Encurralado por uma base aliada que quer adiar a proposta de plebiscito sobre a reforma política e por uma oposição que prefere o referendo, o governo Dilma Rousseff passou a ver com bons olhos o projeto de mudanças nas regras eleitorais apresentado pelas mesmas entidades que idealizaram a Lei da Ficha Limpa, batizado de “Eleições Limpas”.
A proposta é encarada no Planalto como um plano B que atende ao clamor dos protestos por mudanças no sistema de representação política. Mas sem a necessidade de submeter-se a pressões do Congresso e com o verniz de democracia direta que a lei de iniciativa popular oferece.
Os obstáculos políticos para realizar a vontade de Dilma por um plebiscito forçaram a mudança de percepção sobre o “Eleições Limpas”, recebido inicialmente com certo desdém no governo. A dúvida é se a proposta conseguirá reunir o 1,6 milhão de assinaturas necessárias para virar projeto de lei.
O movimento foi lançado pelo MCCE (Movimento Contra a Corrupção Eleitoral) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em 24.jun.2013. Por coincidência, no mesmo dia em que Dilma propôs, em rede nacional de rádio e TV, uma constituinte exclusiva para a reforma política.
Um debate sobre os dez anos do PT no comando do país e os reflexos das recentes manifestações populares será realizado no próximo dia 18, a partir das 19 horas, no plenário da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista. Propondo uma discussão sobre “os dez anos de governo pós-neoliberais, as manifestações e o futuro do Brasil”, o evento reunirá o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo; o secretário de Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli; e a deputada federal Alice Portugal (PCdoB).
A atividade é promovida em parceria pelo mandato do deputado estadual comunista Fabrício Falcão e a Fundação Marcelo Grabois e antecipa a programação do XIII Congresso do PCdoB e V Congresso do PT, que acontecem neste segundo semestre de 2013.
Tempo de leitura: 2minutosPrazo foi definido em reunião coordenada pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia
Jorge Wamburg | Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou hoje (2) que o prazo mínimo necessário para realizar o plebiscito sobre a reforma política é 70 dias, a contar do dia 1º de julho ao segundo domingo de setembro (dia 8), “se tiverem início imediato as providências no sentido da realização da consulta”. O prazo foi definido em reunião que durou mais de três horas entre a presidenta do TSE, ministra Cármen Lúcia, e os presidentes dos 27 tribunais regionais eleitorais do país.
Na ata da reunião, o TSE ressalta que “atrasos na definição da consulta terão consequência óbvia e inevitável sobre esse calendário, porque não é possível ter o início de providências com dispêndio de esforços humanos e de dinheiros públicos, senão com a específica finalidade que está prévia e legalmente estabelecida.”
O prazo de 70 dias definido pelo TSE é uma resposta à consulta feita ontem (1º), formalmente, pela presidenta Dilma Rousseff ao tribunal, por intermédio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
A posição do TSE é baseada em estudos preliminares feitos por órgãos internos dos tribunais regionais eleitorais, “em regime de urgência, e sujeitas essas análises às adaptações necessárias a partir da superveniência da convocação formal que venha a ser feita.”
Na ata, o TSE diz ainda que o prazo de 70 dias foi definido “para garantir a informação do eleitorado sobre o que lhe venha a qer questionado”.
Que não sejam tão puristas e chatos os que se comunicam com a população, mas mantenham um mínimo de cuidado com a linguagem. Fazer isto é respeitar o leitor/ouvinte e (por que não?) ser didático, ensinar: já vimos nesta coluna que o jornalista e advogado Ricardino Batista, de Itabuna, dizia ter aprendido a ler não propriamente na escola, mas tentando decifrar os textos do jornal A Tarde. Hoje, considerando certas coisas que vejo publicadas, tal experiência resultaria em completo desastre. Há de se tomar cuidado para não se “contaminar” com certos escritos que por aí desfilam sua irresponsabilidade, impunemente.
________________
Vereador quer “encontrarem” soluções
Penso no bom Ricardino ao ler nota da assessoria do vereador ilheense Rafael Benevides, um atentado violento ao pudor do texto. Diz que o edil tem ouvido os “reclames” da população, “à cada dia” melhora seu desempenho, e (com outros poderes) procura “encontrarem” soluções para “às várias” necessidades do município. Por fim, a cereja do bolo da incompetência: há “problemas em que a todos preocupam de que, deverasmente, macula à imagem do município”, mas ele vai “enveredar” esforços para resolvê-los. Chuta-se a gramática, viola-se a concordância, constrange-se a regência. Pressionado por tão desmesurada insensatez, calo-me.
