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dilma
Presidenta pode ter superado pior fase

Os números indicam que o pior momento do governo Dilma pode estar passando. De acordo com levantamento feito pelo Datafolha de 7 a 9 deste mês, a aprovação ao governo subiu seis pontos em relação à pesquisa anterior. A consulta está publicada na edição deste sábado, 10, do jornal Folha de São Paulo.

Em junho, no auge dos protestos por melhoria dos serviços públicos e mudança na política, os que consideravam o governo bom ou ótimo eram 30%. Agora, são 36%.  Foram ouvidas 2.615 pessoas em 160 cidades, e a margem de erro é de dois pontos.

O percentual dos que veem o governo como regular caiu de 43% para 42%, enquanto a avaliação ruim/péssima diminuiu de 30% para 22%.

O governo teve uma recuperação de sua imagem em todas as regiões do País, porém maior no Norte e no Centro-Oeste (onde a aprovação saltou de 29% para 40%).

Os índices de aprovação ainda são bem inferiores aos do período anterior às manifestações, mas deixam claro que o governo se recupera. O atendimento de reivindicações, como a redução da tarifa dos ônibus em algumas cidades, favorecido por incentivos fiscais, e a discussão sobre a reforma política podem ter contribuído para melhorar a imagem do governo.

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde)

Na Fieb, ontem (8), Jaques Wagner foi abordado pelo jornalista Biaggio Talento:

– E aí, governador, como é que está o namoro com ACM Neto?

– Por enquanto, é só administrativo.

ACM Neto ia passando, Wagner chamou:

– Olha, Neto. Biaggio está me perguntando como vai nosso namoro e eu estou dizendo a ele que por enquanto é só administrativo.

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solonO vereador Solon Pinheiro (DEM) “se espalhou” na sessão plenária desta quinta-feira, 8, na Câmara de Itabuna. O motivo da inquietação é um suposto boicote que estaria sendo promovido pela Mesa Diretora do legislativo municipal.

Pinheiro disse que a Mesa tem ignorado seus requerimentos, e fez uma acusação séria à Secretaria Parlamentar. Segundo ele, este setor da Câmara teria manipulado o protocolo, prejudicando um projeto de sua autoria.

A proposta que o vereador afirma ter sido comprometida prevê a redução do recesso parlamentar, dos atuais 90 para 30 dias. Com a alegada “mexida” no protocolo, um projeto com o mesmo objetivo está registrado na Secretaria Parlamentar, com autoria atribuída não a Pinheiro, mas à Mesa Diretora.

A acusação foi contestada pela secretária Margareth Brandão, que nega ter havido alteração no protocolo. Segundo ela, o projeto subscrito pela Mesa Diretora foi realmente apresentado em primeiro lugar.

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Fábio Magal, que desembarcou nesta terça-feira, 6, da nau à deriva do prefeito Jabes Ribeiro (ver nota logo abaixo), produziu uma inconfidência que deixou a secretária da Saúde de Ilhéus, Ledívia Espinheira, numa saia justa com o alcaide.

Segundo Magal, a secretária lhe confidenciou “não suportar mais o discurso repetitivo do prefeito Jabes Ribeiro, que alega falta de recursos e não melhora a rede de atendimento”.

No girar da roda política, o que era desabafo para um aliado virou munição na artilharia do neo-adversário.

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Reforma política é defendida por 85% dos brasileiros.
Reforma política é defendida por 85% dos brasileiros.

Pesquisa feita pelo Ibope apurou que 85% dos brasileiros consultados são a favor da reforma polícia. Encomendado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o levantamento foi realizado de 27 a 30 de julho e ouviu 1.500 pessoas acima dos 16 anos e apresenta margem de erro de 3 pontos percentuais.

A pesquisa, feita por telefone, também apurou que 92% são a favor de reforma política por meio de iniciativa popular, para a qual são necessárias 1,6 milhão de assinaturas para tramitar no Congresso Nacional.

Outras conclusões da pesquisa:

– 78% são contrários a financiamento privado para partidos e candidatos. 

– 80% defendem limite para o uso de dinheiro público nas campanhas eleitorais.

– 90% são a favor de punição mais severa para quem pratica o Caixa 2.

– 84% são favoráveis às manifestações que começaram em junho em todo o país.

