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Wagner comemora ações do Governo Federal

O governador Jaques Wagner aproveitou o programa “Conversa com o Governador” desta terça-feira (09) para destacar as ações empreendidas na Bahia pelo Governo Federal. E confirmou que o presidente Lula, acompanhado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, estará no sul do Estado ainda este mês.

“O presidente Lula mais uma vez estará na Bahia, inaugurando uma grande obra, disse Wagner. Ele fazia referência ao Gasene (Gasoduto Sudeste-Nordeste). A vinda será programada para uma data entre 20 e 25 de março.

A primeira etapa da distribuição do gás natural no sul do Estado vai atender as unidades da Trifil, DPAM/Nestlé e um posto de combustíveis da rede Universal, em Itabuna, além da Veracel Celulose, em Eunápolis, e da Suzano Papel e Celulose, no município de Mucuri.

Clique no player abaixo e ouça o programa:

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Waldir pode estar garantido na chapa. Wagner quer

EXCLUSIVO

Fonte ligadíssima às confabulações do poder estadual assegura que o governador Jaques Wagner (PT) tem preferência pelos nomes de César Borges (PR) e Waldir Pires (PT) como candidatos ao Senado. Na construção desejada pelo governador, Otto Alencar ocuparia o posto de vice na chapa majoritária.

Essa é a hora da pergunta inevitável: e o que será de Lídice da Mata?

Pois é, os petistas concluíram que a deputada do PSB não agrega muita coisa à chapa, uma vez que sua popularidade é concentradíssima na capital baiana. Por isso, a opção deverá ser mesmo alçar Otto para vice, ficando Borges na briga por uma das cadeiras no Senado.

Com relação ao senador do PR, a avaliação é de que sua confirmação na chapa irá provocar uma revoada de prefeitos do antigo carlismo no interior. Resta apenas costurar com o PSB a situação de Lídice, que certamente sairá arreliada desse processo.

Para todos os efeitos, o governador já disse que jamais ofereceu a vaga no Senado à deputada, em troca de sua desistência em favor de Walter Pinheiro nas eleições muncipais de 2008.

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Como o governo Wagner está cada vez mais amorfo e carlista, prenunciando um segundo mandato meio “Frankstein”, não há mais nada capaz de espantar quem observa o cenário político baiano.

Uma das últimas novidades é a de que o ex-prefeito de Floresta Azul, o contestadíssimo Garrafão, estaria abandonando o PMDB e o ministro Geddel Vieira Lima. Decidiu mudar de partido para apoiar a reeleição do governador petista.

O ex-prefeito,  que ficou conhecido pelos retumbantes desvios de recursos públicos, está convencido de que Wagner é a melhor opção. Tanto que, entre os partidos nos quais estuda se filiar, encontra-se… o PT!

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PRB gostou da ideia de lançar Tom Ribeiro para vice de Azevedo em 2012

A conversa entre o prefeito de Itabuna e a cúpula do PRB, ontem, na Churrascaria Los Pampas, foi bem mais abrangente do que se pensava. Não se resumiu à parceria com a TV Cabrália/Record News nem visou somente às eleiçoes vindouras.

Azevedo e o Bispo Marinho falaram muito sobre o presente. E ficou praticamente acertado que o PRB ocupará uma cadeira no primeiro escalão do governo. O presidente da Executiva Municipal, Ivo Evangelista, vai indicar o nome, ainda não se sabe para que cargo.

Na mesma conversa, Azevedo convidou o comunicador Tom Ribeiro, campeão de audiência da Cabrália, para ser o seu vice na reeleição, em 2012. É um namoro que já vem de algum tempo e é visto com simpatia pelo PRB.

Ao que tudo indica, vai dar casamento.

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Não chega a ser um fake (perfil falso) clássico a página de uma certa “Dilma Hussein” no Twitter.  A piada que funde a ministra-candidata com o ditador enforcado ainda não tem mil seguidores, mas é promissora.

Percebe-se de cara que o autor é tucano, antipetista, mas até os vermelhinhos de bom humor serão capazes de dar risada com  as postagens.

Neste domingo, por exemplo, “Dilma Hussein” escreveu:

“Falei com o Pres. Lula e ele disse que não sabia nada sobre o esquema na Bancoop. Vamos tentar colocar a culpa no Governo FHC, como sempre”.

