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O título de cidadão itabunense surgiu para ser concedido a pessoas que, apesar de não ter nascido na cidade, com ela têm contribuído de modo significativo. Infelizmente, não é isso que ocorre na maior parte das vezes.
Neste ano de 2010, que é o do centenário de Itabuna, mas também um ano de disputa eleitoral, foi praticamente inevitável que algumas indicações acabassem motivadas não pelo mérito, mas pelo processo político.
Vejam o caso do presidente da Câmara de Vereadores, Clóvis Loiola, que escolheu o empresário Augusto Castro como um dos que ganharão a cidadania itabunese. Não constam no currículo do homenageado as tais relevantes contribuições para a comunidade local, além do grande feito de ter alçado sua irmã Rose à vereança! Mas Augusto disputa mandato na Assembleia Legislativa e nesse momento o palanque lhe cai bem.
Outro que está utilizando o título de cidadão para fazer média política é o tucano Solon Pinheiro. Candidato a deputado estadual, ele faz “dobradinha” com o federal ACM Neto e aproveitou para incluir o título de cidadão itabunense no pacote.
A sessão de entrega do título de cidadão está marcada para esta segunda-feira, 26, a partir das 19h30min, na FTC. Na solenidade, serão ainda homenageados, com diploma de honra ao mérito, o deputado federal e ex-prefeito de Itabuna Félix Mendonça e o radialista Raimundo Varela.

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Alguém precisa urgentemente dar uns conselhos à vereadora itabunense Rose Castro (PR). Totalmente “emplacada” com o mandato que exerce, a nobre política investiu-se de uma condição de autoridade suprema, o que lhe tem feito cometer gafes homéricas.
Uma dessas aconteceu no início da noite de ontem (dia 22), no gabinete do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo. Estavam lá o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin, o diretor-presidente da Sudic, Nilton Cruz, um pessoal da empresa Bahia Mineração e vários secretários do governo municipal. O encontro no gabinete serviu para uma exposição detalhada sobre o projeto Porto Sul.
No momento em que Benjamin abordava o assunto, com toda a sala em silêncio quase sepulcral, na maior atenção, eis que Rose escancara a porta e adentra à sala de maneira espalhafatosa, dando um altíssimo boa noite. Alguém brincou: “chegou atrasada, vereadora”. E ela rebateu na bucha: “não, cheguei a tempo!”.
Benjamin parou a apresentação e, meio atônito, perguntou educadamente o nome da ilustríssima personalidade. Ela imediatamente projetou-se sobre a mesa, estendendo a mão para o secretário e proclamando: “meu nome é Vereadora Rose Castro”.  Feita a apresentação, o representante do governo Wagner retomou a fala.
Nesse momento, alguém c0mentou, baixinho: “é a primeira vez que vejo uma mulher que já foi batizada com o nome de Vereadora”. Isso é que é emplacamento!

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Em uma rápida entrevista concedida nesta quinta-feira, 15, ao repórter Fábio Roberto, o prefeito de Itabuna deixou claro que ainda está titubeando no que se refere aos apoios nessas eleições.
Azevedo, que pertence ao DEM, participou da festa de lançamento da candidatura de Luiz Argôlo (PP) a deputado federal, mas deixou claro que não há exclusividade na relação. Sobre outras esferas envolvidas na disputa, o prefeito é só cautela. Diz apenas que as definições “têm que acontecer”, mas não esclarece como nem quando.
Sempre com respostas curtas e apressadas, Azevedo declarou acreditar que Itabuna terá de volta a gestão plena da saúde e questionou números oficiais sobre a geração de empregos no município. Segundo ele, o seu governo tornou Itabuna uma cidade “pujante”.
Pimenta – O senhor acaba de oficializar seu apoio ao candidato a deputado federal Luiz Argôlo (PP). E os demais apoios, quando serão anunciados?
Azevedo –
Isso vai acontecer. Quem ajuda Itabuna, tem apoio, o povo reconhece isso.
Pimenta – Argôlo disse não ter dúvidas de que o senhor apoiará a reeleição do petista Jaques Wagner…
Azevedo –
Não, eu tenho acordo com Luiz Argôlo. É com ele que estamos aqui. Nós temos que ver que nesse momento é o deputado que está ajudando a cidade. Então, por que virar as costas? Temos que apoiar.

