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Azevedo, quando candidato, foi desprezado por Paulo Souto

A “ingresia” de Azevedo com o DEM resulta de uma forte mágoa com relação ao presidente do diretório estadual da legenda, o ex-governador Paulo Souto.

Em 2008, durante a campanha eleitoral, Azevedo foi até Salvador pedir o apoio das lideranças do DEM. Segundo informações, o presidente do partido tratou com frieza tanto o candidato como sua equipe de campanha.

O pessoal responsável pelo programa eleitoral quis colher uma declaração entusiasmada do ex-governador, mas ele permanecia uma pedra de gelo. Em nenhum momento, foi categórico em afirmar seu apoio ao capitão.

Passado o tempo, o então candidato do DEM a prefeito de Itabuna cresceu nas pesquisas e, em meados de setembro, já dava sinais de que sua vitória era possível. Só aí os democratas de Salvador desceram do salto e passaram a acreditar em Azevedo.

Tarde demais.

Em uma caminhada promovida pelo candidato no dia 19 de setembro de 2008, quando ele reuniu uma enorme quantidade de pessoas no centro de Itabuna, a cúpula do DEM – Paulo Souto inclusive – desceu em peso da capital para colar em Azevedo. Foi aí que começou uma verdadeira operação de fuga.

O coordenador da campanha, Josias Miguel, mandou buscar o cabra mais troncudo que houvesse à disposição e logo apareceu o Fabrício Madeirada. Providenciada a montaria, Miguel orientou Azevedo a acomodar-se nos ombros do sujeito e mandou que este disparasse em meio a multidão. Foi o jeito de evitar qualquer contato com Paulo Souto.

A correria continua até hoje, como se viu na procissão de São José. Azevedo, o magoado, encontra-se em uma situação politicamente difícil. Ele não tem o menor clima para apoiar a candidatura do DEM ao governo do Estado e se vê praticamente obrigado a escolher outro caminho. Leia-se:  PT ou PMDB.

Lógico, o prefeito será acusado de infiel. Mas ele poderá alegar, em sua defesa, que sua traição é fruto do desprezo e da negligência do DEM. E arrematar, com chave de ouro: “marca que não dá assistência, perde para a concorrência”.

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Prevalece grande dúvida entre os ocupantes de cargos de confiança na Prefeitura de Itabuna. É que até hoje secretários e o pessoal dos escalões inferiores não sabem direito quem Azevedo irá apoiar para deputado federal e estadual. Nem mesmo para governador!

Para a Assembleia, por exemplo, há gente na Prefeitura apoiando pré-candidatos de todos os quadrantes – do Coronel Santana (PTN) a Wenceslau Júnior (PCdoB) – sem restrições.

O prefeito, por sua vez, jamais negou seu apoio a ninguém e na última sexta-feira (19) só faltou trocar alianças com o tucano Solon Pinheiro, que vai tentar uma vaga de deputado estadual.

Resta saber o que significam de fato esses apoios do capitão, se nenhum membro da sua equipe recebeu o menor sinal do caminho a seguir. Claro que tem gente gostando da liberdade, mas é duvidoso se ela irá durar muito.

Quem vai ficar com Azevedo? Solon é a bola da vez…
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O deputado federal Geraldo Simões (PT) iria à missa em louvor a São José em Itabuna, nesta sexta-feira (19). Desistiu quando lhe avisaram que a igreja estava coalhada de membros do DEM.

Já na hora da procissão, o deputado preferiu acompanhar o cortejo de longe, enquanto à frente o bloco dos políticos era dominado por Azevedo e seus “aprochegados” e, a certa distância, um time composto por Paulo Souto, ACM Neto, Antônio Imbassahy, José Ronaldo e outros “alienígenas”.

Indagado por uma repórter se ele acompanhava o evento a distância por causa dos políticos do DEM, Geraldo Simões respondeu:

– São José tem o coração grande e haverá de perdoar os que estiverem aqui por puro oportunismo político!

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ACM Neto, Solon Pinheiro e Paulo Souto

Ficou sacramentado nesta sexta-feira (19) o apoio do neto de ACM ao neto de Maria Pinheiro, figura emblemática na história de Itabuna. Solon Pinheiro, vereador do PSDB, é pré-candidato a deputado estadual e demonstrou prestígio com figuras da cúpula tucano-democrata na Bahia.