Outra:

“Liguei para o Paulo Henrique Amorim para pedir uma reportagem rebatendo a Veja e ele atende: “Óóóóláááá, tudo bééééim?” Irritante isso”.

PHA chamaria a página de uma verdadeira conversa “fiada”

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O prefeito de Ilhéus, Newton Lima (PSB), vai precisar de um GPS político para não se perder em Salvador, nesta segunda-feira (08). O primeiro dia útil da semana foi o escolhido para sacramentar o apoio de Lima ao governador Jaques Wagner (PT).

Como se sabe, já “rolou um clima” fortíssimo entre o prefeito e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). E como o ilheense já mostrou ser um tanto volúvel, tem gente sugerindo um reforço na orientação para evitar qualquer mudança de rota na capital baiana.

O medo é que Newton Lima se perca no caminho e, em vez de dirigir-se à Governadoria, acabe indo para o bairro Costa Azul, onde fica a sede do diretório estadual do PMDB.

Todo cuidado é pouco!

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O deputado federal e pré-candidato a governador da Bahia pelo PV, Luiz Bassuma, menosprezou a proposta de um grupo de dissidentes do partido, que pensa  no nome do médico ilheense Ruy Carvalho para a candidatura à sucessão de Jaques Wagner.

Em uma reunião da Comissão Executiva Nacional do PV, ontem (dia 04), em Brasília, o deputado classificou a pretensão da dissidência como “insustentável, política e ambientalmente” (sic).

Seguro, Bassuma afirmou que não haverá bate-chapa para a escolha do candidato do PV. “O pré-candidato do PV ao Palácio de Ondina sou eu, com o apoio da executiva nacional e da maioria do partido no Estado”.  Ele acusou o grupo de Ruy Carvalho de estar tentando tumultuar o processo.

“Esse pequeno grupo até dezembro defendia que o PV não tivesse candidatura própria ao governo, por conta de interesses pessoais. Como não conseguiram, agora partem para a utilização de factóides”, disparou o deputado.

Bassuma acusou o ministro da Cultura Juca Ferreira de ser um dos mentores da articulação para minar a sua pré-candidatura, com a intenção de beneficiar o PT. Ele ainda afirmou que os verdes não podem continuar sendo “apêndice” dos petistas.

Ao ouvir a história, um membro do Partido Verde em Ilhéus ironizou. “Curioso é que quando estava no PT, até pouco tempo atrás, o deputado não fazia qualquer crítica à condição de apêndice, satélite, cauda ou correia de transmissão do PV em relação aos petistas. É muito volúvel o deputado”, alfinetou o correligionário de Bassuma, que pediu para não ter sua identidade revelada.

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Neone e Guimarães: cizânia política.

Através de sua assessoria, a prefeita Neone Cordeiro (PP), de Jussari, rebate denúncia do vice-prefeito e ex-aliado Guimarães (PCdoB) de que tenha comprado R$ 100 mil em equipamentos de informática, em 2009, numa empresa fantasma de Camamu, no baixo-sul baiano (confira aqui).

Segundo ela, as compras para esta finalidade, no ano passado, totalizaram R$ 14.014,00. A prefeita afirma que, apesar da empresa apresentar como endereço Camamu, as compras foram realizadas na filial em Itabuna. A gestora trata a denúncia de Guimarães como “inverdade”.

Ela também assegura que ainda não foi informada, oficialmente, do rompimento da aliança vitoriosa em outubro de 2008. Neone diz aguardar, ansiosa, a informação da cizânia política.

A prefeitura de Jussari repele informação de que se mantém-se afastada do município por longo período (15 dias, em média). Neone ainda diz desconhecer o que motiva Guimarães à oferta de “artilharia pesada” contra ela.

Pelo visto, reconciliação é palavra descarta no dicionário dos dois políticos…

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Virou moda. Depois de Itabuna, a Câmara de Vereadores de Floresta Azul decidiu antecipar a eleição que escolherá a nova mesa diretora do legislativo local para o período 2011-2012.

A votação será às 20h desta segunda-feira, 22. Por enquanto, estão postos dois nomes: “Márcio de Conga” e “Guga”. O atual presidente, Fidelcino Sampaio, não concorre à reeleição.

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O deputado federal Geraldo Simões (PT) chegou em Itabuna com a língua ferina. Em contato com esse blog, o parlamentar analisou uma questão que movimentou a semana política em Itabuna: a aproximação do prefeito Capitão Azevedo do governador Jaques Wagner.

