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marcowenseMarco Wense

 

O PMDB, que não consegue ficar distante das tetas do erário público, vai fazer uma enquete com seus deputados, senadores e presidentes de diretórios regionais sobre a reeleição.

 

Quando a presidente Dilma Rousseff desfrutava de uma invejável popularidade, com um índice de aprovação ao governo bem próximo de 70%, os aliados eram dilmistas desde criancinha.

Qualquer ataque da oposição, tendo na linha de frente os tucanos, era logo rebatido por parlamentares da base aliada. Tinha até briga para ser o primeiro da fila.

Ficavam mais dilmistas na medida em que Dilma crescia nas pesquisas de intenção de votos. Sem falar na bajulação e no nojento e repugnante puxa-saquismo.

Hoje, com Dilma despencando nas consultas populares, perdendo 30 pontos, as legendas “aliadas” tramam contra o projeto do segundo mandato consecutivo.

O PMDB, que não consegue ficar distante das tetas do erário público, vai fazer uma enquete com seus deputados, senadores e presidentes de diretórios regionais sobre a reeleição.

O PCdoB, aliado histórico do petismo, principalmente nas eleições para o Palácio do Planalto, através do seu presidente nacional, Renato Rabelo, já diz que “não existe apoio automático ao PT”.

O PSD, aqui na Bahia sob o comando do vice-governador e ex-carlista Otto Alencar, caminha no mesmo sentido. Ou seja, de que o partido tem autonomia para apoiar quem quiser.

O PSB, com a pré-candidatura do presidenciável Eduardo Campos, dispensa comentários. A candidatura própria já é um claro sinal de rompimento.

O PDT continua rachado. Meio a meio. O presidente da legenda brizolista, Carlos Lupi, empurra o partido para Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes e governador de Pernambuco.

O PT, quando o assunto é a reeleição de Dilma, trabalha, sorrateiramente, a favor do plano B, com Luiz Inácio Lula da Silva disputando o terceiro mandato. O retorno do “Lula lá”.

Concluindo, diria que a candidatura de Dilma só é desejada pelos partidos de oposição, com destaque para o PSDB, DEM e o PPS. O oposicionismo, pelo menos neste ponto, não é traiçoeiro nem hipócrita.

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Azevedo: novamente punido pelo TCM.
Azevedo deixou governo com imagem de incompetente, mas hoje é o maior beneficiado com os tropeços de Vane

Confirmando o dito popular de que “o boi morre para alegria do urubu”, a empresa de pesquisas Sócio Estatística tem constatado que o desgaste do governo Vane do Renascer beneficia o ex-prefeito Capitão Azevedo, que comandou o município até dezembro passado.

Quando no governo, Azevedo era visto como um gestor sem comando, desorganizado e que não planejava. Deixou vários “abacaxis” para o sucessor descascar, como débitos com servidores e fornecedores e obras inconclusas. Mas o tempo conspira contra a memória e o esquecimento vira trunfo de quem aprontou no passado e está momentaneamente fora do cenário, à espera da hora de retornar.

Segundo pesquisa da Sócio Estatística, feita entre os dias 19 e 24 de julho, a percepção positiva do governo Vane é de apenas 5,8%; a negativa atinge 61,2%. O que ainda dá um alento ao gestor é a esperança de que as coisas irão melhorar, manifestada por 48% das pessoas consultadas, empatando com a soma dos que acham que vai piorar (27%) e dos que consideram que tudo continuará na mesma (21%).

A conclusão do sociólogo Agenor Gasparetto, diretor da Sócio Estatística, é a seguinte: “como homem religioso que é, Vane precisa ter fé que será capaz de reverter situação, mas fé por si só não será suficiente para confirmar  expectativa da população”.

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No embalo da exoneração do secretário Renan Araújo (Saúde), já se fala em outras mudanças no governo do prefeito de Itabuna, Claudevane Leite. Um forte candidato a ser dispensado é o titular do Desenvolvimento Social, o taciturno José Carlos Trindade.

Nas discussões internas, Mariana Alcântara migraria da Secretaria da Administração para o lugar de Trindade. E o vice-prefeito Wenceslau Júnior deixaria a pasta do Planejamento, passando a ocupar a Administração.