Estavam presentes no evento realizado na Câmara de Vereadores de Itabuna, além de ACM Neto, o ex-governador Paulo Souto, o ex-prefeito de Salvador Antônio Imbassahy, os deputados federais Fábio Souto e José Carlos Aleluia, o estadual Heraldo Roha e o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo. De Itabuna, a presidente do DEM, Maria Alice Pereira, o prefeito Azevedo e o vice Antônio Vieira.

Até agora, entre os apoios manifestados por Azevedo, o prometido a Solon foi o mais cercado de pompa. Só faltou mesmo um um tabelião para oficializar o ato.

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Fábio Lima e Azevedo: pelo jeito, apoio é só "de boca"

Na campanha, Azevedo pulou e agradou. Na política, continua pulando, mas é de galho em galho. Diversos candidatos a deputado federal e estadual já receberam a promessa de apoio incondicional e irrestrito do prefeito, o que o tornou alvo de piadas.

O último a receber o “pode contar comigo” do prefeito foi o vereador tucano Solon Pinheiro, que ontem se apresentou como pré-candidato a deputado estadual, fazendo dobradinha em Itabuna como ACM Neto (DEM).

Azevedo estava lá, fazendo estremecer outros relacionamentos. Um deles é com o pré-candidato a estadual do PTdoB, Fábio Lima, que anda choroso. Lima acreditou nas promessas, caiu no conto do capitão… E agora tem a incômoda sensação de que há um adereço estranho a “enfeitar-lhe” a cabeça.

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O coronel Gilberto Santana, pré-candidato a deputado estadual pelo PTN, sempre afirmou que teria o apoio do deputado federal ACM Neto (DEM). Não terá.

Nesta sexta-feira (19), sob as bênçãos de São José, Neto consolida em Itabuna sua dobradinha com o vereador tucano Solon Pinheiro. Os dois participam de evento às 19 horas, no plenário da Câmara de Vereadores, estando também anunciadas as presenças do deputado federal Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) e do ex-governador Paulo Souto.

Ao ver que Neto lhe escapolia, Santana não perdeu tempo. Colou no pré-candidato a deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT), que também estará em Itabuna nesta sexta, para reunião com lideranças e a imprensa. O coronel quer, agora, formar dobradinha com o pedetista.

Só tem um problema: Félix Júnior estaria mais inclinado a fazer o seu baião-de-dois em Itabuna com o tucano Augusto Castro. Se isto se confirmar, a situação de Santana não será nada boa.

Quem também anunciou preferência por Solon foi o prefeito Capitão (Me pede que eu apoio) Azevedo. Nesta quinta-feira (18), em um café da manhã no Itabuna Palace Hotel, ele reuniu cargos de confiança de seu governo, como a procuradora-geral Juliana Burgos, e declarou que está com Solon.

Nesse caso, é bom o “menudo” ficar esperto, pois, em se tratando de apoio político, Azevedo está “dando mais do que chuchu na cerca”…

Azevedo declara apoio a Solon Pinheiro
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Por Charles Carmo
Blog O Recôncavo

O Senador César Borges tem motivos para ter receios de uma possível composição com os petistas. É fato, sabido, reconhecido e comentado, que setores amplos do PT são resistentes ao seu nome.

Poucas pessoas são mais identificadas com o carlismo do que o senador César Borges. Antes dele, só os membros da família de Antônio Carlos Magalhães, notadamente o filho e o neto. Paulo Souto também o é, mas cativou um ar de autonomia, o que descolou um pouco a sua imagem daquela do “grande líder” de então, o senador Antônio Carlos Magalhães.

O que foi dito foi imagem, mas poderia ser símbolo, sendo esta última denominação mais precisa.

Os descontentes, e estes são muitos, não têm nenhuma vontade, desejo ou compromisso em votar no senador César Borges. Incluem-se aí muitos dos que apóiam o ingresso do senador na chapa governista.

É certo que, para a campanha de Dilma, a composição é benéfica. Mas em São Paulo, no Rio Grande do Sul ou em Minas Gerais, a palavra carlismo não tem o mesmo significado que na Bahia.