Nestes bicudos tempos de questionável futebol internacional no Brasil, enquanto multidões incendeiam as ruas (às vezes literalmente), me vem à lembrança a perfeita associação de futebol e política, que foi o jornalista João Saldanha (julho, 1917 – julho, 1990). Em meio ao alheamento da crônica esportiva (parte por conveniência dos veículos, parte por alienação mesmo), Saldanha, politizado, militante do PCB, saberia dar seu recado sobre o esporte sem esquecer o clamor das ruas, que, certamente, estaria apoiando. Tem sido difícil aguentar os comentários ufanistas, quando o povo sofre e protesta contra tudo e contra todos.
______________
Os ônibus são para prestar serviço”O João sem Medo sempre encontrava o viés político, como neste trecho de crônica publicada no extinto JB, em 1988: “Os ônibus são para prestar serviço e não para dar lucros fantásticos, como o que estes indivíduos, seus proprietários, abocanham. Eles dizem abertamente: ´Com mais de oito cadáveres já estou no lucro´. E os cadáveres somos nós. Corrompem o poder público, andam por onde querem, violentam o trânsito, e os seus prepostos são os que fixam os preços e itinerários. Ninguém sofre mais do que o pobre coitado que se atreve a ir a um jogo noturno. Fica horas sentado num meio-fio à mercê da intempérie e do assaltante”. COMENTE! » |
JOVENS, BONS MODOS E “ESQUISITICES”
Cometi, há dias, um gesto de gentileza com uma (não muito) jovem senhora e ela, correspondendo, disse que eu era “das antigas”. Acreditem, isto foi um elogio, que me fez pensar se os bons modos são coisa de velhos, vedada aos jovens. Penso que dizer “obrigado”, “desculpe”, “por favor” e outras esquisitices deveria fazer parte da educação básica de todos – mas parece que esta é uma típica ideia de ancião. As adolescentes são, em geral, lindas, mas algumas delas deveriam ficar de boca fechada. Ser jovem, para muita gente, significa dizer palavrões, desdenhar dos “coroas”, empurrar, em vez de pedir licença. Talvez seja a este meu pensar que chamam “choque de gerações”. _______________
A rapidez do mundo muda os conceitos Pois até o conceito de “choque de gerações” já não é mais o mesmo. Se antes esse “antagonismo” se dava entre pessoas de 40 anos e de 20, por exemplo, agora as de 18 já “encaram” as de 25 como se estas fossem figuras fugidas do museu. É a rapidez com que o mundo gira, a poder de chips, parafusos, teclas e botões. Há meio século, “coroa” era quem tinha 60 anos, enquanto hoje já ganha este epíteto quem passa dos 30. Mas, nem pensem, não é meu caso: já tenho outonos bastantes para ser chamado de coroa, pé-na-cova, sobrevivente – ou o que mais queiram inventar para caracterizar um tipo “das antigas”. Digo que gostei do que a gentil senhora me disse. “Das antigas” é estranho, mas, para o caso, serve.
A MÃO DIREITA QUE “TOCAVA” A ORQUESTRA
Se acaso existiu algum chefe de orquestra modesto terá sido Count Basie (1904-1984), na foto, com Frank Sinatra. Poucos merecem tanto a denominação de bandleader: sem gritar nos ensaios, sem gesticular exageradamente nos shows, discreto, ele “se esconde” atrás do piano e dali lidera seus músicos. Não faz grandes solos, apenas “ponteia”, dá sinais, abre caminho para o grupo. “Basie não toca o piano, toca a orquestra”, resumiu um crítico de quem já não me lembra o nome, talvez seja Bruno Schiozzi. Não é à toa que Basie era tido como exclusivamente “mão direita”: sem floreios harmônicos da mão esquerda, ele não permitia excessos a seu piano, mais para reger do que para tocar. ______________
Sem piano, não havia família “chique” O piano teve grande influência na cultura do Brasil antigo. Pois saibam todos que a mesma coisa se deu nos Estados Unidos. Nos anos vinte, lá como aqui, toda família “chique” tinha piano. A house is not a home without a piano (“uma casa sem piano não é um lar”), diziam os americanos ligados a costumes europeus. Ao escolher o piano como seu instrumento de jazz, Basie se submeteu à formação clássica, até encontrar o próprio caminho: “amputou” a mão esquerda, e simplificou tudo. Aqui, um raro momento de solo do maestro, quando ele “provoca” o baixo de Cleveland Eaton e o trombone de Booty Wood, em Booty´s blues. O show, de 1981, foi no lendário Carnegie Hall.