O PCdoB, provavelmente, indicaria o substituto de Wenceslau.

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Do site Cia da Notícia:

Itabuna é uma cidade pródiga  na área da política, mas quando o cidadão pensa que já ouviu de tudo, surge mais um absurdo. Mas, como dizia o ex-governador Octávio Mangabeira: “pense num absurdo, na Bahia tem pior”.

Para não deixar o saudoso Mangabeira desolado, apesar dos anos de seu desaparecimento, o prefeito eleito de Itabuna, Vane, resolveu por lenha na fogueira das vaidade política, nesta sexta-feira, 26.

Ao exonerar o secretário da Saúde, Renan Araujo, do cargo, sem a menor cerimônia, Vane disse que ele mesmo iria assumir a complexa Secretaria Municipal da Saúde por um mês.

Péssima decisão, a exemplo das que tem tomado ou das que se omite de tomar. Essa é uma demonstração de que não tem o que fazer na chefia do Poder Executivo, que, esperava-se, fosse cargo ou mandato atribulado.

Ou, pelo menos, não seria exatamente isso que queira dizer, para não dar demonstração do leilão que pretenda promover. Vai ser uma briga, desculpe, leilão, entre igrejas evangélicas, principalmente entre Universal e Assembleia de Deus.

Se já deu demonstração de que não sabe prefeitar, secretariar, então, vai ser um vexame!

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Nos bastidores do governo itabunense, são fortes os rumores de que a deputada estadual Ângela Sousa (PSD) – foto -, conhecida como “Irmã Ângela”, tem feito corrente de oração para a aliança entre o prefeito Claudevane Leite e o PCdoB se esfacelar. A intenção da evangélica seria preencher os espaços que um eventual desembarque comunista abriria na administração do município, fortalecendo-se em Itabuna para a campanha eleitoral de 2014.

A deputada, que conta com o apoio do prefeito itabunense para chegar ao terceiro mandato, possui notório apetite por cargos públicos. Tanto que não mede esforços para consegui-los.

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Isaac5 (1)Isaac Albagli, secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), disse ter sido de rotina a abordagem que resultou em apreensão, ontem (24), de um minitrio utilizado pelo movimento sindical para manifestações contra o prefeito Jabes Ribeiro. “A abordagem é de rotina. A Sutran [Superintendência de Trânsito] tem agido com rigor”, afirmou.

Segundo Albagli, na abordagem constatou-se que o veículo não tinha certificado de regularidade (CRV) nem alvará para circular como minitrio e o motorista não estava com habilitação, apresentando-a depois.

De acordo com ele, a apreensão ocorreu na Avenida Osvaldo Cruz e não em um posto de combustível. “No trajeto para o Detran, o motorista tentou entrar no posto”, ressalta. No Detran, afirma, descobriu-se que o caminhão está registrado como veículo de carroceria e não minitrio, além de ter cor original verde, mas usa o preto. “O minitrio está totalmente irregular”.

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joelmaInformações do blog Políticos do Sul da Bahia dão conta de que a ex-braço direito e toda poderosa secretária do ex-prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, foi defenestrada do grupo do milico e anda em busca de um novo ninho. O alvo da morena é outro político de coturno, porém de patente mais elevada: o deputado estadual Gilberto Santana, que é coronel da Polícia Militar.

Azevedo teria dispensado a antiga fiel escudeira, a pretexto de se cercar de uma assessoria profissional. Ele sonha com a Câmara dos Deputados e ainda não sabe se ficará no DEM ou se muda para outra legenda, como o PMDB.

Já o Coronel Gilberto Santana tentará renovar seu mandato na Assembleia e  já conta com a assessoria do ex-vereador Wellington (Leléu) Rodrigues. Se Joelma entrar no time, vai tabelar com ele.

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Comunistas de plantão consideram injustas as críticas ao secretário da Saúde de Itabuna, Renan Araújo, assim como as ponderações acerca dos indícios de manobra do governo para “ensovacar” o Conselho Municipal da Saúde.

Pior: cururus bem próximos do secretário acham que os ataques são elucubrados dentro do  governo, por uma ala que pretenderia o rompimento do prefeito Claudevane Leite com o PCdoB.