“No governo Azevedo, a ordem é apurar rapidamente, ver os culpados e demiti-los” (falando sobre a postura do governo no caso do desvio de 45 mil litros de suco).

 
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Em telefonema ao Pimenta, o deputado estadual Carlos Gaban (DEM) falou sobre a discussão que teve ontem (14) com a colega de Assembleia, Fátima Nunes (PT). No calor do debate, o democrata chamou a petista de mal-educada e disse que ela, diferentemente dele, não tem “berço”. A seguir, um resumo de nossa conversa com Gaban:
Pimenta – Como vai, deputado?
Gaban –
Não muito bem. Estou com uma virose e bastante febril, 39 graus…
Pimenta – Essa temperatura alta é resultado da discussão de ontem?
Gaban –
Não, não… Começou antes. É realmente uma virose.
Pimenta – Deputado, por que o senhor disse que a petista Fátima Nunes não tem berço?
Gaban –
Olha, quando eu disse isso eu não estava me referindo à origem social da deputada. Não sei qual é a origem dela, mas imagino que seja tão humilde quanto a minha. Meu pai era tintureiro e quando morreu há dois anos, aos 83 de idade, ainda passava roupas.
Pimenta – Então em que sentido foi?
Gaban –
Quando eu disse que ela não tinha berço, referia-me à falta de educação da deputada. Eu estava discursando e ela gritava fora do microfone, tentando impedir minha fala. Nesse momento, sugeri que ela pedisse um aparte, mas a deputada continuou gritando.
Pimenta – A deputada acusou uma manobra regimental para impedir a votação de projetos, quando havia um acordo com o governo…
Gaban –
Eu pedi que ela fosse educada, porque ela estava tentando interromper o meu discurso enquanto eu explicava ao deputado Álvaro Gomes (do PCdoB, autor de um dos projetos que seriam votados ontem, o que põe fim à assinatura nas contas de telefone) que não sou contra a proposta dele. Ocorre que não pode haver acordo com o governo, quando este mesmo governo vem descumprindo tudo o que acerta com a Casa.

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Há certos níveis de discussão que muita gente não imagina ser possível ocorrer em ambientes como uma Assembleia Legislativa. Ledo engano!
Na tarde desta quarta-feira, 14, o democrata Carlos Gaban discutiu com a petista Fátima Nunes e usou um argumento estúpido para destratar a colega.
A certa altura da discussão, Gaban quis usar sua suposta origem na “casa grande” para ofender a deputada do PT. Palavras dele: “Você é mal-educada. Não discuto com você porque tenho berço. Você não”.
Em tempo, o bate-boca na Câmara começou porque havia um acordo entre as bancadas para votar a LDO e o fim da cobrança da assinatura telefônica, mas Gaban pediu verificação de quorum para derrubar os trabalhos. A deputada cobrou postura e ouviu o argumento do senhor de engenho.
Lamentável!

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Kleber Ferreira fica no cargo, mas sem poder

O “cobertor” encurtou e a Câmara de Vereadores de Itabuna foi obrigada a fazer mudanças de última hora. As notícias são de encerramento de contratos com empresas terceirizadas, programação de exonerações e uma intervenção branca na Diretoria de Recursos Humanos.
O atual diretor, Kleber Ferreira, permanecerá oficialmente no cargo, mas de  modo figurativo, tipo a rainha da Inglaterra. Fontes abalizadas revelam que foi detectado um vertedouro de recursos no legislativo municipal, exatamente no setor de RH.
A ordem foi conter a sangria antes que a situação se tornasse insustentável, até porque houve redução nos repasses. Estima-se que a Câmara já acumule uma dívida quase equivalente a um duodécimo, mas na casa há um pacto de silêncio em torno do assunto. Vereadores dançam ao som do “ninguém sabe, ninguém viu”…

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O episódio relatado na coluna Tempo Presente (A Tarde) e reproduzido aqui no Pimenta, sobre a reprimenda que, em 1990, o petista Josias Gomes deu no então candidato a governador pelo PT, José Sérgio Gabrielli, fez este blogueiro relembrar um caso comentado nos bastidores políticos de Ilhéus.
Numa das últimas eleições para prefeito, o então petista Ruy Cavalho, médico sem papas na língua e não muito afeito a rapapés, era candidato. Certo dia, fazia corpo-a-corpo na periferia da cidade, quando adentrou em uma dessas tradicionais bodegas.
Ruy pediu uma média com pão com manteiga e o senhor do balcão respondeu-lhe que não havia manteiga, apenas margarina. O petista entortou o nariz e cancelou o pedido, dizendo: “eu não como margarina”. A resposta veio assim como um balde de gelo.
O dono da bodega perdeu a graça. E Ruy, para todo o sempre, perdeu aquele voto.

