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Do Cenabahiana

Não se sabe se tem a ver com o resultado das eleições de Itabuna, mas os deputados federais Geraldo Simões (PT) e Márcio Marinho (PRB) estão batendo cabeça na Câmara. A referência às eleições se justifica porque o petista parece ainda não ter engolido a vitória do correligionário de Marinho, Vane do Renascer, na sucessão municipal.

Os sintomas de desentendimento entre os dois parlamentares foram percebidos nesta terça-feira, 27, quando se discutia em Brasília os destinos das emendas de bancada. Marinho defendeu que Itabuna fosse contemplada com projetos de infraestrutura, enquanto Simões apontava outras prioridades, a exemplo da conclusão das obras do Centro de Convenções.

Como não se chegou ao esperado denominador comum, a cidade ficou de fora e amarga um prejuízo que pode passar dos R$ 50 milhões.

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O ex-secretário de Assuntos Governamentais da Prefeitura de Itabuna, Carlos Burgos, que pediu exoneração ontem (veja aqui), tem dito que o prefeito Azevedo caiu em prantos ao saber que ele estava de saída. Burgos conta a história como quem massageia a própria vaidade: “chorou feito um menino”.

Um membro do primeiro escalão explica: “deve ter chorado mesmo, porque ele está chorando por tudo, chora desde que perdeu a eleição”.

Tantas lágrimas podem ser mais do que pela derrota. Azevedo encara o fim de governo mais melancólico da história de Itabuna. A Prefeitura está completamente desorganizada e com as finanças comprometidas, sem condições de pagar salários e chegando a dispensar servidores contratados e comissionados com data retroativa.

Burgos, que era um dos secretários mais fortes do governo, conhece bem o tamanho do problema. E Azevedo fica cada vez mais sozinho para (não) resolver.

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Homem forte do governo deu tchau a Azevedo

No apagar das luzes do governo Azevedo, até quem menos se esperava começa a abandonar o “barco”. Quem pediu exoneração na manhã desta quinta-feira, 29, foi o advogado Carlos Burgos, que ocupava a Secretaria de Assuntos Governamentais.

Membro do “núcleo duro” do governo Azevedo, Burgos era tido como a eminência parda da gestão, na qual diziam que ele mandava mais que o próprio prefeito (e não era o único). O ex-secretário foi também um dos coordenadores da campanha malsucedida de Azevedo na disputa pela reeleição.

Segundo informações de dentro do Centro Administrativo Firmino Alves, o pedido de exoneração de Burgos já foi apresentado ao prefeito e por este assinado. O governo ainda não anunciou o nome do substituto.

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Rubro-negro apaixonado, o deputado estadual Carlos Geilson (PTN) é autor do requerimento da sessão especial que a Assembleia Legislativa da Bahia realiza nesta quinta-feira, 29, às 18 horas, em homenagem à ascensão do Vitória à Série A do Campeonato Brasileiro.

Como todo torcedor do Leão da Barra, Geilson passou momentos de desespero ao longo da competição, mas agora é só alegria com o retorno à elite do futebol. “É um momento de muita alegria, de muita satisfação. Ficamos tensos, me emocionei muito, mas no final deu tudo certo”, festeja.

O deputado, no entanto, lamenta a situação dos clubes nordestinos e diz ficar triste ao ver o Bahia e o Sport de Recife lutando para não ser rebaixados. “Sou Vitória, mas torço muito para que o Bahia permaneça na primeira divisão e que no próximo ano, com a Arena Fonte Nova lotada, tenhamos esse grande clássico na elite do Campeonato Brasileiro”, torce Geilson.

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A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia condenou o prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira (PRTB), a três anos e três meses de reclusão, além da perda do mandato e inelegibilidade por cinco anos. O gestor foi acusado de fazer autopromoção em publicidade governamental.

De acordo com o Núcleo de Investigação de Crimes Atribuídos a Prefeitos (CAP), do Ministério Público Estadual, Oliveira cometeu o crime em 2005, quando contratou a empresa Bureau Comunicação e Marketing, pelo valor de R$ 77 mil, para editar e distribuir 20 mil exemplares de uma revista. A pretexto de divulgar ações do governo, a revista fez ligação do nome do prefeito com obras e serviços do município, o que é proibido.

A conduta de Oliveira foi apresentada pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) ao Ministério Público, que denunciou o prefeito ao Tribunal de Justiça. O chefe do executivo de Eunápolis irá recorrer da decisão.

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O blogueiro Jamesson Araújo, de Ilhéus, postou nota em tom jocoso sobre um vereador eleito na cidade que, passados quase dois meses das eleições, até hoje promove farras homéricas em comemoração ao resultado. Segundo o blog Agravo, de Jamesson, o tal vereador costumaria, nesses eventos festivos, ingerir fartas doses de álcool, motivo pelo qual recebeu o apelido “Vereador Jurubeba” (referência ao nome de uma bebida).