Segundo os autores e disseminadores desta teoria, o “eixo do mal” ficaria alojado em dois setores da administração: a Controladoria e a Secretaria da Fazenda…

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Blatter ficou com medo das manifetações
Blatter ficou com medo das manifetações

Em entrevista a uma agência de notícias da Alemanha, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 pode ter sido um erro. A avaliação está relacionada aos protestos que ocorreram no país, simultaneamente à realização da Copa das Confederações, em junho.

O posicionamento de Blatter provocou reação imediata do Ministério do Esporte, que divulgou nota defendendo as condições do país para a realização do evento do próximo ano e ressaltando que o sucesso na Copa das Confederações provou a capacidade do Brasil para promover competições grandiosas. Na mesma nota, o órgão federal afirma que as manifestações ocorreram porque o Brasil é um país democrático.

“O sucesso da Copa das Confederações comprova o acerto da escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo. Quanto às manifestações, o Brasil é um país democrático, que garante aos seus cidadãos plena liberdade de expressão”, diz a nota do Ministério do Esporte. Com informações da Agência Brasil

 

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Legislativo rejeita proposta do governo Vane

A Câmara de Vereadores de Itabuna realizou esta tarde a segunda apreciação da proposta do governo municipal de remanejamento de R$ 8 milhões do orçamento municipal. A matéria foi rejeitada e o placar repetiu o da primeira votação: 20 votos contrários e apenas um favorável.

Mais que uma reprimenda à gestão financeira do município, a posição dos vereadores é vista como um sinal claro de que a relação entre legislativo e executivo não é boa.

Durante a primeira votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), também nesta terça, 16, vereadores criticaram o governo por vacilos na tramitação da matéria. Primeiro, o executivo enviou o projeto sem o Anexo de Metas e, numa segunda tentativa, a proposta da LDO foi apresentada com o complemento, mas recheado com diversos erros.

Vereadores, tanto da oposição quanto da situação, disseram que foi necessário deslocar a secretária parlamentar Margareth Brandão temporariamente para a Prefeitura, a fim de orientar os técnicos do governo e corrigir o projeto antes de reenviá-lo ao legislativo. Numa atitude de ironia com o executivo, a servidora recebeu homenagens na sessão plenária.

Um dos críticos mais ácidos, como de costume, era o vereador Ruy Machado (PTB). Segundo ele, o governo não enviou para a Câmara um projeto de LDO, mas sim uma “colcha de retalhos”.

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ricardo artigosRicardo Ribeiro | ricardo_rb10@hotmail.com

 

Estão aí os sujeitos que voam para festinhas e jogos de futebol às custas do erário para comprovar a tese. A partir de agora, ou eles entendem o recado ou serão abatidos em pleno voo.

 

Há quase um consenso em torno da justiça dos protestos que se tornaram parte da paisagem brasileira. No caso dos ocupantes do poder, a concordância mais se aproxima de uma rendição por questões de sobrevivência, daí o atendimento de algumas demandas na tentativa de apascentar a tribo. Bem poucas, na verdade, em relação ao tamanho da dívida que o Estado tem com o povo.

Outro ponto é que está bem identificada a manifestação autêntica da sociedade, diferenciada das patéticas ações de manipulação ou adesão esperta, da direita e da esquerda. Nem o grupo do PSDB, DEM e seus congêneres têm condição de fazer coro com as vozes das ruas, nem o PT e os sindicalistas pelegos podem gritar contra si mesmos. Até tentaram, mas foi ridículo.

É certo que o status quo se encontra ainda perdido, sem plena compreensão do tamanho da mudança, propondo medidas atabalhoadas, como quem joga barro na parede para ver se cola. De tudo isso, haverá um custo político a ser pago, embora também ainda não se saiba quanto.

Percebe-se uma esperança do lado da vidraça de que os ataques arrefeçam, mas – apesar dos protestos terem diminuído – há previsão de que ele virá em novas ondas, até porque os principais motivos se mantêm e a eles não param de juntar-se outros.