As negociações em torno do possível ingresso da presidente do PT de Itabuna, Miralva Moitinho, no governo Vane, foram assunto de comentário feito pelo leitor Zelão aqui no Pimenta. Para o assíduo comentarista, o convite do prefeito Claudevane Leite à mandatária local de seu antigo partido ocorreu tardiamente.
Explica Zelão: foi tardio “porque está a expirar o mandato dela à frente do diretório municipal do PT, para o qual não deverá ser reconduzida, por já não mais atender aos caprichos do ‘glorioso’ deputado Geraldo Simões”.
O comentarista dá a entender que, sem o comando da legenda, a ida de Miralva para o governo perde completamente o sentido. “Nem mesmo os três vereadores eleitos pela coligação (dois do PT e um do PTdoB) devem seguir Miralva”, frisa.
Acerca do apoio do deputado federal Josias Gomes, que adviria da adesão miralvista, o intrépido Zelão argumenta que seria trocar “seis por meia dúzia”, numa comparação com Geraldo Simões (um detalhe que contrapõe este argumento em particular é que Geraldo não apoia a gestão municipal).
A presença de militantes do PCdoB e da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB) acabou por inviabilizar a manifestação convocada pelo Comando Popular para a tarde desta quinta-feira, 27, em Itabuna. A data foi definida como Dia Nacional de Luta pelas Reivindicações dos Trabalhadores e da Juventude.
Neste momento, menos de cem gatos pingados continuam na Praça Simão Fitterman, local marcado para a concentração do ato.
Houve discussão entre coordenadores do protesto e militantes comunistas, e os primeiros disseram não aceitar a participação de ninguém com camisa ou bandeira de partidos. Não houve acordo e muitos manifestantes foram orientados a voltar para casa. Outros, que ainda não tinham chegado, foram informados do que ocorria via Facebook, a rede que tem sido utilizada para mobilizar os participantes dos protestos.
Manifestantes ligados à Juventude Estudantil desistiram de participar de caminhada.
Militantes do Comando Popular, que tem estado à frente dos protestos de rua em Itabuna, rejeitam a infiltração de membros do PCdoB no movimento. Na verdade, assim como ocorre em todo o país, os manifestantes estão refratários aos partidos de modo geral, mas em Itabuna os comunistas têm conseguido conquistar alguns espaços, como se deu na reunião do dia 25, na qual foram discutidas questões relacionadas à mobilidade urbana com o prefeito Claudevane Leite.
Neste momento, no bairro São Caetano, há divergência explícita entre o Comando Popular e os cururus. A concentração na Praça Simão Fitterman começou às 15 horas, mas há gente que não quer descer para o centro da cidade ao lado do pessoal da PCdoB e da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ligada ao partido.
O deputado federal Geraldo Simões publicou em seu perfil no Facebook que o Governo do Estado oficializará no próximo dia 5 de julho a volta da gestão plena da saúde para Itabuna. Na postagem, o parlamentar lembra que o retorno do comando único representará um ingresso de recursos de R$ 110 milhões por ano para o município.
“Com isso, acreditamos que o sistema de saúde pública em Itabuna terá uma melhoria sensível”, avalia Simões. Ele disse que virá à cidade no dia 5, em companhia do secretário da Saúde da Bahia, Jorge Solla, para o ato que vai confirmar a devolução do comando único.
Segundo o deputado, na ocasião também serão entregues móveis e equipamentos ao Hospital de Base, obtidos por meio da liberação de R$ 2 milhões junto ao Ministério da Saúde.
A falta de assessoria tem colocado políticos em apuros. No embalo do São João, a prefeita Fernanda Silva (PT) achou de ocupar o microfone para dar aquele “alô” ao uruçuquense.