Pois qual não foi a surpresa do blogueiro quando ontem, logo após a postagem da nota, o vereador eleito Nerival (PCdoB) lhe telefonou  fazendo ameaças, inclusive de agressão física. Ou seja, o homem não apenas assumiu que o texto fazia referência a ele, como ainda por cima ficou nervoso e mostrou que precisa melhorar o temperamento para atuar na política e conviver com a imprensa.

Será que estava de ressaca?

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Florentino (centro) expôs o caos nas ações de combate à dengue em Itabuna

A informação de que Itabuna possui hoje o maior índice de infestação de dengue do Brasil (veja aqui) coincidiu com a ida do diretor do Departamento de Vigilância à Saúde do município, Florentino Souza Filho, à Câmara de Vereadores. Ele compareceu à sede do legislativo nesta terça-feira, 27, a convite do vereador Paulo Luna (PSDB), e não se preocupou com floreios. O diretor da Vigilância confirmou que seu setor é prejudicado, entre outros fatores, pelo deslocamento de agentes de combate a endemias para outras funções, fato já denunciado pelo PIMENTA.

Durante a sessão, a vereadora Maria do Carmo Ferreira, a Carmem do Posto Médico (PR), fez um pronunciamento-desabafo que chamou atenção. Com 28 anos de trabalho na área da saúde, ela observou que Itabuna está entregue à sujeira, o que ajuda a proliferar diversas doenças, inclusive a dengue.

“Não é possível garantir a saúde da população com a cidade suja do jeito que está”, afirmou a vereadora, acusando prefeito e secretários de omissão. Segundo Carmem, “Itabuna não tem prefeito, quem governa até 31 de dezembro é a dengue”. Ela disse ainda, sem citar nomes, que  secretários municipais não estão preocupados com a situação, pois pensam apenas em “encher os bolsos”.

O pronunciamento surpreendeu alguns vereadores, pelo fato de Carmem do Posto Médico ser de um partido da base do prefeito. Porém, mesmo pertencendo ao PR, a vereadora tem demonstrado independência com relação ao governo, já tendo criticado a gestão de Azevedo em pelo menos outra sessão.

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde)

Nos últimos quatro anos a pequena Jussiape, pacata cidade da região de Livramento de Brumado, no sudoeste, virou palco de episódios dignos do enredo de uma novela trágica. A história começa em 2008, quando o município elegeu Vagner Neves Freitas (PTB), que acabava de cumprir oito anos de prisão no Carandiru, em São Paulo, acusado de um rosário de crimes, inclusive sequestro.

O astral do Carandiru se instalou. Distribuindo favores, se elegeu e logo confessou:

– Me elegi e me arrependi. O povo só vota a troco de alguma coisa.

No mandato, em 2009, foi preso e algemado em Brumado, quando xingava num carro de som o então vice-governador Edmundo Pereira, durante uma solenidade em que o governador Jaques Wagner anunciava recuperação da estrada Brumado – Conquista.

Em 2009, a Câmara discutia segurança, ele arrombou a janela, subiu e gritou:

– A polícia tem que vir para cá. Ou vem ou eu mesmo vou botar faixas na cidade chamando os ladrões para roubar aqui!

E emendou: ‘Vereador só vota por dinheiro! A mamadeira quebrou!’.

A Câmara instaurou um processo contra Vagner por falta de decoro e acabou cassando-o. O vice, Procópio Alencar, assumiu num clima de tensão e medo. Foi ameaçado de morte, sumiu da cidade um bom tempo.

Procópio não escondia o medo e tomava cuidado. Este ano, ele derrotou Vânia Novais (PMDB), mulher de Vagner (que está inelegível).  Sábado foi assassinado.

Embora não haja indícios do envolvimento de Vagner, o assassino, Coló do Quiosque, era aliado dele. O astral do Carandiru, a sinergia, com a chacina, se configurou em Jussiape.

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Também no encontro desta segunda-feira, 26, com o governador Jaques Wagner (ver nota abaixo), os caciques do PSD reclamaram muito da Lei de Responsabilidade Fiscal. O instrumento, criado para colocar rédeas na gastança desenfreada e irresponsável, é visto pelos pessedistas como uma lei draconiana, que pune indistintamente bons e maus gestores.

O deputado federal José Carlos Araújo, membro do partido, é autor do projeto de lei número 143/2012, que propõe alterações na LRF. Diz ele que o objetivo não é voltar aos tempos da irresponsabilidade, mas evitar injustiças com os governantes supostamente corretos.

Vá lá que seja, mas nesse campo todo cuidado é pouco.

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Depois conquistar o segundo maior número de prefeituras baianas para o PSD, o vice-governador e presidente da legenda no Estado, Otto Alencar, apresentou as armas a Jaques Wagner. Nesta segunda-feira, 26, em um encontro no Fiesta Convention Center, Otto e seus 70 eleitos mostraram ao barbudo de Ondina que têm planos ambiciosos para 2014.

A mira está direcionada para a governadoria, tanto que Otto frisou no encontro a afirmação de Wagner de que o candidato poderá ser alguém de fora do PT. Em tese, porque na prática isso será muito difícil de se concretizar.

