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O primeiro-secretário da Câmara de Itabuna, vereador Roberto de Souza (PR), acredita piamente que a composição da Comissão Especial de Inquérito do “Loiolagate” foi formada sob a supervisão direta do governo municipal. Mais do que isso: Souza, em desabafo feito hoje no plenário, declarou que o legislativo itabunense tornou-se um “anexo da Prefeitura”.
“O diretor de RH é Carrero, indicado pelo Executivo, assim como o novo diretor administrativo, Sargento Raimundo. E a CEI será presidida pelo líder do governo (Milton Gramacho), ou seja, está tudo dominado”, afirmou o primeiro-secretário.
Depois disso, o vereador disse que se sentia envergonhado pelo atual momento da Câmara e, na hora da chamada, respondeu: “infelizmente, presente”.

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Marco Wense
Os que fazem oposição ao projeto de reeleição do governador Jaques Wagner, com destaque para as lideranças do DEM, PSDB e PMDB, estão tiriricas da vida com os institutos Ibope e Vox Populi.
Somente o Datafolha ficava de fora do tiroteio verbal e das insinuações de manipulação de dados a favor do candidato do PT. Agora, nem mesmo o Datafolha consegue escapar da ira dos oposicionistas.
A irritação dos democratas, tucanos e peemedebistas só vai acabar quando a consulta popular apontar uma melhora na posição de Paulo Souto e do ex-ministro Geddel Vieira Lima na disputa pelo Palácio de Ondina.
Mas lá, lá no estado de São Paulo, o tucanato só faz elogiar o Ibope, Datafolha, Sensus e o Vox Populi. O candidato do PSDB ao governo, Geraldo Alckmin, tem o dobro de intenções de voto em relação ao segundo colocado, o petista Aloizio Mercadante.
Quando sai uma pesquisa no maior colégio eleitoral do país, colocando o candidato do PSDB na dianteira, os tucanos vibram, soltam fogos e apostam na eleição de Alckmin logo no primeiro turno.
Aqui na Bahia, os institutos de pesquisa, na opinião de tucanos, democratas e peemedebistas, fazem o jogo do PT. “Sensus, Ibope e Vox Populi não são institutos da minha confiança”, diz o deputado João Almeida, líder do PSDB na Câmara Federal.
A verdadeira pesquisa, pelo menos no imaginário dos peemedebistas, é a que aponta uma situação de empate técnico entre Geddel e Paulo Souto. Já os soutistas apostam em uma diferença abaixo de 10 pontos (%) entre Wagner e Souto.
O Ibope, Sensus, Vox Populi e o Datafolha têm um novo concorrente no mercado: o Instituto Imaginário Oposicionista.  Coisas da política.
COISA FEIA
O que deixa a gente triste, triste mesmo, é quando a podridão, com seus tentáculos, toma conta de uma instituição que representa o arcabouço do sistema democrático e do estado de direito.
A atual Câmara de Vereadores, que é o Poder Legislativo municipal, já está na boca do povo como a pior da história política de Itabuna. A Casa Legislativa, ou melhor, a “Casa da Mãe Joana”, é uma vergonha.
Alguns vereadores acham que depois das canetadas do presidente, tendo como alvo principal Roberto de Souza, a Casa deixou de ser de “Mãe Joana”. É agora a do “Pai Loiola”.

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O radialista e ex-vereador Reginaldo Silva é daqueles bem informados sobre os bastidores do poder em Itabuna. Hoje, o “Amigão 10” falou em seu programa que corre nesses mesmos bastidores da política (podre) local que o “repente” caneteiro e denunciador de Loiola teria a finalidade de livrar a cabeça do prefeito Capitão Azevedo (DEM) de uma degola em gestação.
Seria mais ou menos assim, como explicou em seu programa na Rádio Nacional: se o vereador Roberto de Souza (PR) assumir a presidência da Câmara, em janeiro, trabalhará exaustivamente para derrubar o prefeito Azevedo e tornar-se prefeito (aí, desconsidera até o fato de haver um vice, Antônio Vieira).
O Amigão não esmiuçou o caminho jurídico para tal, mas afirmou que Roberto teria reunido farta munição capaz de abalar a prefeitura e destronar o capitão.
Descoberta a munição de Roberto, o núcleo jurídico do prefeito e mais alguns amigos trataram de instruir Loiola a jogar m…. no ventilador, enfraquecer Roberto de Souza e, assim, criar as condições necessárias para evitar a ascensão do mandachuva do PR à presidência da Casa, eleito que foi, antecipadamente, no ano passado.
Se a teoria faz sentido? Bom, pode ser apenas – e só – mais uma teoria conspiratória que alimenta os bastidores da política (?).