Verdade também que já estão no governo vários ex-carlistas. Mas estes não têm, na simbologia dos descontentes, uma representação tão forte do carlismo, como a do César Borges.

Imagens como as da invasão da Universidade Federal da Bahia pelas tropas carlistas, registradas com vigor pelo documentário Choque, de autoria da produtora Grifo, foram sedimentando nos petistas uma aversão tal ao nome de César Borges, que é difícil, para os petistas, apagá-la da memória. Mesmo com a força da oratória do governador.

O símbolo é a substituição de uma idéia por um elemento representativo dela.  Símbolos fortes não são destruídos facilmente, como qualquer publicitário poderia atestar. Deram trabalho para se construírem. São firmes como lajes.

César Borges, durante muito tempo, esmerou-se na arte de aparentar-se carlista, de atuar como carlista e de desempenhar todo o papel reservado a um destacado representante dos seus. Com isso, a cada dia era mais rejeitado no PT.

A eleição de governador e de senador não são casadas. Pode-se votar em um e se vingar do outro, simultaneamente. Eis o pensamento que povoa, embora não admitido por ele, a cabeça do ex-governador César Borges. E César entende isso, os petistas muito mais.

Se o outro nome apresentado por Wagner em uma possível chapa fosse mais identificado com a esquerda, como o de Waldir Pires, a situação poderia se agravar para César Borges. A tendência é que muitos militantes de esquerda descarreguem seus votos neste e dêem um voto de protesto, em um terceiro.

Não se pode subestimar os símbolos.

César sabe disso. Mas como ainda não atravessou o Rubicão, ele faz as contas.

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Sabido que só ele, o vereador itabunense Ruy Machado (PRP) deu um olé no colega Ricardo Bacelar (PSB). O socialista fez um requerimento ao governo municipal, no sentido de que providenciasse melhorias no cemitério de Ferradas, mas no dia e  hora em que o sargentão Gilson Nascimento compareceu no bairro com o seu “staff” para anunciar as providências, quem estava colado? Sim, ele, o intrépido Ruy Machado.

Sem o menor pudor de ser oposição num dia e governo no outro, Ruy aproveitou-se dos receios de Bacelar que, segundo o colega, namora o governo, mas não quer aparecer em público “de mãos dadas”. Como vergonha é uma limitação que não possui, o vereador do PRP faturou em cima do requerimento do outro.

Dizem que, por vingança, Bacelar mandou espalhar que o oportunista teria ido ao cemitério de Ferradas e ficado por lá de uma vez por todas. Uma boa maldade, mas de morto esse Ruy não tem nada.

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Prestes a deixar a Secretaria de Planejamento da Bahia, Walter Pinheiro deverá ser substituído por um quadro de sua própria equipe. Estão cotados o sociólogo Edson Valadares, chefe de gabinete da Seplan, e o economista Paulo Henrique de Almeida, professor da Ufba e atual superintendente de Planejamento.

Valadares entra na disputa com ligeira vantagem, dado o trânsito livre no governo e o fato de ter sido responsável pela elaboração do plano estratégico das secretarias e do PPA Participativo. Em todo caso, os dois nomes são da estrita confiança de Pinheiro, que deseja priorizar a continuidade dos projetos.

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As estrepolias do clã dos Burgos não têm fim e ainda vão colocar o prefeito de direito, Capitão Azevedo, em maus lençóis. O chefe do executivo tem sido alertado de que a ocupação do cargo de diretor administrativo da Emasa pelo filho do secretário da Fazenda está em desacordo com o estatuto da empresa.

O problema é que o secretário Carlos Burgos é conselheiro da Emasa e o estatuto o proíbe de ter parentes em cargos na mesma. Burgos se mantém indiferente à regra e o filho Otaviano está lá na soleira da porta do presidente Alfredo Melo, doido para tomar o seu lugar.

Como os tentáculos burgueses são muitos e poderosos, não demora Alfredo escorregar na tábua de graxa…

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Está para nascer sujeito mais liso e escorregadio do que o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo. Fazendo política com a errada premissa de que partidos são insignificantes, ele vive na ilusão de que é possível agradar a todos, dizer amém para Deus e para o Diabo.