Sem dizer se aprova ou desaprova, Geraldo foi, como diria a gíria, rápido e caceteiro: “Com Wagner batendo 50 pontos nas pesquisas, todos querem se aproximar. Qualquer um fica ‘lindo’ com 50 pontos!”.

Ô, maldade…

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Do Bahia Notícias

Depois das acusações de tentativa de suborno e improbidade administrativa contra Sandra Vidal (PCdoB), prefeita de Ibicoara, no sudoeste baiano, os vereadores da cidade decidiram cassá-la. A sessão, que deveria durar dois dias, foi finalizada em pouco mais de três horas, com a antecipação da votação pelo relator do processo, o presidente da Câmara, Jorge Oliveira Silva. Após a leitura do relatório com denúncias contra a gestora, os parlamentares se dirigiram à sede da prefeitura onde deram posse ao vice-prefeito, Djalma Costa, em clima de tranquilidade.

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Azevedo, do DEM, pode confirmar nos próximos dias o apoio a Wagner, do PT

Informações colhidas pelo Pimenta dão conta de que o apoio do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), é visto com bons olhos pelo governador Jaques Wagner, mas não é encarado com muita simpatia pelo deputado federal Geraldo Simões (PT).

Neste sábado (06), Azevedo confirmou que vai pedir votos para eleger Luiz Argôlo (PP) para deputado federal. Hoje integrante da base de Wagner na Assembleia Legislativa, Argôlo tentará um mandato em Brasília, inclusive compondo a mesma coligação proporcional do PT.

Para muitos, a união entre Azevedo e Argôlo é meio caminho andado em direção ao governador. E o próprio prefeito já declarou que ficará com Wagner, caso este cumpra alguns compromissos com Itabuna. Entre eles, a construção da barragem no Rio Colônia e a duplicação de um trecho da BR-415 (rodovia federal estadualizada), entre os bairros de Nova Itabuna e Ferradas.

Fonte ligada ao governo estadual afirma que Wagner estaria disposto a realizar as duas obras e ainda teria mais um pacote de ações para anunciar em benefício de Itabuna, que neste ano chega ao centenário.

Na semana passada, Azevedo e mais alguns secretários municipais reuniram-se com o titular da Secretaria do Planejamento da Bahia, Walter Pinheiro. Oficialmente, conversaram sobre um projeto de R$ 4 milhões para revitalizar o Centro Comercial de Itabuna. Extraoficialmente, o assunto foi o embarque do prefeito na nau governista.

“O prego está batido, só falta virar a ponta”, resume a fonte ouvida pelo Pimenta. “E a fidelidade partidária?”, pergunta este blogueiro. Resposta: “essa é uma questão que por enquanto só atingiu mandatos legislativos, onde muitas vezes o cidadão é eleito com os votos do partido, o que não ocorre nos cargos majoritários e, portanto, isso ainda depende de uma avaliação maior”.

Quem estaria preocupado com o enlace político é o deputado federal Geraldo Simões.  Neste sábado, ele compareceu à Feijoada do Tarik, onde também estavam Azevedo, Argôlo e o ex-secretário de Assuntos Governamentais e Comunicação de Itabuna, Josias Miguel. GS chegou com um grupo grande e sentou-se ao lado do diretor-presidente da Sudic, Nilton Cruz. Pouco circulou pela área da festa.

PERDA DE ESPAÇO

A preocupação do petista seria com a perda de espaço junto ao poder estadual. Segundo a fonte do Pimenta, há oito meses foi feita uma pesquisa de opinião em todo o Estado e a região na qual o governador apresentava um de seus piores desempenhos era o sul da Bahia. Há três meses, esse quadro mudou significativamente, muito em funç%

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Compartilhavam alegremente uma mesa na churrascaria Los Pampas, em Itabuna, na última sexta-feira (30), o vereador Ruy Machado (PRP) e dois importantes secretários municipais itabunenses, que alguns dizem ser os verdadeiros donos da bola no governo do Capitão Azevedo.

Os secretários, como muitos já devem ter pressentido, são Gilson Nascimento (Administração) e Carlos Burgos (Fazenda). Ambos, juntamente com Machado, davam boas risadas em meio ao desfile de espetos. Uma alegria de dar gosto.