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Há pouco, o vereador Roberto de Souza, que apresenta programa na Rádio Difusora de Itabuna, encerrou sua resenha com a seguinte frase: “Como eu sempre digo, se quiser conhecer um homem, dê dinheiro e poder a ele”.
A mensagem, obviamente, foi para o presidente da Câmara de Vereadores, Clóvis Loiola, que se tornou algoz de Roberto e tem dito que desbaratou uma “quadrilha” no legislativo municipal (leia post abaixo). Roberto é o primeiro-secretário da Câmara, tendo a função de autorizar pagamentos, assinar contratos e cheques, junto com o presidente.

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Não se sabe o porquê, mas a defesa do presidente da Câmara, Clóvis Loiola, comprou quase todos os exemplares do jornal Agora desta sexta-feira, 27. A edição traz o vereador do PPS afirmando que há uma quadrilha na Câmara de Vereadores. O destino das centenas de exemplares foi um endereço famoso na avenida Princesa Isabel. Na entrevista, o presidente aponta o dedo para ex-diretores da casa.
– Orei muito para Deus me ajudar a desmascarar essa quadrilha.
Como tem apelado a Deus este homem…

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O vereador Ricardo Bacelar (PSB) esteve há pouco, acompanhado pelo colega Claudevane Leite (PT), no programa Bom Dia Bahia, da Rádio Nacional de Itabuna. Os dois, mais o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB), defendem a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito para apurar uma lista de falcatruas e maracutaias que aconteciam na Câmara itabunense.
Na entrevista ao apresentador Ederivaldo Benedito, Bacelar afirmou que a presidência e a primeira-secretaria da Câmara eram “fechadas”. Ou seja, uma espécie de caixa preta à qual os demais vereadores não tinham acesso.
Cabe ao presidente e ao primeiro-secretário, funções exercidas respectivamente por Clóvis Loiola e Roberto de Souza, assinar cheques e autorizar os pagamentos feitos pela Câmara. Bacelar, que é o segundo-secretário (tem a função regimental de substituir o primeiro), afirmou que muito raramente teve a oportunidade de ser solicitado para fazer as vezes de Roberto de Souza.
“Roberto sempre esteve presente na hora de assinar documentos e autorizar os pagamentos”, comentou o vereador. Claudevane Leite declarou que , desde o ano passado, ele, Bacelar e Wenceslau vêm alertando o presidente da Câmara sobre “algumas irregularidades”.
O petista lembrou que foi criada uma comissão de servidores no mês de junho passado para apurar as tais irregularidades, mas disse que os funcionários “jogaram a toalha”, porque a administração da casa “não abria nada”.
Claudevane reconheceu ser “lamentável o que está acontecendo” e afirmou que “não adianta muita conversa”. Para o vereador, somente a Comissão Especial de Inquérito poderá verificar a profundidade da lama que inunda o legislativo.
Na mesma entrevista, Claudevane Leite criticou as generalizações, uma vez que a imagem de toda a Câmara ficou comprometida pelo “Loiolagate”.
“A sociedade tem razão de estar perplexa e desapontada, mas não se pode generalizar”, declarou. O petista elogiou “a coragem” do presidente, mas acrescentou que “ele poderia ter ouvido nossos conselhos”.

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Loiola diz que é ameaçado.

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola (PPS), abriu o verbo no programa Bom Dia Bahia, da rádio Nacional, nesta manhã. Ele acusou ex-diretores de desfalques mensais de R$ 40 mil a R$ 50 mil, disse sofrer pressão de vereadores e afirmou que só agora exonerou ocupantes de cargos comissionados porque esperava “a hora certa”.
Aos jornalistas Ederivaldo Benedito e Maria Luísa Couto, Loiola disse ter descoberto os “roubos” porque faltou dinheiro para honrar os compromissos com servidores e credores da Câmara. “Começaram “a aparecer os roubos [quando dinheiro ficou curto]. Tive de pedir forças a Deus para tomar essa posição”.
Loiola citou Deus por diversas vezes na entrevista e afirmou que vem recebendo ameaças, embora não tenha precisado quando nem como ou de quais pessoas partiram as ameaças.
O presidente acusou vereadores de montar empresas de segurança e de limpeza, “para poder se beneficiar”. Cada uma das empresas abocanharia R$ 13 mil por mês. “Agora, era aquele negócio: “montamos a empresa, tá tudo legal”.
Loiola responsabilizou os vereadores Ricardo Bacelar (PSB) e Roberto de Souza (PR) pelas nomeações dos diretores Alisson Cerqueira (administrativo) e Kleber Ferreira (recursos humanos), respectivamente. O presidente ainda insinuou que os dois vereadores, mais Raimundo Pólvora, estariam preocupados com as investigações:
– Por que, na segunda à tarde, esses vereadores retornaram [à Câmara] com chaveiro e homens da polícia civil para arrombaram as portas e levar documentos? Por que a preocupação? Quem não deve, não teme. Quem não deve não teme nem a morte.