O fato é que Lula quer Sérgio Gabrielli e, se for assim, Otto se contentará, de bom grado, com um mandato de oito anos no Senado.

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Ganhar Salvador não faz a menor diferença para o DEM. Eu hoje imagino que é mais lógico que o prefeito eleito de Salvador, ACM Neto, saia do DEM do que queira ou tenha força para ressuscitar o partido. O DEM vive um ciclo terminal.

JOÃO SANTANA, marqueteiro, em entrevista à Folha de S. Paulo

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Marqueteiro do PT desde 2006, o baiano João Santana disse em entrevista publicada nesta segunda-feira, 26, na Folha de São Paulo, que Lula seria o melhor candidato ao governo paulista em 2014. Segundo ele, uma chapa com Lula na cabeça e Gabriel Chalita (PMDB) na vice seria “imbatível”. A aposta só não se tornará realidade porque o ex-presidente não admite a hipótese da tal candidatura, segundo ressalvou o próprio Santana.

O publicitário prevê ainda que Dilma será reeleita no primeiro turno, o que até hoje nenhum petista conseguiu nas eleições para a Presidência da República.

Outra aposta: Fernando Haddad, que acaba de conquistar a Prefeitura de São Paulo, será presidente do Brasil em 2022, com reeleição assegurada em 2024.

Palavra de Nostradamus… Ou melhor, João Santana!

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Matéria publicada na edição deste domingo, 25, do jornal A TARDE, mostra como foi intenso o troca-troca de partidos antes das eleições 2012. Um dos casos de “intensa rotatividade” se viu no PT, partido que conquistou o maior número de prefeituras, porém com 60% de “cristãos novos”.

Leia trecho da reportagem:

“Partido que venceu em mais cidades na Bahia este ano – 93 no total – o PT elegeu 38 prefeitos cuja filiação data de antes da ascensão do governador Jaques Wagner ao poder. Os outros 55 filiaram-se ao partido nos últimos cinco anos, sendo que 32 destes filiaram-se somente no ano passado”.

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Ricardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

 

Nenhum país cresce verdadeiramente onde vigoram os atalhos abertos para atender indivíduos isoladamente.

 

O nível de inversão de valores em nossa sociedade é provavelmente uma das principais barreiras para que a mesma avance para patamares mais elevados. Onde vigora o jeitinho, a exceção amiga, o favor e o quebra-galho em nome da amizade ou da conveniência, é impossível construir-se um grupo social que se respeite e seja capaz de enfrentar seus principais problemas.

O Brasil é o 73º país mais corrupto do mundo de acordo com a ONG Transparência Internacional, que avalia 183 nações nesse quesito. E onde está a corrupção, senão incrustada, enraizada em cada setor da sociedade? Do governo às empresas, das igrejas às feiras livres. A malandragem é tão presente, que chega a ser vista como traço cultural e atávico, herdado do DNA dos primeiros invasores a desembarcar em Pindorama.

Carma ou safadeza pura e simples, o fato é que a corrupção é praticada inclusive por gente que se acha convictamente honesta. É de praxe, é o modus operandi inescapável, que torna mais fácil o acesso a benefícios pelo cidadão e “azeita” as relações no campo da política. Quem age diferente é ingênuo e incapaz de compreender que a vida é desse jeito mesmo.

E o que esse modo peculiar de agir tem dado de retorno ao país? Assim como jamais se viu alguém que vende o voto melhorar de vida, o mesmo se observa num espectro mais amplo quando se analisa a corrupção na sociedade. Os jeitinhos da vida resolvem o problema de muita gente no imediato. Já no longo prazo só servem para perpetuar o atraso.

Nações democráticas que evoluíram tiveram que consolidar seus ordenamentos jurídicos, que materializa a vontade geral, as opções coletivas voltadas ao bem comum. Nenhum país cresce verdadeiramente onde vigoram os atalhos abertos para atender indivíduos isoladamente. Ou se pensa e age coletivamente, ou o que se tem é um país fragmentado e desmoralizado.

A mensagem serve para a política e para o dia-a-dia de cada cidadão. No judiciário, ela foi bem expressa no discurso de posse do ministro Joaquim Barbosa, novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ao desaconselhar juízes de prestar favores para ascender na carreira.

Trazendo para o local, uma das críticas mais recorrentes ao futuro secretariado da Prefeitura de Itabuna é de que alguns nomes são “corretos demais”. Dizem isso, por exemplo, do futuro secretário de Transportes e Trânsito, Clodovil Soares, frisando que ele será incapaz de flexibilizar ou, para ficar mais claro no exemplo, mandar, a pedido de algum político aliado do governo, “soltar um veículo apreendido”.

Percebam como a inversão de valores se manifesta nessa avaliação. Se o “defeito” do futuro secretário é ser correto, quem tem que mudar é a sociedade. Sob pena de perecer.

Ricardo Ribeiro é advogado e blogueiro.