobre o valor devido, de acordo com cálculos de técnicos da Receita.
Durante uma operação que cumpria mandado de reintegração de posse expedido pela justiça, a Polícia Federal acabou prendendo nesta terça-feira, 5, seis índios tupinambás em Olivença. Segundo a polícia, os índios foram detidos porque resistiram à ação.
Crianças, mulheres e idosos foram utilizados para formar uma barreira e impedir o acesso dos policiais ao local. Árvores também foram derrubadas com a mesma finalidade.
A polícia autuou os seis índios em flagrante por formação de quadrilha, desobediência e invasão de propriedade. Com informações do Correio.
Vilma, Sara e Dilma são três das acusadas de tráfico de mulheres (Fotomontagem Pimenta).
Dez testemunhas de defesa de três envolvidas com o tráfico e prostituição internacional de mulheres foram ouvidas pela Justiça em Buerarema, sul da Bahia, na última sexta-feira (11). A quadrilha foi desarticulada em novembro do ano passado numa operação da Polícia Federal (relembre aqui).
Naquele dia, foram presas em Buerarema a escrivã Dilma Pinheiro, a Dilma do Cartório, Vilma Ferreira e Josselma Cardoso, a Selma da Sucata. Sara Pinheiro, filha da escrivã, foi presa quando desembarcava em Salvador. Todas foram denunciadas por tráfico internacional de mulheres pelo Ministério Público Federal, em dezembro do ano passado.
As testemunhas de defesa de Selma da Sucata, Dilma Pinheiro e Vilma Ferreira foram ouvidas pelo juiz da Comarca, Antônio Hygino, por precatório. As integrantes da quadrilha de tráfico internacional de mulheres estão presas no Conjunto Penal de Itabuna.
De acordo com as investigações da Polícia, Dilma, Vilma e Selma aliciavam as mulheres no Brasil e Sara era a responsável pela exploração das vítimas em Reus, na Espanha. Ela levava as vítimas para a Europa.
As mulheres eram levadas para a Espanha com a promessa de emprego em solo europeu. Ao chegar à cidade espanhola, eram obrigadas a fazer até 15 programas por dia, segundo a testemunha Lailim Gomes dos Santos.
No mesmo dia que a operação da Polícia Federal foi deflagrada, o PIMENTA localizou uma personagem que narrava todo o esquema de aliciamento e tráfico em Buerarema. Usando o codinome Patrícia Lima, a mulher afirma que a rede tinha a cobertura de um protetor poderoso.
EXCLUSIVOFernando é indiciado na Operação Vassoura-de-Bruxa.
A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito Fernando Gomes (PMDB) por participação em um esquema milionário de desvio de dinheiro público na gestão de 2005 a 2008. Notas fiscais frias, licitações fraudulentas e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça comprovam o envolvimento do ex-prefeito de Itabuna no esquema desvendado pela PF durante a Operação Vassoura-de-Bruxa, deflagrada em dezembro de 2008.
A informação foi obtida com exclusividade pelo PIMENTA numa entrevista com Eduardo Assis, delegado da Polícia Federal e presidente do inquérito da “Vassoura-de-Bruxa”. De acordo com ele, a polícia captou 500 horas de gravações telefônicas em 60 dias.
Delegado Eduardo Assis: surpresas.
Parte das provas foi descoberta em computadores apreendidos na prefeitura de Itabuna em dezembro de 2008, quando agentes da Polícia Federal vasculharam as secretarias de Administração, Finanças, Educação e Saúde, além da Comissão de Licitações e empresas.
O volume de gravações citado por Eduardo Assis também se refere aos outros prefeitos e agentes públicos flagrados na Vassoura-de-Bruxa, além de empresários. Assis afirmou ao blog que as investigações serão concluídas na próxima semana, quando o inquérito será enviado à Justiça Federal.
– Eles (prefeitos e ex-prefeitos) estão pensando que ficamos parados. Estamos fazendo a nossa parte e já solicitamos diversas prisões à Justiça – ressalta o delegado Eduardo Assis.