“VERGONHA NA CARA”

Bacelar manda colega "tomar vergonha na cara".

O vereador Ricardo Bacelar disse rebateu Loiola e propôs uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar tanto o presidente como o primeiro-secretário, Roberto de Souza. Numa entrevista ao programa Cacá Ferreira, na mesma emissora, Bacelar classificou o presidente da Câmara como uma pessoa “desequilibrada, transtornada”.
Bacelar negou que tenha envolvimento com esquemas de corrupção na Casa. “A iniciativa de apuração foi dos vereadores Bacelar, Wenceslau Júnior e Vane [do Renascer]”.  Para o parlamentar do PSB, Loiola está contaminado por uma amnésia e esqueceu das irregularidades “que cometeu naquela casa”.
Também afirmou que o presidente deveria “vergonha na cara ao usar o nome de Deus em vão” e prometeu acioná-lo judicialmente pela acusação de ter empresa na Câmara. “Loiola busca uma delação premiada numa tentativa de se salvar”, acredita o vereador do PSB, que complementa: “nós temos provas das irregularidades [de Loiola] e a CEI é a oportunidade de se defender”.
Bacelar disse que, apesar do rompante caneteiro do presidente, boa parte dos vereadores governistas se nega a assinar o requerimento de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os atos de Loiola. O socialista disse que vai solicitar que Loiola devolva dinheiro com viagens e restaurantes e o presidente teria feito viagens com a esposa pagas pela Câmara. “Agora ele quer se fazer de vítima”.
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Um veículo desgovernado e descendo a ladeira. É essa a impressão que se tem da Câmara de Vereadores de Itabuna, e isso não é de hoje. O que mudou foi a velocidade da descida, que nunca foi tão grande.
Loiola, o presidente tardio, só agora descobriu que tem poder, mas ainda não teve tempo de entender que o poder sem sabedoria nunca leva a um final feliz. Se antes ele era um bobo nas mãos das “águias” do legislativo municipal, continua o sendo, porém em outras mãos.
Sem habilidade, com a chamada sutileza de elefante em loja de cristais, Loiola vai promovendo não uma reforma, mas a demolição administrativa da Câmara. A estrutura anterior talvez não fosse das melhores, mas o que é mesmo esse monstrengo que vai surgindo naquele prédio em forma de pizza?
Por enquanto, a guinada napoleônica de Loiola não passa de uma pseudo-engenharia, que pode ter trocado seis por meia dúzia ou nem isso. As manobras, pensadas em consórcio pela soma das inteligências do presidente da Câmara com a do capitão-prefeito, visaram tirar os amigos de Roberto de Souza dos cargos de influência no legislativo. Mas quem são os novos titulares? Claro, os amigos de Loiola.
E quem é amigo do povo nessa briga de panelinha contra panelinha? Ora, e o que é o povo, esse ente abstrato, sem rosto e sem forma, que só nas campanhas se transforma em Dona Maria, Seu João e outras milhares de pessoas às quais os políticos somente procuram no momento que lhes interessa? Depois, voltam-lhes as costas e tapam todas as frestas para que ninguém veja o desenrolar das negociatas.
Enquanto incorpora o presidente-canetada, Loiola espalha insegurança e confusão na Câmara. Hoje à tarde, funcionários de empresas terceirizadas invadiram as dependências da casa e reclamaram de que os cheques recebidos do legislativo eram legítimos borrachudos. Em vários setores, surgiu um clima de apreensão, já que ha notícias de novas exonerações sendo preparadas.
E Loiola, o que diz? Absolutamente nada! O presidente não explica seus atos nem dá sequer uma pista do que pretende construir após a demolição. Pelo jeito, esse arroubo de poder deverá produzir muita bagunça, mas está longe de resolver a grave crise do legislativo itabunense.