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buziosColuna Tempo Presente (A Tarde):

ACM Neto lidera (disparado), seguido de Paulo Souto e Geddel, todos da oposição. A banda governista vem atrás, com Lídice da Mata na frente (em todas) seguida de Walter Pinheiro, e na rabeira, Otto Alencar e Rui Costa.

Em síntese, é isso que todas as pesquisas feitas este ano para aferir o cenário apontam. O que isso quer dizer? Muito pouco. Sinaliza que o governo, lá e cá, passa por um momento difícil e a oposição se anima com isso. Só.

Pesquisas para possibilitar diagnósticos densos teriam que ser feitas como as de Nate Silver, âncora do blog do The New York Times. Ele virou sensação nos EUA porque em 2008 acertou os resultados das eleições presidenciais em 49 dos 50 estados  ano passado em todos, antecipando a vitória de Obama.

O que ele fez: contratou (e o jornal pagou) pesquisas sequenciadas em períodos intercalados, quantitativas e qualitativas, em todos os estados, que produziam relatórios detalhados sobre as conjunturas econômicas e políticas de cada um deles.

Aqui, nós só contamos com pesquisas esporádicas e assim mesmo pagas pelos interessados (que só divulgam o que lhes convém) e mais os búzios.

No nosso terreiro, nem Dilma age como Nate, por isso não viu as insatisfações que explodiram nas ruas. O que agravou a situação para o nosso lado, produzindo um cenário tão difuso que até os búzios estão confusos.

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Jonas Paulo: controlamos a crise (Foto Pimenta).
Presidente petista diz que movimentação das ruas reforça importância da candidatura própria (Foto Pimenta).

As pesquisas mostram que o PT, em função de sua posição de destaque na política nacional, foi o partido mais prejudicado com as mobilizações das ruas. Diante desse cenário, o presidente da legenda na Bahia, Jonas Paulo, acredita que o momento seja de dar a volta por cima e mostrar força.

Falando sobre a sucessão de Jaques Wagner, Jonas Paulo disse que “a movimentação das ruas reforça ainda mais a tese da importância de se vincular a eleição do estado com a nacional, onde a candidatura petista tem papel central”. A mensagem é clara: o PT apostará na candidatura própria em 2014.

O presidente petista declarou ainda que a presença do partido na cabeça da chapa majoritária significa “a reafirmação da liderança do PT na Bahia, maior estado com um governador petista, para consolidar nosso projeto político nacional”.

Jonas Paulo prevê para novembro o anúncio do candidato à sucessão de Wagner.

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adolfoDa coluna Tempo Presente (A Tarde)

Na abertura da Assembleia ontem, o deputado Adolfo Menezes (PSD) – foto -, que ano passado se elegeu prefeito de Campo Formoso,  mas renunciou temendo o processo por abuso de poder econômico, subiu na tribuna e disparou contra o TRE, que está julgando os embargos da sentença na qual foi condenado.

– Se todos soubessem o que se passa nos tribunais, 90% seriam guilhotinados.

Elmar Nascimento (PR), adversário de Adolfo em Campo Formoso, apressou-se em mandar cópias do discurso para os juízes.

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Nilo é reeleito presidente da Assembleia Legislativa baiana.
Marcelo Nilo: “daremos prioridade aos projetos dos parlamentares”

A Assembleia Legislativa da Bahia reabriu os trabalhos nesta quinta-feira, 1º, e a pauta do semestre revela a intenção da casa de buscar maior sintonia com as demandas da sociedade. Entre os projetos que serão discutidos,  está o que prevê o fim do voto fechado no legislativo estadual.

Dentro do mesmo espírito, está programada audiência pública para o dia 8, às 14h30, com integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), na qual será discutido o sistema de transporte coletivo na Região Metropolitana de Salvador. A audiência será realizada no auditório do anexo Senador Jutahy Magalhães. Um dia antes, haverá a sétima sessão do projeto Assembleia Itinerante, na cidade de Paulo Afonso, norte da Bahia.

O presidente Marcelo Nilo (PDT) afirma que a prioridade nos próximos meses será a apreciação de matérias de iniciativa dos deputados. “Com certeza daremos prioridade aos projetos dos parlamentares, além de abrir a discussão nesse segundo semestre para questões polêmicas, entre elas o voto aberto para 100% das votações da casa”, salienta.