Cronometradas as pausas e a tentativa de sufocar os apupos da galera impiedosa, a prefeita de Uruçuca levou 10 minutos de vaia.
A prefeita e os seus assessores não levaram em conta a visível insatisfação popular com o seu governo, isso mesmo após a desastrosa gestão do adversário, Moacyr Leite (PP).
Samuel Celestino | Bahia Notícias
O governador Jaques Wagner disse que não vai mudar a sua agenda para o Dois de Julho, e não deve mudar mesmo, nem o prefeito ACM Neto, na medida em que são, pelos cargos que ocupam, presenças obrigatórias no festejo da Independência, que, há pouco, por decisão da presidente Dilma, se tornou uma data nacional. Até lá, se o pacote anunciado pela presidente na noite de ontem tiver boa acolhida dos manifestantes e da população de maneira geral, como é muito provável que tenha porque, em cinco itens, o pacote abrange todas as reivindicações das ruas, não há o que temer. Caso contrário, o Dois de Julho será magro de políticos que estão na berlinda, de rabo entre as pernas, tanto eles quanto seus partidos que são desdenhados pela população de maneira geral, conforme revelaram as pesquisas. Leia mais
A votação do projeto de lei que estabelece novas regras para a divisão dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) é o principal tema da semana na Câmara. No entanto, para que o texto seja apreciado pelos deputados será necessário que eles votem antes o projeto de lei que destina 100% dos royalties do petróleo para a educação. A proposta com as novas regras do FPE, apresentada pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA), foi aprovada na semana passada pelo Senado.
O projeto dos royalties para a educação está com urgência constitucional vencida e, portanto, trancando a pauta de votações da Câmara. Por outro lado, a casa tem até quinta-feira, 27, para votar o projeto do FPE.
O texto aprovado pelos senadores no dia 18 redefine as regras de distribuição do fundo e traz alterações em relação ao texto anterior, que foi rejeitado pela Câmara no último dia 12 por não contar com os 257 votos necessários para sua aprovação. De acordo com Pinheiro, a proposta mantém as garantias de que nenhum estado será prejudicado, além de uma transição leve para os novos critérios.
Essa intenção de “surfar na onda” deve ser observada com cautela, pois não há sintonia de objetivos. Enquanto uns lutam para mudar o país, as aves de rapina querem no máximo mudar governos, sem alterar nenhuma estrutura.
O movimento que tomou conta das ruas e das redes sociais no Brasil já é vitorioso. Sua conquista mais expressiva foi ter inserido a discussão política no cotidiano do brasileiro. De repente, os frufrus do Facebook deram lugar a um intenso debate sobre o país, seus problemas e a urgência na promoção de avanços sociais que têm sido postergados para um futuro que nunca chega.
Na quinta-feira, 20 de junho, o povo confirmou sua força ao derrubar o horário nobre da TV Globo, empresa que nasceu na ditadura militar, alimentou-se dela e, ao longo de sua história, tem sido forte aliada do conservadorismo. No dia seguinte, a presidenta da república falou em cadeia de televisão, reconhecendo a força dos protestos e afirmando que está atenta às vozes democráticas das ruas.
Vitória, sem dúvida alguma, embora nenhum dos grandes objetivos tenha sido alcançado, haja vista que a redução das passagens de ônibus foi apenas o estopim de uma revolta que tem motivação muito mais abrangente e complexa. A exigência é de mudança geral na política, na forma de exercê-la sem efetiva participação popular, com mandatos que não representam a quem deveriam e são utilizados para o culto do poder pelo poder, e naturalmente pelo dinheiro.
Não é à toa que o povo não se sente representado pelos políticos de um modo geral, assim como pelos partidos. Há uma aversão às lideranças, o que justifica a horizontalidade das manifestações, livres, sem comandantes definidos, embora a tendência natural seja a de que num segundo momento alguns líderes apareçam, principalmente na hora de negociar com o outro lado. Será necessário muito cuidado nesta etapa, já que a transformação de um movimento libertário em algo mais orgânico traz riscos, sobretudo o de novas crises de representatividade.
De qualquer forma, o movimento é fantástico por inaugurar um novo parâmetro na relação entre povo e governos no Brasil. Cada um dos jovens que “saíram do Facebook” e, conscientemente, tomaram as ruas para defender melhoria dos serviços públicos, mais respeito e uma política renovada, não é mais a mesma pessoa. Tornou-se um cidadão que não aceitará mais passivamente a gestão pública dissociada dos verdadeiros interesses populares.