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Roberto de Souza está na mira de Loiola e da Prefeitura

Depois de passar a vassoura nas diretorias da Câmara de Vereadores de Itabuna, o presidente da casa, em forte articulação com o Poder Executivo, prepara outra dura ofensiva. Nesta, a vítima será o primeiro-secretário do legislativo municipal, Roberto de Souza.
A história é a seguinte: Souza, com o apoio de outros vereadores, alterou o regimento interno da Câmara e conseguiu antecipar a eleição da Mesa Diretora, para o biênio 2011-2012. A eleição aconteceu em junho de 2009 e Souza foi eleito presidente.
Ocorre que alguém investigou as “operações legislativas” desse processo e descobriu que o dispositivo legal que embasou a eleição do futuro presidente tem data de agosto de 2009. Ou seja, é posterior à sua eleição.
Para os advogados que prepararam o “míssil”, o carro, como se diz, foi colocado à frente dos bois e a eleição antecipada da Mesa está mais em baixa que o Carnaval Antecipado de Itabuna, aquele que já morreu há muito tempo.
De uma coisa se pode ter certeza: tão cedo a pomba da paz não pousará na Câmara itabunense. A guerra está declarada, justamente num período que teria tudo para ser morno por conta do envolvimento dos vereadores nas campanhas de candidatos a deputado estadual e federal.

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Na sexta-feira (20), vereadores diziam que se houver algum fiapinho que ligue o prefeito Capitão Azevedo às tentativas de exonerações em massa na Câmara, ele pode se preparar.
Um deles ligou para o secretário de Administração, Gilson Nascimento, e este negou participação do governo municipal na ação mal calculada.
Azevedo não teria intenções saneadoras em relação à Câmara. Longe disso, quer criar turbulência para governar em mar (ainda) mais calmo.
Fato é que o primeiro-secretário, Roberto de Souza, está convicto de que a presença ostensiva de guardas municipais na Câmara, na última sexta, não foi algo pensado pelo presidente da Casa, Clóvis Loiola. Teria dedo do governo. Está de butuca.
O mar vai pegar fogo. Quem ficar de camarote talvez coma peixe frito.

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Porta do gabinete da presidência foi arrombada.

Chamem os bombeiros, pois a Câmara de Vereadores tá pegando fogo. Há pouco, houve uma discussão áspera entre o presidente da Casa, Clóvis Loiola (PPS), e o primeiro-secretário, Roberto de Souza (PR).
Roberto foi chamado ao gabinete por Loiola para discutir um decreto presidencial que exonerou todos os ocupantes de cargos comissionados da Casa, num total de 60. O presidente só manteve os comissionados que lhe servem no gabinete.
– Rasgue esse ato e limpe sua b…. que isso não tem validade nenhuma – reagiu Roberto, conforme relatos.
Daí, cinco homens que também fazem a segurança do prefeito Capitão Azevedo foram para cima do primeiro-secretário. No gabinete estavam Roberto, Loiola e Rui Machado. Seguranças são acusados de arrombar a porta.
A quase-pancadaria desagradou os vereadores da oposição e da bancada governista, que se reúnem em instantes para definir o afastamento de Loiola da presidência da Casa. Quem deve assumir o cargo é o vice, Solon Pinheiro (PSDB), que dá sustentação ao governo na Casa.
O vereador Wenceslau  Júnior (PCdoB) afirma que o ato de Loiola em demitir os cargos de confiança não tem validade, pois teria também de ser assinado pelos demais membros da Mesa Diretoria da Casa.
Os vereadores que estão na Casa condenaram o presidente da Câmara por aceitar a intromissão da equipe de segurança do prefeito e desrespeitar o próprio Regimento Interno.
Vereadores desconfiam que Loiola foi aconselhado pelo governo a tomar a atitude. Isso, porque, além dos seguranças do prefeito, também estava no hall da Câmara o comando da Guarda Municipal, aliado ao fato de Loiola ter se reunido longamente com Azevedo e auxiliares antes da decisão.
Atualizada às 12h30min

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O vereador Milton Gramacho se enrolou todo, ontem, ao tentar defender a gestão do prefeito Capitão Azevedo (DEM), do qual é líder na Câmara.
Provocado pelo primeiro-secretário da Casa, Roberto de Souza, Milton não deixou pedra sobre pedra:
– O governo tem prezado pela seriedade, mas não pode sair por aí acusando ninguém sem provas. Azevedo vem agindo, ao contrário dos outros governos, que não apuravam nada, empurravam tudo pra baixo do tapete.
Em tempo: Roberto lamentava o fato de não ter quórum na sessão para instalar comissão de inquérito para investigar falcatruas do governo municipal. Ontem, por sinal, só houve leitura de ata e de pedidos de providências. Os nobres edis encontram-se em campanha eleitoral.