Uma das consequências, pelo que se ouve nas ruas, poderá ser um recorde de votos brancos e nulos, bem como de ausências nas eleições de 2014. Nunca se viu tanta descrença em uma classe como ora se percebe com relação aos políticos. Os que estão no poder e os que já estiveram, embora estes se beneficiem por encontrar-se circunstancialmente na oposição. Vale acrescentar que se opõem ao governo, mas sempre se filiaram às práticas que criam as mazelas e perpetuam a miséria de grande parte da população brasileira.

É por isso que os protestos devem ser entendidos não como um grito contra o governo, mas como uma bronca geral nas práticas nefastas de uma política sempre afinada com propósitos inconfessáveis e divorciada do interesse público. Estão aí os sujeitos que voam para festinhas e jogos de futebol às custas do erário para comprovar a tese. A partir de agora, ou eles entendem o recado ou serão abatidos em pleno voo.

Ricardo Ribeiro é advogado.

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A proposta de estender o prazo da renegociação da dívida dos cacauicultores, objeto de emenda do deputado federal Geraldo Simões (PT), foi aprovada nesta quarta-feira, 10, pela Câmara. A matéria está incluída em emenda aglutinativa à Medida Provisória 610/2013.

A emenda abrange também proposição do deputado Valmir Assunção (PT), que perdoa os débitos de 40 mil agricultores familiares assentados no Nordeste. No caso da cacauicultura, a proposta é de prorrogar a negociação até 31 de dezembro de 2014.

“Agora a MP vai tramitar no Senado e vamos lutar para que seja aprovada rapidamente, sem mudanças”, afirma Simões.

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Yara Aquino e Carolina Sarres | Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (10), na Marcha dos Prefeitos, repasse emergencial de R$ 3 bilhões aos municípios, cuja primeira parcela estará disponível a partir de agosto, e a segunda, a partir de abril de 2014. Também haverá facilidades para o Programa Minha Casa, Minha Vida em municípios com menos de 50 mil habitantes, a serem executadas pelo Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

De acordo com Dilma, o repasse emergencial será desvinculado e dirigido para o custeio de serviços públicos. A presidenta fez os anúncios acompanhada de 25 ministros, do vice-presidente Michel Temer e dos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Pouco antes de Dilma finalizar seu discurso, os prefeitos começaram a cobrar que ela mencionasse o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cujo aumento entre 1% e 2% era uma das principais reivindicações da marcha – o que não ocorreu. Ao terminar a fala sem anunciar qualquer aumento, houve um misto de vaias e aplausos à presidenta.

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ricardo artigosRicardo Ribeiro | ricardo_rb10@hotmail.com

 

Ora, se para ser funcionário de uma repartição qualquer em Chorrochó o sujeito deve revirar-se pelo avesso como num confessionário, por que não se faz o mesmo com os candidatos aos mandatos eletivos?

 

Como o assunto em pauta é a reforma política, vai aqui uma sugestão muito simples, mas que talvez possa resolver grandes problemas.

O Brasil implantou em 2010 a Lei da Ficha Limpa, em uma das pouquíssimas oportunidades nas quais o povo exerceu seu direito constitucional de tomar a iniciativa em um projeto de lei, tantas são as dificuldades que limitam o exercício da prerrogativa. Nossa sugestão é promover um upgrade na Ficha Limpa, mais ou menos nos moldes das investigações sociais a que são submetidos os candidatos nos concursos públicos.

Nessas investigações, o postulante a barnabé tem a vida esquadrinhada em seus mais minuciosos detalhes. Pergunta-se onde morou desde a infância, todas as escolas nas quais estudou, se já foi punido ou expulso, os locais onde trabalhou, quanto recebeu, quem era o chefe imediato, o que fez no período de intervalo entre um emprego e outro, se tem título protestado, já foi ouvido em delegacia ou fez tratamento em razão de algum transtorno. E por aí vai, a lista é grande.

Ora, se para ser funcionário de uma repartição qualquer em Chorrochó o sujeito deve revirar-se pelo avesso como num confessionário, por que não se faz o mesmo com os candidatos aos mandatos eletivos? Talvez não resolvesse todos os problemas, mas com certeza a peneira diminuiria a quantidade de lixo que tem contaminado a política brasileira.