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Coordenador da campanha do governador Jaques Wagner para as próximas eleições, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, responsabilizou “o pessoal que apoia Pinheiro” pelo episódio das pichações que omitiram o nome da candidata ao Senado, Lídice da Mata (PSB). Outra explicação, no mínimo insustentável, foi a de que teria faltado tinta de determinada cor para pintar o nome da socialista.
A explicação de Caetano, dada ao site Bahia Notícias, é um pouco mais convicente, mas é também um tanto preocupante. Revela que, mesmo que este ano o eleitor vote em dois candidatos ao Senado, há uma certa preferência por um deles, o mais próximo da cozinha e, naturalmente, da panelinha.
A exclusão de Lídice gerou ruído desnecessário no grupo político liderado pelo governador Jaques Wagner. Por isso, o idealizador de tal asneira – seja por falta de tinta, juízo ou vergonha na cara –  deveria ser considerado inapto para decidir qualquer coisa na campanha. É esse tipo de olhar para o próprio umbigo que pode destruir todo um projeto político.

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Blog do Paixão Barbosa:
Iniciada oficialmente a campanha eleitoral para o pleito do dia 3 de outubro próximo, os principais candidatos ao governo da Bahia ainda não deslancharam suas atividades nas ruas, mas os seus assessores estão se preparando com intensidade para esta fase final, que ganhará ainda mais importância após o início do horário eleitoral gratuito, no dia 17 de agosto. As mais recentes pesquisas mantiveram o quadro registrado desde o final de 2009, com o governador Jaques Wagner (PT) à frente, seguido pelo ex-governador Paulo Souto (DEM) e, bem mais distante, o deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB).
A expectativa das equipes de Souto e Geddel é que, nesta fase decisiva, o quadro sofra modificações, com a estabilização ou queda de Wagner e o crescimento de ambos, aproveitando-se do fato de que a legislação eleitoral impõe limites na visibilidade do ocupante de cargo que disputa a reeleição. Desta forma, os dois oposicionistas consideram que o jogo agora fica mais igual, o que pode lhes beneficiar.
Quem, por motivos óbvios, mais está apostando nesta etapa da campanha oficial é a candidatura do PMDB, até porque é a que realmente precisa crescer de forma sólida, e rápida, para se garantir no segundo turno eleitoral, superando a candidatura da coligação DEM-PSDB. Os analistas com quem tenho conversado não acham descabida a pretensão peemedebista, levando em conta que Geddel Vieira Lima m0stra ter mais recursos, financeiros e logísticos, para enfrentar esta fase do que Paulo Souto.
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Há um clima de conflito interno entre as candidaturas de dois petistas baianos à Câmara dos Deputados. E se trata de dois ex-secretários do governo Wagner: Walmir Assunção e Rui Costa.
Revela o site Política Livre um episódio envolvendo a demissão de Arlene Martins, secretária da Assistência Social do município de Amélia Rodrigues, situado a 70 quilômetros de Salvador. Ela teria sido exonerada por apoiar Assunção, já que o prefeito Antônio Paim, também do PT, está com Rui Costa.
Assunção partiu para o desabafo: “não quero acreditar que o prefeito exonere pessoas que não façam campanha para o Rui Costa, coagindo os que dizem que votam comigo”. Ele afirmou que, uma vez comprovado o fato, pedirá providências à direção do partido.