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Alegando ter sido vítima de discriminação dentro de sua legenda – o Partido da República – a vereadora itabunense Rose Castro conseguiu autorização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para desfiliar-se sem correr o risco da imputação de infidelidade partidária.
Os advogados da vereadora informaram ao TRE que ela, mesmo após oficializar pedido de registro de sua candidatura, em 7 de maio de 2008, teve o nome excluído da ata da convenção do PR, realizada em 30 de junho do mesmo ano. Na época, Rose Castro enfrentou forte oposição dos irmãos Roberto e Saulo Pontes de Souza, caciques do partido em Itabuna.
A vereadora já foi cortejada por outros partidos, a exemplo do PSDB, no qual está filiado o seu irmão Augusto Castro, candidato a deputado estadual. Mas ela ainda não confirmou se será mais uma tucana na Câmara de Itabuna, fazendo companhia a Solon Pinheiro.

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Roberto admite compor com governo (Foto Duda Lessa).

O vereador Roberto de Souza admitiu, pela primeira vez, que o PR pode fazer parte da base do governo do Capitão Azevedo. As conversações evoluíram no plano municipal e estadual, mas há uma condicionante: o PR adere ao governo se o prefeito Capitão Azevedo sair do DEM.
Azevedo também teria de, segundo Roberto, mexer no seu secretariado para ganhar o apoio dos republicanos. E a mexida não teria tão somente o propósito de abrir espaço para dar guarida ao PR. Sem citar quais seriam as áreas frágeis do governo, o dirigente dos republicanos em Itabuna diz que é preciso “mover algumas peças” no time de “Zevedim”.
Apesar de ver com bons olhos a composição, Roberto descarta assumir alguma secretaria no governo municipal. “Quero e vou manter a minha postura em relação ao governo”, disse.
O primeiro-secretário da Câmara assumirá a presidência do Legislativo em janeiro de 2011. Segundo ele, não seria esse o motivo que o faz descartar uma secretaria. Roberto diz possuir uma ótima relação pessoal com Azevedo, mas a sua posição em relação ao governo sempre foi de independência.
No plano político, Roberto e Azevedo estiveram em lados opostos e trocaram farpas publicamente, por conta da fiscalização que o vereador faz nas ações do governo. O prefeito chegou a dizer que tinha vereador que lhe fazia oposição porque está de olho em sua cadeira no centro administrativo Firmino Alves.

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Roberto parte para o ataque (Foto Duda Lessa).

O vereador Roberto de Souza está em Salvador e entrou em contato com o Pimenta há pouco. Ele respondeu ao vereador Ruy Machado, que o acusou de irregularidades e de deter o controle da Câmara de Itabuna.

Primeiro-secretário da Câmara, Roberto primeiro tratou de desqualificar a manobra da bancada governista que, segundo ele, votou ilegalmente, um pedido de suplementação orçamentária em 60%. O pedido do prefeito Capitão Azevedo acabou aprovado por 9×1.

Segundo Roberto de Souza, o documento nem chegou a tramitar na Casa. Estava ainda sob a análise do jurídico da Câmara e, conforme acordado antes de decretar o recesso, seria posto à votação na reabertura dos trabalhos. “A votação foi totalmente irregular”.

O vereador prometeu acionar o presidente da Casa, Clóvis Loiola, para que se explique como levou à votação um projeto sem que fosse respeitado o regimento.

Depois de explicar questões regimentais, Roberto de Souza partiu para o ataque. Disse que Ruy Machado pode o chamar de irresponsável, presidente da fato da Câmara. Disso até pode, mas…

Fala, Roberto:

– Ele só não pode me chamar de puxa-saco de prefeito, ladrão nem chefe de quadrilha. Não ando no bolso de prefeito. Nunca fui processado nem preso.

BANCADA DO SILÊNCIO

Roberto disse estranhar que Ruy Machado tenha escolhido justamente esse momento para atacá-lo. “Muito me estranha que, estando com uma irmão na UTI aqui em Salvador, um vereador comente sobre meu nome”.

O primeiro-secretário da Câmara disse que aguardará o retorno dos trabalhos legislativos, em agosto, para que Ruy Machado reafirme o que falou ao Pimenta, principalmente quando acusa existência de “lavanderia” no legislativo municipal.

– Ele é conhecido como da bancada do silêncio. Tem que respeitar e dizer as coisas na presença, não na ausência. Tenho um ano e meio de convivência com ele e Ruy nunca se pronunciou em plenário.