Essa é uma proposta de natureza bastante prática e sem efeitos colaterais, ao contrário do que muitos veem no financiamento público das campanhas, voto distrital ou cláusula de barreira. Provavelmente, os únicos contrários serão os elementos que a atual Lei da Ficha Limpa ainda não conseguiu expurgar. Como aqueles que andam elocubrando soluções cosméticas ou empurrando problemas com a barriga, enquanto vão a festinhas em aviões da FAB, totalmente cínicos e de costas para o que acontece nas ruas.

Ricardo Ribeiro é advogado.

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walmir rosárioWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

Enquanto todos os brasileiros demonstraram entender o recado, o Governo Federal fez de conta que nada daquilo era com ele e que passaria incólume ao recado das ruas.

Uma guerra fratricida sem precedentes é o que se vislumbra nos altos escalões do Partido dos Trabalhadores (PT). É a famosa luta do PT contra o PT. Mas não a que estamos acostumados a assistir, e sim a hegemonia de uma de suas correntes. Como fogo de monturo, ela foi deflagrada desde a posse de Dilma Rousseff à Presidência, porém vem se acirrando a cada dia, a cada protesto, a cada pescoço degolado.

Ficou mais evidente agora, depois dos protestos que assolam as ruas do país. De um lado, o bloco petista dos descontentes, que ainda não se conforma com essa maneira petista de governar. Afinal, não foi para isso que lutaram contra a ditadura. Saíram os militares, entraram os burgueses, como sempre acontece, o que tem causado grande descontentamento, embora não reclamem de forma clara, agem à sorrelfa. Sem falar na luta intestina pelos corredores e salas do Palácio do Planalto.

Esta última é a mais acirrada, pois age nas sombras em busca de um espaço no sol do poder. É o PT contra o PT. Disto ninguém tem dúvida. Afinal são mais de uma dezena de correntes e tendências com pensamentos filosóficos dos mais díspares. Embora algumas poucas não causem preocupações, tendo em vista a pequena capacidade de mobilização interna e externa, outra cresce se agiganta como uma verdadeira Hidra de Lerna. E já amedronta.

A luta interna pelo poder está sendo desnudada para a sociedade a cada protesto, a cada reivindicação vinda das ruas. E não se limita a encontrar soluções para a redução dos R$ 0,20 da tarifa dos transportes urbanos, pois algumas medidas – falhas e inconsistentes – foram tomadas, a exemplo da desoneração de impostos. A verdadeira briga, a de cachorros grandes, como se diz na gíria, está nas ações políticas.

E nessa luta renhida travada entre o PT contra o PT é que estão sendo colocadas as “cascas de bananas” para a presidenta Dilma Rousseff pisar. E ela tem escorregado em todas. Qualquer aluno do terceiro semestre dos cursos de Direito ou Ciências Políticas teriam interpretado de forma diferente as ações anunciadas pela presidenta, todas em flagrante desrespeito à Constituição Federal. Um vexame.

Quem teria aconselhado a presidenta Dilma a dirigir à Nação tamanhos impropérios? Com certeza não foram os técnicos da Presidência da República – incluindo, aí seus ministérios e órgãos de assessoria –, pois possuem quadros de competência comprovada. E esses erros crassos foram sendo repetidos à exaustão, como se o Brasil não vivesse sob a égide do estado democrático de direito, obrigando ministros ir a públicos para os desconcertantes a desmentidos institucionais, do tipo: “não foi bem isso que queria dizer”.

Dilma e Lula. PT contra o PT. Com todos os desmentidos e dissimulações, fica cada vez mais evidenciado e provado os desencontros. No núcleo duro do Palácio do Planalto as discordâncias estão cada vez mais expostas. O grupo fiel a Lula acredita que ainda deve obediência ao ex-presidente e mostra o desconforto do relacionamento com a presidenta, que possui métodos bastante diferentes de governar, distribuindo broncas a torto e a direito, o que não deixa de ser uma falta de respeito com o subordinado.

Se é incompetente, o remédio mais adequado é a exoneração, o que nunca acontece. Esse comportamento evidencia que, apesar da caneta e do diário oficial à disposição, a presidenta não pode agir como queria, ou seja: com os colaboradores de sua estrita confiança. Se essas dificuldades permeiam a relação interpartidária, avaliem em relação aos partidos da base aliada, com desejos e pensamentos dos mais diversos.

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