Nilo ressalta que no primeiro semestre já ocorreu a votação de três emendas constitucionais afinadas com a austeridade. Ele lista a PEC que extinguiu o 14º e o 15º salários, a que reduziu o recesso anual em 30 dias e a que exige ficha limpa para a ocupação de cargos no serviço público estadual.

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Depois de ter passado pela “Terra da Gabriela” e conversado com os manifestantes do movimento Reúne Ilhéus, o deputado estadual Marcelino Galo (PT) fez reparos à postura do prefeito Jabes Ribeiro. Na opinião do parlamentar, o gestor precisa tomar para si a responsabilidade de resolver a questão do transporte coletivo (o movimento exige redução da passagem).

“O prefeito precisa trazer pra si a resolução de um problema grave como a questão do transporte público. E garantir o imediato retorno dos serviços do município com abertura de negociação efetiva”, referindo-se também à greve dos servidores municipais.

Para o petista, é necessário olhar as manifestações que ocorrem em Ilhéus de maneira integrada aos movimentos observados nacionalmente. “As mobilizações que ocorrem em todo Brasil não são diferentes em Ilhéus. As ruas passam um recado claro para os governantes e para nós políticos em geral. É necessário ouvir todas as pautas dos trabalhadores em greve e do movimento Reúne Ilhéus. A pauta é justa e deve ser negociada imediatamente”, orientou.

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vivaldo2Apontado por muitos políticos como nome forte para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, o diretor-executivo da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), José Vivaldo Mendonça, nega o interesse de ser candidato.

“Tenho isso já definido e muito tranquilo. Não serei candidato”, disse o diretor ao PIMENTA, ao mesmo tempo em que procurou desautorizar rumores de que sua decisão teria a ver com a disputa interna dentro do PP. O partido deverá ter nomes como os secretários Wilson Brito (Desenvolvimento e Integração Regional) e Eduardo Salles (Agricultura) na briga para se eleger deputado estadual.

Vivaldo, que é do Sul da Bahia e formado em Agronomia pela Uesc, tem feito um trabalho elogiado na CAR. Além de técnico eficiente, ele é visto como bom articulador.

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Galo pede que Targino Machado siga o Papa Francisco

O sempre ácido deputado estadual Targino Machado (sem partido) tem criticado o PT por ter, segundo ele, comprado o passe de lideranças do PMN, como estratégia para evitar a fusão desta legenda com o PPS, formando o MD (Movimento Democrático).

Após um pronunciamento em que Machado fez a acusação, o petista Marcelino Galo saiu em defesa de seu partido e disse que o colega de Assembleia se sente como a “palmatória do mundo”. Na discussão, até o nome do pontífice entrou no meio.

Segundo Galo, Machado deveria “seguir o Papa Francisco e ser mais humilde, em vez de querer ser a palmatória do mundo”. O petista disse ainda que o colega tenta encontrar culpados para o “naufrágio do MD” e “deixa a emoção falar mais alto que a razão”.

Sobra a acusação em si, Galo naturalmente nega. Mas afirma que o PT defende critérios rígidos para a formação de novos partidos, of course.

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Renan cai por falta de "resolutividade".
Médico diz que foi tratado com preconceito

OS ALVOS: TOM RIBEIRO, CLAUDEVANE LEITE E ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA

O médico Renan Araújo tenta adotar um discurso de tranquilidade e dever cumprido em sua saída da Secretaria da Saúde de Itabuna, mas não consegue esconder certa mágoa. Isso ficou evidente na entrevista que ele concedeu ao  Blog do Gusmão (leia e escute aqui), na qual listou feitos de sua gestão e atribuiu a queda a uma campanha de desgaste executada por setores da imprensa.

Dando “nome aos bois”, Araújo mirou principalmente no âncora do programa Balanço Geral (TV  Cabrália), Tom Ribeiro. Segundo o médico, o apresentador “fez um trabalho sujo” e o atacou “de maneira baixa e vil, com chacotas e comentários desqualificantes”. Ele chamou a ofensiva de “missa encomendada”.

Diante de uma intervenção do entrevistador, que fez referência à vinculação política do apresentador com o PRB, partido do prefeito Claudevane Leite, o ex-secretário declarou que os motivos da “campanha” deveriam ser investigados. Mas ele se queixou também da imprensa local de maneira genérica, pois esta o teria tratado com preconceito, baseando-se em sua condição de “forasteiro”.