Não é à toa que a maioria dos políticos está com dificuldade para entender o clamor das ruas. Eles cobram uma pauta específica e clara, pois não conseguem ou preferem não discernir que o real desejo é de uma ampla mudança nas estruturas desse país. São políticos que estão há tanto tempo cuidando de seus próprios interesses menores que se mostram totalmente despreparados para compreender o verdadeiro sentido das manifestações do povo.
Outros tentam utilizar e se apropriar do clamor popular, o que se viu não apenas com as bandeiras de partidos buscando sem sucesso infiltrar-se nas manifestações, mas com o oportunismo de legendas como o PPS, em programa partidário na televisão. Essa intenção de “surfar na onda” deve ser observada com cautela, pois não há sintonia de objetivos. Enquanto uns lutam para mudar o país, as aves de rapina querem no máximo mudar governos, sem alterar nenhuma estrutura.
Do blog Página em Construção
Jovens de Ipiaú protestam contra gastos no São Pedro (foto Gilson Fotógrafo)
Os protestos que marcaram o dia em várias cidades brasileiras nesta quinta-feira, 20, tiveram em Ipiaú, no Vale do Rio de Contas, um alvo mais focado nas festas juninas. Por lá, a maior crítica dos manifestantes é contra os gastos de aproximadamente R$ 1 milhão que o governo municipal está fazendo nos festejos de São Pedro. A população nota uma inversão de prioridades, já que a cidade tem serviços públicos precários, principalmente no que se refere à saúde e à educação.
Segundo os participantes do ato desta quinta-feira, o que tem chamado bastante atenção é o apoio de pessoas idosas aos protestos. Muitas delas estenderam bandeiras brancas nas janelas de suas casas e saudavam os manifestantes. Cerca de 30 policiais militares acompanharam a manifestação, que transcorreu em clima de paz.
Um novo ato em Ipiaú foi programado para a próxima terça-feira, 25, em frente à Câmara Municipal. A intenção dos organizadores é entregar um documento contendo reivindicações aos membros do legislativo.
Temperatura elevada, ontem, no plenário da Câmara de Vereadores de Buerarema. Elio Júnior (PDT) apresentou ofício no qual solicitava informações de gastos do legislativo e o presidente, Geraldo Aragão, o Geraldão (PSC), não gostou. Rodou a baiana.
Geraldão deu 1 a 0 na transparência legislativa. Chamou o colega de “analfabeto”, recorreu ao Regimento Interno e recomendou ao colega uma visita ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), onde poderia apreciar os gastos legislativos.
Como as sessões plenárias são transmitidas por uma emissora local, a discussão se tornou assunto nas rodas políticas da Velha Macuco. Uns questionavam a postura do vereador do PSC, outros queriam saber o que estava por trás da alteração do presidente. Rendeu tanto que foi assunto nas emissoras de rádio de lá e de Itabuna.
Nos bastidores da política local, o comentário era outro: relacionava o nervosismo de Geraldão aos gastos com a reforma de um Fiat Uno modelo 2004. O presidente teria pago incríveis R$ 16,5 mil para “repaginar” o carango, no finalzinho do ano passado.
Se é verdade ou não, só Geraldo pode esclarecer.
Gilnay ao lado do irmão, o deputado estadual Coronel Santana.
Vários ocupantes de cargos de confiança na Prefeitura de Ibicuí, inclusive no primeiro escalão, estão sem dormir desde a morte do prefeito Cornélio Morais (PDT), na segunda-feira, 17. Já empossada na chefia do executivo, Gilnay Santana (PTN) só espera pular a fogueira de São João para promover uma renovação quase total no governo.
Gilnay prometeu cargos a diversas pessoas durante a campanha, mas, após a eleição, foi isolada pelo prefeito e os dois acabaram brigando. Secretários e outros colaboradores “colaram” em Cornélio e não queriam saber de aproximação com a vice para não ficar mal com o chefe.
Pois é essa turma que tem hoje o dissabor de ver Gilnay no comando do município. Alguns já estão se organizando para entregar os cargos; outros continuam naquela de esperar para saber o tamanho do coração da prefeita…