Poucos dias antes, o vereador havia criticado Azevedo, a quem atribuiu o hábito de negociar com moleques.

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Publicitário baiano teve o seu dia de Magda...
Publicitário baiano teve o seu dia de Magda…

O publicitário baiano Nizan Guanaes é a nova Magda do pedaço. Após atirar (com doses de razão) contra os governos de Salvador e da Bahia (dos anteriores aos atuais), ele decidiu atacar a cultura local utilizando como referência a banda Chiclete com Banana e as tranças e a careca do vocalista Bell Marques (cabelos ralos escondida por uma bandana, quase todos sabem).

Festejado e cultuado profissionalmente, Nizan, literalmente, pisou na jaca. Foi grosseiro, indelicado com uma das bandas que (se não toca a melhor das músicas) é uma das boas marcas da expressividade, da baianidade, da alegria de quem nasceu ou vive por aqui.

As descargas do publicitário foram no microblog pessoal (twitter). Os chicleteiros decidiram não responder à provocação. Se a jogada de Guanaes foi calculada ou o que ele esperava com a provocação, não se sabe. Mas deu uma sacudida no cenário político e artístico do estado.

E o publicitário acabou por pedir desculpas ao vocalista. “Errei em falar sobre o bell. ele e’ um cara batalhador e vencedor. Não está correto colocar nele o bode que eu tenho da industria do axé”.

* Para quem não lembra ou nunca assistiu ao humorístico Sai de Baixo, Magda era aquela personagem que só abria a boca para falar asneiras. Nizan teve o seu momento Magda.

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Gostaria de escrever o primeiro texto do ano de 2010 sobre esse povo fantástico que é o brasileiro e sua classe política, tão honesta e imaculada.
Para falar de hoje, no entanto, vamos nos reportar aos anos de 1958 a 1963 e 1966 a 1969. O que aconteceu durante esses períodos? Foram as épocas em que atuaram por aqui dois diplomatas ingleses, que deixaram escritas suas impressões sobre o Brasil, as quais transcreverei para uma reflexão.
O primeiro, sir G. A. Wallinger, embaixador no Rio de Janeiro, deixou treze páginas em 1963 sobre o nosso país, quando da sua despedida, uma praxe entre os diplomatas ingleses chamada de valedictory despach – uma espécie de carta livre extra-oficial. Em alguns trechos podem ser lidos:
“Um aspecto a salientar é que todo governo no Brasil ainda é intensamente “personalista”. Os três presidentes a que me refiro são chamados, simplesmente, de Juscelino, Jânio e Jango. O tamanho do poder em mãos de um presidente brasileiro é relativamente maior do que o poder do presidente dos Estados Unidos, visto que, desde os tempos de Getúlio Vargas, o Congresso nunca conseguiu se contrapor a ele… Embora o presidente dependa do Congresso para a aprovação de leis, a influência do Poder Legislativo na condução da política está viciada pela natureza primitiva da organização dos partidos políticos. Os partidos, apesar das implicações ideológicas de suas denominações, são essencialmente clubes políticos, criados para prover máquinas eleitorais a seus membros; estes, por sua vez, são homens que optaram pela atraente, lucrativa e “suja” carreira política; são frequentemente desprovidos de qualquer compromisso social ou ideológico, ou do sentido de servir à nação. Como conseqüência, a lealdade partidária é subordinada ao interesse próprio”.
Um achado político extraordinário e que mostra, desde lá, os vícios que se perpetuam no poder e que não fazemos, nós, população, nada para contrariar.
O outro embaixador, sir John Writhesley Russell, na sua despedida, não deixou por menos. Em 1969, elaborou seu último despacho oficial elencando a riqueza do país e, no item 10, pergunta: “Por que, então, o Brasil não é um país rico e próspero?” Na resposta, Russell coloca:
“O estado da Guanabara tem mais funcionários públicos do que Nova York; a Petrobras, só em São Paulo, emprega um número maior de químicos do que a Shell no mundo inteiro; pode-se comprar qualquer coisa – de uma carteira de habilitação a um juiz do Supremo Tribunal Federal; o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro ganha 500 cruzeiros mensais, enquanto os aluguéis são três vezes mais altos do que em Londres e os hotéis da cidade estão entre os mais caros do mundo (e entre os de pior atendimento); o país tem apenas 18 mil milhas de estradas asfaltadas e em 1968 os brasileiros mataram 10 mil pessoas nas estradas – mais do que o total de soldados americanos mortos no Vietnã no mesmo ano. Como já escreveu Peter Fleming, ‘o Brasil é um subcontinente com um autocontrole imperfeito’”.
Ano novo, vida nova? Renovação em todo final e começo de ano? Festas de boas-vindas ao ano bom que se inicia? Nada disso parece ser efetivamente feito no Brasil, desde longas datas.
Por isso, ao comemorar as festas nesse ano que se encerra e neste ano que começa, pense na conjuntura político-cultural em que estamos vivendo, construindo e perpetuando para as gerações vindouras. Só depois, deposite os seus votos na urna da esperança que realmente renova!