Na entrevista de quase 15 minutos, Araújo também lamentou não ter conseguido maior autonomia na Secretaria da Saúde, inclusive para realizar licitações que permitiriam abastecer as unidades com insumos e medicamentos. Ao dizer que não teve apoio do governo para formar as comissões licitantes, ele desabafou, mudando a direção da artilharia: “a caneta é do prefeito”.

Como avalia que conseguiu avanços importantes em todas as metas das quais se incumbiu, principalmente o retorno do comando único do SUS, o médico declarou que o motivo da sua saída deveria ser perguntado a Claudevane Leite.

Uma “bala” do arsenal do ex-titular da Saúde foi reservada para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, que, na opinião de Araújo, não teria sido generosa com sua atuação. “O que foi feito de positivo não chegou ao público; a volta da plena passou quase despercebida”, disse o médico.

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Wagner fala dos confrontos na capital baiana em coletiva (Foto José Nazal).
Wagner quer medir estrago causado pelos protestos (Foto José Nazal).

O governador baiano Jaques Wagner tem consciência do estrago causado pelas manifestações de rua que incendiaram o país em junho. Uma corrosão de imagem que foi inclusive aferida na pesquisa CNI/Ibope que avaliou os governos federal e estaduais.

Que o moral de quem está no poder caiu, não há dúvida. Agora, o momento é o de esquadrinhar a gestão para saber precisamente onde se encontram as falhas que desafiam a paciência do povo. Algumas delas – transporte caro e deficiente, serviço de saúde pública desestruturado, educação mambembe etc. –  foram externadas nos cartazes que tomaram conta das ruas. Ainda assim, Wagner quer medição com base científica.

Para tanto, segundo a coluna Raio Laser (da Tribuna), o governador solicitou pesquisa qualitativa, com duas curiosidades principais. A primeira tem a ver exatamente com a maneira como o cidadão-cliente avalia os serviços que lhe são oferecidos e os órgãos responsáveis pelos mesmos; a segunda foca em 2014 e pretende descobrir se a presença de Wagner no palanque sucessório seria positiva.

É possível que se tente saber ainda se o melhor nome para a sucessão deve sair do PT ou de outro partido da base…

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Allah-GóesAllah Góes | allah.goes@hotmail.com

 

Ou o pretendente se dispõe a gastar mais de Um Milhão de Reais, ou dificilmente obterá sucesso, o que contribui para que o agora eleito e empossado deputado acredite que não deve qualquer satisfação de seu mandato ao povo que o elegeu, pois comprou, e pagou, por sua vaga.

 

Após esta avalanche de protestos contra o “aumento da passagem de ônibus”, mas que na verdade foi contra os políticos, a corrupção, os gastos públicos etc., ficou claro que o principal responsável por quase todas as mazelas de nosso país é este anacrônico sistema político que temos e que permite ao povo somente participar do processo como espectador, quase nunca como ator.

Nosso sistema político-administrativo, além de falho, também é corrupto. Não que seja novo o sistema do “toma lá, da cá”, ou o do subfaturamento oficial dos gastos nas campanhas políticas, ou aquele do regime de “ajuda e financiamento desinteressado” dos empresários, praticas que são utilizadas desde os primórdios da “nova república”, vide a forma como surgiu a Frente Liberal, hoje DEM, após “negociações desinteressadas” de parte do PDS com o PMDB.

Neste sistema, ganha a eleição (e passa a ser o nosso representante), aquele que tem o melhor bolso, raramente o que tem a melhor proposta, pois para se entrar numa disputa, a exemplo de uma vaga na Assembleia Legislativa, ou o pretendente se dispõe a gastar mais de Um Milhão de Reais, ou dificilmente obterá sucesso, o que contribui para que o agora eleito e empossado deputado acredite que não deve qualquer satisfação de seu mandato ao povo que o elegeu, pois comprou, e pagou, por sua vaga.

Esta era a regra que valia, a do “comprou, levou”. Observem que disse “valia”, pois o “grito das ruas”, que continua ecoando (vide as últimas manifestações ocorridas esta semana no Rio de Janeiro), tem trazido preocupação aos ditos “deputados gafanhotos” (aqueles que mudam o local onde são eleitos à cada eleição, não tendo nenhum vinculo com os seus eleitores), pois começou-se a discutir prazos para a implementação da reforma política.

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