Em Itabuna, a lista de indiciados e contra os quais existem pedidos de prisão preventiva vai do ex-prefeito a empresários donos de empresas de fachada nas áreas de saúde, gráfica e de contabilidade. Da lista, constariam nomes que ainda hoje compõem o governo do prefeito Capitão Azevedo.
A bomba contra o ex-prefeito é “detonada” no momento em que ele volta a circular em Itabuna, distribui ataques contra a administração do seu ex-pupilo Capitão Azevedo (DEM) e ainda sonha em administrar o município sul-baiano pela quinta vez.
Tempo de leitura: 2minutosPF indicia Valderico (à esq.) e Newton.
A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito Valderico Reis e o atual gestor, Newton Lima, na operação que investiga o desvio de mais de R$ 52 milhões em prefeituras do sul e sudoeste da Bahia. A Operação Vassoura-de-Bruxa foi deflagrada em dezembro de 2008 e deteve prefeitos, secretários municipais e empresários no sul da Bahia.
Eduardo Assis, delegado que presidiu as investigações, disse ao Blog do Gusmão que a lista de irregularidades cometidas nas gestões de Valderico (cassado em agosto de 2007) e do atual prefeito Newton Lima é imensa, anotadas em 14 laudas (folhas).
De acordo com o delegado, a Justiça autorizou 60 dias de interceptações telefônicas que comprovaram irregularidades nas duas administrações. A PF já pediu a preventiva de vários dos indiciados, inclusive ocupantes de cargos comissionados em Ilhéus.
A Operação Vassoura-de-Bruxa apura um grande esquema de corrupção que desviava dinheiro das áreas de educação e saúde em prefeituras como as de Ilhéus, Itabuna, Itapé, Ibicaraí, Itapebi, Floresta Azul e São José da Vitória, no período de 2005 a 2008.
O esquema consistia na emissão de notas fiscais frias e pagamento por serviços não realizados. A Polícia Federal também investiga ex-secretários e o ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes.
Polícia também investiga esquema na prefeitura de Itabuna (Foto Pimenta).
O prefeito Newton Lima está tendo dificuldade para reunir alguns colaboradores nesta primeira semana de 2011. Não é que a turma tenha esticado o recesso das festas de virada de ano, mas sim porque há nomes do primeiro e do segundo escalão do governo relacionados em uma pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Federal à Justiça.
Segundo informações, tem secretário que já requereu habeas corpus preventivo e “deu linha na pipa”. Dois servidores com passagem pela comissão municipal de licitações e uma poderosa funcionária da Secretaria Municipal da Saúde também já cuidaram de escafeder-se, temendo ir parar no xilindró a qualquer momento.
É que cadeia, como se sabe, é lugar onde filho chora e mãe não vê.
O deputado federal Jutahy Júnior pode, realmente, desconhecer a máquina de compra de votos operada em Buerarema e cercanias no dia 3 de outubro. Mas há quem, no afã de defender o parlamentar – que sempre teve conduta elogiável no quesito ética -, demonstre total desconhecimento sobre o “começo de tudo”: dia 3 de outubro. A Polícia Federal cumpriu o seu dever e averiguou informações sobre o esquema no município.
As provas encontradas naquele dia: R$ 40 mil em dinheiro, lista de eleitores e cabos eleitorais encontradas em residências dos ex-secretários municipais Eribaldo Lima e Paulo Reis, além do baculejo na casa do ex-prefeito Orlando Filho. Daí em diante, a polícia operou escutas telefônicas e atribui ao ex-prefeito o comando da operação de compra de votos.
Na entrevista concedida ao PIMENTA ontem, Orlando foi enfático quanto à “pirotecnia” do caso e descarregou no juiz Antônio Hygino (reveja aqui), mas não contestou que pessoas ligadas a ele tenham operado o esquema de compra de votos em favor dos seus candidatos Jutahy Júnior e Cláudia Oliveira.
Robério, Jutahy, Cláudia e Orlando em comício no município.