Gustavo Atallah Haun | g_a_haun@hotmail.com

Gostaria de escrever o primeiro texto do ano de 2010 sobre esse povo fantástico que é o brasileiro e sua classe política, tão honesta e imaculada.

Para falar de hoje, no entanto, vamos nos reportar aos anos de 1958 a 1963 e 1966 a 1969. O que aconteceu durante esses períodos? Foram as épocas em que atuaram por aqui dois diplomatas ingleses, que deixaram escritas suas impressões sobre o Brasil, as quais transcreverei para uma reflexão.

O primeiro, sir G. A. Wallinger, embaixador no Rio de Janeiro, deixou treze páginas em 1963 sobre o nosso país, quando da sua despedida, uma praxe entre os diplomatas ingleses chamada de valedictory despach – uma espécie de carta livre extra-oficial. Em alguns trechos podem ser lidos:

“Um aspecto a salientar é que todo governo no Brasil ainda é intensamente “personalista”. Os três presidentes a que me refiro são chamados, simplesmente, de Juscelino, Jânio e Jango. O tamanho do poder em mãos de um presidente brasileiro é relativamente maior do que o poder do presidente dos Estados Unidos, visto que, desde os tempos de Getúlio Vargas, o Congresso nunca conseguiu se contrapor a ele… Embora o presidente dependa do Congresso para a aprovação de leis, a influência do Poder Legislativo na condução da política está viciada pela natureza primitiva da organização dos partidos políticos. Os partidos, apesar das implicações ideológicas de suas denominações, são essencialmente clubes políticos, criados para prover máquinas eleitorais a seus membros; estes, por sua vez, são homens que optaram pela atraente, lucrativa e “suja” carreira política; são frequentemente desprovidos de qualquer compromisso social ou ideológico, ou do sentido de servir à nação. Como conseqüência, a lealdade partidária é subordinada ao interesse próprio”.

Um achado político extraordinário e que mostra, desde lá, os vícios que se perpetuam no poder e que não fazemos, nós, população, nada para contrariar.

O outro embaixador, sir John Writhesley Russell, na sua despedida, não deixou por menos. Em 1969, elaborou seu último despacho oficial elencando a riqueza do país e, no item 10, pergunta: “Por que, então, o Brasil não é um país rico e próspero?” Na resposta, Russell coloca:

“O estado da Guanabara tem mais funcionários públicos do que Nova York; a Petrobras, só em São Paulo, emprega um número maior de químicos do que a Shell no mundo inteiro; pode-se comprar qualquer coisa – de uma carteira de habilitação a um juiz do Supremo Tribunal Federal; o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro ganha 500 cruzeiros mensais, enquanto os aluguéis são três vezes mais altos do que em Londres e os hotéis da cidade estão entre os mais caros do mundo (e entre os de pior atendimento); o país tem apenas 18 mil milhas de estradas asfaltadas e em 1968 os brasileiros mataram 10 mil pessoas nas estradas – mais do que o total de soldados americanos mortos no Vietnã no mesmo ano. Como já escreveu Peter Fleming, ‘o Brasil é um subcontinente com um autocontrole imperfeito’”.

Ano novo, vida nova? Renovação em todo final e começo de ano? Festas de boas-vindas ao ano bom que se inicia? Nada disso parece ser efetivamente feito no Brasil, desde longas datas.

Por isso, ao comemorar as festas nesse ano que se encerra e neste ano que começa, pense na conjuntura político-cultural em que estamos vivendo, construindo e perpetuando para as gerações vindouras. Só depois, deposite os seus votos na urna da esperança que realmente renova!

Gustavo Atallah Haun é professor