Se Wagner chega a Itabuna, Azevedo se derrete todo. Quando fala com Geddel, são declarações de amor. E ontem, apesar da frieza do encontro, o prefeito fez questão de elencar as qualidades de Paulo Souto, afirmando que “só besta” desconhece os benefícios que o ex-governador já trouxe a esta ludibriada cidade.

Alguém precisa avisar ao prefeito que política não se faz dessa forma. O discurso copiado do ex-prefeito defenestrado de Ilhéus, Valderico Reis, é ridículo, apolítico e demontra imaturidade incompatível com o exercício de um cargo importante como o de prefeito de Itabuna.

Se não aprender rápido que a política tem regras implacáveis, e agir segundo as mesmas, Azevedo pode pagar caro pelos equívocos e a vã ilusão de que é possível agradar a todos. Anotem.

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Um verdadeiro milagre operou-se na noite desta quarta-feira (10), no plenário da Câmara de Vereadores. Durante a entrega da comenda Otaciana Pinto a 13 mulheres da comunidade, a presidente do PPS, Mariana Alcântara, foi chamada para ocupar assento à mesa e ficou pertinho dos correligionários, mas não “mui amigos”, Clóvis Loiola e Raimundo Pólvora.

Os vereadores do PPS entraram na mira da presidente, depois de ter exonerado assessores indicados pelo partido. Mariana já ameaçou expulsá-los, tanto da legenda quanto dos mandatos.

Pois graças à Dona Otaciana, os três se confraternizaram e eram só sorrisos na sessão solene. Com direito a foto.

Mariana entre Loiola e Pólvora. Sorrisos "para inglês ver"
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O Pimenta entrevistou há pouco o ex-deputado federal e ex-presidente do diretório baiano do PT, Josias Gomes.

Atualmente ocupando cargo na Assembleia Legislativa da Bahia, o político encontra-se em franca mobilização para voltar a Brasília. E é também francamente favorável à política de aproximação que o governador Jaques Wagner promove com relação a forças ligadas ao antigo carlismo. Para Josias, o PT ampliará as alianças sem abrir mão de suas diretrizes no governo, embora ele saiba que algumas concessões são inevitáveis.

O ex-deputado acredita que o episódio do mensalão, do qual saiu chamuscado, teve uma cobertura exagerada por parte de setores da mídia, em um esquema para forçar o impeachment do presidente Lula. “Eles não acreditavam que um ex-operário teria condições de governar esse país”, afirmou.

Josias Gomes lembra a frase do senador Jorge Bornhausen que, na época da crise do mensalão, disse, referindo-se ao PT: “está na hora de acabar com essa raça”.  Na opinião do petista, “a raça que está acabando é a do DEM”.

Por enquanto é só. O Pimenta publica a entrevista completa neste final de semana.

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Gilson, Josias e Rosário… "Só amizade" (foto Waldir Gomes)

A Bahia é mesmo outra e o estouro de boiada que se seguiu à morte do babalorixá do carlismo agora atinge seu ápice, com a ampliação irrestrita promovida pelo governador Wagner. Não há barreiras, a conversa e os acordos são livres. César Borges e Fernando de Fabinho que o digam…

Prova desse clima de liberdade se viu na manhã desta quarta-feira (10), na Prefeitura de Itabuna. Em pleno território do DEM, o petista Josias Gomes tentava catequizar o secretário municipal de Assuntos Governamentais e Comunicação, Walmir Rosário, e o titular da Administração, Sargento Gilson.

Os dois membros do governo Azevedo, pelo que se sabe, estão mais chegados politicamente ao deputado estadual e futuro candidato a federal, Luiz Argolo, do PP. Mas há quem simpatize muito com o petista naquele eclético centro administrativo.

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Um acidente automobilístico estranhíssimo foi registrado em Itabuna. Num cruzamento no centro da cidade, um veículo da prefeitura bateu com uma kombi que roda a serviço do partido Democratas.

Não houve feridos nem danos materiais significativos, mas a colisão é simbólica e parece traduzir o momento político que vive o prefeito Capitão Azevedo.