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Segundo informações obtidas pelo Pimenta, passou a ser terminantemente proibido na Rádio Difusora de Itabuna alguém falar mal do peemedebista Geddel Vieira Lima, candidato ao Governo da Bahia. Coordenador da campanha do PMDB no sul do Estado e dono da bola (ou melhor, da rádio), o ex-prefeito Fernando Gomes baixou a ordem em caráter irrevogável.
Gente que segue outras correntes políticas, como o vereador e apresentador do Conexão Direta, Ricardo Bacelar (ver nota abaixo) já está deixando a emissora. Outro que deve bater em retirada é Milton Gramacho, também vereador, que apresenta programa nas manhãs de sábado na Difusora. Gramacho apoia Paulo Souto (DEM).
Quem também apoia Souto  e já cogita deixar a rádio, por não ter como seguir o “decreto”, é Maria Alice, âncora de um sonolento programa vespertino na rádio de Cuma.

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O radialista e vereador Ricardo Bacelar (PSB) afastou-se da Rádio Difusora, onde apresenta o programa Conexão Direta. Segundo ele, a opção se deve ao interesse de se dedicar mais diretamente às campanhas de Dilma Rousseff e Jaques Wagner. Para o Senado, Bacelar pede votos para a correligionária Lídice da Mata e trabalha pela eleição de Edson Dantas, também do PSB, para a Câmara dos Deputados.
A surpresa é que o vereador dediciu fechar o apoio ao comunista Wenceslau Júnior, para deputado estadual, depois de por um tempo ser cortejado pela campanha de Sheila Varela (PRB). Diz que tem grande simpatia pela candidata, mas preferiu manter a coerência de seu posicionamento em favor do voto regional.
Nos bastidores, embora o socialista não confirme isso, dizem que o fato da Sra. Varela ter escolhido o vereador Ruy Machado (PRP) como seu coordenador na região pesou na decisão de Bacelar. Haveria aí uma incompatibilidade de métodos políticos.

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O governador Jaques Wagner deu entrada hoje pela manhã no Hospital Espanhol, para a realização de exames de rotina. Segundo ele, a intenção seria fazer um check up geral antes de entrar oficialmente em campanha.
A presença do petista na instituição de saúde deu ensejo a uma boataria generalizada na internet, onde se espalhou a versão de que ele teria sofrido um infarto. Até a primeira-dama do País, Marisa Letícia, telefonou para saber notícias do amigo. Também ligaram o ex-prefeito de Salvador, Mário Kertész, âncora do jornalismo da Metrópole FM, e o governador de Sergipe, Marcelo Deda.
“Fiz um exame normal para me preparar para a campanha, por isso ninguém foi avisado”, disse Wagner. O médico que atendeu o governador informou que ele se encontra “em perfeitas condições de saúde, pronto para desempenhar suas funções laborativas”.

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Marinheiro de primeira viagem na Câmara dos Deputados, o vice de José Serra, Índio da Costa (DEM) tem um histórico de proposições pra lá de estranhas, como revela matéria publicada na edição deste domingo da Folha de S. Paulo.
Ainda na época de vereador no Rio de Janeiro, Índio apresentou proposta para punir com multa os cariocas que dessem esmolas e outra para impedir totalmente o comércio ambulante. Bastante “sensível” o rapaz!
No parlamento federal, um de seus discursos foi em defesa de plebiscito para discutir a pena de morte, tema evitado pelos políticos experientes.
Caso Serra seja eleito, Índio da Costa será o seu substituto quando o titular estiver em viagem ou afastado por qualquer motivo. Se o presidente vier a falecer ou ficar impedido, o Índio com todas as suas ideias “fascinantes” assume o cargo em definitivo.

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Reunião em Brasília, quando Geddel ainda era ministro

Quando Geddel ainda era ministro da Integração Nacional e bem antes de romper com Jaques Wagner, ele recebeu em Brasília a visita do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, e do secretário municipal do Desenvolvimento Urbano, Fernando Vita. Foi nesta ocasião que ficou praticamente selado o convênio que permitiu a liberação de R$ 12,8 milhões para as obras de revitalização da Avenida Amélia Amado.
Curiosamente, quem ciceroneou Azevedo no encontro com Geddel foi o deputado estadual Luiz Argôlo (PP). Hoje, o jovem político de Entre Rios trabalha intensamente para eliminar qualquer possibilidade de aliança entre o prefeito e o ex-ministro, pois quer Azevedo colado com o projeto de reeleição de Jaques Wagner.
Aliás, Argôlo já até disse que confia 100% no apoio de Azevedo ao petista.